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Resultados do 1º trimestre celesc

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Resultados 1T15

1T15 Teleconferência de Resultados em Português Data: 19 de Maio de 2015 Horário: 11:00h (Brasília)

10:00 a.m. (NY DST)

Florianópolis – Santa Catarina, 15 de maio de 2015 – Centrais Elétricas de Santa Catarina SA - Celesc (BM&FBOVESPA: CLSC3, CLSC4; OTC: CEDWY), holding do setor de energia, com atuação nas áreas de geração, transmissão, distribuição de energia elétrica e distribuição de gás natural, anuncia os resultados do primeiro trimestre de 2015 (1T15). As informações financeiras da Companhia, exceto onde estiver indicado de outra forma, são apresentadas em milhões de Reais (R$ milhões) de 31 de março de 2015 e foram preparadas de acordo com as regras contábeis brasileiras decorrentes da aplicação efetiva das normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting Standards – IFRS).

Dados para conexão:

EBITDA Consolidado soma R$98,8 milhões no 1T15

Telefone: 11 2188 0155

Lucro Líquido foi de R$55,8 milhões nos três primeiros meses do ano

Senha de acesso: Celesc

Principais Destaques:

Cotação Ação PN 31/03/2015

CLSC4

 Retração de 1,5% na Energia Total Distribuída na área de concessão da Celesc Distribuição, somando 6.195 GWh no 1T15 (4.733 GWh no mercado cativo, queda de 2,0%), refletindo as temperaturas médias mais amenas no período e a desaceleração econômica;

R$ 18,98/ação

Variação no 1T15

CLSC4: 27,38% Ibovespa: 2,29% Valor de Mercado em 31/03/2015

BRL 732,1 USD 228,2

 A Receita Operacional Líquida Consolidada (sem os efeitos da Receita de Construção) somou R$1,7 bilhão no trimestre. O crescimento de 38,3% reflete a recomposição tarifária necessária em decorrência das condições hidrológicas desfavoráveis no país;

MM MM

Free Float: 75,5%

 Os gastos gerenciáveis consolidados (PMSO) apresentaram aumento de 3,0% (+R$6,7 milhões), abaixo da inflação verificada no período;

Outros Indicadores em 31/03/2015 Dívida Líq/EBITDA Aj 12M (Grupo):

1,1x

LPA 2015 (R$/ação):

1,45

VPA (R$/ação):

62,20 0,3x

Cot./VPA:

Para maiores informações, acessar o website www.celesc.com.br/ri ou entrar em contato com a equipe de Relações com Investidores:

Tel: (55-48) 3231-5100 ri@celesc.com.br

 Os indicadores de qualidade do serviço apresentaram melhora em relação ao 1T14: o DEC somou 4,44 horas (redução de 22,1%) e o FEC foi de 3,04 vezes (-10,6%) nos três primeiros meses de 2015;

 O EBITDA Consolidado (IFRS) no 1T15 foi de R$98,8 milhões, ante resultado negativo de R$22,4 milhões no 1T14. Considerados os efeitos Não-Recorrentes, o EBITDA Consolidado seria de R$65,2 milhões;  O Lucro Líquido (IFRS) no 1T15 foi de R$55,8 milhões (R$1,45 por ação), ante Prejuízo Líquido de R$72,8 milhões no 1T14. Considerados os efeitos Não-Recorrentes, o Lucro Líquido seria de R$33,6 milhões;  Os investimentos realizados em geração e distribuição de energia elétrica somaram R$94,5 milhões no trimestre, aumento de 49,0% em relação ao 1T14;  O Grupo Celesc encerrou o período com Dívida Líquida Consolidada de R$487,2 milhões, o equivalente a 1,1x o EBITDA Ajustado 12M ou 0,2x seu Patrimônio Líquido ao final do 1T15; 

As ações preferenciais da Celesc (CLSC4) valorizaram 27,38% no 1T15, superando os principais índices da bolsa brasileira e recuperando parte das perdas dos últimos anos.

Principais Indicadores

1º Trimestre

2014 Indicadores Operacionais Celesc Distribuição - Energia Distribuída Total (GWh) 6.291 Celesc Geração - Energia Produzida (MWh) 130.212 SCGÁS - Volume de Gás Vendido (mil/m³) 161.505 Indicadores Financeiros - Consolidado (R$ Milhões) Receita Operacional Bruta 1.859,1 Receita Operacional Líquida (excluindo Receita de Construção) 1.249,2 Custos e Despesas Operacionais (1.384,8) EBITDA (IFRS) (22,4) EBITDA Ajustado (IFRS + Ativo/Passivo Regulatório - Não-Recorrentes) 175,5 Lucro Líquido (IFRS) (72,8) Lucro Líquido Ajustado (IFRS + Ativo/Passivo Regulatório - Não-Recorrentes) 166,7 Investimentos Realizados em Geração e Distribuição de Energia Elétrica 63,4

2015

Δ

6.195 140.220 155.205

-1,5% 7,7% -3,9%

2.775,1 1.727,8 (1.777,9) 98,8 65,2 55,8 33,6 94,5

49,3% 38,3% 28,4% 540% -62,8% 177% -79,8% 49,0%

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Resultados 1T15 DISCLAIMER As informações contidas neste Release de Resultados poderão incluir declarações que representem expectativas sobre negócios da Companhia, projeções e metas operacionais e financeiras. Eventuais declarações dessa natureza constituem-se em meras previsões baseadas nas expectativas da administração que poderão não se concretizar e não são garantia do desempenho futuro da Companhia. As referidas declarações e informações prospectivas estão e estarão, conforme o caso, sujeitas a riscos, incertezas e são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais. Cabe ressaltar ainda que as estimativas e projeções referem-se à data em que foram expressas, sendo que a Companhia não assume a obrigação de atualizar publicamente ou revisar quaisquer destas estimativas em razão da ocorrência de nova informação, eventos futuros ou de quaisquer outros fatores, ressalvada a regulamentação vigente a que nos submetemos. Dessa forma, nenhum dos representantes da Companhia, assessores ou partes relacionadas poderá ser responsabilizado por qualquer decisão decorrente da utilização do conteúdo deste documento. As informações constantes do presente material não devem ser interpretadas como oferta, convite ou solicitação de oferta de subscrição ou compra de quaisquer valores mobiliários, nem constituem a base de um contrato ou compromisso de qualquer espécie.

ÍNDICE Principais Destaques .................................................................................................................................................................................... 1 1 – Visão Geral ............................................................................................................................................................................................. 3 2.1 – Celesc Distribuição .............................................................................................................................................................................. 7 2.1.1 – Desempenho Operacional ...................................................................................................................................................... 7 2.1.2 – Desempenho Econômico-Financeiro .................................................................................................................................... 11 2.1.3 – Aspectos Regulatórios da Celesc Distribuição ...................................................................................................................... 23 2.2 - Celesc Geração ................................................................................................................................................................................... 25 2.2.1 Desempenho Operacional ....................................................................................................................................................... 25 2.2.2 - Desempenho Econômico-Financeiro ..................................................................................................................................... 25 2.2.3 – Aspectos Regulatórios da Celesc Geração ............................................................................................................................ 28 2.3 – SCGÁS ................................................................................................................................................................................................ 30 2.3.1 – Desempenho Operacional .................................................................................................................................................... 30 2.3.2 – Desempenho Econômico-Financeiro .................................................................................................................................... 30 2.4 – Demais Participações ........................................................................................................................................................................ 32 3 – Holding ................................................................................................................................................................................................. 33 3.1 – Resultado das Participações Societárias na Controladora ....................................................................................................... 33 3.2 – Dividendos ............................................................................................................................................................................... 33 4 – Resultado Consolidado ......................................................................................................................................................................... 34 4.1 – Desempenho Econômico-Financeiro Consolidado .................................................................................................................. 34 5 - Desempenho no Mercado de Capitais .................................................................................................................................................. 38 6 - Responsabilidade Socioambiental ........................................................................................................................................................ 39 ANEXOS ...................................................................................................................................................................................................... 42

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Resultados 1T15 1 – Visão Geral A Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – CELESC é uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, com destaque nas áreas de distribuição e geração de energia. Estruturada como Holding em 2006, a Empresa possui duas subsidiárias integrais - a Celesc Geração S.A. e a Celesc Distribuição S.A. Além disso, detém o controle acionário da Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS) e é sócia das empresas Dona Francisca Energética S.A. (DFESA), Empresa Catarinense de Transmissão de Energia S.A. (ECTE), Companhia Catarinense de Água e Saneamento (CASAN) e do projeto da Usina Hidrelétrica Cubatão S.A. Seu acionista majoritário é o Estado de Santa Catarina, detentor de 50,2% das ações ordinárias da Companhia, correspondentes a 20,2% do Capital Total.

Estrutura Acionária e Societária da CELESC Março – 2015

Em dezembro de 2014, conforme Comunicado ao Mercado divulgado em 29 de dezembro de 2014, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – PREVI deixou de deter participação direta na Companhia e passou a deter participação indireta, mediante transferências das ações para o ANGRA VOLT FIA, fundo de investimento sob gestão da ANGRA PARTNERS Gestora de Recursos S.A.. Além disso, nos termos da Instrução CVM 358/02, a TARPON Gestora de Recursos S.A. enviou comunicados nos dias 10 de março e 30 de abril de 2015 informando alienação de participação acionária relevante na Companhia.

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Resultados 1T15 Subsidiárias Integrais Celesc Distribuição S.A. A empresa leva energia para mais de 2,7 milhões de unidades consumidoras localizadas em 264 municípios catarinenses (92% do território do estado) e em Rio Negro, no Paraná. A empresa ainda é responsável pelo suprimento de energia elétrica para o atendimento de quatro concessionárias e 16 permissionárias, que atuam nos demais municípios catarinenses. O contrato de concessão ANEEL nº 56, de 22 de julho de 1999, estabelece que o prazo para concessão de distribuição de energia elétrica da Celesc D vigorará até 07 de julho de 2015. Conforme requerido pela MP n° 579, convertida em Lei n° 12.783/13, a Companhia protocolou pedido de prorrogação da concessão em 18 de setembro de 2012. A Celesc Distribuição é a 2ª maior arrecadadora de ICMS de Santa Catarina e a 6ª maior distribuidora de energia elétrica brasileira em 1 receita de fornecimento, a 6ª em volume de energia distribuída e a 10ª em número de unidades consumidoras . Mensalmente, a empresa distribui cerca de 2 bilhões de kWh. Seu faturamento bruto alcançou a casa de R$8,4 bilhões em 2014 e R$ 2,7 bilhões no 1T15.

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Celesc Geração S.A. A Celesc Geração é a subsidiária do Grupo Celesc que responde pela operação, manutenção e expansão do parque gerador da empresa, atualmente formado por 12 usinas próprias, sendo 9 Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs e 3 Centrais Geradoras 3 Hidrelétricas – CGHs. Além disso, a empresa possui participação minoritária em mais 08 PCHs desenvolvidas em parceria com investidores privados, no formato de Sociedades de Propósito Específico – SPE. A capacidade total de geração da Celesc Geração em operação atualmente é de 112,27 MW, sendo 106,75 MW referentes ao parque próprio e 5,52 MW referentes ao parque gerador estabelecido com parceiros (já proporcionalizados à participação acionária da Celesc Geração nestes empreendimentos). Nos últimos anos, a Companhia conseguiu a alteração do Regime de Concessão das PCHs de Serviço Público para Produtor Independente de Energia Elétrica – PIE, condição que as permite comercializar energia incentivada no Ambiente de Contratação Livre – ACL. O quadro a seguir, apresenta as PCHs de propriedade 100% da Celesc Geração, para as quais os órgãos de governança da Companhia deliberaram pela não adesão aos termos de renovação antecipada das concessões estabelecidos através da Medida Provisória n° 579/2012, posteriormente convertida em Lei nº 12.783 de 11 de janeiro de 2013: Parque Gerador Próprio - Usinas 100% Celesc Geração S.A. sem adesão à MP n° 579 USINAS PCH Palmeiras PCH Bracinho PCH Garcia PCH Cedros PCH Salto PCH Pery PCH Ivo Silveira Total - MW 1 2 3

Termo Final da Concessão

Potência Instalada (MW)

Garantia Física (MW)

Rio dos Cedros/SC

07/11/2016

Schroeder/SC

07/11/2016

Angelina/SC

07/07/2015

Rio dos Cedros/SC

07/11/2016

Blumenau/SC

07/11/2016

Curitibanos/SC

09/07/2017

Campos Novos/SC

07/07/2015

24,60 15,00 8,92 8,40 6,28 30,00 2,60

16,70 8,80 7,10 6,75 5,25 14,08 1,81

95,80

60,49

Localização

Fonte: www.aneel.gov.br (Informações Gerenciais – Dez/14). Maior detalhamento dos aspectos regulatórios e jurídicos relevantes que envolvem as usinas do parque gerador próprio estão disponíveis no item 2.2.3 deste Release. Centrais Geradoras Hidrelétricas – CGHs estão dispensadas do ato de concessão por possuírem potência instalada inferior a 3MW.

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Resultados 1T15 As PCHs com término de concessão após 2017 e as demais Centrais Geradoras Hidrelétricas – CGH são apresentadas a seguir: Parque Gerador Próprio | Demais Usinas 100% da Celesc Geração S.A. Localização

Termo Final da Concessão

Potência Instalada (MW)

Garantia Física (MW)

PCH Celso Ramos

Faxinal dos Guedes/SC

16/03/2035

5,40

3,80

PCH Caveiras

Lages/SC

10/07/2018

3,83

2,77

CGH Piraí

Joinville/SC

(*)

0,78

0,45

CGH Rio do Peixe

Videira/SC

(*)

0,52

0,50

CGH São Lourenço

Mafra/SC

(*)

0,42

0,22

10,95

7,74

USINAS

Total - MW

(*) Usinas com potência inferior a 3 MW estão dispensadas do ato de concessão.

A empresa, como mencionado acima, participa de Sociedades de Propósito Específico que viabilizaram novos empreendimentos onde a Celesc Geração detém participação minoritária. A seguir estão listados os novos empreendimentos que já estão em operação: Novos Empreendimentos em operação - Celesc Geração S.A. detém participação minoritária

USINAS

PCH Rondinha PCH Prata PCH Belmonte PCH Bandeirante

Localização

Passos Maia/SC Bandeirante/SC Belmonte/SC Bandeirante/SC

Total - MW

Potência Instalada (MW)

Garantia Física (MW)

Participação Celesc Geração

9,60 3,00 3,60 3,00

5,48 1,68 1,84 1,76

32,5% 25,0% 25,0% 25,0%

19,20

10,76

Equivalente Equivalente Potência Garantia Instalada Física (MW) (MW) 3,12 0,75 0,90 0,75

1,78 0,42 0,46 0,44

5,52

3,10

A tabela abaixo apresenta as principais características de outros empreendimentos e respectivos estágios de desenvolvimento: Novos Empreendimentos em desenvolvimento | Celesc Geração S.A. detém participação minoritária

USINAS

Localização

Garantia Física (MW)

Participação Celesc Geração

Equivalente Potência Instalada (MW)

Equivalente Garantia Física* (MW)

Data prevista de entrada em operação

STATUS

9,20

4,80

32,5%

2,99

1,56

2016

Revisão de Projeto

10,00

4,13

30,0%

3,00

1,24

2016

Revisão de Projeto

Xanxerê/SC

6,08

3,54

40,0%

2,43

1,42

2015

Obra iniciada no 1S14

Anchieta/SC

6,50

3,44

49,0%

3,19

1,69

2016

Obra iniciada no 1S15

31,78

15,91

11,61

5,90

PCH Painel

São Joaquim/SC

PCH Campo Belo

Campo Belo do Sul/SC

PCH Xavantina PCH Garça Branca Total - MW

Potência Instalada (MW)

Nos últimos anos, norteada pelo posicionamento estratégico de aumentar a capacidade de geração própria, a Empresa passou a investir na repotenciação das usinas existentes e na formação de parcerias para viabilizar projetos que visam à construção de novos empreendimentos, incluindo a diversificação da matriz energética. No mês de outubro de 2013 foi encerrada a fase de recebimento de projetos da Chamada Pública 001/2012, em consonância as prerrogativas estratégicas da Companhia, e foram recomendados pela Comissão Interna de Novos Negócios projetos que totalizam 112,3MW de potência instalada, sendo 100,8MW em geração eólica e 11,5MW em geração hidráulica. A administração da companhia, conforme Comunicado ao Mercado de 27 de fevereiro de 2015, aprovou a participação da subsidiária Celesc Geração S.A. no empreendimento Garça Branca Energética S.A., projeto recebido na Chamada Pública 2012, para implementação da PCH Garça Branca, com 49% de participação na sociedade. A PCH possui 6,5 MW de potência instalada com energia assegurada de 3,4 MW, localizada entre os municípios de Guaraciaba e Anchieta, no Estado de Santa Catarina. O empreendimento, com início da operação comercial previsto para julho de 2016, possui Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado - CCEAR, objeto do 18° Leilão de Energia Nova “A-5”, realizado em 13 de dezembro de 2013. As cotas de energia contratadas pelo leilão correspondem a 3,2 MW (94% da Garantia Física). O preço da energia definido no leilão foi de 137,86 R$/MWh (data-base Jan/2014), sendo ajustado anualmente pelo IPCA. Em janeiro/13 foi aprovado pelo Órgão Regulador (Despacho Aneel nº 115/2014) o projeto de repotenciação da PCH Celso Ramos, com ampliação da capacidade de geração de 5,4 MW para 12,6 MW. Em março/15, a Celesc Geração obteve a outorga de autorização (Resolução Autorizativa nº. 5.078) para ampliação da referida PCH o que inclui a prorrogação da concessão por mais 20 anos. Dando continuidade as ações de ampliação do parque gerador, em setembro de 2014 foi lançada a Chamada Pública 001/2014, com prazo de 30 dias para oferta de projetos, com ênfase em projetos em estágio avançado de desenvolvimento, nas fontes hídrica, eólica,

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Resultados 1T15 térmica, solar e biomassa, conforme Comunicado ao Mercado de 26 de setembro de 2014. Esta chamada pública captou 65 projetos totalizando 2,57 GW, abrangendo as fontes hidráulica, térmica, solar e fotovoltaica. No momento os projetos passam por análise técnica na companhia. A expansão do parque gerador da Celesc Geração, conforme definido no Plano Diretor de longo prazo, projeta uma capacidade instalada de 150 MW de geração para 2016, 300 MW para 2020 e 1000 MW de geração até o ano de 2030.

Controlada Companhia de Gás de Santa Catarina – SCGÁS A SCGÁS é a 2ª maior distribuidora de gás canalizado em número de municípios atendidos no Brasil (62). Santa Catarina é o 3° Estado com maior rede de distribuição de gás natural (1.094 quilômetros) e o 3º com maior número de indústrias atendidas com gás natural (227), além de ter a 3ª maior rede de postos de gás veicular (GNV) do país (136 postos).

Com 100% da concessão para exploração dos serviços de distribuição de gás natural no território catarinense, a empresa comercializa e distribui, diariamente, cerca de 1,8 milhão de metros cúbicos de gás natural para cerca de 7,1 mil clientes. A controlada em conjunto SCGÁS, possui contrato de concessão para exploração dos serviços de distribuição de gás canalizado, firmado em 28 de março de 1994, com vigência de 50 anos.

Demais Participações Empresa Catarinense de Transmissão de Energia – ECTE Constituída com o propósito específico de explorar linhas de transmissão de energia elétrica nas regiões Sul, Sudeste e litoral de Santa Catarina, a empresa é concessionária da LT SE Campos Novos – SE Blumenau, com 252,5km de extensão. A linha é responsável pelo transporte de cerca de 20% da energia assegurada para suprimento da demanda na área de concessão da Celesc Distribuição. Em dezembro/11, a empresa adquiriu em leilão o direito de construir as subestações Abdon Batista (525/230kV) e Gaspar (230/138kV), através da subsidiária Empresa de Transmissão Serrana S.A. – ETSE. Essas linhas foram energizadas em janeiro e março de 2015 respectivamente. A controlada em conjunto ECTE, detém contrato de concessão de transmissão de energia elétrica datado de 1º de novembro de 2000 com prazo de vigência de 30 anos. Para a sua subsidiária ETSE, o contrato de concessão de transmissão de energia elétrica tem data de 10 de maio de 2012 com prazo de vigência de 30 anos. A Celesc detêm 30,88% do Capital Social da Empresa. Dona Francisca Energética S.A – DFESA Concessionária produtora independente de energia elétrica, a DFESA é proprietária da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, construída no rio Jacuí, no Rio Grande do Sul, com capacidade instalada de 125MW e energia assegurada de 80MW. O empreendimento foi inaugurado em maio de 2001. A Celesc detém 23,03% do Capital Social da empresa. A coligada DFESA, detém contrato de concessão datado de 28 de agosto de 1998 com prazo de vigência de 35 anos. Companhia Catarinense de Água e Saneamento – CASAN Sociedade de economia mista de capital aberto, controlada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, a função da CASAN é planejar, executar, operar e explorar os serviços de abastecimento de água potável e saneamento na sua área de concessão. Atualmente, os serviços prestados pela empresa abrangem 201 municípios no Estado de Santa Catarina e um no Paraná, atendendo uma população de 2,5 milhões de consumidores com água tratada e 319 mil com coleta, tratamento e destino final de esgoto sanitário. A Celesc é detentora de 15,48% do Capital Social da Empresa. Usina Hidrelétrica Cubatão S.A. Sociedade de Propósito Específico constituída para implantação da Usina Hidrelétrica Cubatão, na região de Joinville (SC), inicialmente com potência instalada de 50MW. A Celesc possui 40% do Capital Social da Empresa. Após analisar o histórico regulatório e o histórico dos entraves ambientais, o Conselho de Administração da Companhia, na reunião de 18 de setembro de 2014, recomendou estudo a ser realizado pelo empreendimento visando possível alteração do projeto básico, o que ainda não foi efetivado. 6


Resultados 1T15 2 – Desempenho por Área de Negócio 2.1 – Celesc Distribuição 2.1.1 – Desempenho Operacional Mercado de energia elétrica em Santa Catarina No primeiro trimestre de 2015 (1T15) a carga na área de atendimento da Celesc Distribuição foi 0,4% superior ao verificado no mesmo período do ano anterior, como indicado na tabela abaixo. A carga do Sul cresceu mais que a carga da Celesc Distribuição, apresentando 2,0% de aumento, já carga Brasil não apresentou crescimento no período. Celesc Distribuição S.A. | Carga de Energia (GWh) Ano Carga Brasil (GWh)*

2015 2014

Δ Carga Sul (GWh)

2014

Δ

26.227 25.724 2,0%

2015 2014

Δ

146.966 146.942 0,0%

2015

Carga Celesc Distribuição S.A. (GWh)**

1T

6.835 6.811 0,4%

Fonte: ONS / Celesc Distribuição S.A. * Referente ao Sistema Interligado Nacional - SIN. ** Energia Injetada no sistema de distribuição da concessionária.

Balanço de Energia Elétrica No primeiro trimestre de 2015, o montante de energia requerida pela Celesc Distribuição para atender o seu Mercado Cativo e as perdas foi de 5.566 GWh. No período, foram contabilizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE 72,0% de contratos CCEARs (quantidade mais disponibilidade), 17,9% Itaipu, e 10,1% outros. Celesc Distribuição S.A. | Balanço Energético (GWh) ACL

48

CCEAR (quantidade)

2.898

CCEAR (disponibilidade)

1.104

ANGRA

178

ITAIPU

997

PROINFA

100

LIQUIDAÇÃO CURTO PRAZO

150

5.566

QUOTAS

ENERGIA REQUERIDA (TRC)

5.566

92

Energia Distribuída No 1T15, a energia distribuída pela Celesc Distribuição (Mercado Livre + Cativo, sem as perdas e sem consumo próprio) teve queda de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 6,191 GWh. O destaque de queda foi na classe industrial, com variação negativa em 5,2%. 7


Resultados 1T15 A energia fornecida para o Mercado Cativo teve queda de 2,0% no trimestre quando comparado ao mesmo período do ano anterior, atingindo 4.733 GWh. A tabela e os gráficos a seguir apresentam os números de energia distribuída para o primeiro trimestre de 2015 em comparação ao mesmo período de 2014: Celesc Distribuição S.A. | Energia Distribuída por Classe de Consumo (em GWh) Classe de Consumo

Consumo (GWh) 1T14

Δ

1T15

Residencial

1.570

1.544

-1,7%

Industrial

1.120

1.062

-5,2%

Comercial

1.037

1.034

-0,3%

Rural

388

362

-6,5%

Demais Classes

714

732

2,5%

Poder Público

112

109

-2,0%

Iluminação Pública

143

144

0,1%

84

83

-1,4%

Serviço Público

374

395

5,7%

Mercado Cativo

Suprimento de Energia

4.829

4.733

-2,0%

Consumidores Livres

1.458

1.458

0,0%

1.312

1.309

-0,2%

Comercial

87

88

0,9%

Rural

10

10

5,7%

Suprimento

49

50

3,0%

6.287

6.191

-1,5%

Industrial

Mercado Total Consumo Próprio Mercado Total

4

3

-7,4%

6.291

6.195

-1,5%

Desempenho do Mercado Cativo por Classe de Consumo Residencial A classe residencial, que representa 32,6% do consumo cativo da Celesc Distribuição, apresentou queda no consumo de energia no início de 2015. A retração foi de 1,7% no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2014, atingindo 1.544 GWh. Esse foi o primeiro trimestre com diminuição no consumo desde o segundo trimestre de 2011. Esse resultado pode ser explicado, em parte, pelas altas temperaturas registradas em 2014, que tornaram a base de consumo extremamente alta. Em 2015, o clima permaneceu mais ameno. Industrial O consumo da classe industrial cativa apresentou queda de 5,2% no 1T15 em relação ao mesmo período do ano anterior, somando 1.062 GWh. A queda no consumo da classe industrial é reflexo do quadro econômico de recessão em que o país está inserido.

8


Resultados 1T15 Comercial O consumo cativo da classe comercial decaiu 0,3% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, atingindo 1.034 GWh. A classe comercial também é afetada pelo clima, e tem um comportamento similar ao da classe residencial. Com o consumo muito alto em 2014, devido às altas temperaturas, a base estava bastante elevada. Ainda, o comércio e serviços também sofrem com a desaceleração da economia. Rural O consumo da classe rural cativa decresceu 6,5% no primeiro trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano anterior. Demais Classes (Poder Público, Iluminação Pública, Serviço Público e Revenda) No primeiro trimestre de 2015 o consumo dos demais segmentos aumentou 2,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 732 GWh. Destaque para suprimento de energia com crescimento de 5,7% no período. Desempenho do Mercado Livre No primeiro trimestre do ano, o consumo dos clientes livres localizados na área de concessão da Celesc Distribuição permaneceu estável na comparação com o mesmo período em 2014, atingindo 1.458 GWh, desse total 89,8% representa a classe industrial que teve queda de 0,2%. É possível constatar uma estabilidade no crescimento do Mercado Livre. Isso ocorre devido ao fato de que os maiores clientes potencialmente livres já migraram para o ACL – Ambiente de Contratação Livre, às incertezas neste ambiente, com a alta no Preço de Liquidações das Diferenças – PLD e ao reflexo da conjuntura econômica desfavorável. Do mercado total atendido pela Celesc Distribuição no primeiro trimestre de 2015, o mercado cativo representou 76% e os clientes livres representaram 24%. O gráfico abaixo apresenta a participação de cada classe de consumo no mercado cativo, entre os consumidores livres e no mercado total (cativo + livre):

Perdas na Distribuição De acordo com a última Revisão Tarifária Periódica da Celesc Distribuição, a perda regulatória da distribuição foi definida em 7,40%. Desse total, 6,34% referem-se ao volume de perdas técnicas e 1,06% às perdas não técnicas. No acumulado dos últimos 12 meses até março de 2015, as perdas globais representaram 7,91% da energia injetada no sistema de distribuição da concessionária, 6,52% referentes às perdas técnicas definidas pelo PRODIST – Módulo 7 (2013) e 1,39% correspondem às perdas não técnicas. O gráfico a seguir apresenta a evolução das perdas na distribuição na área de concessão da Companhia:

9


Resultados 1T15 As perdas não técnicas aumentaram a partir do 2T14 em função de que no mês de maio o faturamento da classe revenda foi realocado em um mês, fazendo com que o mercado faturado ficasse menor, pois 116,33 GWh medidos no mês de maio/14 foram realocados para o mês seguinte (junho) e assim sucessivamente. Por conta dessa realocação as perdas faturadas no mês de maio somaram 12,7%, sendo que os efeitos dessas perdas faturadas acumuladas só cessarão a partir de maio de 2015. Sem o efeito desse deslocamento de faturamento da classe revenda, as perdas não-técnicas seriam de 0,86% e as perdas totais somariam 7,38% nos últimos 12 meses findos em março/15.

Indicadores de Eficiência do Sistema O índice DEC (duração média das interrupções por unidade consumidora) da Celesc Distribuição S.A. no primeiro trimestre de 2015 foi de 4,40 horas, 22,1% abaixo do verificado em relação ao mesmo período de 2014, o que equivale a 32,9% do limite estabelecido pela ANEEL para 2015. Neste mesmo período, o número de interrupções por unidade consumidora (FEC) apresentou queda de 10,6%, representando 3,00 interrupções no ano, o que equivale a 27,6% do limite regulatório estabelecido para 2015 neste indicador.

10


Resultados 1T15 2.1.2 – Desempenho Econômico-Financeiro Celesc Distribuição S.A. | Principais Indicadores Financeiros (IFRS) R$ Milhões Receita Operacional Bruta Deduções da Receita Operacional Receita Operacional Líquida Custos e Despesas Operacionais Custos com Energia Elétrica Despesas Operacionais

Resultado das Atividades EBITDA Margem EBITDA IFRS (%)

Resultado Financeiro LAIR IR/CSLL Lucro/Prejuízo Líquido Margem Líquida IFRS (%)

1º Trimestre 2014

2015

Δ

1.797,8

2.738,3

52,3%

(554,7)

(957,1)

72,5%

1.243,1

1.781,3

43,3%

(1.368,5)

(1.755,0)

28,2%

(1.065,1)

(1.437,5)

35,0%

(303,4)

(317,5)

4,7%

(125,4)

26,3

121%

(84,5)

68,7

181%

-6,8%

3,9%

44,2

28,2

-36,2%

(81,2)

54,5

167%

(26,2)

(11,3)

(107,4)

43,2

-8,6%

2,4%

140%

Destaques do Resultado O principal destaque no resultado da Celesc Distribuição no primeiro trimestre de 2015 foi o crescimento da Receita Operacional Líquida de 43,3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, devido aos seguintes fatores: reajuste tarifário de agosto 2014 (impacto de 23,2%), revisão tarifária extraordinária de março de 2015 (impacto de 24,8%), faturamento das bandeiras tarifárias na ordem de R$ 117,0 milhões e o reconhecimento da Receita com Ativos Regulatórios da ordem de R$ R$ 127,2 milhões. A recomposição da receita operacional permitiu que a Celesc Distribuição registrasse no primeiro trimestre de 2015 EBITDA de R$ 68,7 milhões (181% acima do registrado no 1T14) e Lucro Líquido de R$ 43,2 milhões (revertendo o prejuízo registrado no 1T14). Ajustando o resultado da distribuidora pelos efeitos de itens Não-Recorrentes, a distribuidora registraria Lucro Líquido de R$ 23,4 milhões no 1T15. O EBITDA Ajustado soma R$ 38,7 milhões no trimestre (67,9% abaixo do registrado no 1T14). Maior detalhamento dos ajustes aplicados ao resultado nas páginas 18 e 19 deste release. Celesc Distribuição S.A. | Resultado Ajustado* R$ Milhões EBITDA Ajustado Margem EBITDA Ajustada (%)

1º Trimestre 2014

2015

120,5

38,7

10,1%

2,3%

Lucro/Prejuízo Líquido Ajustado

58,8

23,4

Margem Líquida Ajustada (%)

4,9%

1,4%

Δ -67,9%

-60,3%

* IFRS + A tivo s e P assivo s Regulató rio s - Itens Não -Reco rrentes. Cálculo das margens excluem Receita de Co nstrução .

11


Resultados 1T15 Receita Operacional Bruta A Receita Operacional Bruta – ROB da Celesc Distribuição no 1T15 alcançou R$ 2.738,3 milhões, um acréscimo de 52,3% em relação 4 ao mesmo período de 2014. Sem considerar os efeitos da Receita de Construção (R$87,0 milhões no 1T15 e R$51,2 milhões no 1T14), a Receita Operacional Bruta apresenta evolução de 51,8% no trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Celesc Distribuição S.A. | Receita Operacional Bruta R$ Milhões RECEITA OPERACIONAL BRUTA Fornecimento de Energia Elétrica

1º Trimestre Δ

2014

2015

1.797,8

2.738,3

52,3%

1.496,8

2.181,3

45,7%

39,9

48,8

22,5%

Suprimento de Energia Ativo Regulatório

0,0

127,2

Energia Elétrica de Curto Prazo

54,3

103,3

90,2%

Disponibilização Rede Elétrica (TUSD)

52,0

71,9

38,2%

Doações e Subvenções*

99,2

116,5

17,4%

Renda de Prestação de Serviços

0,4

0,3

-20,7%

Serviço Taxado

2,1

2,0

-7,4%

87,0

69,8%

Outras Receitas Receita de Construção

1,8 51,2

* Inclui recebimento de Subsídio CDE referente Decreto Nº 7.891/2013

Os principais fatores que influenciaram positivamente o desempenho da ROB no período foram: (i) Incremento de R$ 684,5 milhões (variação de 45,7%) na rubrica Receita com Fornecimento de Energia Elétrica, refletindo o Reajuste Tarifário de Agosto/2014, com efeito médio de 23,2% e, impacto parcial da Revisão Tarifária Extraordinária implementada em 02 de Março de 2015, com efeito médio de 24,8%; (ii) Reconhecimento de Ativos e Passivos Regulatórios no resultado societário (IFRS), impactando positivamente a receita da Companhia em R$ 127,2 milhões (não era reconhecido no 1T14); 5 (iii) Variações na receita registrada a título de Energia Elétrica de Curto Prazo com aumento de R$ 49,0 milhões (90,2% acima do 1T14); (iv) Faturamento decorrente da aplicação das Bandeiras Tarifárias da ordem de R$ 117,8 milhões nos três primeiros meses de 2015.

Deduções da Receita Operacional Bruta Celesc Distribuição S.A. | Deduções da Receita Operacional Bruta R$ Milhões DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL BRUTA

1º Trimestre 2014

2015

Δ

(554,7)

(957,1)

72,5%

ICMS

(363,0)

(483,4)

33,2%

PIS/COFINS

(161,4)

(264,6)

63,9%

(18,5)

(159,4)

760%

Pesquisa & Desenvolvimento - P&D (0,5% da ROL)

(5,9)

(7,9)

34,2%

Programa de Eficiência Energética - PEE (0,5% da ROL)

(5,9)

(7,9)

34,2%

Conta de Desenvolvimento Energético - CDE

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL Outros Encargos

0,0

(1,9)

(0,0)

(32,1)

As Deduções da Receita Operacional apresentaram um aumento de 72,5% no 1T15, somando R$ 957,1 milhões, representando 35,0% da Receita Operacional Bruta – ROB do período. 4

A Receita de Construção, em função das normas contábeis IFRS tem custo correspondente de mesmo valor registrado nas despesas operacionais e, portanto, não afeta o resultado do período. 5 Refere-se à liquidação financeira na CCEE, inclusive contratos de disponibilidade de usinas térmicas, sendo que também são contabilizadas despesas com E.E. de Curto Prazo em Custos com Energia Elétrica.

12


Resultados 1T15 Dentre os fatores que contribuíram para o aumento nas Deduções da ROB, destacam-se: i. o aumento na conta ICMS de aproximadamente R$ 120,4 milhões, 33,2% superior na comparação com 1T14, e do PIS/COFINS de R$ 103,1 milhões, 63,9% acima na comparação com o mesmo período do ano anterior (estes tributos acompanham o crescimento da Receita com Fornecimento de Energia Elétrica); ii. a alta na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) que somou R$ 159,4 milhões no período (760% acima do verificado no 1T14) em função do aumento na quota anual estabelecida para a Celesc Distribuição pela ANEEL; iii. a partir do 1T15, a rubrica Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL foi reclassificada do grupo de Outras Receitas/Despesas Operacionais para o grupo Deduções da Receita Operacional, conforme determinado pela Resolução Normativa ANEEL Nº 605/2014; iv. a contabilização no montante de R$32,1 milhões de fornecimento não faturado relativo à aplicação das Bandeiras Tarifárias na rubrica Outros Encargos.

Receita Operacional Líquida A Receita Operacional Líquida – ROL da Celesc Distribuição no primeiro trimestre de 2015 atingiu o montante de R$1.781,3 milhões, 43,3% superior ao 1T14. Sem os efeitos da Receita de Construção, a ROL soma R$1.694 milhões no 1T15, alta de 42,2% em relação ao mesmo período de 2014. A Receita da Celesc Distribuição apresenta evolução média de 15,9% nos últimos quatro exercícios.

7.000

7.000

6.000

6.000

5.000

5.000

4.000

4.000

3.000

3.000

2.000

2.000

1.000

1.000

0

0

Custos e Despesas Operacionais Celesc Distribuição S.A. | Custos e Despesas Operacionais R$ Milhões

1º Trimestre 2014

2015

Δ

CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

(1.368,5)

(1.755,0)

Custos com Energia Elétrica - Não-Gerenciáveis

(1.065,1)

(1.437,5)

35,0%

Energia Elétrica Comprada p/ Revenda

(730,3)

(1.189,8)

62,9%

Energia Elétrica Curto Prazo / Disponibilidade

28,2%

(227,3)

(95,9)

-57,8%

Encargo de Uso da Rede Elétrica

(75,4)

(121,5)

61,1%

PROINFA

(30,8)

(30,2)

-1,8%

(1,3)

0,0

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL Recuperação de Despesas com EE PMSO - Despesas Operacionais Gerenciáveis Pessoal Materiais

0,0

0,0

(209,7)

(215,3)

2,6%

(121,4)

(150,4)

23,9% -28,7%

(5,9)

(4,2)

Serviços de Terceiros

(52,0)

(55,3)

6,4%

Outras Receitas / Despesas

(30,4)

(5,3)

-82,5%

(1,5)

27,2

1875%

Depreciação / Amortização

(40,9)

(42,4)

3,8%

Custo de Construção

(51,2)

(87,0)

69,8%

Provisões, líquidas*

* A partir do Release 4T14, passamo s a excluir a rubrica "P ro visõ es, líquidas" do so mató rio P M SO, visando a co mparabilidade entre o P M SO Regulató rio A NEEL e o P M SO efetivamente realizado pela Celesc Distribuição .

13


Resultados 1T15 No primeiro trimestre de 2015 os Custos e Despesas Operacionais da Celesc Distribuição somaram R$1.755,0 milhões, aumento de 28,2% na comparação com o 1T14. Desconsiderando a rubrica Custo de Construção (que tem efeito nulo no resultado) a alta foi de 26,6% no período, somando R$1.668,0 milhões. O aumento é explicado principalmente pela alta nos Custos com Energia Elétrica (não-gerenciáveis) que cresceram 35,0% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Destaca-se a rubrica Provisões Líquidas que teve efeito positivo, reduzindo as despesas operacionais do 1T15 em R$ 27,2 milhões em decorrência da reversão de provisão trabalhista não-recorrente. O PMSO (gastos gerenciáveis) permaneceu praticamente estável, com ligeira alta de 2,6%.

