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O anarquismo respeita as opiniões filosóficas particulares. Não há inconveniente em que as pessoas busquem explicações religiosas para dar sentido a suas vidas. Toda pessoa já sofreu um calafrio em pensar na morte. Existem aqueles que precisam da crença e outra existência para suportar melhor a pena de perder o que tem. página 08 Os trabalhadores perseguidos, explorados ao máximo em jornadas de trabalho de 12, 14 e 16 horas conseguiram se organizar para enfrentar tais abusos. Quando escrevemos trabalhadores, não só nos referimos aos homens, mas mulheres e crianças que formavam a força trabalhadora no período.
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08 Março - A Luta é de Todxs! Tenhamos sempre presente que estamos todxs sobre o julgo e se há oprimidxs e exploradxs que acham que são mais do que uma companheira, que podem mandar e oprimir porque são homens, isso é um grande erro que deve ser reparado.
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08 Março - A Luta é de todxs!!! Não podemos negar toda opressão e exploração em que as mulheres foram submetidas. Não podemos esquecer de toda opressão e exploração existente sobre todxs nós, mulheres, crianças, idosxs, homens e animais. Tenhamos sempre presente que estamos todxs sobre o julgo e se há oprimidxs e exploradxs que acham que são mais do que uma companheira, que podem mandar e oprimir porque são homens, isso é um grande erro que deve ser reparado. Não há na proposta anarquista, uma supremacia de quem quer que seja. Somxs iconoclastas, não devemos nos dobrar a ninguém, seja homem, seja mulher. Defendemos a igualdade entre todxs, a justiça entre todxs, a liberdade de todxs. Devemos lutar contra a reprodução do modelo patriarcal de dominação, mas não substitui-lo por uma supremacia de um genero sobre outro. O rompimento com isso é a única opção para nossxs filhxs sejam educadxs de forma humana, sem cair em estereótipos e rotulagens castradoras e limitadoras. Quando mais de 200 mulheres são queimadas na tecelagem nos EUA, é um ataque direto axs trabalhadorxs. E a união deve ser a resposta a essa brutalidade, porque se entrarmos na proposta de partidarização das lutas onde cada um fica em um nicho de luta e luta contra todxs, manteremos por muito tempo o sistema capitalista funcionando. A divisão das lutas é um retrocesso para a proposta revolucionária anarquista, porque torna as lutas isoladas e mais fáceis de dominar e reprimir, caso necessário. Para destruir o sistema, devemos nos unir. Não só todas as lutas de emancipação, pelo fim da exploração e opressão são justas, como devemos aprofunda-las. 08 de Março é dia de consciência de que todxs devemos nos levantar contra o sistema, por nossxs filhxs, nossxs cuidadorxs, por nossa gente. Não esperemos de ninguém mais! Se luta sozinhx, derruba umx opressorx/exploradorx; unidxs, emancipamos-nos!!!
Politicamente Correto? Politicamente Correto, Ditadura da Opinião, policiamento de idéias, restrição de uma suposta "liberdade de expressão", o que é tudo isso? Reacionários sentem suas liberdades o oprimidas por opiniões contrárias, sentem-se oprimidos pelas minorias que defendem-se de sua violência verbal. Sentem-se oprimidos por quem eles sempre oprimiram. Se falam tanto em liberdade de expressão, porque não conseguem respeitar também a liberdade de expressão das minorias? Senhor Reacionário, coitadinho de você, né? Está tristinho porque as pessoas reagem quando você é preconceituoso, intolerante, racista e escroto? Se quer ter liberdade de expressar merdas e preconceitos, prepare seus ouvidos! "Politicamente correto" sim! E porque não? Aliás, esse termo parece ter nascido de cabeças tortas de conservadores para desmerecer opiniões, ridicularizar, oprimir a liberdade de expressão e colocar quem defende as minorias como "moralistas", mas note que o moralista hoje em dia é o politicamente INcorreto, que pensa certinho dentro dos moldes católicos machistas!
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Omissão da Verdade Uma das propostas do chamado Estado democrático e de direito no Brasil, foi o de supostamente investigar, através da institucionalização de comissão especial – Comissão Nacional da Verdade – instalada em caráter oficial em 2012 - as violações de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 no país. Tendo a referida Comissão como objeto principal o de examinar as ações desencadeadas pelo próprio Estado, que através de seus órgãos repressivos e mesmo com o auxilio de entes e indivíduos particulares estiveram envolvidos em ações violentas que culminaram em mortes, desaparecimentos, seqüestros e torturas a pessoas, pelo fato destas professarem ou terem pensamento que destoava com o regime de governo em vigor no país. As searas de prós e contras a aludida comissão tem suas várias razões para existirem, sobremodo no particular de permitir que os familiares dos mortos e desaparecidos consigam noticias mínimas sobre as circunstâncias que os envolveram, bem como obtenham reparação material do Estado, através de indenizações e pensões. De há muito vitimas de torturas, exílio, aposentadorias compulsórias, demissão a bem do serviço público, cassações e outros expedientes utilizado a luz da Lei de Segurança Nacional e Atos Institucionais, vem pleiteando também reparações pecuniárias, reintegração a seus postos de trabalho, devolução simbólica de mandatos, etc. Toda a luta das vitimas sobreviventes, dos familiares dos mortos e desaparecidos, dos movimentos sociais contra o arbítrio e a exceção merecem nosso respeito,
permanente adesão e solidariedade prática. Não obstante ousamos divergir em dois pontos fundamentais que permeiam a chamada Comissão da Verdade, o primeiro deles está no fato de esta ter caráter institucional, portanto, inevitavelmente sob controle do Estado, quando deveria ter imanado do seio da sociedade e estar sob controle salutar dos Movimentos Sociais e sob estreita vigilância de todos os que foram vitimas, assegurando-se inclusive sua presença. O outro particular é o período de abrangência para o exame das violações dos direitos humanos. O Brasil não viveu tão somente um período de exceção, mas vários Estados de Sitio entre 1889 e 1930 e também um período de quase 15 anos nas mãos de um títere e seus asseclas (1930/1945), que conduziu o país com mão-de-ferro, produzindo monstros sinistros como a Lei de Segurança Nacional em 1935 e a abjeta Ditadura do Estado Novo a partir de 1937. As vitimas (anarquistas e líderes do movimento sindical) das oligarquias dirigentes do Estado encarceradas arbitrariamente nas bastilhas como a do Cambuci (Cidade de São Paulo), a Colônia Correcional Dois
temerário e que não interessa aos governantes de plantão, mas se põe como desafio aos democratas, aos movimentos sociais e extraordinariamente aos libertários. Quanto a presente Comissão da Verdade, por estar atrelada ao Estado que praticou atrocidades e desvarios carece de legitimidade e pelos limites legais no quesito espaço temporal imposto pelos plantonistas tende somente a maquiar a realidade dos fatos. Por outro lado, reiteramos nossa linha de pensamento, enquanto ácratas que fica o permanente desafio de não esquecer de divulgar os Campos de Concentração produzidos pelo arbítrio estatal e suas nefastas conseqüências. Lembramos ainda que os assassinatos políticos praticados sob o manto do auto-proclamado Estado democrático, portanto após 1988 restam em sua maioria sem julgamento e punição aos assassinos e mandantes.
