30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA N o 1404 - 03 DE MAIO DE 2018
V
MENTIU Presente de 1º de maio: Temer mentiu sobre atenuação da reforma trabalhista
TRIBUNA LIVRE Por Paulo Guilherme Horn*
Paulo Guilherme Horn é presidente do Sindinorte e jornalista da Intercel
PRIMEIR
Homenagem
Articulada como var a Reforma Tra cional, a Medida P vizava alguns dos projeto, perdeu a uma semana ante que o governo de sesse uma nova s valer o texto inte do, o que provoco da sociedade e q co a vida dos tra duplamente com disse que iria sua outro, deixou a M que, por um motiv vam nele. Entre os trecho ter efeito com o fi o que permite que tes possam trabal
NÃO IMPORTA O QUE DIGAM OS GRANDES JORNAIS: 1º DE MAIO É DIA DO TRABALHADOR!
As fotos que ilustram este texto são de recortes dos dois principais jornais de Santa Catarina: A Notícia e Diário Catarinense. São desta terça-feira, dia 1º de maio. Mais do que constatar a infeliz realidade de que os dois principais jornais do estado publicam exatamente o mesmo conteúdo, o que salta aos olhos é a abordagem dada a este dia tão importante. Na sua ampla maioria, as citações ao 1º de maio o declaram como "Dia do Trabalho". Este ano, uma página dos jornais falou de manifestações do Dia do Trabalhador. Uma colunista também. Mas, afinal de contas, qual é o certo? Vamos falar de história. O primeiro de maio é dia do TRABALHADOR. É uma data internacional que lembra o massacre de trabalhadores na greve geral de Chicago, em 1886, que lutava pela diminuição da jornada de trabalho, que à época era de 15 horas diárias. Os grevistas foram massacrados pela polícia e por milícias, violência incentivada pelos jornais da época, como o Chicago Tribune, que em um editorial afirmava: "o chumbo é a melhor alimentação para os grevistas. A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É de se esperar que seu uso se estenda". Em 4 de maio uma bomba explodiu durante um protesto, matando um policial. Nunca foi esclarecida sua origem, mas como resposta o governo decretou estado de sítio, fechou sindicatos, prendeu mais de 300 sindicalistas, assassinou 38 operários e feriu mais 115. Oito líderes dos movimentos foram acusados de responsáveis pela bomba, detidos, julgados, condenados e morreram na prisão, enforcados ou em circunstâncias misteriosas. A farsa do julgamento não foi aceita e ele foi reaberto, comprovando a inocência dos "oito mártires de Chicago". Quatro anos depois o próprio congresso americano regulamentou a jornada de oito horas diárias. Em 1891, a segunda internacional dos trabalhadores, que reunia organizações operárias e socialistas do mundo todos decidiu que a cada 1 de maio haveria demonstrações públicas para que a luta dos trabalhadores não fosse esquecida. Então tem alguns pontos importantes sobre a história e sobre o que vivemos hoje. Quando os jornais e os colunistas que nele escrevem chamam o 1º de maio de dia do trabalho, é um desrespeito histórico com quem lutou por direitos até a morte. Quando se calam, também. Nas edições de 2017, todos os colunistas de economia e política dos jornais falaram sobre a data. Este ano, um silêncio sintomático. Lembrar do dia do trabalhador é dar força ao movimento popular. Por mais estranho que possa ser, apenas a colunista social Fernanda Nasser (DC) cita o dia do trabalhador (com erros históricos, mas cita). Entre os silenciosos, Moacir Pereira, Cacau Menezes e Estela Benetti, notórios defensores dos patrões e inimigos dos trabalhadores. Não é de graça que eles fazem isso. Boicotar a data ou mudar seu sentido, chamando o dia do trabalhador de dia do trabalho é uma tática para, além de ocultar a importância histórica de sindicalistas e grevistas, trazer a narrativa para o lado dos patrões. A lógica deles é clara: "se é dia do trabalhador, eu tenho que reconhecer que vocês são parte fundamental do processo. Mas se eu digo que é dia do trabalho, vocês é que tem que dar graças a Deus por que eu, benevolente patrão, lhe deixo ter um emprego". Não vamos cair nessa. A classe trabalhadora tem sido duramente golpeada por um governo ilegítimo, apoiado pelos mesmos jornais que roubam-nos o dia do traba-
GOLPE
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SINDICATO lhador. No editorial do dia 1º de maio, DC e A Notícia reproduzem a falácia de que, para gerar empregos, é preciso precarizá-los. Ou seja, o jornalismo covarde da grande mídia continua a repercutir o mantra dos patrões. O desrespeito aos trabalhadores neste 1º de maio só evidencia que jornalismo tem lado. E o lado dos grandes jornais não é o dos trabalhadores.
