30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1449 - 18 DE ABRIL DE 2019
V
Audiência Pública Reestruturação e Privatização da Celesc
Dia 24/04 - 09h Assembleia Legislativa - ALESC Florianópolis ´ CELESC PuBLICA Bom para todo mundo!
SETOR ELETRICO
CELESC
PREOCUPAÇÃO COM A SEGURANÇA OPERACIONAL DAS BARRAGENS DO SISTEMA ELÉTRICO.
AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE REESTRUTURAÇÃO, AMEAÇAS DE PRIVATIZAÇÃO E ATAQUES AOS DIREITOS Trabalhadores da Celesc devem lotar auditório Antonieta de Barros, na Alesc, em defesa da Celesc Pública e contra a reestruturação administrativa
Intersul realiza estudo sobre segurança em barragens do sul do país A tragédia de Brumadinho, embora tenha sido de uma barragem de rejeitos de minério de ferro, acendeu a luz vermelha sobre a segurança operacional das barragens das usinas hidráulicas do sistema elétrico. A população atingida por essas barragens está fazendo pressão nos mais diversos órgãos que detém alguma responsabilidade sobre o tema. No mês de março houveram audiências publicas sobre a segurança das barragens dos estados do Paraná e Santa Catarina. A Intersul participou desses dois eventos levando a posição das entidades representativas dos trabalhadores que operam e mantém essas barragens. Dentre as preocupações levantadas, uma delas é a falta de fiscalização das condições das barragens, atividade, no setor elétrico. Segundo o relatório da Agência Nacional de Aguas (ANA), ano base 2017, das cercas de 24 mil barragens existente no país, apenas 780 tinham sofrido algum tipo de fiscalização (3,25% do total). A ANEEL aponta a existência de 616 barragens no setor elétrico, dentre as quais 519 são classificadas de alto risco pela agência, pois estão próximas de áreas densamente habitadas. A Intersul realizou um estudo apontando o alto risco potencial das barragens das bacias do Rio Iguaçu, no estado do Paraná, e da bacia do Rio Uruguai, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Outro fator que agrava o risco potencial dessas barragens é a distribuição em cascata (uma barragem após a outra), o que pode fazer de um defeito em uma atingir a outra (efeito dominó) e se tornar uma catástrofe imensurável, que poderá atingir não só a região sul do Brasil, mas os países vizinhos Argentina, Uruguai e Paraguai. Embora sejam projetos seguros, existe o alto risco potencial associado, e por isso, na visão da Intersul, devem ser operados, mantidos e fiscalizados com a máxima segurança. Outra apreensão levantada é com a regulação da operação dessas barragens. A Intersul vem questionando desde 2011 os critérios de teleassistência aprovados pela ANEEL. Em 2012 a Procuradoria Geral da República (PGR) emitiu nota técnica, nos autos de processo movido pela Intersul, afirmando que os Proce-
dimentos de Rede não eram claros nem objetivos quanto aos critérios de teleassistência. A ANEEL se manifestou a PGR afirmando que já tinha detectado o problema e que os Procedimentos de Rede já estavam em revisão, sugerindo que até o final do ano de 2012 estariam concluídos. Diante dessa manifestação a PGR considerou satisfatória as ações informadas. Ocorre que os Procedimentos de Rede quanto aos critérios de teleassistência só foram revisados em 2016, tendo sido aprovado um prazo de 18 meses para adequação dos agentes. Quando do final do prazo para adequação, atendendo um pedido de associação dos agentes do setor, a ANEEL suspendeu a entrada em vigor dessa alteração, dando inicio a uma nova revisão visando à liberação geral e irrestrita da teleassistência no setor elétrico. Diante dessa situação o setor elétrico está sem regulação quanto a critérios de teleassistência até que seja aprovada a nova revisão dos Procedimentos de Rede pela ANEEL. Esse quadro é de muita preocupação, pois barragens com alto risco potencial podem ser teleassistidas pelas empresas, visto que atualmente não existe regulação em vigor e a que virá tende a referendar o que as empresas já estão aplicando e liberar a teleassistência geral e irrestrita, visto que a ANEEL informa que 80% das instalações elétricas existentes já estão teleassistidas. A Intersul não é contraria a inovação tecnologia, muito pelo contrario, quer que ela seja utilizada para melhorar a segurança operativa das instalações elétricas, e não para diminuição de custo de mão de obra e aumentar o lucro dos agentes, como é a politica atual. Em 2015, o Promotor de Justiça do Meio Ambiente- Carlos Eduardo Ferreira Pinto, concluiu sobre a tragédia de Mariana: “Não foi um acidente, tampouco fatalidade, mas erro na operação e cia no monitoramento da barragem.” A Intersul está, em nome dos trabalhadores do setor elétrico, lutando pela máxima segurança operacional das barragens, e assim garantir que a destruição causada em Mariana não se repita nas barragens do setor elétrico.