Custos com Energia Elétrica - Não-Gerenciáveis Os gastos não-gerenciáveis da Celesc Distribuição (despesas com energia elétrica comprada para revenda e respectivos encargos) somaram R$1.437,5 milhões no 1T15, expressiva alta de 35,0%, reflexo da condição hidrológica adversa que, desde o início de 2013, aumentou a tarifa média de compra da energia pressionando o caixa das distribuidoras de energia elétrica de todo o país. No período comparativo, ou seja, o primeiro trimestre de 2014 (1T14), relativo equilíbrio das condições financeiras das concessionárias só havia sido possível pela compensação advinda dos repasses da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE (Decreto Federal 7.945/2013) e da Conta no Ambiente de Contratação Regulada – CONTA-ACR criada e administrada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE (Decreto Federal 8.221/2014) para cobrir os custos extraordinários com energia térmica e com o aumento no Preço de Liquidação das Diferenças - PLD (em função da baixa disponibilidade de água nos reservatórios). No 1T14, a Celesc Distribuição teve R$552,8 milhões homologados pela ANEEL e registrados a crédito nas respectivas naturezas de gastos que deram origem aos custos adicionais. Com o fim desses mecanismos a partir de janeiro de 2015, os custos extraordinários com a compra de energia elétrica e respectivos encargos setoriais, passaram a ser cobertos, ao menos parcialmente, pelo mecanismo de aplicação das Bandeiras Tarifárias e pela Revisão Tarifária Extraordinária implementada a partir de 02 de março de 2015, os quais majoraram o faturamento bruto da Companhia. A alta de R$372,3 milhões (+35,0%) nos custos não-gerenciáveis (Parcela A) se explica, basicamente, por: i. alta nas despesas com Energia Elétrica Comprada para Revenda (já considerada a redução nas despesas com Energia 6 Elétrica de Curto Prazo), reflexo dos aumentos de 75,1% na tarifa média de energia comprada de ITAIPU e de 18,6% na energia comprada no ambiente regulado (contratos CCEARS/Hidro); ii. aumento de R$46,1 milhões com os Encargos de Uso da Rede Elétrica (sistema de transmissão e distribuição) que acompanham os reajustes/revisões tarifários; iii. a estabilidade nas despesas com PROINFA (encargo) que reduziram R$0,5 milhão; A tabela abaixo apresenta o custo por modalidade e respectiva participação no mix de tarifas de compra de energia da Companhia: Celesc Distribuição S.A. | Custos com Energia Comprada por Modalidade de Contratação Tarifa Média de Energia Com prada por Modalidade (R$/MWh)*

1T14

1T15

Var. de Preço %

Participação % Participação % no MIX 1T14 no MIX 1T15

Tarifa Média do Reajuste Tarifário* (R$/MWh)

LEILÃO - CCEAR / Hidro

143,0

169,6

18,6%

51%

54%

163,3

LEILÃO - CCEAR / Térmica

369,7

334,2

-9,6%

26%

20%

300,1

ITAIPU

137,3

240,4

75,1%

21%

18%

159,8

CONTRATOS BILATERAIS

246,4

258,4

4,9%

1%

1%

255,9

34,9

27,5

-21,2%

2%

2%

197,1

214,3

8,7%

OUTROS Total - (R$/MWh)

* Os dado s co ntém previsõ es de despesas co m co mpra de energia em função da meto do lo gia utilizada na co ntabilização . A receita co m bandeiras tarifárias não estão co ntempladas no s cálculo s acima . Esta receita é tratada a parte po is a sua co bertura depende das co ndiçõ es hidro ló gicas, que po dem ser alteradas de um mês para o o utro .

33,0 191,1 * Reso lução Ho mo lo gató ria 1.770/2014

Ativos e Passivos Financeiros Setoriais (Ativos e Passivos Regulatórios Parcela A) A Portaria Interministerial nº 25, de 24 de Janeiro de 2001, dos Ministérios de Estado da Fazenda e de Minas e Energia, estabeleceu a Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela A - CVA como a conta contábil destinada a registrar as variações nos custos não gerenciáveis ocorridas no período entre os reajustes tarifários das distribuidoras de energia elétrica. Com a adoção do IFRS a partir do exercício de 2010, o resultado da Companhia não refletia mais os diferimentos da CVA, sendo que, a apuração continuava sendo realizada para atender às exigências da ANEEL. 6

A energia elétrica comprada de ITAIPU foi influenciada pela desvalorização cambial ocorrida no período e pelo reajuste de tarifa aprovado pela Diretoria da ANEEL, em reunião do dia 09 de dezembro de 2014, que elevou o preço em dólar (de US$26,05/KW para US$38,07/KW), representando uma alta de 46,1%.

14


Resultados 1T15 Porém, a partir de Dezembro de 2014, de acordo com a Orientação Técnica OCPC 08 - Reconhecimento de Determinados Ativos e Passivos nos Relatórios Contábil-Financeiros de Propósito Geral das Distribuidoras de Energia Elétrica emitida pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC e aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM (Deliberação CVM Nº 732/2014), a Celesc Distribuição voltou a reconhecer nos seus resultados os saldos registrados na CVA. Referido pronunciamento tem por base a assinatura do 4º Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, realizada no dia 10 de dezembro de 2014, que garantiu à Companhia, no caso de extinção da concessão, o direito/dever de ter acrescentado/abatido os referidos saldos no valor da indenização. A tabela a seguir demonstra o saldo de Ativos e Passivos Regulatórios estimados pela Companhia e acumulados ao final de cada período. Os referidos saldos integram a base de reajustes tarifários da Celesc Distribuição e, em 31/03/2015, foram reconhecidos de forma prospectiva, registrando os valores em Outras Contas a Receber em contrapartida a Receita de Ativo Regulatório no resultado. Celesc Distribuição S.A. | Ativos e Passivos Regulatórios Acumulados R$ Milhões

em em em em em em em 31/12/2012 31/12/2013 31/03/2014 30/06/2014 30/09/2014 31/12/2014 31/03/2015

Ativos Regulatórios

234,6

Passivos Regulatórios

(41,6)

Saldo Líquido

193,0

356,4

554,3

629,0

612,0

644,0

601,5

(119,3)

(191,2)

(252,6)

(217,9)

(193,4)

(139,0)

237,1

363,1

376,4

394,1

450,6

462,5

No trimestre, a variação dos saldos de ativos financeiros setoriais da Celesc Distribuição foi de R$11,9 milhões, fechando o período com saldo acumulado de R$462,5 milhões. O valor é decorrente da constituição de R$148,6 milhões no período de janeiro a março de 2015 (sendo R$127,2 milhões relativos aos custos extraordinários com compra de energia e encargos e R$21,4 milhões relativos a atualização financeira desses ativos regulatórios), deduzidos da baixa relativa ao recebimento advindo da CONTA-ACR das competências referentes a novembro e dezembro de 2014 no valor de R$136,7 milhões, para o qual havia sido realizada constituição de ativos regulatórios no 4T14.

PMSO – Despesas Operacionais Gerenciáveis (Pessoal, Materiais, Serviços e Outros) As despesas gerenciáveis da Celesc Distribuição totalizaram R$ 215,3 milhões no 1T15, um aumento de 2,6% em comparação aos R$209,7 milhões registrados no primeiro trimestre de 2015.

7

Sem o efeito de item não-recorrente contabilizado no período comparativo (1T14 ), o PMSO apresentado pela Celesc Distribuição apresentaria alta de 6,5%, portanto ainda abaixo da inflação registrada no período (IPCA). A seguir serão apresentados os principais componentes e os fatores que influenciaram de forma relevante as despesas gerenciáveis da empresa no período.

7

No 1T14, houve lançamento não-recorrente em Outras Despesas no valor de R$7,7 milhões, referente desativação de bens em atendimento à Resolução ANEEL 367/09.

15


Resultados 1T15 Pessoal A rubrica Pessoal e Administradores é composta pelas despesas incorridas com remuneração dos empregados (incluindo encargos) e com as contribuições regulares aos planos de pensão administrados pela Fundação CELOS (rubrica Previdência Privada). No 1T15, os gastos com essas despesas somaram R$123,9 milhões, uma alta de 20,7% no comparativo com o mesmo período de 2014. Celesc Distribuição S.A. | Despesas Totais com Pessoal 1º Trimestre

R$ Milhões

2014

Pessoal Total Pessoal e Administradores

Δ

2015

(121,4)

(150,4)

23,9%

(102,7)

(123,9)

20,7%

Pessoal e Encargos

(97,3)

(117,3)

20,6%

Previdência Privada

(5,4)

(6,6)

22,5%

(18,7)

(26,4)

41,3%

Despesa Atuarial

O aumento nas despesas com Pessoal no 1T15 (+R$21,3 milhões) pode ser explicado pelos seguintes fatores principais: (i) efeitos do reajuste anual previsto no Acordo Coletivo de Trabalho - ACT e aplicação do Plano de Cargos e Salários – PCS (R$2,9 milhões); (ii) pela menor apropriação de mão de obra como investimento (R$3,6 milhões); e, (iii) o reflexo desses fatores nas provisões de despesas (R$5,8 milhões) e encargos sociais (R$5,6 milhões). As despesas totais com Pessoal (que incluem Despesa Atuarial) apresentaram alta de 23,9% no trimestre quando comparado ao 1T14. Previdência Privada e Despesa Atuarial A Celesc Distribuição é patrocinadora da Fundação Celesc de Seguridade Social – CELOS que administra os planos de benefícios previdenciários e o plano assistencial de saúde oferecidos aos seus empregados. A Despesa Atuarial reconhecida na Demonstração de Resultado segue o definido na Avaliação Atuarial Anual dos Benefícios Pós-Emprego realizada por atuários independentes. A estimativa para a despesa/(receita) atuarial líquida para o exercício que se encerrará em 31/12/2015 é de R$105,8 milhões, 41,3% superior à despesa incorrida em 2014. As Despesas Atuariais elevaram-se 41,3% no primeiro trimestre de 2015 devido principalmente: (i) a redução da taxa de desconto utilizada para cálculo do Valor Presente das Obrigações dos planos; e, (ii) o aumento das obrigações da patrocinadora com o Plano de Saúde em função da alta na inflação de serviços médicos, do maior número de titulares e da idade média mais elevada. Celesc Distribuição S.A. | Despesa (receita) Atuarial reconhecida no resultado R$ Milhões

Valor estim ado a Valor efetivam ente Valor efetivam ente Valor efetivam ente ser reconhecido em reconhecido em 2012 reconhecido em 2013 reconhecido em 2014 2015

Plano Transitório

35,5

39,8

33,6

42,6

Plano Misto

32,5

40,6

23,1

35,5

Plano Pecúlio

0,7

(0,2)

0,1

0,1

PDVI 2002

4,1

2,2

0,6

-

PDV 2012

-

Plano de Saúde Outros Benefícios

Total

21,0

20,3

12,9

(20,9)

(10,3)

(5,9)

11,6

2,8

2,9

3,2

3,1

54,7

95,9

74,9

105,8

O quadro a seguir apresenta o Passivo Atuarial reconhecido em 31/03/2015 em comparação ao fechamento de 2014 e demonstra a redução das obrigações estimadas da Celesc Distribuição da ordem de 1,7% na comparação com dezembro de 2014. Celesc Distribuição S.A. | Passivo Atuarial em 31 de dezem bro de 2014

R$ Milhões Planos de Benefícios Previdenciários Plano Misto + Plano Transitório

Outros Benefícios Pós-Emprego

em 31 de Março de Var. % 2015

703,9

706,8

703,9

706,8

499,2

475,4

Plano de Saúde

316,7

309,7

PDV 2012

151,1

134,5

Outros Benefícios

31,4

31,3

1.203,1

1.182,2

Curto P razo

170,8

172,8

Lo ngo P razo

1.032,3

1.009,4

Total

0,4% -4,8%

-1,7%

16


Resultados 1T15 Materiais A rubrica Materiais somou R$ 4,2 milhões no trimestre, redução de 28,7% (R$1,7 milhão) quando comparado ao primeiro trimestre de 2014. Serviços de Terceiros Os gastos com Serviços de Terceiros somaram R$55,3 milhões no 1T15, alta de R$ 3,3 milhões, representando elevação de 6,4% em relação ao período comparativo (1T14). A alta deve-se, principalmente, aos Serviços em Distribuição, tais como Poda/ Roçada/ Limpeza de Faixa (+R$ 2,4 milhões) e Informática (+R$ 1,4 milhões). Outras Despesas Operacionais Celesc Distribuição S.A. | Outras Despesas Operacionais R$ Milhões Outras Despesas - Total

1º Trimestre 2014

Δ

2015

(30,4)

(5,3)

Arrendamento e Alugueis

(5,6)

(5,6)

0,4%

Seguros

(0,0)

(0,0)

-22,6%

Tributos

(2,0)

(2,4)

23,9%

Perdas líquidas

(8,7)

(6,4)

-26,1%

(14,2)

9,1

165%

Despesas Diversas*

-82,5%

* Despesas Diversas: Consumo Próprio de Energia, Publicidade, Multas, Indenizações a Consumidores, Doações/Subvenções, etc.

O item Outras Despesas Operacionais registrou o montante de R$5,3 milhões no primeiro trimestre de 2015, redução de R$ 25,1 milhões (82,5%) em relação ao mesmo período de 2014, quando os gastos foram da ordem de R$30,4 milhões. Conforme já mencionado anteriormente, no 1T14, houve lançamento não-recorrente no valor de R$7,7 milhões referente desativação de bens do ativo. Em 2015, destaca-se: (i) redução dos lançamentos a perda no recebimento de créditos (-R$2,3 milhões); (ii) redução nas Indenizações Cíveis (-R$1,0 milhão); e, especialmente, (iii) o efeito (+7,6 milhões) da alteração contábil decorrente do Novo Plano de Contas ANEEL, que a partir do 1T15, fez com que as rubricas “Receita com Arrendamentos e Aluguéis” e “Outras Receitas” passassem a compor o Grupo “ Outras Despesas/Receitas”, reduzindo as despesas operacionais do período. Provisões e Reversões de Provisões Celesc Distribuição S.A. | Provisões R$ Milhões Provisões, líquidas - Total Provisões p/ Créditos de Liquidação Duvidosa, líquidas Provisões de PCLD Reversão de Provisões de PCLD

Outras Provisões, líquidas Outras Provisões Reversão de Outras Provisões

1º Trimestre 2014

2015

Δ

(1,5)

27,2

1875%

2,1

(3,1)

-249%

(2,5)

(6,4)

159%

4,6

3,3

-29,0%

(3,6)

30,3

933%

(7,9)

(5,4)

-31,6%

4,3

35,7

732%

O efeito líquido de Provisões e Reversões de Provisões no resultado da Celesc Distribuição no trimestre foi positivo em R$27,2 milhões. Esse efeito é explicado basicamente pela baixa referente provisionamento contábil no valor de R$ 30,0 milhões, que havia sido realizado no primeiro trimestre de 2013 (rubrica Outras Provisões) decorrente da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho - MPT envolvendo terceirização de serviços. Desconsiderando a referida reversão de provisão, o total de Provisões Líquidas no 1T15 teria sido de R$2,8 milhões (ante despesa de R$1,5 milhão no 1T14).

17


Resultados 1T15 Resultado Financeiro No 1T15, a Celesc Distribuição apresentou Resultado Financeiro líquido positivo de R$28,2 milhões, ante resultado de R$44,2 milhões no primeiro trimestre de 2014, o que representa uma queda de 36,2%. As Receitas Financeiras somaram R$90,0 milhões, alta de 31,7% em relação aos R$68,4 milhões registrados no 1T14, sendo impactada principalmente por: (i) a atualização advinda da aplicação da SELIC sobre os ativos financeiros setoriais (ativo regulatório), que passaram a ser contabilizadas a partir de dezembro de 2014 (+R$21,4 milhões); e, (ii) alta nos acréscimos moratórios sobre faturas em função do aumento no faturamento (+R$3,3 milhões). As Despesas Financeiras foram de R$61,8 milhões no trimestre, alta de 156% em relação ao período comparativo, sendo os principais fatores de influência: (i) aumento dos Encargos de Dívidas (+R$15,4 milhões) decorrente do aumento do estoque de dívida e do seu principal indexador (taxa CDI); (ii) variações monetárias (+R$18,3 milhões) em função da variação cambial atrelada a compra de energia de ITAIPU; e, (iii) Juros sobre Debêntures, relativa a captação realizada em maio/13, que variou +R$2,5 milhões. Celesc Distribuição S.A. | Demonstrativo do Resultado Financeiro R$ Milhões Receitas Financeiras Renda de Aplicações Financeiras Variações Monetárias Incentivo Financeiro Fundo Social Juros e Acréscimos Moratórios s/ Faturas Atualização Monetária sobre Ativo Regulatório Receita Financeira - VNR Outras Receitas Financeiras

Despesas Financeiras Encargos de Dívidas Variações Monetárias Atualização P&D e Eficiência Energética Juros sobre Debêntures Outras Despesas Financeiras

Resultado Financeiro Líquido

1º Trimestre 2014

Δ

2015

68,4

90,0

31,7%

9,0 0,6 3,5 11,9 0,0 40,7 2,7

5,0 2,3 4,4 15,2 21,4 40,1 1,7

-44,8% 284% 24,3% 27,9%

(24,2)

(61,8)

156%

(6,1) (4,3) (5,1) (7,0) (1,7)

(21,5) (22,6) (5,9) (9,5) (2,2)

253% 426% 16,2% 36,1% 30,5%

44,2

28,2

-36,2%

-1,4% -38,3%

A atualização do Ativo Indenizável (VNR – Valor Novo de Reposição) realizada através da aplicação do IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) manteve-se estável, sendo que no 1T15 esse item da receita financeira foi inferior à despesa em R$0,6 milhão.

EBITDA e EBITDA Ajustado (não auditado) O EBITDA (IFRS) apurado pela Celesc Distribuição no 1T15 foi de R$68,7 milhões (margem de 3,9% antes dos ajustes) revertendo resultado negativo de R$84,5 milhões no 1T14. Deve-se considerar que o resultado do período considera a contabilização dos ativos financeiros setoriais (ativo regulatório/CVA), no valor de R$ 127,2 milhões, que não eram reconhecidos no 1T14, conforme já explicado anteriormente. A tabela a seguir apresenta a conciliação do EBITDA societário (ICVM n° 527/12) e também os ajustes de 8 EBITDA (por Ativos/Passivos Regulatórios e por Efeitos Não-Recorrentes): Celesc Distribuição S.A. | EBITDA IFRS + Ativos/Passivos Regulatórios - Não-Recorrentes R$ Milhões Lucro / Prejuízo Líquido (+) IR e CSLL (+) Resultado Financeiro (+) Depreciação e Amortização

EBITDA (+) Efeitos de Ativos e Passivos Regulatórios (=) EBITDA Ajustado por Ativos/Passivos Regulatórios

1º Trimestre 2014

2015

(107,4)

43,2

26,2

11,3

(44,1)

(28,2)

Δ 140%

40,9

42,4

(84,5) 119,3

68,7 0,0

181%

34,8

68,7

97,3%

(-) Efeitos Não-Recorrentes Resolução ANEEL 367

7,7

Reversão de Provisão Trabalhista "Terceirizados"

Ajuste Receita com Ultrapassagem de Demanda (=) EBITDA Ajustado por Ativos/Passivos Regulatórios - Efeitos Não-Recorrentes

(30,0)

78,0 120,5

38,7

Margem EBITDA sem Ajustes (IFRS)

-6,8%

3,9%

Margem EBITDA Ajustada, exclui Receita de Construção (%)

10,1%

2,3%

-67,9%

8

O item “Ativos e Passivos Regulatórios” passou a ser denominado “Ativos e Passivos Financeiros Setoriais” e voltaram a ser reconhecidos na contabilidade societária (IFRS) a partir de dezembro/2014 (maiores detalhes na página 14 deste Release de Resultados).

18


Resultados 1T15 O EBITDA AJUSTADO no trimestre registra o valor de R$38,7 milhões (R$120,5 milhões no 1T14) e representa Margem EBITDA Ajustada de 2,3%. A queda no EBITDA Ajustado está relacionada ao desempenho do mercado de distribuição de energia elétrica que apresentou retração em 2015. Os ajustes aplicados ao resultado estão detalhados abaixo, e consideram: No 1T14, i. ii. iii.

No 1T15, i.

Impacto da ordem de R$119,3 milhões relativo aos Ativos/Passivos Regulatórios (CVA) que não eram reconhecidos no período de janeiro a março de 2014; Lançamento não-recorrente de R$7,7 milhões referente à desativação de bens em atendimento à Resolução nº 367 da Aneel; Ajuste referente Receita com Ultrapassagem de Demanda que, por determinação da ANEEL, deixou de compor a receita da Companhia.

a reversão não-recorrente de provisão trabalhista da ordem de R$ 30,0 milhões, reduzindo as despesas operacionais do período.

Lucro Líquido e Lucro Líquido Ajustado A Celesc Distribuição registrou Lucro Líquido (IFRS) de R$43,2 milhões no primeiro trimestre de 2015 (ante prejuízo de R$24,2 milhões no 1T14) o que representa Margem Líquida antes dos ajustes da ordem de 2,4%. O Resultado Ajustado no trimestre indica lucro no valor de R$23,4 milhões, e considera os mesmos ajustes detalhados para o EBITDA, incluindo aqui os efeitos tributários para cada caso. A Margem Líquida Ajustada no 1T15 foi de 1,4%. Celesc Distribuição S.A. | LUCRO LÍQUIDO IFRS + Ativos/Passivos Regulatórios - Não-Recorrentes R$ Milhões Lucro/Prejuízo Líquido - Reportado IFRS (+) Efeitos de Ativos e Passivos Regulatórios (=) Lucro/Prejuízo Ajustado por Ativos/Passivos Regulatórios (-) Efeitos Não-Recorrentes Resolução ANEEL 367

1º Trimestre 2014

2015

(107,4)

43,2

140%

(24,2)

43,2

278%

83,1

(19,8)

83,2

5,1

Reversão de Provisão Trabalhista "Terceirizados"

Ajuste Receita com Ultrapassagem de Demanda (=) Lucro Líquido Ajustado por Ativos/Passivos Regulatórios - Efeitos Não-Recorrentes Margem Líquida sem Ajustes (IFRS) Margem Líquida Ajustada, exclui Receita de Construção (%)

Δ

(19,8)

78,0 58,8

23,4

-8,6%

2,4%

4,9%

1,4%

-60,3%

O Lucro Líquido do período sofreu a influência positiva no montante de R$7,0 milhões relativa ao efeito da baixa de Imposto de Renda/IR e Contribuição Social/CS diferidos em função da Adoção Inicial da Lei 12973/2014. Por outro lado, o resultado líquido da Celesc Distribuição foi negativamente impactado pelo Resultado Financeiro que foi R$16,0 milhões inferior ao 1T14.

19


Resultados 1T15 Endividamento O quadro abaixo apresenta os empréstimos e financiamentos detidos pela Celesc Distribuição em 31 de março 2015 no comparativo com o encerramento do exercício de 2014: Celesc Distribuição S.A. | Posição Empréstimos, Financiamentos e Mútuo Tx. Anual de Dezem bro Juros

em 31 de

de 2014

em 31 de Março de 2015

375,9 10,0 135,9 302,9 34,7 -

411,6 0,0 124,4 312,5 36,4 110,2

Total

859,4

995,1

Curto Prazo - Circulante Longo Prazo - Um a Cinco Anos Longo Prazo - Acima de Cinco Anos

326,7 518,4 14,2

335,7 645,7 13,7

R$ Milhões Moeda Nacional Empréstimos Bancários Empréstimos Bancários Eletrobrás Debêntures Finame Mútuo Celesc D/G

116% a 121,5% CDI 7,55% 5,00% CDI + 1,30% 2,5% a 8,7% Selic

Δ

9,5% -8,4% 3,2% 4,8% 15,8%

Empréstimos Bancários Em 17 de janeiro de 2013, o Conselho de Administração autorizou a captação de recursos para Capital de Giro da Celesc D no valor de R$89,0 milhões à taxa de 7,55% a.a.. Este contrato foi liquidado no primeiro trimestre de 2015. Em 11 de março de 2014, o Conselho de Administração autorizou a captação de recursos para Capital de Giro da Celesc D nos valores de R$90,0 milhões junto ao Banco do Brasil à taxa de 116% do CDI e R$300,0 milhões junto a Caixa Econômica Federal à taxa de 121,5% do CDI. Em 23 de janeiro de 2015, a Celesc D captou recursos no valor de R$100,0 milhões junto ao Banco do Brasil, novamente para Capital de Giro. O pagamento será em 24 (vinte e quatro) parcelas mensais e sucessivas, vencível a primeira em 07 de fevereiro de 2016 com liquidação em 07 de janeiro de 2018 e encargos financeiros de 110% do CDI. Na reunião de 24 de março 2015, o Conselho de Administração aprovou empréstimo (Mútuo) firmado entre a Celesc Distribuição e Celesc Geração no montante de R$110,0 milhões. Eletrobrás Os empréstimos e financiamentos contratados destinam-se aos programas de eletrificação rural e outros, sendo que os recursos advêm da Reserva Global de Reversão – RGR e do Fundo de Financiamento da Eletrobrás. Em geral estes contratos possuem carência de 24 meses, amortização em 60 meses, sendo alguns superiores a 96 meses, taxa de juros de 5% a.a. e taxa de administração de 2% a.a. Estes contratos têm como garantias os recebíveis e são anuídos pela ANEEL. Debêntures Em maio de 2013, a subsidiária Celesc Distribuição emitiu pela primeira vez 30.000 debêntures não conversíveis em ações, da espécie quirografária, com garantia fidejussória exercida pela Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A, captando recursos para serem utilizados para reforço de capital de giro e realização de investimentos pela Companhia. As Debêntures foram objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação, nos termos da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários ("CVM") nº 476, de 16 de janeiro de 2009, sob o regime de garantia firme, e farão jus ao pagamento de juros remuneratórios correspondentes a 100% (cem por cento) da variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interbancários “DI”, acrescidos de uma sobretaxa ou spread de 1,30% (um inteiro e trinta centésimos por cento) ao ano. A Remuneração é paga em parcelas semestrais e consecutivas, sem carência, a partir da Data de Emissão (15/5/2013). A amortização em 3 (três) parcelas iguais, anuais e consecutivas, sendo a primeira parcela devida a partir do 48º (quadragésimo oitavo) mês contado da Data de Emissão. As Debêntures têm como compromisso contratual (covenant) apresentar a relação Dívida Líquida/EBITDA inferior a 2. Finame Os empréstimos contratado destinou-se a compra de máquinas e equipamentos; possui taxas de juros de 2,5% a.a. a 8,7% a.a. Em caso de inadimplência, a garantia esta vinculada aos recebíveis do contratante e estão anuídos pela ANEEL. A dívida financeira bruta da Celesc Distribuição somava R$ 995,1 milhões em 31 de março de 2015, um aumento de 15,8% em relação ao fechamento de 2014 (R$ 859,4 milhões) decorrente da maior necessidade de capital de giro para fazer frente aos elevados custos com compra de energia elétrica para revenda.

20


Resultados 1T15 O cronograma estimado de vencimento dos empréstimos e financiamentos está disposto no gráfico a seguir. No primeiro trimestre de 2015, a Companhia renegociou alguns desses contratos visando alongar o prazo das obrigações com vencimento no curto prazo.

As disponibilidades somavam R$352,7 milhões em 31 de março 2015, resultando em uma dívida financeira líquida da ordem de R$642,4 milhões (dívida líquida de R$ 571,6 milhões apurada em dezembro/14 e de R$ 353,1 milhões em março/14). A Companhia encerrou primeiro trimestre de 2015 com sua dívida financeira representando 0,7x o EBITDA dos últimos 12 meses (2,0x o EBITDA Ajustado) e 0,4x seu Patrimônio Líquido conforme a seguir: Celesc Distribuição S.A. | Endividamento Dívida Financeira 1T15 em 31 de Dezem bro de 2014

em 31 de Março de 2015

Dívida de Curto Prazo

326,7

335,5

2,7%

Dívida Longo Prazo

532,6

659,6

23,8%

Dívida Financeira Total

859,4

995,1

15,8%

( - ) Caixa e Equivalentes de Caixa

287,7

352,7

22,6%

Dívida Financeira Líquida

571,6

642,4

12,4%

808,2 0,7x 402,7 1,4x 1.651,4 0,5x 0,3x

961,4 0,7x 320,9 2,0x 1.781,8 0,6x 0,4x

19,0%

R$ Milhões

EBITDA (últimos 12 meses) Dívida Fin. Líquida / EBITDA 12M EBITDA AJUSTADO (últimos 12 meses) Dívida Fin. Líquida / EBITDA Ajust. 12M Patrimônio Líquido Dívida Fin. Total / Patrimônio Líquido Dívida Fin. Líquida / Patrimônio Líquido

Δ

-20,3% 7,9%

Considerando as Obrigações com Pensão, que somavam R$706,8 milhões em 31 de março 2015 e Outros Benefícios a Empregados (Plano de Saúde, PDVs, outros) no valor de R$ 475,4 milhões, a Dívida Líquida Ajustada da Companhia somava R$1.597,9 milhões, o que representa 1,7x o EBITDA 12M (5,0x o EBITDA Ajustado) e 0,9x o Patrimônio Líquido da empresa ao fim do 1T15, conforme quadro abaixo: Celesc Distribuição S.A. | Endividamento + Benefício Pós-Emprego Dívida Financeira + Benefícios Pós-Emprego 1T15 em 31 de Dezem bro de 2014

em 31 de Março de 2015

Dívida Financeira Total

859,4

995,1

15,8%

(+) Benefícios Pós-Emprego Obrigações com Pensão

963,2 703,9

955,5 706,8

-0,8%

499,2 240,0

475,4 226,7

-4,8%

287,7

352,7

22,6%

1.534,8

1.597,9

4,1%

Dívida Líquida Ajust. / EBITDA 12M

1,9x

1,7x

Dívida Líquida Ajust. / EBITDA Ajust. 12M

3,8x

5,0x

Dívida Total Ajust./ Patrimônio Líquido

1,1x

1,1x

Dívida Líquida Ajust. / Patrimônio Líquido

0,9x

0,9x

R$ Milhões

Outros benefícios a empregados ( - ) Plano Pensão Líquido ¹ ( - ) Caixa e Equivalentes de Caixa Dívida Líquida Ajustada

Δ

0,4% -5,5%

21


Resultados 1T15 Ratings da Celesc Distribuição e da Controladora A Moody's América Latina Ltda (Moody's) atribuiu ratings de emissor Ba1 em escala global e Aa2.br em escala nacional à Celesc Distribuição S.A. (CELESC D). Moody's também atribuiu ratings de emissor Ba2 em escala global e Aa3.br em escala nacional à controladora da CELESC D, Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (CELESC). Ao mesmo tempo, a Moody's atribuiu ratings Ba1 e Aa2.br a BRL 300 milhões em debêntures amortizáveis sem garantia de ativos reais com vencimento em 6 anos emitidas pela CELESC D e garantidas pela CELESC no mercado local. Esta é a primeira vez que a Moody's atribui ratings à CELESC D e CELESC. A perspectiva estável reflete a expectativa da Moody's de que CELESC D, apesar de certa deterioração nos indicadores de crédito em relação ao desempenho histórico, consiga uma redução gradual em seus custos operacionais, bem como assegurar dívida de longo prazo suficiente para financiar seu programa de investimentos em imobilizado de modo que os indicadores de crédito e a posição de liquidez permaneçam adequados para a categoria de rating Ba1/Aa2.br.

Investimentos | CAPEX Os investimentos realizados pela Celesc Distribuição somaram R$ 89,5 milhões no primeiro trimestre de 2015, significando CAPEX 41,8% acima do realizado no mesmo período de 2014. A tabela abaixo apresenta o investimento da distribuidora indicando o que compõe a Base de Remuneração Regulatória - BRR (no inglês, RAB – Regulatory Assets Base): CAPEX - Celesc Distribuição S.A. R$ Milhões

1º Trimestre 2014

2015

Δ

63,1

89,5

41,8%

RAB *

51,2

87,0

69,9%

Non - RAB

11,9

2,5

-79,0%

(40,9)

(42,4)

3,8%

1,5x

2,1x

Investimentos Distribuição

Depreciação / Amortização Relação CAPEX x Depreciação * RAB: Regulatory Assets Base

Os gráficos a seguir ilustram o CAPEX realizado pela empresa nos últimos anos (e sua relação com a Depreciação), bem como a composição do CAPEX em ativos elétricos realizado no primeiro trimestre de 2015, os quais irão compor a Base de Remuneração Regulatória – BRR:

400,0 350,0 300,0 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0

5,0x 4,0x 3,0x 2,0x

1,0x 0,0x

22


Resultados 1T15 2.1.3 – Aspectos Regulatórios da Celesc Distribuição Prorrogação da Concessão – Medida Provisória – MP nº 579/12 e Lei nº 12.783/13 A Celesc Distribuição S.A. tem o vencimento de seu contrato de concessão previsto para 07 de julho de 2015. Com o advento da MP n.º 579/12, trazendo nova disciplina legal para a prorrogação dos contratos de concessão, em 19 de setembro de 2012, a Companhia protocolou documento ratificando a intenção manifestada no mês de junho junto ao órgão regulador - Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Atualmente a Companhia mantém atualizadas as informações e documentos necessários à habilitação da prorrogação, além de monitorar os movimentos governamentais junto ao Ministério de Minas e Energia – MME e na ANEEL. Embora estejamos a praticamente 2 (dois) meses do término do prazo de concessão atual, ainda não foram divulgadas pelo Poder Concedente as regras ou condicionantes para a prorrogação, o que vem gerando grande apreensão não apenas nos agentes de distribuição, mas também nos órgãos de controle da administração pública, como TCU e Ministério Público Federal - MPF. Esta realidade pôde ser constatada com maior evidência através do ajuizamento recente da Ação Civil Pública n. 88411-48.2014.4.01.3400, movida pelo MPF em face da ANEEL e da União Federal, onde foi concedida liminar determinando que sejam apresentadas com urgência as condicionantes e os estudos que justificarão a prorrogação das concessões de distribuição, antes do seu termo final. Quanto às possíveis exigências a serem demandadas pelo Poder Concedente há indicativos já veiculados na mídia nacional quanto a preponderância nos níveis de qualidade técnica (DEC/FEC, DRP/DRC), qualidade comercial (INS/IAB/ICO, Anexo III da REN 414/10, DER/FER), investimentos mínimos (depreciação), além de sustentabilidade econômica-financeira. Deste modo, entendemos que os riscos atualmente concentram-se exatamente no prazo exíguo que a União Federal dispõe para cumprir com todos os requisitos legais e comprovações exigidas pela ação judicial. Quarto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão (Audiência Pública – AP nº 061/2014) A ANEEL, em 05 de novembro de 2014, divulgou abertura da Audiência Pública – AP nº 061/2014, no objetivo obter subsídios para o aprimoramento do Aditivo aos Contratos de Concessão das Empresas de Distribuição de Energia. Segundo a Nota Técnica nº 280/2014, apresentou-se a análise para incluir, nos Contratos de Concessão, dispositivo que garanta que valores registrados na Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da “Parcela A” - CVA e outros itens financeiros fossem incorporados na indenização correspondente às parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou não depreciados, quando da extinção das concessões. Cada contrato de concessão de distribuição tem data própria de reajuste tarifário, que em sua maioria não estão alinhadas com a data de término do respectivo contrato de concessão. Desta forma, tornou-se necessária a introdução de disciplina contratual adicional prevendo estes ajustes financeiros, constituídos em decorrência de mudanças regulatórias supervenientes à assinatura dos contratos de concessão de distribuição, garantindo a quitação destes ativos ou passivos financeiros quando o contrato chegar ao seu termo. Os Termos Aditivos já foram firmados por todas as distribuidoras, sendo que a Celesc Distribuição assinou seu Quarto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão em 10 de dezembro de 2014. Reajuste Tarifário Anual - Resolução Homologatória Nº 1.770 e Nota Técnica Nº 252/2014-SRE/ANEEL O Reajuste Tarifário da Celesc Distribuição, aplicado a partir do dia 07 de agosto de 2014, resultou no Índice de Reajuste Total – IRT de 23,21%, sendo 17,96% relativo ao cálculo econômico e 5,26% referente aos componentes financeiros pertinentes, reapresentando um efeito médio de 22,62% percebido pelos consumidores cativos da Celesc. A diferença de 0,59% entre o reajuste médio calculado, de 23,21%, e o efeito médio percebido pelos consumidores, de 22,62%, diz respeito à retirada do componente financeiro positivo considerado no reajuste de 2013. O reajuste foi composto pelos seguintes itens: Reajuste Tarifário 2014 (Resolução Homologatória 1.770/2014)

Encargos Setoriais Parcela A

Custos de transmissão

0,88% 1,88%

Compra de Energia

13,95%

Parcela A

16,71%

Parcela B

1,25%

Reajuste Econômico

17,96%

Outros Componentes Financeiros Reajuste Total

23,21%

5,26%

Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) – Nota Técnica 35/2015 e Bandeiras Tarifárias Conforme Comunicado ao Mercado divulgado pela Companhia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no âmbito da Reunião Pública de Diretoria realizada em 27.02.2015, aprovou, Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) aplicada pela Celesc Distribuição a 23


Resultados 1T15 partir de 02.03.2015. O efeito médio da RTE percebido pelos consumidores cativos da Celesc D é da ordem de 24,8% em relação à tarifa praticada até então, sendo composto em 21,6% com Encargos e 3,2% com Energia. Os valores divulgados pela ANEEL para a RTE têm o objetivo de cobrir o aumento do custo da compra de energia da Usina Itaipu; a elevação dos encargos da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE; e também dos custos com a aquisição de energia em leilões de ajuste, necessários para atender o acréscimo da demanda. Todos esses custos integram a chamada “Parcela A” do valor das tarifas, não gerenciáveis pelas distribuidoras. A “Parcela B”, que reúne os custos gerenciáveis pela empresa não sofreu qualquer alteração. Na mesma reunião que definiu os valores da RTE para cada concessionária, a ANEEL também definiu reajuste do custo das Bandeiras Tarifárias, mecanismo implantado em janeiro/2015. A Bandeira Verde significa que as condições são normais e não há acréscimo. A Bandeira Amarela, que sinaliza condições menos favoráveis de geração e representava, desde janeiro, acréscimo de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumido, passa a custar R$ 2,50. A Bandeira Vermelha, acionada em condições mais custosas de geração representava acréscimo de R$3,00 a cada 100 kWh consumidos e passará a custar R$ 5,50. o

Decreto n 8.401 de 04 de Fevereiro de 2015 – Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias o O Governo Federal, por meio do Decreto n 8.401 de 04 de fevereiro de 2015, criou a Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias. O Decreto estabelece que as bandeiras tarifárias deverão considerar as variações dos custos de geração por fonte termelétrica e da exposição aos preços de liquidação no mercado de curto prazo que afetam os agentes de distribuição de energia o elétrica conectados ao Sistema Interligado Nacional – SIN. A ANEEL, por meio da Nota Técnica n 28 de 05 de fevereiro de 2015, regulamenta que os recursos provenientes da aplicação das bandeiras tarifárias pelos agentes de distribuição deverão ser revertidos à Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias, sendo repassados pela CCEE aos agentes de distribuição, considerando a diferença entre os custos de geração por fonte termelétrica e da exposição aos preços de liquidação no mercado de curto prazo e as receitas obtidas conforme cobertura tarifária vigente. As bandeiras tarifárias passam a ser acionadas conforme o seguinte critério: I - bandeira tarifária verde: será acionada nos meses em que o valor do Custo Variável Unitário – CVU da última usina a ser despachada for inferior ao valor de R$ 200,00 MWh; II - bandeira tarifária amarela: será acionada nos meses em que o valor do CVU da última usina a ser despachada for igual ou superior a R$ 200,00 MWh e inferior ao valor-teto do Preço de Liquidação de Diferenças – PLD, atualmente de R$388,48 MWh; e III - bandeira tarifária vermelha: será acionada nos meses em que o valor do CVU da última usina a ser despachada for igual ou superior ao valor-teto do PLD, de R$ 388,48 MWh. O sistema de Bandeiras Tarifárias permite adaptar de maneira dinâmica o repasse dos custos extras da geração de energia aos consumidores via tarifa. Anteriormente, todo esse custo era repassado para a tarifa no reajuste anual ou nas revisões extraordinárias. O Governo entende ainda que a correta sinalização dos preços poderá sensibilizar a sociedade e os consumidores sobre sua responsabilidade no uso racional de recursos naturais limitados e dos impactos ambientais e econômicos resultantes do uso não eficiente da energia. A Celesc D aplicou para seus consumidores nos meses de janeiro a março de 2015 a bandeira tarifária vermelha.

24


Resultados 1T15 2.2 - Celesc Geração 2.2.1 Desempenho Operacional Produção No 1T15 foram gerados 140.220 MWh pelas usinas da Celesc Geração, volume 7,7% superior ao realizado no primeiro trimestre de 2014. Os fatores que contribuíram para esta melhora na produção se deve à boa afluência ocorrida principalmente nas regiões planalto e oeste. O fator de capacidade global no primeiro trimestre de 2015 foi de 60,8%, o que representa 4,3 p.p. (pontos percentuais) acima do verificado no 1T14 (56,5%). Celesc Geração S.A. | Produção de Energia Elétrica Desempenho Operacional (MWh)

1º Trimestre Δ

2014

2015

130.212

140.220

PCH Palmeiras PCH Bracinho PCH Garcia PCH Cedros PCH Salto PCH Celso Ramos PCH Pery PCH Caveiras PCH Ivo Silveira CGH Piraí CGH Rio do Peixe CGH São Lourenço

31.741 21.829 13.759 15.051 6.840 6.758 19.639 6.521 5.415 1.208 978 473

35.977 16.224 16.604 13.781 7.458 10.513 24.778 7.059 5.430 1.081 1.043 272

7,7% 13,3% -25,7% 20,7% -8,4% 9,0% 55,6% 26,2% 8,3% 0,3% -10,5% 6,6% -42,5%

Fator de Capacidade Global

56,5%

60,8%

+4,3 p.p.

