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LV 1418

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30 anos LV

DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES

INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA No 1418 - 16 DE AGOSTO DE 2018

V Fotos: Rubens Lopes e Carlos Wolff

GOLPE DERROTADO Mobilização dos celesquianos impede golpe no Estatuto


CELESC

ELETROSUL

GOLPE DERROTADO

DO INFINITO AO ABANDON

Mobilização da categoria impede facilitação de privatização da Celesc Fotos: Rubens Lopes e Carlos Wolff

Diretoria implanta violência psicológica co Não bastasse o atropelo para se criar o CSC com empregados totalmente desmotivados pelas decisões arbitrárias, sem estudo mais adequado para um 'projeto' que se pretenda bem aplicado, também se deixou de lado, numa grande indefinição, os empregados do chamado 'corporativo'. A Consultoria fez com que a Diretoria da Eletrosul tomasse a decisão de dividir as 'castas' de empregados, Operacionais e Estratégicos. Isso fez com que aqueles que foram para o CSC (operacional) se sentissem muito mal, havendo uma desqualificação de sua atuação. Não obstante, os empregados que ficaram no 'corporativo' (estratégico), tampouco receberam alguma atenção nas suas atuações. O que era uma grande indefinição de um 'projeto' mal elaborado e inconsequente, está virando total descaso com as pessoas. Os locais de trabalhos com espaços vazios e mesas até de perna para o ar, causam um clima de desmotivação, abandono e levam ao adoecimento. É uma violência psicológica coletiva.

PRIVATIZAÇÃO

GOVERNO DEFINE RELATOR DO PL DE PRIVATIZAÇÃO

Ex-ministro é cotado para relatoria na CC

O golpe no Estatuto da Celesc foi derrotado pela grande mobilização da categoria. No dia 09 de agosto, quinta-feira passada, os trabalhadores da empresa organizaram uma manifestação durante a reunião do Conselho de Administração que debateria a proposta de alteração do estatuto social da empresa, prevendo a realização de reuniões virtuais e facilitando a privatização da empresa. Em todos os locais de trabalho os celesquianos paralisaram as atividades em repúdio à proposta defendida por conselheiros do Governo, da EDP e de Lírio Patisotto. Na sede da empresa os sindicatos que compõem a Intercel

organizaram uma concentração com a participação de trabalhadores de todo o Estado, pressionando os administradores da empresa a não atentarem contra a Celesc Pública. Os atos unificados em todas as bases deram resultado e o Conselho de Administração aprovou a mudança do estatuto com uma modificação que dá um grande poder à representação dos empregados no Conselho de Administração. As reuniões virtuais poderão ser realizadas, desde que aprovadas por unanimidade pelos Conselheiros. Na prática. isso dá à representação dos trabalhadores o poder de veto, impedindo pre-

viamente que qualquer atentado à Celesc Pública seja debatido fora do alcance da mobilização dos trabalhadores. Para os sindicatos da Intercel, o golpe do estatuto só foi derrotado pela união e disposição de luta dos celesquianos, que deram um forte recado aos privatistas de plantão, mobilizando a categoria em defesa a Celesc Pública. A proposta aprovada no Conselho de Administração deve seguir para aprovação da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), o que significa que os trabalhadores continuarão atentos e mobilizados.

De acordo com o site Poder 360, o Governo Federal já d relatores do Projeto de Lei sobre a privatização das distri da Eletrobras. De acordo com a matéria publicada, o ex de Minas e Energia, Edison Lobão (MDB) deverá ser o re Comissão de Constituição e Justiça e o Senador Fernando Coelho na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Pela e cia como Ministro Lobão é considerado um nome de influ setor elétrico,o que facilitaria a privatização das empresas Entretanto, a tramitação nas Comissões atrasa os plano verno Golpista, que pretendia vender as distribuidoras d e Nordeste ainda em Agosto. A forte pressão dos traba contra a venda das empresas da Eletrobras tem conseguid o processo, com o presidente do Senado, Eunício Oliveir declarando que pretende evitar pautas polêmicas e deixar como privatizações para o próximo governo eleito.


ELEIÇÕES - STIEEL

NO

oletiva na Eletrosul

ATA DE REGISTRO DE CHAPAS PARA AS ELEIÇÕES DO DIA 29 e 30 DO MÊS AGOSTO DE 2018, PARA ESCOLHA DOS TITULARES E SUPLENTES DOS CARGOS DE DIRETORIA, CONSELHO FISCAL, PARA REPRESENTANTE SINDICAL.

