30 anos LV
DESDE 1988 AO LADO DOS TRABALHADORES
INTERCEL | INTERSUL | JORNAL LINHA VIVA N o 1401 - 12 DE ABRIL DE 2018
V
Angorá no MME Moreira Franco comandará privatização da Eletrobras
VIII ENOP
ELETROBRAS
ENOP DEBATE PRIVATIZAÇÃO
"GATO ANGORÁ" NO
Eletricitários promovem Encontro Nacional dos Operadores para discutir ações frente à privatização da Eletrobras
Moreira Franco assume Ministério de Min missão de encaminhar privatização da Elet
Operadores do Sistema Elétrico Brasileiro se reuniram nesta quarta-feira, dia 11, em Brasília, para debater os efeitos da Privatização da Eletrobras, a precarização do trabalho e a insegurança operacional do sistema. Realizado no auditório Freitas Nobre, na Câmara de Deputados, o VIII ENOP (Encontro Nacional dos Operadores) reforçou o entendimento de que a proposta do Governo Federal compromete a segurança energética e hídrica do país, promove a perda de controle do setor, além de ampliar a terceirização com consequente precarização dos direitos trabalhistas. Encaminhada pelo Governo sultado em uma série de ataques às estatais, com Temer em agosto de 2017, a proposta de privati- objetivo declarado de minar a resistência dos trazação da Eletrobras e de suas subsidiárias tem re- balhadores e vender a Estatal a preço de banana.
Mais de trinta vezes delatado por corrupção, Moreira Franco é o escolhido pelo Governo Temer para encaminhar a privatização da maior empresa de energia elétrica da América Latina. Conhecido como "Gato Angorá" nas planilhas da Odebrecht, Franco é suspeito de ter recebido cerca de R$ 7 milhões em propinas pagas pela empreiteira. À frente da Secretaria-Geral da Presidência, foi responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo Michel Temer, que trata de privatizações e outorgas. De acordo com a Federação Nacional dos Urbanitários, a ven-
da da Eletr para o proj repasse da bém seja c reira para o haverá uma duzindo a a Ministro af Eletrobrás dos mesmo lítica que o
ELETROBRAS
PRIVATIZAÇÃO
DIA DE LUTA DOS ELE
AUDIÊNCIA PÚBLICA NO MS
CNE propõe paralisação para o dia 16 de ab
Eletricitários também debatem privatização no Mato Grosso do Sul
Enquanto aguarda a resposta da Eletrobras para o pedido de continuidade das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) pretende mobilizar os trabalhadores de todas as empresas da Eletrobras com um Dia Nacional de Luta contra a privatização, na próxima segunda feira dia 16 de abril. A disposição de luta dos eletricitários só aumenta com a insistência do Governo na tramitação dos projetos privatistas no Congresso, ao mesmo tempo em que a
direção da do ACT 201 paralização do aprovad sindicatos d para delibe nas assemb 13 de abril. a arma para direitos dos
EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDIN
EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários do Vale do Itajaí - SINTEVI, no uso de suas atribuições estatutárias, CONVOCA todos os associados deste sindicato, quites com suas obrigações sociais, a participarem da Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se na sede do SINTEVI, na Rua Bahia, nº 2552, Salto, Blumenau - SC, no dia 16/04/2018 (segunda-feira), às 17:00h, em primeira convocação, com número regulamentar de presentes, e às 17:30h, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: 1 - Leitura, discussão e aprovação da Proposta de Orçamento Anual do Sindicato, para o exercício de 2018; 2 - Leitura, discussão e votação do Balanço Geral relativo ao exercício de 2017, com respectivo parecer do Conselho Fiscal. Blumenau, 12 de abril de 2018 Orlando Nestor Gretter DIRETOR FINANCEIRO - SINTEVI
LV
EXPEDIENTE
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina (INTERCEL) e da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil (INTERSUL Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) | Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
