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LV 1493

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LV

DIREÇÃO DA CELESC CORTA SEGURANÇA NAS LOJAS DE ATENDIMENTO leia na pg. 2 - 3

INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1493 - 12 DE MARÇO DE 2020

V

DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES

NEGOCIAÇÕES DO ACT 2020 INICIADAS COM A ELETROBRAS


ELETROBRAS

SINERGIA

NEGOCIAÇÕES DO ACT 2020 INICIADAS COM A ELETROBRAS

SINERGIA ELEG

Eletricitários da regiã

PLR 2019 deve passar por mediação do TST

Representantes da Intersul e do Coletivo Nacional dos Eletricitá- decisão liminar suspendeu na semana passada as demissões até a rios (CNE), que haviam entregado para a Empresa a pauta de rein- realização de audiência que deve ocorrer no fim do mês de março. vindicações dos trabalhadores da Eletrobras em 13 de fevereiro, se O fato é que o chamado programa Orçamento Base Zero na Eletroreuniram mais uma vez no Rio de Janeiro entre 10 e 12 de março bras está impactando fortemente nas negociações, uma vez que tem para diversas atividades, e especialmente para a primeira roda- como único objetivo totalmente desvinculado das reais necessidada de negociações entre a Eletrobras e o CNE com vistas ao ACT des da empresa e da qualidade do serviço prestado, a redução dos 2020/2022. A reunião de negociação ocorreu na tarde desta quarta gastos a qualquer custo. feira (11/04). Na quinta feira (12/04) pela manhã também ocorreu Especificamente sobre a PLR 2019 deverão ocorrer neste mês de mais uma reunião da Comissão Paritámarço, duas audiências de mediação "A Eletrobras reafirma a estrita ria que discute as questões relativas à já solicitados ao TST, sendo uma dePLR dos trabalhadores da Eletrobras. observância das orientações da SEST com las unilateral apenas entre TST e CNE Em função do que se apresentou nas limitações impostas pelos Ministérios e e a outra bilateral com a participação duas reuniões, temos claro que no hotambém dos representantes da Eletrorizonte dos trabalhadores não se vis- adequar os custos de pessoal aos custos bras. As divergências do CNE já foram de mercado e custos regulatórios. Para previamente manifestadas ao TST e à lumbra qualquer sinalização positiva, ao contrário, as primeiras notícias dão isso, como já ocorreu no ano anterior, a Eletrobras através notificação extraconta de que a Eletrobras nesta nego-judicial. posição da Eletrobras é não contratar ciação voltou à carga com as proposNa avaliação dos dirigentes sindicais tas de flexibilização das cláusulas que nenhuma cláusula nova, manter a clausula do CNE e da Intersul, como já manifesimpedem as empresas de adequar seus de garantia de quadro mínimo de pessoal tado aqui em outras edições do LV, está normativos ao que os gestores chamam (clausula 7) somente até 2021, e flexibilizar claro que para conquistar um acordo de realidade socioeconômica. Além discoletivo que resguarde os direitos dos a clausula 8 para permitir alterações so a Eletrobras reafirma a estrita obtrabalhadores, obter uma PLR justa, e nos normativos internos que regulam os ainda manter a Eletrobras Pública, os servância das orientações da SEST com benefícios, afim de reduzi-los" limitações impostas pelos Ministérios e eletricitários terão de somar suas foradequar os custos de pessoal aos cusças e disposição de luta e sintonia com tos de mercado e custos regulatórios. Para isso, como já ocorreu os movimentos que ocorrem em todo o Brasil em defesa dos trano ano anterior, a posição da Eletrobras é não contratar nenhuma balhadores, da educação, das empresas e do serviço publico e das cláusula nova, manter a clausula de garantia de quadro mínimo de instituições democráticas. pessoal (clausula 7) somente até 2021, e flexibilizar a clausula 8 Neste sentido, o CNE está encaminhando a realização de assempara permitir alterações nos normativos internos que regulam os bleias em todo o Brasil para deliberar pela adesão dos eletricitários benefícios, afim de reduzi-los. às greves e protestos convocados por diversas Centrais Sindicais Portanto, as negociações deste ano, a exemplo dos anos ante- para o dia 18/03, em defesa do Serviço Público e contra as Privariores, não ocorrerão tranquilamente, haja visto os programas de tizações. Acompanhe os boletins do CNE, informativos do seu sincortes de gastos já anunciados e as demissões em andamento na dicato e participe das assembleias. Juntos somos mais fortes é o Eletronorte e na Eletrobras Holding. A respeito destas demissões, lema que nunca foi tão necessário e atual. Dia 18 de março é dia de os Eletricitários obtiveram uma vitória jurídica parcial, quando uma defender o Brasil!

