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A Pert�nente nasce da conv�cção de que ex�stem h�stór�as, �n�c�at�vas e terr�tór�os que merecem ser conhec�dos, valor�zados e part�lhados�
Num país tão diverso como Portugal, as autarquias têm um papel determinante na construção do presente e do futuro das comunidades. Promovem inovação, preservam património, reforçam a coesão social e melhoram a vida das populações, muitas vezes longe dos centros de atenção mediática.
Nem sempre esse trabalho chega a quem dele poderia retirar inspiração ou exemplo. Foi dessa constatação que nasceu a vontade de criar uma publicação dedicada ao universo autárquico, capaz de dar visibilidade às boas práticas, aos projetos diferenciadores e às pessoas que diariamente desenvolvem os seus territórios.
Mais do que uma revista sobre autarquias, queremos ser uma revista sobre pessoas e territórios. Queremos percorrer o país de norte a sul, descobrir iniciativas transformadoras e revelar a riqueza humana, cultural e patrimonial que torna cada região única.
Mas comunicar melhor não é falar mais. É selecionar, contextualizar e valorizar aquilo que realmente merece ser dito. É esse o compromisso que o próprio nome reflete e que nos guiará sempre: rigor, honestidade, independência e integridade.
Esta primeira edição assinala o início de uma viagem que queremos fazer lado a lado com os municípios, as instituições e, sobretudo, com os leitores. Uma viagem de descoberta, de partilha e de valorização do que de melhor se faz em Portugal.





EUGÉNIA PINTO DE MAGALHÃES
Diretora da Revista Pertinente
CASTANHEIRA DE PERA
Viver em...
PRAIA DAS ROCAS
“Viva esta onda!”
MONTALEGRE O Interior que Enche Manchetes
MAIA A Cidade Mais Feliz
PENAMACOR
Destino de Natureza
VILA NOVA DE PAIVA
Barrelas Summer Fest
VILA VERDE
Liderar é Cuidar
VELAS Capital do Queijo
PROENÇA-A-NOVA
O Centro do Encanto
o Douro e a Serra
Fundão
CELORICO DE BASTO Estratégia Local de Habitação
IDANHA-A-NOVA
Feira Raiana

FICHA TÉCNICA
Propriedade: Ortografia Paralela – Comunicação, Unipessoal Lda | LACS Porto, R. de Azevedo Coutinho 39, 4100-100, Porto | Diretora Executiva: Eugénia Pinto de Magalhães | Contactos: geral@pertinente.pt | +351 934 168 023 | Impressão: Lidergraf - Sustainable Printing | Rua do Galhano 15, 4480-089, Vila do Conde, Portugal | Periodicidade: Trimestral | Distribuição: Gratuita com o jornal Público | Design Gráfico e Conteúdo Editorial: Luna Digital | Depósito Legal: 566298/26 | Edição: Junho 2026
Encaixada na zona sul da Serra da Lousã, onde a água corre em cascata pelos açudes e o ar perfuma as manhãs com aroma a mel, Castanheira de Pera não é apenas um município — é um modo de vida. Aqui, a natureza não é um pano de fundo: é a moldura que enquadra cada casa, cada rua, cada memória.

Nas grandes áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, milhões de pessoas consomem cada dia horas a fazer o percurso entre casa e trabalho — tempo subtraído à vida que deveria ser vivida. A quarenta e cinco minutos de Coimbra, com acesso direto ao IC8 e à A13, Castanheira de Pera apresenta uma alternativa concreta e fundamentada: uma qualidade de vida construída sobre a tranquilidade da natureza, a força de uma comunidade acolhedora e serviços que rivalizam com os dos grandes centros urbanos.
“Viver Castanheira de Pera é habitar uma paisagem que se transforma em cultura”, afirma António Henriques Antunes, Presidente da Câmara Municipal. O quotidiano é feito de “arranjos semânticos entre o homem e a serra”, onde “a natureza é a moldura em que habita a nossa própria casa.” Uma metáfora que, longe de ser apenas poética, se traduz numa realidade concreta:
um município que aposta em oferecer a quem aqui reside o equilíbrio raro entre a tranquilidade da montanha e o dinamismo de uma comunidade em crescimento.
“Viver Castanheira de Pera é habitar uma paisagem que se transforma em cultura”

Há algo que os territórios de baixa densidade oferecem e que nenhuma grande cidade consegue replicar: a tranquilidade sem preço da natureza como extensão natural do quotidiano. Em Castanheira de Pera, essa extensão materializa-se em doze rotas pedestres que atravessam paisagens de rara beleza — percursos onde caminhar é, nas palavras do autarca, “tanto uma introspeção que exercita o corpo e a mente, como a sociabilidade das caminhadas guiadas.” Uma filosofia de movimento que transforma cada saída ao exterior numa experiência genuína de bem-estar.
Ter a serra à porta não é um privilégio abstrato: é o manto branco do Santo António da Neve no pico do inverno, o dark sky estrelado do Astro Tour Céus de Peralta, o aroma a mel das caminhadas de primavera, a brama dos veados ao entardecer ou o mergulho revigorante no Poço Corga após uma caminhada aquática. É, precisamente, esta qualidade de vida singular que tem atraído uma crescente comunidade estrangeira, sobretudo anglo-saxónica, que elegeu estas paisagens como o refúgio ideal para um projeto de vida autêntico, longe do congestionamento e da anomia das grandes urbes.
“Ter a serra à porta é um luxo desfrutado na imaterialidade daquilo que nos faz sentir bem.”
António Henriques Antunes, Presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera

Se a serra define o ritmo dos meses mais frios, os verões em Castanheira de Pera têm um endereço próprio: a Praia Fluvial das Rocas. Com um lago de cerca de um quilómetro e a maior piscina de ondas do país, este espaço recebe entre 80 a 100 mil visitantes por ano — uma afluência extraordinária para um município no interior, a oitenta quilómetros do litoral. A proximidade ao mar deixa de ser um argumento quando a alternativa é esta.
Mas para quem vive no município, as Rocas são muito mais do que um atrativo turístico. “Para os residentes, este complexo é o pulmão económico do concelho. Representa emprego, dinamismo no comércio local e a vitalidade que transborda
para as ruas da Vila”, sublinha o autarca. A água que outrora moveu as fábricas de lanifícios é hoje, nas Rocas, o motor de um turismo que alimenta a economia local e reafirma a capacidade de inovar do território, transformando um recurso natural no sustentáculo do seu potencial turístico.

