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LV 1482

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30 anos LV

DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES

INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1482 - 12 DE DEZEMBRO DE 2019

V

GOLPE

DIRETORIA COLEGIADA APROVA DELIBERAÇÃO INSTITUINDO NOVO PROCESSO ELEITORAL, DESRESPEITANDO O MANDATO ELEITO PELOS CELESQUIANOS


CELESC

CELESC

GOLPE CONTRA MANDATO DOS TRABALHADORES ELEITOS

CONSTRU COLETIV

Diretoria aprova deliberação instituindo novo processo eleitoral, desrespeitando o mandato eleito pelos celesquianos O projeto autoritário do Governo do Estado à Celesc passa pela destruição de todas as instâncias de resistência que existem na empresa. Foi com esta intenção que a Diretoria da Celesc atacou os sindicatos da Intercel e a estrutura sindical no Acordo Coletivo de Trabalho 2019/20. Nesses novos tempos, não há espaço para debate e a diretoria corre para achar meios de destruir as representações dos trabalhadores. O foco atual do Presidente Cleicio é caçar o mandato do Diretor Comercial eleito, único diretor que tem respeitado sua história como celesquiano de carreira e feito a defesa dos trabalhadores em uma diretoria que aparenta ter mais apego ao cargo do que com a Celesc Pública e os celesquianos. Amparado em um parecer equivocado da PGE, induzido ao erro pela consulta realizada pelo presidente, que mente ao informar que o regulamento eleitoral não prevê prazo de mandato, e ignora o parecer jurídico independente apresentado pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração, a Diretoria aposta as fichas em uma nova eleição para derrubar a oposição. Aprovada em 28 de novembro, a deliberação 113/2019, assinada pelo presidente e pelos Diretores André Pereira, Claudine Furtado, San-

dro Levandoski, Pablo Cupani e Fábio Valentim autoriza o encaminhamento para o Conselho de Administração, na reunião que acontece hoje, dia 12 de dezembro, deliberar pela realização de uma nova eleição. O breve tempo que esta diretoria está à frente da Celesc tem demonstrado seu ódio pela participação dos trabalhadores na gestão da empresa. Demonstra, também, que a Diretoria é intolerante e agressiva com críticas e com o contraditório, fazendo de tudo para perseguir as representações democraticamente eleitas. Aliás, a postura do presidente é bastante condizente com a de sua condição: um indicado político na presidência da Celesc e que nunca passou pela aprovação dos trabalhadores, utilizando o medo e a violência como forma de coação. Para os sindicatos da Intercel, o atentado contra o mandato do atual Diretor eleito é um atentado contra o direito democrático, garantido pelo estatuto social e pela constituição do Estado de Santa Catarina, dos trabalhadores elegerem entre seus pares um celesquiano para ocupar a diretoria comercial. É, também, reflexo de uma diretoria que desrespeita a história e as conquistas dos trabalhadores. Não é a primeira vez que uma administração tenta caçar um mandato de um diretor

Edital de Convocação Assembleia Geral Ordinária A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região - SINERGIA, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, CONVOCA todos os seus associados da base territorial do Sindicato, para participarem da ASSEMBLEI GERAL ORDINÁRIA, a realizar-se no dia 16/12/19 (segunda-feira), às 17h30 em primeira convocação, com o número regulamentar de presentes, e às 18h, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes, no auditório do SINERGIA, sito à Rua Lacerda Coutinho, nº 149 - Centro - Florianópolis/SC, a fim de discutirem e deliberarem sobre a seguinte

eleito. Infelizmente, é a primeira vez que ela tem auxílio de empregados do quadro própria para atentar contra o direito de todos. As assinaturas dos diretores de Distribuição, Geração e Novos Negócios e Assuntos Regulatórios e Jurídicos demonstra, novamente, a traição aos celesquianos. Pior: esse golpe não seria construído se o presidente não tivesse um “testa de ferro”, um trabalhador disposto a contribuir com o golpe e concorrer nesse processo eleitoral, apoiado pela Diretoria, mesmo que finja não ser. A Intercel não aceitará mais este atentado contra os celesquianos. O Diretor Comercial, Antônio Linhares foi eleito pelos trabalhadores e deve cumprir o mandato para o qual os trabalhadores o indicaram. A proposta de uma nova eleição é ilegítima, típica de quem utiliza a companhia de acordo com a conveniência, apontando como próximo passo o ataque à representação dos empregados no Conselho de Administração da Celesc. Ao mesmo tempo que tenta retirar a única voz dissonante de dentro da Diretoria, o Presidente da Celesc e o Governador do Estado articulam um golpe contra o mandato do Conselheiro eleito, buscando abrir caminho para privatizar a Celesc.