Após muito trabalho, a reestruturação administrativa da Celesc finalmente será debatida com a sociedade catarinense. Na próxima quarta-feira, dia 24, às 09 horas, na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, acontecerá a audiência pública que discutirá a reestruturação e seus impactos para os trabalhadores e para a sociedade. Decidida à portas fechadas, sem ouvir os trabalhadores e encaminhada por pessoas que não conhecem a realidade das Agências Regionais, a reestruturação prejudica o atendimento à população, precarizando o serviço prestado pelos celesquianos e abrindo, assim as portas para a privatização da empresa. Além disso, a proposta encabeçada pelo Presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, ataca direitos dos trabalhadores, se propondo a rever questões como a periculosidade, sobreaviso, diárias, quadro de dotação e até mesmo os acordos de desempenho, que multiplicam a Participação nos Lucros e Resultados dos celesquianos. Impactando diretamente na vida de toda a sociedade catarinenses, a reestruturação administrativa da maior empresa pública estadual de Santa Catarina não pode ser conduzida desta forma irresponsável. É preciso res-
CEREJ
ELETROSUL
TRABALHADORES DA CEREJ APROVAM PAUTA
TRABALHADORES TERCEIRIZADOS PARTICIPAM DE VIVÊNCIA DO PROGRAMA VIDA VIVA
Em assembleia, trabalhadores definiram pauta
Através do Programa Terceira de Primeira, trabalhadores participaram da atividade
ELETROBRAS
MAIS DO MESMO NA PRIMEIRA RODADA Eletrobras usa velho discurso para negar avanços no Acordo Coletivo de trabalho No dia 10 de abril ocorreu a primeira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho dos Eletricitários nesta data-base. “Para variar”, a empresa apresentou o velho discurso: Cláusulas novas, novos benefícios não serão contratados! Os representantes da Eletrobras afirmaram já no inicio do encontro que o cenário é dos mais desafiadores da história da empresa, que mesmo com lucro no balanço, trata-se “apenas” de lucro contábil. Falaram em redução de custo com pessoal e que a companhia continua com problemas de caixa. A mesma história de sempre, que de forma competente foi “desmontada” na mesa pela excelente apresentação feita pelo DIEESE sobre os dados do balanço da Eletrobras, recentemente divulgado. Em resumo, a Eletrobras apresentou uma postura parecida com os anos anteriores e separou as reinvindicações dos trabalhadores em grupos: clausulas com possibilidade de renovação sem alterações e cláusulas que ficaram para análise, indicando a intenção de mexer no acordo vigente, já que as clausulas novas foram, já de inicio, descartadas. A segunda rodada de negociação foi agendada para dia 24de abril, também em Brasilia –DF, sendo que a Eletrobras ficou de responder, até o dia 17 a solicitação do CNE para prorrogação de todas as clausulas do ACT enquanto perdurar a negociação. A resposta veio no dia 17 mesmo, prorrogando a data-base por apenas 30 dias. Após a próxima rodada no dia 24/04 o CNE poderá fazer uma análise mais precisa da posição da empresa e definir os próximos encaminhamentos de campanha.