Um dos argumentos mais recorrentes contra a fixação em territórios de menor dimensão prende-se com a suposta escassez de serviços. Em Castanheira de Pera, esse argumento cede perante a realidade.
Na saúde, um Regulamento Municipal de Apoio à Fixação de Médicos garante a continuidade dos cuidados de medicina familiar. Para os recémnascidos, o programa “Ver(re)Nascer” oferece vouchers de até 2.000€ a reinvestir no comércio local.
A população sénior tem também resposta: os programas “Ajuda Sobre Rodas” e “Radar Social” combatem a solidão e garantem assistência no
domicílio, complementados por instituições de referência como a Cercicaper, a Santa Casa da Misericórdia e o Centro Paroquial. Na mobilidade, o Transporte a Pedido da CIMRL assegura a ligação entre aldeias e a Vila com a flexibilidade do táxi a preços reduzidos.
O projeto mais emblemático desta aposta é o CastanhEiraDuca, distinguido com o Prémio Autarquia 2025: um modelo educativo que integra educação, saúde e bem-estar num mesmo espaço, pensado para que as crianças cresçam em ambiente estimulante e os pais tenham a certeza de que os filhos dispõem do melhor ponto de partida possível.
Para quem pondera instalar-se ou investir no município, a Área de Reabilitação Urbana (ARU) disponibiliza um conjunto de benefícios fiscais de impacto concreto: IVA reduzido a seis por cento nas obras de reabilitação, isenção de IMI e isenção de IMT. Um enquadramento legal que torna a recuperação do parque habitacional não apenas emocionalmente atrativa, mas financeiramente inteligente.
A iniciativa Condomínios de Aldeia — um investimento de 1,7 milhões de euros em quarenta e oito unidades habitacionais — completa esta oferta. Para além de captar novos residentes, o projeto integra a regeneração habitacional com a ambiental, através da substituição de eucaliptos e pinheiros por espécies autóctones. Castanheira de Pera é já o primeiro município do país com cobertura total desta iniciativa.

Castanheira de Pera não se limita a atrair novos residentes — trabalha ativamente para os integrar. “Integrar significa ‘tornar inteiro’”, define António Henriques Antunes.

Nenhuma descrição de Castanheira de Pera estaria completa sem reconhecer o que verdadeiramente a torna singular: a sua identidade profunda. O município é o terceiro centro nacional de lanifícios, com empresas como a Albano Morgado S.A. a exportar oitenta por cento da produção para o mercado internacional.
A Rota dos Açudes, a Rede de Turismo Industrial e o Barrete Tradicional da JOTAV são expressões de um passado que resiste ao tempo sem se fechar sobre si mesmo. “A nossa identidade é, literalmente, tecida em lã e movida pela água”, sintetiza António Henriques Antunes.
À mesa, a identidade é igualmente inconfundível: cabrito, trutas, mel de urze, queijo da serra — “a nossa paisagem servida no prato”, como descreve o presidente. O festival Gastronomia em Movimento transforma cada ano estes sabores em celebração partilhada, reafirmando que a cultura local se vive também com todos os sentidos.
“Não se trata de apagar diferenças, mas de as transformar em riqueza coletiva.” Esta filosofia tem sustentado um crescimento demográfico consistente e a consolidação de um tecido social diverso e coeso, onde diferentes origens coexistem e se complementam.
O programa Odisseia’26, com setenta eventos distribuídos ao longo do ano, é a expressão mais visível desta vitalidade cultural. Mais do que um calendário de iniciativas, representa uma mudança de paradigma: “Transformamos o morador de mero espetador em anfitrião orgulhoso”, explica o presidente. Os eventos funcionam também como âncora para a diáspora: são o pretexto que leva os emigrantes a regressar, a reencontrar as suas raízes e a reinvestir nas suas propriedades — um ciclo virtuoso que alimenta a economia local e mantém vivo o laço entre o território e quem dele partiu.
O Parque de Aventura de São João da Mata
O próximo capítulo de Castanheira de Pera está a ser escrito em sessenta hectares de natureza. O Parque de Aventura de São João da Mata, atualmente em desenvolvimento, vai reunir teleférico, slide, arborismo, downhill, escalada e cable wakeboard numa oferta de turismo de natureza e aventura sem precedentes na região — com ambição e escala nacionais.
“Converter o património do passado em infraestruturas do futuro” é, nas palavras de António Henriques Antunes, a ambição que define a estratégia do município — e que encontra no Parque de Aventura a sua expressão mais clara: um projeto que transforma a riqueza natural de Castanheira de Pera num destino de referência nacional.
Castanheira de Pera não é apenas um lugar para viver — é uma forma de viver. Um território onde a natureza e a comunidade se completam, onde os serviços crescem sem sacrificar a tranquilidade, e onde o futuro se constrói com ambição, identidade e visão. Para quem procura uma vida mais plena, a resposta pode estar a quarenta e cinco minutos de Coimbra, no coração da Serra da Lousã.









Montalegre mostra que o interior não se despovoa de alma; pelo contrário, é onde Portugal guarda a sua identidade mais profunda.

“Cada euro investido aqui tem um efeito multiplicador na dignidade humana.”
Com menos de dez mil habitantes, Montalegre acolhe num só ano uma feira de fumeiro que prevê vender dois milhões de euros, um festival místico que triplica a vila numa noite e uma final mundial de automobilismo. É o interior que enche manchetes.