Rios (Ilha Grande) Rio de Janeiro, para a Sibéria Brasileira, atual Estado do Acre, local que como nos reporta o Doutor Francisco Bento da Silva que: “Cerca de dois mil cidadãos foram punidos pelo governo federal da mesma maneira, por conta do seu envolvimento nas Revoltas da Vacina (1904) e dos Marinheiros (1910), e após a vigência dos estados de sítio que foram decretados depois dessas rebeliões. Todos foram desterrados como criminosos políticos, e não como condenados pela Justiça”. Para o inóspito Estado do Mato Grosso, nas obras ferroviárias como a tenebrosa Noroeste, Ilhas como Fernando de Noronha e o temível Oiapoque –Clevelândia - foram remetidos milhares de brasileiros que ousaram dizer não aos tiranos que viviam à custa do povo. Não bastassem as agressões, espancamentos, prisões arbitrárias, fuzilamentos sumários uma das marcas da Primeira República e do Governo Vargas foram às expulsões de militantes do Movimento Operário. Não existem estimativas precisas, e muito menos interessa ao Estado que se pesquise e divulguem sobre os milhares de vitimas do Governo Vargas. As informações mais tímidas Pietro Anarchista apresentam o número de 10.000 pessoas e outras Caxias do Sul, fevereiro possivelmente mais objetivas falem em 17.000. de 2013. Reunir informações sobre as arbitrariedades praticadas pelo Estado Brasileiro é assunto
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Breve histórico do sindicalismo Na maioria dos casos de estudos sobre o sindicalismo no Brasil, quase sempre se iniciam de forma abreviada sobre o anarco-sindicalismo, quando citam a sua existência, em uma ascensão e queda vertiginosos, quase sempre atribuindo aos próprios anarco-sindicalistas tal declínio, encerram o período com o decreto de Getúlio Vargas da CLT, que foi o ponto final no sindicalismo livre no país e o inicio de um período de mais de 70 anos da organização fascista no meio do trabalho. Destacam nesses estudos, porém, a formação da CUT e da CGT, ambas oriundas das discussões e rachas dos caminhos que o sindicalismo deveria trilhar para avançar as lutas dos trabalhadores. Em nossa análise, entendemos que essa construção histórica atende aos interesses partidários no intuito de reduzir a força do anarco-sindicalismo e suas práticas libertárias que marcaram por 30 anos a vida dos trabalhadores no Brasil. É um recorde grotesco, que distorce e oblitera a memória dos movimentos sociais e dos trabalhadores. Vamos além, há diversas teses que tentam apagar a existência do anarco-sindicalismo e dar ao sindicalismo revolucionário uma outra conotação que não a anarquista, mas de socialistas e outras vertentes ideológicas, que eram minorias e atuavam sem problemas dentro do sindicalismo revolucionário, de base anarquista como é mostrado nos documentos históricos, jornais e cartas do período. Procuram isolar o pensamento anarco-sindicalista como peça de um museu bizarro inventado nas cabeças desses “iluminatti da esquerda institucional”. Diante desses revisionismos só podemos com todo respeito, manter a luta daqueles companheiros, muitos assassinados pela repressão estatal a serviço dos interesses do capital. O sindicalismo no Brasil tem origem com o fim da escravidão e com imigração, trazendo experiências de organização obreira, sobretudo de italianos e espanhóis. Temos aqui um caso de transição de regimes de trabalho, que sobre uma analise mais aprofundada, veremos que possuem muito mais em comum do que se pode acreditar. A mão-de-obra escrava foi se tornando cada vez mais difícil de se obter a medida que se aperta o cerco abolicionista, traduzido em uma escalada de leis que visavam reduzir e eliminar o trabalho escravo aos poucos. Aliado à essas leis, a Inglaterra decretará em 1845, o “Bill Aberdeen” que era a pratica de atacar e aprisionar barcos de tráfico negreiro, elevando muito o preço dos africanos. Por um certo tempo ainda houve tráfico interno, mas com leis mais duras em vigência, a mão-deobra escrava se tornou muito custosa. Com o declínio da viabilidade do uso da mão-de-obra
escrava no país, uma das soluções encontradas foi o uso da mão-de-obra assalariada principalmente imigrante. Não se pode afirmar que era uma mão-de-obra mais qualificada do que os africanos , uma vez que vieram justamente exercer o mesmo trabalho que os africanos já faziam, trabalhar inicialmente nos cafezais. É ilusório acreditar nisso e há de se perguntar por que não foi assalariada a mão-de-obra africana já existente no país? Compreendendo a extensão das grandes plantações de café é fácil entender que era preciso muito mais trabalhadores, o custo de trazer esses imigrantes de seus países foi muito menor do que fornecer aos africanos uma estrutura de vida assalariada, já que nada possuíam. A omissão do governo e o desprezo dos fazendeiros com os africanos e seus descendentes, levaram a formar nas periferias das cidades, as primeiras favelas do Brasil. A opção pelo uso de imigrantes foi uma opção basicamente econômica, até porque mesmo que se optasse pela mãode-obra africana assalariada, não haveria o suficiente, também recorrendo buscar mão-de-obra no estrangeiro. Considerando que para trazer a mão-de-obra africana seria muito mais cara porque deveria traze-los em condições humanas (em não mais nos tenebrosos navios “negreiros”), não havia barcos nas condições adequadas entre Africa e América do Sul. A situação era diferente entre Europa e América do Sul, com rotas regulares de navios com as minimas condições para trazer famílias inteiras, a opção natural foi por essa última. Mas há muito para estudar nesse período para entendermos de fato o que ocorreu e por quais caminhos. A questão é que com a imigração, transformou-se as relações de trabalho. Em princípio, grande parte desses trabalhadores foram para as lavouras de café, onde a exploração dos fazendeiros era imensa, gerando enormes atritos. Os grande fazendeiros habituados ainda com a escravidão, mantiveram posturas autoritárias sobre a mão-de-obra assalariada, o que leva a muitos abandonarem os campos e irem trabalhar nas cidades. Devemos lembrar que é um período muito prospero para a cafeicultura, a maior mercadoria de exportação do país, gerando muita riqueza, a ponto de serem os políticos vinculados diretamente ao setor cafeicultor. Com essa prosperidade enorme, uma parte sobre influência da industrialização europeia, resolvem formar as primeiras fábricas, do que é considerado por alguns economistas, a industrialização tardia brasileira. Essa implementação é de fábricas de plantas de custo baixo, pequenas e de substituição de produtos básicos. Mesmo assim necessitava de mão-de-obra assalariada. Muitos imigrantes, já familiarizados com o modo de produção industrial e ao chão de fábrica, formariam essa mão-deobra. Mas, igualmente como nas fazendas, a exploração exagerada sobre os trabalhadores, levaram-nos a se organizarem em grupos de resistência, sindicatos, para se defenderem a exploração desenfreada do patronato. É muito importante salientarmo isso, porque se para muitos ainda é presente as imagens da ditadura militar e o impacto dela no meio dos trabalhadores, por outro lado, pouco é lembrado sobre o período autoritário da Velha República e o quão foi cruel esse período para as recentes organizações sindicais. É preciso frisar que as questões relacionadas ao trabalho eram tratadas como caso de polícia. Não havia uma regulamentação trabalhadora e os governos não tinham nenhuma preocupação com os explorados e oprimidos. Todas as medidas governamentais do período foram de repressão contra os trabalhadores. Uma delas para exemplificar, foi a Lei de Repressão ao Anarquismo de 1921 por Epitácio Pessoa.
