30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1437 - 17 DE JANEIRO DE 2019
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A CELESC É DO POVO
"A joia da coroa" não pertece a nenhum monarca, como quer o Conselheiro Marcelo Gasparino
CELESC
ELETROSUL
A CELESC É DO POVO
ELETROBRAS PRO CONSELHOS DE AD
A Celesc não pertence a um monarca, como quer o conselheiro Marcelo Gasparino
Conforme previsão em ACT Representante no CA da Elet
No di a 11 de janeiro, foi publicado no jornal Diário com maior qualidade a sociedade. A análise "simplória Catar inense um artigo do representante dos minori- e conveniente" feita por Gasparino na questão do vatários no Conselho de Administração, Marcelo Gaspa- lor das ações é destruída já no segundo parágrafo: "Se rino. Com o título: "A Joia da Coroa", o artigo utiliza o Conselheiro considerasse o valor da ação no dia andados frágeis e convenientes para induzir a popula- terior em que o artigo foi publicado demonstraria aos ção a acreditar que o Governo do Estado têm gerido leito res que o valor acionário evoluiu 80% nos últimal a empresa e, consequentemente, que seria melhor mos 3 meses". Na sequência, o retrato de investimendeixar a iniciativa privada tomar conta da maior esta- tos irresponsáveis pintado pelo conselheiro também é tal catarinense. desmo ntado: "Nos últimos 10 anos, a Celesc investiu Esta forma de enganar é uma característica antiga em mais de 30 subestações, além de modernizar e amda el ite do poder. No livro "A Elite do Atraso", o so- pliar dezenas de já existentes; ampliou em mais de ciólo go Jessé de Souza demonstra 20 mil quilômetros as redes de discomo um conceito de ódio ao Estatribuição e garantiu o atendimento "O artigo da do, e nraizado na nossa sociedade, de quase 1 milhão de novas unidacoordenação da Intercel faz com que o discurso do mercado des consumidoras", tudo isso com o iluda muita gente a ponto de des- lembra a sociedade algo trabalho altamente capacitado dos truir a indústria nacional e entreceles quianos. "A empresa tem efique Gasparino, também gar o patrimônio público a preço ciênc ia operacional garantida por convenientemente, de banana para a elite do dinheiro, profissionais com grande qualidade essa sim a responsável pelo atraso esquece. A Celesc foi técni ca e compromisso com os cae des igualdade. Essa é a estrututarinenses", afirma. eleita a 2º melhor ra do artigo escrito por Gasparino. O art igo da coordenação da InVelho conhecido dos trabalhadores distribuidora de energia tercel lembra a sociedade algo que da Celesc, o atual conselheiro é inGaspa rino, também convenientedo Brasil e a 2º melhor dicado de um dos maiores inimigos mente , esquece. A Celesc foi eleida Ce lesc Pública: Lírio Parisotto. de toda a América Latina ta a 2º melhor distribuidora de Escondido dos holofotes, o especu- e Central. A questão que energ ia do Brasil e a 2º melhor de lador tem em seu fiel escudeiro a toda a América Latina e Central. A irrita o conselheiro e quest ão que irrita o conselheiro e facha da necessária para continuar a bus ca pela privatização da Ceseu patrão é o fato de seu p atrão é o fato de a empresa lesc, e lucrar, sem se importar com inves tir para melhorar a qualidaa qua lidade do serviço prestado à a empresa investir para de do atendimento à população ao população. melhorar a qualidade invés de dar vultosas cifras para No ar tigo, Gasparino cita que o os ac ionistas. Esse é, na verdade, do atendimento à valor da Celesc na Bolsa de Valores o cho ro do conselheiro: a empresa população ao invés de caiu cerca de 35% em um prazo de públi ca tem responsabilidade com sete anos. Cita também o endivida- dar vultosas cifras para o Est ado de Santa Catarina, e não mento da companhia, cita Celos e com a conta bancária de especulaos acionistas" forma um caldo de números aleadores. Recentemente, o Governador tório s, para em um tom alarmista do Es tado falou aos celesquianos, se au todeclarar o único conselheiro que, responsa- defen dendo a manutenção da empresa pública, para velmente, tem votado contra os prejuízos. Seguindo a desenvolvimento social do