Um território antigo que se afirma para o futuro
Há muito para ver, fazer e provar — de caminhadas por trilhos da serra a uma posta de carne barrosã — neste que é um dos maiores municípios do interior norte, com mais de 805 quilómetros quadrados. Do planalto dos lameiros e carvalhais às serras do Gerês e do Larouco, um terço do concelho integra o único Parque Nacional do país, e toda a região do Barroso é reconhecida pela FAO como Património Agrícola Mundial, distinção que lhe valeu ainda uma menção especial no Prémio Nacional da Paisagem 2022. É, nas palavras da presidente Fátima Fernandes, um território “de elevada identidade, cultura e tradição”.
No entanto, essa herança convive com um problema premente: o despovoamento que atinge boa parte do interior transmontano. A resposta do município passa por políticas sociais de fixação. “Desenvolvemos um conjunto de projetos de apoio à família, revestindo a forma de atribuição de subsídios que procuram ser um incentivo à natalidade e à fixação de pessoas”, explica Fátima Fernandes, apontando que esses apoios “abrangem as famílias desde o nascimento”
A par disso, incentivos ao primeiro emprego, a valorização do ensino profissional e o apoio à fixação de médicos completam uma estratégia trabalhada em articulação com associações e Juntas de Freguesia.
O alicerce: a terra, o gado e o fumeiro
No coração desta economia está o setor agropecuário, que o município encara, sem hesitar, como herança a preservar e motor a desenvolver. A aposta traduz-se em compromissos financeiros de peso: o protocolo com a Coopbarroso, no valor de mais de 750 mil euros por ano, procura travar o declínio da atividade pecuária e injetar liquidez direta nos produtores, compensando o aumento dos custos de produção e o exigente encargo sanitário das explorações. A esse apoio soma-se uma medida invulgar em Portugal: um incentivo de 100 euros por cada nascimento de vitelo barrosão, criado para responder à perda de efetivo e ao abandono da criação tradicional. O resultado, sublinha a autarca, reflete-se “na estabilização e rejuvenescimento do número de cabeças de gado Barrosão, ao contrário do cenário nacional de declínio de raças autóctones”.
“Um território de elevada identidade, cultura e tradição.”
Fátima Fernandes, Presidente da Câmara Municipal de Montalegre

A castanha do Barroso, com campanhas de luta biológica contra a vespa-das-galhas-docastanheiro e um projeto de valorização comercial em estudo, alarga este apoio para lá da raça Barrosã. E é a Feira do Fumeiro, na sua 35.ª edição em 2026, que dá a maior montra a este mundo: dois milhões de euros em vendas previstas, 70 expositores e mais de 70 toneladas de fumeiro. Mais do que um certame comercial, defende Fátima Fernandes, a feira é “a festa da ruralidade, manifesto de uma cultura rica, viva e autossuficiente, que valida e celebra publicamente o modo de vida tradicional”
O rigor do processo — animais identificados, alimentação tradicional fiscalizada, cozinhas licenciadas e etiqueta de certificação em cada chouriça e presunto — transformou a agricultura de subsistência numa atividade económica formal, capaz de fixar população. A ambição não se esgota nas fronteiras nacionais: o município promove o certame em feiras de turismo da Galiza e criou uma plataforma de venda online que leva o fumeiro tradicional a emigrantes espalhados por França, Suíça, Luxemburgo e Alemanha.
Se o fumeiro celebra a ruralidade, dois outros eventos provam a ousadia do concelho. A Sexta 13 – Noite das Bruxas, nascida da simples ideia de celebrar o dia que o mundo teme, converteu o misticismo e as lendas ancestrais no maior fenómeno de marketing territorial do município, juntando regularmente 40 a 50 mil pessoas e gerando mais de um milhão de euros de movimento económico por edição. Isto revelou, segundo a presidente, que “um município do interior, com escassos milhares de habitantes fixos, consegue acolher, alimentar, policiar e
entreter uma multidão que triplica a população de todo o concelho numa única noite”, e que o turismo no interior “não depende do verão”, esgotando hotéis e restaurantes em pleno janeiro ou fevereiro num raio de 50 quilómetros. A cada edição, o espetáculo no castelo é redesenhado com video mapping e pirotecnia, mas mantém intacto o ritual da Queimada do Padre Fontes. Em redor, a população, desde crianças a idosos, veste a camisola e o disfarce, decorando montras, bares e ruas, num espírito comunitário que se tornou parte da própria experiência.

A poucos quilómetros, o Circuito Internacional de Montalegre escreve outra história improvável. Foi o primeiro traçado a receber uma ronda do FIA World Rallycross Championship, em 2014, e vai acolher a RallyX Global Final de 23 a 25 de outubro de 2026, trazendo pilotos das divisões europeias e americanas e projetando a marca nos mercados dos Estados Unidos e do Canadá. Desenhada a mais de mil metros de altitude, a pista nasceu de “uma visão arrojada nascida no final da década de 1990”, com o objetivo de “converter a altitude, o isolamento e o relevo sinuoso da
Para além dos grandes eventos, é no dia a dia que o município mede o seu trabalho: a beneficiação da estrada de Santo André à fronteira de Xironda, com mais de 180 mil euros, repondo o único elo direto entre populações raianas; intervenções em arruamentos de aldeias como Ormeche, Pondras e Caniçó, distribuídas com critérios de segurança e degradação do pavimento; e obras em curso no Multiusos, no Ecomuseu, em escolas, centros de saúde e creches. Dar visibilidade a este investimento, argumenta Fátima Fernandes, “vai muito além da mera prestação de contas. É um ato de afirmação política, territorial e social”. No interior, lembra, o sucesso de um investimento não se mede pelo número de utilizadores, mas pela garantia de direitos básicos como a saúde, a mobilidade e a salubridade: “Cada euro investido aqui tem um efeito multiplicador na dignidade humana.”
A presidente fecha com uma tese que atravessa toda a conversa: a de que o interior garante a segurança alimentar, a produção de energia verde e a conservação da biodiversidade de todo o país. Investir nas suas acessibilidades, conclui, é “manter vivo o motor que sustenta os recursos naturais de todo o país”. E, mais uma vez, Montalegre afirmase “por esse mundo fora, pelas qualidades de excelência da sua pista automóvel, da organização do evento, do saber estar e receber da nossa gente”.
serra em vantagens competitivas”. Durante a competição, garante a autarca, “o centro de gravidade do automobilismo mundial desloca-se para o Barroso”, com ocupação hoteleira a 100% e a consagração dos campeões a fazer-se numa gala junto ao castelo. O circuito conquistou ainda a certificação de responsabilidade ambiental da Federação Internacional do Automóvel com nota máxima, tornando-se pioneiro mundial nesta acreditação e validando o esforço local para mitigar a pegada ecológica de grandes eventos em ecossistemas de montanha.
“O
sucesso de um investimento não se mede pelo número de utilizadores, mas pela garantia de direitos básicos como a saúde, a mobilidade e a salubridade.”
Fátima