PRIVATIZAÇÃO

LUTA CONJUNTA CONTRA PRIVATIZAÇÕES Movimento contra privatização de estatais se úne pela universalização do saneamento

ORDEM DO DIA 01 - Informes; 03 - Previsão Orçamentária para 2020 Florianópolis, 03 de dezembro de 2019 José Carlos Dutra Diretor de Finanças e Administração

LV

EXPEDIENTE

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina - INTERCEL e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil - INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) Conselho Editorial: Patricia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra. com.br

As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

Trabalhadores urbanitários de todos os cantos do Brasil lotaram a Câmara dos Deputados na última terça-feira, dia 10, contra o Projeto de Lei 3261/19, que privatiza os serviços de água e saneamento, impondo a precarização da universalização do sistema e gerando a precarização dos serviços prestados e o aumento das tarifas da conta de água. Na articulação política, os representantes das entidades fazem o trabalho de convencimento dos parlamentares apresentando os justos argumentos contra o PL que irá prejudicar principalmente a população mais carente do país.

Até o fim de de construção de u

Em um momento ataques diretos e co participação e const da Celesc participem dos Empregados no caminhada por e-ma ferramenta para bal pação coletiva na co celesquianos na luta direitos dos trabalha

CELESC

O DIA

No atual context

Na última segundamorado o Dia do Elet 2017 por um projeto tado Estadual Dirceu pla articulação dos s o dia do eletricitário calendário oficial do E dos trabalhadores cel ção e desenvolvimen de Santa Catarina. Nã eletricitário foi institu que a Celesc foi fund constante que as inst pessoas e que, aquele sua grandeza devem lorizados. Entretanto, no atua era para ser comemo reflexão. Vivemos, ho de maior desrespeito lesquianos e de cons lesc Pública e aos dir res. Este momento nã políticos que foram c nador do Estado no ministrativos da maio para conduzir um de arriscando o bom ate Representantes dess dente da Celesc, Clei Diretora de Gestão C Furtado tem grande r momento, mas não es ataques estão funcion tricitários que galgar tura administrativa d ceram do caminho, se de ter uma função gr de um coletivo. Os dir


UINDO UM MANDATO VO

ezembro trabalhadores podem auxiliar na uma representação coletiva

onde as representações dos trabalhadores estão sofrendo ovardes da administração da empresa, é preciso de ainda mais trução coletiva. Por isso, é fundamental que os trabalhadores m da pesquisa de avaliação do mandato do Representante o Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes. Enail para todos os trabalhadores, a pesquisa é uma importante lizar as ações do conselheiro eleito, refletindo uma particionstrução de um mandato que represente, de fatos todos os a contra a privatização da Celesc e contra o desmonte dos adores. PARTICIPE!

ESTÁ CHEGANDO AO FIM!

Na segunda-feira, dia 16, encerram as inscrições para o 10º Concurso Conto e Poesia. O concurso, que promove o intercâmbio cultural e estimula a criação literária, tem abrangência estadual, e é aberto a todos os catarinenses residentes ou não no estado de SC, e a não catarinenses residentes no estado. Os participantes poderão apresentar até 3 textos inéditos (não publicados em livro) em cada gênero. Ficha de inscrição e regulamento no www.sinergia.org.br

A DO ELETRICITÁRIO É UM DIA DE LUTA

to, data comemorativa serve para refletir e mobilizar trabalhadores contra desmontes e desmandos da atual diretoria da Celesc

-feira, dia 09, foi cometricitário. Instituído em de Lei do então DepuDresch, depois de amsindicatos da Intercel, o é uma lembrança no Estado da importância lesquianos na construnto social e econômico ão é à toa que o dia do uído no mesmo dia em dada: é uma lembrança tituições são feitas de es que trabalham para ser respeitados e va-

al contexto, a data que orativa nos convida à oje, um dos momentos com a história dos cestantes ataques à Cereitos dos trabalhadoão é fruto de indicados colocados pelo Goveros maiores cargos ador estatal catarinense esmonte irresponsável, endimento à sociedade. sa realidade, o presiicio Poleto Martins e a Coorporativa, Claudine responsabilidade neste stão só. Auxiliando os nários de carreira, eleram degraus na estruda empresa e se esqueesqueceram que antes ratificada faziam parte retores Fábio Valentim,