Estado. lógica de demonizar as ações do Estado e caracterizáGasparino classifica a Celesc como a "joia da coroa". -lo c omo irresponsável e incapaz, Gasparino puxa o A cor oa é o símbolo de uma monarquia, de um sistesaco da EDP, empresa também acionista minoritária ma on de um só manda e o resto obedece. O rei era da Celesc que tem interesses declarados de assumir o aquel e que tinha o poder de mandar matar e de deicontrole da companhia. Ou seja, Gasparino joga dados xar viver. Basicamente aquilo que eles pretendem fazer desconexos e facilmente contestáveis para criticar a com os trabalhadores na privatização. Por isso, esta é gestã o pública da empresa e incensar os acionistas uma analogia muito ruim para a Celesc. A Celesc é do privados na esperança de convencer os catarinenses povo e não existe um monarca absoluto que decidirá que de que a privatização é boa e garantir lucro fácil seu d estino. Por força de lei, o povo catarinense, que com a venda do patrimônio público. reconhece a excelência do serviço prestado pelos traNesta quinta-feira, um artigo desmontando as fa- balhadores da Celesc, tem que ser consultado sobre o lácia s de Gasparino foi publicado também no Diário desti no da empresa. Para o conselheiro, que defende Catar inense. Assinado pelo coordenador da Intercel, quase que religiosamente a venda da empresa, ou seja, Amilc a Colombo, o texto contou com a capacidade a apropriação da coroa que pertence ao povo pelo "rei técni ca e expertise de trabalhadores da Celesc para do capital", parece pertinente lembrar uma famosa fraapresentar ao povo o contraponto, demonstrando que se de Jean Meslier: "O povo só será livre quando o últiuma C elesc Pública é muito mais eficiente e atende mo rei for enforcado nas tripas do último padre".
A Eletrosul divulgou semana passa ram para disputar a eleição de Repr de Administração. A lista divulgada t Paritária, composta por integrantes d hoje, dia 17 para homologação das ca
Deunézio Cornelian Júnior Fábio Roque Scheffel José Felipe Manoel Von Trompows Adriano Pauli João Luiz da Silva Bruning Marco Antonio Paniagua de Andra
A eleição ocorrerá nos dias 26 e sidad e de segundo turno, caso n maior que 50% dos votos. Para os sindicatos da Intersul, a e no momento em que o país tem um n nada favorável aos interesses dos tra to, que reduzem direitos e a capacid lhadores na definição de políticas q Fundamental para os trabalhadores Administração que, além de zelar p resses da empresa pública e da so realidade dos trabalhadores e suas l
CELESC
CONTRIBUIÇÃO A SUSTENTAÇÃO D
Boato enfraquece capacidad direitos dos trabalhadores
Após a aprovação da Participação foi surpreendido com um ataque orga entidades sindicais. Em Mafra, um b trabalhadores a fazerem oposição ao data-base dos celesquianos. De acord mesmo texto foram passadas de mão orientação do sindicato. O Boato é m nanceira das entidades é o que garant Acordo Coletivo de Trabalho. As assem rodadas de negociação são fiam ciada ACT reflita os anseios da categoria. Ao boato dá um tiro no próprio pé: enfra categoria seja atacada, atentar contr ceira das entidades é hoje um desafio são sustentadas pela sindicalização, q administrativas. Apesar de apoiar o fi ele deveria vir com uma ampla reform através do sindicato fossem revertid com u ma vasta gama de empregado nada com a luta da categoria. A Intercel reafirma a importância d sindicato forte, coeso e com condiçõe
OMOVE ELEIÇÃO PARA DMINISTRAÇÃO
T trabalhadores escolherão seu trosul
ada a lista dos candidatos que se inscreveresentante dos Trabalhadores no Conselho tem seis candidatos e a Comissão Eleitoral da empresa e dos sindicatos deve se reunir andidaturas. Os inscritos são:
sky
ade
e 27 de fevereiro, podendo haver necesnenhum candidato alcance percentual
eleição é muito importante, especialmente novo Governo privatista e com uma postura abalhadores, com medidas já em andamendade de organização e inserção dos trabaque afetam todo o conjunto da sociedade. s terem um representante no Conselho de pela boa administração, defender os inteociedade, também esteja conectado com a lutas.
