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30 anos LV

DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES

INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1460 - 11 DE JULHO DE 2019

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CARAVANA DA INTERCEL


CELESC

CELESC

CARAVANA DA INTERCEL

MALETA DE FE

Dirigentes sindicais percorrem a Celesc mobilizando a categoria para a campanha de data-base

Empresa não fornece fer

Iniciou nesta segunda-feira a caravana da Intercel. Per- ao respeito aos direitos dos trabalhadores. Da mesma forma, correndo vários locais de trabalho em todas as Agências Re- a falta de diálogo da Presidência e Diretoria da Celesc com os gionais, os dirigentes sindicais estão conversando com a ca- sindicatos aponta um ACT de enfrentamentos. Direitos histótegoria sobre o início da campanha de ricos dos trabalhadores como a Garantia "Direitos históricos dos data-base e o cenário que os celesquiade Emprego e os benefícios assistenciais nos encontrarão durante as negociações trabalhadores como a Garantia - principalmente o Plano de Saúde para do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). os aposentados - são alvo de boatos nos de Emprego e os benefícios O cenário político e econômico nacional corredores da empresa, sendo consideassistenciais principalmente aponta uma série de dificuldades para os rados o foco de retirada de direitos preo Plano de Saúde para os trabalhadores, que têm a cada dia mais tendida pela diretoria. direitos atacados. Além disso, a política Diante destes cenários, é fundamental aposentados - são alvo de de retomada das privatizações aperta o que a categoria se mobilize em uma forboatos nos corredores da cerco contra as empresas do setor elétriça unificada de defesa da empresa púempresa, sendo considerados co, levando distribuidoras públicas como blica e de um ACT justo. Os direitos dos o foco de retirada de direitos a CEB e CEEE a terem a venda aprovada trabalhadores não cairam do céu: tudo pelos governos estaduais. Neste cenário, que compõe o Acordo Coletivo foi conpretendida pela diretoria" mesmo a Celesc, uma empresa pública quistado através da luta dos trabalhadoque atende a sociedade catarinese com qualidade, induzindo o res e é preciso continuar a avançar. desenvolvimento social e econômico do estado, está ameaçaNo dia 03 de agosto a categoria dará a primeira mostra de da. Na política estadual, apesar das declarações do Governa- força da campanha de data-base, lotando o Parque Ambiental dor do Estado de que a Celesc não será privatizada, a falta de Encantos do Sul, em Capivari de Baixo, onde será unificada a diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores pauta de reivindicações do Acordo Coletivo de Trabalho. Vatraz incertezas em relação à manutenção da Celesc Pública e mos juntos em defesa dos nossos direitos!

Novos eletricistas contratado bem a maleta de ferramentas de esta a denúncia mais frequente que compõem a Intercel vêm re lhadores nos mais diversos pon mais absurdo que possa parecer trabalho não estão presentes no pela empresa para que os novos sam exercer seu labor diário. Es treinamento que os eletricistas entram na empresa – no curso rança, há a recomendação de q somente utilizem ferramentas Celesc em suas atividades pr que quando os eletricistas são e as Agências Regionais, recebem mentas praticamente vazia. A falta de ferramentas é um ge a todos os trabalhadores, m mais tempo de casa. As reclama para a Intercel dão conta de el ram que comprar, do seu próprio para o labor diário. Outras, de qu tiveram que improvisar, inclusiv para “isolar” uma ferramenta – te contra as normas de seguran de novos trabalhadores que p ferramentas para os trabalhad issso quando eles têm. Além di

