30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1442 - 21 DE FEVEREIRO DE 2019
V
DESESTRUTURAÇÃO À portas fechadas, Presidente da Celesc encaminha golpe nas Agências Regionais e põe em risco atendimento à sociedade
CELESC
DESESTRUTURAÇÃO À portas fechadas, Presidente da Celesc encaminha golpe em Agências Regionais e põe em risco atendimento à sociedade Um segurança armado nas portas do auditório Oswaldo Camili, no 5º andar da sede da Celesc. Cancelas nos corredores impedindo a passagem de trabalhadores. Esse é o diálogo do Presidente Cleicio Poleto Martins. Esbanjando soberba e arrogância, o presidente da empresa tem se fechado ao diálogo com todos os agentes políticos do estado de Santa Catarina, esquecendo que a empresa é pública e deve explicações à sociedade catarinense. Priorizando uma campanha de marketing pessoal às custas da Celesc, Cleicio tem tomado atitudes extremamente prejudiciais à imagem da empresa. A incapacidade de comunicar à população o aumento do consumo e das faturas, deixando um rastro de críticas à empresa e ameaças aos trabalhadores. Escondido da imprensa, órgãos reguladores e políticos, Cleicio demonstra não entender o papel do presidente da Celesc, maior estatal de Santa Catarina, alicerce do desenvolvimento econômico e social do estado, nem perante a sociedade, nem aos trabalhadores. Desrespeitando os trabalhadores e suas representações, Cleicio permanece fechado em um mundo de faz de contas onde se põe em um pedestal e continua negando o diálogo com a Intercel. Mas as ações da última semana foram de uma violência e inconsequência muito grande. Com um clima belicoso, tratando trabalhadores como ameaças, Cleicio se reuniu à portas fechadas com chefias da empresa para apresentar uma reforma da estrutura da empresa decidida em um grupinho fechado de qual alguns diretores nem participaram. Divulgada na imprensa antes mesmo de ter sido apresentada aos trabalhadores, a desestruturação das regionais gerou fortes críticas e repúdio de diversos setores da sociedade. Apresentado como "um modelo de gestão que agregue resultados rapidamente e melhore a eficiência para racionalizar os processos da empresa e manter a concessão", na verdade o projeto apenas recicla velhas ideias e não traz ganhos, nem operacionais, nem financeiros. Mas traz uma série de problemas políticos e de atendimento à sociedade, principal dever da empresa pública. E a sociedade já reagiu, criando mais uma lambança do presidente. Após sua divulgação, o presidente se recusou a receber o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), que procurou a empresa para defender que a agência regional de Criciúma fosse mantida na sua cidade e não em Tubarão. A postura do presidente foi duramente criticada pelo Presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), que foi categórico em entrevista: "É preciso que haja o mínimo respeito. Lideranças tentaram falar com o presidente da empresa durante horas e horas e não conseguindo. A Celesc não é privada, é uma empresa pública. Ela deve satisfação aos seus acionistas e a sociedade catarinense é acionista". Após uma comitiva de parlamentares e lideranças de Criciúma acampar na empresa exigindo uma reunião, Cleicio voltou atrás, em sua decisão, demonstrando o despreparo com que a proposta foi encaminhada.
