30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1466 - 22 DE AGOSTO DE 2019
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CENSURA NA CELESC
Como a Diretoria da Celesc cerceia direitos, persegue representações e investe em propaganda para enganar os trabalhadores
CELESC
CENSURA NA CE
Como a diretoria da Celesc cerceia direitos, persegue representações e investe em propaganda para enganar os trabalh Nos últimos dias, os trabalhadores da Celesc presenciaram um ataque direto do Presidente da Celesc a uma representação eleita pelos Celesquianos. O corte ao acesso do Representante dos Empregados no Conselho de Administração, Leandro Nunes, aos e-mails dos trabalhadores é, no entanto, a declaração de uma guerra que vem sendo conduzida pelo Presidente da empresa, Cleicio Poleto Martins e pela Diretora de Gestão, Claudine Anchite, desde que chegaram à Celesc. A repercussão da censura gerou uma rápida reação do Presidente, que se apressou em reestabelecer o acesso aos e-mails, classificando o caso como um mal-entendido. Na verdade, o que houve foi mais um ataque covarde que recebeu forte crítica não só dos trabalhadores e dos sindicatos, mas dos próprios parlamentares catarinenses. O ataque ao Conselheiro é o primeiro passo de um planejamento para enfraquecer as entidades sindicais, dividir a categoria, destruir os direitos do Acordo Coletivo e facilitar a privatização da Celesc. Vindo da iniciativa privada, o presidente Cleicio se acostumou com as práticas da Engie, onde os sindicatos são proibidos de entrar na empresa para informar os trabalhadores. É esta visão deturpada que, com a ajuda da Diretora de Gestão, está sendo encaminhada. Nos corredores da Celesc trabalhadores denunciam aos dirigentes sindicais os estudos para contratação de sistema eletrônico para acesso à empresa, utilizando tecnologia para justificar a proibição de acesso dos dirigentes sindicais na empresa. Com um objetivo claro de atacar todas as representações dos celesquianos, a Diretoria também investe em
desinformação na campanha da Celos. A real intenção autopromoção tem como principal propaganda uma é a retirada de direitos dos trabalhadores. Não é por preocupação com a segurança dos trabalhadores que acaso que, a cada fala do presidente o passivo do plano passa de marketing. Enquanto afirma compromisso co de saúde é levantado como uma ameaça à concessão. políticas de segurança, na prática a Celesc descump Ignorando todos os esforços que a categoria já fez para acordo firmado com o Ministério Público decorrente d manter a concessão e a Celesc Pública, o presidente Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Recentem faz campanha para confundir os trabalhadores e deixar a empresa decidiu dar chance a um chefe que libero livre o caminho para destruir trabalho uma empresa em os direitos dos celesquianos e "Atrás de uma propaganda ostensiva gada pelo Técnico de Segu seus familiares. Nesse procesça, o que levou a um grave que busca criar a imagem de um so, existem dois celesquianos dente. Não tem a mesma presidente interessado, motivado e ajudando. Os diretores Pablo uma série de trabalhadores Cuppani e Fábio Valentim, dinâmico, há um planejamento para veem inquéritos adminis empregados de carreira da enfraquecer as entidades sindicais, vos serem abertos aos mo Celesc, parecem ter esquecido na empresa. Ou seja, segu dividir a categoria, destruir os que há pouco tempo também a lógica do patrão, às ch direitos do Acordo Coletivo e facilitar dependiam do