PERTINENTE
A menos de 20 minutos do Porto, a Maia cresceu sem perder a escala humana e inovou sem abandonar a proximidade.

“Uma cidade feliz é uma cidade que nunca se acomoda.”
A menos de vinte minutos do Porto, existe uma cidade que cresceu sem perder a escala humana, que inovou sem abandonar a proximidade e que, em 2026, o mundo finalmente reconheceu: Maia é a cidade mais feliz de Portugal.
Em abril, no Parlamento do Reino Unido, foi anunciado um resultado que colocou a Maia no mapa internacional da qualidade de vida: a cidade foi classificada como a mais feliz de Portugal no Happy City Index — um ranking internacional que avaliou 251 cidades em 64 indicadores distintos, em categorias que vão da governação à saúde, da mobilidade ao ambiente. Na 69.ª posição mundial, a Maia antecede com larga margem Lisboa, que surge apenas no 159.º lugar. Para o presidente da Câmara Municipal, António Silva Tiago, a notícia foi recebida “com enorme satisfação, mas também com um profundo sentido de responsabilidade”. Segundo o autarca, mais do que uma conquista simbólica, a distinção é a confirmação de uma estratégia:

“Este resultado confirma que estamos a construir uma cidade centrada nas pessoas, onde o desenvolvimento económico caminha lado a lado com a qualidade de vida, a inclusão social e a sustentabilidade.”
António Silva Tiago, Presidente da Câmara Municipal de Maia
O Happy City Index avalia seis grandes dimensões: cidadãos, governação, ambiente, economia, saúde e mobilidade. Na Maia, os resultados mais sólidos surgem nas áreas da educação, da governação de proximidade, do desenvolvimento económico e da mobilidade. “Somos um concelho que conseguiu afirmar-se como um dos principais polos de investimento e inovação do país sem perder a
A distinção valida, com dois anos de antecipação, a visão do Maia 2028 — o plano estratégico que orienta o desenvolvimento do concelho nesta década e que tem como desígnio central a sustentabilidade integral. O lema institucional — Maia, Sorrir para a Vida — não é, segundo o presidente, uma mera assinatura de comunicação, mas a síntese de uma visão política que coloca as pessoas no centro das decisões, promovendo o equilíbrio entre progresso económico, coesão social, qualidade ambiental e bem-estar.

dimensão humana e a capacidade de estar próximo dos cidadãos”, explica António Silva Tiago.
Ainda assim, o autarca não esquece os desafios que persistem: a sustentabilidade ambiental, a habitação acessível e as respostas ao envelhecimento da população exigem, nas suas palavras, “um esforço contínuo”. A convicção é clara: “uma cidade feliz é uma cidade que nunca se acomoda.”
A educação é um dos pilares que mais pesou na avaliação do ranking. Na Maia, a abordagem vai além dos resultados escolares. “Temos investido não apenas na requalificação das escolas e na inovação tecnológica, mas também em projetos que promovem a cidadania, a cultura, o desporto, a ciência e o bem-estar emocional dos alunos”, sublinha o presidente. O objetivo é criar ambientes educativos inclusivos, estimulantes e seguros, que preparem os jovens para a vida e não apenas para os exames.
A inclusão social é uma dimensão igualmente transversal a toda a ação municipal. O município tem reforçado programas de apoio às famílias mais vulneráveis, iniciativas de acessibilidade e respostas dirigidas a seniores e pessoas com deficiência, em articulação estreita com as instituições locais. “Trabalhamos diariamente para garantir que cada cidadão encontra respostas adequadas às suas necessidades, independentemente da sua condição física, económica ou social”, assegura António Silva Tiago.

A distinção no Happy City Index convida, naturalmente, à comparação com as cidades que lideram o ranking. Copenhaga ocupa o primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo, e os modelos nórdicos são, para o presidente, uma referência em sustentabilidade, planeamento urbano e participação cívica. Mas há algo que distingue a Maia:
“Conseguimos combinar crescimento económico, inovação, qualidade dos serviços públicos e proximidade aos cidadãos de uma forma que muitas vezes surpreende quem nos visita.”
A capacidade de conciliar competitividade e qualidade de vida é, segundo o autarca, hoje uma das maiores forças do município.
Para quem ainda não conhece a Maia, a mensagem é direta: encontrará “uma cidade moderna, inovadora, segura e acolhedora”, com oportunidades para estudar, trabalhar, investir e construir uma família. Uma cidade que cresce sem perder a sua identidade e que acaba de provar que a felicidade pode ser uma meta concreta da governação local.
No coração da Beira Interior, onde a Serra da Malcata guarda os segredos de uma natureza preservada e o tempo parece correr mais devagar, Penamacor está a reescrever o seu papel no mapa turístico de Portugal.
Água, natureza e autenticidade são, hoje, as palavras que melhor definem um município que convida o visitante a desacelerar e a descobrir o interior português na sua expressão mais genuína.
A integração na rede nacional de Estações Náuticas veio conferir forma, estrutura e projeção a uma oferta que há muito existia em estado latente, mas que agora se apresenta organizada, qualificada e pronta a surpreender quem ainda associa o lazer náutico exclusivamente ao litoral.
Para José Miguel Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Penamacor, a integração nesta rede nacional tem um significado que vai muito além do reconhecimento formal. “Esta certificação confirma o potencial do concelho para afirmar uma oferta turística estruturada, diferenciadora e sustentável, assente nos seus recursos naturais e na autenticidade do território”, afirma.
Na prática, esta distinção está a moldar a estratégia turística do concelho em três eixos: a diversificação da oferta, atraindo novos perfis de visitantes, de praticantes de desportos náuticos a famílias em busca de escapadas de natureza; a construção de uma rede colaborativa entre operadores, alojamentos e restauração; e o impacto económico gerado por estadias mais prolongadas e por um consumo local mais expressivo.