ASSISTENCIAL E DAS ENTIDADES
de de negociação e de defesa dos
nos Lucros e Resultados 2019 o Sindinorte anizado contra a sustentação financeira das boato diz que o sindicato havia orientado os desnoto de 1% que sustenta a campanha de do com trabalhadores do local, cartas com o o e mão para assinatura como se fosse uma mentiroso, afinal de contas, a sustentação fite condições de organização e negociação do mbleias regionais, a Assembleia estadual e as as com esta contribuição, fazendo com que o o organizar uma oposição, o responsável pelo aquece os sindicatos e dá espaço para que a ra os próprios direitos. A sustentação finano. Com o fim do imposto sindical, as atividades que arrecada, no limite, para cobrir despesas fim do imposto, as entidades consideram que ma sindical, onde os benefícios conquistados dos apenas para os sindicalizados, acabando os que são beneficiados sem contribuir em
da contribuição e da sindicalização para um es de lutar pelos trabalhadores.
TRIBUNA LIVRE FIM DO “SOCIALISMO” NO BRASIL SIGNIFICA A DESTRUIÇÃO DAS POLÍTICAS SOCIAIS Por José Álvaro Cardoso, economista O governo Bolsonaro acena com a implantação de uma não disfarçam, que é aprofundar as ações decorrentes do base militar dos Estados Unidos no Brasil, o que já se es- golpe de Estado em andamento no Brasil, no referente ao perava, dado o grau de servilismo ao Império, por parte da fim da soberania e dos direitos sociais e trabalhistas. Irão equipe que assumiu o governo federal. A proposta não é destruir instrumentos públicos de intervenção estratégiconsensual no interior do governo, que, mesmo sendo um ca, que respondem pelo fato de que, entre 1950 e 1980 o dos mais entreguistas da história, é improvisado e atra- Brasil foi o país que mais fez crescer o seu PIB no munvessado por grandes contradições. Alguns oficiais de alto do. Pretendem entregar o país para o sistema financeiro e escalão das Forças Armadas, por exemplo, já se manifes- grandes grupos multinacionais, que não têm nenhum comtaram com reservas em relação ao problema, observando promisso com projeto nacional o bem-estar da população. que a medida não é coerente com a política de defesa do A política geral, é de desmonte de tudo que é público e país, além de ser desnecessária para o momento, já que o sabem que precisam aproveitar os primeiros meses de goBrasil não se encontra sob ameaça militar. verno, quando a população ainda estará hipnotizada por Temer já vinha negociando a concessão para os EUA, do todo o processo de guerra híbrida do qual é vítima. Centro de Lançamento de Alcântara, da Força Aérea, no Entrega das riquezas nacionais e da soberania, e desestado do Maranhão, tido como um truiç ão de direitos, são duas faces dos melhores pontos de lançamen"A política geral, é de da mesma moeda. Por exemplo, o Orto de foguetes e satélites do mundo. çamento da União, havia estipulado desmonte de tudo que Pelo que se divulgou na imprensa, que o salário mínimo de 2019 seria as condições dos norte-americanos, é público e sabem que de R$ 1.006, mas Bolsonaro assinou para uso da base, são de fato, impeum decreto estipulando o orçamento precisam aproveitar em R$ 998, R$ 8 a menos. Essa diriais. Querem alugar a base sem nenhum controle do governo brasileiro, ferença, aparentemente insignificanos primeiros meses o que significaria na prática, que o te, q ue individualmente representa de governo, quando a quase nada, significa uma enorme local seria tratado como território dos E UA. Apesar das contradições população ainda estará redução da massa salarial, já que no que suscita, esse tipo de concessão Brasil 48 milhões de pessoas têm sua hipnotizada por todo ao Im pério é típico desse governo, renda referenciada no salário mínimo e dev eremos assistir