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LV 1371

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No 1371 - 03 de agosto de 2017

ACT 2017/18 CELESC PĂšBLICA

Bom para todo mundo!

assembleia estadual - 05/08

Vamos

JUNTOS

em defesa dos nossos direitos


CELESC

VAMOS JUNTOS EM DEFESA DE NOSSO

Trabalhadores da Celesc se reúnem em Biguaçu para definir a pauta de reivindicações para as negociações do Ac Lutar pela manutenção das conquistas históricas dos trabalhadores e pela continuidade da Celesc Pública. Este é o objetivo da campanha de data-base dos trabalhadores da Celesc, que dará um importante passo neste sábado, dia 05, em Biguaçu. Trabalhadores de todo o estado se reunirão na Assembleia Estadual para debater as propostas de alteração e as novas cláusulas vindas das assembleias regionais, consolidando os anseios da categoria para esta data-base que tende, novamente, a ser complicada. Mais do que um evento que unifica a pauta de reivindicações, a Assembleia Estadual é a primeira demonstração de união e força da categoria. Em um cenário onde a política nacional aponta para a retomada de privatizações no setor elétrico e para os ataques aos direitos trabalhistas e sociais de toda a população brasileira, é fundamental que os celesquianos reforcem o movimento unificado em defesa de seus direitos. As políticas do Governo Temer têm destruído direitos dos trabalhadores, rebaixando as condições mínimas definidas na Consolidação das Leis do Trabalho e liberando a terceirização irrestrita no país. Estes dois pontos já aprovados por uma classe política corrupta e

MULHERES

MUNDOS DE MULHERES POR DIREITOS Congresso mundial de mulheres acontece em Florianópolis e amplia luta por direitos Durante seis dias, Florianópolis vai ser palco do 13º Women’s Worlds Congress, que deve reunir mais de oito mil participantes. O congresso será realizado em conjunto com o Seminário Internacional Fazendo Gênero 11, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entre os dias 30 de julho e 4 de agosto. Com o tema "Transformações, Conexões, Deslocamentos", o evento conta com quatro conferências, 33 mesas redondas, 95 oficinas, 17 minicursos e 160 simpósios temáticos. Também estão programadas 40 apresentações artísticas, três mostras de arte e gênero, audiovisual e fotográfica, 16 roteiros de passeios temáticos, atividades do projeto "Crianças no Fazendo Gênero" e as tendas "Mundo de Mulheres", "Feminista e Solidária" e "Saúde". "Queremos alargar esse lugar de diálogo para uma perspectiva mundial, afastada da hierarquia Norte-Sul, ou seja, um espaço onde se possa ouvir outras vozes, novas propostas, valorizar saberes, ampliar horizontes de estudo e de ativismo. Desse modo, seremos capazes de pensar e propor perspectivas inclusivas para os estudos feministas e possibilidades de construção feminista", afirma a organização do evento.

MARCHA INTERNACIONAL Na quarta-feira (2), aconteceu a Marcha Internacional Mundos de Mulheres por Direitos. Durante a marcha ocorreu intervenção artística do bloco Cores de Aidê, composto por mulheres na percussão, voz e dança: "Queremos chamar a atenção do mundo para a luta cotidiana dos movimentos de mulheres, LGTTTQI, com deficiência, gordas, negros, indígenas e feministas. Lutamos contra este sistema patriarcal, racista, capitalista, ultra liberal, fundamentalista religioso, que nos subjuga, oprime, violenta e mata. Nossa luta é pela vida de todas as pessoas oprimidas em todas as partes do mundo", diz a organização da marcha.

inimiga dos trabalhado brasileiros e terão refl todos os acordos daq impacto da reforma tra to (após a aprovação