“Muitas vezes associa-se este tipo de atividades apenas ao litoral, mas a realidade é que o interior também oferece água, natureza e espaços bem preservados, com a vantagem de terem menos pressão turística e uma envolvente paisagística mais autêntica.”
José Miguel Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Penamacor
Quatro Espaços, Uma Experiência Completa
A Estação Náutica de Penamacor estrutura-se em quatro espaços complementares, cada um com a sua identidade própria, mas todos unidos pela presença da água e pela riqueza natural que os envolve. A Zona Balnear do Meimão, a Zona de Lazer de Benquerença e a Zona de Lazer de Meimoa são três destinos de lazer aquático onde os visitantes podem praticar canoagem, stand-up paddle, remo, pesca lúdica ou simplesmente desfrutar de tranquilos passeios náuticos. A proximidade entre estes espaços favorece
a criação de percursos integrados, incentiva estadias mais prolongadas e permite ao visitante viver múltiplas experiências dentro de um mesmo território.
O quarto pilar desta rede é o Parque de Campismo do Freixial, situado junto à Ribeira da Baságueda e a escassos minutos da Reserva Natural da Serra da Malcata. Inserido numa paisagem de vales verdejantes e marcado pela serenidade característica da região, é descrito pelo autarca como “um dos mais genuínos refúgios para quem procura afastar-se do ruído do mundo e encontrar, simplesmente, o lugar certo para se perder no meio de nenhures.” Equipado com piscina, bar, restaurante, parque infantil, parque de merendas e wi-fi, o Freixial alia conforto a uma localização de rara autenticidade.
A sua excelência tem sido reconhecida com o Prémio Cinco Estrelas Regiões, conquistado em 2025 e confirmado em 2026, na categoria de Parques de Campismo.

Toda esta oferta ganha uma dimensão ainda mais especial quando enquadrada na envolvente natural que rodeia o município. Em janeiro de 2026, a Reserva Natural da Serra da Malcata foi classificada como Zona Especial de Conservação, reforçando a proteção de habitats únicos, linhas de água preservadas e uma biodiversidade de singular riqueza. “Penamacor não oferece apenas experiências ligadas à água, mas experiências em plena natureza, num cenário de grande riqueza paisagística e biológica, onde o turismo ativo, o
lazer e o contacto com a biodiversidade coexistem de forma harmoniosa, autêntica e sustentável”, sublinha José Miguel Oliveira.
A este valor ecológico soma-se o projeto de Cogestão da Serra da Malcata, desenvolvido em parceria com o município do Sabugal, que visa criar uma dinâmica partilhada de promoção e qualificação desta área protegida, conciliando a conservação ambiental com o desenvolvimento sustentável, o fomento do ecoturismo e a valorização das tradições identitárias da região.
Como sublinha José Miguel Oliveira, “a água é o ponto de partida, mas a verdadeira diferenciação acontece quando o visitante encontra um conjunto de propostas complementares que enriquecem a sua permanência no território.”
A rede de percursos pedestres do concelho permite descobrir Penamacor a um ritmo mais lento e imersivo, atravessando paisagens naturais, áreas florestais e linhas de água. O território reserva ainda outras surpresas, como a zona histórica da vila e os espaços museológicos.
Da natureza à história, da água à cultura, este município da Beira Interior é, acima de tudo, um convite a descobrir Portugal na sua expressão mais genuína.

Num pequeno concelho do interior da Beira Alta, alguém decidiu que os grandes nomes da música internacional não deviam ficar reservados para as grandes cidades. O Barrelas Summer Fest nasceu dessa convicção e está a dar razão a quem a teve.
Em Vila Nova de Paiva, a música voltará a fazer tremer o Estádio Municipal da Pedralva nos dias 24 e 25 de julho. O Barrelas Summer Fest chega à terceira edição com o cartaz mais ambicioso de sempre: Morcheeba, dEUS, Jet e Apocalyptica sobem ao palco num festival que, em apenas duas edições, conseguiu colocar o nome do município nos grandes títulos da imprensa nacional, das rádios e das televisões, chegando a visitantes de todo o país e do estrangeiro.
A fórmula do sucesso, segundo o presidente da câmara, Paulo Marques, assenta em algo aparentemente simples: “É possível sonhar e concretizar.” Numa região historicamente afastada dos grandes circuitos culturais, a aposta em nomes internacionais de relevo não foi sem riscos, mas o município assumiu-os de frente, com trabalho e determinação.
“É possível com muito trabalho, muitos contactos, e, acima de tudo, não ter medo de arriscar.”
Paulo Marques, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva


O festival distingue-se não só pelo cartaz eclético — que mistura trip-hop, rock alternativo, metal sinfónico e hip-hop —, mas pelo ambiente íntimo e familiar que soube criar ao longo das edições. “O espaço é muito acolhedor, com muito boa visibilidade para o palco em todos os locais”, descreve Paulo Marques, uma característica que os grandes festivais nacionais raramente conseguem preservar à medida que crescem. É precisamente essa proximidade entre artistas e público que define a identidade do Barrelas Summer Fest.
Com bilhetes a partir de 35 euros por dia e 60 euros para os dois dias, o festival afirma uma convicção clara: “Queremos um grande festival, mas que seja acessível para as carteiras dos portugueses.” O campismo gratuito no Parque Urbano completa a proposta, tornando Vila Nova de Paiva, por uns dias, num destino incontornável do verão português.
É, no fundo, isso que o Barrelas Summer Fest representa — a prova de que a cultura de qualidade não tem endereço fixo nas grandes cidades. “Quis e quero que os paivenses e quem nos visita possam assistir, no interior do País, a bandas que, se não fosse este festival, apenas poderiam ouvir nas grandes cidades.” Missão, nas palavras do presidente, “absolutamente cumprida.”