ELETROSUL

RES

SGD PARA QUÊ?

CJ

Ferramenta meritocrática e predatória prejudica chefes de setor e outros

definiu os ibuidoras x-ministro elator na o Bezerra experiênuência no s os do Godo Norte alhadores do barrar ra (MDB) decisões

Consoante prevê a legislação vigente e o Estatuto Social do STIEEL/SC, e, de acordo com a ampla divulgação realizada pela Entidade (edital publicado no Jornal “Diário Catarinense” do dia 30/07/2018 e Boletins do Stieel aos nossos associados, divulgados através de e-mail -stieel@gmail.com.br, além do nosso jornal LINHA VIVA na edição nº. 1414 de 19 de julho de 2018 com a divulgação antecipada do edital de convocação, a todos os associados da base do Stieel. Conforme o Regulamento Eleitoral, as eleições ocorrerão nos dias 29 e 30 de agosto de 2018, para os cargos da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal deste Sindicato e juntamente eleições para representante de base para gestão 2019-2023. Inscreveu-se somente 1 chapa (ÚNICA), que ficou assim constituída:

Ainda que seja uma ferramenta de gestão que se proponha a um caráter meritocrático e um tanto predatório das relações de trabalho, o SGD continua sendo uma ferramenta de gestão. E, como tal, deveria ser tratado, haja vista a decisão da Gestão da Eletrosul em implantá-lo ou continuá-lo em uso. A realidade vivenciada, no entanto, demonstra um uso inadequado da ferramenta. Não fosse a utilização persecutória e revanchista por parte de alguns gerentes despreparados ao avaliar seus subordinados, distante de um fazer justo e isento por parte desses gerentes, ainda há um outro problema que há anos (ou ciclos de SGD) permanece: a inexistência de uma forma de avaliação adequada dos chefes de setor na Eletrosul. Avaliado pelos trabalhadores e trabalhadoras de seu setor, o chefe de setor, de salário menor do que gerentes de divisão ou departamento, acaba injustamente sendo o único avaliado por esses trabalhadores dentro de sua área. Ou seja, aos trabalhadores, nesse caso, não é permitido avaliar gerentes de departamento ou divisão que, para piorar, são avaliados única e respectivamente pelo imediato gerente de divisão e pelo malfadado chefe de setor. É preciso lembrar que, dentre os três, o chefe de setor é o que percebe menor remuneração e, muitas vezes, sem a correspondente redução de carga de trabalho ou responsabilidade em relação aos demais, que adviria de uma adequada divisão do trabalho. Se o SGD é uma ferramenta imprescindível à Gestão da Eletrosul, é necessário urgentemente, tendo em vista o início já divulgado de um novo ciclo, corrigir o tratamento dado pela Gestão ao mesmo.

