EDP No 1388 - 04 de janeiro de 2018
c s e l e na C
EMPRESA PORTUGUESA/CHINESA COMPRA AÇÕES DA PREVI VISANDO PRIVATIZAÇÃO DA ESTATAL
GOLPE NA ELETROBRAS
REFORMA TRABALHISTA
Michel Temer edita Medida Provisória para a privatiação da Eletrobras
Mentira vem à tona e, no primeiro mês das novas regras, desemprego aumenta
ELETROBRAS
GOLPE NO FIM DO ANO Temer edita Medida Provisória para privatização da Eletrobras
EDP
EMPRESA PORTUGUESA/
Na calada da noite, como fazem os assaltantes do povo, Michel Temer editou uma Medida Provisória que possibilita a privatização da Eletrobras. A MP, publicada no dia 30 de dezembro, retira a proibição de privatizar a Eletrobras e suas subsidiárias da lei 10848/2004, que trata da comercialização de energia elétrica no país. Sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei 10848/2004 tirou a Eletrobras do programa de privatização criado por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Esta é a terceira medida provisória editada por Temer para abrir caminho para a venda da Eletrobras. Em junho de 2016, o presidente editou a MP 735, aprovada pelo Congresso e convertida na Lei 13360/16, que facilita a transferência do controle de ativos e as privatizações de distribuidoras da Eletrobras. Em agosto deste ano, o governo anunciou a intenção de privatizar a estatal, responsável por um terço da geração de energia no país. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o valor patrimonial da Eletrobras é de R$ 46,2 bilhões e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões.
FNU REPUDIA MP DA PRIVATARIA A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) registrou repúdio à MP 814/2017. "A medida provisória assinada por Temer é inconstitucional, além de autoritária, pois não houve e nem debate com a população. Ela fere os direitos da sociedade e desrespeita a soberania nacional. Trata-se da entrega do patrimônio do povo brasileiro ao capital estrangeiro e não podemos aceitar uma violação dessa grandeza sobre um patrimônio que foi construído com o suor e sacrifício da classe trabalhadora do nosso país", afirmou o presidente da FNU, Pedro Blois. Sindicatos que integram a FNU e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), buscam articulação com entidades competentes (confederações, partidos políticos e outros) para ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), a ser encaminhada para o Supremo Tribunal Federal (STF), discorrendo sobre a violação da Constituição Federal e de outros dispositivos legais e constitucionais neste processo privatista, a exemplo de outras duas ADI´s já ajuizadas pela Contaf e PC do B, questionando a venda de ativos de empresas de economia mista. A luta contra a privatização da Eletrobras é a luta pela manutenção do patrimônio público e pela soberania do Brasil. Não aceitaremos calados a destruição das estatais brasileiras. ENERGIA É UM BEM PÚBLICO!
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) Conselho Editorial: Patrícia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
No final de 2017 os trabalhadores da Celesc foram surpreendidos com a notícia da venda das ações que a PREVI tinha da Celesc para a EDP Brasil. Com isso, o início de 2018 será de reformulação no Conselho de Administração da Celesc onde a Angra Partners representava a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Entretanto, esta não é a única mudança que deve preocupar os celesquianos. A aproximação da EDP com a Celesc já vinha ocorrendo ao longo do último ano, tendo a estatal, inclusive, realizado uma parceria com a empresa em leilão de linhas de transmissão. Agora, a empresa portuguesa se tornou dona de 33,1% "As mudanç das ações ordinárias e 1,9% aproximam das ações preferenciais da não mudam a Celesc, totalizando 14,5% do total de ações da empresa. O luta dos traba negócio foi concretizado com ameaça da pr valor de R$ 230 milhões. Ao comunicar o mercado, a EDP sempre estev afirma que, neste primeiro a empresa, e momento, não tem interesse minoritário em "alterar a composição do controle acionário da Celesc", esconderam mas já adiantou que realizará de tomar o uma oferta pública para comacionário da pra de todas as ações da Celesc disponíveis no mercado. A intenção da empresa é se tornar a maior acionista privada da estatal. Apesar de afirmar não estar interessado no controle acionário da Celesc, em conferência o CEO da EDP, Miguel Setas, afirmou que a compra das ações abre uma oportunidade para uma eventual reestruturação societária, ou seja, para a privatização da Celesc. Segundo informações do Canal Energia, o executivo "conta que a compra dessa participação, que estava em poder da Previ, foi bastante analisada pela empresa, que preteriu a compra da Light (RJ) e das distribuidoras da Eletrobras, por julgar o investimento na Celesc mais vantajoso nos aspectos econômico e estratégico".
