30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1447 - 04 DE ABRIL DE 2019
V
FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA ELETROSUL Após inúmeras conversas da Intersul com deputados estaduais e federais catarinenses expondo a situação da Eletrosul, foi protocolado nesta terça-feira (02) o pedido de criação da Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul. O pedido de criação da Frente, que pretende manter a sede da empresa em Santa Catarina e barrar a articulação de incorporação com a CGTEE do Rio Grande do Sul, foi solicitado pela deputada Luciane Carminatti (PT). De acordo com a deputada, a Eletrosul vem atuando “não só na geração e transmissão de energia, mas também no apoio a inúmeros projetos sociais, nas áreas do esporte, saúde, educação e cultura” e a sua transferência para o Rio Grande do Sul seria negativa ao estado de Santa Catarina, tendo em vista os bons números de lucro líquido e consolidado e faturamento da Eletrosul. A deputada ainda usou como exemplo da incorporação da estatal com sede em Florianópolis pela CGTEE como se uma pequena padaria incorporasse um shopping center, o que não faz sentido: “o objetivo de criação da frente é justamente tornar pública esta situação e conclamar os catarinenses para a defesa da Eletrosul, da permanência de empregos, renda e receita de ICMS em nosso estado”. A Frente Parlamentar é suprapartidária e conclama o governo do estado a também atuar na permanência da Eletrosul em Santa Catarina.
TRIBUNA LIVRE A AGENDA BOLSONARO NÃO É PARA GOVERNAR por Gastão Cassel, jornalista
ELETROSUL
INCORPORAÇÃO
Sindicatos da Intersul mobilizam
As entidades que compõem a Intersul, p colaram na última semana uma represen no Ministério Público Federal de Santa Cat solicitando abertura de inquérito que poder sultar numa ação civil pública para quest a incorporação da Eletrosul pela Companh Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE Candiota, Rio Grande do Sul. Para os sindi da Intersul, o processo de incorporação, da f como vem sendo anunciada, caracteriza a e ção da Eletrosul. Por diversas vezes, por me correspondências oficiais da Intersul, e tam do Sinergia, na qualidade de acionista min rio da Eletrosul, a empresa foi questionada os estudos e outras informações que justifi a incorporação, mas nenhuma resposta con foi dada pela Eletrosul, que se limitou a af
ELETROSUL
A dificuldade corrente de compreender o que é efetivamente o governo Bolsonaro tem sua razão. Não é um governo como todos os bons e os ruins que tivemos sob a democracia. Ao contrário de todos os governos republicanos, o atual não tem uma agenda que considere as instituições e a ordem elementar dos poderes. Bem ao contrário, sua agenda “corre por fora” das instituições, as despreza e sabota. E não por acaso. Bolsonaro não acredita na democracia e nas instituições, e se movimenta no sentido da construção de uma (des)ordem autoritária, caudilhesca, caótica e bárbara. Seu histórico de defesa de grupos de extermínio, esquadrões da morte e organizações extralegais faz todo sentido com seu jeito de tocar o governo (não confunda com governar). Evidentemente o presidente não tem uma agenda para governar, que seria um plano econômico, uma plano de desenvolvimento, políticas pública para diversos setores. Não tem nada, porque acha – e já disse isto literalmente – que precisa destruir o que existe, como se lixo fosse. A inoperância e a incompetência são a marca de seu ministério, que nada faz além de demolir as políticas públicas de diversos setores. Não há no Planalto nem sombra de preocupação com o desemprego que aumentou, com a crise no comércio exterior gerada pelos desmandos verbais de vários atores, nem com a vida real da população. Mesmo a nefasta reforma da previdência, cobrada pelos aliados empresários e banqueiros, não merece empenho presidencial. Uma espécie de “tanto faz” que desnorteia até os mais achegados. Mesmo na atual polêmica sobre a “celebração” da ditadura ele não se propõe a homenagear os generais-presidentes ou as lideranças militares (não que estes mereçam homenagens). Ele enaltece os paramilitares que operaram o terror, o lado mais sujo e podre do regime militar. Não está nem aí para Castelo Branco, Geisel ou Médici, que seu ídolo é o Ustra, o torturador reco-
