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LV 1450

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30 anos LV

DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES

INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1450 - 25 DE ABRIL DE 2019

Presidente foge do debate e celesquianos defendem empresa pública

V


CELESC

ELETRO

PRESIDENTE FOGE E CELESQUIANOS DEFENDEM EMPRESA PÚBLICA

ELET DA D

Trabalhadores lotam a Alesc em dia onde o presidente da Celesc, novamente, fugiu do debate Faltou espaço ontem, 24 de abril, no imenso auditório da Assembleia Legislativa de Santa Catarina para a audiência pública cujo tema foi “Celesc Pública e a Nova Reestruturação”. Celesquianos dos mais diversos pontos do Estado passaram a madrugada viajando para poderem participar do evento que contou ainda com significativa presença de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Também foi importante a presença das lideranças políticas catarinenses como dos deputados Valdir Cobalchini (MDB) Ismael dos Santos (PSD), Neodi Saretta (PT), Milton Hobus (PSD), José Milton Scheffer (PP), Laércio Schuster (PSB), e representantes de Luciane Carminatti (PT), João Amin (PP), e Ana Paula da Silva (PDT). Participaram ainda da mesa a economista do Dieese, Samya Campana, o procurador do Ministério Público, Davi Espirito Santo, o representante dos trabalhadores no CA da Celesc, Leandro Nunes e o representante da Intercel, Paulo Horn. O evento foi coordenado pelo deputado Fabiano da Luz (PT) e também serviu para o lançamento da Frente Parlamentar Catarinenses em Defesa das Empresas Públicas. Apesar de convidados, o presidente e diretores da Celesc não compareceram e foram duramente criticados da empresa pública é muito bem-vinda. Nada mais A REESTRUTURAÇÃO É PRIVATIZAÇÃO estratégico para nosso Estado do que a energia". Paulo Horn foi muito aplaudido e apoiado ao faAbrindo os trabalhos Fabiano da Luz enfatizou lar, do ponto de vista do trabalhador da Celesc, sosua participação na defesa da Celesc. “Vocês já bre o momento atual. Condenou a postura “infeliz, passaram por muitas batalhas e existem muitas arrogante e covarde” da direção da empresa cuja mais a fazer. Não vou deixar a Celesc cair nas ausência “é um desrespeito a toda a sociedade mães de terceiros. A Celesc é de vocês”. Ismael dos catarinense. Postura essa que condiz com todos Santos lembrou que seu sogro e um cunhado são seus atos desde que assumiu, de autoritarismo e empregados da Celesc o que lhe dá uma boa ideia mordaça. Logo de quem deveria estar aberto ao da força destes trabalhadores. “Só lamento não diálogo”. Enumerando as pobres justificativas daestar aqui um representante da empresa. Isto é das para a reestruturação comentou que elas são uma falha. Além disso, não aprovarmos ano passa- “mentirosas” e não trazem informações que toda do o empréstimo de 1 bilhão do BID para a Celesc sociedade está esperando no que tange ao atenpara chegar onde estamos agora. Não dá nem para dimento da população e retirada de direitos dos pensar no fechamento de agências. Saretta rei- trabalhadores. Ao tirar a autonomia das agências, terou seu compromisso em defesa das empresas lembrou Horn, está sendo dado o primeiro passo públicas. “E não há nenhuma razão para a Celesc para a privatização que é a precarização dos sernão continuar pública. Estou muito preocupado, viços. Como sugestão ele pediu que da audiência também, com a ausência do presidente e diretores resultasse um pedido de suspensão da reestrutuda Celesc.” Também preocupado com a adminis- ração seguido de um amplo debate, dialogando tração da Celesc está o deputado Milton Hobus. com a sociedade sobre que empresa ela deseja. E Ele contou que no verão que passou algumas co- também de um pedido para que o governador se munidades do Alto Vale ficaram até 14 dias em um posicione sobre o assunto. mês sem energia. Diante disto ele convocou uma Leandro Nunes, fez menção ao fato de que a atual audiência em fevereiro para ouvir explicações da diretoria da empresa não é dona dela e está trabaempresa que não mandou nenhum representante. lhando sem ouvir a população e os trabalhadores. “Até hoje não tivemos nenhuma resposta. Isto é Notou que o plano de reestruturação “é da ponte uma falta de respeito, coisa inadmissível. Cobal- para fora, a culpa é sempre do interior. Culpa do chini também lembrou o empréstimo do BID apro- quê? A empresa não está quebrada, cumpre com vado em 2018. “Com isto achamos que tínhamos todos seus compromissos e é a segunda melhor sepultado a questão da privatização. Não há mais em atendimento no Brasil e na América Latina. Por espaço para isto. O objetivo da Celesc é atender que mudar? E por que fazer isto sem diálogo com o cidadão". Scheffer se disse impressionado pela a sociedade? Esta é uma decisão política, apoiada maciça presença de trabalhadores da Celesc na por um grupo pequeno de trabalhadores conheciaudiência. “Vocês estão de parabéns e esta mobili- dos tradicionalmente por serem puxa-sacos. Não zação em defesa da preservação e fortalecimento concordamos com isto”