Parque Gerador Próprio

2.2.2 - Desempenho Econômico-Financeiro Celesc Geração S.A. | Principais Indicadores Financeiros R$ Milhões Receita Operacional Bruta Deduções da Receita Operacional Receita Operacional Líquida Custos e Despesas Operacionais Custos com Energia Elétrica Despesas Operacionais

Resultado de Equivalência Patrimonial

1º Trimestre 2014

2015

Δ

61,8

37,3

-39,6%

(4,1)

(3,3)

-20,5%

57,7

34,0

-41,0%

(10,6)

(16,4)

54,9%

(0,6)

(0,6)

-4,0%

(10,0)

(15,8)

58,5%

0,0

(0,4)

-2245%

Resultado das Atividades

47,1

17,2

-63,5%

EBITDA

60,0

32,5

-45,9%

104%

95,4%

Margem EBITDA (%)

Resultado Financeiro LAIR IR/CSLL Lucro/ Prejuízo Líquido Margem Líquida (%)

1,3

4,0

208%

48,4

21,2

-56,3%

(16,4)

(6,0)

32,0

15,1

55,5%

44,4%

-52,8%

Destaques do Resultado A Receita Operacional Líquida da Celesc Geração apresentou queda de 41,0% no trimestre, reflexo da redução na quantidade de energia disponível para liquidação no mercado de curto prazo (CCEE) e da queda no PLD médio verificada entre os períodos. O EBITDA no 1T15, já ajustado pelos efeitos da reversão de provisão para perda dos ativos apresentou recuo 45,4%, atingindo o valor de R$28,9 milhões. Com isso, o Lucro Líquido ajustado apurado no trimestre foi de R$12,8 milhões, 53,3% inferior ao mesmo período de 2014. Maiores detalhamentos na página 27 deste release. Celesc Geração S.A. | Resultado Ajustado (IFRS - Não-Recorrentes) R$ Milhões EBITDA Ajustado (IFRS - Não-Recorrentes) Margem EBITDA Ajustada (%)

Lucro/Prejuízo Líquido Ajustado (IFRS - Não-Recorrentes) Margem Líquida Ajustada (%)

1º Trimestre 2014

2015

53,0

28,9

91,9%

85,0%

27,3

12,8

47,4%

37,5%

Δ -45,4%

-53,3%

25


Resultados 1T15 Receita Operacional Bruta Celesc Geração S.A. | Receita Operacional Bruta R$ Milhões RECEITA OPERACIONAL BRUTA Fornecimento de Energia Suprimento de Energia Energia de Curto Prazo (CCEE)

1º Trimestre 2014

Δ

2015

61,8

37,3

-39,6%

11,0

17,2

56,8%

4,1

10,7

164%

46,8

9,4

-79,9%

A Receita Operacional Bruta - ROB da Celesc Geração somou R$37,3 milhões no 1T15, reduzindo em 39,6% quando comparada ao 1T14. Tal variação no trimestre é explicada principalmente por: (i) redução na quantidade de energia disponível para liquidação no mercado de curto prazo, sendo que a CCEE aplicou o fator de ajuste da garantia física (GSF) para os participantes do MRE, reduzindo a garantia física de todas as usinas hidrelétricas do setor elétrico brasileiro; (ii) PLD médio de R$674,63 no 1T14 versus PLD médio de R$388,48 no 1T15, redução de 42,4%. A tabela abaixo apresenta as quantidades físicas de energia faturada no primeiro trimestre de 2015 para cada um dos segmentos, com variação negativa de 26,2% no trimestre. Celesc Geração S.A. | Energia Faturada QUANTIDADE ENERGIA FATURADA (GWh) Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica Industrial Comercial, Serviços e Outros Suprimento de Energia Energia de Curto Prazo (CCEE)

1º Trimestre 2014

2015

Δ

160,0 54,2 22,3 23,1 60,4

118,0 71,3 27,1 19,6

-100,0%

Preço Médio de Venda SEM CCEE (R$/MWh)

158,86

283,71

78,6%

Preço Médio de Venda COM CCEE (R$/MWh)

348,98

311,81

-10,7%

-26,2% 31,5% 17,4% -67,5%

O preço médio da energia comercializada pela Celesc Geração em seus contratos de longo prazo apresentou alta de 78,6% no 1T15, no entanto, quando considerada também a liquidação no curto prazo, o preço médio do mix comercializado pela geradora apresenta queda de 10,7%.

Receita Operacional Líquida A Receita Operacional Líquida – ROL da Celesc Geração apresenta crescimento expressivo desde o exercício de 2011, reflexo da não adesão à renovação antecipada das concessões das PCHs que compõem o parque gerador próprio combinada à conjuntura favorável dos preços de energia praticados no mercado de curto prazo. No entanto, no primeiro trimestre de 2015 a ROL alcançou o montante de R$34 milhões o que representa queda de 41,0% em relação ao mesmo período de 2014, explicada pelos motivos destacados acima.

26


Resultados 1T15 Custos e Despesas Operacionais Celesc Geração S.A. | Custos e Despesas Operacionais R$ Milhões CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

1º Trimestre 2014

Δ

2015

(10,7)

(16,4)

(0,6)

(0,6)

-4,0%

Energia Elét.Comp.Rev.+ Encargos

(0,1)

(0,0)

-69,1%

Encargos do Uso do Sistema

(0,5)

(0,5)

4,4%

(4,2)

(4,2)

-0,9%

Pessoal e Administradores

(2,6)

(2,7)

1,8%

Material

(0,0)

(0,0)

-50,0%

Serviços de Terceiros

(0,7)

(1,9)

155%

Provisões líquidas

(0,1)

(0,1)

-47,6%

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL

(0,1)

Comp. Financeira p/ Utiliz. Recursos Hídricos

(0,3)

(0,3)

3,8%

Outras Receitas / Despesas

(0,3)

0,8

398%

7,0

3,6

-48,4%

(13,0)

(15,3)

18,0%

Custos com Energia Elétrica

PMSO

Provisão / Reversão Teste Impairment Depreciação / Amortização

52,9%

A análise dos custos da subsidiária de geração de energia elétrica deve ser realizada desconsiderando os efeitos das provisões/reversões relativas ao teste impairment aplicado anualmente às usinas do parque gerador próprio. Esses efeitos, que desde 2012 visam refletir os ganhos e perdas com o Ativo Imobilizado, representaram reversão de R$3,6 milhões no 1T15. Os Custos e Despesas Operacionais recorrentes com Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outros (PMSO) somam R$4,2 milhões no 1T15 (queda de 0,9% quando comparado ao 1T14, demonstrando certa estabilidade nos custos gerenciáveis) da geradora.

EBITDA e Lucro Líquido A análise dos resultados da Celesc Geração também deve ser realizada eliminando os efeitos das provisões/reversões relativas ao teste impairment aplicado anualmente às usinas do parque gerador próprio (Ativo Imobilizado). Nesse sentido, conforme quadro apresentado abaixo, o EBITDA Ajustado da Companhia somou R$28,9 milhões no trimestre, queda de 45,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e Margem EBITDA de 85,0%. A queda no desempenho se deve pelos motivos já apresentados anteriormente, quais sejam, a redução na quantidade de energia disponível para liquidação no mercado de curto prazo (CCEE) e da queda no PLD médio verificada entre os períodos. Celesc Geração S.A. | Conciliação do EBITDA IFRS R$ Milhões

1º Trimestre 2014

Lucro/ Prejuízo Líquido

Δ

2015

32,0

15,1

(+) IR e CSLL

16,4

6,0

(+) Resultado Financeiro

(1,3)

(4,0)

(+) Depreciação e Amortização

13,0

15,3

60,0

32,5

Efeitos Não-Recorrentes Provisão (Reversão) Teste Impairment PCHs

(7,0)

(3,6)

(=) EBITDA Ajustado por Efeitos Não-Recorrentes

53,0

28,9

104,1%

95,4%

91,9%

85,0%

EBITDA

Margem EBITDA IFRS (%) Margem EBITDA Ajustada (%)

-52,8%

-45,9%

-45,4%

O Lucro Líquido IFRS apurado no primeiro trimestre de 2015 somou R$15,1 milhões, 52,8% inferior ao mesmo período do ano anterior (R$32,0 milhões). Celesc Geração S.A. | Ajustes de Lucro/Prejuízo Líquido R$ Milhões Lucro/Prejuízo Líquido (Reportado IFRS)

1º Trimestre 2014

2015

32,0

15,1

Provisão (Reversão) Teste Impairment PCHs

(4,6)

(2,3)

(=)Lucro Líquido Ajustado por Efeitos Não-Recorrentes

27,3

12,8

Margem Líquida IFRS (%)

55,5%

44,4%

Margem Líquida Ajustada (%)

47,4%

37,5%

Δ -52,8%

Efeitos Não-Recorrentes -53,3%

27


Resultados 1T15 Os efeitos não-recorrentes (ganhos e perdas com o teste de impairment aplicado ao Ativo Imobilizado) representaram reversão de R$2,3 milhões no lucro do 1T15. Ajustando-se o Lucro Líquido pelos mesmos efeitos apresentados no ajuste do EBITDA, o Lucro da Celesc Geração somou R$12,8 milhões no 1T15 (Margem Líquida Ajustada de 37,5%).

Investimentos | CAPEX No primeiro trimestre de 2015 foram investidos pela Celesc Geração R$5,0 milhões, valor 1363% superior do que o investido no mesmo período de 2014. A variação é explicada basicamente devido a base comparativa baixa e pelos novos investimentos em usinas com parceiros privados (aportes nas Sociedades de Propósito Específico – SPEs da participação no equity dos empreendimentos). Do investimento realizado no 1T15, R$3,7 milhões se refere a participação da empresa na SPE Garça Branca, conforme aprovado pelo Conselho de Administração da Companhia em março/15. Celesc Geração S.A. | CAPEX R$ Milhões Investimentos Celesc Geração

1º Trimestre 2014

2015

0,3

5,0

Investimentos em SPEs

0,0

3,9

Usinas Parque Gerador Próprio

0,3

1,2

Δ 1363%

244%

2.2.3 – Aspectos Regulatórios da Celesc Geração Garantia Física de energia das Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs Em 25 de Julho de 2013, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia – MME, através da Portaria nº 63, definiu os novos montantes de garantia física de energia de duas Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs da Celesc Geração. As PCHs que apresentaram efeitos em relação a citada portaria foram a PCH Bracinho, localizada no município de Schoereder/SC e a PCH Palmeiras, localizada em Rio dos Cedros/SC. As referidas usinas passaram a ter garantia física de energia média de 8,80 MW e 16,70 MW respectivamente, acréscimo correspondente a 2,4MW (cerca de 10% da energia assegurada) a partir do mês de janeiro de 2014. Concessão PCH Caveiras Em atendimento ao previsto na Lei nº 12.783/2013, a Companhia protocolou na ANEEL, no dia 08 de julho de 2013, o requerimento para conhecer as condições para prorrogação antecipada da concessão da PCH Caveiras que tem vencimento em julho/2018. Recentemente houve a análise e aprovação do pedido pela Diretoria da ANEEL onde foi divulgada a receita anual de geração – GAG para a usina. Atualmente estão sendo realizados os estudos para análise de viabilidade da prorrogação da concessão no regime de cotas instaurado pela MP 579/12. Concessão PCH Pery A Celesc Geração mantém questionamento por meio da Justiça Federal, que tem por objeto a prorrogação do prazo de concessão da Usina Pery nos moldes do art. 26, parágrafo sétimo da Lei n.º 9.427/96, ou alternativamente, a prorrogação pelo regime híbrido, recomendado pela ANEEL. Registro de CGHs Com o propósito de alinhar os regimes de exploração de todas as usinas da Celesc Geração às melhores condições de mercado, bem como à legislação setorial, as CGHs Rio do Peixe, Piraí e São Lourenço estão em processo de conversão do regime de concessão de 28


Resultados 1T15 “serviço público”, para o “registro” junto a ANEEL, sendo que a usina São Lourenço já teve seu registro aprovado pelo órgão regulador no dia 05 de agosto de 2014. Usina Ivo Silveira – Conversão do Regime para CGH O novo regramento legal instituído pela Lei n. 13.097/15, estendeu os benefícios de enquadramento de usinas como CGH para aquelas que possuem potência instalada entre 1MW e 3MW. Como a Usina Ivo Silveira possui 2,6MW surgiu a dúvida sobre a aplicação imediata desta nova regra para as usinas que foram afetadas pela MP 579/12, como é o caso da Usina Ivo Silveira. Atualmente a Celesc encontra-se em atuações junto ao MME e ANEEL objetivando alinhar o entendimento quanto ao enquadramento automático como CGH após o término de seu prazo de concessão atual (07/07/2015). Em contatos preliminares obtivemos retorno positivo quanto a viabilidade desta conversão, sendo a Celesc Geração pioneira neste pleito. Com isto haverá grande vantagem para a Celesc Geração, pois será possível a manutenção da usina, sem prazo de concessão definido, podendo comercializar livremente sua energia e potência. Concessão PCH Celso Ramos Com o projeto de ampliação da ordem de 7,2MW (5,4MW para 12,6MW) aprovado pelo Órgão Regulador (Despacho Aneel nº 115/2014), a Companhia encaminhou toda a documentação necessária à ANEEL, sendo que na 8ª REUNIÃO PÚBLICA ORDINÁRIA da Diretoria da ANEEL, realizada em 17 de março de 2015, obteve a autorização para o início das obras de ampliação, bem como, a prorrogação do prazo de concessão por 20 (vinte) anos, com base no disposto no § 7º do art. 26 da Lei nº 9.427/1996 (Resolução Autorizativa nº. 5.078). O prazo para as obras de ampliação da usina encerram-se no ano de 2021.

29


Resultados 1T15 2.3 – SCGÁS 2.3.1 – Desempenho Operacional O volume de gás vendido pela SCGÁS no 1T15 foi de 155.205 mil m³, 3,9% inferior ao 1T14. Destaque para o segmento industrial que, afetado pela conjuntura econômica adversa no trimestre, apresentou queda de 2,8% quando comparado ao mesmo período de 2014. SCGÁS S.A. | Venda de Gás por Segmento 1º Trimestre

3

Volume (mil m )

Δ

2014

2015

134.082

130.347

-2,8%

23.357

21.231

-9,1%

Comercial

1.353

1.383

2,2%

Gás Comprimido (GNC)

2.582

156

-94,0%

131

2.088

1494%

161.505

155.205

-3,9%

Industrial Automotivo (GNV)

Residencial Total

A Margem de Contribuição, ou seja, o resultado bruto das vendas da SCGÁS no acumulado no 1T15 foi de R$ 11,5 milhões, sendo que os segmentos Automotivo e Gás Comprimido apresentaram margem negativa no período. A seguir, no gráfico, a representação de cada segmento de consumo no volume de vendas no trimestre e respectiva participação na margem de contribuição:

1

2

3

4

5

6

2.3.2 – Desempenho Econômico-Financeiro SCGÁS S.A. | Principais Indicadores Financeiros R$ Milhões Receita com Fornecimento de Gás Natural Receita de Construção Receita Operacional Bruta Deduções da Receita Operacional Receita Operacional Líquida Custos e Despesas Operacionais

1º Trimestre 2014

2015

Δ

221,0

203,3

-8,0%

5,8

8,7

51,6%

226,8

212,0

(52,9)

(46,2)

-6,5% -12,6%

173,9

165,8

-4,7%

(156,5)

(171,2)

9,4%

Resultado das Atividades

17,4

(5,4)

-131%

EBITDA

23,7

(0,8)

-103%

14,1%

-0,5%

0,5

0,2

(6,1)

(0,8)

Margem EBITDA Ajustada* (%)

Resultado Financeiro IR/CSLL Lucro/ Prejuízo Líquido Margem Líquida Ajustada* (%)

11,8

(6,0)

7,0%

-3,8%

-60,0%

-151%

* M argens A justadas, po is excluem Receita de Co nstrução .

30


Resultados 1T15 A Receita Operacional Bruta – ROB da SCGÁS no primeiro trimestre de 2015 foi de R$203,3 milhões, 8,0% inferior ao registrado no 1T14. A Receita Operacional Líquida – ROL da SCGÁS no primeiro trimestre de 2015 foi de R$165,8 milhões, queda de 4,7% em relação ao 1T14. Sem os efeitos da Receita de Construção, a ROL da distribuidora de gás natural soma R$157,0 milhões no 1T15, o que representa uma queda de 6,6% no comparativo com o mesmo período de 2014.

A queda da receita é consequência da alta no custo de aquisição do gás natural que está atrelado à variação do dólar. A SCGÁS obteve 9 autorização para aplicar reajuste tarifário a partir de fevereiro/15, no entanto a magnitude do reajuste foi insuficiente para cobrir os custos incorridos com a compra do insumo. Como reflexo da queda da ROL, o EBITDA trimestral da SCGÁS foi de R$0,8 milhão negativo (Margem EBITDA de -0,5%) representando queda de 103% no comparativo com o 1T14. A Companhia apurou Prejuízo Líquido do trimestre da ordem de R$6,0 milhões, revertendo o lucro apurado no 1T14 que havia sido de R$11,8 milhões.

100,0

30,0%

90,0

10,0%

80,0

-10,0%

70,0

-30,0%

60,0

50,0

-50,0%

40,0

-70,0%

30,0

-90,0%

20,0

-110,0%

10,0

-130,0%

-

(10,0)

-150,0%

Investimentos Os Investimentos realizados no 1T15 somaram R$8,8 milhões, 51% acima do registrado no 1T14. Na expansão da Rede de Distribuição de Gás Natural foram investidos R$7,2 milhões, 59,2% superior ao mesmo período do ano anterior, refletindo uma realização física acumulada (extensão da rede construída) de 1.094 Km. SCGÁS S.A. | CAPEX R$ Milhões Rede de Distribuição

1º Trimestre 2014

2015

Δ

5,5

8,3

50,3%

Expansão

4,5

7,2

59,2%

Gastos Adm.Obras Diretos

1,0

1,1

9,9%

Estudo e Projetos - Projetos Básicos

0,0

0,1

79,3%

Outros

0,3

0,4

71,1%

Total

5,8

8,8

51,3%

9

O segmento industrial teve reajuste no valor da tarifa bruta entre 0,27% até 0,67%, dependendo da faixa de consumo. Já o residencial sofreu variação de 0,32%, o GNV (Gás Natural Veicular) reajuste de 0,63% e o comercial tem tarifa com valor em cascata dependendo da faixa de consumo.

31


Resultados 1T15 2.4 – Demais Participações (dados financeiros equivalentes a 100% do resultado de cada participada)

70 ,0

1,1

80 ,0

1,2

1 70 ,0

60 ,0

1 0,9 60 ,0 50 ,0

0,8 0,8 50 ,0

0,7 40 ,0 0,6

40 ,0

0,6

30 ,0 0,5 30 ,0 0,4 0,4

20 ,0

20 ,0 0,3 0,2

10 ,0 10 ,0

0,2

0,0

2012

2013

2014

3M14

0,1

3M15

Ativo

Pat. Liq.

Dív. Liq.

•R$ 318,9 MM

•R$ 125,5 MM

•R$ (73,5) MM*

2012

2013

2014

3M14

0,0

3M15

0

2012

2013

2014

3M14

3M15

• *caixa líquido

70 ,0

1,1

50 ,0

1

45 ,0

0,9

40 ,0

0,9

0,8

35 ,0

0,7

30 ,0

0,6

25 ,0

0,5

20 ,0

0,4

15 ,0

0,3

10 ,0

0,2

5,0

0,1

0,1

0,0

0

0,8

60 ,0

50 ,0

0,7

0,6

40 ,0

0,5

0,4

30 ,0

0,3 20 ,0

0,2

10 ,0

0,0

30 00,

45

0,2

0,4 40 25 00,

0,35

0,15 35

0,3 30

20 00,

0,1 0,25 25 15 00, 0,2 20

0,15 10 00,

0,05

15 0

0,1

10

0,05

5

50 ,0

-00, 5

0,0

0

0

(5)

-01,

32


Resultados 1T15 3 – Holding 3.1 – Resultado das Participações Societárias na Controladora Os resultados de cada uma das participações detidas pela controladora Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – CELESC estão apresentados no quadro abaixo: Controladora | Resultado das Participações Societárias 1º Trimestre

R$ Milhões

2014

Celesc Distribuição (100%)

2015

Δ

(107,4)

43,2

140%

32,0

15,1

-52,8%

SCGÁS (17%)

2,0

(1,0)

-151%

ECTE (30,9%)

3,8

3,5

-8,1%

DFESA (23%)

2,3

2,2

-1,9%

(67,3)

63,0

194%

Celesc Geração (100%)

Resultado da Equivalência Patrimonial | Controladora

O destaque no trimestre para a significativa melhora no resultado da equivalência patrimonial foi a reversão do prejuízo registrado no 1T14 para lucro de R$43,2 milhões na subsidiária integral Celesc Distribuição no 1T15.

3.2 – Dividendos Na AGOE de 30/04/2015 foi aprovada a distribuição de dividendos aos acionistas no montante de R$146,2 milhões referente ao exercício social de 2014. Os dividendos são de R$3,57717039 por ação ordinária (CLSC3) e de R$3,93488743 por ação preferencial (CLSC4). O pagamento será realizado em duas parcelas: a primeira até 30 de junho de 2015 (50%) e a segunda até 30 de dezembro de 2015 (50%). Desde 2007, a companhia pratica um pay-out (percentual de distribuição de lucro líquido) igual a 30%, cinco pontos percentuais (5 p.p.) acima do mínimo obrigatório e estatutário. O gráfico abaixo apresenta o histórico de proventos, bem como o dividend-yield (retorno do dividendo) propiciado aos detentores de ações preferenciais CLSC4 da Companhia.

140,0

20,00

120,0

0,00

100,0

8,9

-20,00

9,8

80,0

-40,00

0,7

60,0 40,0

0,2

20,0

47,5

90,4

7,5 77,9

70,2

82,5 49,2

0,0

0

-60,00 -80,00 -100,00

pay-out 30%

33


Resultados 1T15 4 – Resultado Consolidado 4.1 – Desempenho Econômico-Financeiro Consolidado Consolidado | Principais Indicadores Financeiros 1º Trimestre

R$ Milhões Receita Operacional Bruta Deduções da Receita Operacional Receita Operacional Líquida Custos e Despesas Operacionais

Δ

2014

2015

1.859,1

2.775,1

49,3%

(558,7)

(960,4)

71,9%

1.300,4

1.814,7

39,6%

(1.384,8)

(1.777,9)

28,4%

Resultado de Equivalência Patrimonial

8,1

4,3

-47,3%

Resultado das Atividades

(76,3)

41,1

154%

EBITDA

(22,4)

98,8

540%

-1,7%

5,4%

46,0

32,0

-30,4%

(30,3)

73,1

341%

(42,5)

(17,3)

Margem EBITDA (%) Resultado Financeiro LAIR IR/CSLL Lucro/ Prejuízo Líquido

(72,8)

55,8

Margem Líquida (%)

-5,6%

3,1%

(53,8)

(57,7)

7,2%

51,2

87,0

69,8%

Depreciação/Amortização Receita de Construção

177%

O destaque positivo no resultado trimestral da Celesc foi o crescimento de 39,6% na Receita Operacional Líquida (+R$514,4 milhões), influencia positiva do Reajuste Tarifário Anual, do reconhecimento de Ativo Financeiro Setorial (antigo ativo regulatório) da ordem de R$ 127,2 milhões, e do faturamento com Bandeiras Tarifárias na ordem de R$ 117,8 milhões na subsidiária de distribuição de energia elétrica, compensados parcialmente pela redução na receita alcançada pela subsidiária de geração. Ajustando o resultado consolidado pelos efeitos de itens Não-Recorrentes, a Companhia registrou Lucro Líquido de R$33,6 milhões no 1T15 (queda de 79,8% em relação ao Lucro Líquido Ajustado do 1T14). A Margem EBITDA Ajustada foi de 1,9% no trimestre e o EBITDA Ajustado somou R$65,2 milhões (62,8% inferior do registrado no 1T14). Consolidado | Resultado Ajustado* R$ Milhões EBITDA Ajustado Margem EBITDA Ajustada, exclui Receita de Construção (%)

Lucro/Prejuízo Líquido Ajustado Margem Líquida Ajustada, exclui Receita de Construção (%)

1º Trimestre 2014

2015

175,5

65,2

14,1%

3,8%

166,7

33,6

13,4%

1,9%

Δ -62,8%

-79,8%

* IFRS + Ativos e Passivos Regulatórios - Itens Não-Recorrentes.

Receita Operacional Bruta – ROB Consolidado | Receita Operacional Bruta R$ Milhões Composição da Receita Bruta por Segmento Celesc Distribuição

1º Trimestre 2014

2015

Δ

1.859,1

2.775,1

49,3%

1.797,8

2.738,3

52,3%

Celesc Geração

61,8

37,3

-39,6%

Eliminações da Consolidação

(0,5)

(0,5)

3,6%

A Receita Operacional Bruta Consolidada é composta majoritariamente pela receita advinda da atividade de distribuição de energia elétrica, sendo que em no 1T15 a Celesc Distribuição S.A. respondeu por 98,7% da receita do Grupo Celesc. A ROB somou R$2.775,1 milhões no trimestre, aumento de 49,3% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

34


Resultados 1T15 Receita Operacional Líquida Consolidada Apresentamos na sequencia a evolução nos últimos quatro anos da ROL, sem os efeitos da receita de construção. Destaca-se a relevante média anual de crescimento de 15,4%, sendo que no 1T15 a evolução foi de 38,5% quando comparada ao mesmo período do ano anterior, devido aos motivos já mencionados anteriormente.

7.000 6.000 5.000 4.000 3.000 2.000 1.000

0

Custos e Despesas Operacionais Consolidado Consolidado | Custos e Despesas Operacionais 1º Trimestre

R$ Milhões

2014

2015

Δ

CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

(1.384,8)

(1.777,9)

Custos com Energia Elétrica - Não-Gerenciáveis

(1.065,3)

(1.437,5)

34,9%

(1.063,9)

(1.437,5)

35,1%

(219,8)

(226,5)

3,0%

(129,4)

(159,4)

23,3% -28,8%

Energia Elétrica Comprada para Revenda PMSO - Despesas Operacionais Gerenciáveis Pessoal e Administradores Material

28,4%

(6,0)

(4,3)

Serviços de Terceiros

(53,2)

(57,7)

8,5%

Outras Receitas / Despesas

(31,3)

(5,1)

-83,6%

5,4

30,7

468%

Depreciação / Amortização

(53,8)

(57,7)

7,2%

Custo de Construção

(51,2)

(87,0)

69,8%

Provisões, líquidas

* A partir do Release 4T14, passamos a excluir a rubrica "Provisões, líquidas" do somatório PMSO apresentado na tabela acima.

Os custos e despesas operacionais totais da Celesc somaram R$1.777,9 milhões, crescimento de 28,4% quando comparado ao 1T14 e impactado principalmente pelo custo com Energia Elétrica Comprada para Revenda, que cresceu 35,1% (+R$373,6 milhões). As despesas operacionais gerenciáveis apresentaram alta da ordem de apenas 3,0% (R$6,7 milhões) no 1T15 e refletem a redução de 83,6% na rubrica Outras Receitas/Despesas (-R$26,2 milhões), conforme fatores já explicados na seção da distribuidora. A rubrica Provisões foi fortemente influenciada pela baixa do provisionamento contábil no montante de R$30,0 milhões relativo à contingência trabalhista constituída em março de 2013. A tabela a seguir apresenta a despesa total com Pessoal em termos consolidados, sendo que no primeiro trimestre de 2015 houve aumento de 23,2%, conforme fatores comentados anteriormente na subsidiária de distribuição. Consolidado | Despesas com Pessoal R$ Milhões Pessoal - Total Pessoal e Administradores

1º Trimestre 2014

2015

Δ

(129,4)

(159,4)

23,2%

(110,7)

(133,0)

20,1%

Pessoal e Encargos

(105,3)

(126,4)

20,0%

Previdência Privada

(5,4)

(6,6)

22,5%

(18,7)

(26,4)

41,3%

Despesa Atuarial

35


Resultados 1T15 Resultado de Equivalência Patrimonial As participações na Companhia de Gás de Santa Catarina – SCGÁS e na Empresa Catarinense de Transmissão de Energia – ECTE deixaram de ser consolidadas proporcionalmente a partir do 1T13, passando a ser contabilizadas pelo método da Equivalência Patrimonial, conforme preconiza os CPCs 18 e 19. O quadro abaixo apresenta o reflexo no Resultado Consolidado do Grupo Celesc referente aos resultados da SCGÁS, ECTE, Dona Francisca Energética - DFESA e das SPEs onde a Celesc Geração detém participação minoritária: Consolidado | Equivalência Patrimonial R$ Milhões

1º Trimestre 2014

Δ

2015

SCGÁS

2,0

(1,0)

-151%

ECTE

3,8

3,5

-8,1%

DFESA

2,3

2,2

-1,9%

SPEs - Celesc Geração

0,0

(0,4)

-2290%

Resultado da Equivalência Patrimonial

8,1

4,3

-47,3%

EBITDA e EBITDA Ajustado Consolidados O EBITDA (IFRS) Consolidado totalizou R$98,8 milhões no 1T15 (margem EBITDA de 5,4%), refletindo o reconhecimento de ativos regulatórios e efeitos não-recorrentes na distribuidora do Grupo. O EBITDA Ajustado do 1T15 foi de R$65,2 milhões, variação negativa de 62,8% em relação ao EBITDA Ajustado do 1T14, o que resultou na Margem EBITDA Ajustada de 3,8%. A queda no EBITDA Ajustado está relacionada ao desempenho do mercado de distribuição de energia elétrica que apresentou retração em 2015 e a menor receita operacional registrada pela Celesc Geração (função da queda no PLD médio e dos efeitos do GSF). A tabela abaixo apresenta a conciliação do EBITDA apurado (ICVM n° 527/12) 10 e o EBITDA Ajustado , que considera os fatores não recorrentes que influenciaram o resultado da Companhia. No 1T14, i.

ii. No 1T15, i. ii.

na subsidiária Celesc Distribuição: impacto da ordem de R$119,3 milhões relativo aos Ativos/Passivos Regulatórios (CVA) que não eram reconhecidos no período de janeiro a março de 2014; lançamento não-recorrente de R$7,7 milhões referente à desativação de bens em atendimento à Resolução nº 367 da Aneel; e, ajuste referente Receita com Ultrapassagem de Demanda que, por determinação da ANEEL, deixou de compor a receita da Companhia; na subsidiária Celesc Geração: o efeito líquido de provisão/reversão de provisão para perdas do Ativo Imobilizado (Impairment Test) de seu parque gerador próprio no montante de R$7,0 milhões. na subsidiária Celesc Distribuição: a reversão não-recorrente de provisão trabalhista da ordem de R$ 30,0 milhões, reduzindo as despesas operacionais do período; na subsidiária Celesc Geração: o efeito líquido de provisão/reversão de provisão para perdas do Ativo Imobilizado (Impairment Test) de seu parque gerador próprio no montante de R$3,6 milhões. EBITDA Consolidado IFRS + Ativos/Passivos Regulatórios - Não-Recorrentes R$ Milhões Lucro/ Prejuízo Líquido (+) IR e CSLL (+) Resultado Financeiro (+) Depreciação e Amortização EBITDA (+) Celesc Distribuição | Efeitos de Ativos e Passivos Regulatórios (=) EBITDA Ajustado por Ativos/Passivos Regulatórios Celesc Distribuição | Efeitos Não-Recorrentes

2015

(72,8)

55,8

(42,5)

(17,3)

46,0

32,0

(53,8)

(57,7)

(22,4)

98,8

119,3

0,0

96,9

98,8

7,7

(30,0)

Celesc Distribuição | Ajuste Receita com Ultrapassagem de Demanda

78,0

0,0

Celesc Geração | Teste Impairment PCHs

(7,0)

(3,6)

175,5

65,2

Margem EBITDA sem Ajustes (IFRS)

-1,7%

5,4%

Margem EBITDA Ajustada, exclui Receita de Construção (%)

14,1%

3,8%

(=) EBITDA Ajustado Ativos/Passivos Reg. - Efeitos Não-Recorrentes

10

1º Trimestre 2014

Δ 177%

540%

2,0%

-62,8%

Maior detalhamento dos ajustes nas seções das respectivas subsidiárias Celesc Distribuição e Celesc Geração.

36


Resultados 1T15 Resultado Financeiro A Celesc apresentou resultado financeiro líquido consolidado no primeiro trimestre de 2015 de R$32,0 milhões, valor 30,5% inferior ao registrado no 1T14. As Receitas Financeiras somaram R$94,2 milhões, alta de 32,5% em relação aos R$71,1 milhões registrados no 1T14. As Despesas Financeiras foram de R$62,2 milhões no trimestre, alta de 148% em relação ao período comparativo. Os principais fatores de influência coincidem com aqueles elencados na seção da subsidiária de distribuição, uma vez que a Celesc Geração não possui endividamento. Consolidado | Demonstrativo do Resultado Financeiro R$ Milhões

1º Trimestre 2014

Receitas Financeiras Renda de Aplicações Financeiras

94,2

32,5%

11,1

8,9

-19,8%

0,6

2,3

284%

11,9

15,2

27,9% 25,7%

Variações Monetárias Juros e Acréscimos Moratórios s/ Faturas

Δ

2015

71,1

Incentivo Financeiro Fundo Social

3,5

4,4

Atualização Monetária sobre Ativo Regulatório

0,0

21,4

40,7

40,1

-1,4%

3,4

1,9

-43,5%

Receita Financeira - VNR Outras Receitas Financeiras

Despesas Financeiras

(25,1)

(62,2)

148%

Encargos de Dívidas

(6,2)

(21,4)

245%

Variações Monetárias

(4,6)

(22,6)

392%

Atualização P&D e Eficiência Energética

(5,1)

(5,9)

16,2%

Juros sobre Debêntures

(7,0)

(9,5)

36,1%

Outras Despesas Financeiras

(2,2)

(2,8)

25,0%

Resultado Financeiro Líquido

46,0

32,0

-30,5%

Lucro Líquido e Lucro Líquido Ajustado Consolidados A Celesc registrou Lucro Líquido Consolidado (IFRS) de R$55,8 milhões no 1T15, o que representa uma Margem Líquida de 3,1%. O Lucro Líquido Ajustado soma R$33,6 milhões no 1T15, 79,8% inferior ao resultado ajustado do 1T14. Os mesmos ajustes aplicáveis ao EBITDA, agora com os devidos efeitos tributários, são realizados no resultado consolidado do período e estão apresentados abaixo: LUCRO LÍQUIDO Consolidado IFRS + Ativos/Passivos Regulatórios - Não-Recorrentes 1º Trimestre

R$ Milhões

2014

Lucro/Prejuízo Líquido - Reportado IFRS (+) Celesc Distribuição | Efeitos de Ativos e Passivos Regulatórios (=) Lucro/Prejuízo Ajustado por Ativos/Passivos Regulatórios Celesc Distribuição | Efeitos Não-Recorrentes

2015

(72,8)

55,8

83,2

0,0

10,3

55,8

83,1

(19,8)

Celesc Distribuição | Ajuste Receita com Ultrapassagem de Demanda

78,0

0,0

Celesc Geração | Teste Impairment PCHs

(4,6)

(2,3)

(=) Lucro Líquido Ajustado Ativos/Passivos Reg. - Efeitos Não-Recorrentes

166,7

33,6

Margem Líquida sem Ajustes (IFRS)

-5,6%

3,1%

Margem Líquida Ajustada, exclui Receita de Construção (%)

13,4%

1,9%

Δ 177%

439%

-79,8%

O Lucro Líquido Consolidado do período sofreu a influência positiva de R$5,9 milhões relativa ao saldo entre os efeitos da baixa de Imposto de Renda/IR e Contribuição Social/CS diferidos das subsidiárias integrais em função da Adoção Inicial da Lei 12973/2014.

Endividamento Consolidado O Grupo Celesc encerrou o período com Dívida Líquida Consolidada de R$487,2 milhões, o equivalente a 1,1x o EBITDA Ajustado 12M ou 0,2x seu Patrimônio Líquido ao final do 1T15. Consolidado | Endividamento Dívida Financeira 1T15 em 31 de Dezem bro de 2014

em 31 de Março de 2015

Dívida Financeira Total

711,8

884,9

24,3%

( - ) Caixa e Equivalentes de Caixa

447,6

397,7

-11,2%

Dívida Financeira Líquida Dívida Fin. Líquida / EBITDA 12M Dívida Fin. Líquida / EBITDA Ajust. 12M Dívida Fin. Líquida / Patrimônio Líquido

264,2 0,5x 0,4x 0,1x

487,2 0,4x 1,1x 0,2x

84,4%

R$ Milhões

Δ

37


Resultados 1T15 Investimentos do Grupo No primeiro trimestre de 2015, o volume de investimentos do Grupo Celesc foi de R$94,5 milhões, 49,0% superior aos investimentos realizados no 1T14. A subsidiária de distribuição foi responsável pela maior parcela dos investimentos realizados no trimestre (R$89,5 milhões) o que representa 94,7% do CAPEX total realizado pela Companhia no período. A tabela abaixo apresenta os valores investidos nos períodos 1T15 com o comparativo do mesmo período de 2014: Grupo Celesc | Investimentos Realizados no Período 1º Trimestre

R$ Milhões

2014

Geração de Energia Elétrica

2015

Δ

0,3

5,0

1363%

Distribuição de Energia Elétrica

63,1

89,5

41,8%

Total

63,4

94,5

49,0%

5 - Desempenho no Mercado de Capitais As ações da Celesc são negociadas na BM&FBOVESPA sob os códigos CLSC3 (ações ordinárias – ON) e CLSC4 (ações preferenciais – PN). Desde que adentrou ao Nível 2 de Governança Corporativa, a companhia passou a integrar o IGC e o ITAG, índices compostos por empresas que oferecem transparência e proteção aos acionistas minoritários. A Companhia possui uma pequena parcela de ADRs Nível I negociadas no mercado de balcão norte-americano (OTC), sob o código CEDWY. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, apresentou retorno positivo de 2,29% no 1T15. O Índice de Energia Elétrica - IEE, que mede o comportamento das principais ações do setor elétrico apresentou valorização de 1,26% no trimestre. Diante desse cenário, as Ações Preferenciais – PN da Companhia apresentaram desempenho positivo com valorização de 27,38% no trimestre, recuperando parte da perda acumulada nos últimos anos e refletindo os resultados divulgados em 27 de março relativos ao exercício de 2014. A companhia apresentou aumento em seu valor de mercado, que atingiu R$732,1 milhões em 31 de março de 2015, e constância em múltiplos importantes, a exemplo do Preço*/Lucro (1,4x) e Preço*/Valor Patrimonial (0,3x). A AGOE de 30 de abril de 2015 aprovou distribuir R$146,2 milhões em proventos relativos ao exercício de 2014. Este valor é 158% maior que o montante relativo ao exercício de 2013, distribuído em 2014 (R$56,7 milhões), e representa um Dividend Yield de 26,4%, o maior da história da Celesc. Acompanhamento CLSC4

3T13

4T13

1T14

2T14

3T14

4T14

1T15

Cotação de fechamento (R$/ação)

16,31

16,86

16,29

15,54

14,80

14,90

18,98

Preço / Lucro

56,0x

3,3x

2,1x

2,4x

7,3x

7,3x

1,4x

Preço / Valor Patrimonial

0,4x

0,3x

0,3x

0,3x

0,3x

0,3x

0,3x

Volume médio negociado (Mil ações)

15,2

16,0

15,4

24,7

38,1

14,9

21,1

Volume médio negociado (R$ Mil)

278,4

301,4

245,4

389,9

581,3

213,6

307,0

Valor de Mercado (R$ Milhões)

686,6

658,6

636,4

599,4

570,9

574,7

732,1

Valor de Mercado (US$ Milhões)

307,9

281,2

281,2

272,1

232,9

216,4

228,2

Rentabilidade (%)

-15,20

3,37

-3,37

-4,60

-4,76

0,68

27,38

Rentabilidade nos últimos 12 meses (%)

-48,26

-31,85

-25,61

-19,19

-9,24

-11,61

16,52

Rentabilidade Ibovespa (%)

10,29

-1,59

-2,12

5,46

1,78

-7,59

2,29

Rentabilidade Ibovespa últimos 12 meses (%)

-11,55

-15,5

-10,54

12,03

3,39

-2,91

1,46

6,42

-2,91

-5,38

13,27

-1,91

-1,58

1,26

-10,15

-8,83

-10,49

10,73

2,07

3,47

10,73

Rentabilidade IEE (%) Rentabilidade IEE últimos 12 meses (%) Fonte: Economática

38


Resultados 1T15 6 - Responsabilidade Socioambiental As ações da Celesc estão voltadas a execução dos programas sociais, melhoria de gestão com a obtenção de certificação pela Norma de Responsabilidade Socioambiental NBR 16001:12, compromissos voluntários, além da contínua busca pela melhorias em seus serviços aos consumidores, com práticas alinhadas a adequada segurança e saúde dos empregados. Destaques em 1T15 - Investimentos de R$ 8,9 milhões no Programa de Eficiência Energética e P&D; - Finalização da Revisão do Código de Conduta Ética da Companhia; - Aumento em mais 237 Km da rede de distribuição (MT e BT) de energia elétrica; - Melhora nos indicadores de qualidade DEC e FEC, com queda de 22% e 11% respectivamente; - Execução dos programas sociais (detalhamentos a seguir). Relacionamos abaixo os principais programas sociais executados e em execução pela companhia: Jovem Aprendiz Em convênio com o Ministério Público, o programa oferece formação técnico-profissional para jovens com idades entre 14 e 16 anos, preferencialmente vindos de casas lares e abrigos e em situação de risco social. Precisam, obrigatoriamente, estar frequentando a escola. Foram beneficiados por este projeto 1057 jovens, que além da formação técnico profissional recebem ½ salário mínimo (piso regional), 13º salário, FGTS, Seguro, Férias, Vale alimentação, Vale Transporte e Assistência Psicosocial, por 16hs semanais de atividades práticas e 4hs aula na entidade formadora. Energia do Futuro Capacita famílias de baixa renda para a fabricação de aquecedor solar construído com reutilizáveis. Estimula o cooperativismo, promove a geração de trabalho e renda, a redução do consumo de energia elétrica e a conscientização ambiental. Nos últimos cinco anos, mais de 800 coletores foram construídos e implantados, reutilizando aproximadamente 500 mil garrafas pet e caixas tetrapak. Celesc Voluntária Criado em 2013, tem como objetivo construir o conceito de cidadania empresarial junto à força de trabalho da Companhia, promovendo ações voluntárias entre os empregados. Ao criar uma identidade coletiva voltada para o despertar da consciência e da participação de indivíduos para bens comuns, sentimos que também podemos ser agentes de transformação social. Já foram beneficiadas direta e indiretamente em torno de 57 mil pessoas, com participação efetiva de 350 empregados. Projeto Bônus Eficiente Lançado em 2012, oferece descontos para clientes residenciais da Celesc na troca de eletrodomésticos com mais de cinco anos de uso por produtos novos com selo Procel. A ideia é promover a economia de energia com a utilização de equipamentos mais eficientes. Banho de Energia Em parceria com a Secretaria de Agricultura do Estado e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), o programa oferece um sistema de aquecimento de água que reaproveita o calor que seria desperdiçado nas chaminés de fogões a lenha, presentes na maioria das residências das regiões serranas de SC, sem aumentar o volume de lenha normalmente utilizada como combustível pelas famílias. Está em execução projeto piloto com 200 famílias. Energia do Bem Por meio do seu Programa de Eficiência Energética, a Celesc investe, atualmente, na otimização em hospitais filantrópicos e residências de baixa renda. Hospitais são beneficiados com a construção e motores. Residências selecionadas recebem lâmpadas econômicas, geladeiras e aquecedores solares. Importante destacar os principais reconhecimentos pela atuação do Grupo Celesc, apresentados abaixo: Prêmio ABRADE 0 Avançamos 6 posições no ranking nacional 2014, ocupando a 11 posição, melhor entre as distribuidoras estatais. CIER - Comisión de Integracion Energética Regional - América Latina Prêmio CIER de Qualidade 2014 – Satisfação de Clientes 2014, na categoria bronze.