ELETROBRAS

PRIVATIZAÇÃO

CNE SE REÚNE COM CLUBE MILITAR PARA DEFENDER A ELETROBRAS PÚBLICA

PRIVATIZAÇÃO PREJUDICA GESTÃO DE FUNDOS DE PENSÃO

CNE continua luta contra privatização

Privatização retira direitos de participantes

Como parte das interlocuções que vem fazendo junto aos militares, ala componente do governo atual, representantes do Coletivo Nacional dos Eletricitários, estiveram na última quinta-feira, dia 04/07, na sede do Clube Militar no Rio de Janeiro, onde foram recebidos pelo General de Divisão Edu­ardo José Barbosa (Presidente) e pelo General de Brigada Luis Antonio Silva dos Santos (2º Vice-Presidente). A con­versa girou em torno da tentativa do processo de privatiza­ção da Eletrobras, onde os dirigentes sindicais denunciaram a formação de um cartel que objetiva monopolizar o controle do sistema energético nacional. O CNE denunciou também a conduta do Presidente da Eletrobras que por muitas vezes afirma publicamente a intenção de privatizar a empresa, mesmo sem a devida au­torização para tal, visto que existe o consenso dentre as diversas autoridades constituídas consultadas até agora, que essa prerrogativa cabe ao presidente da república. Tanto o CNE quanto o Clube Militar consideram o valor apresentado pelo presidente da Eletrobras, de 12 bilhões de reais é irrisório, diante de um lucro líquido de 13 bilhões em 2018. Para as partes já é de amplo co­ nhecimento de todos que a questão central a ser resolvida pelo governo Bolsonaro é a MÁ gestão das empresas e a utilização destas para acomodar interesses políticos.

A história mostra que as privatizações no Brasil tiveram consequências muito ruins para a sociedade. Seja na prestação de serviços com péssima qualidade, ou com tarifas que pesam muito no bolso da maior parte da população, seja na precarização das condições de trabalho, demissões ou retirada de direitos. Segundo a Associação Nacional de Previdência Complementar (Anapar), a privatização também trouxe prejuízos para a gestão de fundos de pensão. Em matéria publicada na última quarta-feira, a Anapar conta os prejuízos no Banesprev, fundo de pensão dos empregados do Banespa. Federalizado em 1995 e vendido para o Santander em 2000, o Banespa chegou a ter 37 mil trabalhadores. Com a privatização, as demissões e aposentadorias reduziram esse contingente e hoje são apenas centenas de trabalhadores na ativa. Nos fundos de pensão de empresas públicas os trabalhadores elegem a mesma quantidade de conselheiros indicados pela empresa. No entanto, no Banesprev, que tem 30 mil participantes, apenas dois componentes do Conselho Deliberativo são escolhidos pelos trabalhadores, enquanto o Santander indica quatro. Além de acabar com o patrimônio público, a privatização impõe perdas relacionadas ao controle absoluto da patrocinadora sobre o fundo, reduzindo os benefícios dos participantes em um duro golpe na aposentadoria complentar da classe trabalhadora.

GOLPE

REFORMA DA P O POVO BRASI

Treze deputados catarin

Após ser aprovada nas com sonaro está a ponto de ser vo deputados contém uma série possível uma aposentadoria d empresários, a reforma da pre exploração do trabalho e a deg têm pressionado os parlament e direitos da população. Em Sa povo. São eles: Ângela Amin (P Celso Maldaner (MDB), Rogéri son Marques (Novo), Fabio Sch (PSB). O Deputado Pedro Ucza de Sá (PSDB) e Carmen Zanot

LV

Linh


ERRAMENTAS VAZIA NA CELESC

rramentas para eletricistas, gerando riscos à segurança

os pela Celesc recee trabalho vazia – é e que os sindicatos ecebendo dos trabantos do estado. Por r, as ferramentas de o material fornecido s trabalhadores posste fato contraria o recebem assim que o de Saúde e Seguque os profissionais homologadas pela rofissionais. Ocorre encaminhados para das empreiteiras ferramental adequado, mas chem a maleta de ferra- ga a entregar aos trabalhadores próprios, material inadequado, como a chave de fenda que não entra problema que atin- nos bornes dos medidores. Em todos estes casos, a mesmo aqueles com Intercel indica aos trabalhadores que façam contaações que chegaram to com o seu respectivo sindicato para que sejam letricistas que tive- orientados a exercer o direito de recusa. Afinal, se o bolso, ferramentas não há ferramenta segura para exercer o trabalho, ue os trabalhadores não pode haver trabalho! ve com fita isolante, A Intercel cobrará da Direção da Celesc para que o que vai totalmen- providencie o mais breve possível as ferramentas nça. Há, ainda, casos de trabalho necessárias e para que planeje, nas pedem emprestado próximas contratações, para que os novos trabadores mais antigos, lhadores cheguem aos postos de trabalho com toisso, a Celesc exige das as ferramentas.