Rodada

Acontece do Acordo Conforme trobras af res por 30 lho enqua a rodada a para detal em defesa

ELETRO

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Samya Campana salientou que a diretoria da Celesc não respondeu aos questionamentos sobre o porquê da reestruturação. Segundo ela a Celesc é uma empresa enxuta e ágil e que a proposta de restruturação é arcaica e representa um retrocesso para todos. “Queremos que a diretoria diga qual o impacto da sua proposta. A iniciativa tem que ser suspensa e abrir o debate”. Finalmente o procurador do MP, Davi do Espirito Santo, parabenizou a iniciativa. “Renovamos aqui nossos votos de defesa do patrimônio público. Não vou me manifestar quanto ao mérito da questão neste momento. Fiquem apenas sabendo que estamos vigilantes e atuantes.”

ENCAMINHAMENTO PARA A LUTA Como encaminhamento, os participantes da audiência aprovaram uma moção de repúdio à forma como a reestruturação foi encaminhada. Além disso, uma carta ao Governo do Estado será encaminhada, solicitando a suspensão da reestruturação e abertura do diálogo com todos os segmentos da sociedade. Convidado para audiência em uma comissão da Alesc, o presidente também foi alvo de encaminhamentos. Os participantes aprovaram que, caso o presidente fuja novamente do debate, seja encamihada uma convocação em plenário para que ele seja obrigado a vir ao debate. Além disso, uma audiência com o governador do estado, para tratar da reestruturação e da manutenção da Celesc Pública também foi aprovada. A disposição de luta dos celesquianos foi o grande destaque desta audiência. Lotando o auditório da Alesc, os trabalhadores demonstraram que não aceitarão ataques à empresa pública e aos seus direitos de quem não tem coragem de debater com a sociedade.

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OBRAS

TROBRAS ACEITA PRORROGAÇÃO DATA-BASE POR 30 DIAS de negociação aconteceu nesta quarta-feira, dia 24

eu nesta quarta-feira, dia 24, a segunda rodada de negociação o Coletivo de Trabalho 2019 dos trabalhadores da Eletrobras. solicitação do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), a Eleirmou que aceitaria a prorrogação da data-base dos trabalhado0 dias, mantendo assim os direitos do Acordo Coletivo de Trabanto prosseguem as negociações. Até o fechamento desta edição ainda não havia terminado. Acompanhem os boletins da Intersul lhes da rodada e encaminhamentos na luta por um ACT justo e a da Eletrobras Pública.

