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LV 1374

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No 1374 - 24 de agosto de 2017

Privatização é

CORRUPÇÃO GOVERNO TEMER DIVULGA A VENDA DA ELETROBRAS

Relembre o 21 de agosto de 2017. Este é o dia que o Governo golpista de Michel Temer escolheu para pôr à venda o Setor Elétrico Nacional. Nesta terça-feira o Brasil deu um gigantesco passo para trás. A Eletrobras divulgou um fato relevante ao mercado anunciando que o Ministério de Minas e Energia proporá ao Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos da Presidência da República a desestatização da empresa e suas subsidiárias. Trocando em miúdos, a empresa anunciou aos abutres à espera que irá levar a um conselho criado apenas para vender o patrimônio público a privatização da Eletrobras, a maior empresa de energia da América Latina com mais de 30% (46800MW) da geração de energia elétrica e quase 50% (70.000km) das linhas de transmissão do Brasil. As notícias especulam o preço: 20 bilhões de reais, ou seja, o patrimônio construído durante 50 anos, servirá para cobrir pouco mais de um mês do déficit fiscal do (des)governo Temer. A retomada das privatizações é consequência direta do golpe. É o caminho desta agenda neoliberal que, rechaçada pelas urnas e pelo povo durante mais de uma década, utilizou caminhos escusos de corruptos e corruptores para se inserir novamente no dia a dia do Brasil. Enquanto as panelas batiam em uma luta fictícia contra a corrupção, o que se arquitetava nos corredores do congresso nacional era o fortalecimento da desigualdade, financiada pelos maiores corruptores deste país. Não é à toa que os atores principais dos escândalos de propinas são empreiteiros e empresários. Empreiteiros e empresários que se beneficiam de todas as "reformas" que o Governo Temer tem encaminhado. É muito claro que a privatização é, em si, a própria corrupção. Tirar do povo uma grande empresa que gerencia uma área estratégica e fundamental para a vida das pessoas, passando seu controle para mãos privadas que a utilizarão sem nenhuma responsabilidade social, buscando lucros exorbitantes, é um atentado contra a população. Esse é o último passo do golpe que já teve a liberação da terceirização, que nada mais é do que a precarização do trabalho e exposição dos trabalhadores a sérios riscos de saúde e segurança. Teve também a reforma trabalhista, mais um ataque direto à classe trabalhadora, que destruiu as garantias da Consolidação das Leis do Trabalho e, de quebra, enfraqueceu as entidades sindicais.

RETOMAR A LUTA UNIFICADA É NOSSO DEVER Para quem fazia questão de não enxergar, o comunicado ao mercado feito pela Eletrobras não deixa mais dúvidas. O que nos resta é a luta unificada em defesa do Setor Elétrico Nacional. A Eletrobras é a mais importante empresa do setor. É ela que dita o modelo energético que queremos, um modelo popular que não considere a energia como mercadoria, mas sim como um bem público. O impacto da tentativa de venda da Eletrobras será sentido por todos os trabalhadores do Setor. Em um passado não muito distante a Eletrosul já passou por um processo de privatização. A Celesc vem se segurando como uma das poucas empresas de distribuição de energia ainda públicas em um setor quase que completamente privatizado. A história não deve ser esquecida. As privatizações no setor elétrico (e em todas as outras áreas) não trouxeram as melhorias alardeadas pelos seus defensores. Não podemos esquecer, principalmente, o exemplo daqueles que lutaram contra a privataria que hoje retorna. O Movimento Unificado contra a Privatização (MUCAP) tem que ser nosso exemplo. Por que os ataques não irão parar tão cedo. Com um governo golpista e corrupto apoiado por deputados e senadores, tão ou mais corruptos ainda, não podemos esperar nada a não ser a luta. É preciso, sobretudo, saber de que lado nós estamos. Nós, trabalhadores eletricitários, estamos no lado de um Setor Elétrico Nacional que ajude a construir caminhos para eliminar a desigualdade e reforçar a soberania nacional. E, mais do que nunca, é fundamental o engajamento e a participação de todos para impedirmos o avanço deste processo, que coloca em risco nossos empregos, nosso futuro e o de nossos filhos enquanto cidadãos.