PREVIDÊNCIA É GOLPE CONTRA ILEIRO

nenses manifestaram voto contra o povo

missões, a destruição da seguridade social proposta pelo Governo Bolotada na Câmara dos Deputados. A proposta que será apreciada pelos e de ataques aos direitos da população, tornando praticamente imdigna. Elaborada para agradar e favorecer o mercado financeiro e os evidência vai empobrecer ainda mais a classe trabalhadora, forçando a gradação da saúde dos trabalhadores. As entidades sindicais e sociais tares a votarem contra mais esse retrocesso, defendendo os interesses anta Catarina, 13 dos 16 deputados anteciparam que votarão contra o PP), Daniel Freitas (PSL), Carlos Chiodini (MDB), Caroline de Toni (PSL), io Peninha (MDB), Coronel Armando (PSL), Darci de Matos (PSD), Gilhiochet (PSL), Hélio Costa (PRB), Ricardo Guidi (PSD), Rodrigo Coelho ai (PT) manifestou voto contrário à reforma e as Deputadas Geovânia tto (Cidadania) ainda não decidiram a posição.

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EXPEDIENTE

ha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina - INTERCEL e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil - INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) | Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

TRIBUNA LIVRE Europa-Mercosul: o acordo de Recolonização (parte 2) Por Antônio Martins (publicado originalmente no site outraspalavras.net)

Os itens extracomércio do pré-acordo são mais obscuros, mas nem por isso menos ameaçadores. Os comunicados divulgados até agora fazem menção aos seguintes temas: “Liberalização” do setor de serviços: É, em todas as economias contemporâneas, o setor mais importante. Divide-se em centenas de ramos que foram, durante décadas, fortemente protegidos. Muitas destas proteções perduram. Um grupo estrangeiro não pode hoje, por exemplo, constituir um escritório de advocacia no Brasil, ou controlar uma empresa de telecomunicações. As transnacionais lutam para eliminar o que resta destes limites. O comunicado lançado pelo governo brasileiro afirma: “O acordo garantirá acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros”… Endurecimento das patentes e ataque aos medicamentos genéricos: Em dezembro de 2017, quando as negociações estavam em curso, dezenas de organizações da sociedade civil, da Europa e do Mercosul, alertaram pra a construção secreta de regras mais draconianas de “propriedade intelectual”. Este endurecimento tornou-se comum em acordos de “livre” comércio. Num tempo de forte crescimento da produção imaterial, as grandes corporações querem fechar as brechas ao controle tecnológico e simbólico que exercem. A primeira possível consequência é a ampliação do direito de patentes farmacêuticas, com restrições à produção de medicamentos genéricos. A nota conjunta emitida em Bruxelas, em 28/6, é extremamente lacônica – mas afirma que o pré-acordo inclui itens ligados à propriedade intelectual. Concorrências públicas e compras governamentais: O poder de compra e de contratação dos Estados é, tradicionalmente, um instrumento de promoção do desenvolvimento. Ao licitar uma ferrovia ou parque eólico, ou adquirir produtos como medicamentos ou comida para a merenda escolar, os governos podem favorecer empresas ou cooperativas locais, estimulando sua existência e expansão. Há décadas, as corporações lutam para anular esta prerrogativa. Querem impor seu poder e fechar mesmo as pequenas brechas para modelos de produção não-hegemônicos. O tema foi incluído, desde o início, nas tratativas para o pré-acordo agora firmado. Embora sem entrar em detalhes, todos os comunicados lançados a respeito do texto, desde 28/6, sugerem que as transnacionais alcançaram seu objetivo. “Direitos do investidor” acima dos sociais e ambientais: Os acordos de “livre” comércio firmados nas últimas décadas incluem, quase sempre, a instituição do “direito do investidor” e a constituição de estranhos tribunais, denominados “painéis de solução de controvérsias”. Trata-se de um claro atentado à democracia. O “direito do investidor” significa que as empresas transnacionais instaladas num país qualquer podem reivindicar indenizações, sempre que se julgarem prejudicadas por leis que instituem direitos sociais ou ambientais. Segundo este princípio, uma corporação mineradora pode, por exemplo, alegar que seus lucros diminuíram, devido à obrigação de construir barragens mais seguras – e que, portanto, precisa ser ressarcida. Pior: muitos acordos de “livre” comércio estabelecem que, nestes casos, as disputas não são resolvidas no âmbito dos Estados nacionais, mas por “painéis de solução de controvérsias” totalmente opacos – não submetidos, portanto, a nenhum controle democrático. Os comunicados oficiais pós-28/6 não fazem referência a tais painéis, mas a preocupação se mantém. Ao longo das duas décadas de negociação do acordo UE-Mercosul, o tema foi seguidamente suscitado.