O Sindicato dos Eletricit tima segunda-feira, 9 de m Fiscal. Trinta e dois traba sul e Engie compuseram a chapa. O quórum de parti chapa eleita, que deverá s da Celesc e Eletrosul púb perspectiva da igualdade víduos LGBTi+, especialm eleita, estão a promoção d o compromisso com a defe de projetos para a área d Na imagem, parte da chap

CELESC

DIREÇÃO DA C LOJAS DE ATE

Com o discurso da mod

Na primeira reunião de C põem a Intercel fizeram um rança nas lojas. A motivaç verbais e até mesmo expos trabalhadoras da empresa nas lojas também já foram da direção da empresa. A os trabalhadores mais tra movimento, também intimi resposta que a Celesc deu em lojas de grande movim alegação da empresa é de com câmeras de monitora está em pleno funcionam lhadores relatam se senti será que no momento em q câmera conseguirão parar seria mais eficiente para e


GE NOVA DIRETORIA

ão de Florianópolis referendam chapa única

tários de Florianópolis e Região – Sinergia – realizou na úlmarço, seu processo de eleição para a Diretoria e Conselho alhadores e trabalhadoras, oriundos da Celesc, Cerej, Eletroa chapa vencedora – o pleito teve a inscrição de uma única icipação da categoria foi de 45,68%. Dentre os objetivos da er empossada em 13 de abril, estão a defesa e fortalecimento blicas, a manutenção de direitos da categoria, a atuação na de gênero e o combate ao preconceito racial e contra indimente nos locais de trabalho. Ainda nas propostas da chapa de debates e ações sobre a preservação do meio ambiente e esa da livre manifestação dos trabalhadores e a construção a cultura, uma das marcas das últimas gestões do Sinergia. pa eleita na última segunda-feira.

CELESC CORTA SEGURANÇA NAS ENDIMENTO

dernização, Celesc expõe trabalhadores à insegurança

CRH na Celesc, em janeiro deste ano, os sindicatos que comm apelo à direção da empresa para que reforçassem a segução para o apelo dos sindicatos era em função de agressões sição em redes sociais de consumidores da Celesc ofendendo a. Situações de agressões físicas a atendentes comerciais m registradas num passado recente e são de conhecimento A presença de um segurança dentro da loja, além de deixar nquilos, especialmente nos locais de trabalho onde há mais ida consumidores mais nervosos a agredir um trabalhador. A ao apelo dos sindicatos em janeiro foi o corte de seguranças mento, como em Palhoça e no Itacorubi, em Florianópolis. A que está sendo montado um moderno sistema de segurança, amento e botões de pânico. Ocorre que o sistema ainda não ento nestas lojas e, até que tudo esteja pronto, os trabairem desamparados. Além disso, fica outro questionamento: que um trabalhador for agredido, um botão de pânico e uma r a agressão? A presença de um segurança físico na loja não evitar a agressão?