CELESC

ACT 2017/18

ELETROSUL

A Energisa é exemplo para a Celesc?

Primeira rodada de negociação do ACt dos celesquianos

Debate sobre privatização na sede da empresa


CELESC

CELOS

COMEÇA HOJE A NEGOCIAÇÃO DO ACT DA CELESC

ELEGER UM TRABALHADOR NA CELOS É FUNDAMENTAL

Primeira rodada de negociação acontece em Florianópolis

Candidato apoiado pela Intercel percorre a base

A primeira rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/18 dos trabalhadores da Celesc começa hoje, dia 24, às 14 horas, na sede da Celesc, em Florianópolis. A negociação do ACT acontece em meio às expectativas da categoria para um Acordo Coletivo justo, que respeite os direitos históricos dos celesquianos, que já tem dado mostras de comprometimento com a empresa na luta pela renovação da concessão e pela manutenção do caráter público da Celesc. Após a negociação a Intercel publicará uma edição do Boletim da Intercel, relatando os debates desta primeira rodada.

Novamente os trabalhadores e aposentados da Celesc estarão envolvidos em uma eleição que pode impactar em toda sua vida. Em setembro, os participantes da fundação Celos elegerão uma chapa para representá-los no Conselho Deliberativo da Celos e um candidato para completar o mandato no Conselho Fiscal. Em conjunto com a Associação dos Aposentados e Pensionistas da Celesc (APCelesc), a Intercel está apoiando companheiros compromissados com os trabalhadores para fazer a luta em defesa dos nossos direitos na fundação. Para isso, os candidatos e os sindicatos da Intercel estarão percorrendo a Celesc, apresentando as proposta para construir uma Celesc mais forte.

CELESC

A ENERGISA É EXEMPLO PARA A CELESC? Apresentada como "benchmarketing" do setor, Energisa desrespeita sindicatos e demite em massa Na última semana a Celesc realizou novamente seu planejamento estratégico. A ideia é simples: identificar as necessidades da empresa frente às questões técnicas, regulatórias e de mercado, tomando como base exemplos de outras empresas do setor. Um dos convidados a palestrar à Diretoria e aos celesquianos foi o Diretor de Finanças Corporativas da Energisa, Cláudio Brandão. Apresentando o "case Energisa", Brandão pintou uma imagem incrível da empresa. Repúdio à terceirização, opção pela contratação de empregados próprios, respeito aos trabalhadores. A palestra do Diretor da Energisa foi, realmente, difícil de acreditar. Por isso fomos atrás da versão dos trabalhadores para esta gestão maravilhosa que Brandão apresentou aos celesquianos. E não é nada disso. A Energisa atua em Mato Grosso do Sul, base do Sinergia-MS que faz parte da Intersul. Em conversa com dirigentes sindicais de lá, fica claro que a postura da empresa é de desrespeito total aos trabalhadores. O informativo do sindicato - que por coincidência também se chama Linha Viva - dá o tom da administração privada da Energisa. A edição 162, de abril de 2015, denuncia: "Demissões, desmando e desrespeito da Energisa - Em um ano de administração da Energisa, demissões, assédio e clima de terror são características do modo Energisa de ser". A edição 184, deste ano, vai além: Energisa retira mais benefícios dos trabalhadores em 2017"! O diagnóstico da edição 185, de fevereiro, apresenta o demissômetro: desde 2014 a Energisa demitiu em MS 453 trabalhadores. As demissões e ataques aos direitos dos trabalhadores são sintomas de uma gestão que visa unicamente o lucro. Para o Sinergia-MS o resultado da gestão atual é a precarização da qualidade do serviço prestado à população por conta da alta rotatividade na empresa. Então fica a dúvida: a Energisa é exemplo para a Celesc? A Energisa foi escolhida para discursar no planejamento estratégico da Celesc para servir de modelo de gestão financeira. Este é mesmo o modelo que queremos? Recentemente a Celesc foi eleita a segunda melhor distribuidora de energia elétrica do Brasil, atrás apenas da Copel, do Paraná. Esse resultado não é surpresa: assim como a Celesc, a Copel é uma empresa pública e, por isso, compromissada com a população do estado que atende. O compromisso destas empresas com o povo é reflexo do comprometimento dos seus trabalhadores. Trabalhadores com longo tempo de casa, protegidos por garantia de emprego através de Acordo Coletivo de Trabalho. Trabalhadores que dedicam sua vida a atender à sociedade com a qualidade que ela merece e que sabem que energia não é mercadoria: é um bem público. Por isso, nenhum celesquiano pode acreditar que a Energisa sirva de exemplo para a Celesc. Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