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OS DIREITOS

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tensa, sendo resolvida apenas com a realização de uma greve de 10 dias e mediação do Ministério Público do Trabalho, o debate deste ano será ainda mais difícil. Além do cenário nacional, outro grande desafio para esta negociação coletiva é a necessidade de atingir as metas da concessão. Os trabalhadores já têm demonstrado responsabilidade e dedicação na busca pela manutenção da concessão da Celesc Pública estando conscientes dos desafios que terão que ser superados. Por isso mesmo, as conquistas históricas dos eletricitários devem ser respeitadas pela Diretoria da Celesc que, com base na última negociação, deverá novamente avançar na retirada de direitos dos trabalhadores. Mais do que nunca a força da união dos celesquianos dará condições de negociar um Acordo Coletivo de Trabalho que reflita não só os anseios dos celesquianos, mas a real importância e valorização dos trabalhadores que são os verdadeiros protagonistas para o alcance das metas da concessão e manutenção da Celesc Pública. Agora é hora de unir forças em defesa dos nossos direitos! Nos vemos em Biguaçu. Vamos juntos em busca de um ACT justo.

GOLPE

REFORMA TRABALHISTA Seminário debate impactos sobre o movimento sindical

A reforma trabalhista traz profundos impactos sobre a vida dos trabalhadores, retirando direitos e conquistas histórica e aprofundando a exploração da classe trabalhadora. Mas o golpe dado pelo Governo Temer não para por aí. A reforma aprovada e já sancionada pelo presidente ilegítimo também ataca o movimento sindical, impondo barreiras para uma ampla representação dos trabalhadores. Para compreender as reais dimensões do golpe nos direitos trabalhistas e os reflexos sobre as entidades sindicais, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fetiesc) organiza entre os dias 16 e 19 de agosto o seminário "Impactos da reforma trabalhista no sistema sindical brasileiro". O seminário acontece na Escola sindical da Fetiesc, em Itapema.

TRIBUNA LIVRE Espe(tá)-cu-lo

por Moacir Antônio Haboski

O evento de fins lucrativos já pode fazer o balanço. Logrou a peça. Seus progenitores, Fiesp e demais federações, unidas as mega organizações criminosas nacionais e internacionais, do capitalismo abutre (nova ordem mundial), venderam bem seu pato, amarelo. Faltam só alguns detalhes - cobrar/entregar os últimos exemplares dos pa(te) tinhos (passar a régua) – como: concluir a reforma da previdência/política; extinguir o MTE; perdoar devedores da previdência/fisco/trabalhistas; encerar programas/direitos sociais. Os autores o fizeram por ossos do ofício. A massa de manobra – asseclas/catequizados pelo PiG (bichinhos de estimação) - "gigante acordado", MBL, vem pra rua, intervenção militar já, marcha de Deus pela família, etc., o fizeram pelo voluntariado. No Brasil, para este tipo de jogo sujo, não faltam adeptos. Os coroné nem precisaram de esforço para promover tais eventos. A elite desmamada pirou. Os comunoesquerdalhas estavam “quebrando o país”, com a socialização do capital nacional aos menos favorecidos com os "mais" (até demais ?): Luz Para Todos, Universidades/cursos/públicos/gratuitos, Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular, Transposição Rio São Francisco, Pré Sal, PACs, Mais Alimentos/Médicos/direitos, etc., e isso para a nata, devia ser barrado urgentemente. Tinha empregado na mesma praia/avião/restaurante/ revenda de carros/supermercado/clube, do patrão! Os destronados corriam o risco de serem igualados ao todo. Algo tinha que ser feito. Então rebelaram-se e, sem sujar as mãos, terceirizaram os serviços podres aos boçais/ignorantes/inocentes(?) de plantão, usando o psicopuxasaquismo patriótico camuflado no jargão: precisamos acabar com a corrupção! Pah, feita a manobra. Sempre há os bilús (lambe coturnos) prontos para fazer dano aos outros em troca de um osso (um osso, dez coices, mas o que vale é...). Principalmente em um país onde os cidadãos, desde antes de "fechar a moleira" até sua 5.ª velhice, são guiados por programas bitolados pela mídia panfletos de bordel, com a anuência do judiciário de bodega e bênçãos de igrejas, a fa®çanha foi fácil. A história "democrática e de direito", ficará marcada para todo o sempre, com os escárnios produzidos por zumbis cobertos de verde e amarelo (jamais vermelho), ecoando brados de gado de matadouro: "quero meu país de volta... intervenção militar... vão para Cuba... eu votei... ". Da tragicomédia, o embasar da vida real. Do "levante" de junho/2016 aos palavrões berrados contra a Presidenta nos jogos da copa, à greve de caminhoneiros (atrofiando o país), seguido nas marchas pela ditadura, até chegar ao golpeachment (entre milhares de detalhes). A partir daí, tudo voltou como deveria ser (o Brasil de volta, sem direitos sociais, que engessavam o progre$$o da nação!). Ufa, agora temos um pres(o)idente (metido a) macho (de serviçal recata/do lar) que não tem pudor em gastar o valor de 1500 triplex para comprar deputados, a cada votação, pelo interesse do país (seu); desemprego entre 18% e 20% (manter a rotatividade funcional); inflação galopante (garantindo fluxo econômico); delimitação entre gentinha no busão, de elite voando e arroz com ovo, de arroz leche com caviar; polícias descendo porrete em quem reclamar direitos; universidades elitistas; minguar sindicatos/representação dos trabalhadores; juros altos (manter bolsas de valores); economia em franca expansão... Opa, economia crescendo? Para o empresário. E o trabalhador? Bom, este vai gerar filhos (acultuados) para manter a massa operaria; bater panela caso for mandado; defender o capitalismo (sadomasoquista) sendo contra o socialismo (sequer sabe o que é); trabalhar (até morrer) pelo engrandecimento da pátria (sem precisar “guardar” documentos para a aposentadoria). Enfim, "Tempos Modernos" (ser feliz) é outro nível! O teatro acabou. Só fechar a cortina, soar aplausos (Pat[et]o) e dar o grita de guerra: (...). Moacir Antônio Haboski é trabalhador da Celesc