EL
C
D
O con dor mov tida Elet to d ção isso cion ad priv jun vez “o com cê-l mei
EL
CN PROPOSTA É GOLPE ANTIGO NAS REGIONAIS
M
Maquiada atrás da criação de núcleos está a redução de Agências Para qualquer um que conheça minimamente a Celesc fica claro que a ideia de núcleos é uma fachada para a redução no número de Agências Regionais. E não é nova. É a reciclagem de um projeto de uma consultoria externa, apresentado em 2012 ao Conselho de Administração e que não leva em consideração o bom atendimento à sociedade. A abrangência das Agências Regionais tem motivos estruturais e políticos sim. Afinal de contas, a Celesc é o principal agente de políticas públicas para o desenvolvimento social do estado de Santa Catarina. E tanto a população quanto a classe empresarial deve demonstrar repúdio à atabalhoada decisão do presidente. Será que prefeitos, deputados, empresários, agricultores estão cientes das dificuldades que a centralização de decisões trará ao seu dia a dia? Será que a busca por uniformização de procedimentos administrativos não criará uma barreira em questões regionalizadas que hoje são facilmente resolvidas nas regionais? E, dada a volatilidade nas decisões, será que o presidente vai adotar o estilo de divulga e depois recua, como aconteceu com a pressão dos parlamentares do sul do Estado? Muitas dúvidas surgem sobre todo este processo. Afinal de constas, se o presidente estava viajando nos últimos meses, como uma reestruturação desta magnitude surgiu de uma hora para outra? Discutida com toda a Diretoria Colegiada ela não foi. Aliás, nem a deliberação que oficializa a mudança foi assinada pelos diretores e, mesmo assim, a ideia já foi divulgada como concretizada, demonstrando
a incoerência que norteia os atos do presidente. E quem é o cérebro por trás deste projeto medonho? Com carta branca do Governador, Cleicio tem sido visto no dia a dia da empresa como uma guilhotina: cabeças são cortadas sem explicação coerente, em decisões precipitadas trazendo insegurança aos trabalhadores, e que põem em risco todo o trabalho e esforço dos celesquianos na luta pela concessão. Aliás, o Governador do Estado é o responsável por toda a bagunça que seu escolhido tem feito na maior estatal catarinense. O grande problema é que a bagunça do presidente atenta contra a Celesc Pública. E ninguém está à salvo, não importa se trabalha em um "núcleo" ou em uma "unidade". O que garante a manutenção da empresa sobre controle estatal é o trabalho dos celesquianos, atendendo à sociedade com respeito e qualidade. Além disso, o artigo 13º da constituição do estado regulamenta a necessidade de um plebiscito para privatização da empresa. Ou seja, é o povo que decide. Agora, quem vai querer a empresa nas mãos do estado quando o Governador indica um mandatário inconstante, arrogante e egocêntrico, que põe em risco o atendimento à população? O diálogo só é opção quando há espaço. E o presidente o fechou com seguranças, cancelas e atos irresponsáveis. É hora dos trabalhadores voltarem ao embate, defendendo a Celesc Pública e o bom atendimento à sociedade. A Celesc é um patrimônio do Estado. Não um brinquedo de um presidente mimado. Vamos à luta!
O de M bém da E e En apre em está sas a ab rio d cole trab O ação -exe gov priv
LETROBRAS
COLETIVO REPUDIA DECISÃO DO TST QUE CRIMINALIZA DIREITO DE GREVE
Decisão do TST é inconstitucional e atenta contra o direito de greve dos trabalhadores
O Tribunal Superior do Trabalho atentou ntra o Direito de Greve dos trabalhares eletricitários, julgando ilegal uma vimento da categoria contra as invesas do Governo Temer para privatizar a etrobras. De acordo com o entendimendo TST, as greves contra a privatizao são políticas e não econômicas e, por o, são ilegais. Em nota, o Coletivo Nanal dos Eletricitários (CNE) afirma que decisão do TST sobre a greve contra a vatização da Eletrobras realizada em nho de 2018 fere a constituição, uma z que, em seu artigo 9º é assegurado direito de greve a todo trabalhador, mpetindo-lhe a oportunidade de exer-lo sobre os interesses que devam por io dele defender”. A atuação do TST
demonstra a clara intenção de rebaixar blicação em uma rede social o professor direitos da classe trabalhadora, usando o questiona a decisão do Tribunal, exponjudiciário para a imdo sua incoerência plementação de um deliberada: "Como "Como uma privatização, projeto neoliberal de que aponta para demissões, uma privatização, destruição de direique aponta para redução de salários, tos trabalhistas e de demissões, redução deterioração das condições entrega do patrimôde salários, deterionio Público. ração das condições de trabalho e perda Para o professor de trabalho e perda de autonomia laboral, de Ciência Política de autonomia labonão afeta os interesses da UNB, Luis Felipe ral, não afeta os inestritamente "econômicos" dos Miguel, a "maneira teresses estritamencomo a maioria do te "econômicos" dos trabalhadores? tribunal, comandada trabalhadores? Por pelo notório Ives Gandra Filho, mane- que os trabalhadores de uma empresa ja estas categorias é tão rasa que não e ainda mais uma empresa pública - depode ser ingênua. É deliberada". Em pu- vem ser vistos como externos a ela ou
LETROBRAS
então como maquinaria inanimada que é disposta a bel-prazer dos patrões, não como partícipes interessados em seu futuro?" A nota do CNE ainda destaca o caráter inconstitucional da decisão do Tribunal: se cabe aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade e sobre os interesses que serão objeto de defesa por meio da greve, por certo não cabe ao judiciário trabalhista promover indevidas restrições ao direito, sob pena de esvaziar a máxima efetividade e a força normativa da própria constituição". Desta forma, segundo o CNE, caberá ao Supremo Tribunal Federal a palavra final sobre a questão, uma vez que o direito à greve tem estatura constitucional.