As Diretorias do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Rua Lacerda Coutinho nº 149,centro em Florianópolis-SC, do Sindicato dos Trabalha Itajaí - SINTEVI , com sede na Rua Bahia nº 2552, Bairro Salto, em Blumenau-SC, do gia Elétrica do Sul do Estado de Santa Catarina – SINTRESC, com sede na Av. Nereu do Sindicato dos Eletricitários do Norte de Santa Catarina – SINDINORTE, com sed Joinville-SC, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Lage Centro, em Lages-SC, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Ene MS, com sede na Av. Gury Marques, 4360, Bairro Universitário em Campo Grande-M de Energia Elétrica de Maringá e Região Noroeste do Paraná – STEEM, com sede na do Sindicato dos Eletricitários de Londrina e Região, com sede na Rua Amantino Te da Associação dos Profissionais e Ex-profissionais e Aposentados da Eletrosul e Tract Porto, 1722, Charqueadas-RS, na forma de suas atribuições legais e estatutárias, CON Elétricas S.A., da base territorial dos respectivos Sindicatos, associados e não assoc EXTRAORDINÁRIA, a se realizarem em suas respectivas sedes, ou nos portões da e primeira convocação, com o número regular de presentes, e às 8h30min, em segund presentes, de acordo com o cronograma informado por cada sindicato nos locais de t para discutirem e deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA:
1. Informes: ACT, PLR e luta em defesa da Eletrobras Pública; 2. Deliberar sobre a adesão ao Dia Nacional de Luta Contra a Privatização do Sistema Eletrob horas no dia 16/04/2018; 3. Definição das formas de manutenção dos serviços essenciais à população; 4. Assuntos Gerais.
Florianópolis, 11 de abril de 2018.
INTESINDICAL DOS ELETRICITÁRIOS DO SUL DO BRASIL - INTERSUL Secretaria Geral INTERSUL – Rua Lacerda Coutinho – Centro, Florianópolis/SC Fo
MINISTÉRIO
nas e Energia com a trobras
robrás é classificada como “prioridade zero” jeto de privatização do Planalto, embora o a administração de vários aeroportos tamconsiderado fundamental. Ao nomear Moo MME, o governo quer ainda sinalizar que ma pessoa especial e próxima a Temer conalienação do patrimônio público. O próprio firmou que “o processo de capitalização da é política de governo e vai seguir dentro os parâmetros e coerente com a mesma poo ministério vinha aplicando”.
ETRICITÁRIOS
bril
Eletrobras não avança nas negociações 18 e PLR 2017 que estão em curso. A o das atividades por 24 horas está senda em assembleias por todo o Brasil. Os da Intersul convocam os trabalhadores erarem sobre a adesão ao movimento bleias que se realizam entre os dias 11 e Mais do que nunca, a união de todos é a combater a privatização e lutar pelos s trabalhadores.
NÁRIA
e Florianópolis e Região - SINERGIA, com sede na adores na Industria de Energia Elétrica do Vale do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Eneru Ramos nº 326, Centro, em Capivari de Baixo-SC, de na Rua Max Colin nº 2368, Bairro América, em es - STIEEL, com sede na Rua Ernesto Neves nº18, ergia no Estado do Mato Grosso do Sul - SINERGIA/ MS, do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Rua Vitória, 109 - Vila Esperança em Maringá-PR, eixeira de Carvalho, 23 – Centro em Londrina - PR, tebel no Rio Grande do Sul, com sede na rua Olavo NVOCAM os empregados da ELETROSUL – Centrais ciados, para se reunirem em ASSEMBLEIA GERAL empresa, nos dias 11, 12 e 13/04/2018, às 8h, em da e última convocação, com qualquer número de trabalho da sua respectiva base de representação,
bras, com paralisação da atividades na Eletrosul por 24
TRIBUNA LIVRE PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS E A GUERRA PELA ÁGUA por José Alvaro Cardoso A privatização do setor elétrico no Brasil, encaminhada de forma apressada pelo governo golpista, será útil para ajudar a resolver os problemas das multinacionais do setor, e dos grupos que vão ganhar dinheiro com a privataria, que caracteriza sempre os processos de privatização em todo o mundo. Pretendem privatizar o sistema elétrico brasileiro porque ele é “filé mignon” e proporcionará muitos lucros aos grupos econômicos que o arrematarem à preço de banana. A Eletrobrás é o maior sistema elétrico da América Latina e a 6ª maior estatal de energia do mundo, compreendendo 239 usinas de geração de energia (31% da capacidade de geração do Brasil, com 47 GW), sendo que 94% da capacidade de geração vem de fontes de energia limpa. O sistema tem ainda 70 mil quilômetros de linhas de transmissão (ou seja, 47% de tudo o que o país dispõe) e 6 distribuidoras (que atendem a 6,3 milhões de clientes, com 258 mil km de rede). É composto, também, por 14 empresas subsidiárias; uma empresa de participações (Eletropar); um Centro de Pesquisas (CEPEL) – único no Brasil e um dos principais do mundo -; 50% de Capital Social da Itaipu Binacional. Além de participações relevantes em projetos estruturantes de caráter estratégico e nacional, tais como Usina Hidrelétrica de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e Teles Pires, entre outros. Além