Outras medidas repressivas foram o aprisionamento em campos de concentração, como o da Clevelândia no meio da floresta amazônica; a deportação dos elementos subversivos estrangeiros; a divulgação de listas negras com nomes de trabalhadores considerados agitadores; a constante perseguição policial e invasão nos espaços sindicais e os frequentes as quebradeiras nas gráficas operárias (empastelamento), impedindo a tiragem de material sindical. Mas recorrendo aos jornais do período, temos muitos casos de perseguições e assassinatos encomendados pelos patrões. Os trabalhadores perseguidos, explorados ao máximo em jornadas de trabalho de 12, 14 e 16 horas conseguiram se organizar para enfrentar tais abusos. Quando escrevemos trabalhadores, não só nos referimos aos homens, mas mulheres e crianças que formavam a força trabalhadora no período. A Confederação Operária Brasileira (COB) foi criada em 1906, dado o avanço da organização realizada pelos trabalhadores. Considerando a forte repressão, não só era um marco importante, mas mostrava a capacidade organizativa e livre dos trabalhadores, muitos oriundos do anarquismo. No desenvolvimento desse sindicalismo revolucionário, as associações de resistência tinham compromissos com a educação dos companheiros e de seus
5 filhos, com Escolas Modernas (laicas e racionais) inspiradas em Francisco Ferrer. Caixas de Greve eram levantadas para apoio as famílias dos grevistas. Também contribuíam em ajuda médica e em caso de luto, havia amparo a família, realizados a partir de contribuições simples de cada sindicalizado, sem imposição, sem obrigatoriedade. O processo sindical em si, era altamente educador e preparava os associados à uma vida de bem estar e liberdade, bases para emancipação humana. O mais importante em tudo isso é que não se separava as lutas sociais, econômicas e políticas. Tudo era um só movimento de luta de classe, de confronto direto com os poderosos. Podemos escrever que os movimentos sociais nesse período estavam coordenados, unidos através da luta anarco-sindicalista que contemplava a amplitude e integralidade da luta emancipatória. Seria estranho nesse período falar de movimentos sociais separados pois não havia o pensamento partidarizado predominante como temos agora, o que levou a uma “especialização” das lutas e fragmentação dos movimentos sociais. As greves gerais, paralisações eram comuns e práticas importantes da luta e educação entre os trabalhadores. Se destacam as Greves Gerais de 1917 e 1919, que são consideradas as maiores greves no Brasil até hoje, pela extensão da paralisação e impacto na sociedade. Por outro lada, a introdução da ideia de um partido dos trabalhadores, dos operários, surgem com o advento da Revolução Russa, que por um desconhecimento do que ocorria e os desdobramentos da contra-revolução bolchevique, levaram a formar o partido comunista, que logo começaria a disputar os sindicatos com os anarquistas, tendo como orientação as coordenadas de Moscou. Nessa situação, o anarco-sindicalismo enfrenta três inimigos clássicos: os patrões, o Estado e o partido comunista. Enfraquecido pelos constantes ataques e perseguições por esses inimigos, ainda consegue se manter, por exemplo, em 1934, haviam mais de 50 sindicatos associados a Federação Operária de São Paulo (FOSP) e realizaram a Batalha da Praça da Sé, confrontando integralistas e tropas da Força Pública (a PM do período). Mas o anarco-sindicalismo desgastado pela repressão, ainda teria que enfrentar a ditadura de Getúlio Vargas que foi o ápice da repressão contra o movimento dos trabalhadores, contra os sindicatos livres. Tendo inspiração no fascismo de Mussolini, Vargas decretou uma sequência de medidas que causariam impactos terríveis no meio sindical livre e revolucionário. A começar pela necessidade de ter uma autorização do Estado para funcionar e regulamentar um sindicato. A seguir prendeu sindicalistas considerados subversivos e fechou todos os sindicatos que não se adequassem a nova legislação e abriu novos sindicatos de perfil corporativistas, fascistas vigiados pelo Estado. Outro marco do desmonte dos sindicatos revolucionários, livres foi a promulgação da CLT, uma camisa de força fascista que dura até hoje. Decretada em 01 maio de 1943, regulamenta o trabalho no país para satisfazer os interesses do capital, tendo o Estado através do Ministério do Trabalho, seu fiel escudeiro. Isso também conciliando com as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), braço do capital internacional dentro da Organização das Nações Unidas (ONU). É fácil imaginar porque, após 67 anos, a CLT e as práticas fascistas estejam impregnadas na organização do trabalho brasileiro. Dos desdobramentos dessa história podemos entender o sindicalismo contemporâneo e compreender que todo sindicalismo formado a partir de reformas das estruturas institucionais, estavam e estão fadados a serem instrumentos, correias de transmissão da corporativismo fascista, amordaçando os trabalhadores, mantendo lastro para o modelo capitalista funcionar.
Olhemos para a formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para ilustrar e justificar o que expomos. No processo de abertura política, uma forma que os militares encontraram para transferir de forma lenta, os poderes que tinha confiscado em 1964, e assegurar que tudo que tinham feito não pudesse ser passível de processos futuros, como a Lei da Anistia, que serviu a torturados e torturadores, criando ressentimentos e questões que ainda precisam ser resolvidas . O processo de abertura política abrandou a rigidez do sistema ditatorial, dando as condições para que movimentos sociais recomeçassem a se organizar. Foi isso que ocorreu no movimento sindical. Foram levantados documentos em todo país através de encontros estaduais e que levara a I Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), reunindo o mais diversificado agrupamentos vinculados as questões do trabalho, de onde saiu uma Comissão pró-Central Única dos Trabalhadores, levando ao Congresso Nacional da Classe Trabalhadora em 1983, onde finalmente surge a CUT. Esse caminho não foi direto e unívoco, houveram discussões, divergências e separações, que dariam mais tarde a formação da CGT (1986). Como descrevemos, neste período a esquerda institucional formada por setores católicos, PT, PcdoB, MR8 e outros atores políticos tentaram de forma hipócrita imprimir um papel a nova central, algo que não tinha, além de um populismo que se estende até hoje. Criada visando a ruptura com o modelo fascista e corporativista, enfocando conceitos que sinalizavam até de um sindicalismo revolucionário, na prática, se tornou uma central burocrática, institucionalizada e reformista. Como havíamos comentado anteriormente, na construção da CUT, a história do sindicalismo no Brasil, a prática revolucionária do começo do século XX foi completamente descartada, restando a nova central o uso de alguns slogans de efeito, tal como Lênin havia feito na Revolução Russa para atrair os trabalhadores e trai-los posteriormente. Não só os discursos e propaganda feitos pelas “lideranças” cutistas estão em flagrante desencontro com a sua prática reformista e pró-Estado, como se mantém na estrutura que critica, sendo a maior “central sindical do país”. Não precisamos estender nesse texto a história das outras centrais sindicais. Todas possuem discursos mais ou menos populistas, alguns até mais radicais, mas todos de práticas reformistas, burocráticos e recebendo do governo somas de sua relação orgânica com o Estado. O imposto sindical , imposto, logo obrigatório drena os trabalhadores anualmente e fomenta a manutenção do sistema vigente sindical corporativista.