39


Resultados 1T15 Índice Aneel de Satisfação do Consumidor - IASC Segundo lugar do Prêmio, edição 2014. Sistema de Gestão de Responsabilidade Social Certificado pela Norma de Responsabilidade Socioambiental NBR 16001:12, sendo a primeira empresa do setor elétrico brasileiro a conquistar esse selo. Com respeito aos cidadãos catarinenses e nossos acionistas, a companhia contribui para suprir demandas sociais por meio da prestação de serviços de qualidade e de ações transparentes. Nesta linha de atuação, foram assumidos compromissos voluntários que objetivam a promoção da responsabilidade socioambiental e de políticas públicas que beneficiem a sociedade como um todo: Pacto Global - www.pactoglobal.org.br Aderimos, em 2006, aos 10 Princípios Universais do Pacto Global, uma iniciativa da ONU com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócio, de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção, refletindo o comprometimento da empresa com a promoção de ações de responsabilidade socioambiental. Objetivos do Milênio - www.pnud.org.br/ODM.aspx Em sinergia com o Pacto Global, os Objetivos do Milênio, programa da Organização das Nações Unidas, visa consolidar conceitos básicos da cidadania, assim como melhorar a qualidade de vida no planeta. Em 2013, promovemos, na Celesc, a campanha “8 Jeitos de Mudar o Mundo”, idealizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o movimento nacional Nós Podemos. Além disso, fomentamos a construção de comitês locais, como por exemplo, os comitês municipais em construção de Jaraguá do Sul, no norte do estado, e de Itajaí, bem como o comitê de Criciúma, já bastante atuante, que escolheu o combate à mortalidade infantil, a saúde da gestante e aleitamento materno como objetivos a serem trabalhados no município. Campanha “O que você tem a ver com a corrupção?” - www.oquevocetemavercomacorrupcao.com Em 2013, aderimos à campanha “O que você tem a ver com a corrupção?”, idealizada pelo Ministério Público de Santa Catarina, que disponibiliza informação e promove práticas anticorrupção em toda a sociedade. A campanha trabalha sob a premissa de que apenas com a formação de cidadãos conscientes, comprometidos com a ética, a moral, a cidadania e a honestidade é possível construir uma sociedade livre da corrupção. Divulgamos a campanha por meio de palestra para o público interno, mensagem na fatura de energia elétrica e cartazes nas unidades de negócio. Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção - http://empresalimpa.org.br Pacto criado para unir empresas com o objetivo de promover um mercado mais íntegro e ético e erradicar o suborno e a corrupção no País. Como signatária, a Celesc assume o compromisso de divulgar, por meio de campanhas educativas, a legislação brasileira anticorrupção para seus funcionários e partes interessadas, a fim de que seja cumprida integralmente. Além disso, se compromete a combater qualquer forma de suborno, trabalhar pela legalidade e transparência de informações e colaborar em investigações, quando necessário. Cadastro das Empresas Pró-Ética - http://www.cgu.gov.br/assuntos/etica-e-integridade/setor-privado/cadastro-empresa-proetica/lista-de-empresas Fazemos parte do Cadastro Nacional de Empresas Comprometidas com a Ética e a Integridade, iniciativa da Controladoria Geral da União e do Instituto Ethos, que avalia e divulga as empresas voluntariamente engajadas na construção de um ambiente de integridade e confiança nas relações comerciais, incluindo aquelas que envolvem o setor público. Em todo o Brasil, são 17 empresas cadastradas, sendo apenas duas em Santa Catarina, dentre elas a Celesc. Pacto Nacional Contra o Trabalho Escravo no Brasil - www.reporterbrasil.org.br/pacto/ A iniciativa tem o objetivo de implantar ferramentas para que o setor empresarial e a sociedade brasileira não comercializem produtos de fornecedores que usaram trabalho escravo. Como signatária, a Celesc se compromete a incrementar esforços visando dignificar e modernizar as relações de trabalho em sua cadeia produtiva. Desde 2006, também consultamos o cadastro de “empresas sujas” do Ministério do Trabalho e não contratamos fornecedores que estejam na lista. Na Mão Certa – Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras www.namaocerta.org.br

40


Resultados 1T15 O pacto empresarial proposto pela Childhood Brasil e Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma estratégia que tem como finalidade envolver as empresas, estimulando--as a assumir publicamente, no âmbito de suas práticas de responsabilidade social, o compromisso de se engajar em ações contrárias à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. Em 2013, realizamos ações de panfletagem, em parceria com a polícia rodoviária federal, e debate com a polícia rodoviária, ministério público, público interno e especializado, visando ao combate da exploração sexual infanto-juvenil. Além disso, nossa frota é adesivada com chamada para o Disque 100, canal de denúncias para o assunto. Fundação Abrinq - http://www.fundabrinq.org.br/ Somos parceiros da Fundação Abrinq, organização social que trabalha pelo respeito aos direitos da criança e do adolescente por meio de programas na área de educação, saúde e proteção. Desde 2003, a Celesc é considerada “Empresa Amiga da Criança”, por manter práticas responsáveis e desenvolver ações que beneficiem esse público, como por exemplo, os projetos de eficiência energética “Energia do Bem”, “Escola + Clara”, entre outros. Campanha SOS Desaparecidos A parceria entre a Celesc e a Polícia Militar de Santa Catarina tem o objetivo de enfrentar as práticas de exploração sexual, o tráfico de órgãos e o desaparecimento de pessoas no estado. Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social - www.ethos.org.br Incorporamos em nosso negócio o conceito de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) utilizado pelo Instituto Ethos: “responsabilidade social é a forma ética e responsável que a empresa desenvolve todas as suas ações, suas políticas, suas práticas, suas atitudes, tanto com a comunidade quanto com a sua força de trabalho. Enfim, a forma como age com todos os seus públicos, interna e externamente”. Essa prática social, da qual a empresa é signatária, surgiu a partir do movimento de conscientização das empresas para participar do ambiente social, uma vez que representam um agente transformador nesse contexto, promovendo práticas que valorem aspectos éticos ligados à cidadania e gerem melhoria da qualidade de vida, incluindo o respeito ao meio ambiente e aos recursos naturais.

41


Resultados 1T15

ANEXOS CELESC - CENTRAIS ELÉTRICAS DE SANTA CATARINA S.A. Em R$ Mil

BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO Ativo

31/03/2014

31/03/2015

Circulante Caixa e equivalentes de caixa

31/03/2014

31/03/2015

Circulante 447.631

Ativo indenizatório - concessão

-

Valores Mobiliários

-

Contas a receber

Passivo e patrim ônio líquido

397.651 2.982.668 -

Fornecedores

999.908

767.563

Empréstimos

244.940

321.836

Debêntures

11.668

13.644

Salários e Encargos Sociais

103.401

117.517

Tributos e contribuições sociais

124.479

225.822

857.111

1.244.492

Estoques

10.925

6.854

Tributos a recuperar ou compensar

75.870

80.835

Dividendos Propostos

47.646

122.204

2.771

14.212

Taxas Regulamentares

173.912

259.693

Ativo financeiro - "Parcela A" - CVA

492.609

601.531

Partes Relacionadas

Outros Créditos

193.093

340.886

Obrigações com benefícios a empregados

Dividendos

Outros Passivos

9.885

10.338

169.862

172.812

51.323

185.572

1.937.024

2.197.001

2.080.010

5.669.129

Contas a receber

6.732

6.376

Empréstimos

156.712

250.529

Partes relacionadas

9.462

4.750

Debêntures

298.494

298.859

121.443

137.478

Não circulante

Aplicações Financeiras Ativo indenizatório - concessão Tributos a recuperar ou compensar

Não circulante

2.672.583

-

Tributos e contribuições sociais Tributos Diferidos

-

-

11.913

14.824

12.786

22.413

Taxas Regulamentares

123.536

201.792

Tributos diferidos

290.366

168.145

Obrigação com benefício a empregados

855.982

1.009.428

Depósitos Judiciais

145.212

150.183

Provisão para Contingências

509.593

266.213

2.152

2.521

2.475

2.476

Investimentos

189.499

195.098

Intangível

214.415

61.975

1.958.705

2.044.121

Imobilizado

215.716

222.284 3.895.729

4.241.122

3.880.366

971.223

1.017.700

1.017.700

316

316

Outros Créditos

Outros Passivos

Patrim ônio líquido Capital Reservas de capital

Total do ativo

5.960.376

6.640.352

Lucros/Prejuízos Acumulados

(64.826)

Outras reservas

929.133

Ajustes de Avaliação Patrimonial

182.324

Total do passivo e patrim ônio líquido

58.395 1.345.941 (23.122)

2.064.647

2.399.230

5.960.376

6.640.352

42


Resultados 1T15 CELESC - CENTRAIS ELÉTRICAS DE SANTA CATARINA S.A. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS - CONSOLIDADO

Em R$ Mil 1T14

1T15

Receita Operacional Bruta (R$ m il)

1.859.060

2.775.099

49,3%

Fornecimento de Energia Elétrica

1.509.550

2.198.519

45,6%

43.905

68.914

57,0%

-

127.179

Suprimento de Energia Elétrica Ativo Regulatório Energia de Curto Prazo

Var %

101.088

103.326

2,2%

Disponibilização de Rede Elétrica

51.494

71.333

38,5%

Doações e Subvenções

99.243

116.547

17,4%

430

341

-20,7%

Renda de Prestação de Serviços Serviço Taxado

2.125

1.968

-7,4%

51.225

86.972

69,8%

(558.666)

(960.352)

71,9%

ICMS

(362.953)

(483.429)

33,2%

PIS/COFINS

(164.674)

(267.407)

62,4%

RGR

(758)

(220)

-71,0%

CDE

(18.530)

(159.363)

760,0%

P&D

(5.875)

(7.882)

34,2%

PEE

(5.875)

(7.882)

34,2%

Receita de Construção Deduções da Receita Operacional (R$ m il)

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL Outros Encargos Receita Operacional Líquida (R$ m il)

(2.088) (1)

(32.081)

1.300.394

1.814.747

39,6%

Custos e Despesas Operacionais (R$ m il)

(1.384.778)

(1.777.949)

28,4%

Energia comprada p/ revenda e encargos

(1.063.855)

(1.437.476)

35,1%

(110.641)

(132.989)

20,2%

(18.715)

(26.448)

41,3%

(5.977)

(4.257)

-28,8%

Serviço de Terceiros

(53.158)

(57.658)

8,5%

Depreciação / Amortização

(53.838)

(57.710)

7,2%

(2.471)

(6.404)

159,2% -29,6%

Pessoal, Administradores Despesa Atuarial Material

Provisão de PCLD Reversão de Provisão de PCLD

4.624

3.254

Provisão de Outros

(8.170)

(5.503)

-32,6%

Reversão de Provisão de Outros

11.426

39.363

244,5%

(31.318)

(5.149)

-83,6%

(51.225)

(86.972)

69,8%

8.117

4.274

-47,3%

(76.267)

41.072

153,9%

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL Outras Receitas / Despesas Custo de Construção Resultado Equivalência Patrim onial (R$ m il) Resultado das atividades - EBIT (R$ m il) Margem das atividades (%) EBITDA (R$ m il) Margem EBITDA (%) Resultado Financeiro (R$ m il) Receita Financeira

(1.460)

-5,9% (22.429) -1,7% 45.996

2,3% 98.782

540,4%

5,4% 32.017

-30,4%

71.029

94.225

32,7%

(25.033)

(62.208)

148,5%

LAIR (R$ m il)

(30.271)

73.089

341,4%

IR e CSLL

(18.113)

(55.996)

IR e CSLL Diferido

(24.431)

38.664

(72.815)

55.757

Despesa Financeira

Lucro Líquido (R$ m il) Rentabilidade Anual do PL

-3,5%

2,3%

Margem Líquida (%)

-5,6%

3,1%

176,6%

43


Resultados 1T15 CELESC - Demonstração do Fluxo de Caixa Consolidado Em R$ Mil R$ Mil Lucro/Prejuízo antes do Im posto de Renda e Contribuição Social

12M14

3M15

834.515

73.089

131.445

42.974

218.183 108.450 2.154 (38.517) (38.537) (56.184) 82.189 (1.123) 74.861 5.292 (209.288) (16.035)

58.204 7.455 (4.274) (40.128) (3.632) 25.977 2 26.448 3.150 (30.304) 76

(917.287)

(37.947)

(232.998) 3.248 36.767 (204.576) (644.006) (924) 131.489 10.897 (13.243) 11.533 193.440 (6.739) (202.175)

(230.937) 1.856 (30.640) (28.198) 42.475 (5.498) 78.220 (2.854) 70.572 163.172 (54.409) 5.643 (47.349)

48.673

78.116

(26.059) (82.652)

(70.034) (15.775)

(60.038)

(7.693)

(290.093)

(59.757)

(302.674) (5.491) 18.072 -

(63.696) (3.861) 7.800

135.414

15.312

11.297 (301.756) 479.532 (53.659)

(87.627) 102.940 (1)

Total dos Efeitos de Caixa e Equivalentes de Caixa

(214.717)

(52.138)

Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Exercício

664.506

449.789

Caixa e Equivalentes de Caixa no Final do Exercício

449.789

397.651

Ajustes Depreciação e Amortização Baixa de Ativo Indenizatório Baixa de Ativo Imobilizado e Intangível Resultado da Equivalência Patrimonial Atualização Ativo Financeiro - VNR Reversão de provisão para perdas no imobilizado em controladas Impairmant Títulos e Valores Mobiliários Juros e Variações Monetárias Outros Ajustes de Investimentos Provisão para Passivo Atuarial Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa Contingências Provisão/Reversão para perdas de ativos Variações nos Ativos e Passivos Contas a Receber Estoques Tributos a recuperar Outros Ativos Ativos Regulatórios Depósitos Judiciais Fornecedores Salários e Encargos Sociais Tributos a Pagar Taxas Regulamentares Passivos Regulatórios Outros Passivos Passivo Atuarial Caixa Proveniente das Operações Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos Juros Pagos Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais Fluxos de Caixa das Atividades de Investim entos Aquisições de Bens do Ativo Imobilizado e Intangível Aumento de capital Dividendos Recebidos Redução Investimentos Fluxos de Caixa das Atividades de Financiam ento Partes Relacionadas Amortização de Empréstimos Ingressos de Empréstimos Dividendos Pagos

44


Resultados 1T15 CELESC DISTRIBUIÇÃO S.A. BALANÇO PATRIMONIAL Ativo

Em R$ Mil 31/03/2014

31/03/2015

Circulante 358.698

352.716

Contas a receber

818.412

Estoques Tributos a recuperar ou compensar Conta no ACR

-

998.652

767.310

1.229.311

Empréstimos

244.940

321.836

2.982.668

Debêntures

11.668

13.644

Salários e Encargos Sociais

102.567

116.891

Tributos e contribuições sociais

104.120

215.688

10.915

6.710

70.733

75.306

492.609

-

Dividendos Propostos

35.449

91.109

172.584

257.327

9.885

10.338

169.862

172.791

51.063

41.569

1.900.790

2.008.503

-

252.543

Taxas Regulamentares

Ativo financeiro - "Parcela A" - CVA

-

462.500

Partes relacionadas

195.428

90.676

Obrigações com benefícios a empregados Outros Passivos

1.946.795

5.452.430

6.732

6.376

Empréstimos

156.712

250.529

-

Debêntures

298.494

298.859

Taxas Regulamentares

119.572

199.714

Não circulante Contas a receber Ativo indenizatório - concessão Tributos a recuperar ou compensar

31/03/2015

Fornecedores

Subsídio Dec. nº 7.891/13 Outros Créditos

31/03/2014

Circulante

Caixa e equivalentes de caixa Ativo indenizatório - concessão

Passivo e patrim ônio líquido

Não circulante 2.672.583 12.703

22.211

Tributos diferidos

290.366

168.145

Obrigação com benefício a empregados

855.982

1.009.428

Depósitos Judiciais

135.689

133.583

Provisão para Contingências

498.610

255.795

2.152

2.521

2.475

112.719

196.995

44.821

3.317.220

377.657

1.931.845

2.127.044

3.832.635

4.135.547

1.053.590

1.053.590

Outros Créditos Intangível

Outros Passivos

Patrim ônio líquido Capital Lucros/Prejuízos Acumulados Outras reservas Ajuste de avaliação patrimonial

Total do ativo

5.264.015

5.830.087

Total do passivo e patrim ônio líquido

(107.376)

43.176

399.788

691.234

85.378

(93.460)

1.431.380

1.694.540

5.264.015

5.830.087

45


Resultados 1T15 CELESC DISTRIBUIÇÃO S.A. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

Em R$ Mil 1T14

1T15

Receita Operacional Bruta (R$ m il)

1.797.795

2.738.338

52,3%

Fornecimento de Energia Elétrica

1.496.781

2.181.299

45,7%

39.853

48.824

22,5%

-

127.179

Energia de Curto Prazo

54.328

103.326

90,2%

Disponibilização de Rede Elétrica

52.020

71.882

38,2%

Doações e Subvenções

99.243

116.547

17,4%

430

341

-20,7%

Serviço Taxado

2.125

1.968

-7,4%

Outras Receitas

1.790

-

Suprimento de Energia Elétrica Ativo Regulatório

Renda de Prestação de Serviços

Receita de Construção

Var %

51.225

86.972

(554.683)

(957.075)

72,5%

ICMS

(362.953)

(483.429)

33,2%

PIS/COFINS

Deduções da Receita Operacional (R$ m il)

69,8%

(161.449)

(264.566)

63,9%

CDE

(18.530)

(159.363)

760,0%

P&D

(5.875)

(7.882)

34,2%

PEE

(5.875)

(7.882)

34,2%

-

(1.872)

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL Outros Encargos

(1)

(32.081)

Receita Operacional Líquida (R$ m il)

1.243.112

1.781.263

Custos com Energia Elétrica (R$ m il)

(1.065.108)

(1.437.455)

35,0%

(957.593)

(1.285.747)

34,3%

Encargo do Uso do Sistema de Transmissão

(75.427)

(121.480)

61,1%

PROINFA

(30.767)

(30.228)

(1.321)

-

Energia Elétrica Comprada para Revenda

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL Recuperação de Despesas Custos e Despesas Operacionais (R$ m il)

43,3%

-1,8% -100,0%

(303.376)

(317.521)

4,7%

(102.650)

(123.949)

20,7%

(18.715)

(26.448)

41,3%

(5.945)

(4.241)

-28,7%

Serviço de Terceiros

(51.984)

(55.310)

6,4%

Depreciação / Amortização

(40.883)

(42.418)

3,8%

(2.471)

(6.404)

159,2% -29,0%

Pessoal e Administradores Despesa Atuarial Material

Provisão de PCLD Reversão de Provisão de PCLD Provisão de Outros Reversão de Provisão de Outros

4.580

3.254

(7.932)

(5.427)

-31,6%

4.293

35.731

732,3% -82,5%

Outras Receitas / Despesas

(30.444)

(5.337)

Custo de Construção

(51.225)

(86.972)

69,8%

(125.372)

26.287

121,0%

Resultado das atividades - EBIT (R$ m il) Margem das atividades (%) EBITDA (R$ m il) Margem EBITDA (%) Resultado Financeiro (R$ m il) Receita Financeira Despesa Financeira

-10,1% (84.489) -6,8%

1,5% 68.705 3,9%

44.147

28.173

68.318

90.010

31,8%

(24.171)

(61.837)

155,8% 167,0%

LAIR (R$ m il)

(81.225)

54.460

IR e CSLL

-

(49.360)

(26.151)

38.076

(107.376)

43.176

IR e CSLL Diferido Lucro Líquido (R$ m il)

181,3%

Rentabilidade Anual do PL

-7,5%

2,5%

Margem Líquida (%)

-8,6%

2,4%

-36,2%

140,2%

46


Resultados 1T15 CELESC D - Demonstração do Fluxo de Caixa Em R$ Mil R$ Mil Lucro/Prejuízo antes do Im posto de Renda e Contribuição Social

12M14

3M15

662.195

54.460

213.320

41.225

165.387 (38.537) 5.292 (208.871) 104.219 366 74.861 110.603

42.418 (40.128) 3.150 (30.304) 32.055 91 26.488 7.455

(1.039.435)

(245.834)

(233.675) 3.310 33.947 6.952 (208.834) (644.006) 2.871

(227.061) 1.928 (29.449) (5.627) (11.908) 42.475 (16.192)

107.035

203.878

Fornecedores Salários e Encargos Sociais Tributos e Contribuições Sociais Taxas Regulamentares Previdência Privada Passivo Atuarial Passivos Financeiros Outros Passivos

132.258 11.152 (8.895) (9.920) 843 (202.200) 193.440 (9.643)

79.773 (2.836) 70.097 157.725 (4.768) (47.388) (54.409) 5.684

Caixa Proveniente das Operações

(56.885)

53.729

(81.047) (1.735)

(15.775) (35.756)

Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais

(139.667)

2.198

Atividades de Investim ento

(296.272)

(62.510)

(296.272)

(62.510)

139.659

125.313

479.532 (303.361) (36.512)

212.940 (87.627) -

Total dos Efeitos de Caixa e Equivalentes de Caixa

(296.280)

65.001

Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Período

583.995

287.715

Caixa e Equivalentes de Caixa no Fim do Período

287.715

352.716

Itens que não afetam o caixa: Amortização Atualização Ativo Financeiro - VNR Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - PCLD Contingências Trabalhistas, Cíveis e Tributárias Juros e Variações Monetárias - Líquidas Custo Debêntures Provisão para Plano de Benefícios Pós-Emprego Baixa de ativos Variações no Ativo Circulante e Não Circulante Contas a Receber de Clientes Estoques Tributos a Recuperar Depósitos Judiciais Recursos CDE / Conta no Ambiente de Contratação Regulada Subsídio Decreto Nº 7.891/2013 Ativos Financeiros Outros Créditos Variações no Passivo Circulante e Não Circulante

Juros Pagos Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos

Aquisição de Bens da Concessão Atividades de Financiam ento Ingressos de Recursos Amortização de Empréstimos e Financiamentos Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio - JCP

47


Resultados 1T15

CELESC GERAÇÃO S.A. BALANÇO PATRIMONIAL Ativo

Em R$ Mil 31/03/2014

31/03/2015

Circulante

Passivo e patrim ônio líquido

56.903

35.100

Fornecedores

Contas a receber

38.895

15.356

Tributos e contribuições sociais

Estoques Outros Créditos

10

144

2.611

2.704

-

22

98.419

Taxas Regulamentares Partes relacionadas

Tributos a recuperar ou compensar Depósitos Judiciais Investimentos Intangível Imobilizado

1.259 10.055 24.130

1.328

2.366

4.765

4.755

28.698

42.565

49.942

14.824

Taxas Regulamentares

3.964

2.078

Provisão para Contingências

3.093

2.528

56.999

19.430

85.697

61.995

128.000

128.000

53.326

Não circulante

2.309 20.296

Dividendos Propostos

Outros Passivos

Partes relacionadas

31/03/2015

Circulante

Caixa e equivalentes de caixa

Tributos a recuperar ou compensar

31/03/2014

Não circulante -

110.731

38.112

202

88

89

31.967

32.539

9.083

9.320

215.656

222.229

294.906

Tributos Diferidos, Líquidos

375.110 Total Passivo Patrim ônio líquido Capital Social

Total do ativo

393.325

428.436

Lucros/Prejuízos Acumulados

39.978

17.744

Outras reservas

42.704

150.359

Ajuste de avaliação patrimonial

96.946

70.338

307.628

366.441

393.325

428.436

Total do passivo e patrim ônio líquido

48


Resultados 1T15 CELESC GERAÇÃO S.A. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

Em R$ Mil 1T14

1T15

Var %

Receita Operacional Bruta (R$ m il)

61.791

37.310

Fornecimento de Energia Elétrica

10.979

17.220

56,8%

4.052

10.696

164,0%

46.760

9.394

-79,9%

(3.983)

(3.277)

-17,7%

Suprimento de Energia Elétrica Energia de Curto Prazo Deduções da Receita Operacional (R$ m il) ICMS PIS/COFINS RGR

-

-

(3.225)

(2.841)

-11,9%

(758)

(220)

-71,0%

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL Receita Operacional Líquida (R$ m il) Custos com Energia Elétrica (R$ m il) Energia Elétrica Comprada para Revenda Encargos do Uso do Sistema Custos e Despesas Operacionais (R$ m il) Pessoal, Administradores Material Serviço de Terceiros

-39,6%

(216) 57.808 (594)

34.033

-41,1%

(570)

-4,0% -69,1%

(68)

(21)

(526)

(549)

4,4%

(10.139)

(15.845)

56,3%

(2.627)

(2.674)

1,8%

(32)

(16)

-50,0% 155,4%

(737)

(1.882)

(12.954)

(15.291)

18,0%

Provisões, líquidas

(145)

(76)

-47,6%

Taxa de Fiscalização Regulatória ANEEL

(139)

Comp. Financ. p/ Utiliz. Recursos Hídricos

(289)

(300)

Outras Receitas / Despesas

(256)

762

Depreciação / Amortização

Provisão / Reversão Teste Impairment Resultado Equivalência Patrim onial (R$ m il) Resultado das atividades - EBIT (R$ m il) Margem das atividades (%) EBITDA (R$ m il) Margem EBITDA (%) Resultado Financeiro (R$ m il) Receita Financeira Despesa Financeira

7.040 20 47.095 81,5% 60.049

3.632 (429) 17.189

-63,5% -45,9%

103,9%

95,4%

1.287

3.966

208,2%

1.651

4.071

146,6%

(364)

(105)

48.382

21.155

IR e CSLL

(18.113)

(6.636)

Lucro Líquido (R$ m il)

-48,4% -2245,0%

50,5% 32.480

LAIR (R$ m il) IR e CSLL Diferido

3,8% 397,7%

1.720

588

31.989

15.107

Rentabilidade Anual do PL

10,4%

4,1%

Margem Líquida (%)

55,3%

44,4%

-71,2% -56,3%

-52,8%

49


Resultados 1T15 CELESC G - Demonstração do Fluxo de Caixa Em R$ Mil R$ Mil Lucro/Prejuízo antes do Im posto de Renda e Contribuição Social Itens que não afetam o caixa: Depreciação Equivalência Patrimonial Ganhos/perdas com Participações Societárias Provisões para Contingências Reversão/Provisão para Perdas Ativo Imobilizado Realização de Provisão para Perdas Provisão Crédito Liquidação Duvidosa - PCLD Baixa do ativo Variações no Ativo Circulante e Não Circulante Contas a Receber de Clientes Tributos a Compensar ou Recuperar Estoques Depósitos Judiciais Outros Ativos Variações no Passivo Circulante e Não Circulante Fornecedores Taxas Regulamentares Tributos e Contribuições Sociais Partes Relacionadas Outros Passivos Caixa Proveniente das Operações Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos Caixa Líquido Proveniente das Atividades Operacionais Atividades de Financiam ento Aumento de Capital Partes Relacionadas Juros sobre Capital Próprio - JCP Atividades de Investim ento Aquisição de Investimentos Aquisições de bens do ativo imobilizado Aquisição de Intangível Redução Investimentos

12M14

3M15

144.483

21.155

(6.018)

12.166

50.821 885 (1.123) (417) (29.670) (26.514)

15.291 429 2 76 (3.632)

(1.672)

(4.871)

701 (2.237) (62) (17) (57)

(3.877) (957) (72) 35

430

3.601

1.071 1.057 (682)

(421) 104 312 (243) 3.849

(1.016) 137.223

32.051

(24.324)

(34.278)

112.899

(2.227)

(4.721)

(110.000)

(110.000) (4.721) (13.525)

2.169

(5.491) (3.687) (4.347)

(3.861) (950) (820) 7.800

Total dos Efeitos de Caixa e Equivalentes de Caixa

94.653

(110.058)

Caixa e Equivalentes de Caixa no Início do Período

50.505

145.158

145.158

35.100

Caixa e Equivalentes de Caixa no Fim do Período

50


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

Índice

Dados da Empresa Composição do Capital

1

DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo

2

Balanço Patrimonial Passivo

3

Demonstração do Resultado

4

Demonstração do Resultado Abrangente

5

Demonstração do Fluxo de Caixa

6

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido DMPL - 01/01/2015 à 31/03/2015

7

DMPL - 01/01/2014 à 31/03/2014

8

Demonstração do Valor Adicionado

9

DFs Consolidadas Balanço Patrimonial Ativo

10

Balanço Patrimonial Passivo

11

Demonstração do Resultado

13

Demonstração do Resultado Abrangente

14

Demonstração do Fluxo de Caixa

15

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido DMPL - 01/01/2015 à 31/03/2015

16

DMPL - 01/01/2014 à 31/03/2014

17

Demonstração do Valor Adicionado

18

Comentário do Desempenho

19

Notas Explicativas

26

Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes

84

Pareceres e Declarações Relatório da Revisão Especial - Sem Ressalva

88

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

90

Declaração dos Diretores sobre o Relatório dos Auditores Independentes

91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

Dados da Empresa / Composição do Capital Número de Ações (Mil)

Trimestre Atual 31/03/2015

Do Capital Integralizado Ordinárias

15.527

Preferenciais

23.044

Total

38.571

Em Tesouraria Ordinárias

0

Preferenciais

0

Total

0

PÁGINA: 1 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Balanço Patrimonial Ativo (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Trimestre Atual 31/03/2015

Exercício Anterior 31/12/2014

1

Ativo Total

1.01

Ativo Circulante

2.531.840

2.477.806

142.160

150.488

1.01.01

Caixa e Equivalentes de Caixa

9.835

16.916

1.01.06

Tributos a Recuperar

2.825

4.102

1.01.06.01

Tributos Correntes a Recuperar

2.825

4.102

1.01.08

Outros Ativos Circulantes

129.500

129.470

1.01.08.03

Outros

129.500

129.470

1.01.08.03.01 Dividendos a Receber

129.451

129.451

49

19

1.01.08.03.03 Outros Créditos 1.02

Ativo Não Circulante

2.389.680

2.327.318

1.02.01

Ativo Realizável a Longo Prazo

158.251

158.380

1.02.01.01

Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo

137.478

137.478

137.261

137.261

217

217

4.262

4.262

4.262

4.262

16.511

16.640

16.511

16.640

1.02.01.01.01 Títulos para Negociação 1.02.01.01.02 Títulos Disponíveis para Venda 1.02.01.08

Créditos com Partes Relacionadas

1.02.01.08.03 Créditos com Controladores 1.02.01.09

Outros Ativos Não Circulantes

1.02.01.09.03 Depósitos Judiciais 1.02.02

Investimentos

2.223.540

2.160.922

1.02.02.01

Participações Societárias

2.223.540

2.160.922

1.02.02.01.01 Participações em Coligadas 1.02.02.01.02 Participações em Controladas 1.02.02.01.03 Participações em Controladas em Conjunto

28.911

26.689

2.060.981

2.002.698

133.648

131.535

1.02.03

Imobilizado

55

56

1.02.03.01

Imobilizado em Operação

55

56

1.02.04

Intangível

7.834

7.960

1.02.04.01

Intangíveis

7.834

7.960

7.834

7.960

1.02.04.01.01 Contrato de Concessão

PÁGINA: 2 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Balanço Patrimonial Passivo (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Trimestre Atual 31/03/2015

Exercício Anterior 31/12/2014

2

Passivo Total

2.01

Passivo Circulante

2.531.840

2.477.806

124.720

126.458

2.01.01

Obrigações Sociais e Trabalhistas

647

669

2.01.01.01

Obrigações Sociais

647

669

647

669

2.01.01.01.01 Encargos Sociais 2.01.02

Fornecedores

1.573

1.928

2.01.02.01

Fornecedores Nacionais

1.573

1.928

2.01.03

Obrigações Fiscais

79

1.426

2.01.03.01

Obrigações Fiscais Federais

79

1.416

2.01.03.01.02 Outras Obrigações Fiscais Federais 2.01.03.01.03 PIS/COFINS

76

80

3

1.336

2.01.03.03

Obrigações Fiscais Municipais

0

10

2.01.05

Outras Obrigações

122.421

122.435

2.01.05.02

Outros

122.421

122.435

122.204

122.219

217

216

2.01.05.02.01 Dividendos e JCP a Pagar 2.01.05.02.04 Outros Passivos Circulantes 2.02

Passivo Não Circulante

7.890

7.890

2.02.04

Provisões

7.890

7.890

2.02.04.01

Provisões Fiscais Previdenciárias Trabalhistas e Cíveis

1.263

1.263

2.02.04.01.01 Provisões Fiscais

1.263

1.263

2.02.04.02

6.627

6.627

6.627

6.627

Outras Provisões

2.02.04.02.04 Provisões Regulatórias 2.03

Patrimônio Líquido

2.399.230

2.343.458

2.03.01

Capital Social Realizado

1.017.700

1.017.700

2.03.02

Reservas de Capital

316

316

2.03.02.06

Adiantamento para Futuro Aumento de Capital

2.03.04

Reservas de Lucros

2.03.04.01

Reserva Legal

2.03.04.05

Reserva de Retenção de Lucros

2.03.04.10 2.03.05 2.03.06

Ajustes de Avaliação Patrimonial

316

316

1.345.941

1.345.927

138.085

138.085

1.183.486

1.183.472

Dividendos à Disposição da AGO

24.370

24.370

Lucros/Prejuízos Acumulados

58.395

0

-23.122

-20.485

PÁGINA: 3 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Resultado (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

3.04 3.04.02

Despesas/Receitas Operacionais

55.879

-73.377

Despesas Gerais e Administrativas

-7.107

-6.105

3.04.05

Outras Despesas Operacionais

0

18

3.04.06

Resultado de Equivalência Patrimonial

62.986

-67.290

3.05

Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos

55.879

-73.377

3.06

Resultado Financeiro

-122

562

3.06.01

Receitas Financeiras

387

1.060

3.06.02

Despesas Financeiras

-509

-498

3.07

Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro

55.757

-72.815

3.09

Resultado Líquido das Operações Continuadas

55.757

-72.815

3.11

Lucro/Prejuízo do Período

55.757

-72.815

3.99

Lucro por Ação - (Reais / Ação)

3.99.01

Lucro Básico por Ação

3.99.01.01

ON

1,36400

-1,78140

3.99.01.02

PN

1,50050

-1,95950

3.99.02

Lucro Diluído por Ação

3.99.02.01

ON

1,36400

-1,78140

3.99.02.02

PN

1,50050

-1,95950

PÁGINA: 4 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Resultado Abrangente (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

4.01 4.03

Lucro Líquido do Período

55.757

-72.815

Resultado Abrangente do Período

55.757

-72.815

PÁGINA: 5 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

6.01 6.01.01

Caixa Líquido Atividades Operacionais

-7.080

-4.062

Caixa Gerado nas Operações

-6.734

-5.399

6.01.01.01

Lucro Líquido antes do IRPJ e da CSLL

6.01.01.02

Depreciação e Amortização

132.353

-72.815

495

494

6.01.01.03

Resultado da Equivalência Patrimonial

6.01.01.06

Despesas com Juros e Variações Monetárias

-139.582

67.290

0

-368

6.01.02

Variações nos Ativos e Passivos

6.01.02.02

Outros Ativos

-346

1.337

-29

2.020

6.01.02.03

Fornecedores

6.01.02.04

Salários e Encargos Sociais

-355

212

-22

-65

6.01.02.05

Tributos a Pagar

-1.347

-4.621

6.01.02.06

Outros Passivos

6.01.02.09

Tributos a Recuperar

6.01.02.11

Depósitos Judiciais

6.03

Caixa Líquido Atividades de Financiamento

6.03.01

Partes Relacionadas

6.03.02

Dividendos

6.05

Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes

-7.081

2.024

6.05.01

Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes

16.916

30.006

6.05.02

Saldo Final de Caixa e Equivalentes

9.835

32.030

1

-5

1.277

4.450

129

-654

-1

6.086

0

6.097

-1

-11

PÁGINA: 6 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2015 à 31/03/2015 (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Capital Social Integralizado

Reservas de Capital, Opções Outorgadas e Ações em Tesouraria

Reservas de Lucro

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Outros Resultados Abrangentes