muitos atos o processo de guerra nacional, segundo estudo recente do semel hantes. Se a sociedade não DIEESE. Retirar R$ 8 reais do salário híbrida do qual é reagir, inclusive, deveremos assistir mínim o significa tirar de circulação ações ainda mais graves. (para aposentados, trabalhadores vítima" Ações contra a soberania nacional que recebem 1 ou 2 salários mínimo, representam a outra face de ações contra as condições empregadas domésticas, etc.) bilhões de reais em um ano. de vida da população. Não é por nenhum acaso que, ao De um lado enfraquecem o Estado nacional, entregando mesmo tempo, em que acena com a entrega da Base de as riquezas nacionais, destruindo as políticas de soberaAlcântara para os EUA, o governo afirma que irá acabar nia e nergética, desmontando a Petrobrás e entregando com o “socialismo” no Brasil. Essa frase não deve ser vista o Pré -sal, negociando as reservas estratégicas de água apenas como uma afirmação ridícula (que é, de fato), mas para as multinacionais (incluindo o Aquífero Guarani) e deve ser corretamente interpretada: fim do socialismo reduzindo o orçamento em ciência e tecnologia. De outro significa fim das políticas sociais, fruto de anos de lutas, lado, destroem mercado interno, desmontam as políticas como a Seguridade Social (que abrange SUS, Assistência de segurança alimentar fazendo aumentar a fome, conSocial e Previdência Social). Políticas como a de combate gelar am gastos primários (como educação e saúde) por a fome, que conseguiu o mais importante avanço social 20 anos, inviabilizam as empresas nacionais (inclusive do do país nos últimos 50 anos (tirando o Brasil do Mapa da setor privado), liquidaram as leis de proteção ao trabalho, Fome, da ONU) são consideradas “socialismo” e, portanto, estão destruindo o que sobrou da indústria e condenando deverão ser esvaziadas, conduzindo o país de volta para o o Brasil a ser um eterno fornecedor de matérias primas famigerado Mapa. É bastante sintomático, aliás, que uma para o mundo desenvolvido. Lutar contra tudo isso não das primeiras medidas de Bolsonaro tenha sido a extinção é uma escolha, mas uma imposição da realidade e uma do Conselho de Segurança Alimentar. questão de sobrevivência. Paulo Guedes e sua equipe têm uma missão, sobre a qual
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Trint a anos depois de aprovada a Constituição Federal de 1988, que trouxe o respeito à identidade cultural dos povos indígenas e ao direito sobre as terras que tradicionalmente ocupam, nós continuamos sofrendo ameaças. A mais recente, cometida pelo novo governo de Jair Bolsonaro, se deu com a Medida Provisória (MP) n.º 870/2019 e os decretos assinados pelo presidente para reorganizar a estrutura e as competências ministeriais que deixaram, deliberadamente, graves lacunas nos instrumentos e políticas socioambientais. Com a MP 870, o Presidente transfere para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a identificação, delimitação, reconhecimento e demarcação das Terras Indígenas (TIs), esvaziando a Fundação Nacional do Índio (Funai). Nos últimos anos,a conjuntura política e econômica vem imprimindo um ritmo desenvolvimentista ao país onde a Amazônia e o Cerrado desempenham o importante papel de “motor da economia”. Grandes obras de infra-estrutura e a fronteira agrícola avançam com ímpeto sobre a floresta e a savana, atropelando a biodiversidade, as áreas protegidas, ignorando direitos e afetando significativamente a qualidade de vida das comunidades locais. A disputa pela terra aliada à histórica falta de governança nessas regiões resultam em mazelas que se firmam como cicatrizes no coração da maior floresta tropical do mundo. Essa conjuntura vem permitindo que diferentes aspectos da legislação