28/08 - Curitibanos - 13h30 29/08 - São Miguel do Oeste - 7h30 29/08 - Chapecó - 13h30 30/08 - Concórida - 7h30 30/08 - Joaçaba - 13h30 31/08 - Videira - 7h30 31/08 - Caçador - 13h30 01/09 - Lages - 7h30 01/09 - São Joaquim - 13h30 04/09 - Joinville - 7h30 e 15h 05/09 - Jaraguá do Sul - 7h30 05/09 - São Bento do Sul - 13h30 06/09 - Mafra - 7h30 e 14h 11/09 - Itajaí - 7h30 11/09 - Balneário Camburiú - 13h 12/09 - Criciúma - 7h30 12/09 - Araranguá e Sombrio - 13h - 16h 13/09 - Tubarão - 7h30 14/09 - Florianópolis (agência) - 7h30 15/09 - SPSL ARFLO / Adm. Central - 7h30 18/09 - Rio do Sul - 07h30 18/09 - Ituporanga - 13h

FELIPE BRAGA E LUCIR TOMASELLI

CONSELHO DELIBERATIVO CELOS

VOTE por uma Celos forte!

VÂNIO FREITAS

CONSELHO FISCAL CELOS

ELETROBRAS

É PRECISO LEMBRAR QUE ENER

Debate com trabalhadores da Eletrosul aponta necessidad


ELETROSUL EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO O presidente do sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Energia Elétrica de Lages, no uso de suas atribuições estatutárias comunica a todos os Associados da Entidade, que serão realizadas as eleições para representante Sindical na Usina Hidrelétrica de Machadinho - UHMA, na forma estabelecida no artigo 29 do Estatuto da Entidade, sendo uma vaga para titular e suplente, no dia 14/09/2017, com início dos trabalhos de votação às 07h30 (sete horas e trinta minutos) e término às 17h30 (dezessete horas e trinta minutos) nos locais de trabalho através de urnas itinerantes. Fica aberto o prazo decadencial de 10 (dez) dias, a contar da data da 28/08/2017 a 06/09/2017 na divulgação do presente edital, para o registro de candidatura ao pleito. Período em que a secretaria da entidade manterá pessoas habilitadas, no horário das 8 (oito) às 12 (doze) horas e das 14 (quatorze) às 18 (dezoito) horas, de segunda a sexta-feira, nos dias úteis para receber registro e prestar informações concernentes ao processo Eleitoral. Eventuais impugnações de candidaturas deverão ser apresentadas no prazo de 5 (cinco) dias a contar do registro da chapa e do concorrente o representante sindical, por qualquer membro associado da entidade. Conforme estabelece estatuto da entidade, havendo somente um candidato será proclamado eleito, sem necessidade do processo eleitoral.

S

Lages. 22 de agosto de 2017. Trabalhadores da Eletrosul não desperdiçam nenhuma oportunidade para lembrar que lutam pela manutenção da empresa pública. No domingo, dia 20 de agosto, realizaram uma panfletagem durante a Feira Gastronômica que aconteceu no estacionamento da sede da Eletrosul. Os trabalhadores conseguiram conversar com a população e somente ao final da panfletagem foram convidados a se retirarem do evento pelos organizadores, por “denegrir” (segundo o organizador) a imagem da feira.