Patrimônio Líquido

5.01

Saldos Iniciais

1.017.700

316

1.345.927

0

-20.485

2.343.458

5.03

Saldos Iniciais Ajustados

1.017.700

316

1.345.927

0

-20.485

2.343.458

5.04

Transações de Capital com os Sócios

0

0

14

0

0

14

5.04.08

Reversão de Dividendos Prescritos

0

0

14

0

0

14

5.05

Resultado Abrangente Total

0

0

0

58.394

-2.637

55.757

5.05.01

Lucro Líquido do Período

0

0

0

55.757

0

55.757

5.05.03

Reclassificações para o Resultado

0

0

0

2.637

-2.637

0

5.05.03.02

Realização de Custo Atribuído

0

0

0

2.637

-2.637

0

5.07

Saldos Finais

1.017.700

316

1.345.941

58.394

-23.122

2.399.229

PÁGINA: 7 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2014 à 31/03/2014 (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Capital Social Integralizado

Reservas de Capital, Opções Outorgadas e Ações em Tesouraria

Reservas de Lucro

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Outros Resultados Abrangentes

Patrimônio Líquido

5.01

Saldos Iniciais

1.017.700

316

929.133

0

190.313

2.137.462

5.03

Saldos Iniciais Ajustados

1.017.700

316

929.133

0

190.313

2.137.462

5.05

Resultado Abrangente Total

0

0

0

-64.826

-7.989

-72.815

5.05.01

Lucro Líquido do Período

0

0

0

-72.815

0

-72.815

5.05.03

Reclassificações para o Resultado

0

0

0

7.989

-7.989

0

5.05.03.02

Realização do Custo Abtribuído

0

0

0

7.989

-7.989

0

5.07

Saldos Finais

1.017.700

316

929.133

-64.826

182.324

2.064.647

PÁGINA: 8 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Individuais / Demonstração do Valor Adicionado (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

7.01 7.01.02

Receitas

-586

0

Outras Receitas

-586

0

7.02 7.02.02

Insumos Adquiridos de Terceiros

0

-500

Materiais, Energia, Servs. de Terceiros e Outros

0

-518

7.02.03

Perda/Recuperação de Valores Ativos

0

18

7.03

Valor Adicionado Bruto

-586

-500

7.04

Retenções

-495

-494

7.04.01

Depreciação, Amortização e Exaustão

-495

-494

7.05

Valor Adicionado Líquido Produzido

-1.081

-994

7.06

Vlr Adicionado Recebido em Transferência

63.373

-66.230

7.06.01

Resultado de Equivalência Patrimonial

62.986

-67.290

7.06.02

Receitas Financeiras

387

1.060

7.07

Valor Adicionado Total a Distribuir

62.292

-67.224

7.08

Distribuição do Valor Adicionado

62.292

-67.224

7.08.01

Pessoal

6.366

5.364

7.08.01.01

Remuneração Direta

6.366

5.364

7.08.02

Impostos, Taxas e Contribuições

154

222

7.08.02.01

Federais

154

222

7.08.03

Remuneração de Capitais de Terceiros

15

5

7.08.03.01

Juros

15

5

7.08.04

Remuneração de Capitais Próprios

55.757

-72.815

7.08.04.03

Lucros Retidos / Prejuízo do Período

55.757

-72.815

PÁGINA: 9 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Ativo (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Trimestre Atual 31/03/2015

Exercício Anterior 31/12/2014

1 1.01

Ativo Total

6.501.321

6.171.127

Ativo Circulante

5.530.098

5.197.493

1.01.01

Caixa e Equivalentes de Caixa

397.651

449.789

1.01.03 1.01.03.01

Contas a Receber

1.244.492

1.016.683

Clientes

1.114.920

892.317

1.01.03.01.01 Clientes

1.478.004

1.252.251

-363.084

-359.934

129.572

124.366

6.854

8.710

1.01.03.01.02 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 1.01.03.02

Outras Contas a Receber

1.01.04

Estoques

1.01.06

Tributos a Recuperar

80.835

53.876

1.01.06.01

Tributos Correntes a Recuperar

80.835

53.876

1.01.08

Outros Ativos Circulantes

3.800.266

3.668.435

1.01.08.03

Outros

3.800.266

3.668.435

2.982.668

2.890.451

1.01.08.03.02 Ativo Indenizatório - concessão 1.01.08.03.03 Dividendos a Receber

14.212

14.212

1.01.08.03.04 Outros Créditos

340.886

313.206

1.01.08.03.05 Ativo Financeiro - Parcela A

462.500

450.566

1.02

Ativo Não Circulante

971.223

973.634

1.02.01

Ativo Realizável a Longo Prazo

491.866

443.626

1.02.01.01

Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo

137.478

137.478

137.261

137.261

217

217

1.02.01.01.01 Títulos para Negociação 1.02.01.01.02 Títulos Disponíveis para Venda 1.02.01.03

8.897

8.401

1.02.01.03.01 Clientes

6.376

6.398

1.02.01.03.02 Outras Contas a Receber

2.521

2.003

168.145

130.068

168.145

130.068

4.750

4.262

4.262

4.262

1.02.01.06

Contas a Receber

Tributos Diferidos

1.02.01.06.01 Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 1.02.01.08

Créditos com Partes Relacionadas

1.02.01.08.03 Créditos com Controladores 1.02.01.08.04 Créditos com Outras Partes Relacionadas 1.02.01.09

Outros Ativos Não Circulantes

1.02.01.09.03 Tributos a Recuperar

488

0

172.596

163.417

22.413

18.732

1.02.01.09.04 Depósitos Judiciais

150.183

144.685

1.02.02

Investimentos

195.098

195.621

1.02.02.01

Participações Societárias

195.098

195.621

61.450

64.086

1.02.02.01.04 Outras Participações Societárias

133.648

131.535

1.02.03

Imobilizado

222.284

232.350

1.02.04

Intangível

61.975

102.037

1.02.04.01

Intangíveis

61.975

102.037

1.02.04.01.01 Contrato de Concessão

44.821

84.273

1.02.04.01.02 Outros Intangíveis

17.154

17.764

1.02.02.01.01 Participações em Coligadas

PÁGINA: 10 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Passivo (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Trimestre Atual 31/03/2015

Exercício Anterior 31/12/2014

2 2.01

Passivo Total

6.501.321

6.171.127

Passivo Circulante

2.057.970

1.763.222

2.01.01

Obrigações Sociais e Trabalhistas

117.517

120.371

2.01.01.01

Obrigações Sociais

117.517

120.371

2.01.02

Fornecedores

767.563

689.343

2.01.02.01

Fornecedores Nacionais

767.563

689.343

2.01.03

Obrigações Fiscais

225.822

169.288

2.01.03.01

Obrigações Fiscais Federais

108.904

65.570

2.01.03.01.01 Imposto de Renda e Contribuição Social a Pagar

56.602

33.374

2.01.03.01.02 PIS/COFINS

43.646

25.374

8.656

6.822

116.776

101.718

142

2.000

2.01.03.01.03 Outros 2.01.03.02

Obrigações Fiscais Estaduais

2.01.03.03

Obrigações Fiscais Municipais

2.01.04

Empréstimos e Financiamentos

335.480

326.706

2.01.04.01

Empréstimos e Financiamentos

321.836

322.586

321.836

322.586

2.01.04.01.01 Em Moeda Nacional 2.01.04.02

Debêntures

2.01.05

Outras Obrigações

2.01.05.01

Passivos com Partes Relacionadas

2.01.05.01.04 Débitos com Outras Partes Relacionadas 2.01.05.02

Outros

13.644

4.120

438.776

286.661

10.338

15.106

10.338

15.106

428.438

271.555

2.01.05.02.01 Dividendos e JCP a Pagar

122.204

122.219

2.01.05.02.04 Taxas Regulamentares

259.693

113.208

46.541

36.128

2.01.05.02.05 Outros Passivos Circulantes 2.01.06

Provisões

172.812

170.853

2.01.06.01

Provisões Fiscais Previdenciárias Trabalhistas e Cíveis

172.812

170.853

172.812

170.853

2.01.06.01.03 Provisões para Benefícios a Empregados 2.02

Passivo Não Circulante

2.044.121

2.064.447

2.02.01

Empréstimos e Financiamentos

549.388

532.647

2.02.01.01

Empréstimos e Financiamentos

250.529

233.879

2.02.01.01.01 Em Moeda Nacional

250.529

233.879

2.02.01.02

Debêntures

298.859

298.768

2.02.02

Outras Obrigações

204.268

187.580

2.02.02.02

Outros

204.268

187.580

201.792

185.105

2.476

2.475

2.02.02.02.04 Taxas Regulamentares 2.02.02.02.05 Outros Passivos Não Circulantes 2.02.03

Tributos Diferidos

14.824

15.412

2.02.03.01

Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos

14.824

15.412

2.02.04

Provisões

1.275.641

1.328.808

2.02.04.01

Provisões Fiscais Previdenciárias Trabalhistas e Cíveis

1.205.392

1.258.558

2.02.04.01.01 Provisões Fiscais

29.393

29.392

2.02.04.01.02 Provisões Previdenciárias e Trabalhistas

35.541

64.738

1.009.428

1.032.291

131.030

132.137

70.249

70.250

70.249

70.250

2.02.04.01.03 Provisões para Benefícios a Empregados 2.02.04.01.04 Provisões Cíveis 2.02.04.02

Outras Provisões

2.02.04.02.04 Provisões Regulatórias

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Balanço Patrimonial Passivo (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Trimestre Atual 31/03/2015

Exercício Anterior 31/12/2014

2.03 2.03.01

Patrimônio Líquido Consolidado

2.399.230

2.343.458

Capital Social Realizado

1.017.700

1.017.700

2.03.02

Reservas de Capital

316

316

2.03.02.06

Adiantamento para Futuro Aumento de Capital

2.03.04

Reservas de Lucros

2.03.04.01

Reserva Legal

2.03.04.05

Reserva de Retenção de Lucros

2.03.04.10 2.03.05 2.03.06

Ajustes de Avaliação Patrimonial

0

316

1.345.941

1.345.927

138.085

138.085

1.183.486

1.183.472

Dividendos à Disposição da AGO

24.370

24.370

Lucros/Prejuízos Acumulados

58.395

0

-23.122

-20.485

PÁGINA: 12 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Demonstração do Resultado (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

3.01 3.01.01

Receita de Venda de Bens e/ou Serviços

1.814.747

1.300.394

Receita de Vendas e Serviços

1.600.596

0

3.01.02

Receita de Construção

3.01.03

Receita de Ativo Regulatório

3.02 3.02.01 3.02.02

Custo de Construção

-86.972

0

3.03

Resultado Bruto

133.620

53.254

3.04

Despesas/Receitas Operacionais

-92.548

-129.521

3.04.01

Despesas com Vendas

-45.218

-38.234

3.04.02

Despesas Gerais e Administrativas

-92.929

-80.224

3.04.05

Outras Despesas Operacionais

41.325

-19.180

3.04.06

Resultado de Equivalência Patrimonial

4.274

8.117

3.05

Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos

41.072

-76.267

3.06

Resultado Financeiro

32.017

45.996

3.06.01

Receitas Financeiras

94.225

71.029

3.06.02

Despesas Financeiras

-62.208

-25.033

3.07

Resultado Antes dos Tributos sobre o Lucro

73.089

-30.271

3.08

Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro

-17.332

-42.544

3.08.01

Corrente

-55.996

-18.113

3.08.02

Diferido

38.664

-24.431

3.09

Resultado Líquido das Operações Continuadas

55.757

-72.815

3.11

Lucro/Prejuízo Consolidado do Período

55.757

-72.815

3.11.01

Atribuído a Sócios da Empresa Controladora

55.757

-72.815

3.99

Lucro por Ação - (Reais / Ação)

3.99.01

Lucro Básico por Ação

3.99.01.01

ON

1,36400

-1,78140

3.99.01.02

PN

1,50050

-1,95950

3.99.02

Lucro Diluído por Ação

3.99.02.01

ON

1,36400

-1,78140

3.99.02.02

PN

1,50050

-1,95950

86.972

0

127.179

0

Custo dos Bens e/ou Serviços Vendidos

-1.681.127

-1.247.140

Custo de Venda e Serviços

-1.594.155

0

PÁGINA: 13 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Demonstração do Resultado Abrangente (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

4.01 4.03

Lucro Líquido Consolidado do Período

55.757

-72.815

Resultado Abrangente Consolidado do Período

55.757

-72.815

4.03.01

Atribuído a Sócios da Empresa Controladora

55.757

-72.815

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Demonstração do Fluxo de Caixa - Método Indireto (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

6.01 6.01.01

Caixa Líquido Atividades Operacionais

-7.693

-204.103

Caixa Gerado nas Operações

30.254

62.556

6.01.01.01

Lucro Líquido antes do IRPJ e da CSLL

73.089

-30.271

6.01.01.02

Depreciação e Amortização

58.204

54.359

6.01.01.04

Resultado da Equivalência Patrimonial

-4.274

-8.117

6.01.01.06

Despesas com Juros e Variações Monetárias

25.977

12.856

6.01.01.07

Constituição ou Reversão de Provisões

-30.304

0

6.01.01.08

Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos

-70.034

-20.217

6.01.01.09

Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa

3.150

-2.109

6.01.01.10

Juros Pagos

-15.775

-6.438

6.01.01.11

Contigências

0

3.787

6.01.01.12

Atualização do Ativo Financeiro

-40.128

-40.727

6.01.01.13

Realização de Provisão para Perdas

-3.632

-7.043

6.01.01.14

Provisão para Passivo Atuarial

26.448

18.715

6.01.01.16

Ganhos ou Perdas em Participações Societárias

2

-279

6.01.01.17

Baixa de Ativo Indenizatório

7.455

87.219

6.01.01.18

Baixa de Ativo Imobilizado/Intangível

0

821

6.01.01.20

Provisão / Reversão para Perdas de Ativos

6.01.02

Variações nos Ativos e Passivos

6.01.02.02

Contas a Receber

6.01.02.03

Outros Ativos

6.01.02.04

Depósitos Judiciais

-5.498

-1.451

6.01.02.05

Fornecedores

78.220

442.054

6.01.02.06

Salários e Encargos Sociais

-2.854

-6.073

6.01.02.07

Tributos a Pagar

6.01.02.08

Taxas Regulamentares

6.01.02.11

Estoques

6.01.02.12

Ativos Regulatórios

6.01.02.13

Tributos a Recuperar

-30.640

20.719

6.01.02.14

Outros Passivos

5.643

3.233

6.01.02.15

Passivo Atuarial

-47.349

-52.360

6.02

Caixa Líquido Atividades de Investimento

-59.757

-42.214

6.02.01

Aquisições de Bens do Ativo Imobilizado e Intangível

-63.696

-42.214

6.02.02

Aumento de Capital

-3.861

0

6.02.03

Redução de Capital Investidas

7.800

0

6.03

Caixa Líquido Atividades de Financiamento

15.312

29.442

6.03.01

Partes Relacionadas

0

6.097

6.03.02

Amortização de Empréstimos

-87.627

-65.277

6.03.03

Ingressos de Empréstimos

102.940

88.633

6.03.05

Dividendos Pagos

-1

-11

6.05

Aumento (Redução) de Caixa e Equivalentes

-52.138

-216.875

6.05.01

Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes

449.789

664.506

6.05.02

Saldo Final de Caixa e Equivalentes

397.651

447.631

76

0

-37.947

-266.659

-230.937

-66.359

-28.198

-577.220

70.572

-40.902

163.172

10.667

1.856

1.033

-11.934

0

PÁGINA: 15 de 91


ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2015 à 31/03/2015 (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Capital Social Integralizado

Reservas de Capital, Opções Outorgadas e Ações em Tesouraria

Reservas de Lucro

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Outros Resultados Abrangentes

Patrimônio Líquido

Participação dos Não Controladores

Patrimônio Líquido Consolidado

5.01

Saldos Iniciais

1.017.700

316

1.345.927

0

-20.485

2.343.458

0

2.343.458

5.03

Saldos Iniciais Ajustados

1.017.700

316

1.345.927

0

-20.485

2.343.458

0

2.343.458

5.04

Transações de Capital com os Sócios

0

0

14

0

0

14

0

14

5.04.08

Reversão de Dividendos Prescritos

0

0

14

0

0

14

0

0

5.05

Resultado Abrangente Total

0

0

0

58.394

-2.637

55.757

0

55.757

5.05.01

Lucro Líquido do Período

0

0

0

55.757

0

55.757

0

0

5.05.03

Reclassificações para o Resultado

0

0

0

2.637

-2.637

0

0

0

5.05.03.02

Realização de Custo Atribuído

0

0

0

2.637

-2.637

0

0

0

5.07

Saldos Finais

1.017.700

316

1.345.941

58.394

-23.122

2.399.229

0

2.399.229

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido / DMPL - 01/01/2014 à 31/03/2014 (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Capital Social Integralizado

Reservas de Capital, Opções Outorgadas e Ações em Tesouraria

Reservas de Lucro

Lucros ou Prejuízos Acumulados

Outros Resultados Abrangentes

Patrimônio Líquido

Participação dos Não Controladores

Patrimônio Líquido Consolidado

5.01

Saldos Iniciais

1.017.700

316

929.133

0

190.313

2.137.462

0

2.137.462

5.03

Saldos Iniciais Ajustados

1.017.700

316

929.133

0

190.313

2.137.462

0

2.137.462

5.05

Resultado Abrangente Total

0

0

0

-64.826

-7.989

-72.815

0

-72.815

5.05.01

Lucro Líquido do Período

0

0

0

-72.815

0

-72.815

0

-72.815

5.05.03

Reclassificações para o Resultado

0

0

0

7.989

-7.989

0

0

0

5.05.03.02

Realização do Custo Atribuído

5.07

Saldos Finais

0

0

0

7.989

-7.989

0

0

0

1.017.700

316

929.133

-64.826

182.324

2.064.647

0

2.064.647

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

DFs Consolidadas / Demonstração do Valor Adicionado (Reais Mil) Código da Conta

Descrição da Conta

Acumulado do Atual Exercício 01/01/2015 à 31/03/2015

Acumulado do Exercício Anterior 01/01/2014 à 31/03/2014

7.01 7.01.01

Receitas

2.771.949

1.861.213

Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços

2.688.127

1.807.835

7.01.03 7.01.04

Receitas refs. à Construção de Ativos Próprios

86.972

51.225

Provisão/Reversão de Créds. Liquidação Duvidosa

-3.150

2.153

7.02 7.02.01

Insumos Adquiridos de Terceiros

-1.555.919

-1.194.413

Custos Prods., Mercs. e Servs. Vendidos

-1.464.905

-1.086.546

7.02.02

Materiais, Energia, Servs. de Terceiros e Outros

7.02.03

Perda/Recuperação de Valores Ativos

-7.674

-63.685

3.632

7.043

7.02.04 7.02.04.01

Outros

-86.972

-51.225

Custos Referentes a construção de Ativos Permanentes

-86.972

-51.225

7.03

Valor Adicionado Bruto

1.216.030

666.800

7.04 7.04.01

Retenções

-58.204

-54.359

Depreciação, Amortização e Exaustão

-58.204

-54.359

7.05

Valor Adicionado Líquido Produzido

7.06

Vlr Adicionado Recebido em Transferência

1.157.826

612.441

98.499

79.146

7.06.01

Resultado de Equivalência Patrimonial

7.06.02

Receitas Financeiras

7.07 7.08 7.08.01 7.08.02 7.08.03 7.08.03.01 7.08.03.02

Aluguéis

7.08.04 7.08.04.03

4.274

8.117

94.225

71.029

Valor Adicionado Total a Distribuir

1.256.325

691.587

Distribuição do Valor Adicionado

1.256.325

691.587

Pessoal

159.437

129.356

Impostos, Taxas e Contribuições

979.721

604.944

Remuneração de Capitais de Terceiros

61.410

30.102

Juros

61.714

24.540

-304

5.562

Remuneração de Capitais Próprios

55.757

-72.815

Lucros Retidos / Prejuízo do Período

55.757

-72.815

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

Comentário do Desempenho

1. Investimentos Os investimentos realizados em imobilizado, intangível e participações em PCHs pela Companhia no primeiro trimestre de 2015 chegaram a R$94,5 milhões ante R$63,4 milhões em 2014, sendo 48,9% superior ao mesmo período do ano anterior, conforme evidenciado no quadro a seguir:

R$

Investimento

31 de março 2015 %

R$

31 de março 2014 %

Análise Horizontal

Distribuição de Energia Elétrica Geração de Energia Elétrica

89.469 5.047

94,66 5,34

63.092 345

99,46 0,54

41,81% 1.362,9%

Total

94.516

100

63.437

100

48,99%

2. Mercado Acionário O Índice Bovespa – IBOVESPA fechou o 1º trimestre de 2015 com valorização de 2,29%. O Índice do Setor de Energia Elétrica – IEE apresentou valorização de 1,26% no mesmo período. As Ações Preferenciais – PN da Companhia apresentaram valorização expressiva de 27,38% nos três primeiros meses de 2015, recuperando parte da perda acumulada nos últimos anos e refletindo os resultados relativos ao exercício de 2014. O quadro a seguir apresenta as cotações finais em 31 de março de 2015 e respectivas variações percentuais das ações da Celesc e dos principais indicadores de mercado:

Celesc PN Celesc ON

Fechamento 31 de março 2015 R$18,98 R$39,82

Desempenho * Variação % 1o TRI 2015 27,38% 0,00%

51.150 2,29% IBOVESPA 27.504 1,26% IEE Fonte: DEF/DPRI *Variações percentuais com ajuste a proventos

Em 12 meses 15,03% -0,45% 1,46% 10,73%

3. Valor de Mercado da Ação Os valores de mercado das ações da Celesc, em 31 de março de 2015, conforme demonstrado no quadro acima são: R$18,98 para cada Ação Preferencial – PN e R$39,82 para cada Ação Ordinária – ON. Seu acionista majoritário é o Estado de Santa Catarina, detentor de 50,2% das Ações Ordinárias da Companhia, correspondentes a 20,2% do Capital Total. A estrutura acionária e societária da Celesc, em 31 de março de 2015 está apresentada no gráfico a seguir:

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

Comentário do Desempenho

Fonte: DEF/DPRI

4. Balanço Energético No primeiro trimestre de 2015, a energia fornecida pela Celesc D, para o mercado cativo, atingiu 4.733 GWh representando retração de 2,0% em comparação com o mesmo período do ano anterior, que atingiu 4.829 GWh. Com relação ao mercado total (incluindo consumidores livres), a redução foi de 1,6%, atingindo 6.191 GWh no primeiro trimestre de 2015 em comparação a 6.292 GWh no primeiro trimestre de 2014. No Gráfico abaixo podem ser observados os valores de consumo de cada classe no Mercado Cativo, como também o crescimento do Mercado Total.

Fonte: DCL/DPCM/DVME Nota: Demais Classes¹ = Poder Público + Iluminação Pública + Serviço Público + Revenda. Não considera Consumo Próprio.

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ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

Versão : 1

Comentário do Desempenho

5. Mercado de Energia Elétrica Variação 2015 Descrição

1º Trim

2014

Acumulado

1º Trim

Variação Vertical

Acumulado

Horizontal

1º Trim

Acum

1º Trim

Acum

2015

2015

2014

2014

1º Trim Acum 15-14

15-14

Receita de Vendas por Classe de Consumo em R$ mil (Líquido de ICMS) Residencial

654.783

654.783

472.112

472.112

37,5%

37,5%

40,2%

40,2%

38,7%

38,7%

Industrial

416.717

416.717

253.214

253.214

23,9%

23,9%

21,6%

21,6%

64,6%

64,6%

Comercial

422.310

422.310

274.336

274.336

24,2%

24,2%

23,4%

23,4%

53,9%

53,9%

Rural

97.523

97.523

67.178

67.178

5,6%

5,6%

5,7%

5,7%

45,2%

45,2%

Poder Público

46.423

46.423

27.217

27.217

2,7%

2,7%

2,3%

2,3%

70,6%

70,6%

Iluminação Pública

33.021

33.021

22.830

22.830

1,9%

1,9%

1,9%

1,9%

44,6%

44,6%

Serviço Público

27.092

27.092

16.941

16.941

1,6%

1,6%

1,4%

1,4%

59,9%

59,9%

1.697.869

1.697.869

1.133.828

1.133.828

97,2%

97,2%

96,6%

96,6%

Subtotal Suprimento TOTAL

48.824

48.824

39.853

39.853

2,8%

2,8%

3,4%

3,4%

1.746.693

1.746.693

1.173.680

1.173.680

100%

100%

100%

100%

49,7% 49,7% 22,5%

22,5%

48,8% 48,8%

Consumo por Classe em MWh Residencial

1.543.675

1.543.675

1.569.749

1.569.749

32,6%

32,6%

32,5%

32,5%

-1,7%

-1,7%

Industrial

1.061.865

1.061.865

1.120.498

1.120.498

22,4%

22,4%

23,2%

23,2%

-5,2%

-5,2%

Comercial

1.033.781

1.033.781

1.037.383

1.037.383

21,8%

21,8%

21,5%

21,5%

-0,3%

-0,3%

Rural

362.484

362.484

387.715

387.715

7,7%

7,7%

8,0%

8,0%

-6,5%

-6,5%

Poder Público

109.409

109.409

111.610

111.610

2,3%

2,3%

2,3%

2,3%

-2,0%

-2,0%

Iluminação Pública

143.562

143.562

143.471

143.471

3,0%

3,0%

3,0%

3,0%

0,1%

0,1%

83.215

83.215

84.398

84.398

1,8%

1,8%

1,7%

1,7%

-1,4%

-1,4%

4.337.991

4.337.991

4.454.824

4.454.824

91,6%

91,6%

92,3%

92,3%

-2,6%

-2,6%

395.400

395.400

374.055

374.055

8,4%

8,4%

7,7%

7,7%

5,7%

5,7%

4.733.391

4.733.391

4.828.879

4.828.879

100%

100%

100%

100%

-2,0%

-2,0%

128,1%

128,1%

41,0%

41,0%

Serviço Público Subtotal Suprimento TOTAL

Preço Médio Unitário do MWh em R$ Residencial

424,17

424,17

300,76

300,76

118,3%

118,3%

Industrial

392,44

392,44

225,98

225,98

109,4%

109,4%

96,2%

96,2%

73,7%

73,7%

Comercial

408,51

408,51

264,45

264,45

113,9%

113,9%

112,6%

112,6%

54,5%

54,5%

Rural

269,04

269,04

173,27

173,27

75,0%

75,0%

73,8%

73,8%

55,3%

55,3%

Poder Público

424,31

424,31

243,86

243,86

118,3%

118,3%

103,9%

103,9%

74,0%

74,0%

Iluminação Pública

230,01

230,01

159,13

159,13

64,1%

64,1%

67,8%

67,8%

44,5%

44,5%

Serviço Público

325,56

325,56

200,72

200,72

90,8%

90,8%

85,5%

85,5%

62,2%

62,2%

Subtotal

391,40

391,40

254,52

254,52 109,1% 109,1% 108,4% 108,4%

53,8% 53,8%

Suprimento

123,48

123,48

106,54

106,54

34,4%

34,4%

45,4%

45,4%

15,9%

TOTAL Fonte: DCL

358,70

358,70

234,80

234,80

100%

100%

100%

100%

52,8% 52,8%

15,9%

6. Recursos Humanos O grupo Celesc encerrou o primeiro trimestre de 2015, com um quadro funcional de 3.308 empregados. O total de empregados representa um acréscimo de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior (3.071 empregados), em função de novas admissões ocorridas nos concursos públicos realizados em 2013 e 2014.

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Comentário do Desempenho

7. Desempenho Econômico Financeiro O lucro líquido do primeiro trimestre de 2015 apresentado pela Companhia foi de R$55,8 milhões, que representa um aumento de 176,57%, se comparado ao mesmo período de 2014 (prejuízo líquido de R$72,8 milhões). Por meio dos indicadores econômicos, as informações consolidadas do desempenho da Companhia em 31 de março de 2015 em relação ao mesmo período do ano anterior, são as seguintes:

Dados Econômico-Financeiros

Receita Operacional Bruta - ROB Receita Operacional Líquida - ROL Resultado das Atividades EBITDA Ajustado EBITDA Margem EBITDA Ajustado (EBITDA/ROL) Margem EBITDA (EBITDA/ROL) Margem Líquida (LL/ROL) Resultado Financeiro Ativo Total Imobilizado Patrimônio Líquido Lucro (Prejuízo) Líquido

31 de março 2015

31 de março 2014

2.775.099 1.814.747 41.072 95.226 98.782 5,25% 5,44% 3,07% 32.017 6.501.321 222.284 2.399.230 55.757

1.859.060 1.300.394 (76.267) (29.472) (22.429) -2,27% -1,72% -5,60% 45.996 5.960.375 215.716 2.064.647 (72.815)

AH

49,27% 39,55% 153,85% 423,11% 540,42% 7,52 p.p. 7,16 p.p 8,67 p.p. -30,39% 9,08% 3,04% 16,21% 176,57%

O Grupo encerrou o primeiro trimestre de 2015 com uma Receita Operacional Bruta – ROB de R$2.775,1 milhões aumento de 49,27% em relação a 2014 num valor de R$1.859,1 milhões. A Receita Operacional Líquida – ROL evoluiu 39,55%, fechando o primeiro trimestre de 2015 em R$1.814,7 milhões em relação ao mesmo período de 2014 num valor de R$1.300,4 milhões. O EBITDA ajustado no primeiro trimestre de 2015 atingiu o valor de R$95,2 milhões e a Margem do EBITDA Ajustado passou de -2,27% no primeiro trimestre de 2014 para 5,25% em 2015.

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Comentário do Desempenho

A movimentação do Lucro/Prejuízo Líquido do Exercício antes dos Juros, Impostos, Resultado Financeiro e Depreciação/Amortização – EBITDA está detalhada a seguir:

Conciliação do EBITDA

Lucro/Prejuízo líquido IRPJ e CSLL corrente e diferido Resultado financeiro Depreciação e amortização

31 de março

31 de março

2015

2014

55.757 17.332 (32.017) 57.710 98.782

(72.815) 42.544 (45.996) 53.838 (22.429)

76 (3.632) 95.226

(7.043) (29.472)

(-) Efeitos Não Recorrentes Provisão Teste Impairment em Controlada Reversão Teste Impairment em Controlada (=) EBITDA Ajustado por Efeitos Não Recorrentes

8. Composição Acionária O Capital Social da Celesc atualizado, subscrito e integralizado, é de R$1.017,7 milhões, representado por 38.571.591 ações nominativas, sem valor nominal, sendo 15.527.137 ações ordinárias (40,26%) com direito a voto e 23.044.454 ações preferenciais (59,74%) sem direito a voto. As ações preferenciais têm prioridade no recebimento de dividendos à base de 25%, não cumulativos. A composição acionária, em número de ações dos acionistas com mais de 5% de qualquer espécie ou classe, está representada conforme o quadro a seguir: Ações Ordinárias Acionista Quantidade % Estado de Santa Catarina 7.791.010 50,18 Angra Partners Volt Fundo de Inv em Ações 5.140.868 33,11 Celos 1.340.274 8,63 Fundo de Investimentos Geração Futuro 257.600 1,65 Centrais Elétricas Brasileiras - Eletrobras* 4.233 0,03 Fundo de Investimentos Tarpon MCAP Poland FIA Outros 993.152 6,40 Total 15.527.137 40,26 Capital Social: R$1.017.700.000,00 e Capital Autorizado: R$1.340.000.000,00 * Companhia de Capital Aberto Fonte: DEF/DPRI

Base Acionária em 31 de março 2015 Ações Preferenciais Total Quantidade % Quantidade % 191 7.791.201 20,20 437.807 1,90 5.578.675 14,46 230.800 1,00 1.571.074 4,07 1.751.000 7,60 2.008.600 5,21 4.142.774 17,98 4.147.007 10,75 3.429.623 14,88 3.429.623 8,89 2.884.800 12,52 2.884.800 7,48 10.167.459 44,12 11.160.611 28,94 23.044.454 59,74 38.571.591 100

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Comentário do Desempenho

9. Participação Estrangeira no Capital Os investidores estrangeiros encerraram o primeiro trimestre de 2015 representando 19,33% do Capital Social total da Celesc, detendo um volume de 7.454.577 ações, na grande maioria ações preferenciais. Participação dos Investidores por Residência Investidores Estrangeiros Investidores Nacionais Total

Quantidade de Ações 7.454.577 31.117.014 38.571.591

% 19,33 80,67 100

Fonte: DEF/DPRI

10. Ações do Controlador, Administradores e Membros do Conselho Fiscal A Companhia está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme cláusula compromissória constante do seu Estatuto Social. Acionista Controlador Conselho de Administração Outros Acionistas Total Fonte: DEF/DPRI

Ações ON Quantidade % 9.229.460 59,44 1 6.297.676 40,56 15.527.137 100

Ações PN Quantidade % 234.305 1,02 3 22.810.146 98,98 23.044.454 100

Total Quantidade 9.463.765 4 29.107.822 38.571.591

% 24,54 75,46 100

11. Ações em Circulação Descrição Capital Total Ações em Circulação Fonte: DEF/DPRI

Ações ON – CLSC3 Quantidade % 15.527.137 100,00 6.297.676 40,56

Ações PN – CLSC4 Quantidade % 23.044.454 100,00 22.810.146 98,98

Total Quantidade % 38.571.591 100,00 29.107.822 75,46

12. Cláusula Compromissória A Companhia informa que está vinculada à arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme Cláusula Compromissória constante do seu Estatuto Social, em seu artigo 64o “A Companhia, seus acionistas, administradores e os membros do Conselho Fiscal obrigam-se a resolver, por meio de arbitragem, perante a Câmara de Arbitragem do Mercado, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada com ou oriunda, em especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos, das disposições contidas na Lei das Sociedades por Ações, no Estatuto Social da Companhia, nas normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional, pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em geral, além daquelas constantes do Regulamento do Nível 2, do Contrato de Participação no Nível 2, do Regulamento de Sanções e do Regulamento de Arbitragem da Câmara de Arbitragem do Mercado”.

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13. Auditores Independentes Conforme disposições contidas na Instrução CVM no 381, de 14 de janeiro de 2003, e ratificadas pelo Ofício Circular CVM/SEP/SNC no 02, de 20 de março de 2003, a Celesc informa que o Auditor Independente não prestou qualquer tipo de serviço além daqueles estritamente relacionados à atividade de auditoria externa.

Florianópolis, 15 de maio de 2015.

A Administração

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Notas Explicativas ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2015 - CENTRAIS ELETRICAS DE SANTA CATARINA S.A

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1. Contexto Operacional A Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. – Celesc, é uma sociedade anônima por ações de capital aberto com sede na Avenida Itamarati, 160, bairro Itacorubi, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Obteve seu primeiro registro em Bolsa de Valores em 26 de março de 1973, e hoje tem seus papéis negociados na bolsa de São Paulo no Nível 2 de Governança Corporativa da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros – BM&FBOVESPA S.A., em São Paulo e é controlada pelo Governo do Estado de Santa Catarina. A Companhia e suas controladas, controladas em conjunto e coligadas têm como atividade preponderante a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Além disso, atua no segmento de distribuição de gás natural canalizado. Em 31 de março de 2015, as principais controladas integrais consolidadas, investimentos de controle compartilhado e coligadas são:

Descrição

Controladas

Percentual de Participação Integralizado – % 31 de 31 de março dezembro 2015 2014 Direta Direta

Celesc Geração S.A. (Celesc G) Celesc Distribuição S.A. (Celesc D)

100 100

Descrição Direta

100 100

Percentual de Participação % 31 de 31 de março dezembro 2015 2014 Indireta Direta Indireta

Controladas em Conjunto Companhia de Gás de Santa Catarina – SCGÁS Empresa Catarinense de Transmissão de Energia S.A. – ECTE Campo Belo Energética S.A. Painel Energética S.A. Rondinha Energética S.A. Companhia Energética Rio das Flores S.A. Xavantina Energética S.A. Garça Branca Energética S.A.

17 30,88 -

30 32,5 32,5 25 40 49

17 30,88 -

30 32,5 32,5 25 40 -

Coligadas Dona Francisca Energética S.A. – DFESA Usina Hidrelétrica de Cubatão S.A.

23,03 40

-

23,03 40

-

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Notas Explicativas

1.1. Ambiente Regulatório O setor de energia elétrica no Brasil é regulado pelo Governo Federal, atuando por meio do Ministério de Minas e Energia – MME, o qual possui autoridade exclusiva sobre o setor elétrico. A política regulatória para o setor é definida pela ANEEL. O processo de desverticalização da atividade de distribuição de energia elétrica cumpre as disposições da Lei Federal no 10.848, de 15 de março de 2004, foi autorizado pela Lei Estadual no 13.570, de 23 de novembro de 2005, e recebeu anuência da ANEEL por meio da Resolução Autorizativa no 712, de 03 de outubro de 2006. 1.1.1. Das Concessões a) Celesc Distribuição S.A. Em 22 de julho de 1999, a Celesc assinou o Contrato no 56 de concessão de Distribuição de Energia Elétrica, o qual regulamenta a exploração dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica. Com o processo de desverticalização em 2006, a atividade de distribuição foi repassada à Celesc D. A referida concessão tem prazo de vigência até 07 de julho de 2015. A concessão da Celesc D não é onerosa, portanto, não há compromissos fixos e pagamentos a serem efetuados. Conforme o contrato de concessão, ao término do prazo de vigência, os bens e instalações vinculados à distribuição de energia elétrica passarão a integrar o patrimônio da União, mediante indenização dos investimentos realizados ainda não amortizados, desde que autorizados pela ANEEL e apurados por auditoria do próprio órgão regulador. Considerando que as condições estabelecidas pelo ICPC01 – Contratos de concessão foram integralmente atendidas, a Administração da Celesc D concluiu que seu contrato de concessão está dentro do escopo do ICPC01 e, portanto, os bens vinculados à concessão estão bifurcados em ativo intangível e ativo indenizável. O reajuste tarifário ocorre no dia 07 de agosto de cada ano e a revisão tarifária periódica a cada quatro anos. A Celesc D detém a concessão para exploração da atividade de distribuição de energia elétrica até 7 de julho de 2015, e enquadra-se nos termos da Medida Provisória no 579/2012, convertida na Lei Federal no 12.783 em janeiro de 2013. Em 18 de setembro de 2012, a Companhia solicitou a prorrogação do respectivo contrato de concessão, nas mesmas condições atuais, resguardando seu direito de rever este pedido caso haja alteração nas condições contratuais vigentes. Em 15 de outubro de 2012 a Companhia ratificou o pedido de prorrogação. Em 17 de janeiro de 2014 a ANEEL enviou para a Companhia o Ofício Circular 01/2014DR/ANEEL informando que está analisando o requerimento de prorrogação da concessão, cabendo ao Poder Concedente a decisão final sobre a aprovação deste pedido.

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Notas Explicativas

Até 31 de março de 2015 os termos da prorrogação ainda não eram conhecidos pela Administração. A expectativa da Administração da Companhia é de que este pedido de prorrogação seja aprovado pelo Poder Concedente, em condições semelhantes as atuais e pelo prazo de 30 anos. Adicionalmente a Administração entende que, caso não haja tempo hábil até o final do prazo do contrato de concessão para que o Poder Concedente realize uma ampla discussão e aprove o pedido de prorrogação da concessão, poderá haver prorrogação provisória do contrato de concessão até que as regras definitivas sejam estipuladas. b) Celesc Geração S.A. Com forte atuação no segmento de geração de energia elétrica, ênfase nas áreas de operação e manutenção de usinas e comercialização de energia elétrica, a controlada Celesc G, conforme definido no contrato de concessão ANEEL no 55, de 22 de julho de 1999, na sua cláusula segunda possui as seguintes concessões para geração de energia elétrica: Central Geradora Palmeiras – Rio dos Cedros (ii) Bracinho – Rio Bracinho (ii) Garcia – Rio Garcia (ii) Cedros – Rio dos Cedros (ii) Salto – Rio Itajaí-Açu (ii) Celso Ramos – Rio Chapecozinho (iii) Pery – Rio Canoas (iv) Caveiras – Rio Caveiras Ivo Silveira – Rio Santa Cruz (ii) Pirai – Rio Pirai São Lourenço – Rio São Lourenço Rio do Peixe – Rio do Peixe Total da Capacidade Instalada

Localidade Rio dos Cedros/SC Schroeder/SC Angelina/SC Rio dos Cedros/SC Blumenau/SC Faxinal do Guedes/SC Curitibanos/SC Lages/SC Campos Novos/SC Joinville/SC Mafra/SC Videira/SC

Capacidade Instalada (MW) 24,6 15 8,9 8,4 6,3 5,3 30 3,8 2,6 0,8 0,4 0,4 106,5

Data de Vencimento da Concessão 07/11/2016 07/11/2016 07/07/2015 07/11/2016 07/11/2016 22/11/2021 09/07/2017 10/07/2018 07/07/2015 (i) (i) (i)

(i) Centrais geradoras que não possuem prazo determinado de concessão. (ii) Conforme requerido pela MP no 579/2012 foi protocolado pedido de prorrogação de concessão em 15 de outubro de 2012 das Pequenas Centrais Elétricas – PCHs afetadas pela referida MP. A Administração da Companhia analisou as condições estabelecidas para a prorrogação do prazo de concessão, bem como os potenciais efeitos econômico-financeiros e os efeitos tributários sobre os valores da indenização e das tarifas, e ainda, realizou diversos estudos internos, a fim de concluir sobre a não antecipação do prazo de concessão. Por meio de Reunião Extraordinária realizada em 22 de novembro de 2012 o Conselho de Administração da Companhia acompanhando o entendimento da Diretoria Executiva deliberou pela não adesão aos termos de renovação antecipada das concessões das usinas da Celesc G com base na MP no 579/12.