ACT e da Celos, é concedido o perdão, mas a privatização da Celesc" e hoje auxiliam os ataques trabalhadores é a política d aos direitos da categoria. na bunda. Isso só caract O fato é que a figura do presidente é uma ilusão. Atrás uma coisa: a única segurança que importa é a do emp de uma propaganda ostensiva que busca criar a imagem dos amigos do presidente. de um presidente interessado, motivado e dinâmico, há um É diante deste cenário que as negociações do Ac planejamento para enfraquecer as entidades sindicais, di- Coletivo de Trabalho irão começar no dia 29. Tardiam vidir a categoria, destruir os direitos do Acordo Coletivo e diga-se de passagem, por uma tática da Diretora de facilitar a privatização da Celesc. Aliás, a autopromoção tão que recusou-se a negociar o ACT nesta quintado presidente nas comunicações oficiais da empresa já de- como proposto pelos sindicatos. Afirmando que era monstra o nível de apropriação da administração pública ciso conversar com o Diretor de Planejamento, a dire para benefício próprio. A propaganda é tamanha que a co- antecipa o projeto privatista: indicado pela EDP, o di municação da Celesc no informativo Conexão cita elogios visa reduzir direitos para facilitar a compra da estata nunca dados pelos sindicatos ao presidente. Além disso, a tarinense pelos seus patrões. Claramente, a intençã
ELETROSUL
ELETROBRAS
INTERSUL ACIONA JUSTIÇA FEDERAL PARA DEFENDER O PATRIMÔNICO PÚBLICO
PRIVATIZAÇÃO DA EL PROJETO DE LEI
Pedido de Tutela Cautelar de Urgência Pede Suspensão do Processo de Incorporação da Eletrosul pela CGTEE
Governo decide encaminhar ao Congre empresa de energia eétrica da Améric
Depois de terem ingressado meses atrás, com uma Representação junto ao Ministério Público Federal, pedindo que o MPF investigue a Incorporação da Eletrosul pela CGTEE, os sindicatos que compõem a Intersul protocolizaram nesta quarta feira, na Justiça Federal, em Florianópolis, um pedido de Tutela Cautelar, em caráter antecedente e urgente no sentido de suspender toda e qualquer deliberação societária que vise a operação de incorporação da Eletrosul pela CGTEE, até que se ultimem os procedimentos para disponibilização das informações e documentos solicitados pelos sindicatos que já obtiveram a concessão de mandado de segurança para a entrega dos documentos, até então não cumprido pela Eletrobras e Eletrosul. Os sindicatos também pedem que
O Governo Federal decidiu encaminhar ao Congresso Nacional um novo projeto de lei para privatizar a Eletrobras e suas subsidiárias. A decisão foi tomada na segunda-feira numa reunião entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque. A privatização da maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica do país já havia sido encaminha-
a Tutela Cautelar se estenda até que se discuta o processo de incorporação, em audiência pública a ser marcada no Senado Federal. O requerimento da audiência foi aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado em 11 de junho, mas a data da audiência ainda não foi definida. Todo o empenho de esforços e recursos dos sindicatos tem sido no sentido de proteger o Patrimônio Público e propiciar à sociedade em geral conhecer todos os efeitos e consequências da incorporação, para salvaguardar os interesses da população e dos trabalhadores da empresa. Os sindicatos esperam pela concessão da Tutela Cautelar da Justiça Federal, ao mesmo tempo em que aguardam pelo pronunciamento do Ministério Público Federal também acionado pela Intersul.