OSUL

RICITÁRIOS PEDEM A DEMISSÃO RESIDENTE DA ELETROBRAS

caminhou carta ao Governo Federal

adores da Eletrobras pressionam o governo Jair Bolsonaro a presidente da estatal, Wilson Pinto Ferreira Júnior. Entre os legados pelos eletricitários estão irregularidades na gestão e a om o ex-presidente Michel Temer, que responde a acusações de o no setor. Ele assumiu o comando da estatal, por indicação do istro de Minas e Energia, Moreira Franco, em 2016. s irregularidades apontadas pelo Coletivo Nacional dos EletriciNE), Wilson tentou aumentar o próprio salário, no ano passado, acumula cargos, contrariando o estatuto da empresa. Uma das olêmicas, entretanto, foi que recebeu uma advertência formal são de Ética da Presidência da República, em 2017, por ter anuniria cortar 40% dos servidores, acusando-os de vagabundos e Os trabalhadores da Eletrobras também lembram que Wilson a contratado uma empresa de mídia sem licitação para fazer de negativa da estatal, com objetivo de enfraquecer a imagem sa e forçar sua privatização – uma situação que agradaria setomicos do governo Jair Bolsonaro. Uma carta aberta dos eletrioi encaminhada ao governo pedindo a sua saída.

O CHAPECÓ

ADA NEGOCIAÇÃO DO ACT

to cobra agendamento de nova rodada de negociação

ia iniciou as negociações com a empresa Foz do Chapecó, cuja sede orianópolis. Em assembleia no dia 13 de março, os trabalhadores a pauta de reivindicações. Na primeira rodada de negociação, a fereceu reajuste de 3,89%, porém não houve avanço acerca da Parnos Lucros e Resultados (PLR), que é uma importante reivindicação hadores. ato cobra a marcação da segunda rodada, visto que o atual Acordo e Trabalho (ACT) teve vigência prorrogada apenas até o dia 29/04, da não teve resposta da empresa.

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EXPEDIENTE

Linha Viva é uma publicação da INTERCEL e da INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) | Conselho Editorial: Amilca Colombo Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