ELETROSUL
CNE DEFENDE ELETROBRAS PÚBLICA
ENERGIA VITAL PARA O BRASIL!
Ministro diz que capitalização ainda não está definida
Intersul realiza planejamento da campanha de data-base
O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) esteve reunido com o Ministro Minas e Energia, Bento Albuquerque, no último dia 15. Nessa reunião tamm participaram os senhores Thiago Vasconcellos Barral Ferreira, presidente EPE e Ricardo Cyrino, secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas nergia (MME). O Coletivo defendeu a manutenção da Eletrobras Pública, esentado informações sobre o perigo que ronda a empresa, principalmente relação ao processo de capitalização da Eletrobras, que da forma como á sendo apresentado, será uma simples transferência do controle de nosempresas para o controle de outros países. O CNE explanou não ser contra bertura de capital da Eletrobras, desde que seja mantido o controle acionáda holding, apresentando que as normas internas da empresa, os acordos etivos e a própria legislação existente ratificam a necessidade de que os balhadores sejam ouvidos nesse processo. O Ministro afirmou que não possui ainda uma posição fechada sobre a situão da Eletrobras, e que ainda está consolidando informações. A secretáriaecutiva do MME, Marisete Pereira, afirmou à Folha de São Paulo que o verno está reavaliando o modelo de capitalização, o que joga o debate da vatização da empresa para 2020.
Após o planejamento do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) ter definido os motes da campanha de data-base nacional dos trabalhadores da Eletrobras, a Intersul está reunida para planejar a campanha específica dos trabalhadores da Eletrosul. Nos dias 19, 20 e 21, os dirigentes sindicais debaterão o futuro da Eltrosul diante dos ataques à empresa pública e aos direitos dos trabalhadores, consolidando as assembleias para definição da pré-pauta de reivindicações. As assembleias serão divulgadas em boletim, mobilizando a categoria para a luta.
LV
EXPEDIENTE Linha Viva é uma publicação da INTERCEL e da INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) Conselho Editorial: Lucio Silva Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
ESPERO A TUA
(RE) VOLTA
Filme sobre ocupações em escolas ganha prêmio em Berlim Defendendo a educação igualitária, o filme brasileiro Espero tua (re)volta, da diretora Eliza Capai, conquistou neste sábado 16 o Prêmio da Anistia Internacional (AI) e da Paz na Berlinale, Festival Internacional de Cinema de Berlim. O filme, exibido na mostra Generation, fala sobre os protestos de estudantes de 2015, quando meninos e meninas ocuparam escolas de São Paulo para exigir melhores condições de aprendizagem. O longa-metragem expõe a “repressão sofrida por estudantes que procuram defender o acesso à educação livre”, destacou o júri da AI. Emocionada, Eliza Capai recebeu o prêmio como um convite a “seguir lutando por esse direito básico”. “Imaginem que seus filhos saem às ruas porque o governo quer fechar as escolas e são recebidos com bombas de gás lacrimogêneo e pancadas”, apontou a atriz austríaca Feo Aladag, do júri da AI, ao entregar o prêmio.
O filme de Capai recebeu, além disso, o Prêmio da Paz, que é dado pela Fundação Heinrich Böll, como expoente do cinema comprometido com a coragem cívica, segundo o júri. Ambas as distinções, a da AI e a da Paz, fazem parte dos prêmios dos júris independentes antes da cerimônia de entrega dos Ursos de Ouro. No ano passado, outro filme de um diretor brasileiro, THF Aeroporto Central, de Karim Ainouz, também foi agraciado com o Prêmio da Anistia Internacional no Festival de Cinema de Berlim.
Publicado originalmente no site www.cartacapital.com.br