nhecido pela Justiça. Seu foco é criar uma narrativa que o faz vítima da mídia, de conspirações fantásticas para o impedir de governar. Claramente, quando a crise econômica que vem sendo represada pelo mercado explodir, ele ainda vai querer justificar que foi porque não o deixaram governar e, assim, dar mais um passo na construção da sua autonomia monocrática e ditatorial. Não por acaso, recentemente incitou sua horda de apoiadores a desmoralizar o Supremo Tribunal Federal que, por pior que seja, faz parte da estrutura republicana. Bolsonaro quer construir um poder na margem das instituições. Seus esbravejamentos nas redes sociais e a tentativa diária de se comunicar diretamente com seu eleitorado (não com a Nação), via lives no Facebook, denunciam o desejo de virar caudilho, de governar sozinho, sem as mediações previstas na Constituição e na ordem democrática. Todos os que se alinham mais intimamente com sua visão política governam ou gerenciam com o mesmo tom: sem reconhecer interlocutores, desprezando a sociedade civil organizada, o parlamento, as representações, governando “por conta”. Medidas como a ampliação da posse de armas só fazem fortalecer estruturas paramilitares, legalizar o extermínio de gente por policiais em serviço ou fora dele. Em uma frase, fortalece as milícias, que defende desde o tempo de deputado, e com as quais têm relação no mínimo promíscua. Bolsonaro não quer governar, quer ser um ditador. Por isso não tem agenda de governo, mas agenda de disputa de opinião irresponsável, bélica e alicerçada sobre valores nada humanos ou patrióticos. Bolsonaro quer reinventar o fascismo e, para isso, precisa destruir as instituições, os poderes institucionais e as representações populares. Bolsonaro não tem agenda governamental. Apenas um apetite descomunal para ser um ditador.
NEGOCIAÇÃO DO ACT PRIMEIRA RODADA
Intersul foi recebida pelo DA da El
A primeira rodada de negociações com vista Específico a ser firmado entre a Eletrosul e os sul foi realizada nesta quart- feira (03/04/201 Eletrosul havia sido entregue no dia 25/03 e co do ACT vigente com algumas pequenas modifi Intersul, realizada no dia 16/03. Os dirigentes s os principais pontos de reivindicação da catego segundo o Diretor, a orientação da Holding é pa cífico da Eletrosul seja iniciada somente após a poração da Eletrosul pela CGTEE. Ainda de acord referendada na reunião de negociação do ACT g
ELEIÇÃO
ELEIÇÃO PARA CONSE DE TÉCNICOS
Técnicos irão às urnas para ele
Acontece nesta sexta-feira, dia 05, a eleição Regional dos Técnicos dos estados de Santa C tos da Intersul e Intercel, os trabalhadores de votar em candidatos com histórico de luta na dores e das empresas públicas. Neste momen mais, representações fortes e compromissada
LV
Linha Viva é uma pub Jornalista responsá Conselh Rua Max Colin, 236 E-mail: As matérias assinadas não corre
O PELA GCTEE PODE SER A EXTINÇÃO DA ELETROSUL
m poder público e classe política em defesa da Empresa em Santa Catarina
protontação tarina rá retionar hia de E), de icatos forma extineio de mbém noritásobre iquem ncreta firmar
de maneira genérica que a solução de incor- pregos e relações de trabalho. A expectativa dos poração adotada é uma estratégia de gestão da sindicatos da Intersul, é que a representação no Eletrobras e que a empreMinistério Público propicie sa resultante da incorpo"A expectativa dos sindicatos da à sociedade catarinense ração será uma empresa tomar conhecimento das Intersul, é que a representação mais forte mais lucrativa. consequências que possam no Ministério Público propicie Por outro lado, os trabaadvir deste processo de à sociedade catarinense tomar lhadores da Eletrosul, perincorporação da maior Esmanecem sem informações conhecimento das consequências tatal Catarinense por uma convincentes por parte da que possam advir deste processo pequena empresa de Geraempresa, de que a extinção ção Térmica com sede no de incorporação da maior Estatal da Eletrosul com a incorRio Grande do Sul, ambas Catarinense por uma pequena poração pela CGTEE seja subsidiárias da Eletrobras. uma operação adequada Tais consequências podem empresa de Geração Térmica" e segura. Além disso, não abranger além dos impacficam claros no processo os impactos ou eventu- tos diretos sobre os empregados, outros impactos ais prejuízos dos empregados quanto a seus em- relativos a programas sociais desenvolvidos atu-
almente pela Eletrosul e até mesmo a arrecadação de tributos em Santa Catarina. A sociedade catarinense merece ser informada e o poder público deve olhar atentamente para este processo. Além da esfera jurídica, a Intersul também tem buscado mobilizar a classe política de Santa Catarina para debater publicamente esta questão. *Já foram realizadas reuniões com Senadores, Deputados Federais e Estaduais. O Presidente da Alesc, Dep. Júlio Garcia demonstrou preocupação com o assunto. Nesta terça 02/04, a Dep. Luciane Carminatti protocolou a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul na Alesc, e busca agora a realização de Audiência Pública sobre o assunto. Está buscando também o envolvimento do governador de SC, para alertar sobre os impactos na economia catarinense.