Quando assumiu a presidência, em 2021, Júlia Rodrigues Fernandes entrou para um clube ainda pequeno. Das 308 câmaras municipais portuguesas, apenas 29 eram lideradas por mulheres.
Ainda assim, para esta presidente, liderar não é uma questão de género, é uma missão que se cumpre com rigor, com parceria e, acima de tudo, com o coração posto nas pessoas.
É com esta clareza que Júlia Rodrigues Fernandes descreve o seu exercício do poder: “Ser presidente da Câmara ou estar noutro exercício de cargo político ou público é estar ao serviço das pessoas e do interesse de todos.” Uma filosofia que se traduz num estilo de governação marcadamente colaborativo, tecido em parceria permanente com juntas de freguesia, escolas, associações, IPSS e empresas. “As pessoas estão sempre em primeiro lugar. São, objetivamente, o centro da nossa ação política e da defesa do bem comum”, afirma a autarca.
Quatro anos depois, o seu mandato fala por números expressivos, por um território em acelerada transformação e por uma convicção que nunca mudou:
“Estou a cumprir a minha missão, de trabalhar e de lutar pelas pessoas e pelo concelho que amo, onde nasci e sempre gostei de viver.”
Júlia Rodrigues
A Base que Torna Tudo Possível
Por detrás de cada obra, cada programa social e cada candidatura a fundos europeus está uma condição que Júlia Rodrigues Fernandes defende com convicção: a saúde financeira do município. Vila Verde é hoje o melhor classificado do distrito de Braga no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses e o 13.º a nível nacional entre os municípios de média dimensão, uma avaliação
conduzida por entidades independentes como o IPCA, o Tribunal de Contas e a Ordem dos Contabilistas Certificados.
“Esta saúde financeira permite-nos maior capacidade de concretização de candidaturas e captação de fundos. Garante-nos mais confiança e também segurança para avançar com projetos e investimentos que consideramos estruturantes e estratégicos para o desenvolvimento do território”, explica a presidente. O resultado é visível: 32,6 milhões de euros em investimentos comunitários atualmente em curso, abrangendo educação, cultura, requalificação urbana, desporto, ambiente e infraestruturas básicas. Uma escala de intervenção simultânea sem paralelo na história do concelho, e que, segundo a autarca, foi “delineada a pensar no dia a dia das pessoas, para resolver os problemas e garantir melhores condições de vida e perspetivas de um desenvolvimento cada vez mais sólido e sustentável”.

Um desses problemas estruturais tem nome e endereço: o estrangulamento crónico da EN101.
A câmara não espera por soluções externas. “Não podemos ficar à espera, nem à mercê de um processo que já conheceu muitos avanços e recuos”, afirma Júlia Rodrigues Fernandes com determinação. Com meios próprios, o município avança com o Eixo Norte-Sul — que vai descongestionar o tráfego desde o Parque Industrial de Gême até Soutelo — e com a reformulação do acesso da EN201 ao Parque Industrial de Oleiros, incluindo um viaduto para a Rotunda do Canoísta, em Prado, cujo projeto de execução se encontra já em concurso.
O objetivo é preciso: “Acabar com as filas diárias de trânsito e eliminar barreiras à mobilidade das pessoas e das empresas.” Para a presidente, esta não é apenas uma questão de fluidez, é “fundamental para a coesão territorial e para a alavancagem da competitividade da economia local”.
O trabalho desenvolvido tem sido reconhecido de forma consistente. O galardão Green Destinations Silver Award distingue o município pela sua atuação em desenvolvimento sustentável, preservação da identidade local e gestão responsável do turismo e do ambiente. A estes soma-se um conjunto de distinções que retratam as prioridades de governação: «Cidade Amiga das Crianças», «Autarquia de Mérito Social», «Cidade Educadora», «Autarquia + Familiarmente Responsável» e membro da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude.
Mas para Júlia Rodrigues Fernandes, os prémios não são um ponto de chegada: “São distinções que nos exigem uma permanente avaliação e monitorização do serviço e do trabalho que prestamos. São prémios que nos ajudam a crescer e a ser cada vez melhores.” O objetivo, sintetiza, é que Vila Verde seja “o melhor sítio do mundo para as pessoas viverem e trabalharem”.

A quem hoje olha para a liderança como um caminho possível, Júlia Rodrigues Fernandes deixa uma convicção que atravessa a sua vida inteira: “É fundamental gostarmos do que estamos a fazer e sentirmo-nos felizes pela oportunidade que temos de partilhar o melhor de nós com os outros.” E um lema que guia cada decisão, cada reunião, cada escolha difícil: “Colocarmo-nos sempre no lugar do outro.”
Olhando para estes quatro anos de mandato, esta máxima não parece apenas uma frase — parece, e é, um programa de governação.











Resende faz uma promessa que vai além da paisagem: a de que a qualidade de vida, aqui, se constrói todos os dias.