Os sindicatos hoje Todo sindicato que busque legalidade, estará se sujeitando a lógica do modelo do tempo de Getúlio, embora tenhamos alguns pequenos avanços, a grosso modo, a subordinação ao Ministério do Trabalho é enorme. A luta sindical legal é feita sobretudo por advogados. Alguns ainda tentam dentro desse espectro apontar algumas práticas diferentes, como pelegos/chapa branca que são os coniventes com o sistema e praticam um sindicalismo de resultado e conciliador do trabalho. Não há um aprofundamento das questões dos trabalhadores, se mantendo superficial e buscando sempre o caminho do acordo com a patronal. É visto como extensão da patronal na harmonia do trabalho. Por outro lado, há aqueles que praticam um sindicalismo corporativo, visando acima de tudo, resolver e gerar ganhos para a categoria que estão vinculado em detrimento das demais. É o que podemos considerar um sindicalismo “egoísta”, que só vê sua própria causa e só
busca satisfazer os interesses de sua categoria. Um sindicalismo sobretudo de resultado. Temos as práticas sindicais ditas de “resistência”, com um viés radical e um discurso de “luta de classes”, que usa a estrutura sindical para manter uma luta por poder político de uma classe e o aparelhamento estatal em moldes marxistóides. Mas não há confusão, se mantém na estrutura sindical oficial, buscam a legalidade através do reconhecimento do Estado, do qual ambicionam controlar para praticar supostos programas “revolucionário”. E por fim, os sindicatos revolucionários. E são por uma questão simples: são construídos sem a anuência do Estado, sem a benção do patrão, buscando a legitimidade de fato no meio dos trabalhadores, ignorando as estruturas viciadas existentes: não há uma diretoria constituída, não há imposto sindical, não há funcionários do sindicato, não há uma estrutura de privilégios, a construção é obra de todos e de acordo com as palavras da Internacional: “A emancipação dos oprimidos e explorados é obra dos próprios oprimidos e explorados”. Nesse sentido, é contrastante com as outras práticas sindicais, que usam os meios sindicais para favorecerem seus próprios interesses. O sindicalismo revolucionário é signatário do anarcosindicalismo, da COB de 1906, renascendo atualmente com as propostas amplas da luta, o que leva a terem uma interação muito maior com os movimentos sociais, aliás, trazendo o conceito de união das lutas de nossa gente, de forma a fortalecer todas as lutas sociais. Busca em cada trabalhador a composição de uma energia coletiva, de um sindicato realmente livre, legitimo, reconhecidamente revolucionário por bem estar e liberdade, as consignas de outrora reavivadas no fervor da luta.
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ANTICLERICAL & CIA igualitárias eram acessíveis por qualquer um, os xamãs em seu tempo livre - e lembre-se que nos bandos e nas aldeias havia muito tempo livre - faziam a função de contadores de histórias, curavam e eram intermédios dos elementos. Falavam com os totens, geralmente espíritos de animais ... Iniciavam as crianças idade na idade adulta com rituais duros de passagem. Quando chega tua vez, vai ao local designado, se prepara, se purifica, canta, toma drogas para meditar e é até fisicamente torturado, a espera de uma visão de seu totem. E, no final, tem uma visão. É lógico que a tem! Isto reafirma a verdade da crença e o pertencimento ao bando e ao povo.
As primeiras religiões A medida que as sociedades caçadoras-coletoras evoluem em comunidades com chefes, e finalmente em Estados, evoluem nas crenças religiosas. Xamãs se convertem em sacerdotes à serviço dos chefes, reis e imperadores. Memorizavam suas genologias, ou as inventavam, fazendo do chefe descendente do Sol ou do chacal, asseguravam sua imortalidade com a mumificação e tumbas suntuosas e garantiam a tranquilidade do povo assegurando que qualquer movimento fora do comum seria castigado com alguma Os meios de controle social praga. Ao lado do chefe sempre ia o ministro da cultura: o bruxo-sacerdote, que monopolizou séculos o mundo da A Religião cultura, a técnica, a arte e o prognóstico do tempo. Liberados do trabalho puderam investigar, recopilar as A religião, a escola e os meios de comunicação forma parte do aparato de controle do observações de outros povos e chegar a conclusões. As pensamento do Estado. Apesar que em última instância o Estado democrático dispõe de predições acerca de eclipses, enchentes dos rios, trocas de meios de coação física capaz de eliminar sublevações e revoltas de seus súditos, só o usa estações, tratamentos médicos e o apoio as classes em último caso, prefere doutrinar ou desmoralizar a dissidência antes de acua-la, de persegui-la, multa-la, encarcera-la, executa-la ou mutila-la.
Origem da religião O fato religioso é universal. Todas as culturas e povos, dos bandos a Estados em geral, praticam algum tipo de culto a espíritos ou antepassados. As crenças religiosas tem sua origem no animismo ou culto aos espíritos praticados pelos povos caçadorescoletores. O animismo deriva das experiências que ocasionam sonhos, o transe induzido por drogas, assim como a experiência da morte alheia. Os humanos sonham quando dormem. Podem falar, viajar a lugares distantes, comer, caças, conversar com parentes mortos... Mas o corpo repousa sem se mover. Igualmente, o costume de ingerir todo o tipo de substâncias capazes de alterar o estado de consciência por meio de fungos alucinógenos, sementes de plantas, licores, folhas, etc, fizeram que nossos antepassados dispusessem de um interesse farmacopeico destinado a dar emoção a suas vidas. Supor que a morte era o momento de libertação da vida interior ou da alma foi algo muito sensível. Nada quer morrer, e no sonho da morte a alma se liberta e se imortaliza. A religião tem também sua origem na necessidade de dar explicação aos fenômenos dirigentes, proporcionavam-lhes poder e riqueza. As naturais. A medida que os conhecimentos cientificose tem avançado, os mitos vão se primeiras religiões conhecidas e melhor estudadas como a egípcia, não deixam dúvidas sobre o assunto. desmoronando. A religião se adapta como pode a ciência. O Egito permaneceu inalterado durante milhares de anos graças a aliança entre Estado e religião e foi só com Animismo a chegada de outros Estados mais organizados militar e O animismo é o culto as pessoas mortas. Ele teve muitas variações curiosas, desde culturalmente como o romano, é que trocaram seus aqueles que tentam por todos os meios para perseguir uma alma penada, até os que costumes. Posteriormente durante mil anos a Terra pedem favores e proteção. Pessoas mais sonhadoras, iluminadas e românticas das esteve no centro do Universo pela estupidez das seitas sociedades igualitárias, ou as mais cara de pau, podiam - ou assim acreditavam ou cristãs. Igualmente é lamentável comprovar que a imensa afirmavam que sim - em fazer contato com os espíritos, atrair a caça, fazer chover, curar maioria das manifestações artísticas que nos chegou até doenças, boa sorte e essas coisas. Embora as práticas religiosas em sociedades agora são provenientes de cultos religiosos e políticos.