Aos dez dias do mês de agosto de 2018, na sede do Sindicato Stieel, à Rua Ernesto Neves no18, sala 10 Casa do trabalhador na cidade de Lages, Estado de Santa Catarina, o Senhor Joel Cardoso Martins, Presidente designado para processo eleitoral da referida entidade, declarou encerrado o prazo para registro de chapa(s) e representantes sindicais, nos termos do Edital de Convocação, determinou a lavratura desta Ata, constando da mesma a chapa 01 Resistencia, registrada para as eleições convocadas para o dia 29 e 30 de agosto de 2018, conforme segue: CHAPA Única:DIRETORIA: Presidente: Paulo R. Xavier de Oliveira; Vice-Presidente: Antônio Correia; Secretário Geral: Iria Spiecker; Tesoureiro: Valmir Vestarp de Carvalho; Secretário Imprensa: Giuliano Bariveira; Secretário Trabalho: Clovis Puton. Suplentes: Luiz Sidnei B; Amilca Colombo; Valdecir Cenci; Rosangela Bido Tasca; Gelson Reche; Adriana G. da Silva. RERPESENTANTES FEDERAÇÃO: Titulares: Zeloir Guimaraes; Moacir A. Haboski.Suplentes: Eveline Cechet Marcalin; Pablo Diego Borba. CONSELHO FISCAL: Efetivo: Luiz Claudio Dall “Oglio; Mauricio Meinerz; Valdecir Zanetin. Conselho Fiscal Suplentes: Marcos Roberto de Matos; Carlos Martins; Roberto Saggioratto. REPRESENTANTES SINDICAIS: Celesc Agencia Regional de Lages; Angela Cristina Reche Andrade Borba; Fabio da Silva; Edson da Rosa, Jani Salquerosa Alves, e Paulo Sergio Alves Saldanha. Celesc S.M.O: Kassiano José Krzyzanovski; Daniele Schmidt; Fábio Cossetim. Celesc Agencia de Videira: Pricila Baldissera Kozlow.Celesc Agencia de Joaçaba: Ismael Maicon Krug; Ary Batista de Camargo Filho; Dilcema Bilibio. Eletrosul: Vandro de Jesus Machado Martins,Engie: Gladistone Cochetto. Agencia Regional de Chapecó: Almir Roberto Dalazen; Paulo Ruffato dos Santos; Sandro Ricardo Ascari; Marlon Antonio Gasparin; Amarido Girolimetto; Leandro Breda. Não havendo mais nenhuma outra chapa apresentada para registro, e candidatos para representantes sindicais, o Sr. Presidente determinou a lavratura da presente Ata, que após lida e achada conforme, foi assinada por ele, pelos demais diretores presentes e pelos senhores: Valmir Vestarp de Carvalho e Amilca Colombo, integrantes das chapas registradas. MARTIN JOEL CARDOSO – CPF Nº 345.547.429-20 – Presidente comissão eleitoral ADEMIR OLIVEIRA CPF nº 196.223.179-87 - Secretário DEISE LOUDES GODOI CPF Nª 025.294.509-35 – 1º Mesário MARLI ROPER – CPF Nº 814.401.979-20 – 2º Mesário

CELESC

INTERCEL ENTREGA PAUTA PARA ACT Primeira rodada de negociação acontece dia 22 Dirigentes dos sindicatos que compõem a Intercel entregaram à Diretoria Colegiada da Celesc nesta segunda-feira, dia 13, a pauta de reivindicações dos eletricitários para o Acordo Coletivo de Trabalho 2018/19. Na presença do Presidente e de todos os Diretores da empresa, a Intercel reafirmou a necessidade de respeito aos direitos e às reivindicações da categoria, que tem dado constantes mostras de empenho e dedicação no trabalho. A primeira rodada de negociação está agendada para a próxima terça-feira, dia 22, na sede da Celesc, em Florianópolis.

LV

EXPEDIENTE Linha Viva é uma publicação da INTERCEL e da INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) Conselho Editorial: Amilca Colombo Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.


CULTURA

O BULLYING HOMOFÓBICO NOSSO DE CADA DIA POR CHARLES BERNDT Há alguns anos temos discutido bastante – em jornais, revistas, livros, em programas televisivos, em filmes etc. – sobre algo que se consolidou chamar de bullying. A palavra vem do inglês, obviamente, e tem sua origem a partir da palavra bully, que significa brutal, tirano. Assim, podemos compreender o bullying como uma prática constante e repetida de tirania, brutalidade, violência e agressões contra um indivíduo. Em português, podemos pensar o bullying a partir de outras palavras: bater, excluir, provocar, implicar, ignorar, roubar, amedrontar, ameaçar, ridicularizar, humilhar, intimidar etc. A grande questão é que o bullying é, de fato, algo que se repete, não acontece apenas uma vez, mas é uma prática constante que persegue e vitima inúmeras pessoas. Geralmente, pensamos e discutimos sobre o bullying que acontece nas escolas, mas ele pode acontecer também no ambiente familiar, na universidade, no trabalho, entre outros lugares. Trata-se de violência e, em inúmeros casos, tem relação com os preconceitos que existem em nossa sociedade: machismo, misoginia, racismo, homofobia, gordofobia, xenofobia etc. Na semana passada, assisti a um filme e foi desde então que voltei a pensar e a refletir sobre o bullying, sobretudo sobre o bullyinghomofóbico. Este filme, que se chama Marvin e foi dirigido por Anne Fontaine e lançado em 2017 na França, tem rodado no Brasil em cinemas específicos, sobretudo em mostras de cinema francês. Assim, Marvin é um jovem estudante de teatro, nascido no interior da França, numa família humilde, que desde muito pequeno convive com todo tipo de insultos, agressões, violências físicas e verbais, no ambiente escolar e familiar, principalmente. O bullying sofrido por Marvin tem relação com a sua identidade, com o seu modo diferente de ser e de se portar. Em suma, como grande maioria das pessoas LGBT no mundo, Marvin sofre violência antes mesmo de se dar conta sobre sua sexualidade, antes de saber o que é ser homossexual. Ele é tachado de mulherzinha, de veado, de invertido por ser diferente dos outros garotos. O interessante do filme dirigido por Anne Fontaine é que ele nos mostra o quanto Marvin, já adulto, ainda sofre com as lembranças das violências e agressões que sofria na infância. É como se ele não conseguisse superar aquela dor. O teatro e a escrita surgem, assim, em sua vida, como uma porta de escape, uma maneira terapêutica de lidar com seu trauma. Então, com ajuda de alguns amigos, entre eles a atriz Isabelle Huppert, que no filme interpreta a si mesma, Marvin vai escrever e produzir uma peça que ficará muito famosa em Paris, chamada Quem matou Marvin Bijou, em que revisita o seu passado, a relação difícil com a família que sempre o excluiu e a sua vivência escolar nada agradável. Marvin decide, ainda, adotar um pseudônimo: Martin Clement. O sobrenome Clement vem da diretora da escola, sua amiga e única pessoa que durante anos o apoiou e incentivou a estudar.