TRIBUNA LIVRE O JORNALISMO, ASSIM COMO ADELMO, VIVE por Elaine Tavares, jornalista O Curso de Jornalismo da UFSC está com- que acorreram à homenagem também fizeram pletando 40 anos e tem realizado uma série falas emocionadas sobre a figura do Adelmo de atividades para celebrar essas quatro dé- e sua importância no jornalismo. Gente como cadas de formação. Nessa quarta-feira, uma a Néri Pedroso, que o conheceu ainda jovenem particular encheu meu coração de alegria. zinho, em Santa Maria, e Gastão Cassel, tamA inauguração de uma placa que dá o nome bém de lá, que trouxeram imagens de tempos de Adelmo Genro Filho a uma das salas de es- distantes quando Adelmo era só um rapaz tudo do Curso. Nada poderia ser mais especial. latino-americano iniciando sua caminhada na É fato que ao longo desses 40 anos mui- política e na teoria. Outros que o conheceram tos educadores de alta qualidade passaram como colega de trabalho, como Eduardo Mepor ali. Mas, Adelmo, pelo menos para mim, é ditsch, e que tem sido um propagador de suas singular. Ele me ensinou a escrever os textos ideias, e um número expressivo de ex-alunos jornalísticos de tal modo que eles extrapolas- que ainda carregam nas retinas sua figura gesem a particularidade redutora. Porque ele foi nerosa, paciente e brilhante. o criador da “teoria marxista do jornalismo”. Eu nunca o vi. Mas, desde que mergulhei, Uma teoria que nos ensina ser o fazer jornalís- pelas mãos do Sérgio, em seu livro mais imtico não apenas o ato de escrever uma notícia, portante, “O Segredo da Pirâmide”, compreenmas uma práxis complexa e di que se nunca o vi, sempre "Escrever não é só o amei. Por ter nos trazido poderosa. responder as seis Escrever não é só responessa teoria, essa forma de der as seis perguntas básicas pensar o jornalismo, essa perguntas básicas do lead. Escrever é pensar o práxis libertadora. Ao ouvir do lead. Escrever é fato desde a sua singularias palavras daqueles que o pensar o fato desde conheceram fui tomada pela dade, mas sendo capaz de a sua singularidade, emoção. Adelmo não é um narrar ali, no espaço curto da notícia, a universalidade mas sendo capaz de rosto na foto. Não é uma plado acontecimento. Isso é narrar ali, no espaço ca de lata, não é o nome de uma revolução, porque nos um centro acadêmico. Adelcurto da notícia, a tira do espaço da ideologia, mo é fonte de conhecimento universalidade do da manipulação e nos coloca e vive. Hoje e sempre. Porque no caminho do conhecimensua teoria segue sendo ensiacontecimento" to. O jornalismo é produção nada nas salinhas do jornade conhecimento. lismo, porque suas palavras seguem queimanNão tive a sorte de conhecer Adelmo pes- do pestanas, porque sua maneira de pensar o soalmente. Quando cheguei ao curso de jor- jornalismo é ainda absolutamente necessária. nalismo ele estava fora, em licença, e logo em Adelmo circula por aqueles corredores, seguida morreu. Mas, tive um mestre: Sérgio mastigando seu cachimbo. E ontem, enquanto Weigert, que era seu amigo e parceiro de le- tantos que o amaram estavam ali o reverentras. Ele nos apresentou Adelmo. Ele nos fez ciando, ele deve ter sorrido, feliz, por se saber ler e compreender aquele livro denso e cheio ainda tão vivo. de complexidade, ele nos ajudou a desvendar Parabéns ao Curso de Jornalismo e a todos o segredo da pirâmide, esse enigma que Adel- os professores e professoras que seguem lemo torna tão simples. Sérgio nos fez percorrer vando essa labareda de conhecimento e de os caminhos intricados da filosofia, abertos a belezas que ajuda a formar bons narradores facão por Adelmo ali, naquele curso. E, na pai- de vida. O jornalismo, assim como Adelmo, xão do Sérgio por aquele homem e suas ideias, vive. fomos nos apaixonando também. Agradeço imensamente a Maria José BalDesde 1988 que o livro do Adelmo é meu dessar, que generosamente me concedeu a livro de cabeceira. A ele volto em cada dúvida, honra de descerrar a placa junto com Samuel em cada momento de perplexidade diante do Lima. Foi uma surpresa e uma emoção inaujornalismo. E ali estão as palavras que me mo- dita. Porque foi ali, naquele espaço que um vem na certeza de que o jornalismo é a melhor dia eu encontrei esse homem que até hoje me das estradas. carrega às alturas da delícia que é fazer jornaOntem, no lançamento da placa, o colega lismo como forma de conhecimento. Foi uma Samuel Lima fez uma breve apresentação do das maiores alegrias da minha vida. homem Adelmo, e de suas obras. Samuel foi Que Adelmo siga caminhando, soberano, por seu aluno e conheceu, além do gênio, o ser. aqueles corredores. Assim como ele, outros colegas jornalistas, Adelmo, presente.


ABRIL VERMELHO

"Neste mês de abril de 2019, mais uma vez, erguemos nossas bandeiras e levantamos nossos punhos em memória de nossos mártires de Eldorado de Carajás e lembramos que em 17 de abril completam-se 23 anos da impunidade do latifúndio. Nossas vozes de indignação e nosso clamor por justiça se somam hoje às vítimas da empresa Vale, no sul do Pará, em Mariana, Brumadinho e tantas outras comunidades ameaçadas por suas dezenas de barragens irresponsáveis. Se erguem contra a impunidade dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e de muitos outros militantes das causas populares. Estamos solidários com as lutas dos povos indígenas e quilombolas, atacados em suas terras pelos interesses do agronegócio com aval do governo. Somos solidários e lutaremos sempre pela liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva, cuja prisão desrespeita a Constituição e a vontade do povo brasileiro. Vivemos tempos do aumento das desigualdades, das injustiças e da violência contra o povo. Tempos de sofrimento e de muitas tragédias, a maioria delas causada pela fúria insana do capital em busca de soluções para a crise estrutural que o sistema capitalista enfrenta em todo o mundo. Em períodos de crise, as alternativas das classes dominantes buscam aprofundar a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras e o assalto aos recursos públicos e aos bens da natureza. Nesse momento, isso está sendo feito através de uma descarada espoliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, conquistados a duras penas ao longo do último século e pela privatização desenfreada dos bens comuns da natureza, se apropriando ilegitimamente das terras, petróleo, minérios, água e da biodiversidade. O peso da crise é jogado sobre as costas do povo, com aumento do desemprego, corte da bolsa família, diminuição dos salários, paralisação dos programas de moradia, e bolsas na universidade. E agora querem acabar com a aposentadoria dos pobres e os benefícios do INSS vinculados ao salario mínimo. O atual governo ganhou as eleições manipulando a vontade popular e impedindo a participação do Lula no pleito. O grande capital o colocou ali para cumprir essa agenda neoliberal perversa. Foi eleito para manter os privilégios dos que historicamente saquearam o país e atacam os direitos da classe trabalhadora. Não devemos combater as cortinas de fumaça, nem