7 Monoteísmo e antropocentrismo As extravagâncias religiosas têm o seu expoente mais horrível e abominável nas seitas ocidentais monoteístas que persistem até hoje: o judaísmo e suas derivações, que são o Cristianismo e o Islamismo. Essas religiões dão origem ao princípio antropocêntrico, tão difundido na civilização de hoje. A espécie humana, de acordo com este princípio, pode fazer o que lhe der na telha. O mundo está aos seus pés. É lícito usar todos os recursos do planeta até sua exaustão. Isso traduzido na prática significa que as elites dominantes podem dispor à sua vontade, os mares, animais, plantas, minerais, e é claro, os seres humanos inferiores que devem ser tratados como rebanhos. O judeu-cristianismo lança grito de domina a terra e tudo está permitido. Esta política tem levado ao esgotamento de recursos, o desmatamento de grandes
organizando reuniões, dando palestras ... E cobram muito bem por isso. Na atualidade têm emitido inúmeras crenças religiosas que promovem a religião à la carte. Você pode acreditar no que quiser. Não importa o que penses - mais ou menos desde que pague o guru, ou a sacerdotisa por suas bênçãos e oficinas, que compre os seus livros e que passe suas férias nos lugares de refúgio e retiro. Todas estas crenças apoiam a ideia de salvação individual, dentro do sistema capitalista. Possuem um discurso de fraternidade, amor, etc. Realizam exercícios de auto-sugestão, relaxamento, visualização positiva, vôo astral ... Através do que poderá adquirir saúde, riqueza, promoção no trabalho, predizer o futuro, emagrecer e levantar o moral, encontrar uma relação amorosa.
É lógico que se deixas de fumar e de beber álcool, teu estado físico e mental melhorará, mas isso não tem relação com as crenças do além, nem em acreditar nas ilusões de um charlatão. Não confundas os benefícios de relaxamento, de comer muita verdura e do cultivo de autoestima, com a existência do Karma e da reencarnação. Lembre-se qual é a base de toda religião: que fazes algo mal, que tu tens culpas de algo; que essa culpa é que tem faz infeliz; e que se faz um ritual qualquer, te sentirás melhor na vida e depois de morto, também. mas eu, quando vejo tanto exercício retorcido, tanta cara de êxtase, tanta meditação, tanta oração e tanto yoga, tanta estima sanguinária e tanta ostia benta, só vejo um contorcionista de circo. E não muito bom.
áreas do planeta, e tudo o mais que ocorre. Suas normas morais são pura bobagens a serviço dos poderosos: amar seu inimigo ... por quê? Se é ruim, se a dominação se recompensa com o amor, se não distinguimos o amigo do inimigo, se da mesma forma você ama quem te ama e que te atormenta, a quem te ajuda e quem te pisa, a quem mata o teu vizinho ... para que serve a ética? Por outro lado, relatar os crimes e desastres causados por apenas estas três civilizadas (e A religião te faz melhorar amorosas) religiões, excede este trabalho. Para os É algo que te dizem em alguma circunstância: concentra-te em teu eu; observa tua espanhóis e latinos que estão curiosos, recomendo a respiração; olha o teu hoje com é, reza ou medita muito... Podes superar-te leitura atenta da Bíblia. As burocracias dessas igrejas formam parte do Estado, para serem mantidas e interiormente, ser melhor cada dia, assumir o controle de teus atos, a consciência do que faz, recitando salmos, exercícios respiratórios, jejuns, mantras, alongamentos, apoiadas por ele. visualizações... Santo Céu! Quanta merda consumida! Isso também podes conseguir jogando xadrez com os olhos vendados, correndo descalço, aprendendo cantar flamenco Religiões Modernas ou pescando sem anzol. Qualquer exercício ou atividade que te obrigue a concentrar, te Muitas delas são chamadas de seitas. Note-se que não há diferença objetiva entre a Igreja Católica e o Hare Krishna. Ambos são seitas ou igrejas, segundo sejam membros ou não. Ambos reivindicam o monopólio da recompensa e punição espiritual e sobrenatural. A única diferença é o grau de controle exercido pela burocracia religiosa sobre os crentes. Muitas religiões vieram do Oriente, como o budismo, o zen, e outros aparentemente mais tolerantes. Suas pregações sobrenaturais não são melhores do que os das seitas cristãs. Em todo lugar verás os seus sacerdotes e papas vivendo da história. São religiões que asseguram que não são religiões, que não têm uma ideologia por trás delas, que são práticas, experiências interiores, que não nos fazem proselitismo, que buscam o aniquilamento do "eu" ou qualquer coisa estúpida do tipo que ocorre enquanto se está cagando, como se isso não fosse o suficiente pela aniquilação que se sofre ao morrer, ... Essas religiões têm mestres escrevendo a pleno vapor,
8 obediência cega aos dogmas e receitas arcaicas, encarnados em personagens carismáticos ou em juízes tradicionalistas. Predicam a insignificância da vida comparado com os prazeres da após morte. Como os fascistas, referem-se há um passado que nunca existiu. Querem a anulação completa do indivíduo e seu submetimento as autoridades politico/religiosas, em troca de dar-lhes a verdade verdadeira e a resposta a toda pergunta, em qual não tem que perguntar. Longe da Razão, caminham pelo mundo sem nada que desvie de seu caminho, esperando o Apocalipse e a chegada do Reino. São uma verdadeira peste, fanáticos intransigentes, fonte de sofrimentos por séculos.
A religião e o anarquismo
fará uma pessoa mais concentrada, revelamos o segredo. Mas há um aspecto realmente sinistro disso: que também podes ser uma pessoa melhor a cada dia relacionando-se com os outros, expressando seus pensamentos, resistindo e enfrentado ao policiamento que te persegue, ao chefe que te explora, ao sacerdote que ilude, ao mestre que doutrina, ao pai que te submete a qualquer comparação que te humilhe, anule, importune ou maltrate. Essa vertente de resistência a injustiça, de rechaço a tirania, de amor a liberdade, é que te fará uma pessoa melhor. E nenhuma religião te apresentará isso. O que a religião te diz, é que depois de morto se acabarão tuas penas e terás um prêmio. Corre que isso não vai acabar bem.