de ser um sistema estratégico para o país sob todos os pontos de vistas, é um verdadeiro tesouro como fonte de receita e, em condições normais, só dá prejuízo mediante corrupção ou grande incompetência gerencial . Somente em um processo de golpe, um sistema de produção e distribuição de energia, avaliado em R$ 370 bilhões, seria torrado por menos de 10% do seu valor. Se houvesse formas de explicar didaticamente o crime que querem cometer com a Eletrobrás, só o fato já levaria à paralisação do país para entender o problema e impedir a ação. A privatização da Eletrobrás significa, na prática a privatização do acesso à agua, pois a matriz energética brasileira é predominantemente hidroelétrica. Depende, portanto, dos cursos dos rios. A Guerra pela Água, é portanto, uma dimensão fundamental, e pouco discutida, na tentativa de entregar a Eletrobrás. A ONU prevê que, no ritmo atual, as reservas hídricas do globo reduzirão 40% até 2030, o que deverá provocar uma “guerra pela água” no mundo. Os EUA e a Europa enfrentam grave problema de falta de água, a maioria dos rios dos EUA e do Velho Continente estão contaminados. Tudo indica que um dos interesses do golpe é se apropriar do Aquífero Guarani, maior reserva subterrânea de água doce do mundo. O Aquífero que está localizado na parte sul da América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) coloca a Região como detentora de 47% das reservas superficiais e subterrâneas de água do mundo. O esforço do governo golpista para incluir o Aquífero Guarani na lista de bens privatizáveis tem sido grande. O Aquífe-
ro, maior reserva de água pura do mundo, é desconhecido da maioria da população e muito cobiçado pelos grandes grupos econômicos. O interesse das multinacionais sobre essa reserva de água possui bases muito objetivas: o Aquífero tem mais de 1 milhão e 200 mil km2 e capacidade de abastecer o mundo por 300 anos. Dois terços da reserva estão em território brasileiro, no subsolo dos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As grandes empresas em todo o mundo vêm operando políticas para privatizar os recursos hídricos. Um dos métodos utilizados é a venda de água engarrafada. A Nestlé, por exemplo, maior corporação mundial de produtos alimentícios, responde por mais de 50% de toda a água engarrafada, comercializada no Brasil. O presidente da Nestlé defende, sem cerimônias, políticas de privatização das fontes de água. Para Peter Brabeck-Letmathe, a privatização do fornecimento da água seria a fórmula para que a sociedade tomasse consciência da importância desse bem. Detalhe importante: o defensor de tais ideias é o presidente da líder mundial na venda de água engarrafada, setor que representa 8% do faturamento da empresa. O grupo Nestlé presidido por ele, junto com mais três ou quatro empresas (Coca Cola, Pepsi Cola, Danone) controlam uma espécie de oligopólio no engarrafamento de água, dominando um setor cada vez mais estratégico no mundo. Segundo os estudiosos do assunto, muitas vezes a água engarrafada é coletada na rede pública pelas empresas, que se limitam a acrescentar um pacote de minerais, criando assim “água mineral”. Com essa operação o preço da garrafa sobe, muitas vezes, em até mil por cento, tornando-se um dos negócios mais lucrativos do mundo, num ambiente de inexistência ou debilidade na regulação social da atividade. A privatização da Eletrobrás, longe de ser um raio em céu azul, deve ser compreendida dentro do processo político que está se desenvolvendo no país em termos gerais. O país sofreu um golpe, que está mudando profundamente a relação do Estado com a sociedade. Em dois anos destruíram a legislação trabalhista, restringiram a democracia, aumentaram a pobreza e a fome, entregaram o pré-sal e transformaram em poeira a soberania nacional. O catálogo de maldades contra a população e contra o país está sendo encaminhado de forma muito veloz, exatamente para dificultar a reação da sociedade. Se não houver reação forte a destruição irá continuar porque eles têm um programa de destruição a ser completado. Se nós brasileiros não conseguirmos reagir à altura da gravidade da situação, implantarão todo o seu programa, promovendo a maior expansão da miséria, já assistida no país. O golpe traz muitos riscos, de várias naturezas, inclusive de convulsão social. Eles sabem disso: é que a crise sem precedentes do capitalismo ao nível mundial, exige que tomem iniciativas arriscadas.