Pablo Cupani e Sandro Levandoski, todos decidiram punir os trabalhadores que paraempregados de carreira ocupam cargos de lisaram as atividades em defesa dos direitos diretoria, demonstram que, infelizmente, do ACT, descontando o dia e o descanso seo apreço pelo cargo cega para as mazelas manal remunerado. O ataque às entidades que eles conduzem. Outros comissionados, sindicais veio desde o início desta gestão. sejam chefes de agência, de departamentos Foram, novamente, os traidores dos celesou divisões, gerentes e supervisores, com quianos que ajudaram a construir as proobediência cega e irresponsável, contribu- postas de redução de dirigentes sindicais liíram para dar vida aos plaberados, contribuindo para nos da administração. "Enquanto a maioria o plano de enfraquecer a Foi com aval e auxílio dos trabalhadores da categoria, minimizar a redeles que o presidente da sistência, destruir direitos, Celesc, eletricitários Celesc iniciou sua trajetóenxugar a empresa e tornaria na empresa com a des- de todos os cantos do -la ainda mais atrativa para truição das Agências Reestado fica contente a privatização. gionais. Encaminhada de Com pareceres mirabocom o reconhecimento forma autoritária e desorlantes e desprezo pelo dianônimo do denada, a reestruturação reito democrático, funciocoletivo, estes que administrativa foi criticanários de carreira deram da por todos os segmensubsídios para o golpe contem trabalhado tos da sociedade. Passado tra os mandatos do Diretor contra a empresa quase um ano, a reestrutuComercial e do Represenpública, o Estado de ração não trouxe nenhum tante dos Empregados no Santa Catarina e, resultado positivo. Pior: Conselho de Administracorrem os boatos e que o principalmente, contra ção. Também cooptados golpe final nas agências os celesquianos, serão pelos desejos particulares, regionais será dado nos empregados aceitaram fasempre lembrados próximos dias. zer parte do plano encaFoi também com subs- com uma denominação beçado pelo presidente da tancial participação de emempresa, aceitando o papel individual: traidor" pregados de carreira que a de candidatos da adminisDiretoria da Celesc atacou direitos históri- tração contra os mandatos legítimos de cos dos trabalhadores no Acordo Coletivo eleitos pelos celesquianos. de Trabalho (ACT). Atacando a garantia de Além disso, vivemos um momento onde emprego, o plano de saúde e várias outras empregados de carreira defendem a terceiconquistas da categoria, a Diretoria da Ce- rização, atacando eletricistas e atendentes lesc demonstrou a nova lógica: espremer os comerciais como forma de romper com a trabalhadores e descarta-los de acordo com unidade da categoria e a resistência a este a conveniência. Além disso, foram estes que projeto privatista.

Chegando ao final deste texto, quase que construímos uma retrospectiva da traição. Em comum, em todos estes momentos onde os trabalhadores foram desvalorizados, atacados, perseguidos e desrespeitados há um dedo trabalhador que traiu a todos os outros trabalhadores. Individualismo é uma faceta da humanidade. Farinha pouca, meu pirão primeiro, diz o ditado. Mas é uma das piores facetas. Talvez por isso não exista o dia do presidente da Celesc. Ou um dia para cada diretor. Porque, no fundo, todos sabem que eles são efêmeros e sem importância. Na verdade, o indivíduo que ocupa um cargo deste só tem relevância no comparativo com outros que por ali já passaram. É assim que se ouve que tal presidente foi o melhor. Ou, no caso do atual, que é um dos piores. Enquanto a maioria dos trabalhadores da Celesc, eletricitários de todos os cantos do estado fica contente com o reconhecimento anônimo do coletivo, estes que tem trabalhado contra a empresa pública, o Estado de Santa Catarina e, principalmente, contra os celesquianos, serão sempre lembrados com uma denominação individual: traidor. O dia do eletricitário é, hoje, um dia de luta. É um dia de conscientização. É um dia para lembrar que a traição tem berços históricos e consequências fatais. Afinal de contas, o maior traidor da cultura ocidental, devastado por ter vendido um companheiro por trinta moedas de prata, enforcou-se. Ainda há tempo para que estes que hoje se afundam na deslealdade, retomarem o respeito com os companheiros e a retomarem a dignidade e o orgulho de serem celesquianos.


10 DE DEZEMBRO | DIA INTERNACIONAL DOS

DIREITOS HUMANOS LUTAR RESISTIR

SONHAR

Na semana em em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos, podemos concluir que o Brasil retrocede a olhos vistos na agenda civilizatória. Desde que assumiu o governo, Jair Bolsonaro pouco fez pelo tema, muito pelo contrário, segue atacando entidades, instituições, defensores e leis, mesmo quando diz que apoia. É o caso da recente proposta que desobriga empresas a contratarem pessoas com deficiência, pauta que ele abraçou ainda no discurso de posse, ao lado da esposa, que traduzia suas promessas para Libras. O caso é tão grave que um relatório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para violações dos direitos humanos no Brasil. O documento apontou problemas em diversos tópicos, sendo os mais críticos a violência, a liberdade de expressão, e o direito das mulheres, dos refugiados e da comunidade LGBT. Nesse cenário, o Brasil tem abandonado a cooperação internacional, segundo a entidade. O presidente Jair Bolsonaro está “atacando frontalmente” os direitos humanos no Brasil, denunciou o diretor da ONG Human Rights Watch (HRW), Kenneth Roth. Para ele, o presidente estimula a polícia a usar a força letal sem justificativa adequada; tem tentado enfraquecer o poder da sociedade civil e da mídia; ataca os defensores da floresta, dá aval à [exploração de] madeira ilegal na Amazônia e mina os esforços para combater a tortura. “Um presidente, somente porque foi eleito, não está acima da lei. Muitos autocratas no mundo tentam se colocar acima da lei. É assim que emerge um governo autoritário, assim que são gerados esses tipos de ditaduras eleitas”, alertou. Mensagens de intolerância e ódio são espalhadas por pessoas que buscam o poder, utilizando lógica enviesada e falsas promessas, fabricando flagrantes mentiras. Aos poucos, esta nociva onda de ódio está crescendo e princípios vitais que protegem a paz nas sociedades estão sendo varridos. É preciso impor limites. Onde houver discriminação, é preciso se manifestar para ajudar a garantir o direito de alguém de viver sem medo ou abuso.


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LV 1482 by Paulo Guilherme Horn - Issuu