Paulo Roberto Xavier de Oliveira Presidente do Stieel

A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Flori-anópolis e Região - SINERGIA, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, convoca todos os empregados da Engie Brasil Energia S. A., de sua base territorial, associados ou não, para se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se no dia 25 de agosto de 2017 (sexta-feira), às 13h30min em primeira convocação com o número regulamentar de presentes e às 14h em segunda convocação com qual-quer número de presentes, no auditório da Sede da Empresa. Rua Paschoal Apósto-lo Pítsica, nº 5064, no Bairro Agronômico, na Cidade de Florianópolis-SC, com a se-guinte Ordem do Dia: 1. Discutir e votar as cláusulas da Pré-Pauta de Reivindicações da categoria ele-tricitária que comporá a Pauta de Reivindicações a ser apresentada à Engie Brasil Energia S.A., com vistas ao Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018; 2. Outorga de poderes à Diretoria do Sindicato e à FNU-CUT para procederem, junto com os demais Sindicatos que compõem a INTERSUL, a negociação coletiva com a Engie Brasil Energia S.A. e, se necessário, procederem a defesa dos interesses da categoria em juízo ou fora dele; 3. Escolha de delegados para a Plenária de aprovação da Pauta de Reivindica-ções da categoria eletricitária da Engie Brasil Energia S.A., com vistas ao Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018, a realizar-se em Piratuba/SC no dia 02 de setembro de 2017. 4. Discutir e deliberar a Contribuição Assistencial de 0,5% (zero vírgula cinco por cento) sobre os valores pagos a título de PLR 2017 em favor da INTERSUL; 5. Discutir e deliberar sobre os encaminhamentos pertinentes à Campanha Salarial de Data Base; 6. Assuntos Gerais. Florianópolis, 21 de agosto de 2017. Jose Carlos Dutra Diretor Sinergia

RGIA É UM BEM PÚBLICO E NÃO PRIVADO

de de reforçar conscientização e luta contra a privatização do Setor Elétrico Nacional No dia em que encerrou a consulta pública que analisou a proposta de privatização do setor elétrico nacional, elaborada pelo Ministério das Minas e Energia, trabalhadores e trabalhadoras da Eletrosul realizaram uma roda de conversa sobre o assunto na Sede da empresa. No início do bate papo os trabalhadores assistiram a um vídeo que circula nas redes sociais em que o ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, fala ao atual presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Jr, sobre a privatização da Eletrosul, promovida por ele na década de 1990. Segundo FHC, a privatização da Eletrosul só foi possível porque, na região Sul do Brasil à época, as forças políticas não estavam incrustadas na empresa a ponto de evitar o processo. “Foi impossível fazer a privatização em outras empresas do setor, pois os condomínios políticos eram muito fortes. Os interesses políticos e a burocracia estatal eram muito fortes. Basta lembrar que na campanha seguinte para presidente o candidato do meu partido tinha um discurso não privatista. Esta é uma luta permanente na sociedade e estamos num momento de mobilização forte: o que puder privatiza, privatiza tudo, não tem mais jeito”, disse FHC. A fala privatista de FHC vai ao encontro de seu interlocutor naquele momento, Pinto Jr., que já havia dito em outra oportunidade que a Eletrobras precisa de um grande “enxugamento”, já que os salários estão muito altos, há muitos vagabundos e, portanto, a privatização é necessária. Um trabalhador que estava na Eletrosul na época da privatização lembrou a todos os tempos difíceis: “A empresa foi comprada por R$ 945 milhões. Éramos 6 mil trabalhadores e fomos reduzidos a 900 funcionários, outros 800 migraram para a Tractebel e 2 mil foram contratados por empresas terceirizadas. Destes, a maioria foi para a rua passado um tempo. Encontrei colega vendendo bilhete de loteria no centro de Florianópolis. Prestem muita atenção! Vão comprar a preço de banana, com dinheiro do BNDES, e depois remetem os lucros para o exterior. Os nossos políticos catarinenses, na época, voltaram as costas para a Eletrosul”. Outro trabalhador lembrou que o prejuízo ou endividamento que a Eletrosul atravessa neste momento é muito menor do que as remessas de lucro que empresas como a Engie enviam para fora do Brasil. “Existe uma forma de corrupção legal também nesses processos de privatização, onde governantes