O fundamentalismo religioso
O anarquismo respeita as opiniões filosóficas particulares. Não há inconveniente em que as pessoas busquem explicações religiosas para dar sentido a suas vidas. Toda pessoa já sofreu um calafrio em pensar na morte. Existem aqueles que precisam da crença e outra existência para suportar melhor a pena de perder o que tem. É normal que a imaginação crie mitos e rituais. A religião é o fruto da ignorância da dor, do medo e da esperança, contudo há que elevar a autoconfiança das pessoas e desdramatizar a morte, para acabar com as superstições. A ciência apesar de seus avanços é incapaz de dar respostas a muitas perguntas... Todavia a religião não tem dado resposta à nada! Tanta viajem astral, tanta revelação, e nenhum mistico viu que a Terra era uma esfera! Nenhum sacerdote católico ou budista foi capaz de descrever o buraco negro, ou uma estrela de nêutrons, ou um simples micróbio! Somente descreveram disparates, paraísos em que um coro celestial canta todas as horas, que surpresa! A ciência com método, com suas limitações, com a critica que pode se fazer, é o caminho do conhecimento, amigos e amigas anarquistas. Cada vez que se adianta algo nesse caminho, surge um novo por quê. Ignoramos muito, temos que reconhecer. Responder com um mito não resolve nada, mas não tem porque ser danoso, por fim, se está despojado de coação e se restringe a uma crença individual que não tenha a pretensão de se impor a outras pessoas (sejam crianças ou adultos). Se queres acreditar em algo que externo a você ou algo que esteja em você, de maneira voluntária, é teu direito. O que me diz? Que queres fazer uma viajem de introspecção para descobrir teu “eu” comendo fungos ou drogas alucinógenas ou escutando músicas tibetanas? Ou seja, se manter ferrado como um visionário ordinário até o fim de sua vida? Sem problema, a vida é sua, é sua decisão, mas escuta: Frente a religião, qualquer que seja, ainda que alcance uma divindade a Razão. a Liberdade, ao Estado, a Pátria, a Ciência, para Mercado..., ou a Anarquia ou qualquer abstração imposta, sempre estará meu ceticismo carente de esperança. A única verdade da que temos absoluta certeza no momento, é que morreremos. E depois, o mais razoável é o nada. Que essa visão da vida é sem esperança, desgarrada, fria, sem sentido? Sim, é claro. E isso é assim? Melhor que sim. Perder a esperança, desesperar e saber que tens uma vida que viver, pode ser o primeiro passo para que impeça que outros vivam sua vida.
Fazem uns mil anos, alguém tomou demasiado sol, comeu e bebeu pouco e entrou em transe. Depois de um Parte do do Anarquismo Básico (em espanhol) da Fundação Anselmo tempo, outro mais alimentado e hidratado, que sabia ler e Lourenço, em tradução para o português pelo Fenikso Nigra. escrever, passou para o papel esses delírios causados pela desidratação. Esse texto sagrados, foram traduzidos em tudo que era necessário saber. Rabinos, monges, clérigos, budas, porque não, guardaram os livros em conventos e os memorizaram. Hoje, passado séculos, há quem neles acreditam. Cristãos, muçulmanos, judeus, hindus... Querem que sejam o livro de alfabetização, o código de justiça, a base da moral e a base de engajamento para o exército morrer estripado. Como se não tivéssemos o suficiente com o Estado, propõem sua fusão com a Igreja mais correspondente. Consideram a ciência como o próprio demônio, já que seus descobrimentos tem exposto ao ridículo os textos ditados e revelados por Deus. Despreciam a mulher, origem do pecado. Odeiam a liberdade de pensamento e expressão, pois não suportam contradições. Estabelecem sistemas de castas e reduzem a escravidão os impuros. Expulsão de infiéis, crenças irracionais, intolerância, fanatismo, censura, repressão, guerra e castigos atrozes para os dissidentes, nada é o bastante para seu Deus de feições sangrentas. Exigem
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Grupos | Coletivos | Associações | Iniciativas Anarquistas e Afins
Divulgaremos grupos, coletivos, iniciativas, experiênciase afins que tenham relevância no movimento anarquista, independente a qual vertente anarquista estejam alinhados. informar e aprender sempre.
Barricada Libertária - Liberacana Barikado (LoBo)
Pronto! Está tudo ai para construir a base de uma barricada. Cada um acrescenta ou tira um pouco de material a estes pontos. Quando mais pessoas participar, mais forte, extensa e resistente a nossa barricada se torna. Para fazer isso não precisa de autorização de ninguém, a não se de sua consciência rebelde! Abraços libertários! Se você se afina com essas idéias, pratique-as, às BARRICADAS! Criado em 2003, atualizado em 2012. Contato: lobo@riseup.net
A Barricada Libertária resiste e procura se organizar de acordo com algumas idéias construtoras/destruidoras. É um conceito individual/coletivo de Propaganda e Ação Direta cuja intenção é manter as informações e conhecimento libertário em dia e pratica-lo. A propaganda libertária não se limita apenas a confeccionar textos críticos ou apologéticos. A propaganda libertária passa pela atitude e com ela é que vamos atuar. Nossa política é contrária à partidária e suas burocracias bem como a qualquer Estado. Para levantar esta Barricada Libertária, Fenikso Nigra (Desde 2005) precisamos se organizar e ter alguns princípios, vamos refletir a respeito. Escrever sobre organizar em anarquismo pode Os pontos abaixo ajudarão nisso: soar estranho, mas é por falta de conhecimento que esta estranheza acontece. Todo anarquista entende 1)As barricadas servem para bloquear as ações que organizar é fundamental para uma sociedade de repressão e violência dos grupos e/ou individuxs livre, já que sem ela, estamos fadados ao que gostam de oprimir e explorar. gerenciamento do Estado. Se não organizarmos, o Podem ser erguidas em qualquer lugar e hora. Estado, os partidos e as classes dominantes farão, Por isso, não tenha medo de levantar ou aderir a como fazem atualmente o controle da sociedade e uma, pois elas são sempre justas e justiça incomoda tornando-a favorável a seus interesses que não são e muitas vezes é ilegal. Mas se é legitimo, que a os da sociedade como um todo, fazendo-a refém de "legalidade" não importe! suas arbitrariedades.
Nossa Organização Para deixarmos claro o que fazemos ou deixamos de fazer e estreitar nossas relações anarquistas, vamos estabelecer nossos principios e linha de ação. 1-Que o Fenikso Nigra é uma união de anarquistas e simpatizantes em prol do desenvolvimento do anarquismo em geral. Respeitamos e respeitaremos cada vertente anarquista, uma vez que entendemos a inexistência da “verdade”, o “certo” ou qualquer forma de dogma único; 2-Cada participante, dentro de suas possibilidades, assume as responsabilidades necessárias para o desenvolvimento da união. Todos respondem pela nossa união;
3-Nos reunimos de acordo com as necessidades da união. As deliberações serão por consenso de todos. Em caso de desacordo, prevalecerá o 2)Uma Barricada é formada de tudo que estiver Organizar não é formar um partido, nem bom senso de todos em a mão. delegar autoridade e criar uma burocracia, porque chegar ao consenso.
Junte tudo que você ache útil para construir uma barricada e ...faça! Não existe matéria que não possa ser usada. Reinvente novos usos a velhas coisas, destrua os significados e os construa de novo na Barricada. Caso não ficar bom, refaça, não precisa se preocupar, cada vez que se destrói uma barricada, outra é construída. 3)Não há plano, este é o plano. Uma barricada é e será improviso puro. Desconfie de qualquer uma que lhe pareça obscura ou complicada demais. Uma barricada é simples: é um monte de coisas para deter o inimigo. E isso não se complica.
isso é contrário a nossos princípios. Não há autoridade, por isso não há chefes, lideres, ou qualquer definição de controle. Ou todos participam ou não. O compromisso de cada um é intrínseco, está dentro de cada. Organizar é inerente aos anarquistas, já que com a participação de todos, é preciso combinar como isso acontecerá, como cada atividade será feita e quem assume a ação. Um ou vários, independente em cada vez que acontecer ou sempre. O importante é no conjunto todos manifestem-se da forma que melhor entender, mantendo o equilíbrio entre a liberdade individual e o compromisso coletivo.