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Patrícia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.


FORAos trilhos CULTURA

POR DINO GILIOLI

d

O presidente que repete de forma exaustiva que está colocando o Brasil nos trilhos, está fora dos trilhos do interesse nacional e do povo. Ao contrário do que tenta passar, através do marketing oficial, de que o país está no caminho certo, as pesquisas de opinião desmentem o que afirma. A última, divulgada dia 25/07, pelo Instituto Ipsos, mostra que 94% dos brasileiros desaprovam o governo de Michel Temer. Além disto, 85% das pessoas consideram sua gestão “péssima” ou “ruim”. A administração do atual presidente, fruto de um manipulado impeachment, parece que só tem mesmo a aprovação dos deputados federais e senadores que vêm votando matérias do executivo prejudiciais aos brasileiros. A mais recente delas, a “reforma” trabalhista, favorece apenas os grandes grupos empresariais e precariza ainda mais as condições de vida e de trabalho da maioria da população. A pretendida “reforma” da previdência vai no mesmo sentido. O cambaleante trem da “ordem e progresso”, lema da República e slogan do governo federal, segue como se nada de anormal estivesse acontecendo. Os trilhos já estão carcomidos e, se não houver mudança de rota, vislumbra-se o precipício, uma vez que o Brasil está mergulhado numa crise econômica, política, social e ética sem precedentes na história recente do país. As ações realizadas e as pretendidas por Michel Temer não apontam outro cenário, senão o agravamento da atual situação, com a manutenção ou até o aumento do índice de desemprego, queda na renda dos brasileiros e redução na arrecadação de impostos. Fatores que impactam negativamente na qualidade de vida e que reduzem a capacidade do país de sair do atoleiro em que se encontra. Muito longe de colocar, de fato, o Brasil nos trilhos, o presidente Michel Temer usou de todos os artifícios, sem nenhum escrúpulo, para comprar a sua “inocência” na votação da denúncia por corrupção passiva na Câmara dos Deputados, marcada para ontem, 2 de agosto. Será que conseguiu?

DINO GILIOLI É POETA, ESCRITOR E EX-EMPREGADO DA ELETROSUL


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