30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1462 - 25 DE JULHO DE 2019
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O QUE VOCÊ SABE SOBRE A
PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS?
O QUE VOCÊ SABE SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS?
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Dia 18, ocor perior do Tra nião unilatera Acordo Coleti cional, entre dos Eletricitár -presidente d ter encontrad negociar com orientação do nomia para Acordos Cole públicas. Aind sentou um Pro com o esboço que traz alter consolidadas cláusula de Q a proposta é texto, manten demissões em mitada a um empregados. contidas na p a estabilidade vista na claus nológicas e re da clausula d mentos, facilit de benefícios
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PRESENTA PROTOCOLO DE INTENÇÕES ACT NACIONAL DA ELETROBRAS
ão unilateral, Tribunal apresenta proposta ainda sem consenso
rreu no Tribunal Suabalho (TST) a reual de Mediação do ivo de Trabalho Nao Coletivo Nacional ários (CNE) e o Vicedo TST, que afirmou do dificuldades para m a empresa devido o Ministério da Ecorebaixamento dos etivos de empresas da assim, o TST apreotocolo de Intenções o de uma proposta rações em cláusulas do ACT. No caso da Quadro de Pessoal, é a modificação do ndo a restrição para m massa, porém lim quadro de 12.088 Outras alterações proposta restringem e no emprego presula Inovações Teceduz a abrangência de Normas e Regulatando a modificação que não venham de
Adeus à Driessen
POR PAULO SÁ BRITO E LUIZ CÉZARE VIEIRA
instrumentos normativos. A proposta prevê ainda a adoção de clausula de custeio sindical e a renovação dos Acordos Coletivos Específicos, mas com previsão de grupo de trabalho paritário para analisar e avaliar a possibilidade de extinção de clausulas juridicamente desnecessárias. Quanto ao reajuste salarial, a sugestão do TST é 70% do INPC, com efeitos retroativos a 1º de maio de 2019 e retirada cláusula de suspensão do SAN pretendida pela empresa. As demais cláusulas do ACT seriam mantidas nos seus exatos termos com compromisso a ser firmado entre as partes para instituição de novo plano de desligamento voluntario para adesão até 31/12/2019. Após a apresentação da proposta, mais uma vez o Juiz Auxiliar da Vice-presidência deixou claro que se trata apenas de uma sondagem, de forma que não existe nenhum compromisso entre o CNE e o TST. Em resposta ao que foi apresentado, o CNE externou as preocupações com as alterações
sugeridas na redação das cláusulas, pois permitiriam a empresa alterar de forma unilateral diversas normas internas que versam sobre planos de saúde, férias, periculosidade, entre outras. Sobre a redução do quadro de pessoal pretendida pela Eletrobras, o CNE manifestou estranheza visto que a própria SEST estabelece um quantitativo de 14.261 trabalhadores, lembrando que do quadro atual já foram desligados mais de 8 mil trabalhadores nos últimos 5 anos. Estes desligamentos e outro futuros geram o aumento da terceirização e precarização dos serviços. Ao final, ficou estabelecido pelo TST que as manifestações do CNE fossem devidamente peticionadas nos autos do Processo de Mediação, o que foi realizado no dia 22. Agora, o CNE aguarda formalização da proposta de mediação que deve ser oficializada e submetida à apreciação das assembleias. A proposta final de mediação é aguardada para esta semana.