ambiental sejam flexibilizados ou reinterpr etados, reduz ind o a p roteção dos nossos ecossistemas e minando direitos constitucionais dos povos indígenas e comunidades locais. De fato, o governo brasileiro sinaliza a tendência de continuar cedendo aos desejos dos ruralistas. Tereza Cristina, nova ministra da Agricultura, representa os interesses do agronegócio no Mato Grosso do Sul, estado que é palco dos processos de demarcação mais complicados por conta das disputas por terra. Com isso, é muito provável que o processo de identificação e demarcação de Terras Indígenas seja freado e que se afrouxem as barreiras que impedem o desmatamento. Também não está claro quem ficará com a responsabilidade de garantir a integridade das Terras Indígenas,que antes era da Funai. O órgão, antes subordinado ao Ministério da Justiça, passa a ser controlado pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandado pela conservadora ministra e pastora evangélica Damares Alves. O desrespeito aos direitos constitucionais desses povos tangencia problemas como o desmatamento, invasão de áreas protegidas, trabalho escravo, extração ilegal de madeira, atividade mineratória, perda da biodiversidade, conflitos fundiários, violência e assassinatos no campo. É bom
lembrar que o Brasil é o país mais perigoso para ativistas e defensores da terra e do meio ambiente: em 2017, pelo menos 207 líderes indígenas, ativistas comunitários e ambientalistas foram assassinados mundo afora por protegerem seus lares e territórios dos efeitos da mineração, do agronegócio e de outras atividades que ameaçam seu modo de vida, segundo a ONG britânica Global Witness. O Brasil foi o país mais letal para quem trava essas lutas, com 57 assassinatos. Além disso, nos últimos anos, a criminalização de lideranças indígenas tem se intensificado em razão da sua luta por direitos, especialmente no Nordeste e no Sul do país. Terras Indígenas são bens da União, sendo reconhecidos aos índios a posse permanente e o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes. É dever do Estado protegê-las. Entretanto, mesmo após demarcados, esses territórios não ficam livres de ameaças. A TI Karipuna, em Rondônia, homologada em 1998, está com mais de 10 mil hectares de floresta destruídos, em consequência da exploração ilegal de madeira e de grilagem. A TI Indígena Arara, também no Pará, acaba de ser invadida por madeireiros. Nas outras regiões do país, onde os povos aguardam pela demarcação do seu território sagrado, a situação é ainda mais grave. Na Bahia, por exemplo, 490 famílias indígenas da etnia Tuxá foram surpreendidas, em novembro, com uma decisão da Justiça determinando a imediata desocupação do território Surubabel ou Dzorobabé, ocupado tradicionalmente pela comunidade. A demarcação de Terras Indígenas representa uma garantia de proteção à floresta e aos povos que dela dependem para viver. A terra é a base do habitat de um povo e a sustentabilidade das riquezas naturais ali presentes assegura a reprodução física e cultural das populações indígenas. Diant e da cre scente ameaça e dos retrocessos impostos pelo Estado aos povos originários do país, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lança, esta semana, a campanha “Sangue Indígena: nenhuma gota a mais”, com o objetivo de mobilizar a sociedade pelos direitos indígenas. “A idéia é reunir diversas atividades, organizadas pelo movimento indígena e seus apoiadores, em uma agenda de mobilização do #JaneiroVermelho”, diz Sonia Guajajara, da coordenação da APIB. Organize seu território. Conecte suas redes. A luta indígena é permanente e precisa do seu apoio: promova rodas de conversa, debates, produza mater iais… Fa ça parte da c am panh a e some nas atividades do Janeiro Vermelho.