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Notas Explicativas

(iii) Em 17 de março de 2015, por meio da Resolução Autorizativa no 5.078, a ANEEL, autorizou a ampliação de 5.300 kW para 12.815,92 kW a potência instalada da PCH Celso Ramos e prorroga a concessão por um prazo de 20 anos, a contar da data de publicação da Resolução, condicionada a entrada em operação comercial das unidades geradoras 3 e 4 até a data de vencimento da atual concessão. A ANEEL em 07 de abril de 2015 encaminhou em forma de minuta o segundo Termo Aditivo ao Contrato de Concessão de uso do bem público no 006/2013. O referido termo ainda não foi assinado. (iv) Foi excluída da decisão em relação à adesão às regras editadas pela MP 579/12, a Usina Pery, com questionamento realizado em âmbito judicial através de Ação Ordinária com pedido de liminar na Justiça Federal, com objetivo de discutir o mérito relativo ao direito de prorrogação da concessão pelos 20 anos, conforme previsto no Artigo no26, §7o da Lei Federal no 9.247, de 26 de dezembro de 1996, ou alternativamente, a prorrogação pelo regime híbrido, recomendado pela ANEEL, sendo o pedido acolhido e havendo suspensão do prazo de assinatura do Termo Aditivo ao Contrato de Concessão. A União recorreu desta decisão por meio de Agravo de Instrumento cujo pedido de efeito suspensivo foi negado no Tribunal Regional Federal – TRF da 4a Região (Porto Alegre). Em 17 de fevereiro de 2014, ocorreu decisão favorável proferida pelo Vice-Presidente do TRF-4 nos autos da Ação Cautelar interposta pela Celesc G, atribuindo-se novamente efeito suspensivo ao caso, até decisão final e encerramento do processo. Atualmente o processo encontra-se em fase de apreciação dos Recursos Excepcionais às Instâncias Superiores do Superior Tribunal de Justiça – STJ e Supremo Tribunal Federal – STF. A Celesc G possui ainda 8 (oito) empreendimentos (PCHs) construídos em parceria com investidores privados.

Central Geradora (em operação)

Localidade

PCH Rondinha PCH Belmonte PCH Bandeirante PCH Prata

Passos Maia/SC Belmonte/SC Bandeirante/SC Bandeirante/SC

Central Geradora (em construção)

Localidade

PCH Xavantina PCH Garça Branca (v)

Xanxerê/SC Anchieta/SC

Central Geradora (prospecção/projeto)

Localidade

PCH Campo Belo PCH Painel

Campo Belo do Sul/SC São Joaquim/SC

Potência Instalada (MW) 9,6 3,6 3,0 3,0

Percentual de Participação %

Potência Instalada (MW) 6,1 6,5

Percentual de Participação %

Potência Instalada (MW) 10,0 9,2

Percentual de Participação %

32,5 25,0 25,0 25,0

40,0 49,0

30,0 32,5

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(v) Em 24 de março de 2015, a Celesc G assinou contrato de cessão de participação societária com a Casaforte Energia S.A., adquirindo 49% do investimento da Garça Branca Energética S.A. A PCH Garça Branca é uma SPE, de capital fechado a qual iniciou suas atividades em 15 de outubro de 2008 e seu prazo de duração é indeterminado, tendo como objeto específico exclusivo a implantação, operação, manutenção, geração e comercialização de energia elétrica. Está instalada nos municípios de Anchieta e Guaraciaba em Santa Catarina, possuindo capacidade instalada de 6,5MW. c) Companhia de Gás de Santa Catarina S.A. – SCGÁS A SCGÁS é a empresa responsável pela distribuição do gás natural canalizado em Santa Catarina. Além da Celesc, são seus acionistas a Gaspetro, subsidiária da Petrobras responsável pela participação em empreendimentos relacionados à área de gás; a Mitsui Gás e Energia do Brasil, empresa privada incorporada ao Grupo Mitsui em abril de 2006 com a aquisição da Gaspart/Gás Participações, e a Infragás – Infraestrutura de Gás para a Região Sul, empresa constituída em 13 de dezembro de 1990, com o objetivo específico de viabilizar a implantação da infraestrutura para o fornecimento do gás natural na região Sul. O contrato de concessão para exploração desses serviços foi firmado em 28 de março de 1994 com prazo de vigência de 50 anos, contados dessa data. d) Empresa Catarinense de Transmissão de Energia – ECTE A ECTE tem como objeto social principal a prestação de serviços de planejamento, implantação, construção, operação e manutenção de instalações de transmissão de energia elétrica, incluindo os serviços de apoio e administrativos, programações, medições e demais serviços necessários à transmissão de energia elétrica. Por meio do Contrato de Concessão de Serviço Público de Transmissão de Energia Elétrica no 88/2000 – ANEEL, datado de 1o de novembro de 2000, celebrado com a União, a ANEEL, outorgou à ECTE a concessão de Serviço de Transmissão de Energia Elétrica, pelo prazo de 30 anos, que consiste na implantação, manutenção e operação da linha de transmissão de 525 kV, com 252,5 km de extensão, com origem na subestação de Campos Novos e término na subestação de Blumenau, no estado de Santa Catarina. A Celesc é detentora de 30,88% de participação no Capital Social da Companhia. O sistema ECTE integra a Rede Básica do Sistema Interligado Nacional, cuja coordenação e controle da operação de transmissão de energia elétrica, sob a fiscalização e regulação da ANEEL é do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, pessoa de direito privado, sem fins lucrativos, entidade autorizada pelo Ministério de Minas e Energia – MME.

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e) Dona Francisca Energética S.A. – DFESA Concessionária produtora independente de energia elétrica, a DFESA é proprietária da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, construída no rio Jacuí, no Rio Grande do Sul, com capacidade instalada de 125 MW e energia assegurada de 80 MW. O empreendimento foi inaugurado em maio de 2001. O contrato de concessão da DFESA datado de 28 de agosto de 1998 e tem prazo de vigência de 35 anos. A Celesc detém 23,03% das ações ordinárias da empresa. f) Legislações Aplicáveis as Concessões i) Decretos no 7.945 de 07 de Março de 2013 e no 8.221 de 01 de Abril de 2014 – Aporte Conta de Desenvolvimento Energético – CDE O Decreto no 7.945/13 instituiu o repasse de recursos da CDE, às concessionárias de distribuição, dos custos relacionados abaixo: i. A exposição ao mercado de curto prazo das usinas hidrelétricas contratadas em regime de cotas de garantia física de energia e de potência, por insuficiência de geração alocada no âmbito do Mecanismo de Relocação de Energia – MRE (Risco Hidrológico); ii. A exposição no mercado de curto prazo das distribuidoras, por insuficiência de lastro contratual em relação à carga realizada, relativa ao montante de reposição não recontratado em função da não adesão à prorrogação de concessões de geração de energia elétrica (Exposição Involuntária); iii. O custo adicional relativo ao acionamento de usinas termelétricas fora da ordem de mérito por decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE; e iv. O valor integral ou parcial do saldo positivo acumulado pela Conta de Compensação de Valores de Custos da Parcela A – CVA, relativo ao Encargo de Serviço do Sistema e à energia comprada para revenda. Para o item (iv), o governo federal emitiu em 1o de abril de 2014, o Decreto no 8.221 onde dispõe que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE criou e mantém a Conta no Ambiente de Contratação Regulada – CONTA-ACR, destinada a cobrir, total ou parcialmente, as despesas incorridas pelas concessionárias de serviço público de distribuição de energia elétrica. Em 27 de março de 2015 a ANEEL, por meio do Despacho no 773, fixou para a Celesc D o montante de R$136.672 para cobertura da CONTA-ACR, a serem repassados nas contas correntes vinculadas a Liquidação das Operações do Mercado de Curto Prazo junto a CCEE, referentes as competências de novembro e dezembro de 2014. Os valores foram recebidos pela Celesc D em 31 de março de 2015.

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Estes valores foram reconhecidos contabilmente em 27 de março de 2015 na Rubrica de Outros Créditos a Receber, em contrapartida de redução do Ativo Financeiro. ii) Resolução Homologatória no 1.574 de 30 de Julho de 2013 – Subvenção e Repasse da CDE A ANEEL por meio da Nota Técnica no 252, de 31 de julho de 2014, homologou o repasse pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras à Celesc D, referente aos descontos incidentes sobre as tarifas aplicáveis aos usuários do serviço público de distribuição de energia elétrica, no valor mensal de R$35.407, competência de agosto de 2014 a julho de 2015. Em 27 de fevereiro de 2015, por meio da Resolução Homologatória no 1.858, a ANEEL homologou o novo valor mensal de R$40.102 com vigência de março a julho de 2015. Estes valores foram contabilizados na Rubrica de Outros Créditos a Receber, em contrapartida da Receita Operacional Bruta na Rubrica de Doações, Contribuições e Subvenções Vinculadas ao Serviço Concedido. iii) Decreto no 8.401 de 04 de Fevereiro de 2015 – Bandeiras Tarifárias O Governo Federal, por meio do Decreto no 8.401 de 04 de fevereiro de 2015, criou a Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias. O Decreto no 8401/2015 estabelece que as bandeiras tarifárias deverão considerar as variações dos custos de geração por fonte termelétrica e da exposição aos preços de liquidação no mercado de curto prazo que afetam os agentes de distribuição de energia elétrica conectados ao Sistema Interligado Nacional – SIN. A ANEEL, por meio da Nota Técnica no 28 de 05 de fevereiro de 2015, regulamenta que os recursos provenientes da aplicação das bandeiras tarifárias pelos agentes de distribuição deverão ser revertidos à Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias, sendo repassados pela CCEE aos agentes de distribuição, considerando a diferença entre os custos de geração por fonte termelétrica e da exposição aos preços de liquidação no mercado de curto prazo e as receitas obtidas conforme cobertura tarifária vigente. As bandeiras tarifárias passam a ser acionadas conforme o seguinte critério: I - bandeira tarifária verde: será acionada nos meses em que o valor do Custo Variável Unitário – CVU da última usina a ser despachada for inferior ao valor de R$200,00 MWh; II - bandeira tarifária amarela: será acionada nos meses em que o valor do CVU da última usina a ser despachada for igual ou superior a R$200,00 MWh e inferior ao valor-teto do Preço de Liquidação de Diferenças – PLD, atualmente de R$388,48 MWh; e

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III - bandeira tarifária vermelha: será acionada nos meses em que o valor do CVU da última usina a ser despachada for igual ou superior ao valor-teto do PLD, de R$388,48 MWh. O sistema de Bandeiras Tarifárias permite adaptar de maneira dinâmica o repasse dos custos extras da geração de energia aos consumidores via tarifa. Anteriormente, todo esse custo era repassado para a tarifa no reajuste anual ou nas revisões extraordinárias. O Governo entende ainda que a correta sinalização dos preços poderá sensibilizar a sociedade e os consumidores sobre sua responsabilidade no uso racional de recursos naturais limitados e dos impactos ambientais e econômicos resultantes do uso não eficiente da energia. A Celesc D aplicou para seus consumidores nos meses de janeiro a março de 2015 a bandeira tarifária vermelha. iv) Resolução Homologatória no 1.858 de 27 de Fevereiro de 2015 – Revisão Tarifária Extraordinária – RTE Em 27 de fevereiro de 2015, a ANEEL autorizou os índices de reajuste da tarifa referentes à RTE, para 58 concessionárias em todo o País. Os novos valores tarifários começaram a vigorar a partir de 2 de março e variam conforme a realidade de cada distribuidora. A RTE está prevista no Contrato de Concessão de Distribuição e na Lei Geral das Concessões e é o mecanismo utilizado para promover o equilíbrio econômico e financeiro das concessionárias diante de custos extras, quando não previstos nos processos ordinários de reajuste e, portanto, sem previsão de cobertura tarifária. Para os clientes da Celesc D, o Índice de Reposicionamento Tarifário a ser aplicado tem efeito médio de 24,8%, variando de 21,31% para os consumidores residenciais atendidos em baixa tensão a 29,90% para o Grupo A1 (indústria), atendido em tensão maior ou igual a 230 kV. Na Celesc D o índice de reajuste para cada nível de tensão, considerando a bandeira verde, é: Nível de Tensão Efeito Médio Nº de consumidores A1 (230kV ou mais) 29,90% 1 A2 (88kV a 138kV) 29,06% 44 A3 (69kV) 28,68% 25 A3a (30kV a 44kV) 28,68% 8 A4 (2,3 kV a 25kV) 24,64% 10.429 BT (menor que 2,3kV) 21,31% 2.779.792

Os valores da RTE da Celesc D tem o objetivo de cobrir o aumento do custo da compra de energia da Usina Itaipu, que sofreu variação de 46,14% no último mês de janeiro; a elevação em 1.292% dos encargos da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE,

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devido ao fim dos subsídios do Governo Federal aos programas sociais de universalização da energia elétrica e fomento à geração de energia alternativa; e também dos custos com a aquisição de energia em leilões de ajuste, necessários para atender o acréscimo da demanda. 2. Base de Preparação 2.1. Declaração de Conformidade 2.1.1. Informações Trimestrais Individuais e Consolidadas As Informações Trimestrais Individuais e Consolidadas foram preparadas e estão sendo apresentadas de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 (R1) – Demonstrações Intermediárias e com a Norma Internacional IAS 34 – Interim Financial Reporting, emitida pelo International Accounting Standards Board – IASB, e apresentadas de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais – ITR. 2.2. Base de Mensuração 2.2.1. Moeda Funcional e Moeda de Apresentação As Informações Trimestrais, Individuais e Consolidadas, estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional da Companhia e também a moeda de apresentação do Grupo, e todos os valores arredondados para milhares de reais, exceto quando indicados de outra forma. 2.2.2. Estimativas e Julgamentos Contábeis Críticos As estimativas e os julgamentos contábeis são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência histórica e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros, consideradas razoáveis para as circunstâncias. Com base em premissas, a Companhia faz estimativas com relação ao futuro. Por definição, as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo, com probabilidade de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de Ativos e Passivos para os próximos períodos estão contempladas a seguir. a) Valor Justo de Outros Instrumentos Financeiros O valor justo de outros instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. A Companhia utiliza seu julgamento para escolher, dentre diversos métodos, o mais adequado, a partir do qual são definidas premissas que se baseiam principalmente nas condições de mercado existentes na data do balanço.

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b) Benefícios de Planos de Pensão O valor atual de obrigações de planos de pensão depende de uma série de fatores que são determinados com base em cálculos atuariais, que utilizam uma série de premissas. Entre as premissas usadas na determinação do custo/receita líquida para os planos de pensão, está a taxa de desconto. Quaisquer mudanças nessas premissas afetarão o valor contábil das obrigações dos planos de pensão. A Companhia utiliza a taxa de desconto apropriada ao final de cada exercício de acordo com as condições atuais de mercado. Esta é a taxa de juros que deveria ser usada para determinar o valor presente de futuras saídas de caixa estimadas, que devem ser necessárias para liquidar as obrigações de planos de pensão. Ao definir a taxa de desconto apropriada, o Grupo considera as taxas de juros de títulos privados de alta qualidade, sendo estes mantidos na moeda em que os benefícios serão pagos e que têm prazos de vencimento próximos aos prazos das respectivas obrigações de planos de pensão. Outras premissas importantes para as obrigações de planos de pensão se baseiam, em parte, em condições atuais do mercado. c) Imposto de Renda e Contribuição Social A Companhia reconhece provisões para situações em que é provável que valores adicionais de impostos sejam devidos. Quando o resultado final dessas questões for diferente dos valores inicialmente estimados e registrados, essas diferenças afetarão os ativos e passivos fiscais atuais e diferidos no período em que o valor definitivo for determinado. d) Contingências A Companhia atualmente está envolvida em diversas ações de natureza tributária, trabalhista, cível, regulatória e ambiental. Provisões são reconhecidas para os casos que representem perdas prováveis. A Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada como resultado de eventos passados e é provável que uma saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação e o seu valor possa ser estimado com segurança. A probabilidade de perda é avaliada baseada nas evidências disponíveis, incluindo a avaliação de advogados externos. e) Impairment de Ativos Não Financeiros A capacidade de recuperação dos ativos que são utilizados nas atividades da Companhia é avaliada sempre que eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil de um ativo ou grupo de ativos pode não ser recuperável com base em fluxos de caixa futuros. Se o valor contábil destes ativos for superior ao seu valor recuperável, o valor líquido é ajustado e sua vida útil readequada para novos patamares.

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f) Uso do Bem Público – UBP São os valores contratados relativos ao direito do UBP para exploração do potencial de energia hidráulica, decorrentes de contratos de concessão onerosa com a União, demonstrados ao custo amortizado e atualizados pelas taxas de juros ou índices contratuais incorridos até a data do balanço, ajustados a valor presente, com base em uma taxa de desconto aprovada pela diretoria da Companhia. A obrigação está registrada no passivo circulante e não circulante segregada dos encargos financeiros, e, a despesa financeira e a amortização são reconhecidas no resultado. 3. Resumo das Principais Políticas Contábeis A base de preparação e as políticas contábeis são as mesmas utilizadas nas Demonstrações Financeiras anuais do exercício findo em 31 de dezembro de 2014. Assim, e como descrito no Ofício Circular CVM/SNC/SEP no 03/2011, a Companhia optou por apresentar as Notas Explicativas nessa ITR de forma resumida nos casos em que não haja mudanças em relação ao apresentado nas demonstrações anuais. Nesses casos, foi indicada a localização da Nota Explicativa completa na Demonstração Financeira Anual, para evitar prejuízo ao entendimento da posição financeira e do desempenho da Companhia durante o período intermediário. Portanto, as correspondentes informações devem ser lidas na nota resumo das principais políticas contábeis àquelas Demonstrações Financeiras. 3.1 Novas Normas e Interpretações As seguintes novas normas foram emitidas pelo IASB mas não estão em vigor para o exercício de 2015 A adoção antecipada de normas, embora encorajada pelo IASB, não é permitida, no Brasil, pelo Comitê de Pronunciamento Contábeis – CPC. IFRS 15 – Receita de Contratos com Clientes: essa nova norma traz os princípios que uma entidade aplicará para determinar a mensuração da receita e quando ela é reconhecida. Ela entra em vigor em 1o de janeiro de 2017 e substitui a IAS 11 - "Contratos de Construção", IAS 18 - "Receitas" e correspondentes interpretações. A administração está avaliando os impactos de sua adoção. IFRS 9 – Instrumentos Financeiros: aborda a classificação, a mensuração e o reconhecimento de ativos e passivos financeiros. A versão completa do IFRS 9 foi publicada em julho de 2014, com vigência para 1o de janeiro de 2018. Ele substitui a orientação no IAS 39, que diz respeito à classificação e à mensuração de instrumentos financeiros. O IFRS 9 mantém, mas simplifica, o modelo de mensuração combinada e estabelece três principais categorias de mensuração para ativos financeiros: custo amortizado, valor justo por meio de outros resultados abrangentes e valor justo por meio do resultado. Traz, ainda, um novo modelo de perdas de crédito esperadas, em substituição ao modelo atual de perdas incorridas. O IFRS 9 abranda as exigências de efetividade do hedge,

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bem como exige um relacionamento econômico entre o item protegido e o instrumento de hedge e que o índice de hedge seja o mesmo que aquele que a administração de fato usa para fins de gestão do risco. A administração está avaliando o impacto total de sua adoção. Não há outras normas IFRS ou interpretações IFRIC que ainda não entraram em vigor que poderiam ter impacto significativo sobre a Companhia. 4. Gestão de Risco Financeiro 4.1. Fatores de Risco Financeiro As atividades da Companhia a expõem a diversos riscos financeiros: risco de mercado (incluindo risco cambial, de taxa de juros de valor justo, de taxa de juros de fluxo de caixa), risco de crédito e risco de liquidez. O programa de gestão de risco global do Grupo se concentra na imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no desempenho financeiro da Companhia. 4.2. Risco de Mercado 4.2.1. Risco Cambial Esse risco decorre da possibilidade de suas controladas virem a incorrer em perdas e em restrições de caixa por conta de flutuações nas taxas de câmbio, aumentando os saldos de passivo denominados em moeda estrangeira. A subsidiária Celesc D está exposta em suas atividades operacionais, à variação cambial na compra de energia elétrica de Itaipu. O mecanismo de compensação (CVA) protege as empresas de eventuais perdas. Entretanto, esta compensação se realizará somente pelo consumo e consequente faturamento de energia ocorrido após o reajuste tarifário subsequente, no qual tenham sido contempladas tais perdas. 4.2.2. Risco do Fluxo de Caixa ou Valor Justo Associado com Taxa de Juros Este risco é oriundo da possibilidade da Companhia incorrer em perdas por conta de flutuações nas taxas de juros, ou outros indexadores de dívida, que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos captados no mercado ou diminuam a receita financeira relativa às aplicações financeiras da Companhia. A Celesc não tem pactuado contratos de derivativos para fazer face a este risco. 4.3. Risco de Crédito Surge da possibilidade da Companhia incorrer em perdas resultantes da dificuldade de recebimento de valores faturados a seus consumidores, concessionárias e permissionárias. Para reduzir esse tipo de risco e auxiliar seu gerenciamento a Companhia monitora as

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contas a receber de consumidores realizando diversas ações de cobrança incluindo a interrupção do fornecimento caso o consumidor deixe de realizar seus pagamentos. No caso dos consumidores, o risco de crédito é baixo devido à grande pulverização da carteira. 4.4. Risco de Liquidez A previsão de fluxo de caixa é realizada nas áreas operacionais da Companhia e consolidada pelo Departamento de Controladoria – DPCL. Esse departamento monitora as previsões contínuas das exigências de liquidez da Companhia para assegurar que ele tenha caixa suficiente para atender às necessidades operacionais. O excesso de caixa mantido pelas áreas operacionais, além do saldo exigido para administração do capital circulante, é administrado pelo Departamento Econômico Financeiro/Divisão de Tesouraria – DPEF/DVTS. Esse departamento investe o excesso de caixa em contas correntes com incidência de juros, depósitos a prazo, depósitos de curto prazo e títulos e valores mobiliários, escolhendo instrumentos com vencimentos apropriados ou liquidez suficiente para fornecer margem suficiente, conforme determinado pelas previsões acima mencionadas. A tabela a seguir analisa os ativos e passivos financeiros não derivativos da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela são os fluxos de caixa contratados não descontados. Consolidado 31 de março 2015 Taxas % Contas a Receber Caixa e Equivalente de Caixa Subsídio Decreto nº 7.891/13 Ativo Financeiro – “Parcela A” CVA Total Ativo

Empréstimo Bancário Eletrobras Finame Debêntures Fornecedores Total Passivo

13,07% a.a.(i)

110% e 121,5% CDI 5% a.a. 2,5% a 8,7% a.a. CDI + 1% a.m.

1.217.765 397.651 252.543 38.739 1.906.698

De um a três meses 21.177 77.877 99.054

De três meses a um Ano 6.965 363.231 370.196

Entre um e cinco anos 4.942 4.942

23.274 3.975

43.362 7.747

203.955 35.699

503 529.727 557.479

849 237.836 289.794

3.836 243.490

Menos de um mês

Acima de 5 anos

Total

19 19

1.250.868 397.651 252.543 479.847 2.380.909

144.584 82.426

5.979

415.175 135.827

22.893 415.827 665.730

9.741 15.720

37.823 415.827 767.563 1.772.215

(i) Taxa selic projetada para os próximos 12 meses.

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4.5. Riscos Operacionais 4.5.1. Risco Quanto à Escassez de Energia Elétrica O Sistema Elétrico Brasileiro é abastecido predominantemente pela geração hidrelétrica. Um período prolongado de escassez de chuva durante a estação úmida reduzirá o volume de água nos reservatórios dessas usinas, trazendo como consequência o aumento no custo na aquisição de energia no mercado de curto prazo e a elevação dos valores de Encargos de Sistema em decorrência do despacho das usinas termelétricas. Numa situação extrema poderá ser adotado um programa de racionamento, que implicaria em redução de receita. 4.5.2. Risco de Não Renovação das Concessões A Companhia possui concessões para exploração dos serviços de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e distribuição de gás e tem a expectativa de que estas sejam prorrogadas pelo poder concedente. Em 18 de setembro de 2012, a Celesc D protocolou o pedido de prorrogação para a concessão do contrato no 56/1999, conforme permitido pela MP no 579/2012, convertida na Lei Federal no 12.783/2013 e passou a ser regulamentada pelo Decreto Federal no 7.891, de 23 de janeiro de 2013, ratificando a solicitação em 15 de outubro de 2012. Dessa forma a Administração da Companhia considera remoto o risco de não prorrogação da concessão de Distribuição de Energia Elétrica. Para o contrato de concessão no 55/1999 de geração de energia, a Companhia optou pela não renovação. 4.5.3. Análise de Sensibilidade Adicional Requerida pela CVM Apresenta-se a seguir o quadro demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros, que descreve os riscos que podem gerar efeitos materiais para a Companhia, com cenário mais provável (cenário I) segundo avaliação efetuada pela administração, considerando um horizonte de três meses, quando deverão ser divulgadas as próximas informações financeiras contendo tal análise. Adicionalmente, dois outros cenários são demonstrados, nos termos determinados pela Instrução CVM no 475, de 17 de dezembro de 2008, a fim de apresentar 25% e 50% de deterioração na variável de risco considerada, respectivamente (cenários II e III). A análise de sensibilidade apresentada considera mudanças com relação a determinado risco, mantendo constante todas as demais variáveis, associadas a outros riscos:

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Consolidado 31 de março 2015

Premissas

Efeitos das Contas sobre o Resultado

Saldo

(Cenário I)

CDI1 (%) Aplicações Financeiras Empréstimos Debêntures

192.426 (411.599) (312.503)

13,19 25.381 (54.290) (41.219)

16,49 31.731 (67.873) (51.532)

19,79 38.081 (81.455) (61.844)

462.500

13,07 60.449

16,34 75.573

19,61 90.696

2.819.798

3,15 88.824

3,94 111.100

4,73 133.376

SELIC (%) Ativo Financeiro – Parcela A - CVA IGPM2 (%) Ativo Indenizatório (Concessão)

(Cenário II) (Cenário III)

4.6. Gestão de Capital Os objetivos da Companhia ao administrar seu capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Celesc para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a política de pagamento de dividendos, devolvendo capital aos acionistas ou ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. Condizente com outras empresas do setor, a Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazo) e debêntures, subtraído do montante de Caixa e Equivalentes de Caixa. O capital total é apurado por meio da soma do Patrimônio Líquido com a dívida líquida. 31 de março 2015 572.365 312.503 (397.651)

Consolidado 31 de dezembro 2014 556.465 302.888 (449.789)

487.217

409.564

Total do Patrimônio Líquido

2.399.230

2.343.458

Total do Capital

2.886.447

2.753.022

16,88%

14,88%

Descrição Total dos Empréstimos Debêntures Menos: Caixa e Equivalentes de Caixa Dívida Líquida

Índice de Alavancagem Financeira (%) 1 2

Curva de juros futuros – BM&F DI 1 FUT M15 com vencimento em 03/08/2015 – (fechamento 17/04/2015) IGPM – Índice Geral de Preços do Mercado

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Notas Explicativas

4.7. Estimativa do Valor Justo Pressupõe-se que os saldos das Contas a Receber de Clientes e Contas a Pagar aos Fornecedores pelo valor contábil, menos a perda por impairment, esteja próxima de seus valores justos. O valor justo dos Passivos Financeiros, para fins de divulgação, é estimado mediante o desconto do fluxo de caixa contratual futuro pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para a Companhia para instrumentos financeiros similares. A Companhia aplica o CPC 40 (R1) para instrumentos financeiros mensurados no Balanço Patrimonial pelo valor justo, o que requer divulgação das mensurações do valor justo pelo nível da seguinte hierarquia de mensuração pelo valor justo:  Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos idênticos (Nível 1).  Informações, além dos preços cotados, incluídas no Nível 1 que são adotadas pelo mercado para o Ativo ou Passivo, seja diretamente, ou seja, como preços ou indiretamente, ou seja, derivados dos preços (Nível 2).  Inserções para os ativos ou passivos que não são baseadas nos dados adotados pelo mercado, ou seja, inserções não observáveis (Nível 3). A tabela a seguir apresenta os ativos do Grupo mensurados pelo valor justo em 31 de março de 2015. A companhia não possui passivos mensurados a valor justo nessa data base. Descrição

Consolidado Nível 3

Ativos Financeiros ao Valor Justo por Meio do Resultado Ações Ativos Financeiros Disponíveis para Venda Ativo Indenizatório (Concessão) Outros

2.982.668 217

Total do Ativo

3.120.146

137.261

A tabela a seguir apresenta os ativos do Grupo mensurados pelo valor justo em 31 de dezembro de 2014. A Companhia não possuía passivos mensurados a valor justo nessa data base. Descrição

Consolidado Nível 3

Ativos Financeiros ao Valor Justo por Meio do Resultado Ações Ativos Financeiros Disponíveis para Venda Ativo Indenizatório (Concessão) Outros

2.890.451 217

Total do Ativo

3.027.929

137.261

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Notas Explicativas

Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros incluem:  Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras para instrumentos similares;  Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, são utilizadas para determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes (vide notas explicativas 8.1 e 12). 5. Instrumentos Financeiros por Categoria A tabela a seguir apresenta os Instrumentos Financeiros por Categoria em 31 de março de 2015. Consolidado Descrição Ativo Caixa e Equivalentes Ações Ativo Indenizatório (Concessão) Contas a Receber de Clientes CCEAR-D (NE 10) Ativo Financeiro – “Parcela A" CVA Outros Passivo Fornecedores Empréstimos Debêntures

Ativos ao Valor Justo por Meio do Resultado

Outros Passivos Financeiros

Empréstimos e Recebíveis

Disponível para Venda

397.651 -

-

397.651 137.261 2.982.668 1.750.080 252.543 462.500 217 5.982.920

767.563 572.365 312.503 1.652.431

767.563 572.365 312.503 1.652.431

137.261 137.261

1.750.080 252.543 462.500 2.862.774

2.982.668 217 2.982.885

-

-

-

Total

A tabela a seguir apresenta os Instrumentos Financeiros por Categoria em 31 de dezembro de 2014. Consolidado Descrição Ativo Caixa e Equivalentes Ações Ativo Indenizatório (Concessão) Contas a Receber de Clientes CCEAR-D (NE 10) Ativo Financeiro – “Parcela A" CVA Outros Passivo Fornecedores Empréstimos Debêntures

Ativos ao Valor Justo por Meio do Resultado

Outros Passivos Financeiros

Empréstimos e Recebíveis

Disponível para Venda 2.890.451 -

-

137.261

449.789 1.519.143 240.635 450.566 2.660.133

217 2.890.668

-

449.789 137.261 2.890.451 1.519.143 240.635 450.566 217 5.688.062

-

-

-

689.343 556.465 302.888 1.548.696

689.343 556.465 302.888 1.548.696

137.261 -

Total

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Notas Explicativas

6. Qualidade do Crédito dos Ativos Financeiros A qualidade do crédito dos ativos financeiros pode ser avaliada mediante referência às classificações interna de cessão de limites de crédito: 31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

981.280 212.570 556.230

791.683 174.624 552.836

1.750.080

1.519.143

Descrição Contas a Receber de Clientes Grupo 1 – Clientes com Arrecadação no Vencimento Grupo 2 – Clientes com média de atraso entre 01 e 90 dias Grupo 3 – Clientes com média de atraso superior há 90 dias

Todos os demais ativos financeiros que a Companhia mantém, principalmente, contas correntes e aplicações financeiras são considerados de alta qualidade e não apresentam indícios de perdas. 7. Caixa e Equivalentes de Caixa O Caixa e Equivalentes de Caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de curto prazo e não para outros fins. A Companhia considera equivalentes de caixa uma aplicação financeira de conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa.

Descrição Recursos em Banco e em Caixa Aplicações Financeiras

31 de março 2015 129 9.706 9.835

Controladora 31 de dezembro 2014 167 16.749 16.916

31 de março 2015 205.225 192.426 397.651

Consolidado 31 de dezembro 2014 54.734 395.055 449.789

As Aplicações Financeiras são de alta liquidez, prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa, não estando sujeitos a risco significativo de mudança de valor. Esses títulos referem-se a Certificados de Depósito Bancários – CDBs, remunerados em média pela taxa de 100% da variação do CDI.

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Notas Explicativas

8. Títulos e Valores Mobiliários Os ativos não circulantes a valor justo por meio de resultado são mensurados com base no menor valor entre o valor contábil e o valor justo e não são depreciados ou amortizados.

Descrição Valor Justo por Meio de Resultado Ações Casan3 Disponível para Venda Outros Investimentos Não Circulante

31 de março 2015

Controladora 31 de dezembro 2014

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

137.261

137.261

137.261

137.261

217 137.478

217 137.478

217 137.478

217 137.478

8.1. Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Casan A Companhia possui 55.364.810 Ações Ordinárias – ON, e 55.363.250 Ações Preferenciais – PN, representando 15,48% do Capital Social da Casan. Por não possuir influência significativa na Casan a Companhia mensurou o valor justo de sua participação acionária. Tendo em vista a Casan não possuir liquidez em suas ações negociadas em bolsa de valores, a Celesc decidiu estabelecer por meio de bases consistentes e aceitas pelo mercado, um novo critério de avaliação do referido investimento, adotando o método do fluxo de caixa descontado. Desta forma, a Companhia determinou o valor justo da Casan com base nas informações econômico-financeiras da Casan. O custo histórico de aquisição das ações da Casan é de R$110.716. Em 2014, após nova avaliação, foi apurado o valor justo de R$137.261. Em 31 de dezembro de 2014 o investimento foi avaliado pelo método do fluxo de caixa descontado utilizando taxa de desconto 14,76%.

3

Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Casan

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Notas Explicativas

9. Contas a Receber de Clientes a) Consumidores, Concessionárias e Permissionárias

Descrição Consumidores Residencial Industrial Comércio, Serviços e Outros Rural Poder Público Iluminação Pública Serviço Público Suprimento a Outras Concessionárias Concessionárias e Permissionárias Transações no Âmbito da CCEE Outros Créditos

Saldos a Vencer

Vencidos até 90 dias

Vencidos há mais de 90 dias

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

296.873 286.910 217.425 46.928 31.728 20.885 17.344 918.093

100.718 44.038 35.961 9.963 2.993 198 214 194.085

49.426 364.460 64.905 7.149 33.747 16.225 1.092 537.004

447.017 695.408 318.291 64.040 68.468 37.308 18.650 1.649.182

358.619 639.863 264.764 53.230 66.111 34.398 15.730 1.432.715

49.532 10.358 3.297 63.187

12.095 6.390 18.485

6.009 13.217 19.226

67.636 10.358 22.904 100.898

54.287 13.190 18.951 86.428

981.280

212.570

556.230

1.750.080

1.519.143

(499.212) 1.250.868

(496.062) 1.023.081

1.244.492 6.376

1.016.683 6.398

Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD) com Clientes (b)

Circulante Não Circulante

b) Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa – PECLD com Clientes A composição, por classe de consumo está demonstrada a seguir:

Descrição Consumidores Residencial Industrial Têxtil (b.2) Comércio, Serviços e Outras Rural Poder Público Iluminação Pública Serviço Público Concessionárias e Permissionárias Outros

Circulante Não Circulante

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

49.416 195.021 136.128 61.409 4.598 31.843 15.203 1.011 1.105 3.478 499.212

49.799 191.062 136.128 61.337 4.612 32.528 15.022 991 1.105 3.478 496.062

363.084 136.128

359.934 136.128

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Notas Explicativas

b.1) Movimentação Consolidado Descrição Saldo em 31 de dezembro de 2014 Provisão Constituída no Período

Montante 496.062 6.404

Baixas de Contas a Receber

(3.254)

Saldo em 31 de março de 2015

499.212

b.2) Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa – PECLD com o Setor Têxtil No ano de 2009 a Celesc Distribuição S.A. efetuou um plano de ação de recuperação de débitos para empresas do ramo têxtil entre elas Buettner S.A., Companhia Industrial Schlösser S.A., Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A., Têxtil RenauxView S.A. e Tecelagem Kuehnrich – TEKA. Em 2011, a Buettner S.A. e a Companhia Industrial Schlösser S.A. entraram em recuperação judicial e com base na probabilidade de recuperação desses valores ser remota, a Celesc D provisionou o montante de R$18.231 em 2011 e R$16.888 em 2012, que representa a totalidade do crédito que a Celesc possui com essas empresas. Em 2012, a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A. também entrou em liquidação judicial, todavia apresentou plano de recuperação judicial. Em 15 de julho de 2013, o Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina, Comarca de Brusque, Vara Comercial, decretou a falência da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A.. Dessa forma, no terceiro trimestre de 2013, a Companhia registrou a perda no montante de R$42.992. Ainda em 2012, a TEKA deu entrada em um pedido de recuperação judicial perante a Comarca de Blumenau, Santa Catarina. Tendo em vista o plano de recuperação ainda não ter sido aprovado e a probabilidade de recebimento do referido valor ser remota na avaliação da Administração, a Celesc D constituiu provisão da totalidade do parcelamento que a TEKA possui com a empresa no montante de R$55.794. Em relação à empresa Têxtil RenauxView S.A., a administração da Celesc D, considerando a inadimplência da dívida referente ao contrato de parcelamento, e em virtude da remota possibilidade de recebimento constituiu provisão da totalidade do valor a receber no montante de R$45.215 em 2013.

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Notas Explicativas

10. Outros Ativos Circulantes

31 de março 2015 14.212 252.543 12.378 11.103 2.195 35.392 953 1.673 7.156 462.500 2.982.668 17.493 3.800.266

Outros Créditos a Receber Dividendos Subsídio Decreto Nº 7.891/2013 – CCEAR-D Pessoal a disposição Adiantamento Proinfa Adiantamentos Diversos PIS/COFINS/ICMS Substituição Tributária Compartilhamento de Infraestrutura Conta Bandeiras Programa Baixa Renda Ativo Financeiro - Parcela A - CVA (Nota 11) Ativo Indenizatório (Nota 12) Outras contas

-

Consolidado 31 de dezembro 2014 14.212 240.635 6.060 11.103 445 23.179 9.433 9.917 450.566 2.890.451 13.324 3.668.435

11. Ativo Financeiro – Parcela A – CVA Consolidado

Descrição

31 de dezembro 2014

Adição

Baixa

Atualização

Amortização

31 de março 2015

Parcela A Conta de Desenv. Energético CDE Energia Comprada p/ Revenda Uso da Rede Básica Transporte de Energia de Itaipu CVA Anos Anteriores Proinfa Encargos de Serviço do Sistema ESS Saldo da Parcela A - CVA

19.179 583.421 33.602 606 1.688 5.509

14.481 247.799 13.393 112 -

(84.672) (353) (466) (769)

1.148 23.320 1.304 (8) 41 87

(3.258) (250.090) (2.018) (10) (679) (1.836)

31.550 519.778 45.928 234 1.050 2.991

(165.226)

(21.739)

24.525

(4.465)

43.996

(122.909)

478.779

254.046

(61.735)

21.427

(213.895)

478.622

12.091

(16.122)

(28.213)

-

-

-

12.091

(16.122)

450.566

254.046

(61.735)

21.427

(201.804)

462.500

Itens Financeiros Passivos Reg. - Neutralidade Encargos Setoriais Saldo Itens Financeiros Ativo Financeiro – Total Líquido

(28.213)

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Notas Explicativas

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

CVA 2014 - Período de 08.08.2013 a 07.08.2014

119.510

192.054

CVA 2015 - Período de 08.08.2014 a 07.08.2015

359.112

286.725

478.622

478.779

Descrição

Total da Parcela A – CVA

O Ativo Financeiro, incluído na conta de Compensação da Variação dos Custos da “Parcela A” – CVA, destina-se a contabilização dos custos não gerenciáveis, assim definidos pela ANEEL, e ainda não repassados às tarifas de fornecimento de energia elétrica. Os referidos custos integram a base dos reajustes tarifários e são apropriados ao resultado, à medida que a receita correspondente é faturada aos consumidores conforme determinado nas Portarias Interministeriais no 25 e no 116, de 24 de janeiro de 2002 e 04 de abril de 2003 respectivamente, e disposições complementares da ANEEL. O saldo dessa conta é atualizado com base na taxa de juros utilizada pelo Selic. A partir de 10 de dezembro de 2014, com a assinatura do aditivo ao contrato de concessão da Celesc D, o qual visou eliminar possíveis incertezas quanto às diferenças temporais oriundas da CVA e de outros componentes financeiros e com base no OCPC 08 – Reconhecimento de Determinados Ativos ou Passivos nos Relatórios Contábil-financeiro de Propósito Geral das Distribuidoras de Energia Elétrica, os ativos e passivos regulatórios passaram a ser reconhecidos como direitos e obrigações de maneira prospectiva. 12. Ativo Indenizatório – Concessão

Descrição

Em Serviço Ativo de Concessão – Distribuição de Energia (a)

Em Curso Ativo de Concessão – Distribuição de Energia (a) Total Circulante Não Circulante

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

2.819.798

2.676.623

2.819.798

2.676.623

162.870 162.870

213.828 213.828

2.982.668 2.982.668 -

2.890.451 2.890.451 -

Os contratos de concessão de distribuição de energia elétrica da Companhia estão dentro dos critérios de aplicação da Interpretação Técnica ICPC 01 (IFRIC12), que trata de contratos de concessões.