da ao Leg dente Mich 2018. O te çou, em m cias polític A estata grama Na zação (PN precisa bu de deputa que uma n volte ao pr Supremo T definiu qu
ELESC
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diretoria tem sido a de embarrigar a negociação, jogando a data-base para um dissídio coletivo que é amplamente desfavorável aos trabalhadores. Com arrogância e desdém, a Diretora assume a postura de atacar os sindicatos majoritários. Em uma discussão acalorada nos corredores da central, a diretora demonstrou ignorância ao dizer que eletricitários são só os eletricistas. Na melhor das hipóteses - que é a da ignorância - é preocupante que a diretora responsável pelo ACT dos Eletricitários não tenha a capacidade de saber que todos os trabalhadores de empresas de distribuição, geração e transmissão de energia fazem parte da categoria. Obviamente, a diretoria sabe a verdade e essa farsa construída é mais uma tentativa de ataque à representação dos trabalhadores. A estratégia da diretoria é clara: enfraquecer os sindicatos, desmobilizar os trabalhadores, retirar direitos e privatizar a Celesc. Entretanto, os sindicatos da Intercel não aceitarão estes ataques. Os dirigentes sindicais têm percorrido os locais de trabalho, mobilizando a categoria para o embate e para a defesa do Acordo Coletivo e da manutenção cordo da Celesc Pública. Não existe propaganda que possa mente, enganar os celesquianos e a categoria não deixará Ges- nenhum presidente, diretor ou conselheiro ameaçar -feira, a maior estatal catarinense e seus trabalhadores. a pre- Os celesquianos já estão mobilzados para defender retora a Celesc Pública e seus direitos. Unidos e prontos iretor para a luta, os trabalhadores não serão enganados al ca- pela propaganda de uma diretoria antidemocrática, ão da antissindical e privatista!
LETROBRAS TERÁ NOVO
esso Nacional novo projeto para venda da maior ca Latina
islativo pelo ex-presihel Temer no início de exto, porém, não avanmeio a fortes resistêncas. al foi excluída do Proacional de DesestatiND) e agora o governo uscar novamente o aval ados e senadores para nova lei para que ela rograma. Além disso, o Tribunal Federal (STF) ue a venda de controle
de estatais deve ser submetida ao Legislativo. O governo pretende concluir o processo só no ano que vem, quando o dinheiro da venda da empresa entrará na conta do Tesouro. A equipe econômica ainda não tem uma estimativa de quanto deverá ser arrecadado com a privatização, que o governo cogita fazer nos mesmos nos moldes da recente venda do controle da BR Distribuidora pela Petrobras, por meio de oferta de ações na Bolsa.
TRIBUNA LIVRE O objetivo da reforma é baratear e desmontar o sistema previdenciário atual por José Álvaro Cardoso, economista O Substitutivo da PEC 06/2019, aprovado na Câmara de Deputados em 07 de agosto, se aprovado no Senado Federal (como tudo indica), provocará grande prejuízo social e econômico a quase 100 milhões de brasileiros, que dependem direta ou indiretamente da Previdência Social. Sistemas de Seguridade Social que proporcionem condições razoáveis de saúde, previdência e assistência social, encontram-se no “olho do furacão”. Tornaram-se um artigo de luxo em países subdesenvolvidos e periféricos como o nosso. Por isso, no Brasil estão tentando destruir a previdência social e a assistência social. Mesmo nos países capitalistas centrais, os trabalhadores estão tendo grandes dificuldades para manter seus direitos trabalhistas e previdenciários, obtidos em batalhas seculares. A PEC da Previdência não é um raio em céu azul, ela vem num contexto de desmonte do Estado, como se pode verificar. Os golpistas congelaram por 20 anos, ainda em 2016, os gastos primários (EC 95), aprovaram a regulamentação que permite a contratação de terceirizados em atividades fins das empresas, aprovaram a contrarreforma trabalhista em 2017, que retira direitos e está asfixiando financeiramente os sindicatos. Essas medidas, e muitas outras com menor alcance, que vêm sendo encaminhadas desde o golpe em 