A negação do seu nome de batismo, do nome que a sua família escolhera para si, mostra que Marvin, de alguma forma, não só não superou o bullying que sofreu, mas a sua própria não identificação com seus familiares, ele é e continua sendo, na família e na sua cidade natal, um peixe fora água, alguém que foi e continua sendo excluído. Em um ato de vingança e rebeldia, ele próprio, então, decide negar sua origem. No fim do filme, temos a impressão de que Marvin consegue ter uma visão melhor de tudo que passou e talvez seu espírito comece a se libertar daquela dor, daquela raiva, daquelas lembranças que o perseguiam durante anos. Recomendo vivamente que assistam a este filme, que me fez voltar ao meu próprio passado, ao bullying que também sofri na infância, sobretudo na escola, por ser, como Marvin, diferente. É algo que a grande maioria das pessoas gays, lésbicas, bissexuais, transsexuais sofre em suas vidas. Evidentemente, cada caso é um caso e cada pessoa lida com isso de uma forma diferente. De qualquer modo, não dá para deixarmos de repudiar e combater essa forma tão cruel de violência, de exclusão, de discriminação. Somente com políticas públicas que esclareçam e combatam a homofobia e o preconceito de gênero, é que aos poucos conseguiremos vencer esta batalha, estas histórias tristes que muitas vezes tiram a vida de inúmeros indivíduos. O bullying em muitos casos provoca o suicídio e precisamos conversar a respeito disso, precisamos falar sobre isso nas escolas, em nossas casas, em nosso ambiente de trabalho. Ninguém merece sofrer violência e agressões por conta da sua sexualidade, da sua cor de pele, da sua aparência, da sua origem social etc. Lembro-me, por fim, do filme Prayers for Bobby, baseado em um livro homônimo, que fala sobre isso, sobre o bullying homofóbico e o preconceito contra homossexuais, muitas vezes vindo da própria família, causando o desespero e a morte de muitas pessoas. Mas, a verdade é que ninguém está só. Todos nós, que de alguma forma passamos por isso, estamos conectados e felizmente a vida nos mostra que vale a pena lutar, persistir e construir um mundo mais justo, mais igualitário, mais fraterno. Neste mundo tão confuso, tão perturbado, há sempre lugar para o amor, que certamente é mais forte do que o ódio. Despeço-me, por hoje, sugerindo alguns vídeos, documentários e cenas de filmes, disponíveis no Youtube – E se fosse comigo?, Não gosto de Meninos, Leve-me para sair, Prayers for Bobby –, que podem contribuir nesta reflexão e nos auxiliar em nossas lutas diárias, a enfrentar e desconstruir essas violências e agressões que continuam presentes na vida de muitas pessoas, esse bullying nosso de cada dia. CHARLES BERNDT É DOUTORANDO EM LITERATURA PELA UFSC ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NA COLUNA LORCA DO JORNAL ELETRÔNICO VÍCIO VELHO


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