Porque se considerarmos mais nossas prioridades, 4)Qualquer barricada deve ser uma linha de tenderemos ao egoísmo, parte essencial do defesa e simultaneamente uma possível frente de pensamento liberal e muito útil a sociedade atual, ataque. ao modelo econômico e social do capitalismo. Para distinguir uma da outra, é necessário se
4-Os princípios básicos da união são liberdade plena com a responsabilidade correspondente e justiça igualitária anacionalista, já que não temos pátria ou nação; 5-Em luta a favor dos explorados e oprimidos de todo o mundo; 6-A participação e ingresso será pela aceitação dos 5 pontos acima, comunicado em nossa reunião.
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SAT - Liberacana Frakcio Liberecana Frakcio konsistas el SAT membroj, de la sama politika filozofio aŭ tendenco kiuj sin prezentas kiel anarkiistoj, liberecanoj, anarki-sindikatistoj, anarki-komunistoj, ktp. La tasko de la frakcianoj estas la propagando kaj aplikado de la ideo Esperanto ĉe la respektivaj grupoj kaj tendencoj de la liberecana mondo. La celo estu elmontri la praktikan utilon de la universala lingvo en nia strebado malaperigi ĉiujn tendencojn de organizado inspirataj de la ŝtatcentralismo kaj de eklezio, kiu nur servas por plidaŭrigi la vivon de la aŭtoritataj sistemoj kiuj sisteme strangolas la iniciatemon kaj sendependemon de la penso. Liberecana frakcio same kiel la aliaj frakcioj ne havas la rajton interveni kiel tiaj en la funkciadon de SAT. Rilate la frakcianojn, membroj de SAT, validas la statuto de SAT inkluzive la artikolon 7-an, kiu juĝas membrojn agantajn kontraŭ la interesojn de SAT.
Earth First - Verda Fronto En Nederlando ekzistas grupo da aktivuloj, kiuj agadas kontraŭ entreprenoj kaj politikaj decidoj, kiuj pere de, aŭ pro siaj efikoj detruas la naturon. La aktivuloj de VerdaFronto (VF) diras pri si mem, ke ili sentas parencecon kun la idearo de la maldekstra-radikala movado. Jam tempo do por direkti la lumjxetilon sur tiun, kiel montriĝos poste, mondan organizon. VerdaFronto ne estas organizo sed slogano. Ĝi ne havas membrojn, nek donacantojn, nek prezidenton kiu povus nur bridi la radikalecon. Ĉiuj agantoj kiuj respektas la principaron malantaŭ la sloganoj de EarthFirst (unue la Tero), No Compromise kaj No Violence (neniu kompromiso kaj neniu perforto) estas liberaj agadi en la nomo de GroenFront (VF). La vera signifo de la sloganoj estas ke ni respektu antaŭ ĉio la Teron, ne faru kompromisojn kun policistoj/ĝendarmoj, nek kun instancoj. Ne al perforto signifas simple ke ni neniam uzas perforton kontraŭ personoj. Celo de la agado estas, ke ni faru kiel eble plej multe da ekonomika damaĝo cxe tiuj, kiuj aktive partoprenas iun formon de detruado de nia biosfero. Pere de plialtigado de la kostoj por fari grandajn konstruojn, (pligrandigo de la haveno, la aerodromo, konstruado de aŭtoŝosejoj, kies pli granda efiko ne estas servi la homojn, sed kiuj male precipe detruas la naturon) ni esperas ke estonte oni pli profunde pripesos tiujn projektojn, antaŭ ol kiel nun majoritato kontraŭ minoritato per simpla decido povos - rajtos decidi pri detruo de grandaj partoj de la ankoraŭ restanta naturo. Kelkaj nederlandaj aktivuloj, vizitante
Berlino, havis kontakton kun kelkaj anglaj gekolegoj aktivuloj de EarthFirst. Montriĝis, ke la Angloj jam dum jaroj akiris spertojn pri vivado en arbokabanoj en la arbaro, aktivadado kontraŭ la naturdetruantaj buldozoj kaj la batalo kontraŭ la asfaltiga rabio de oficistoj kaj politikistoj. Post la unuaj kontaktoj, niaj nederlandaj aktivuloj decidis viziti la kompanojn en Anglio. En Londono ili vidis la restanjxojn de la multjara batalo kontraŭ la M11. Rapidvojo kiuj (por gajni 6 minutojn) trapenetris loĝkvartalon kaj kelkajn parkojn. Evidentas ke ne temas pri loĝkvartalo de riĉuloj. Iun domon, Ĉiun arbon la aktivuloj defendis. Klimakso estis la defendo de maljunega kaŝtanarbo. Ne nur la aktivuloj, sed la tuta najbarajxo protestis kontraŭ la forhakado de tiu impona arbo. Arbokabano estis konstruita en la arbo kaj oni ricevis per jura decido la agnoskon, ke la arbo estas "legal dwelling", t.e. laŭ leĝa loĝloko. Post malfermo de poŝtfako kaj ricevo de letero cxe la adreso "Chesnut tree", oni nun povis forhaki la arbon post nur 24-hora antaŭ anonco antaŭ la ago. Loĝantoj el la najbarajxo kaj aktivuloj, kiuj estis antaŭ informitaj pri la detruo de la arbo, amase defendis la arbon. Post batalo kun la polico finfine la arbo mortis. La batalo de la aktivuloj de EarthFirst, kiu daŭris jarojn, finfine kaŭzis plialtiĝon de la prezo, por konstrui la aŭtoŝosejo je pli ol 2.000.000 eŭroj. Niaj nederlandaj aktivuloj vizitis pliajn lokojn kie EarthFirst aktivis, kaj eksciis, ke dank’al la aktiveco de EarthFirst, dum la regado de John Major, 1/3 de la planitaj projektoj ne efektiviĝis. Spite al la multaj klopodoj kriminaligi ilin, la aktivado de la grupo preskaŭ ĉiam havas la
simpation popolo.