nos distrair com os arroubos de ignorância. Este é um governo escolhido pelo capital financeiro, formado pelos setores mais entreguistas e antinacionais da classe dominante, verdadeiros funcionários de petrolíferas e de bancos internacionais, fardados ou não. Trata-se de um governo no qual os interesses dos bancos e dos Estados Unidos estão acima de tudo e de todos, como ficou evidente na postura submissa da entrega da Base de Alcântara, da Embraer e da reunião do Presidente e ministros com a CIA e o FBI. O Governo deveria cumprir a Constituição e ter um programa de defesa dos interesses do povo. Os problemas das pessoas não se resolvem com ameaças, repressão ou fanfarronices no Twitter. Este governo envergonha o povo brasileiro, ofende nossa história e os valores humanistas. Esperamos que seja o mais breve possível. E que as contradições abertas pelos problemas sociais que se aprofundam possam se transformar em lutas e organização do povo, para enfrentá-los. Queremos denunciar, especialmente, que este governo está enterrando a reforma agrária, acabando com o INCRA e todas as políticas públicas de apoio e fortalecimento da agricultura familiar e camponesa. Há um aparelhamento e subordinação dos órgãos públicos da agricultura aos interesses da bancada ruralista, dos fazendeiros e das empresas transnacionais do agronegócio. Entendemos que estas medidas atingem não apenas os

camponeses, os povos indígenas e quilombolas, mas todo o povo, com aumento do desemprego, com a migração forçada, liberação dos agrotóxicos e exclusão dos serviços públicos. Há, no Brasil, em torno de cem mil famílias de sem-terras acampados, esperando pela reforma agrária. E outras 800 mil famílias assentadas, à margem das políticas públicas que foram eliminadas. O que o governo quer? Escondê-las, reprimi-las? A reforma agrária é uma política de Estado, em que a Constituição determina que o governo desaproprie a todas as grandes propriedades improdutivas que não cumpre função social, que tenham trabalho escravo, crimes ambientais, contrabando e plantas psicotrópicas. E as distribuam aos trabalhadores. Não fazer reforma agrária é descumprir a Lei, que eles dizem defender. Não fazer reforma agrária é aumentar a concentração do latifúndio, a pobreza e a desigualdade na sociedade brasileira. Seguiremos nossa luta em defesa da reforma agrária, da agroecologia e da agricultura camponesa, para que todos tenham acesso a alimentos saudáveis. Em defesa da educação pública com gestão democrática, sem privatizações e mordaças. Em defesa das empresas estatais, da soberania nacional e contra a submissão do Brasil aos interesses dos Estados Unidos. Conclamamos o povo brasileiro a seguir em luta pelo direito de todos ao trabalho, aposentadoria, moradia, emprego, educação, saúde e cultura. Por democracia, justiça social e defesa da natureza como bem comum Lutar, construir Reforma Agrária Popular! Coordenação Nacional do MST Brasil, Abril de 2019".


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