one(48) 3879-3011 – E-mail: cecy@intersul.org.br
José Alvaro Cardoso é economista. Publicado originalmente em sua página pessoal no Facebook.
CULTURA
UM CASO DE AMOR Por Rodrigo Galvão - trabalhador da Eletrosul
"
Sei que é apenas mais uma história de amor, como tantos outras, mas ainda lembro a atração que senti por ele. Sabia que a gente daria certo junto, que eu seria muito feliz ficando com ele para mim. Mas, muito reservado, ele não demonstrava interesse por ninguém. Parecia um sonho distante estarmos juntos, no silêncio da noite ficava imaginando nós dois. Com ajuda de amigos e um pouco de ousadia, finalmente consegui me aproximar. No começo foi meio constrangedor, porque ele tinha um jeito diferente, mas, aos poucos, vimos que tínhamos muitas coisas em comum. E mesmo com as minhas manias e as exigências dele, conseguimos nos entender. Até parecia que fomos feitos um para o outro. Acordava feliz, porque iria passar o dia com ele, dormia realizado com tudo o que fizemos. Depois daquele "período de experiência", achei que era hora de contar sobre ele para a minha família. Teve gente que elogiou, outros falaram mal, até disseram que eu não precisava, que dava para viver muito bem sem ele, alguns disseram que ele poderia ser perigoso - pura inveja. Minha vó me sussurrou que finalmente arranjei um que prestava. Com um sorriso, concordei com ela. Não vou negar, minha vida melhorou depois de estar com ele. E não é só porque ele pagava minhas contas, como alguns maldosamente me acusavam, mas é que ele me completa, me realiza e faz feliz. Com ele posso realizar minhas fantasias mais secretas. Até minha saúde melhorou, minha postura ficou altiva, com um brilho no olhar e uma pele aveludada. Sinto que estou seguro quando estou com
ele, parece que as pessoas na rua me tratam diferente, são mais gentis comigo, me cumprimentam. Percebo que sou alguém na sociedade, nessas horas sinto que somos como um só, indivisíveis, e esse sentimento só pode ser o amor. Também já percebi que tem gente de olho nele, querendo rouba-lo de mim ou mesmo estragar nosso caso de amor. Até já me seduziram só porque estava com ele, como se eu fosse trocá-lo por qualquer outro, logo agora que o nosso relacionamento está, como dizem, mais estável. É claro que tivemos nossos momentos de crise, quando não nos entendíamos e ele parecia ser incapaz de suprir minhas necessidades, nessas horas até tinha medo de perdê-lo para sempre. Sinceramente, não sei o que seria de mim sem ele. Conheci seus verdadeiros amigos, aqueles que se importam com ele e também seus inimigos, gente muito poderosa e influente. E como quem ama cuida, fiquei ao seu lado o tempo todo, defendendo e apoiando. Um cuidando do outro, vencemos uma crise depois da outra, e consegui ficar com ele todo esse tempo. Seguimos cantando a música de nosso caso de amor:" ele me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ele". Sei que tem gente que tem vergonha de dizer essas coisas do coração, que só vai valorizar depois que perder e até pensa diferente. Sei que histórias de amor são piegas mesmo, e nessa crise até constrangedora. Afinal, tem muita gente sem um para chamar de seu. Por isso, peço a Deus que nos proteja e jamais deixe eu ficar sem ele; e faço aqui minha declaração: meu trabalho, eu te amo.
Até parecia que fomos feitos um para o outro. Acordava feliz, porque iria passar o dia com ele, dormia realizado com tudo o que fizemos
"