SUL
SUL FAZ DEFESA DA ELETROSUL
de Vereadores de Florianópolis abre espaço para defesa da estatal
o um requerimento ores Lino Peres e a semana passada, ivre da Câmara de de Florianópolis ra para fazer uma etrosul. Na oportuardo Clasen Back, r Geral do Sinergia da Intersul, falou ortância da Eletrorianópolis e Santa da necessidade de ítica estar atenta re com a empresa, enção de realizar ração à CGTEE. Os so na cidade são ois poderia signisferência da Sede
TRIBUNA LIVRE No dia 21 de Julho, em Joinville, faleceu Silvino Driessen, aposentado na Celesc em 1984, depois de marcantes 43 anos de trabalho. Driessen foi um dos pioneiros nos tempos em que a estatal buscava organizar o caótico e insuficiente sistema elétrico de Santa Catarina. Conversamos com ele em 2015. Na ocasião viajávamos por todo Estado colhendo depoimentos para o livro Histórias de Luz. Bem-disposto, apesar da idade, Silvino lembrou as dificuldades de um tempo rústico, quando a tecnologia ainda engatinhava. Não possuía telefone e não foram poucas as ocasiões em que o chamaram em casa na madrugada para resolver problemas na Usina Piraí ou na Usina do Bracinho. Só deixava um bilhete para a família, dizendo não saber quando retornaria. "Quantas vezes fui a Piraí de carroça. No Bracinho, só para subir os 438 degraus com as ferramentas nas costas, levava uma hora e meia". O dilema era atravessar os rios, a camionete boiando na correnteza, necessitando ser puxada por cavalos. Mas o orgulho de Driessen era mesmo a oficina mecânica de manutenção, onde trabalhou por quatro décadas, a maior parte como chefe. A oficina era uma referência na Celesc e na comunidade. Além de ferragem para redes e subestações, cintos de segurança e luminárias, fabricavam transformadores, quando estes não eram produzidos no Brasil. Chegaram a construir o maior transformador do país. "Era bonito ver 80 pessoas trabalhando na oficina e resolvendo qualquer tipo de problema", lembrou-se com saudade. Silvino não esqueceu o dia da aposentadoria. "Era 29 de fevereiro e eu estava fazendo uma reforma na comporta do Oitavo Salto, no Bracinho, quando me entregaram a carta dizendo que eu estava aposentado. Falei que primeiro iria terminar o serviço. Fiquei mais uns dias até terminar tudo. Se fosse possível, começaria tudo outra vez", arrematou. O tempo, sabemos, passa rápido para todos. Resta-nos preservar as histórias de colegas que deixaram um rico legado e ficarão na memória de muitos pelo destaque na construção da Celesc e da energia em Santa Catarina. Driessen foi um deles.
ASSEMBLEIA ESTADUAL 03 DE AGOSTO - CAPIVARI DE BAIXO
da empresa para o Rio Grande do Sul, com o risco de demissões e transferência de seus empregados. Além disso, há o risco de uma eventual tentativa de privatização da Eletro-
sul e da Eletrobras, intensão do governo Bolsonaro, e que trará enormes prejuízos para a sociedade, com o aumento das contas de luz e perda de competitividade da economia.
LV
EXPEDIENTE
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina INTERCEL e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil - INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) | Conselho Editorial: Patrícia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
NADA SUBSTITUI A DECÊNCIA POR FERNANDO BRITO
Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é Doutor em Física pelo Massachusetts Institute of Technology , o famoso MIT. Foi diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), membro do Conselho da Sociedade Europeia de Física e presidente da Sociedade Brasileira de Física. Hoje, porém, mostrou que tem uma qualificação ainda maior: é mestre em uma das mais difíceis Ciências Humanas, a da Honra e da Decência. O senhor Jair Bolsonaro, diante dos dados do Inpe mostrando uma crescimento imenso no desmatamento da Amazônia, disse que os dados eram falsos – talvez ele, do Mundo da Lua onde está, tenha tido outro olhar sobre nossa floresta – e que a instituição científica que tem quase 50 anos de renome internacional estaria fraudando os dados e que o presidente do instituto pode estar “a serviço de alguma ONG”. Ricardo reagiu sem pressa, mas com um energia que é incomum nos homens públicos:
leira de Ciências, não vou aceitar uma ofensa desse tipo. Ele que tenha coragem de, frente a frente, justificar o que ele está fazendo.
O velho professor chamou Bolsonaro – que hoje. num dos comentários postados no UOL recebeu a fantástica classificação de “macho de porta de padaria” – para um duelo. Não de pistolas ou de sabres – floretes Bolsonaro não sabe manejar – mas de armas que o atual presidente da República não sabe o que são, perdido nas suas “arminhas”: saber, ciência, honradez e coragem. Sim, também a coragem, a qual Bolsonaro confunde com gritos. Ricardo não grita, mas não abaixa a cabeça diante dos gritos. Diz que o presidente, diante de uma tema sério e complexo, não pode falar ” como se estivesse em uma conversa de botequim.” Ainda há gente decente neste pais e ele é uma destas pessoas. Se eu tivesse de escolher entre o Dr. Ricardo e o General Heleno para defender a última ponte antes da invasão do Brasil, não teria um segundo de [Jair Bolsonaro]tomou uma atitude pusilânime, covarde, de fazer uma dúvidas. Quem grita “Selva!” e quer que se calem os que denunciam que declaração em público talvez esperando que peça demissão, mas eu não ela está sendo posta abaixo é, afinal, um covarde. vou fazer isso. Eu espero que ele me chame a Brasília para eu explicar Ou, pior: um cúmplice. o dado e que ele tenha coragem de repetir, olhando frente a frente, nos meus olhos. Eu sou um senhor de 71 anos, membro da Academia BrasiPUBLICADO ORIGINALMENTE NO SITE WWW.TIJOLACO.NET