peitar o povo catarinense, que frequentemente elege a Celesc como uma das melhores distribuidoras de energia do país e da América Latina, e os trabalhadores, que participam ativamente da gestão em uma experiência vitoriosa de gestão participativa, encaminhada e implementada através dos congressos dos empregados, organizados desde 1997 pelos Representantes dos Empregados no Conselho de Administração em conjunto com a Intercel. A Diretoria da empresa tem "vendido" a reestruturação como uma forma de melhorar a gestão, afirmando que não haverá perda de autonomia às regionais que passam a ser unidades, nem prejuízos à população. Entretanto, tem fugido sistematicamente de qualquer debate com os sindicatos da Intercel. Entidades sindicais, empresariais, movimentos sociais, trabalhadores, vereadores e Deputados estarão presentes para discutir os rumos da empresa que impulsiona o desenvolvimento social e economico do Estado. É fundamental que o presidente da empresa saia do quartel e venha para o debate. E é, ainda mais importante, que os trabalhadores lotem a Alesc, demonstrando força e união em defesa da Celesc Pública e dos direitos dos trabalhadores.
Trabalhadores da CEREJ em assembleia em 12 de abril aprovaram a Pauta de reividicações para o ACT 2019/2020. Quanto à proposta da CEREJ de indenização da supressão do adicional de sobreaviso e horas extras com a alteração na jornada de trabalho dos eletricistas, os trabalhadores deliberaram por aguardar o retorno da Diretoria da CEREJ aos questionamentos feito pelo Sinergia
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EXPEDIENTE Linha Viva é uma publicação da INTERCEL e da INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) | Conselho Editorial: Patricia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
O Programa Terceira de Primeira, promovido pela Eletrosul com o objetivo de trabalhar a integração dos terceirizados, promoveu duas oficinas nos dias 9 e 10 de abril. Os monitores da Rede Vida Viva, projeto que a Intercel desenvolve na Celesc através de cláusula no ACT e que vem sendo trabalhado em todo o Brasil em diversas categorias e em vários países, aplicaram as ferramentas Raio e Mapping nas oficinas com trabalhadores e trabalhadoras de empresas terceirizadas da Eletrosul - Sede e Sertão. As ferramentas são um instrumento metodológico da Rede Vida Viva que auxiliam no debate à refletir sobre a tríade Vida, Saúde e Trabalho, identificando e promovendo mudanças para uma vida mais digna, uma saúde melhor e um trabalho mais humanizado. As oficinas deixaram o gostinho de quero mais, e nos próximos meses, a expectativa é dar continuação a novas oficinas com estes e outros trabalhadores e trabalhadoras terceirizados. A Rede Vida Viva agradece às Trabalhadoras da Eletrosul Priscila Goulart dos Santos Ferreira e Rafaella Feldberg Silvestre pela dedicação na organização e acompanhamento das atividades aplicadas pelos Monitores da Rede Leonardo Contin da Costa, Mario Jorge Maia e Julia Maris Latronico de Souza
OFICINA DE FOTOGRAFIA Com o objetivo de estimular o interesse pela fotografia, levando aos participantes noções básicas sobre fotografia digital, apresentando diversos conceitos e conhecimentos necessários para evoluir na arte de fotografar, o Sinergia está promovendo uma oficina de fotografia. Na oficina os participantes terão noções de história da fotografia, tipos e partes das máquinas fotográficas, abertura, velocidade, ISO, medição da luz, fotômetro, tipos de programação, além de noções de composição, enquadramento e profundidade de campo. Serão disponibilizadas 15 vagas, preenchidas por ordem de inscrição, que poderão ser realizadas conforme informações abaixo;
INSCRIÇÕES Email: recepcao@sinergia.org.br Prazo: de 22 a 29 de abril Custo: R$ 25,00 para sindicalizados e dependentes. R$ 100,00 para membros da comunidade.
A OFICINA Oficineiro: Evaldo Silva Filho Local: Auditório do Sinergia (Rua Lacerda Coutinho, 149 - Centro - Florianópolis) Data das oficinas: 7, 14, 21 e 28 de maio 4, 11, 18 e 25 de junho Horário: das 18h30 às 20h30 Total de encontros: 8 encontros de 2 horas cada (carga horária total de 16h) Material necessário: Câmera Fotográfica
INFORMAÇÕES Com Júlia ou Vilson Telefones: (48) 3879-3011 ou (48) 99989-4126