Os sindicatos possuem um pe Celesc exatamen destas assemble to do conselhei sobre questões pação nos Lucro da Empresa. Re
RO DE MAIO: TEMER MENTIU SOBRE ATENUAÇÃO DE REFORMA TRABALHISTA
m de Michel Temer veio uma semana antes, com mentira e queda da Medida Provisória que atenuava os efeitos da reforma
o moeda de troca para aprorabalhista no Congresso NaProvisória 808/17, que suas mais polêmicos trechos do a validade dia 24/04/2018, es do Dia do Trabalhador, sem e Michel Temer (MDB) propusolução. Com isso, passou a egral, aprovado o ano passaou reação de diversos setores que põe diretamente em risabalhadores. Temer negociou a própria base. De um lado, avizar algumas questões, de MP caducar. Mentiu para os ivo ou outro, ainda acredita-
seja, que apresentem algum risco para saúde. Agora, o trabalho em área insalubre de mulheres grávidas passa a ser permitido. Outro ponto que gera muitas críticas é o que autoriza empresas a demitir funcionários com o contrato normal de trabalho para depois recontratá-los como trabalhadores intermitentes. Com a nova versão da Reforma, o governo Temer vai jogar os da Reforma que passam a uma nova leva de desempregados no mercado im da Medida Provisória está para que os trabalhadores possam exercer a e mulheres grávidas e lactan- mesma atividade por um salário menor e sem alhar em áreas insalubres, ou nenhum tipo de garantia e por tabela faz cair
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a arrecadação da previdência. A reforma trabalhista ainda penaliza os trabalhadores na medida em que pode extinguir contratos e acordos coletivos. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) apontam que no primeiro trimestre de 2018 houve uma queda de 29% no número de acordos coletivos registrados no Ministério do Trabalho. No meio disso tudo, ficam os trabalhadores e trabalhadoras que assistem a corrosão dos poucos direitos que ainda restavam, além de
No meio disso tudo ficam os trabalhadores e trabalhadoras que assistem a corrosão dos poucos direitos que ainda restavam, além de ficar à mercê de novos golpes
ELETROSUL
BLEIA GERAL DE ACIONISTAS ELEGE ONSELHO NA CELESC
da Intercel se manifestam na AGO/E da Celesc
unda-feira, dia 30 de abril, os elesc se reuniram na sede da Assembleia Geral Ordinária a, que, entre outras coisas, composição do Conselho de da Celesc. nte dos Empregados, Leandro com aproximadamente 80% ategoria, foi referendado na agora um mandato de 4 anos. Estado, acionista majoritário nduziu os conselheiros Derunciação, Cleverson Siewert, e Ademir Zanella. Ainda pelo empossados Paulo Roberto dente da Celesc) e Edson Anado Federal, Estadual e exorianópolis). Representando
a EDP, foi reconduzido o conselheiro José Luiz Alquéres (ex-presidente do Conselho de Administração da Eletrobras), Michel Nunes Itkes e Luiz Otávio Assis Henriques. Representando os acionistas preferencialistas (Lírio Parisotto), foi empossado Marcelo Gasparino (ex-diretor Jurídico da Celesc).