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Notas Explicativas

a) Ativo de Concessão – Distribuição de Energia Ativo Indenizatório 2.890.451

Em 31 de dezembro de 2014 (+) Novas Aplicações (-) Resgate (+) Ajuste VNR

59.544 (7.455) 40.128

Em 31 de março de 2015

2.982.668

(i) A Companhia reconheceu no período de três meses, findos em março de 2015, o montante de R$40.128, referente à atualização do ativo financeiro de concessão de distribuição de energia elétrica pelo Valor Novo de Reposição – VNR, atualizado pelo IGPM. 13. Tributos a Recuperar ou Compensar 31 de março 2015 2.825 2.825 2.825 -

Descrição ICMS4 PIS e COFINS5 IRPJ e CSLL6 Outros Total Circulante Não Circulante

Controladora 31 de dezembro 2014 4.001 101 4.102 4.102 -

31 de março 2015 40.731 402 59.314 2.801 103.248 80.835 22.413

Consolidado 31 de dezembro 2014 41.763 399 27.562 2.884 72.608 53.876 18.732

14. Transações com Partes Relacionadas a) Transações e Saldos

Descrição

Controladora Outros Créditos de Partes Relacionadas

Em 31 de dezembro de 2014 Governo do Estado de SC Rede Subterrânea (i) Em 31 de março de 2015 Governo do Estado de SC Rede Subterrânea (i)

4.262 4.262

4.262 4.262

4

Impostos sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS 5

Programa de Integração Social – PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS

6

Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL

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Notas Explicativas

Controladora Receitas Financeiras

Descrição Em 31 de março de 2014 Governo do Estado de SC SC Parcerias S.A.

Descrição

Em 31 de dezembro de 2014 Governo do Estado de SC ICMS Contas a Receber Rede Subterrânea (i) Celos

Em 31 de março de 2015 Governo do Estado de SC ICMS Contas a Receber Rede Subterrânea (i) Celos Rondinha Energética S.A.

368 368

Outros Créditos de Partes Relacionadas

Consolidado Outros Passivos de Partes Relacionadas

Tributos a Recolher

Tributos a Compensar

Contas Receber por Vendas

101.718 101.718

41.763 41.763

7.232 7.232

4.262 4.262

15.106 15.106

116.776 116.776

40.731 40.731

9.552 9.552

4.262 488 4.750

10.338 10.338

Consolidado Descrição Em 31 de março de 2014 Governo do Estado de SC ICMS Receita de Vendas SC Parcerias S.A.

Em 31 de março de 2015 Governo do Estado de SC ICMS Receita de Vendas

Tributos/ Deduções da Receita

Receita de Vendas

Receitas Financeiras

362.953 362.953

12.468 12.468

368 368

483.429 -

17.972

-

483.429

17.972

(i) Rede Subterrânea Em 1995, a Companhia firmou convênio de cooperação técnica com o Governo do Estado de Santa Catarina e a Prefeitura de Florianópolis para implantação de rede subterrânea de energia elétrica no centro de Florianópolis.

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Notas Explicativas

O montante em aberto refere-se ao valor a ser repassado pelo Governo do Estado de Santa Catarina à Companhia e está em processo de negociação. A Companhia está buscando junto ao Governo do Estado de Santa Catarina (Secretaria de Estado da Fazenda) alternativas para quitação do referido crédito. b) Remuneração do Pessoal Chave da Administração A remuneração dos administradores (Conselho de Administração – CA, Conselho Fiscal – CF e Diretoria Executiva) está demonstrada a seguir:

Descrição Administradores Honorários Encargos Sociais Outros

31de março 2015

Controladora 31de março 2014

31de março 2015

Consolidado 31de março 2014

1.088 294 24 1.406

1.060 361 34 1.455

1.088 294 24 1.406

1.060 361 34 1.455

15. Investimentos em Controladas e Coligadas

Descrição

Controladas Celesc D Celesc G Controladas em Conjunto SCGÁS ECTE Coligadas DFESA SPEs7 Cubatão (-) Provisão para Perda em Investimento

7

31de março 2015

Controladora 31de dezembro 2014

31de março 2015

Consolidado 31de dezembro 2014

1.694.540 366.441 2.060.981

1.651.364 351.334 2.002.698

-

-

83.329 50.319 133.648

84.717 46.818 131.535

83.329 50.319 133.648

84.717 46.818 131.535

28.911 3.353 (3.353) 28.911

26.689 3.353 (3.353) 26.689

28.911 32.539 3.353 (3.353) 61.450

26.689 37.397 3.353 (3.353) 64.086

2.223.540

2.160.922

195.098

195.621

Sociedade de Propósito Específico.

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Notas Explicativas

a) Informações sobre Investimentos Controladora

Descrição

Milhares de Ações da Companhia Ordinárias

Participação da Companhia

Patrimônio Líquido

Capital Social

Capital Votante

Total de Ativos

Lucro/Prejuízo Líquido do Período

Em 31 de dezembro de 2014 Celesc D Celesc G ECTE SCGÁS DFESA Cubatão

630.000 43.209 13.001 45.476 153.382 1.600

100% 100% 30,88% 17% 23,03% 40%

100% 100% 30,88% 51% 23,03% 40%

1.651.364 351.334 151.586 248.259 115.887 1.643

5.570.591 436.788 422.242 400.699 320.897 5.707

383.618 101.600 72.525 40.742 43.756 (2)

Em 31 de março de 2015 Celesc D Celesc G ECTE SCGÁS DFESA Cubatão

630.000 43.209 13.001 45.476 153.382 1.600

100% 100% 30,88% 17% 23,03% 40%

100% 100% 30,88% 51% 23,03% 40%

1.694.540 366.441 162.923 239.719 125.537 1.643

5.830.087 428.436 430.209 399.154 318.888 5.707

43.176 15.107 11.337 (6.004) 9.650 (48)

Consolidado

Descrição

Milhares de Ações da Companhia Ordinárias

Participação da Companhia Capital Social

Capital Votante

Patrimônio Líquido

Total de Ativos

Lucro/Prejuízo Líquido do Período

Em 31 de dezembro de 2014 ECTE SCGÁS DFESA Cubatão Rondinha Energética S.A. Painel Energética S.A. Campo Belo Energética S.A. Cia Energética Rio das Flores S.A. Xavantina Energética S.A.

13.001 45.476 153.382 1.600 21.125 4.745 1.350 7.455 162

30,88% 17% 23,03% 40% 32,5% 32,5% 30% 25% 40%

30,88% 51% 23,03% 40% 32,5% 32,5% 30% 25% 40%

151.586 248.259 115.887 1.643 60.513 5.498 6.033 31.466 15.592

422.242 400.699 320.897 5.707 86.598 5.498 6.446 49.132 26.690

72.525 40.742 43.756 (2) (3.637) (23) (52) 1.271 -

Em 31 de março de 2015 ECTE SCGÁS DFESA Cubatão Rondinha Energética S.A. Painel Energética S.A. Campo Belo Energética S.A. Cia Energética Rio das Flores S.A. Xavantina Energética S.A. Garça Branca Energética S.A.

13.001 45.476 153.382 1.600 12.838 4.745 1.350 7.705 163 1.908

30,88% 17% 23,03% 40% 32,5% 32,5% 30% 25% 40% 49%

30,88% 51% 23,03% 40% 32,5% 32,5% 30% 25% 40% 49%

162.923 239.719 125.537 1.643 33.823 5.533 6.058 31.994 15.592 3.978

430.209 399.154 318.888 5.707 62.582 5.536 6.486 48.761 30.983 4.398

11.337 (6.004) 9.650 (48) (1.169) (4) (27) (196) 51

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Notas Explicativas

b) Movimentação dos Investimentos Descrição

Celesc D

Celesc G

ECTE

SCGÁS

DFESA

Controladora Total

Em 31 de dezembro de 2014

1.651.364

351.334

46.817

84.718

26.689

2.160.922

Amortização Ágio – Concessão Resultado de Equivalência Patrimonial Em 31 de março 2015

43.176 1.694.540

15.107 366.441

3.502 50.319

(368) (1.021) 83.329

2.222 28.911

(368) 62.986 2.223.540

ECTE 46.817

SCGÁS 84.718

DFESA 26.689

SPEs 37.397

Consolidado Total 195.621

3.502 50.319

(368) (1.021) 83.329

2.222 28.911

3.861 (429) (8.288) (2) 32.539

3.861 (368) 4.274 (8.288) (2) 195.098

Descrição Em 31 de dezembro de 2014 Integralizações Amortização Ágio – Concessão Resultado de Equivalência Patrimonial Reversão de Dividendos Outros Ajustes Em 31 de março de 2015

O ágio gerado na aquisição da SCGÁS é amortizado pelo prazo de concessão de prestação de serviços públicos da referida empresa.

16. Imobilizado a) Composição do Saldo Consolidado

7.824

Reservatórios Barragens e Adutoras 47.375

Prédios e Construções 2.082

Máquinas e Equipamentos 13.055

20.036 (12.212) -

185.024 (42.202) (95.447)

13.081 (871) (10.128)

7.824

47.375

(1.260) 82

Em 31 de março de 2015 Custo do Imobilizado Provisão para Perdas (i) Depreciação Acumulada Em 31 de março de 2015

Descrição Em 31 de dezembro de 2014 Custo do Imobilizado Provisão para Perdas Depreciação Acumulada Em 31 de dezembro de 2014 Adições Depreciação (+/-) Transferências Perda Recuperabilidade de Ativos Realização de Provisão para Perdas

Terrenos

Outros

Obras em Andamento

712

161.302

232.350

65.343 (7.394) (44.894)

1.711 (31) (968)

161.302 -

446.497 (62.710) (151.437)

2.082

13.055

712

161.302

232.350

(8.212) 383 783

(666) -

(85) (194) 51

950

372

(4.349) 78 (76) 2.344

(267) -

950 (14.572) (76) 3.632

6.646

40.329

1.788

11.052

484

161.985

222.284

20.036 (12.130) (1.260) 6.646 64%

185.407 (41.419) (103.659) 40.329 24%

13.081 (499) (10.794) 1.788 30%

65.421 (5.125) (49.244) 11.052 32%

1.518 19 (1.053) 484 27%

161.985 161.985 0%

447.448 (59.154) (166.010) 222.284

Total

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Notas Explicativas

(i) A provisão para perdas registrada no montante de R$59.154 em 31 de março de 2015 é resultado principalmente da não renovação das concessões do parque gerador da Celesc G (Bracinho, Garcia, Ivo Silveira, Palmeiras, Rio dos Cedros e Salto) conforme decisão em Reunião Extraordinária do Conselho de Administração realizada em 22 de novembro de 2012, mencionada na Nota Explicativa 1.1. 17. Intangível

Descrição

Ágio Aquisição ECTE

31 de dezembro 2014

Amortizações

7.960

(126)

Controladora 31 de março 2015 7.834

Consolidado Contratos de Concessão (a)

Uso do Bem Público (b)

7.960

4.647

Itens em Andamento 3.525

2.720 (1.088) 1.632

14.248 (6.288) 7.960

6.279 (1.632) 4.647

3.525 3.525

1.003.592 (901.555) 102.037

2.966 (42.418) 44.821

(136) 1.496

(126) 7.834

(584) 4.063

236 3.761

3.202 (43.264) 61.975

979.786 (934.965) 44.821 13%

2.720 (1.224) 1.496 5%

14.248 (6.414) 7.834 0,2%

6.279 (2.216) 4.063 9%

3.761 3.761 0%

1.006.794 (944.819) 61.975

Em 31 de dezembro de 2014

84.273

Software Adquiridos 1.632

Custo Total Amortização Acumulada Em 31 de dezembro de 2014

976.820 (892.547) 84.273

Descrição

Adições Amortizações Em 31 de março de 2015 Custo Total Amortização Acumulada Em 31 de março de 2015 Taxa Média de Amortização %

Celesc D

Ágio

Celesc G

Total 102.037

O ágio gerado na aquisição da ECTE é amortizado pelo prazo de concessão de prestação de serviços públicos da referida empresa. a) Contratos de Concessão Em conformidade com a Interpretação Técnica ICPC 01 (R1), contabilidade de concessões, foi registrado no Ativo Intangível a parcela da infraestrutura que será utilizada durante a concessão, composta pelos ativos da distribuição de energia elétrica, líquidos das participações de consumidores (Obrigações Especiais). A ANEEL em conformidade ao marco regulatório brasileiro é responsável por estabelecer a vida útil econômica dos ativos de concessão do setor elétrico, estabelecendo periodicamente uma revisão na avaliação destas taxas. As taxas estabelecidas pela ANEEL são utilizadas nos processos de revisão tarifária, cálculo de indenização ao final da concessão e são reconhecidas como uma estimativa razoável da vida útil dos ativos da

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Notas Explicativas

concessão. Desta forma, estas taxas foram utilizadas como base para a avaliação e amortização do ativo intangível. b) Uso do Bem Público Em 11 de julho de 2013, o contrato de concessão no 006/2013, decorrente da alteração de regime de exploração formalizada pelo quarto termo aditivo ao contrato de concessão para geração de energia elétrica no 55/99, celebrado entre a Celesc G e a União, por intermédio da ANEEL, tem como objeto regular a exploração dos potenciais de energia hidráulica, por meio das Centrais Geradoras – PCH e Instalações de Transmissão de Interesse Restrito. A Celesc G iniciou recolhimento da quota mensal de Uso de Bem Público – UBP em 15 de agosto de 2013, por um prazo de 60 meses ou até o final da concessão de cada PCH à Eletrobras. O contrato de concessão firmado estabelece, dentre outros, o seguinte: pelo uso do bem público a Companhia pagará à União, pelo prazo de 5 anos contados da assinatura do contrato parcelas mensais equivalentes a 1/12 (um doze avos) do pagamento anual proposto, atualizado monetariamente pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tendo como base o índice relativo ao mês anterior ao da publicação do ato administrativo que aprovou a modificação do regime de exploração da concessão, não havendo prorrogação, os bens e instalações vinculados ao aproveitamento hidrelétrico passarão a integrar o patrimônio da União, mediante indenização dos investimentos realizados, desde que previamente autorizados e ainda não amortizados, apurada por auditoria da ANEEL. Em 30 de dezembro de 2014 foi emitido o Primeiro Termo Aditivo ao contrato de concessão nº 006/13, que alterou o regime de Exploração de Serviço Público de Energia para Produtor Independente de Energia Elétrica das UHE Caveiras e Palmeiras, passando a serem reguladas por tal contrato. A contrapartida do total dessa obrigação está registrada no ativo intangível e será amortizada pelo mesmo período de vigência da obrigação. A amortização mensal é de R$182,4 até junho de 2015. A estimativa dos fluxos de caixa para mensuração da UBP é decorrente da utilização da taxa de desconto definida pela Administração, de 6,44%. Centrais Geradoras PCH Garcia PCH Ivo Silveira PCH Cedros PCH Salto PCH Bracinho UHE Palmeiras PCH Pery UHE Caveiras PCH Celso Ramos

Valor das Parcelas UBP 24,0 6,4 22,8 17,7 27,0 35,7 55,7 5,9 12,8

Concessão até 07/07/2015 07/07/2015 07/11/2016 07/11/2016 07/11/2016 07/11/2016 09/07/2017 10/07/2018 23/11/2021

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Notas Explicativas

18. Resultado com Imposto de Renda Pessoa Jurídica – IRPJ e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL a) Composição do IRPJ e da CSLL Diferidos Líquidos

Descrição

Diferido Ativo 31 de 31 de março dezembro 2015 2014

Diferido Passivo 31 de 31 de março dezembro 2015 2014

Consolidado Diferido Líquido 31 de 31 de março dezembro 2015 2014

Diferenças temporárias Provisão para Contingências Provisão para Perdas em Ativos Benefício Pós-Emprego Custo Atribuído IR e CS Diferidos sobre Prejuízo Fiscal Efeitos do ICPC 01 - Contratos de Concessão Efeitos do CPC 38 - Instrumentos Financeiros Parcela A - CVA Outras Provisões

114.615 70.254 230.532 7.006 9.593 -

124.917 70.381 239.968 28.934 9.593 -

36.234 35.440 43.667 162.785 553

37.593 70.880 87.334 162.785 545

114.615 70.254 230.532 (36.234) 7.006 (35.440) (43.667) (153.192) (553)

124.917 70.381 239.968 (37.593) 28.934 (70.880) (87.334) (153.192) (545)

432.000

473.793

278.679

359.137

153.321

114.656

Consolidado 31 de março

31 de dezembro

2014

2013

Ativo

168.145

130.068

Passivo

(14.824)

(15.412)

Tributo Diferido Líquido

153.321

114.656

b) Realização dos Ativos Diferidos A base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não apenas do lucro gerado, mas da existência de receitas não tributáveis, despesas não dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, sem correlação imediata entre o lucro líquido da Companhia e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Desse modo, a expectativa da utilização dos créditos fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia. A realização tem como base o Plano de Ação para Demonstrar a Sustentabilidade Econômico-Financeira da Celesc D apresentado para a ANEEL em novembro de 2013. Em atendimento a Instrução CVM no 371 de 27 de junho de 2002, a Administração da Companhia considera que os ativos diferidos provenientes das diferenças temporárias serão realizados, na proporção da resolução final das contingências e dos eventos a que se referem quando serão compensados com os lucros tributáveis.

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Notas Explicativas

Os tributos diferidos sobre o passivo atuarial de benefícios a empregados estão sendo realizados pelo pagamento das contribuições. As estimativas de realização para o saldo do total do ativo de 31 de março de 2015 são:

Ano 2015 2016 2017 2018 Acima de 2018 Total

Consolidado 31 de dezembro 2014 82.918 40.261 40.261 48.522 261.831 473.793

31 de março 2015 41.125 40.261 40.261 48.522 261.831 432.000

c) Conciliação do IRPJ e da CSLL Corrente e Diferido A conciliação entre a despesa de imposto de renda e de contribuição social pela alíquota nominal e pela efetiva está demonstrada a seguir:

Lucro antes do IRPJ e a CSLL Alíquota Nominal Combinada do IRPJ e da CSLL IRPJ e SCLL Adições e Exclusões Permanentes Equivalência Patrimonial Incentivo Fiscal Provisões Indedutíveis Multas Indedutíveis IRPJ/CSLL sobre Prejuízo Fiscal Participação dos Administradores Ultrapassagem da Demanda PDV Ajuste Atuarial Outras Adições (Exclusões) Corrente Diferido Taxa Efetiva

31 de março 2015 55.757 34% (18.957)

Controladora 31 de março 2014 (72.815) 34% 24.757

31 de março 2015 73.089 34% (24.850)

Consolidado 31 de março 2014 (30.271) 34% 10.292

21.415 (168) (2.262) (28) -

(22.879) (88) (1.790)

1.599 (18) (168) (1.411) (2.262) (28) 9.806

2.753 (36) (81) (2.649) (44.010) (88) (38.420) 17.529 18.730 (6.564)

-

-

(17.332)

(42.544)

-

-

(55.996) 38.664

(18.113) (24.431)

0,00%

0,00%

-23,71%

140,54%

d) Lei Federal no 12.973 de 13 de Maio de 2014 Em 11 de novembro de 2013, o Governo Federal emitiu a MP no 627, que altera a legislação tributária federal relativa ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, ao Programa de Integração Social – PIS e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS e outras providências, e Instrução Normativa – IN no 1397, de 16 de setembro de 2013, alterada pela IN no 1422 de 19 de dezembro de 2013.

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Notas Explicativas

Em 13 de maio de 2014 a Medida Provisória no 627 foi convertida na Lei Federal no 12.973, confirmando a revogação do Regime Tributário de Transição – RTT a partir de 2015, com opção de antecipar seus efeitos para 2014. A Administração, concluiu a análise dos potenciais efeitos que poderiam advir da aplicação dessa Lei e concluiu que a sua adoção antecipada não teria impactos relevantes em suas Demonstrações Financeiras, decidindo pela adoção antecipada, da referida Lei, dentro dos prazos previstos para a opção, na Celesc. A Administração, no entanto, não efetuou a adoção antecipada para a Celesc D e Celesc G, tendo a obrigatoriedade de adoção a partir de 01 de janeiro de 2015. A Celesc D e Celesc G vem apurando o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas – IRPJ, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, o Programa de Integração Social – PIS e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS em conformidade com a Lei Federal no 12.973/14 e Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil no 1.515 de 24 de novembro de 2014 e no 1.556 de 31 de março de 2015. 19. Fornecedores

Descrição

Energia Elétrica Encargos de Uso da Rede Elétrica Materiais e Serviços Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

652.676 38.717 52.540 23.630 767.563

561.962 37.959 80.651 8.771 689.343

20. Empréstimos e Financiamentos Os contratos de Empréstimos e Financiamentos são garantidos, principalmente, por recebíveis das Companhias.

Descrição Empréstimos Bancários (a) Empréstimos Bancários (b) Eletrobras (c) Finame (d) Total Circulante Não Circulante

Taxa de Juros e Comissões % 110 a 121,5 CDI 7,55 a.a. 5,00 a.a. 2,5 a 8,7 a.a.

31 de março 2015 411.599 124.381 36.385 572.365 321.836 250.529

Consolidado 31 de dezembro 2014 375.932 9.950 135.861 34.722 556.465 322.586 233.879

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Notas Explicativas

a) Empréstimos Bancários Em 11 de março de 2014, o Conselho de Administração autorizou captação de recursos para Capital de Giro da Celesc D nos valores de R$90.000 junto ao Banco do Brasil à taxa de 116% do CDI e R$300.000 junto a Caixa Econômica Federal à taxa de 121,5% do CDI. Em 23 de janeiro de 2015, a Celesc D captou recursos no valor de R$100.000 junto ao Banco do Brasil para Capital de Giro. O pagamento será em 24 (vinte e quatro) parcelas mensais e sucessivas, vencível a primeira em 07 de fevereiro de 2016 com liquidação em 07 de janeiro de 2018, com encargos financeiros de 110% da taxa média CDI, sendo calculados por dias úteis (ano de 252 dias úteis). b) Empréstimos Bancários Em 17 de janeiro de 2013, o Conselho de Administração autorizou a captação de recursos para Capital de Giro da Celesc D no valor de R$89.000 a taxa de 7,55% a.a.. Este contrato foi liquidado no primeiro trimestre de 2015. c) Eletrobras Os valores contratados destinam-se, entre outras aplicações, aos programas de eletrificação rural, sendo que os recursos advêm da Reserva Global de Reversão – RGR e do Fundo de Financiamento da Eletrobras. Em geral, estes contratos possuem carência de 24 meses, amortização com períodos de 60 meses, sendo alguns superiores a 96 meses, taxa de juros de 5% a.a. e taxa de administração de 2% a.a., oferecem os recebíveis como garantia e estão anuídos pela ANEEL. d) Finame Os empréstimos contratados destinaram-se a suprir parte da insuficiência de recursos da Celesc D e foram utilizados na compra de máquinas e equipamentos. Cada aquisição de equipamento constitui um contrato, que foram negociados a taxas de juros anuais que variam de 2,5% a.a. a 8,7% a.a.. Suas aplicações estavam previstas, inicialmente, para os anos 2011 e 2012. Entretanto, houve aplicações em 2013 e poderão ocorrer até 2017. O valor contratado pode chegar a R$50.000, e os empréstimos são amortizados em 96 meses, cujo início ocorreu em agosto de 2011. Em caso de inadimplência, a garantia está vinculada aos recebíveis do contratante e estão anuídos pela ANEEL.

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Notas Explicativas

20.1. Composição dos Vencimentos de Longo Prazo Os montantes classificados no passivo não circulante têm a seguinte composição, por ano de vencimento: 31 de

Consolidado 31 de

março 2015

dezembro 2014

Ano 2016

112.916

153.215

Ano 2017

81.292

30.924

Ano 2018

25.417

20.883

Ano 2019

14.984

14.617

Ano 2020

6.908

6.541

Ano 2021 +

9.012

7.699

250.529

233.879

Descrição

20.2. Movimentação de Empréstimos e Financiamentos Consolidado Descrição

Circulante

Não Circulante

Total

Em 31 de dezembro de 2014

322.586

233.879

556.465

Ingressos Encargos Provisionados Transferências Amortizações de Principal Pagamentos de Encargos Em 31 de março de 2015

16.362 86.290 (87.627) (15.775) 321.836

102.940 (86.290) 250.529

102.940 16.362 (87.627) (15.775) 572.365

21. Debêntures A emissão de 30 mil Debêntures não conversíveis em ações com valor nominal unitário de R$10, para fins e efeitos legais, foi realizada em 15 de maio de 2013. Tendo um prazo de 72 meses contados da data de emissão, portanto, seu vencimento será no dia 15 de maio de 2019. A amortização será em 3 parcelas, anuais e consecutivas, sendo a primeira devida a partir do 48o mês contado da data de emissão, ou seja, em 15 de maio de 2017 e a remuneração será paga em parcelas semestrais e consecutivas, sem carência, a partir da data de emissão. Os recursos desta emissão destinam-se exclusivamente para reforço de capital de giro e realização de Investimentos. As Debêntures farão jus ao pagamento de juros remuneratórios correspondentes a 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros – DI, over extra-Grupo, expressa na forma percentual ao ano, base 252 dias úteis, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP, acrescidos de uma sobretaxa ou spread de 1,30%.

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Ao final de cada exercício, a Companhia tem como compromisso contratual (covenant) vinculado a emissão das debêntures não apresentar a relação Dívida Líquida/EBITDA superior a 2. Consolidado Descrição Em 31 de dezembro de 2014

302.888

Atualização Monetária Pagamentos Custos na Emissão de Debêntures Em 31 de março de 2015

9.524 91 312.503

Circulante Não Circulante

13.644 298.859

22. Tributos e Contribuições Sociais a) Composição

Descrição

ICMS PIS e COFINS IRPJ e CSLL Outros Circulante

31 de março 2015

Controladora 31 de dezembro 2014

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

79 79

1.336 90 1.426

116.776 43.646 56.602 8.798 225.822

101.718 25.374 33.374 8.822 169.288

23. Taxas Regulamentares 31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

Programa de Eficiência Energética – PEE Encargo de Capacidade Emergencial – ECE Encargo Conta Bandeira Tarifária Pesquisa e Desenvolvimento – P&D Conta de Desenvolvimento Energético – CDE Reserva Global de Reversão – RGR Uso do Bem Público Outros

161.554 67.832 32.081 65.416 129.183 73 4.081 1.265 461.485

152.825 65.565 65.164 8.854 73 4.657 1.175 298.313

Circulante Não Circulante

259.693 201.792

113.208 185.105

Descrição

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24. Provisão para Contingências e Depósitos Judiciais Nas datas das Demonstrações Financeiras, a Companhia apresentava os seguintes passivos, e correspondentes depósitos judiciais, relacionados as contingências: Descrição

Contingências: Tributária Trabalhistas Cíveis Regulatórias

Descrição

Contingências: Tributária Trabalhistas Cíveis Regulatórias Ambientais

Controladora Provisões para Riscos 31 de 31 de março dezembro 2015 2014

Depósitos Judiciais 31 de 31 de março dezembro 2015 2014 2.154 717 5.403 8.182 16.511

2.154 717 5.587 8.182 16.640

1.263 6.627 7.890

Depósitos Judiciais 31 de 31 de março dezembro 2015 2014 3.782 44.703 53.738 47.960 150.183

3.782 43.254 49.689 47.960 144.685

1.263 6.627 7.890

Consolidado Provisões para Riscos 31 de 31 de março dezembro 2015 2014 29.392 35.541 131.030 46.078 24.172 266.213

29.392 64.738 132.137 46.078 24.172 296.517

As movimentações de provisões e depósitos estão demonstradas a seguir:

Descrição Em 31 de dezembro de 2014

Depósitos

Controladora Provisões para

Depósitos

Consolidado Provisões para

Judiciais

Riscos

Judiciais

Riscos

Adições Baixas

16.640 55 (184)

7.890 -

144.685 16.198 (10.700)

296.517 5.427 (35.731)

Em 31 de março de 2015

16.511

7.890

150.183

266.213

A Companhia é parte envolvida em processos trabalhistas, cíveis, tributários e regulatórios em andamento, e está discutindo essas questões tanto na esfera administrativa como na judicial. Esses processos, quando aplicáveis, são amparados por depósitos judiciais. As provisões para as eventuais perdas decorrentes desses processos são estimadas e atualizadas pela administração, respaldadas pela opinião de seus consultores legais internos e externos.

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A natureza das contingências pode ser sumariada como segue: a) Contingências Tributárias Estão relacionadas às contingências de ordem tributárias nas esferas federal (relativos aos tributos COFINS, IRPJ, CSLL e previdenciária) e municipal (relativo ao ISS). b) Contingências Trabalhistas Estão relacionadas às reclamações movidas por empregados e ex-empregados do Grupo e das empresas prestadoras de serviços relativas a questões de verbas rescisórias, salariais, enquadramentos e outros. c) Contingências Cíveis Decorre de ações judiciais movidas pelos consumidores (classe industrial), que reivindicam o reembolso de valores pagos resultantes da majoração da tarifa de energia elétrica, com base nas Portarias DNAEE no 38, de 27 de fevereiro de 1986 e no 45, de 04 de março de 1986, aplicadas durante a vigência do Plano Cruzado. A Celesc D constituiu provisão considerada suficiente para cobrir eventuais perdas com os processos dessa natureza. Quanto ao efeito sobre os anos subsequentes, denominado “Efeito Cascata”, não é possível no momento avaliar as possíveis decisões do Judiciário bem como estimar os possíveis efeitos. Também foram constituídas provisões de diversas ações cíveis movidas por pessoas físicas e jurídicas, nas quais a Companhia é ré, relativas a questões de indenizações causadas por falha na rede de energia elétrica (danos materiais, danos morais e lucros cessantes), desapropriação, corte (danos morais e danos materiais), acidente (danos morais, materiais e pensão), inscrição indevida no SERASA/SPC (danos morais), entre outras. d) Contingências Regulatórias O Grupo foi autuado pela ANEEL em alguns processos administrativos que implicaram em multas pela transgressão de alguns itens da qualidade no atendimento de consumidores e outras matérias. A Companhia recorreu na esfera administrativa contra as penalidades impostas. e) Contingências Ambientais Em junho de 2014 a Celesc D, após a publicação da sentença do processo cível Natureza Ambiental no 5001151-41.2013.404.7200, de autoria do Ministério Público Federal, provisionou o valor de R$20.177, em complemento ao valor de R$1.314.

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Notas Explicativas

f) Perdas Possíveis – Não Provisionadas O Grupo tem ações de natureza tributária, trabalhista, cíveis, envolvendo riscos de perda classificados pela administração como possíveis, com base na avaliação de seus consultores jurídicos, para as quais não há provisão constituída, conforme composição e estimativa a seguir: Possível Descrição Tributárias (i) Trabalhistas (ii) Cíveis (iii) Regulatórias (iv) Ambientais (v)

Consolidado 31 de março 2015 2.253 6.239 42.125 14.877 16.218

31 de dezembro 2014 2.383 5.443 38.210 14.877 16.218

81.712

77.131

i) Contingências Tributárias Estão relacionadas às contingências de ordem tributárias na esfera federal relativas a recolhimento de PIS, COFINS e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido – CSLL. ii) Contingências Trabalhistas Estão relacionadas, em sua maioria, às reclamações movidas por empregados e exempregados do Grupo e das empresas prestadoras de serviços relativas a questões de responsabilidade subsidiária/solidária, horas extras, indenização por acidente de trabalho, garantia contratual e verbas rescisórias e outras. iii) Contingências Cíveis Estão relacionadas a diversas ações cíveis movidas por pessoas físicas e jurídicas, relativas a questões de indenizações causadas por danos materiais, danos morais e lucros cessantes, acidente, processos licitatórios e outras. iv) Contingências Regulatórias Estão relacionadas as autuações pelo descumprimento de obrigações regulatórias, não adequação do sistema de medição para faturamentos relativos a pontos de medição de fronteira de consumidores livres, procedimentos de não conformidades com a legislação e com os regulamentos da ANEEL.

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v) Contingências Ambientais Estão relacionadas a contingências ambientais administrativas e judiciais movidas por pessoas físicas e jurídicas, constituídas em sua maioria por questões de indenizações por danos materiais, danos morais e lucros cessantes. 25. Passivo Atuarial

Obrigações Registradas

31 de março 2015

Consolidado 31 de dezembro 2014

Planos Previdenciários

706.802

703.923

706.802

703.923

475.438

499.196

309.661 134.503 31.274

316.689 151.060 31.472

Total

1.182.240

1.203.144

Circulante Não Circulante

172.812 1.009.428

170.853 1.032.291

Plano Misto/Transitório (a) Outros Benefícios a Empregados Plano Celos Saúde (b) Programa de Demissão Voluntária – PDV 2012 (c) Outros Benefícios (d)

A Celesc D é patrocinadora da Fundação Celesc de Seguridade Social – Celos, entidade fechada de previdência complementar, sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal a administração de planos de benefícios previdenciários para os seus participantes representados basicamente pelos empregados da Celesc D. a) Planos Previdenciários A partir de janeiro de 1997, foi implementado um novo plano de previdência complementar para os novos empregados com características de contribuição variável, denominado “Plano Misto”, contemplando a renda de aposentadoria programada, aposentadoria por invalidez e pensão por morte. Para os participantes que pertenciam ao Plano Transitório foi elaborado um processo de migração dando oportunidade aos participantes do referido plano migrarem para o Plano Misto. Este processo de migração se deu em dois períodos: de maio a agosto de 1999 e fevereiro de 2000. Mais de 98% dos empregados ativos optaram pela migração. O Plano Misto tem características de benefício definido para a parcela de reserva matemática já existente na data da transição e para os benefícios concedidos, e características de contribuição definida para as contribuições posteriores a transição,

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relativos aos benefícios de aposentadoria programada a conceder. O plano anterior de beneficio definido, denominado “Plano Transitório” continua existindo, cobrindo exclusivamente os participantes aposentados e seus beneficiários. A Celesc D firmou, em 30 de novembro de 2001, o contrato para pagamento de 277 contribuições adicionais mensais, com incidência de juros de 6% ao ano e atualização pela variação do IGP-M, para cobertura do passivo atuarial do Plano Misto e Transitório. Em outubro de 2010 por meio de termo aditivo houve a mudança do indexador de atualização do IGP-M para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA. b) Plano Celos Saúde A Celesc D oferece plano de saúde (assistência médica, hospitalar e odontológica) aos seus empregados ativos, aposentados e pensionistas. c) Programa de Demissão Voluntária – PDV Por meio da Deliberação no 168, de 15 de maio de 2012, a Celesc D aprovou o Plano de Adequação de Quadros, do qual faz parte o Plano de Demissão Voluntária – PDV. Esse programa foi implementado a partir de novembro de 2012, inicialmente aderiram 734 empregados e até junho de 2013 houve a inclusão de mais 19 empregados. Desligaram-se da Celesc D 753 beneficiários. Até 31 de março de 2015 a Celesc D havia quitado o débito com 242 beneficiários. d) Outros Benefícios Trata-se de valores referentes ao auxílio deficiente, auxílio funeral, indenização por morte natural ou acidental e beneficio mínimo ao aposentado.

25.1. Resultados da Avaliação Atuarial a) Evolução do Valor Presente das Obrigações Consolidado Descrição Plano Misto

Plano Transitório

Plano Celos Saúde

PDVI 2002

PDVI 2012

Plano Pecúlio

Outros Benefícios

Em 31 de dezembro de 2013 Custo do Serviço Corrente Bruto (com juros) Juros sobre Obrigação Atuarial Benefícios Pagos no Ano Contribuições de Participante Vertida no Ano Obrigações Ganho/Perda

1.423.843 4.037 154.168 (107.378) 86.313

694.101 73.846 (72.234) 11.519

232.467 (24.759) 23.089 (53.763) 29.229 148.526

10.803 601 (10.929) (475)

223.750 20.290 (85.288) (7.691)

8.371 925 (346) 399

29.041 3.196 (4.098) 1.927

Em 31 de dezembro de 2014

1.560.983

707.232

354.789

-

151.061

9.349

30.066

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Notas Explicativas

b) Evolução do Valor Justo dos Ativos

Descrição

Plano Misto

Plano Transitório

Plano Celos Saúde

PDVI 2002

PDVI 2012

Consolidado Outros Benefícios

Plano Pecúlio

-

-

-

-

7.730 (346)

29.229

-

-

-

-

32.495 35.484 (27.819)

38.268 4.281 (15.513)

-

-

864 (277)

-

301.723

38.102

-

-

7.971

-

Em 31 de dezembro de 2013 Benefícios Pagos no Ano Contribuições de Participantes Vertidas no Ano Contribuições de Patrocinadora Vertidas no Ano Juros sobre Ativo Ganho/Perda sobre os Ativos

1.185.760 (107.378)

333.797 (72.234)

35.600 (53.763)

-

-

31.119 129.622 23.445

Em 31 de dezembro de 2014

1.262.568

-

c) Conciliação dos Ativos e Passivos Reconhecidos no Balanço

Descrição

Plano Misto

Passivo / (Ativo) atuarial líquido total a ser provisionado em 31 de dezembro de 2013 Valor presente da obrigações atuariais com cobertura Benefícios Concedidos Benefícios a Conceder Valor justo dos ativos Passivo / (Ativo) atuarial líquido total a ser provisionado em 31 de dezembro de 2014

Plano Transitório

Plano Celos Saúde

PDVI 2002

PDVI 2012

Plano Pecúlio

Consolidado Outros Benefícios

238.083

360.304

196.867

10.803

223.750

641

29.041

1.560.983 1.299.074 261.909 (1.262.568)

707.232 707.232 (301.723)

354.789 336.989 17.800 (38.102)

-

151.061 151.061 -

9.349 1.452 7.897 (7.971)

30.091 28.034 2.057 -

298.415

405.509

316.687

-

151.061

1.378

30.091

d) Custos Reconhecidos na Demonstração do Resultado do Exercício

Descrição Plano Transitório Plano Misto Plano Pecúlio PDVI 2002 PDVI 2012 Plano Médico

31 de março 2015 10.645 8.866 800 3.235 2.902 26.448

Consolidado 31 de março 2014 8.393 5.773 814 150 5.072 (1.487) 18.715

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e) Hipóteses Atuariais e Econômicas As premissas atuariais e econômicas utilizadas foram às seguintes: 31 de dezembro 2014 10,93% 10,93% 5,55% 4,50% 10,77% 0,60% 0,00% IPCA IPCA 98,00% 98,00%

Descrição Taxa de Desconto Taxa Esperada de Retorno dos Ativos Taxa de Crescimento Salarial Taxa de Inflação Futura Taxa de Crescimento dos Custos Médicos Taxa ou Tábua de Rotatividade Taxa de Crescimento Real dos Benefícios do Plano Indexador de Reajuste de Salários Indexador de Reajuste dos Benefícios Fator de Determinação do Valor Real dos Salários Fator de Determinação do Valor Real dos Benefícios

f) Hipóteses Biométricas Descrição Mortalidade Geral Mortalidade de Inválidos Entrada em Invalidez

31 de dezembro 2014 AT-1983 AT- 1949 Light Média agravada em 25%

g) Despesa Estimada para o Exercício de 2015 A estimativa da despesa para o exercício de 2015 está demonstrada a seguir: Descrição Plano Transitório Plano Misto Plano Pecúlio PDV 2012 Plano Médico Outros Benefícios

Despesa a ser Reconhecida em 2015 42.580 35.463 132 12.939 11.609 3.067 105.790

26. Patrimônio Líquido a) Capital Social O Capital Social da Companhia atualizado, subscrito e integralizado, é de R$1.017.700, representado por 38.571.591 ações nominativas, sem valor nominal, sendo 15.527.137 ações ordinárias (40,26%) com direito a voto e 23.044.454 ações preferenciais (59,74%), também nominativas. As ações preferenciais têm prioridade no recebimento de dividendos à base de 25%, não cumulativos.