2016, têm ajudado a desmontar o mercado de trabalho formal, a reduzir salários e as rendas típicas do trabalho em geral. Há, naturalmente, uma relação direta entre a saúde do sistema de previdência no Brasil e a geração de empregos. O sistema de seguridade está baseado na geração de empregos de carteira assinada. O emprego formal é fundamental para a previdência social e esta é importante também para o mercado de trabalho (em função dos vários benefícios concedidos pelo sistema). São as contribuições dos trabalhadores que possuem vínculos formais (celetistas, estatutários e outras modalidades que contribuem para a previdência) que garantirão o pagamento das aposentadorias daqueles que já cumpriram o seu período de labuta. Se quisesse melhorar a previdência, ao invés de tentar destruí-la, o governo estaria encaminhando medidas óbvias, como: a) melhorar o alcance das medidas de seguridade, incluindo toda a população brasileira no guarda-chuvas da previdência. O país tem cerca de 24 milhões de pessoas fora da cobertura previdenciária, justamente porque é grande a informalidade do mercado de trabalho e muita gente não consegue se aposentar; b) combater a sonegação da previdência que é uma vergonha absoluta: como mostrou a CPI da previdência feita no ano passado. Todo ano são descontados dos trabalhadores mais de R$ 30 bilhões, que não são repassados à Previdência; c) cobrar as dívidas bilionárias de ricos devedores da Previdência Social. Os maiores devedores da Previdência são grandes empresas capitalistas, que acumulam um débito de cerca R$ 450 bilhões com o sistema, e que são as primeiras a defender a destruição da previdência, através de inúmeros mecanismo. O sistema de previdência existente no Brasil hoje, baseado na repartição simples, portanto assentado num pacto entre gerações, pressupõe um mercado de trabalho o mais formalizado possível e com condições de dignidade para os trabalhadores. Se o mercado de trabalho é desmontado, se as leis trabalhistas são destruídas, e se o governo procura aprovar medidas que coloquem o trabalhador formal no nível do informal (um nivelamento por baixo, desejo expresso de Bolsonaro), isso afeta diretamente a arrecadação da previdência. A tentativa de privatizar o sistema previdenciário via adoção do regime de capitalização (que foi removido do Substitutivo, que irá para a segunda no Senadora Federal), portanto, está completamente em linha com a precarização crescente do mercado de trabalho no Brasil. Com a contrarreforma da previdência, Paulo Guedes pretende economizar 1 trilhão de reais, em 10 anos, arrancando o couro dos mais pobres, como já esclareceram todos os especialistas sérios do país. Se não fosse uma proposta cuja intenção é destruir o sistema atual de previdência, que é estratégico para o país, muita coisa poderia ser feita. Por exemplo, não se cumpre o teto constitucional de remuneração no serviço público que é mais de R$ 39 mil. Este teto, que é uma fortuna, considerando que o salário médio no país está em torno dos R$ 2.000,00, simplesmente não é cumprido. Muitos funcionários públicos de alto escalão, recebem mais que o teto. Se tivesse boas intenções o governo poderia encaminhar uma reforma tributária, que tornasse a estrutura de arrecadação progressiva. Nos países europeus a média do imposto de renda está entre 40% e 50%. No Brasil, em função dos descontos, um milionário paga tarifa efetiva de imposto de renda de 6%. Outro aspecto: somente o governo federal, sem considerar estados e municípios, abre mão de quase 300 bilhões por ano em isenções fiscais. Somente esse valor corresponde a 30% da meta de Paulo Guedes em 10 anos. A sonegação fiscal é estimada no país em 600 bilhões por ano. Mas não há esforços para reduzir a sonegação, ou reduzir as fortunas que são transferidas todo ano para os bancos, através do roubo institucionalizado da dívida pública. As energias do governo, a mando dos banqueiros, são todas voltadas para liquidar direitos e qualquer vestígio de Estado de Bem-estar Social.