ELETROBRAS

ACT 2019 EM MEDIAÇÃO NO TST Primeira reunião aconteceu nesta quarta-feira, dia 10 Com a greve suspensa após prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho pelo Tribunal Superior do Trbalho, aconteceu nesta quarta-feira, dia 10, no Tribunal Superior do Trabalho (TST) a primeira de uma série de reuniões de mediação entre a direção da Eletrobras e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). Até o fechamento desta edição a reunião ainda não havia sido concluída. Acompanhem os Boletins do CNE e da Intersul para informações da luta por um Acordo Coletivo justo.


POR UM INSTANTE Foi realizado no último dia 04 de julho, na Fundação Cultural Badesc, o lançamento do livro Por Um Instante, de Leandro Serpa, trabalhador da Cerej - Coperativa de Eletrificação Rural de Biguaçu, base do Sinergia, sindicato do qual o autor é diretor. A obra mais recente do escritor, professor, pesquisador e artista visual, nascido na cidade de Tijucas, em Santa Catarina, revela um poeta que não se esconde. Leandro Serpa se apresenta por inteiro nessa espécie de diário amoroso, com uma e outra dose de desespero cotidiano. Angústia, amor, desejo e uma dose extra de niilismo perpassam os versos de janeiro a janeiro. “Estamos diante de um artista que faz, pela primeira vez, a travessia de uma arte, as artes visuais, para a arte poética com nítida preocupação em mesclar os dois universos”, destaca o poeta e crítico de teatro Marco Vasques, que faz o prefácio do livro.

Sobre o autor: Natural de Tijucas/SC, Leandro Serpa é Bacharel em Artes Plásticas pelo Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Ceart/Udesc); Mestre em Ensino das Artes Visuais, pelo PPGAV/ Udesc. É artista visual, professor, pesquisador e escritor. Vem participando de diferentes exposições, coletivas e individuais desde o ano de 2005. Ele tem mestrado na Linha de Ensino das Artes e atuou no projeto “A Presença da Matéria” e no projeto “O Jogo do Golpe”. Realizou pesquisa técnica e visita aos Ateliers de Carlos Vergara, Daniel Senise e Frantz Soares e com o Projeto “Fanáticos” recebeu o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo a Cultura - 2013. Entre 2014/2015, fez parte do Programa de Artistas do “Lugar Específico”. Membro da Oficial Academia Tijuquense de Letras (OATL), Leandro é professor de Gravura na Universidade Comunitária Regional de Chapecó/SC desde 2016 e escreve sobre a Gravura Contemporânea. É autor das publicações: “Marcas do Tempo - Futebol Fanáticos”, “2007 Palavras no Tempo”, “A Monotipia no campo expandido: Reflexões sobre Arte e a Arte Educação Contemporânea”, “O Amante da Cor”, “Antologia Poética”, "Antologia Poesia Agora", “Antologia Conto Brasil”, "XX Antologia de Diversos Autores", “V Coletânea Viagem pela Escrita”.


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