“Receber bem faz parte da identidade de Resende.”
Há lugares que se visitam e lugares que se escolhem para viver. Resende, encostado ao Rio Douro e à Serra de Montemuro, quer ser o segundo.
Numa das geografias mais bem guardadas do norte de Portugal, o concelho oferece uma promessa que vai além da paisagem: a de que a qualidade de vida, aqui, se constrói todos os dias.
Viver com Qualidade, Não Só com Paisagem
“Resende distingue-se pelo equilíbrio entre qualidade de vida, autenticidade e oportunidade”, resume o presidente da Câmara, Fernando Silvério. A beleza natural é o pano de fundo, mas não chega para sustentar uma decisão de vida. Por isso, o município faz questão de mostrar o que existe ao nível dos serviços. Na educação, as crianças e jovens beneficiam de atividades de enriquecimento curricular, apoio à família e apoio ao estudo “que, noutros contextos urbanos, representam frequentemente um encargo significativo para os agregados familiares e que aqui são integralmente assegurados pelo município”
A localização ajuda: a cerca de uma hora de Viseu, Porto, Braga e Vila Real, Resende permite usufruir da tranquilidade do interior sem perder o acesso a serviços especializados. A proximidade das estações ferroviárias do Douro, aliada ao transporte fluvial disponibilizado pelo município para ligação à estação de Aregos, é exemplo de uma mobilidade pensada para as necessidades reais da população.
E há ainda o argumento mais concreto de todos: o custo de vida. A habitação é significativamente mais acessível do que nos grandes centros, e a forte ligação à agricultura garante produtos frescos a preços competitivos, sendo ainda comum as famílias manterem pequenas produções para autoconsumo.
“Resende distingue-se pelo equilíbrio entre qualidade de vida, autenticidade e oportunidade”
Fernando Silvério, Presidente da Câmara Municipal de Resende

Uma Comunidade que Acolhe
O teletrabalho trouxe novos residentes a territórios como Resende, mas, como nota o autarca, “vir é uma coisa, ficar é outra”. O desafio do município é garantir que quem chega “não encontra apenas uma casa, mas uma comunidade onde se possa sentir verdadeiramente pertencente”. A integração constrói-se através da cultura, do desporto, do associativismo e dos muitos eventos que dinamizam o concelho ao longo do ano.
“Receber bem faz parte da identidade de Resende. Somos uma terra habituada a acolher e a integrar”, afirma Fernando Silvério. A esse acolhimento junta-se o investimento em equipamentos diferenciadores, como as recentes intervenções na futura Estância Termal do Douro, em Caldas de Aregos, que promete uma oferta de saúde, bem-estar e lazer disponível durante todo o ano, e que se soma ao conjunto de recursos que tornam a permanência, e não apenas a visita, uma opção cada vez mais atrativa.
PERTINENTE
Um Território para Descobrir
Entre o rio e a serra, Resende oferece uma experiência turística densa e diversa. O enoturismo acompanha o Douro vinha a vinha; os monumentos românicos pontuam o território com séculos de história; e a Grande Rota de Montemuro, com 57 quilómetros de percurso, é um dos ex-líbris do turismo de natureza no norte de Portugal, permitindo aos visitantes descobrir paisagens de rara beleza, aldeias tradicionais e uma biodiversidade extraordinária.
A gastronomia completa a experiência: do arroz de lampreia ao cabrito assado, das cavacas às tartes de laranja e cereja, Resende tem uma mesa com identidade própria. A cereja do concelho — um dos produtos mais reconhecidos — e as águas termais de Caldas de Aregos são dois dos ativos que o município quer transformar em motores de desenvolvimento económico. “Queremos que quem nos visita leve consigo mais do que uma fotografia”, afirma Fernando Silvério. “Queremos que leve memórias, emoções e a vontade de regressar.”

Modernizar Sem Perder a Alma Coesão social e modernização dos serviços públicos são os eixos estratégicos do mandato 2025–2029. Na prática, significa qualificar infraestruturas, valorizar o espaço público e diversificar a oferta cultural, educativa e turística. Com projetos cofinanciados pela União Europeia nas áreas da educação, da mobilidade sustentável e da valorização do património, o município quer ser “um parceiro próximo dos empreendedores e investidores que acreditam no potencial do interior”. O turismo de natureza, o alojamento, a transformação agroalimentar e o bem-estar surgem como os setores com maior potencial, sustentados por ativos que Resende tem e poucos territórios conseguem reunir: a paisagem duriense, a Serra de Montemuro, os produtos locais certificados e as águas termais.
“São quinze freguesias, cada uma com identidade própria, património, tradições e potencialidades únicas”, reforça o presidente. É este conjunto que Fernando Silvério quer mostrar ao país e ao mundo. Questionado sobre a imagem que melhor resume o território, o autarca escolhe “o momento em que o olhar se perde sobre o Douro e o silêncio da paisagem nos convida a abrandar”. É essa qualidade de vida, feita de tempo, proximidade e autenticidade, que melhor define Resende e que o concelho quer agora partilhar com quem procura, de verdade, um lugar para ficar.


A Estratégia Local de Habitação que está a devolver futuro ao interior

“Ganha o concelho, ganham as famílias, e ganha a nossa memória coletiva.”
Em 2021, José Peixoto Lima assumiu a Presidência da Câmara Municipal de Celorico de Basto com um objetivo claro: defender e promover o crescimento da terra que o viu nascer.
Cinco anos depois, esse compromisso traduz-se num dos planos mais ambiciosos do interior português — uma Estratégia Local de Habitação que está não só a construir casas, mas a escrever um novo capítulo na história do território.
“A habitação tornou-se uma prioridade do nosso projeto político porque soubemos associar uma necessidade real a uma oportunidade única.”
O ponto de partida tem um pormenor que José Peixoto Lima não deixa passar em claro: “O Plano de Recuperação e Resiliência foi anunciado em 2021, precisamente no ano em que assumi funções como Presidente da Câmara.” De um lado, a crise habitacional sentida em todo o país, que em Celorico de Basto se traduzia em famílias a viver em casas degradadas ou sem condições mínimas de habitabilidade. Do outro, “o maior volume de financiamento alguma vez colocado à disposição do país para responder a desafios estruturais como a habitação.”
“Sejamos práticos e realistas”, resume o autarca: “a habitação tornou-se uma prioridade do nosso projeto político porque soubemos associar uma necessidade real a uma oportunidade única.” Foi esta conjugação — visão, timing e determinação — que transformou um problema antigo num ponto de partida para a mudança.
A Construção do Plano
Para transformar a oportunidade em estratégia, o município avançou em duas frentes: a reabilitação direta de património municipal e a construção de novos conjuntos habitacionais e, em paralelo, a mobilização de “uma vasta equipa técnica do