de
la
En 1996, kelkaj junaj mediajo aktivuloj ekis la projekton GroenFront (VF), kaj nun la movado kalkulas ĉirkaŭ 4.000 personojn. Kiel dirite je la komenco, GroenFront (VF) ne estas movado, sed laŬ la jarraporto el 1998 GroenFront (VF) estas "nom de guerre", t.e. laŭ libera traduko "batalkrio", sub kiuj radikalaj medioprotektantoj de diversa konsisto aktivas. GroenFront (VF) estas la nederlanda parto de la internacia EarthFirst !,
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Virina Tago Internacia tago de virinoj (aŭ virina tago) estas la 8-a de marto ĉiujare. Tiu ĉi tago estas grava festotago pri la atingitaj ekonomiaj, politikaj kaj sociaj rezultoj de virinoj. Oni ankaŭ rememoras tiun tagon pro la fajro en la Fabriko Triangulo (en Novjorko, Usono, 1911), kie Laboristoj de la tuta mondo: Solidaron al perdis la vivon pli ol 140 virinoj. La ideo pri tiu festotago estiĝis ĉe Hispanio! trapaso de la 20-a jarcento, kiam la rapida monda industriiĝo kaj Nia lando estas invadita de internacia ekonomia ekspansio kondukis al protestoj por pli bonaj laborejaj faŝismo kiu plenumis la plej brutecan krimon, kondiĉoj. kiu registras la Historio. Pli ol 200.000 personoj estas fusilmortigitaj, post plej teruraj Historio turmentoj, de kripligo ĝis bruligo de vivantaj korpoj. Protestoj okazadis la 8-an de marto dum la sekvantaj jaroj kaj Usono Virinoj, infanoj kaj maljunuloj estas konsideris la 8-an de marto kiel virinan tagon. La 2-a Internacia tranĉitoj. Germanaj kaj italaj aeroplanoj Socialista Virina Konferenco en 1910 (en Kopenhago) akceptis la bombardas vartejojn; fotobildojn aperigas ĉiaj proponon de Clara Zetkin [klara zetkin], ke ĉiu-jare la 8-a de marto estu revuoj. La kripligo de nia aviadisto Galarza, dediĉita bataltago por la socia, ekonomia kaj familia egalrajteco de kies kripligita kadavro estis poste ĵetita en niaj virinoj. La unua Internacia tago de Virinoj en la sekvanta jaro estis vicoj, estus plej granda monstra fakto, se ne granda sukceso kun pli ol unu miliono da partoprenantoj. Tiun sukceson estus sekvata de la konstanta murdado al ombrelis tragedio tiumonate, kiam la 25-an de marto 1911 en la fajro en senkulpaj hispanoj. La noktaj bombardadoj, per la Fabriko Triangulo mortis pli ol 140 teksaĵlaboristinoj. bruligaj bomboj, kontraŭ nia ĉefa urbo montras la malkuraĝon de la faŝisto, kiuj ne kapablas La Unuiĝintaj Nacioj oficialigis la tagon en 1977 invitante ĉiun landon venki nian popolon sur la batalkampo. La hispanaj laboristoj verkas nun la plej en la mondo festi tiun tagon por la rajtoj de virinoj. glorajn paĝojn de la Historio. Per siaj nesufiĉaj La Feminismo elementoj ili kontraŭbatalas la germanan, italan, portugalan kaj hispanan faŝismojn kaj la Feminismo. Ekde la komenco virinoj ludis gravan rolon en la historio de E. Klara ŝturmtrupojn elportitajn el Afriko. Zilbernik, la edzino de Z, estis kvazaŭ baptopatrino al ties verko, helpante ĝian La Ĝenerala Unio de Laboristoj proklamas publikigon kaj poste fidele kaj nelaciĝeme zorgante pri ĝia prospero. Krom kaj post ŝi laŭte tiun ĝis nun nekonatan barbarecon kaj multaj kapablaj virinoj laboris fervore por la disvastigo de E kaj ĝia interna ideo. sin turnas al ĉiuj laboristoj, al Socialista Dume, la rolo de la virino en la mondo entute fariĝis pli kaj pli grava. Estiĝis la t. n. movado, postulanta por virinoj la samajn rajtojn sociajn, ekonomiajn kaj Internacio, al La Sindikata Internacia feminista kiujn jam havis la viroj. Formiĝis gravaj int. ligoj de virinoj, kiuj celis Federacio, al Komunista Internacio, al Ruĝa politikajn, protekton kontraŭ ĉia perforta subigo de homoj aŭ popoloj kaj antaŭ ĉio malebligon de Sindikata Internacio, al Amerika Federacio de militoj. La fincelo de tiuj ligoj estas esence identa al E-ismo, kiu tamen, krom la neceso Laboro, al Amerika Federacio de Industriaj interpacigi la popolojn, ankaŭ malkovris taŭgan helpilon por atingi tiun celon. Tion Laboristoj, al Internacia Asocio de Laboristoj, al ekkonante, kelkaj klarvidaj E-istoj, por forigi la lingvajn malfacilaĵojn, decidis arigi Internacia Ruĝa Helpo, al niaj fratoj de Latina ĉirkaŭ si kiel eble plej multe da virinoj. Kun ilia helpo ili volis pruvi antaŭ la publiko, int. paco estas ebla nur sur bazo de int. interkompreniĝo, t. e. sur fundamento de Ameriko, al ĉiuj laboristoj kaj kamparanoj sen ke neŭtrala mondhelplingvo, kia estas E. Tiel estiĝis Unuiĝo de E-istaj Virinoj. (UDEV.) partio nek organizo, al liberalaj intelektuloj; Junaĝa kaj laŭ amplekso ankoraŭ malgranda tiu Unuiĝo jam faris respektindan sumon fine, al ĉiuj demokratoj, ĉar ili leviĝu kiel sola da laboro. Okaze de la 22-a UK, la unua post ĝia estiĝo aŭstria anino, dum homo kaj devigu siajn registarojn por ke nia demonstracio de la Londona Klubo en Hyde Park turnis sin al la virinoj inter granda Respubliko demokrata povu sin defendi kontraŭ amaso da ĉirkaŭstarantoj kun peto, ke ili lernu kaj poste disvastigu E-n por defendi pere de ĝi siajn virinajn kaj precipe siajn patrinajn rajtojn, kaj helpu al la fratinoj en banditoj kaj murdistoj. landoj, kies leĝoj ankoraŭ rifuzas samrajtecon al la virinoj. Dum la 23-a UK en Necesas ke tiu tutmonda protesto kontraŭ la tiuj UDEV sendis gratulleteron al Ligo de Patrinoj kaj Edukistinoj pro ties faŝistaj monstraĵoj estu efika, Kraków propagando per flugfolioj E-lingvaj, kaj monon al Int. Ligo de Virinoj por Paco kaj nekontraŭstarebla, efektiva. Libereco. Plej gravaj estas la laboroj de la franca grupo, sekcio de UDEV. Forta estis la Laboristoj de la mondo: Antifaŝistaj financa kaj morala helpo de Marcelle Tiard (mortinta en 1931). Ŝia ĉefa kunlaborantino intelektuloj: Se vi deziras konservi kaj M. Borel ofereme daŭrigas la komunan agadon, uzante sian influon en virinaj rondoj pliperfektigi liberan situacion kiun la faŝismo por sukcesigi E-n. (Ekz. mendis E-lingvajn glumarkojn por 1500 fr. eldonitajn de la Ligo de Virinoj antaŭ la Konferenco de Senarmigo.) La Ligo mem subtenis M. Borel en celas detrui per maroj de sango: ŝiaj klopodoj oficialigi E-n ĉe la int. kongreso de la Ligo dum 1932, 20 diverslingvaj Leviĝu urĝe kaj helpu nin! delegitoj jam subskribis la proponon kaj nur pro lertaj manovroj ktp. E ankoraŭ ne For la "ne interveno"! Por la libero kaj sukcesis, sed la propono estos ripetata je la unua taŭga okazo. UDEV tiam morale kaj demokratio de la mondo! finance subtenas la militrezistantojn. (Ligo Einstein) r. UDEV. AMALIA BERGER.
Grava Manifesto (de Popola Fronto num 25 – 1 Decembro 1936)
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Sem igualdade econ么mica, a igualdade social e politica 茅 uma farsa!