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EXPEDIENTE
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina - INTERCEL e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil - INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) Conselho Editorial: Patricia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
RESISTÊNCIA, DESESPERO OU UMA AMOSTRA DE FELICIDADE "Imagem que acabei de fotografar, de um passarinho aqui brincando nos tímidos verdes da varandinha do sexto andar. Isso é resistência, desespero ou uma amostra da felicidade. Merecemos mais. É preciso ir além, além do inferno"
O ano era 1999, eu estava grávida e viajava de carro no Estado de Mato cirurgia para extrair amígdalas e adenóides vai ajudá-lo a respirar e dormir”, Grosso do Sul, pra onde havia me mudado. A estrada atravessava uma área disse o médico que o operou aos sete anos. de queimadas, e jamais vou esquecer da cena da terra em chamas, onde o ar E seguimos. faltava, a nuvem de fumaça engolia tudo, da terra saiam ondas de calor em (...) fios macabros e era impossível não pensar no inferno. Não era uma paisagem Da educação que recebi nas melhores universidades públicas desse país fui curta e passageira, eram quilômetros e quilômetros de extensão que pareciam construindo o fio que liga todos esses pontos na grande lógica capitalista do não ter fim. Alguns sinais de casas, uma ponta de telhado aqui e ali se faziam mundo em que vivemos. visíveis, como sutis referências civilizatórias e eu, apavorada, só pedia que meu Hoje, quando vejo a cena da Floresta Amazônica em chamas desabando sobre filho nascesse com saúde num mundo belo, naquele a cidade de São Paulo eu sei o que há vinte anos atrás estado que era e é onde fica boa parte da maior área eu apenas pressentia em angústias. Eu sei da morte "Hordas de homens bestiais de terra inundável do planeta, o Pantanal, o maravique isso representa, uma morte muito além da morte promovendo a morte que ontem lhoso Pantanal. imediata dos pássaros e tantos animais carbonizados. Aquilo tudo - que era novo pra mim - me era aprechegou nos céus de São Paulo, mas Quando se extraem árvores frondosas da floresta sentado como um “fenômeno normal da época”, e eu essas que rendem um bom dinheiro - a água do solo tentava me acalmar enquanto meu nariz sangrava e que já estava lá, há vinte anos atrás, diminui, todo o entorno fica vulnerável, inflamável, e naquela estrada do Mato Grosso do o fogo se alastra com voracidade. Dias atrás, latifunos hospitais ficavam lotados de bebês com dificuldades respiratórias. Naquele mês, tiveram dias em que Sul, e está também nas latas de óleo diários anunciaram o “dia do fogo”, promovendo focos eu não enxergava a casa da frente na rua onde eu de incêndio ao longo da BR 163, na Amazônia. Hordas onde preparamos nossa comida. É de homens bestiais promovendo a morte que ontem morava, e era muito assustador. Esse “normal” não é pra mim, eu pensava. Eu ouvia as conversas eufóri- um modelo de desenvolvimento que chegou nos céus de São Paulo, mas que já estava lá, cas sobre áreas novas para pastagens ou plantios de não exclui, mas inclui todos num laço há vinte anos atrás, naquela estrada do Mato Grosso soja promovendo a riqueza das cidades, trazendo prodo Sul, e está também nas latas de óleo onde preparaviolento que provoca muita dor. " gresso, num universo onde não haviam limites para o mos nossa comida. É um modelo de desenvolvimento desejo de enriquecer e o conselho era não manifestar que não exclui, mas inclui todos num laço violento que contrariedade com estranhos, pois “ todos andam armados”. provoca muita dor. Eu só pensava em voltar pra “minha terra”, como se a terra não fosse a mesMeu filho já é um homem feito, eu sigo desejando um bom futuro, num mundo ma, como se o Sul não fosse o berço daqueles “homens visionários” que colo- belo, só que já não há mais pra onde “fugir”. É preciso dar um basta, pela vida, nizavam o norte do país, os “redentores da fome no mundo”, o “Brasil celeiro que pode - e vai - continuar. Mas com que ar? Com que céu? Com que histórias do mundo”. Meus pensamentos iam de indígenas que se suicidavam em série a familiares se o que plantamos com esse modelo do agronegócio são doenças? poucos quilômetros dali, e o problema ‘urgente’ de comprar um carrinho para Acordem. Basta de governos que promovem a morte. Basta. o meu bebê (era o motivo da tal viagem) que felizmente chegou com saúde, afinal, rinites e sinusites recorrentes são “coisas normais” , “uma ‘pequena’ Texto e foto por Taiana Branches