município” para apoiar privados na recuperação de habitações degradadas.
O resultado financeiro é hoje conhecido — 21 milhões de euros de investimento até 2030, distribuídos pela construção de habitação de arrendamento acessível em Gandarela, Fermil, Celorico e Mota — mas a verdadeira engenharia está na forma como esse valor foi montado: fundos do PRR e do Norte 2030, financiamento bancário na ordem dos 7,5 milhões de euros, recursos municipais e outros programas nacionais e comunitários. “É esta diversificação que nos permite reduzir o esforço financeiro direto do
município e maximizar o aproveitamento dos apoios disponíveis”, explica José Peixoto Lima, acrescentando que o modelo de arrendamento acessível garante também a sustentabilidade futura: “as rendas geradas vão contribuir para a manutenção e gestão do parque habitacional.”
A esta engenharia financeira juntou-se uma ferramenta de planeamento: a Carta Municipal de Habitação. “Se até aqui respondíamos a necessidades habitacionais de forma mais pontual,
com a Carta Municipal de Habitação passamos a dispor de um diagnóstico rigoroso das carências habitacionais do território”, explica o presidente — um instrumento que permite “definir prioridades, planear investimentos a médio e longo prazo e articular a política de habitação com outras áreas, como o ordenamento do território, a ação social ou a regeneração urbana.” Em suma, conclui, “passar de uma lógica predominantemente reativa para uma lógica de planeamento estratégico, baseada em evidência e orientada para resultados.”

É neste ponto que a estratégia de Celorico de Basto se distingue de tantas outras: em vez de apenas construir de raiz, o município decidiu olhar para aquilo que já tinha e dar-lhe um novo propósito. “Esta ação de reconversão está a acontecer em dez antigas escolas do concelho e em três antigas estações de caminho de ferro da desativada Linha do Tâmega, num total de treze edifícios que vão dar origem a 26 novos fogos habitacionais”, revela José Peixoto Lima.
A motivação é tão prática quanto simbólica. “Quem acredita num território tem o dever de o preservar, valorizar e dar futuro ao património que o define”, afirma o autarca. “As antigas escolas guardam memórias de várias gerações e representam uma parte importante da história da nossa comunidade.” Deixá-las ao abandono, sublinha, “seria uma irresponsabilidade”, quando podem, em vez disso, “continuar a servir a população de uma forma tão útil e relevante.”
A receção da população, reconhece o presidente, não foi imediata: “Numa primeira fase houve alguma resistência, porque havia a ideia de que estaríamos a desvirtuar a essência das antigas escolas primárias.” A perceção foi mudando obra a obra: “à medida que fomos concretizando
as obras essa visão mudou por completo, porque tornou-se visível o real objetivo de dotar os edifícios de uma nova vida. E nada é mais satisfatório do que ver recuperado aquilo que é nosso e que faz parte do nosso crescimento.”
O resultado é uma convicção que José Peixoto Lima não hesita em partilhar com outros autarcas: “Aconselho vivamente a qualquer município a reabilitar os edifícios devolutos e a dotá-los de uma nova vida. Não vou dizer que fica mais barato, muitas vezes a reabilitação custa mais do que a construção nova, mas cumprimos dois objetivos essenciais: criamos soluções habitacionais e preservamos o nosso património e a nossa identidade.”

“Quem acredita num território tem o dever de o preservar, valorizar e dar futuro ao património que o define.”
José Peixoto Lima, Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto
Os primeiros efeitos já são visíveis em vidas concretas. “Hoje já temos várias famílias a usufruir de casas reabilitadas, com condições de conforto, segurança e dignidade que antes não tinham”, afirma o presidente. Outras estão já a caminho de “novas soluções habitacionais a custos mais acessíveis, que lhes permitem permanecer no concelho e construir aqui os seus projetos de vida.” É essa, no fundo, a verdadeira medida do sucesso da estratégia: “transformar financiamento em respostas concretas para as pessoas.”
E os sinais de vitalidade não se ficam pela habitação. Em maio de 2026, Celorico de Basto foi distinguido como “Município Amigo da Juventude” com 4 estrelas, fruto de políticas como o Conselho Municipal da Juventude, o Orçamento Participativo Jovem, bolsas de estudo para o ensino superior, transporte escolar gratuito até ao 12.º ano e o programa de natalidade “Nascer na Terra das Camélias”. Na área da saúde, o concelho reforça uma rede de unidades distribuídas pelo território, uma Unidade Avançada de Reabilitação Pós-AVC e um centro de diagnóstico integrado; na educação, a oferta de lugares em creche duplicou para 300.
Este crescimento tem um reflexo direto na capacidade de investimento do município: o orçamento para 2026 é o maior de sempre, com 45 milhões de euros. Nas palavras do autarca, é “uma demonstração real de que, independentemente da dimensão ou da localização do território, quando existe uma estratégia clara, rigor na gestão e capacidade de concretização, é possível alcançar resultados ambiciosos e transformadores.”
Perguntado sobre que concelho quer entregar às próximas gerações, José Peixoto Lima não hesita: “Um concelho que preserva a sua essência, mas que soube afirmar-se e crescer de forma planeada, sustentável e estratégica. Um concelho que atrai cada vez mais pessoas e investimento, dotado de todos os serviços essenciais, mantendo sempre bem presente a nossa identidade, autenticidade e qualidade de vida.”
Fica uma lição para outros territórios do interior que enfrentam os mesmos dilemas: um plano bem desenhado, um património bem aproveitado e uma visão de longo prazo podem transformar aquilo que parecia ser um fardo em motivo de orgulho. Como resume o próprio presidente: “Ganha o concelho, ganham as famílias, e ganha a nossa memória coletiva.”