OS VOTAM CONTRA PLR DOS DIRETORES
s que compõem a Intercel equeno número de ações da nte para poderem participar eias, defendendo o mandairo eleito e se posicionando importantes como a Particios e Resultados da Diretoria epresentantes do Sindinorte,
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ficar a mercê de novos golpes desse governo que pretende agora regulamentar a malfadada reforma trabalhista por meio de Decretos previstos para as próximas semanas. Para aqueles que torcem o nariz e ainda duvidam de que houve um golpe no Brasil, lembramos de uma inesquecível sessão da Câmara dos Deputados, que a dois anos atrás autorizou o prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, sob pretexto de "pedaladas" fiscais, mas com um vasto repertório de ataques ao governo. Muitos se declaravam indignados com o aumento do desemprego. No 1º de Maio de 2016, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, disse se "solidarizar" com os 10 milhões de desempregados no país, segundo ele vítimas da política econômica. Pois agora, às vésperas do 1º de Maio de 2018, o número de desempregados superou os 13 milhões. Foi golpe sim, e contra os trabalhadores brasileiros.
Sintevi, Sintresc, Stieel e Sinergia estiveram na AGO e registraram voto contrário ao limite da remuneração variável da Diretoria. Para os sindicatos, não é justo que os diretores da empresa tenham a possibilidade de atingir até 6 remunerações de PLR enquanto os trabalhadores podem atingir, em média, 2 remunerações.
MME ATACA ELETRICITÁRIOS No dia dos trabalhadores, Ministério ofende eletricitários Não bastasse no ano passado o presidente da Eletrobras ter chamado os empregados da empresa de vagabundos, ato pelo qual responde na justiça em ação de danos morais coletivo, dessa vez o Ministério de Minas e Energia (MME), em pleno 1º de maio usa as redes sociais para difamar os trabalhadores. Como reconhecimento pelo trabalho essencial que prestam à população brasileira, os trabalhadores da Eletrobras foram covardemente atacados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em pleno 1º de maio. Uma publicação no Twitter do ministério afirmava que a conta de luz no Brasil é 5ª mais alta do mundo. "Você assumiu um reajuste de 499% na sua tarifa, tendo ainda milhares de funcionários desnecessários da Eletrobras (e de suas distribuidoras) e outros cheios e privilégios recebendo salários fora do padrão". O ataque mentiroso aos trabalhadores é mais uma armadilha para condicionar a população a aceitar
LV
a privatização da Eletrobras, negócio fraudulento que pretende entregar o patrimônio público brasileiro para o capital estrangeiro, à preço de banana. A Intersul entregou um manifesto de protesto quanto à posição do Ministério de Minas e Energia à Eletobras, antes de reunião com a diretoria da Eletrosul, nesta quarta-feira, dia 02. Os trabalhadores eletricitários são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil e extremamente necessários para a segurança energética nacional. Recentemente um apagão em uma linha de transmissão operada por empresas privadas demonstrou a importância de um setor elétrico nas mãos do povo brasileiro. A estratégia do Governo Golpista é criar um clima de incerteza sobre o papel da Eletrobras para o país e, o MME, que deveria resguardar a soberania e segurança energética no país, trabalha para depreciar a maior estatal da América Latina. EXPEDIENTE
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (INTERCEL) e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil (INTERSUL) Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) | Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
CULTURA
MINISTRO DO GOLPE Classe artística de Santa Catarina realiza protesto contra Ministro da Cultura
Na última quinta-feira, dia 26, o Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, foi recebido com protestos da classe artística e produtores culturais catarinenses, em evento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). Segundo informaçõs da Mídia Ninja, "representantes da cultura deram o recado: Ministro de Governo Golpista é Ministro Golpista. Ao ser indagado sobre como um país pode pensar em cultura quando seu governo está destruindo saúde e educação, direitos e políticas públicas, disse que esse assunto não é com ele". Ainda segundo a Mídia Ninja, quando questionado sobre o fechamento da sede do Ministério da Cultura em Santa Catarina, o Ministro Golpista desconversou. dizendo que quer "nacionalizar o Ministério". O escracho aos golpistas é uma forma de demosntrar indignação com um governo que vem destruindo todos os direitos dos brasileiros.