GOLPE
A MENTIRA DA REFORM
Aumento do desemprego escancara m A Reforma Trabalhista retirou direitos, destruindo a Consolidação das Leis do Trabalho. Apoiada pelos empresários, foi sustentada sobre a grande mentira de que traria mais competitividade ao mercado de trabalho, estimulando a criação de vagas e diminuindo o desemprego no Brasil. Poucos meses após sua aprovação, a mentira foi escancarada. Dados divulgados pelo próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) demonstraram o fechamento de 12.292 vagas com carteira as-
NA CELESC
/CHINESA COMPRA AÇÕES DA PREVI VISANDO PRIVATIZAÇÃO DA ESTATAL
Para o Representante dos Empregados no Conselho de Administração, Leandro Nunes da Silva, o momento é de cautela. "A EDP é uma empresa grande, controlada por chineses. Tem recursos e expertise para ajudar a Celesc na luta pela manutenção da concessão. Entretendo, a intenção de tomar o controle acionário da empresa sempre fará com que os trabalhadores da Celesc desconfiem deles. A Celesc é uma das poucas empresas públicas de distribuição de energia do país e é pelo seu caráter público e pela consciência social dos seus trabalhadores que é considerada uma das melhores distribuidoras do país", afirças que se ma. Para os sindicatos que comda Celesc põem a Intercel, as mudanças a lógica da que se aproximam da Celesc alhadores. A não mudam a lógica da luta dos trabalhadores. A ameaça rivatização da privatização sempre esteve ve rondando rondando a empresa, e acioe acionistas nistas minoritários nunca esconderam o desejo de tomar os nunca o controle acionário da empresa. Por isso é ainda mais m o desejo importante a eleição de 2018, o controle que definirá o novo Governaa empresa" dor do Estado e, consequentemente, controlador da Celesc. A Intercel procurará os pré-candidatos para que eles firmem compromisso com a manutenção da Celesc Pública, mas já sabemos aqueles que não escondem o desejo de lucrar com a privatização da empresa. Neste cenário a Intercel também considera ainda mais importante termos um representante dos empregados no Conselho de Administração alinhado com a luta dos trabalhadores. É no Conselho de Administração que são decididos os rumos da Celesc e, por experiência, foi no Consellho de Administração que os sindicatos barraram o último golpe que buscava privatizar a empresa. A eleição para o novo representante dos trabalhadores deve acontecer em março deste ano.
MA TRABALHISTA
mentira do governo Temer sinada em novembro, primeiro mês da nova legislação trabalhista. O anúncio foi seguido pelo pedido de demissão do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), no dia 27 de dezembro. Mesmo com a evidente mentira do governo, Ronaldo Nogueira defendeu a destruição dos direitos trabalhistas que, segundo ele, tirou o país de "um modelo de alta regulação estatal para uma forma moderna de auto composição dos conflitos trabalhistas".
EDP, CHINA, COMUNISTAS E SOBERANIA: O RESULTADO DO GOLPE A sigla EDP significa Energia de Portugal. A empresa era uma estatal lusa que iniciou o processo de privatização ainda na década de 90, seguindo a lógica neoliberal que imperava no mundo. A primeira fase da privatização se deu em 1997, com a abertura para o mercado. Entretanto, foi apenas em 2012 que o grande sócio estratégico surgiu para tomar as rédeas da empresa: a China! Há 5 anos a China Three Gorges, estatal chinesa de energia comprou 21,35% da EDP, tornando-se sua maior acionista. Ou seja, o estado comunista chinês é que manda na empresa. A China Three Gorges chegou no Brasil em 2013 e já é a segunda maior geradora de energia do país, com capital privado e, desde seu ingresso no mercado brasileiro tem buscado "alianças estratégicas" com empresas reconhecidas no setor elétrico nacional. Foi desta forma que em 2017 firmou parceria com a Celesc em leilão de Linhas de Transmissão, e agora comprou ações da empresa. A expansão da empresa chinesa no mercado brasileiro é, no mínimo, curiosa para este Brasil que vivemos hoje. Um país em que grande parte da população saiu às ruas para denunciar uma invasão comunista (fruto da mente perturbada de gurus da extrema direita), agora vê um patrimônio público legitimamente brasileiro sendo oferecido de bandeja para os "comunistas". Deve ser difícil para quem foi às ruas junto ao pato da FIESP, contra o "comunismo" ver agora, o governo Brasileiro, apoiado pelos organizadores dos protestos que culminaram no golpe de estado, vendendo tudo ao "inimigo". A verdade é que não é por acaso que a China tem investido em energia em todo o mundo. Energia é soberania e, enquanto o Brasil das privatizações - esse Brasil golpista que quer, na calada da noite vender a Eletrobras - entrega de bandeja nossas estatais, as estatais chinesas aumentam a força de seu estado, comprando o nosso. Nada de novo no front. Pelo menos agora que a ficha do golpe já deve ter caído em muita gente, podemos nos unir e defender nossas empresas pública e um Brasil soberano.
RECEITA CULTURA
Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
de ano novo de Carlos Drummond de Andrade
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.