CELESC
T 2019 TEVE
UVESC APROVA MOÇÃO EM DEFESA DAS AGÊNCIAS REGIONAIS Sindicatos da Intercel fazem defesa da Celesc Pública a 300 vereadores catarinenses
letrosul nesta quarta-feira
as ao Acordo Coletivo de Trabalho Sindicatos que compõem a Inter19). A pauta dos trabalhadores da onsiste basicamente na renovação icações aprovadas na Plenária da sindicais apresentaram ao Diretor oria, passando a pauta. Entretanto, ara que a negociação do ACT espea conclusão do processo de incordo com o Diretor, esta posição será geral, com a Eletrobras.
ELHO REGIONAL
eger conselheiros
o de conselheiros para o Conselho Catarina e Paraná. Para os sindicaevem avaliar as chapas inscritas e a defesa dos direitos dos trabalhanto de ataques é preciso, cada vez as com a luta dos trabalhadores. EXPEDIENTE
blicação da INTERCEL e da INTERSUL ável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) ho Editorial: Lucio Silva 68, Joinville, SC | CEP 89216-000 | : sindsc@terra.com.br espondem, necessariamente, à opinião do jornal.
Sindicatos que compõem a Intercel fizeram a defesa da Celesc Pública no Encontro Estadual de Vereadores, evento promovido pela União dos Vereadores de Santa Catarina. O encontro aconteceu em Florianópolis, na última quinta-feira, 28, e reuniu cerca de 300 vereadores de diversas regiões do estado. Além da fala no auditório, para todos os parlamentares presentes, os Sindicatos também fizeram conversas em pequenos grupos, alertando da importância da Celesc Pública e da qualidade do corpo funcional da empresa.
Foram apresentados dados relativos à concessionárias de energia privadas e comparados com os números da Celesc, que têm sido mais positivos ao consumidor do que aquelas empresas que já foram privatizadas. Os sindicatos também ouviram reclamações dos vereadores por conta da reestruturação da Celesc, que prevê o fechamento de oito das atuais 16 Agências Regionais espalhadas por Santa Catarina. A preocupação de boa parte dos vereadores é de que a tomada de decisão sobre investimentos, melhorias e problemas na rede se
dará mais longe de seus municípios – o que prejudica sua autonomia - e acontecerá de forma mais burocrática e demorada, causando prejuízos nos atendimentos aos consumidores. Ao final do encontro, os cerca de 300 vereadores aprovaram por maioria – houve apenas um voto contrário – uma moção pedindo ao governador do estado, ao presidente da Celesc e aos deputados federais e estaduais a reconsideração da reestruturação da empresa, o diálogo com a população e a manutenção das atuais 16 Agências Regionais da Celesc.
Desde menino me choro, um romance que mescla ficção e realidade e narra o massacre de índios xokleng em Santa Catarina, no final do século dezenove e início do século vinte. O livro conta a trajetória do índio Cuitá, sequestrado ainda criança pelo bando de Martinho Bugreiro e entregue a
um casal de alemães, em Blumenau. Escrito por Paulo Sá Brito, ex-representante dos empregados no Conselho, aposentado da Celesc e histórico companheiro dos sindicatos da Intercel, o livro pode ser adquirido através do site www. asasliteratura.com.br/ desdemeninomechoro.