entregam nossas riquezas para satisfazer as necessidades de outros países”. Um último trabalhador, antes ainda dos encaminhamentos finais, demonstrou a consciência necessária neste momento: “Sou engenheiro e tive uma criação neoliberal, mas meu pai sempre incentivou a mim e meus irmãos a fazermos concurso público”. Os trabalhadores concordaram que a negação (achar que a privatização não vai acontecer ou não vai afetá-lo) não leva a lugar nenhum. O trabalho de conscientização deve ser diário e constante no sentido de que energia deve ser considerada um bem público, assim como a educação, a saúde, a segurança e a justiça, que são serviços públicos essenciais à sociedade. Assim, uma empresa pública de energia como a Eletrosul não deve estar sujeita a somente dar lucro, e o preço da energia deve ser regulado. Os espaços de disputa são variados e os trabalhadores devem atuar em todos eles, ajudando a multiplicar e conscientizar demais trabalhadores, familiares e a população em geral a respeito das consequências devastadoras, que adviriam da privatização de ativos de energia e de empresas como a Eletrosul, para a soberania do país e para uma futura sociedade de bem-estar social. Dentre os encaminhamentos finais, os trabalhadores propuseram uma aproximação dos sindicatos com a Fundação Elos e a Associação de Aposentados e Pensionistas da Eletrosul com a finalidade de demonstrar a redução de recursos no Plano CD e a própria inviabilidade do Plano BD frente a um processo de privatização da Eletrosul. Foram propostas também formas de mostrar à sociedade a eficiência da empresa pública e seus trabalhadores como forma de combater o discurso propagado na mídia televisiva de que empregado público é privilegiado. Houve ainda uma proposta de uso de meios de comunicação para estampar publicamente os rostos e nomes dos políticos que estão votando e atuando contra os trabalhadores e a manutenção da empresa pública. Ao final, todos consideraram o encontro positivo e propositivo, com debates de elevado nível, e que só a união dos trabalhadores e da sociedade por uma causa comum poderá salvar a Eletrosul e demais empresas da Eletrobras do ataque privatista comandado por um governo de baixíssima popularidade.


CULTURA

ARPILLERAS

Documentário registra luta e empoderamento de mulheres através do bordado

A história de luta das mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) virou filme. Utilizando uma técnica de bordado chilena, elas narram suas trajetórias no documentário "Arpilleras, atingidas por barragens, bordando a resistência". O longa-metragem foi viabilizado após a realização de um financiamento coletivo. A estreia será na terça-feira (29), no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. O bordado de arpillera foi usado por mulheres durante a ditadura de Augusto Pinochet, no Chile, para denunciar violações e driblar a censura. No Brasil, a técnica foi ensinada em oficinas realizadas pelo MAB em cinco regiões do país. O projeto surgiu como uma ferramenta para denunciar, por meio da arte, as diversas violações sofridas pelas mulheres, como conta Neudicléia de Oliveira, da Coordenação Nacional do MAB: "Nós começamos a organizar as mulheres e detectamos que durante o processo de construção das Usinas Hidrelétricas e das Barragens, as mulheres são as que mais sofrem as consequências deste modelo e não têm voz para denunciar". Em regiões onde hidrelétricas e mineradoras são instaladas, aumentam a violência doméstica, a prostituição e os estupros. A estudante de agronomia da Universidade Federal do Ceará e militante do MAB, Marina Calisto Alves, é uma arpillera. Para ela, muito mais do que dor, o filme retrata lutas importantes, como a "capacidade de organização coletiva das mulheres, o avanço de consciência política e a autonomia da antiga e da nova geração". Ela também avalia como positiva sua presença no documentário. "Participar do filme, como uma das 10 mulheres retratadas, foi muito gratificante. Para todas nós, que somos representantes de muitas outras mulheres, foi passear de novo por uma história, com muitas lembranças, dores, alegrias, uma experiência muito gratificante", diz. O filme foi totalmente produzido e realizado pelas mulheres do MAB em conjunto com o coletivo de comunicação do movimento. Após a estreia no Rio de Janeiro, a expectativa é levar a produção para outras capitais, como São Paulo. Publicado originalmente no Jornal Brasil de Fato


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