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Notas Explicativas

A composição acionária, em número de ações dos acionistas com mais de 5% de qualquer espécie ou classe, está representada conforme o quadro a seguir:

Acionista Estado de Santa Catarina Angra Partners Volt Fundo de Investimento em Ações Celos Fundo de Investimentos Geração Futuro Centrais Elétricas Brasileiras - Eletrobras Poland FIA Tarpon Gestora de Recursos Outros Total

Ações Ordinárias Quantidade % 7.791.010 50,18 5.140.868 33,11 1.340.274 8,63 257.600 1,65 4.233 0,03 993.152 6,40 15.527.137 40,26

Ações Preferenciais Quantidade % 191 437.807 1,90 230.800 1,00 1.751.000 7,60 4.142.774 17,98 2.884.800 12,52 3.429.623 14,88 10.167.459 44,12 23.044.454 59,74

Total Quantidade 7.791.201 5.578.675 1.571.074 2.008.600 4.147.007 2.884.800 3.429.623 11.160.611 38.571.591

% 20,20 14,46 4,07 5,21 10,75 7,48 8,89 28,94 100

b) Ajuste de Avaliação Patrimonial O quadro a seguir demonstra o efeito líquido no montante de R$(23.122) em 31 de março de 2015 e R$(20.485) em 31 de dezembro de 2014, no Patrimônio Líquido:

Ajuste de Avaliação Patrimonial Deemed Cost – Celesc G Ajuste Passivo Atuarial – Celesc D (CPC 33)

31 de março 2015 70.338 (93.460) (23.122)

31 de dezembro 2014 72.975 (93.460) (20.485)

c) Lucro Diluído por Ação O cálculo do lucro por ação básico e diluído em 31 de março de 2015 foi baseado no lucro líquido do período e o número médio ponderado de ações ordinárias e preferenciais em circulação durante o período apresentado. Em 31 de março de 2015, as quantidades de ações da Companhia não sofreram alterações. Não houve transações envolvendo ações ordinárias ou potenciais ações ordinárias entre 31 de dezembro de 2014 e data da conclusão das Informações Trimestrais. Nos períodos findos em 31 de março de 2015 e de 2014 a Companhia não possuía instrumentos conversíveis em ação que gerassem impacto diluidor no lucro por ação.

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Notas Explicativas

d) Composição do Lucro Básico e Diluído 31 de março 2015

Consolidado 31 de março 2014

Média ponderada de ações (milhares): Ações Ordinárias Nominativas - ON Ações Preferenciais Nominativas - PN

15.527 23.044

15.527 23.044

Lucro básico e diluído por ação atribuído aos acionistas da Companhia (R$): Ações Ordinárias Nominativas - ON Ações Preferenciais Nominativas - PN

1,3640 1,5005

(1,7814) (1,9595)

21.180 34.578 55.757

(27.660) (45.155) (72.815)

Lucro básico e diluído atribuído aos acionistas da Companhia (R$): Ações Ordinárias Nominativas - ON Ações Preferenciais Nominativas - PN

27. Seguros As coberturas de seguros, em 31 de março de 2015, foram contratadas pelos montantes a seguir indicados, consoante apólices de seguros: Empresa Celesc D Celesc D Celesc G Celesc G Celesc G Celesc G

Ramo Seguro Garantia Riscos Nomeados Incêndio/Raio/Explosão Queda de Aeronave Vendaval Danos Elétricos

Ativos Cobertos Bens e Direitos Concessionários Subestações Usinas e Subestações Usinas e Subestações Usinas e Subestações Usinas e Subestações

Vigência 08.11.2011 à 31.12.2015 14.05.2014 à 14.05.2016 08.06.2014 à 08.06.2015 08.06.2014 à 08.06.2015 08.06.2014 à 08.06.2015 08.06.2014 à 08.06.2015

Consolidado Segurado 400.000 20.000 18.768 9.384 9.384 18.768

28. Informações por Segmento de Negócios A administração definiu os segmentos operacionais da Companhia, com base nos relatórios utilizados para a tomada de decisões estratégicas, revisados pela Diretoria Executiva. A apresentação dos segmentos é consistente com os relatórios internos fornecidos à Diretoria Executiva da Companhia, responsável pela alocação de recursos e pela avaliação de desempenho dos segmentos.

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As informações por segmento de negócios, revisadas pela Diretoria Executiva correspondente aos períodos findos em 31 de março de 2015 e 2014, são as seguintes: 31 de março de 2015

Receita Operacional Líquida - ROL Custo das Vendas

-

1.781.263 (1.667.846)

34.033 (13.830)

Ajustes de Consolidação (549) 549

Resultado Operacional Bruto

-

113.417

20.203

-

133.620

Despesas com Vendas Despesas Gerais e Administrativas Outras Receitas/Despesas Líquidas Resultado de Equivalência Patrimonial

(7.107) 62.986

(45.032) (83.799) 41.701 -

(186) (2.023) (376) (429)

(58.283)

(45.218) (92.929) 41.325 4.274

Resultado das Atividades Receitas Financeiras Despesas Financeiras

55.879 387 (509)

26.287 90.010 (61.837)

17.189 4.071 (105)

(58.283) (243) 243

41.072 94.225 (62.208)

(122)

28.173

3.966

-

32.017

55.757 -

54.460 (11.284)

21.155 (6.048)

(58.283) -

73.089 (17.332)

55.757

43.176

15.107

(58.283)

55.757

2.531.840 132.610

5.830.087 4.135.547

428.436 61.995

Descrição

Resultado Financeiro, Líquido Lucro antes IRPJ e CSLL IRPJ e CSLL Lucro do Período Informações Suplementares Total dos Ativos Total dos Passivos

Controladora

Celesc D

Celesc G

Total 1.814.747 (1.681.127)

31 de março de 2014

Receita Operacional Líquida – ROL Custo das Vendas

-

1.243.112 (1.239.266)

57.808 (8.400)

Ajustes de Consolidação (526) 526

Resultado Operacional Bruto

-

3.846

49.408

-

53.254

Despesas com Vendas Despesas Gerais e Administrativas Outras Receitas/Despesas Líquidas Resultado de Equivalência Patrimonial

(6.105) 18 (67.290)

(38.076) (72.520) (18.622) -

(158) (1.599) (576) 20

75.387

(38.234) (80.224) (19.180) 8.117

Resultado das Atividades Receitas Financeiras Despesas Financeiras

(73.377) 1.060 (498)

(125.372) 68.318 (24.171)

47.095 1.651 (364)

75.387 -

(76.267) 71.029 (25.033)

562

44.147

1.287

-

45.996

Lucro antes IRPJ e CSLL IRPJ e CSLL

(72.815) -

(81.225) (26.151)

48.382 (16.393)

75.387 -

(30.271) (42.544)

Lucro do Período

(72.815)

(107.376)

31.989

75.387

(72.815)

2.122.793 58.146

5.264.014 3.832.634

355.296 47.668

Descrição

Resultado Financeiro Líquido

Informações Suplementares Total dos Ativos Total dos Passivos

Controladora

Celesc D

Celesc G

Total 1.300.394 (1.247.140)

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28.1. Receita Operacional Consolidada Descrição Receita Operacional Bruta – ROB Fornecimento de Energia Elétrica (a) Suprimento de Energia Elétrica (a) Disponibilização da Rede Elétrica Arrendamento e Aluguéis (i) Renda de Prestação de Serviços Energia Elétrica de Curto Prazo Receita de Ativos e Passivos Regulatórios Outras Receitas Operacionais Doações e Subvenções Receita de Construção Deduções da Receita Operacional Bruta ICMS PIS COFINS ISS Reserva Global de Reversão – RGR Conta de Desenvolvimento Energético – CDE Pesquisa e Desenvolvimento – P & D Programa Eficiência Energética – PEE Taxa de Fiscalização – ANEEL Outros Encargos Receita Operacional Líquida – ROL

31 de março 2015

31 de março 2014

2.198.519 68.914 71.333 341 103.326 127.179 1.968 116.547 86.972 2.775.099

1.507.760 43.905 51.494 1.646 430 101.088 2.269 99.243 51.225 1.859.060

(483.429) (47.700) (219.707) (220) (159.363) (7.882) (7.882) (2.088) (32.081) (960.352) 1.814.747

(362.953) (29.374) (135.300) (1) (758) (18.530) (5.875) (5.875) (558.666) 1.300.394

(i) Valor repassado pela Eletrobras, referente ao ressarcimento dos descontos incidentes sobre as tarifas aplicáveis aos usuários do serviço público de distribuição de energia elétrica, conforme previsto no artigo 13, inciso VII, da Lei Federal no 10.438, de 26 de abril de 2002, redação dada pela MP no 605, de 23 de janeiro de 2013, e em cumprimento ao disposto no artigo 3o do Decreto no 7.891, de 23 de janeiro de 2013. O montante da receita contabilizada como Subvenção e Repasse da CDE no primeiro trimestre de 2015 foi de R$110.915. As demais se referem ao Programa de Baixa Renda no montante de R$5.632. a) Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica A composição da receita bruta de fornecimento e suprimento de energia elétrica por classe de consumidores é a seguinte:

Descrição

Residencial Industrial Comercial Rural Poder Público Iluminação Pública Serviço Público Total do Fornecimento Suprimento de Energia Total (i) Informações não revisadas

Número de Consumidores (i) 31 de 31 de março março 2015 2014 2.100.992 100.820 243.354 233.562 21.508 583 2.798 2.703.617 49 2.703.666

2.024.618 97.247 233.657 231.372 20.985 559 2.554 2.610.992 80 2.611.072

MWh (i) 31 de março 2015 1.543.675 1.133.134 1.033.781 362.484 109.409 143.562 83.215 4.409.260 1.369.800 5.779.060

31 de março 2014 1.569.749 1.174.682 1.059.691 387.715 111.610 143.471 84.398 4.531.316 457.529 4.88.845

Receita Bruta 31 de 31 de Março março 2015 2014 801.370 583.908 558.042 119.435 56.293 43.509 35.962 2.198.519 68.914 2.267.433

583.945 373.347 378.432 83.565 34.636 30.498 23.337 1.507.760 43.905 1.551.665

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28.2. Custos e Despesas Operacionais Consolidadas Os custos e despesas operacionais consolidados são compostos pelas seguintes naturezas de gastos: Descrição Energia Elétrica Comprada para Revenda (a) Pessoal (b) Administradores Despesa Atuarial Entidade de Previdência Privada (b) Material Custo de Construção Custos e Serviços de Terceiros Depreciação e Amortização Provisões Líquidas Arrendamentos e Aluguéis Comp. Fnc. p/ Utilização Recursos Hídricos Outros Custos e Despesas

Descrição Energia Elétrica Comprada para Revenda (a) Pessoal (b) Administradores Despesa Atuarial Entidade de Previdência Privada (b) Material Custo de Construção Custos e Serviços de Terceiros Depreciação e Amortização Provisões Líquidas Taxa de Fiscalização ANEEL Comp. Fnc. p/ Utilização Recursos Hídricos Outros Custos e Despesas

Custos de Bens e/ou Serviços 1.437.476 79.241 4.271 3.214 86.972 19.952 49.954 (3.632) 337 3.342 1.681.127

Despesas Gerais e Administrativas 30.915 1.406 26.448 1.711 1.043 16.860 7.756 6.790 92.929

Despesas com Vendas

Custos de Bens e/ou Serviços 1.063.855 67.109 3.753 4.591 51.225 15.532 45.211 (7.043) 2.907 1.247.140

Despesas Gerais e Administrativas 24.933 1.455 18.715 1.150 1.386 16.336 8.627 7.622 80.224

Despesas com Vendas

13.097 631 20.787 3.150 7.553 45.218

8.698 463 21.237 (2.109) 9.945 38.234

31 de março de 2015 Outras Despesas/ Total Receitas Líquidas 1.437.476 124.970 1.717 1.406 26.448 6.613 4.257 86.972 57.658 59 57.710 (30.710) (30.228) (5.607) (5.944) 300 300 10.456 (7.229) 1.777.949 (41.325)

31 de março de 2014 Outras Despesas/ Total Receitas Líquidas 1.063.855 3.080 103.820 1.455 18.715 5.366 5.977 51.225 53 53.158 53.838 3.787 (5.365) 1.460 1.460 289 289 10.511 30.985 19.180 1.384.778

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a) Energia Elétrica Comprada para Revenda Consolidado Descrição Açucareiro Zillo Lorenzetti S.A. Arembepe Energia S.A Borborema Energética S.A. Brentech Energia S.A. BTG Pactual Comercializadora Candeias Energia S.A. Capitale Energia Comercializadora Cemig Geração e Transmissão S.A. Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S.A. Centrais Elétricas da Paraíba S.A. Centrais Elétricas de Pernambuco S.A. Centrais Elétricas Norte do Brasil Cia de Ger. Term. de E.E. – Eletrobras CGTEE Comerc Comercializadora de Energia Companhia Energética de Petrolina – CEP Companhia Energética de São Paulo – CESP Companhia Energética Estreito Companhia Energética Potiguar Copel Geração e Transmissão S.A. Delta Comercializadora de Energia Eletrobras Termonuclear S.A. Eletrosul Centrais Elétricas S.A. Empresa Energética Porto das Pedras Energest S.A. Energética Camacari Muricy S.A. – ECM Energética Suape II S.A. Enguia Gen Ba Ltda - Jaguarari Foz do Chapecó Energia AS Furnas Centrais Elétricas S.A. Geradora de Energia do Norte S.A. Lages Bioenergética Ltda. Linhares Geração S.A. Maracanau Geradora de Energia S.A. Petrobrás S.A. – Ute Governador Leon Pie - RP Termoeletrica S.A. Porto do Pecem Geração de Energia Rio PCHI S.A. Santa Cruz Power Corp. Usinas Hidro Santa Fé Energia S.A. Santo Antônio Energia S.A Serra do Facão Energia S.A. SJC Bioenergia Ltda. Termelétrica Viana S.A. Tractebel Energia S.A. Tradner Ltda Usina Termelétrica de Anápolis Ltda. Usina Xavantes S.A - Aruanã UTE Porto do Itaqui Geração de Energia Conta no Ambiente de Contratação Regulada Conta Bandeira Tarifária Outros

Energia Elétrica Comprada para Revenda - CP Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE Encargo de Uso da Rede Elétrica Proinfa

31 de março 2015 4.260 1.851 7.000 22.243 2.565 4.155 49.025 233.334 3.472 3.407 106.935 3.867 7.108 2.058 46.297 33.465 9.235 51.033 34.315 4.059 27.551 2.308 2.510 2.325 10.845 5.849 10.018 60.171 3.368 10.792 2.809 1.844 163.440 6.728 18.884 2.611 2.430 1.872 33.687 4.525 1.709 1.953 117.681 14.698 11.671 22.031 10.150 (2.015) 10.777 1.192.906

16 4 12 62 8 12 201 997 29 9 68 28 101 6 49 234 55 33 254 11 178 14 14 16 50 34 56 438 9 48 8 4 449 19 116 15 14 11 327 26 9 5 766 41 8 9 60 318 5.251

31 de março 2014 38.769 7.350 43.971 126.565 35.457 8.370 23.580 32.710 8.658 18.687 33.445 33.667 30.017 34.934 11.588 9.058 54.349 10.650 32.915 17.714 14.739 109.955 14.663 13.345 (105.488) 70.689 730.357

92.862 121.480 30.228

214 100

227.830 74.901 30.767

651 94

244.570 1.437.476

314 5.564

333.498 1.063.855

745 5.614

GWh (i)

GWh (i) 61 13 272 1.050 70 103 51 256 53 34 257 184 61 52 35 53 419 49 336 120 148 732 9 62 389 4.869

(i) Informações não revisadas

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b) Pessoal e Entidade de Previdência Privada

Descrição Pessoal Remunerações Encargos Sociais Participação nos Lucros e Resultados Benefícios Assistenciais Provisões e Indenizações Outros Entidade de Previdência Privada

31 de março 2015

Controladora 31 de março 2014

31 de março 2015

Consolidado 31 de março 2014

4.826 68 28 38

3.836 17 33 23

69.248 26.563 3.663 8.507 16.919 70

59.783 22.881 3.211 6.672 11.239 34

4.960

3.909

6.613 131.583

5.366 109.186

28.3. Resultado Financeiro

Descrição Receitas Financeiras Renda de Aplicações Financeiras Acréscimos Moratórios s/ Faturas de Energia Elétrica Variações Monetárias Atualização Monetária s/ Ativos Regulatórios Incentivo Financeiro Fundo Social Deságio Fornecedor Receita Financeira de VNR (-) PIS/COFINS s/ Receita Financeira Outras Receitas Financeiras Despesas Financeiras Encargos de Dívidas Variações Monetárias e Acréscimos Moratórios Energia Comprada Variações Monetárias Amortização do Ágio Atualização P&D e Eficiência Energética Juros e Custas com Debêntures Outras Despesas Financeiras

Resultado Financeiro

31 de março 2015

Consolidado 31 de março 2014

368 1.060

8.906 15.171 2.303 21.427 4.350 43 40.128 (23) 1.920 94.225

11.081 11.865 582 3.450 2.250 40.727 1.074 71.029

(15) (509)

(493) (5) (498)

(21.388) (21.907) (710) (494) (5.928) (9.524) (2.257) (62.208)

(6.172) (2.070) (2.505) (493) (5.051) (7.037) (1.705) (25.033)

(122)

562

32.017

45.996

31 de março 2015 358 29 387

(494)

Controladora 31 de março 2014 692 -

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29. Informações Complementares da Celesc D 29.1. Balanço Patrimonial Ativo

Circulante Caixa e Equivalentes de Caixa Contas a Receber de Clientes Estoques Tributos a Recuperar Subsídio Decreto Nº 7.891/2013 Ativo Indenizável – Concessão Ativo Financeiro - Parcela A Outros Créditos Não Circulante Contas a Receber de Clientes Tributos Diferidos Tributos a Recuperar Depósitos Judiciais Outros Créditos Intangível Total do Ativo

31 de março de 2015

31 de dezembro de 2014

5.452.430 352.716 1.229.311 6.710 75.306 252.543 2.982.668 462.500 90.676

5.007.858 287.715 1.005.378 8.638 49.473 240.635 2.890.451 450.566 75.002

377.657 6.376 168.145 22.211 133.583 2.521

369.293 6.398 130.068 18.595 127.956 2.003

44.821

84.273

5.830.087

5.377.151

Circulante Fornecedores Empréstimos e Financiamentos Debêntures Salários, Provisões Trabalhistas e Encargos Sociais Tributos e Contribuições Sociais Dividendos Declarados e Juros sobre Capital Próprio Taxas Regulamentares Previdência Privada Passivo Atuarial Outros Passivos

31 de março de 2015 2.008.503 767.310 321.836 13.644 116.891 215.688 91.109 257.327 10.338 172.791 41.569

31 de dezembro de 2014 1.689.738 687.537 322.586 4.120 119.727 131.987 91.109 110.852 15.106 170.828 35.886

Não Circulante Empréstimos e Financiamentos Debêntures Taxas Regulamentares Mútuos – Coligadas, Controladas ou Controladoras (i) Passivo Atuarial Provisão para Contingências Outros Passivos

2.127.044 250.529 298.859 199.714 110.243 1.009.428 255.795 2.476

2.036.049 233.879 298.768 182.537 1.032.291 286.099 2.475

Patrimônio Líquido Capital Social Realizado Reservas de Lucro Ajuste de Avaliação Patrimonial Lucros / Prejuízos acumulados

1.694.540 1.053.590 691.234 (93.460) 43.176 5.830.087

1.651.364 1.053.590 691.234 (93.460) 5.377.151

Passivo

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Notas Explicativas

(i) A ANEEL por meio do Despacho no 610 de 6 de março de 2015, anuiu a minuta do Contrato de Mútuo entre a Celesc D e a Celesc G, com prazo de vigência de até 24 meses no montante de R$110.000. Em reunião ordinária realizada em 26 de fevereiro de 2015 o Conselho de Administração aprovou o Contrato de Mútuo e o repasse de recursos da Celesc G à Celesc D. O contrato entre as partes foi assinado em 24 de março de 2015, no valor de R$110.000, com vigência de 2 anos a partir da data de assinatura. Os encargos financeiros a serem acrescidos serão o IOF e a variação da Selic.

29.2. Demonstração de Resultados 31 de março 2015 1.781.263 1.567.112 127.179 86.972

31 de março 2014 1.243.112 1.191.887 51.225

(1.667.846) (1.580.874) (86.972)

(1.239.266) (1.188.041) (51.225)

Resultado Operacional Bruto

113.417

3.846

Despesas Operacionais Despesas com Vendas Despesas Gerais e Administrativas Outras Despesas Operacionais

(87.130) (45.032) (83.799) 41.701

(129.218) (38.076) (72.520) (18.622)

26.287

(125.372)

28.173 90.010 (61.837)

44.147 68.318 (24.171)

54.460

(81.225)

(11.284) (49.360) 38.076

(26.151) (26.151)

43.176

(107.376)

Descrição Receita Operacional Líquida – ROL Receita de Serviço de Energia Elétrica Parcela A - CVA Receita de Construção Custos Operacionais Custo de Serviço de Energia Elétrica Custo de Construção

Resultado das Atividades Resultado Financeiro Receitas Financeiras Despesas Financeiras Lucro Antes do IRPJ e da CSLL IRPJ e CSLL Corrente Diferido Lucro do Período

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Notas Explicativas

29.2.1. Receita Operacional

31 de março 2015

31 de março 2014

2.181.299 48.824 127.179 71.882 103.326 2.309 116.547 86.972 2.738.338

1.496.781 39.853 52.020 54.328 103.588 51.225 1.797.795

ICMS PIS COFINS Conta de Desenvolvimento Energético – CDE Pesquisa e Desenvolvimento – P&D Programa Eficiência Energética – PEE Taxa Fiscalização - ANEEL Outros Encargos

(483.429) (47.193) (217.373) (159.363) (7.882) (7.882) (1.872) (32.081) (957.075)

(362.953) (28.799) (132.650) (18.530) (5.875) (5.875) (1) (554.683)

Receita Operacional Líquida – ROL

1.781.263

1.243.112

Descrição Receita Operacional Bruta – ROB Fornecimento de Energia Elétrica (a) Suprimento de Energia Elétrica (a) Ativos e Passivos Financeiros Disponibilização da Rede Elétrica Energia de Curto Prazo Outras Receitas Operacionais Doações e Subvenções Receita de Construção Deduções da Receita Operacional Bruta

a) Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica A composição da receita bruta de fornecimento e suprimento de energia elétrica por classe de consumidores é a seguinte:

Descrição Residencial Industrial Comercial Rural Poder Público Iluminação Pública Serviço Público Total do Fornecimento Suprimento de Energia Total Geral (i) Informações não revisadas

Número de Consumidores (i) 31 de 31 de março de março de 2015 2014 2.100.992 100.801 243.354 233.562 21.508 583 2.798 2.703.598 45 2.703.643

2.024.618 97.237 233.656 231.372 20.985 559 2.554 2.610.981 46 2.611.027

MWh (i) 31 de 31 de março de março de 2015 2014

Receita Bruta 31 de 31 de março de março de 2015 2014

1.543.675 1.061.865 1.033.781 362.484 109.409 143.562 83.215 4.337.991 395.400 4.733.391

801.370 566.688 558.042 119.435 56.293 43.509 35.962 2.181.299 48.824 2.230.123

1.569.749 1.120.498 1.037.383 387.715 111.610 143.471 84.398 4.454.824 374.055 4.828.879

583.945 365.923 374.877 83.565 34.636 30.498 23.337 1.496.781 39.853 1.536.634

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Notas Explicativas

29.2.2. Custos e Despesas Operacionais 31 de março de 2015 Descrição Energia Elétrica Comp. Revenda Pessoal Administradores Despesa Atuarial Entidade de Previdência Privada Material Custo de Construção Custo e Serviços de Terceiros Depreciação e Amortização Provisões Líquidas Outros Custos de Despesas

Descrição Energia Elétrica Comprada para Revenda Pessoal Despesa Atuarial Entidade Previdência Privada Material Custo de Construção Custos e Serviços de Terceiros Depreciação e Amortização Provisões Líquidas Taxa de Fiscalização ANEEL Outros Custos e Despesas

Custo de Bens e/ou Serviços 1.437.455 77.991 4.271 3.202 86.972 18.503 34.844 4.608 1.667.846

Custos de Bens e/ou Serviços 1.063.787 65.530 3.753 4.568 51.225 15.055 32.442 2.906 1.239.266

Despesas Gerais e Administrativas

Despesas Vendas

Outras Despesas / Receitas Líquidas

24.597 26.448 1.711 1.039 16.066 7.574 6.364 83.799

13.031 631 20.682 3.150 7.538 45.032

1.717 59 (30.304) (13.173) (41.701)

Despesas Gerais e Administrativas 20.025 18.715 1.150 1.377 15.732 8.441 7.080 72.520

Despesas Vendas 8.649 463 21.144 (2.109) 9.929 38.076

Total 1.437.455 117.336 26.448 6.613 4.241 86.972 55.310 42.418 (27.154) 5.337 1.754.976

31 de março de 2014 Outras Despesas/ Total Receitas Líquidas 1.063.787 3.080 97.284 18.715 5.366 5.945 51.225 53 51.984 40.883 3.639 1.530 1.321 1.321 10.529 30.444 18.622 1.368.484

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30. Informações Complementares da Celesc G 30.1. Balanço Patrimonial

Ativo Circulante Caixa e Equivalentes de Caixa Contas a Receber de Clientes Estoques Tributos a Recuperar Outras contas a receber Não Circulante Tributos a Recuperar Depósitos Judiciais Partes Relacionadas Investimentos Imobilizado Intangível Total do Ativo

31 de março 2015 53.326 35.100 15.356 144 2.704 22

31 de dezembro 2014 157.067 145.158 11.479 72 301 57

375.110 202 89 110.731

279.721 137 89 -

32.539

37.397

222.229

232.294

9.320

9.804

428.436

436.788

Fornecedores Tributos e Contribuições Sociais Taxas Regulamentares Outros Passivos Dividendos Propostos Não Circulante Tributos Diferidos Provisão para Contingências Taxas Regulamentares

31 de março 2015 42.565 1.259 10.055 2.366 4.755 24.130 19.430 14.824 2.528 2.078

31 de dezembro 2014 64.946 1.680 35.875 2.356 905 24.130 20.508 15.412 2.528 2.568

Patrimônio Líquido Capital Social Realizado Reservas de Lucro Ajuste de Avaliação Patrimonial Lucros Acumulados Total do Passivo

366.441 128.000 150.359 70.338 17.744 428.436

351.334 128.000 150.359 72.975 436.788

Passivo Circulante

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Notas Explicativas

30.2. Demonstração de Resultados

31 de março 2015

31 de março 2014

34.033

57.808

(13.830)

(8.400)

Resultado Operacional Bruto

20.203

49.408

Despesas Operacionais Despesas com Vendas Despesas Gerais e Administrativas Provisões, Líquidas Outras Despesas Operacionais Resultado da Equivalência Patrimonial

(3.014) (186) (2.023) (76) (300) (429)

(2.313) (158) (1.599) (148) (428) 20

Resultado das Atividades

17.189

47.095

Resultado Financeiro Receitas Financeiras Despesas Financeiras

3.966 4.071 (105)

1.287 1.651 (364)

Lucro Antes do IRPJ e da CSLL

21.155

48.382

IRPJ e CSLL Corrente Diferido

(6.048) (6.636) 588

(16.393) (18.113) 1.720

Lucro do Período

15.107

31.989

Descrição Receita Operacional Líquida – ROL Receita Custos Operacionais Custo de Serviço de Energia Elétrica

30.2.1. Receita Operacional

Descrição Receita Operacional Bruta – ROB Fornecimento de Energia Elétrica (a) - Industrial Fornecimento de Energia Elétrica (a) - Comercial Suprimento de Energia Elétrica (a) Energia Elétrica de Curto Prazo (a)

Deduções da Receita Operacional PIS COFINS Reserva Global de Reversão – RGR Taxa de Fiscalização - ANEEL Receita Operacional Líquida – ROL

31 de março 2015

31 de março 2014

17.220 10.696 9.394

7.424 3.555 4.052 46.760

37.310

61.791

(507) (2.334) (220) (216) (3.277) 34.033

(575) (2.650) (758) (3.983) 57.808

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a) Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica

Descrição

Número de Consumidores (i) 31 de 31 de março março 2015 2014

Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica Industrial Comercial, Serviços e Outros Suprimento de Energia Energia de Curto Prazo (CCEE) Total (i) Informações não revisadas.

19 5 24

10 1 34 45

MWh (i) 31 de março 2015

71.269 27.129 19.635 118.033

31 de março 2014

54.184 22.308 23.064 60.410 159.966

Receita Bruta 31 de 31 de março março 2015 2014

17.220 10.696 9.394 37.310

7.424 3.555 4.052 46.760 61.791

30.2.2. Custos e Despesas Operacionais 31 de março de 2015 Descrição Energia Elétrica Comprada para Revenda Pessoal Material Encargos de Uso da Rede Elétrica Custos e Serviços de Terceiros Depreciação e Amortização Seguros Provisões Líquidas Tributos Aluguéis Compensação Financeira Recursos Hídricos Outros Custos e Despesas

Custos de Bens e/ou Serviços 21 1.250 12 549 1.449 15.110 (3.632) (929) 13.830

Despesas Gerais e Administrativas 66 105 15 186

Custos de Bens e/ou Serviços 594 1.579 23 477 12.769 (7.043) 1 8.400

Despesas Gerais e Administrativas 999 9 167 185 239 1.599

Despesas de Vendas 1.358 4 328 181 34 57 54 7 2.023

Outras Despesas 76 300 376

Total 21 2.674 16 549 1.882 15.291 34 (3.556) (857) 54 300 7 16.415

31 de março 2014 Descrição Energia Elétrica Comprada para Revenda Pessoal Material Custos e Serviços de Terceiros Depreciação e Amortização Compensação Financeira Recursos Hídricos Provisões Líquidas Taxa Fiscalização ANEEL Outros Custos e Despesas

Despesas de Vendas 49 93 16 158

Outras Despesas 148 289 139 576

Total 594 2.627 32 737 12.954 (6.895) 289 139 256 10.733

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Notas Explicativas

31. Evento Subsequente A Celesc D repactuou no dia 27 de abril de 2015, junto a Caixa Econômica Federal - CEF, o empréstimo para capital de giro no valor de R$300 milhões (contraído em 27 de junho de 2014), com prazo de pagamento alongado para 38 meses, carência de 8 (oito) meses e amortização mensal após carência. O referido empréstimo é garantido por recebíveis (duplicatas).

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Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes

1. Indicadores Financeiros

1.1. Patrimoniais

Valor de Mercado da Ação (R$ por ação)

Valor Patrimonial da Ação (R$ por ação) 40,00

60,76 53,53

1º Trim/14

55,04

2º Trim/14

16,50

4º Trim/14

39,82

39,82

62,20

56,01

3º Trim/14

39,82

39,82

1º Trim/15

1º Trim/14

15,54

2º Trim/14 Série1

18,98 14,90

14,80

3º Trim/14

4º Trim/14

1º Trim/15

Série2

1.2. Liquidez

Liquidez Corrente

Liquidez Geral

3,13 2,76

1,07

2,58

1,37

1,42

1,44

1,45

1,45

1,32

1º Trim/14 2º Trim/14 3º Trim/14 4º Trim/14 1º Trim/15

1º Trim/142º Trim/143º Trim/144º Trim/141º Trim/15

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Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes

1.3. Endividamento

Endividamento do Ativo (%)

Endividamento Patrimônio Líquido (%)

65,36

188,69

63,87 63,40

63,08

176,77 173,24

63,18

1º Trim/14 2º Trim/14 3º Trim/14 4º Trim/14 1º Trim/15

170,86

171,59

1º Trim/14 2º Trim/14 3º Trim/14 4º Trim/14 1º Trim/15

1.4. Rentabilidade Rentabilidade do Patrimônio Líquido

Rentabilidade do Imobilizado 208,18

26,01

3,14

1,77

2º Trim/14

3º Trim/14

2,38

-3,41 1º Trim/14

30,61

25,08

18,16

-33,76 4º Trim/14

1º Trim/15

1º 2º 3º 4º 1º Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/15

Rentabilidade do Ativo

Margem Operacional Líquida

7,60%

22,44%

4,74%

2,63%

3,07%

-5,60% 1º 2º 3º 4º 1º Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/15

1,11%

0,64%

0,84%

-1,22% 1º Trim/142º Trim/143º Trim/144º Trim/141º Trim/15

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Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes

1.5. EBITDA ou LAJIDA

EBITDA ou LAJIDA (% s/ ROL) 32,91%

EBITDA ou LAJIDA (R$milhões) 709,39

9,55%

130,34 136,77

9,59% 5,25%

95,23

(29,47)

-2,27%

1º 2º 3º 4º 1º Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/15

1º Trim/14

2º Trim/14

3º Trim/14

4º Trim/14

1º Trim/15

1.6. Eficiência

MWh / Empregado

Consumidores / Empregado 884

1.636 1.333

1.255

1.357

1.431 830 814

1º Trim/14 2º Trim/14 3º Trim/14 4º Trim/14 1º Trim/15

815

817

1º Trim/14 2º Trim/14 3º Trim/14 4º Trim/14 1º Trim/15

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Outras Informações que a Companhia Entenda Relevantes

Duração Equivalente de Interrupções por Consumidor - DEC (horas ponderadas)

Freqüência Equivalente de Interrupções por Consumidor - FEC (nº) 3,43

5,07

4,44 3,39

2,83

3,89 1,99

3,04

2,21

2,83

1º Trim/14

2º Trim/14

3º Trim/14

4º Trim/14

Tempo Médio de Atendimento a Interrupções (Minutos) 265 242 222 209

1º Trim/14

1º Trim/15

2º Trim/14

3º Trim/14

4º Trim/14

1º Trim/15

3º Trim/13

TARIFA MÉDIA R$/MWh

4º Trim/13 1º Trim/14

260

2º Trim/14

400 350

3º Trim/14

300 250 200 150 100

1º 2º 3º 4º 1º Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/14 Trim/15

50 -

ResidencialIndustrial Comercial

Rural

Outros

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Pareceres e Declarações / Relatório da Revisão Especial - Sem Ressalva RELATÓRIO SOBRE A REVISÃO DE INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Aos Acionistas e Administradores da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. Florianópolis – SC Introdução Revisamos as informações financeiras intermediárias, individuais e consolidadas, da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente contidas no Formulário de Informações Trimestrais – ITR referente ao trimestre findo em 31 de março de 2015, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de março de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado e do resultado abrangente para o período de três meses findo naquela data e das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o período de três meses findo naquela data, incluindo as notas explicativas. A administração da Companhia é responsável pela elaboração dessas informações financeiras intermediárias individuais e consolidadas de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 21 (R1) – Demonstração Intermediária e de acordo com a norma internacional IAS 34 – Interim Financial Reporting, emitida pelo International Accounting Standards Board (IASB), assim como pela apresentação dessas informações de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais – ITR. Nossa responsabilidade é a de expressar uma conclusão sobre essas informações financeiras intermediárias com base em nossa revisão. Alcance da revisão Conduzimos nossa revisão de acordo com as normas brasileiras e internacionais de revisão de informações intermediárias (NBC TR 2410 – Revisão de Informações Intermediárias Executada pelo Auditor da Entidade e ISRE 2410 – “Review of Interim Financial Information Performed by the Independent Auditor of the Entity”, respectivamente). Uma revisão de informações intermediárias consiste na realização de indagações, principalmente às pessoas responsáveis pelos assuntos financeiros e contábeis e na aplicação de procedimentos analíticos e de outros procedimentos de revisão. O alcance de uma revisão é significativamente menor que o de uma auditoria conduzida de acordo com as normas de auditoria e, consequentemente, não nos permitiu obter segurança de que tomamos conhecimento de todos os assuntos significativos que poderiam ser identificados em uma auditoria. Portanto, não expressamos uma opinião de auditoria. Conclusão Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que as informações financeiras intermediárias, individuais e consolidadas, incluídas nas informações trimestrais acima referidas não foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com o CPC 21 (R1) e o IAS 34 aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais – ITR, e apresentadas de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. Ênfase Continuidade normal das operações da Sociedade Sem ressalvar nossa opinião, chamamos a atenção para a nota explicativa nº 1 às informações financeiras, que indica que a Companhia detém a concessão para exploração de suas atividades por 16 anos, até 7 de julho de 2015. A Companhia protocolou pedido de prorrogação do prazo da concessão, e posteriormente em 15 de outubro de 2012 ratificou o pedido. Em janeiro de 2014, por meio do ofício circular nº 1/2014, a Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”) informou à Companhia que está analisando o pedido de prorrogação, cabendo ao Poder Concedente a decisão final sobre a aprovação. Esta situação indica a existência de incerteza que pode levantar dúvida significativa quanto a capacidade de continuidade normal das operações da Companhia, pois a prorrogação do contrato de concessão depende da decisão final pelo Poder Concedente. As informações financeiras foram preparadas com base no pressuposto de continuidade das operações, a qual contempla a realização de ativos e o pagamento de obrigações e compromissos no curso normal de suas atividades. Outros assuntos Demonstrações do valor adicionado Revisamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA), referentes ao período de três meses findo em 31 de março de 2015, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação nas informações intermediárias é requerida de acordo com as normas expedidas pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários aplicáveis à elaboração de Informações Trimestrais – ITR, e como informação suplementar pelas IFRSs que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de revisão descritos anteriormente e, com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que não foram elaboradas, em todos os seus aspectos relevantes, de forma consistente com as informações financeiras intermediárias tomadas em conjunto. Joinville, 13 de maio de 2015 DELOITTE TOUCHE TOHMATSUFernando de Souza Leite Auditores Independentes

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CRC n.º 2 SP-011.609/O-8 F-SCCRC n.º 1 PR-050.422/O-3

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Pareceres e Declarações / Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Os diretores da Companhia declaram que examinaram, revisaram e concordam com todas as informações contidas nas Demonstrações Financeiras referentes às Informações Trimestrais da Celesc (individual e consolidada). _____________________________ Cleverson Siewert Diretor Presidente ______________________________ Antônio José Linhares

__________________________

Eduardo Cesconeto de Souza

Diretor de Assuntos

Diretor Comercial

Regulatórios e Jurídicos

______________________________ Enio Andrade Branco

_____________________________

James Alberto Giacomazzi

Diretor de Geração, Transmissão e

Diretor de Distribuição

Novos Negócios

____________________________ Nelson Marcelo Santiago

_____________________________

Rubens José Della Volpe

Diretor de Gestão Corporativa

Diretor de Planejamento

e Controle Interno ____________________________ José Carlos Oneda Diretor de Finanças e Relações com Investidores ________________________________ José Braulino Stähelin Contador – CRC/SC 18.996/O-8

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Pareceres e Declarações / Declaração dos Diretores sobre o Relatório dos Auditores Independentes DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE O RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES Os diretores da Companhia declaram que examinaram, revisaram e concordam com a opinião dos auditores independentes da empresa Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, a respeito das Informações Trimestrais da Celesc (individual e consolidada). _____________________________ Cleverson Siewert Diretor Presidente ______________________________ Antônio José Linhares

__________________________

Eduardo Cesconeto de Souza

Diretor de Assuntos

Diretor Comercial

Regulatórios e Jurídicos

______________________________ Enio Andrade Branco

_____________________________

James Alberto Giacomazzi

Diretor de Geração, Transmissão e

Diretor de Distribuição

Novos Negócios

____________________________ Nelson Marcelo Santiago

_____________________________ Rubens José Della Volpe

Diretor de Gestão CorporativaDiretor de Planejamento e Controle Interno ____________________________ José Carlos Oneda Diretor de Finanças e Relações com Investidores ________________________________ José Braulino Stähelin Contador – CRC/SC 18.996/O-8

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Resultados do 1º trimestre celesc by Paulo Guilherme Horn - Issuu