30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1461 - 18 DE JULHO DE 2019
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DATA-BASE APONTA PARA
LUTA Após caravana da Intercel, trabalhadores unificarão pauta de reivindicações na Assembleia Estadual
CELESC
DATA-BASE APONTA PARA A LUTA Após caravana da Intercel, trabalhadores unificarão pauta de reivindicações na Assembleia Estadual
CGTEE TERÁ SE GOLPE DA INCO Estratégia do Governo é
Terminou nesta terça-feira, dia 16, a Caravana da Intercel. Percorrendo todas as Agências Regionais, diversos escritórios e departamentos da Administração Central, os dirigentes sindicais debateram com os trabalhadores o cenário que será enfrentado nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019/20. Em todos os locais os dirigentes sindicais alertaram os trabalhadores para as dificuldades do ACT. Em um cenário de retomada de privatizações, a diretoria da empresa aponta para um processo de embate, com ataques à direitos históricos dos celesquianos, como a garantia de emprego e o plano de saúde. Além disso, a postura de falta de diálogo tende a aprofundar o ataque aos sindicatos, buscando fragilizar a organização dos trabalhadores e facilitar a retirada de direitos. Neste cenário, a união da categoria é a única saída para lutar em defesa de seus direitos e pela manutenção da Celesc Pública. O próximo passo da campanha de data-base dos celesquianos é a unificação da pauta de reivindicações para a negociação do ACT. Dia 03 de Agosto os trabalhadores se reunirão em Capivari de Baixo para debater as reivindicações da categoria, na luta por um Acordo Coletivo justo!
CELESC
ELETROSUL
A CGTEE mudará sua sede par Florianópolis, Tratada por algun colunistas como uma vitória d Fórum Parlamentar Catarinens por ter impedido a saída da Ele trosul de Florianópolis, a notíci da mudança na sede da CGTEE em nada altera o golpe para privati zação da empresa. A incorporaçã da Eletrosul pela empresa gaúch de geração de energia permanec como meta do Governo Federa acelerando o passo para privati zação do setor elétrico. Com a forte resistência de par lamentares catarinenses, mani festada nas frentes parlamenta res em defesa da Eletrosul e em atos como a audiência públic realizada na Assembleia Legisla
ELETROBRAS
ALTERAÇÃO NO ESTATUTO SOCIAL DA CELESC VAI À DEBATE NA ALESC
NEGOCIAÇÃO DO ACT NACIONAL CONTINUA EM COMPASSO DE ESPERA
CCJ vai debater minuta encaminhada pelo Governo do Estado
Segunda rodada de mediação no TST mantém impasse
O Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado o projeto de alteração do Estatuto Social da Celesc. A proposta visa adequar a Celesc à Lei 13.303 (Lei das Estatais), além de confirmar mudanças estruturais feitas nas diretorias da Celesc. O histórico de alterações do estatuto social da empresa, entretanto, faz com que os sindicatos da Intercel alertem os trabalhadores para os riscos de privatização da empresa. Em tempos passados, alterações simples no estatuto foram utilizadas para atacar o caráter público da maior estatal estadual de Santa Catarina. A proposta, relatada pelo Deputado Maurício Eskudlark (PR) foi pautada para debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em reunião realizada no dia 16, última terça-feira. O Deputado Fabiano da Luz (PT), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense pelo fortalecimento das empresas Públicas pediu vista do projeto, dando a oportunidade dos sindicatos da Intercel e da representação dos Empregados no Conselho de Administração revisarem a proposta para garantir que a alteração do estatuto não contenha nenhum ataque à Celesc Pública e a seus trabalhadores.
A segunda rodada de mediação do Acordo Coletivo de Trabalho 2019 dos empregados da Eletrobras e suas subsidiárias não evoluiu significativamente. Realizada no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a reunião serviu para que o Ministro Rogério Neiva sondasse os representantes do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) e da Eletroabras para a possibilidade de uma conciliação. A proposta apresentada pela empresa nas negociações não contempla as reivindicações da categoria, atacando direitos sociais, organização sindical e deixando os trabalhadores com um reajuste inferior ao da inflação. A principal intenção da Eletrobras é a retirada das amarras para a demissão de trabalhadores, cláusula que garante aos trabalhadores tranquilidade para exercerem suas atividades com qualidade, atendendo o povo brasileiro e levando desenvolvimento ao país. Até o momento, a empresa não apresentou na mediação nenhuma nova proposta para o ACT nacional, com o TST buscando um caminho que evite a mobilização dos trabalhadores em todo o país. Uma nova reunião de mediação está prevista para acontecer hoje, dia 18, no TST. Acompanhem os boletins da Intersul para o relato da reunião e participem das concentrações dos sindicatos.