CELESC

TRABALHADORES RETOMAM DEBATE DE GESTÃO PARTICIPATIVA NO 11º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CELESC Congresso dos Empregados da Celesc será realizado em Joinville Conforme divulgado pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes, no Boletim do Conselheiro nº 125, vêm aí o 11º Congresso dos Empregados da Celesc! Promovido pelo Conselheiro e organizado em conjunto com os sindicatos da Intercel e outras entidades, os Congressos dos Empregados ajudaram a construir a gestão participativa na Celesc, oportunizando aos trabalhadores debaterem temas da administração da empresa e deliberarem ações

orientativas para o mandato do Representante dos Empregados e para os sindicatos da Intercel. Criados em 1997, os Congressos visavam incluir os empregados no debate sobre o modelo de gestão da Celesc, em busca de uma empresa pública e eficiente. O 11º Congresso será realizado em Joinville, nos dias 28, 29 e 30 de março e deverá contar com a participação de aproximadamente 120 delegados. Fiquem atentos às informações e participem!

MAB

MOVIMENTOS POPULARES OCUPAM SEDE DA ENEL EM FORTALEZA CONTRA PREÇO DE ENERGIA Mobilizações faz parte do Dia Internacional de Luta contra as Barragens O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Levante Popular da Juventude ocuparam, nesta quinta-feira (12), a sede da multinacional italiana Enel Distribuição Ceará, em Fortaleza. A empresa, que atua na geração e distribuição de energia, figura entre as três empresas com maior número de reclamações na superintendência de Fortaleza. Cerca de 1,5 mil pessoas participam do ato. A ação desta quinta-feira (12) reivindica a retomada do subsídio para pequenos agricultores na conta de energia, bem como a permanência do benefício para as famílias de baixa renda. Os movimentos criticam ainda o alto preço da energia elétrica. A ocupação faz parte das mobilizações do Dia Internacional de Luta contra as Barragens, pelos Rios, pela

LV

Água e pela Vida, que ocorre em todo Brasil. Ao longo desta semana, esses movimentos populares fizeram um conjunto de mobilizações em Fortaleza, como ocupação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário. José Josivaldo, da coordenação nacional do MAB, avalia que "a extrema-direita, as

empresas e as transnacionais tensionam contra a vida dos mais pobres". Ele explica que o governo de Michel Temer, em dezembro de 2018, retirou o subsídio de 42% na conta de luz dos agricultores. De acordo com Josivaldo, os próximos cortes nos subsídios podem atingir os trabalhadores de baixa renda, que somam 8,5 milhões de contas de energia no Brasil.

EXPEDIENTE

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina - INTERCEL e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil - INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) Conselho Editorial: Lucio Silva Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.


HORA DE PÂNICO

POR ALBERTO VILLAS

Quem acompanhou o noticiário na televisão durante toda a segunda-feira (9), chegou ao fim do dia acreditando piamente que o mundo estava acabando. Mas, na verdade, quem estava na UTI e respirando por aparelhos, era o capitalismo. Repórteres, apresentadores, comentaristas, analistas, especialistas tentavam entender o que estava acontecendo com a Bolsa, com o dólar, com a economia do mundo inteiro. Da janela da redação onde trabalho via, lá embaixo, alguns craqueiros sentados na calçada, outros dormindo, completamente alheios ao que se passava. A televisão estava voltada para um público especializado e em pânico. Qualquer analista diria que sou maluco em não me preocupar com o que estava acontecendo no mundo inteiro porque isso “mexe com o bolso de todos”. Me pergunto se mexe mesmo com a vida dos 26 mil moradores de rua de São Paulo que geralmente perambulam pela cidade vestindo shorts, sem bolso. Posso estar parecendo um radical meio idiota. Como não se preocupar com o que está acontecendo? Concordo em parte. O que precisa ser discutido é a falência do capitalismo, a ode ao consumo, a ganância pelo dinheiro. Sei que quando a Bolsa se acomodar, a vida continua. Os ricos vão continuar mais ricos e os pobres mais pobres. Mas estará tudo bem, alívio geral para os analistas. Enquanto falavam da crise no mercado mundial, no Municipal pessoas circulavam pelas bancas procurando um tomate mais barato, umas batatas em conta, uma dúzia de ovos pra fazer uma omelete já que a carne é fraca e anda muito cara.


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