ELETROSUL
GENERAL É NOM
Após 3 anos na Eletrosu
Em meio à ataques priva tistas, a Eletrosul anunciou substituição de seu presidente Após 3 anos à frente da empre sa, Gilberto Odilon Eggers ser substituído pelo General Antô nio Carlos Nascimento Kruege ex-comandante da 14ª Brigad de Infantaria de Florianópolis Marcado pela gestão submiss e pelo encaminhamento de um projeto que visa a privatizaçã da Eletrosul, Gilberto foi de fensor do ataque à direitos do trabalhadores, enaltecendo gestão de mercado e anuncian do uma nova era de ataques a patrimônio público. Sua mai emblemática imagem neste anos de gestão é a defesa d presidente da Eletrobras, Wil son Pinto Jr, em evento na Ele
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Linh
EDE EM FLORIANÓPOLIS, MAS ORPORAÇÃO CONTINUA desmobilizar a resistência de parlamentares
do setor elétrico"
a resistência e continuar com o plano privatista. Ao anunciar a manutenção da nova empresa em Florianópolis, o governo minimiza o impacto das críticas à saída de
impostos de Santa Catarina, o que mobilizou grande parte dos deputados e o próprio Governo do Estado a defenderem a permanência da empresa em Santa Catarina. Entretanto, se a estratégia do governo mira reduzir a resistência, vendendo a incorporação como um bom negócio, a realidade é outra. A incorporação da Eletrosul trará enormes prejuízos para trabalhadores e sociedade e será o passo inicial da venda da empresa. É preciso unir os trabalhadores e combater em todas as esferas este projeto. Os sindicatos da Intersul continuarão a mobilização junto aos parlamentares catarinenses e às instâncias jurídicas em defesa da Eletrosul Pública!
MEADO PRESIDENTE DA ELETROSUL
ul, Gilberto Eggers retorna à Celesc
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Europa-Mercosul: o acordo de Recolonização (parte 3) Por Antônio Martins (publicado originalmente no site outraspalavras.net)
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TRIBUNA LIVRE
trosul, onde os trabalhadores e os sindicatos repudiaram as declarações desrespeitosas e os ataques à categoria. Prostrado entre os dois pintos (o presidente da Eletrosul e o fantasiado), Gilberto entrou para a categoria dos inimigos
dos eletricitários defendendo o indefensável. Empregado de carreira da Celesc, Gilberto retorna à empresa onde já foi Diretor de Gestão Corporativa e tentou implementar uma caixa de maldades para os celesquianos.
EXPEDIENTE
ha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina - INTERCEL e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil - INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) | Conselho Editorial: Patrícia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
Ao referir-se, ainda durante a reunião do G-20, ao pré-acordo firmado em Bruxelas, Jair Bolsonaro deu-o como favas contadas. Mais: previu que teria efeito dominó, desencadeando uma série de outros compromissos de “livre” comércio, entre o Brasil e muitos países do mundo. Nos dias que se seguiram, contudo, tem ficado claro que pode se tratar de propaganda enganosa. Há um longo caminho até a entrada em vigor do que foi anunciado em 28/6. Mais importante: há amplo espaço para resistir; e a batalha que se anuncia se dará tanto nos países do Mercosul quanto na União Europeia. A fragilidade do pré-acordo começa pela situação precária de seus três protagonistas principais. Na Argentina, Maurício Macri cumpre um fim de mandato melancólico, marcado por empobrecimento inédito, crise cambial e disparada da inflação. As pesquisas eleitorais sugerem que sua coalizão de direita será derrotada nas urnas, em outubro. No Brasil, a popularidade de Jair Bolsonaro caiu para o patamar mais baixo vivido por um presidente em início de mandato, desde a redemocratização. E a própria Comissão Europeia está de saída, com processo de sucessão já aberto, depois de seus integrantes sofrerem fortes revezes nas eleições para o Parlamento Europeu. Os trâmites para a efetivação do pré-acordo também são complicados. Primeiro, o texto proposto terá de aparecer – algo que estava prometido para o fim de semana e não se deu até hoje. Em seguida, o conjunto da obra será submetido tanto ao Parlamento Europeu quando aos legislativos dos quatro integrantes do Mercosul. Por fim, as cláusulas mais importantes serão novamente levadas aos 28 parlamentos dos Estados-membros da UE. Este conjunto de instâncias amplia as oportunidades de crítica, resistência e alternativas – embora não se deva subestimar as pressões que serão exercidas, em favor do acordo, pelo grande poder econômico, ruralistas, mídia conservadora e, no Brasil, o próprio governo Bolsonaro. Diversas vozes, aliás, já começam a desafinar o triste coro dos contentes. No Mercosul, onde há ameaça de recolonização, elas são nítidas. Horas depois do anúncio do pré-acordo, o Partido Peronista (“Justicialista”) já apontava os riscos de submissão do país. Alberto Fernández, seu candidato às eleições presidenciais de outubro, fez o mesmo em comício. “Não há o que celebrar”, afirmou. Sua possível vitória significaria, provavelmente, o primeiro grave revés para o pré-compromisso. No Brasil, as primeiras críticas vieram do ex-chanceler Celso Amorim e dos ex-ministros da Fazenda Bresser Pereira e Ciro Gomes. Mas também os movimentos sociais começaram a se mexer. Ainda em 28 de junho, a Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul frisava, em comunicado, sua “absoluta rejeição ao presente acordo, tanto em relação a suas formas quanto a seu conteúdo”. Se na América do Sul o eixo das críticas é anticolonialista, na Europa o foco é a devastação dos direitos sociais e dos arranjos produtivos baseados em solidariedade, em favor das corporações e das lógicas capitalistas. Os agricultores foram os primeiros a protestar. Defensores ativos da pequena propriedade e de um modelo agrícola que valoriza o orgânico, o local e o cooperativo, eles temem sofrer a concorrência desleal da produção baseada em latifúndio, agrotóxicos, expulsão dos trabalhadores rurais e devastação da natureza. Mas a resistência está se espalhando – inclusive entre os ambientalistas, que compõem o bloco que mais cresceu nas recentes eleições para o Parlamento Europeu. Ainda nesta segunda-feira (1º/7), Nicolas Hulot, ex-ministro do Ambiente do presidente francês Emmanuel Macron, disparou: “este acordo representa o oposto de nossas ambições para o clima”. Há horas, o próprio presidente foi obrigado a fazer a primeira concessão, apesar de seu compromisso com as políticas neoliberais. Temeroso das reações do eleitorado, Macron prometeu lançar, “nos próximos dias”, uma “avaliação independente, completa e transparente deste acordo, em especial sobre as questões do ambiente e da biodiversidade”… As reações indicam a possibilidade de ressurgir um cenário político particular. Assim como nas lutas contra o “livre” comércio travadas na virada do século, ele colocaria frente a frente dois blocos de forças e dois projetos de futuro. De um lado, em favor do acordo, as maiores corporações, a mídia cada vez mais atrelada a elas e a maioria dos governos – tanto na União Europeia, quanto no Mercosul. De outro, contra a recolonização e a lógica do grande poder econômico, uma vasta galáxia de movimentos e de atores políticos que resistem dos dois lados do Atlântico – e buscam alternativas baseadas em novas lógicas produtivas e sociais. Reconstituir este choque de projetos, e em especial a vasta coalizão que pode se articular no segundo pólo da disputa, teria enorme efeito transformador e pedagógico — bem na hora em que a crise civilizatória amplia-se e parece chegar a um ponto crucial.
MURAL CISNE NEGRO POR RUBENS LOPES
A grandiosidade de Cruz e Sousa transcende as dimensões do mural inaugurado no dia 11 de julho, no Museu Cruz e Sousa, em Florianópolis. A historiografia oficial negou as ideias e convicções de seu maior poeta durante anos, por ser negro e filho de negros alforriados. Abolicionista, colocou sua pena a favor da luta contra a escravidão, morreu tuberculoso e na miséria e teve seu corpo trasladado em um vagão de animais vindo em trem de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, onde foi sepultado. Suas cinzas só foram trazidas para Florianópolis em 2007. O mural em homenagem ao poeta Cruz e Sousa, maior poeta simbolista do mundo, é assinado pelo artista Rodrigo Rizo e faz parte do projeto Street Art Tour. O mural mede 900 metros quadrados e começou a ser feito no começo de junho no paredão do edifício João Moritz, localizado ao lado do jardim do Museu. Nos dias de hoje, as pessoas do Movimento Negro em Florianópolis, lutam para que seja terminado o Memorial Cruz e Sousa, num espaço que fica ao lado do mural. Uma obra abandonada pelo poder público. Ali, querem que esteja presente sua obra completa e que seja visitada por todas as pessoas e que seu legado tenha um voo tão alto e grande como as asas de um Cisne Negro.