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LV 1368

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No 1368 - 13 de julho de 2017

ELETROBRAS

REVANCHISMO

GOLPE

Eletrobras encerra negociação da PLR

Trabalhador é transferido à revelia após criticas no Congresso

Senado aprova destruição dos direitos trabalhistas

CARAVANA

da

PG


CELESC

CARAVANA DA INTERCEL

Dirigentes sindicais percorrem a Celesc debatendo o cenário para a negociação do Ac Começou nesta segunda-feira, dia 10, a Caravana da Intercel. Dirigentes sindicais estão percorrendo as Agências Regionais e escritórios da Celesc para debater com os trabalhadores o cenário que aguarda para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A conjuntura politica brasileira, com reformas que apenas retiram direitos da classe trabalhadora, terá impacto direto nas negociações. Com a aprovação da malfadada reforma trabalhista (veja matéria nesta edição), o Acordo já será negociado sobre a lógica do negociado pelo legislado, que permite que empresas fechem acordos com direitos inferiores ao mínimo garantido pela CLT. Além disso, a terceirização impacta diretamente no rebaixamento das condições de trabalho e nas condições de um movimento grevista. De outro lado, novamente as metas da concessão dificultam avanços, deixando a certeza que a negociação do ACT será pautada pela defesa dos direitos já conquistados e pela manutenção da Celesc pública. Equilibrar a necessidade de cumprir as metas para manter a concessão e defender os direitos conquistados às custas de muita luta será o desafio desta data-base. Em um cenário nacional e regulatório bastante desfavorável, só resta aos trabalhadores a união. É preciso estar atendo e mobilizado para que a data-base seja uma demonstração de força na defesa da Celesc Pública e os direitos dos trabalhadores. A Caravana da Intercel es estende até a metade da próxima semana, reforçando aos trabalhadores o convite para a Assembleia Estadual, que será realizada em Florianópolis no dia 05 de Agosto e definirá a pauta de reivindicações que será negociada com a Diretoria da Celesc.

CELESC

ELETROBRAS

REVANCHISMO DIANTE DAS CRÍTICAS?

ELETROBRAS ENC

Após manifestação para o presidente, no 10 Congresso dos empregados da Celesc, trabalhador é transferido à revelia

Maioria dos Sindicatos que com

Imagine que, durante uma palestra o presidente da empresa em que você trabalha estimule a participação dos trabalhadores. Você pede a palavra e relata uma situação de trabalho complicada. Você é obrigado a cumprir seu horário de trabalho em um escritório diferente do que qual está lotado, sendo obrigado a viajar com seu próprio veículo, todos os dias. Para o seu lugar, a empresa desloca outro trabalhador, de outro local de trabalho, esse com todas as condições de deslocamento dadas pela empresa. Ao terminar o relato o presidente da empresa se põe a disposição para ajudar na situação. O caso acima aconteceu no 10º Congresso dos empregados da Celesc, onde um trabalhador da cidade de Modelo relatou a ilógica da gestão. Ele era retirado do seu lugar de trabalho, com prejuízo pessoal, enquanto para sua vaga outro trabalhador era convocado. O relato parece ter irritado os gestores da regional. Após a manifestação do presidente de que verificaria a situação o assunto pouco progrediu. Passada a questão para seus assessores, o que se viu foi a completa falta de

respeito com o trabalhador. Neste meio tempo, por problemas pessoais o celesquiano solicitou que a Celesc disponibilizasse veículo da empresa para o deslocamento, da mesma forma que faz com o trabalhador que cobre sua vaga em Modelo, todos os dias. A resposta? A negativa veio através de uma transferência definitiva à revelia. Criticar a gestão e as situações que impactam negativamente na vida é um direito de todos os trabalhadores. Mas parece que ficou perigoso na Celesc. Não adianta a boa vontade do presidente de se mostrar disponível para os trabalhadores, se os gestores nas regionais tratarem as críticas com sinais de revanchismo e punição. O Stieel, sindicato da base já entrou com ação judicial para que os direitos e a dignidade do trabalhador sejam respeitados. Para os sindicatos que compõem a Intercel, é inadmissível que a fala do trabalhador seja punida, desrespeitando o direito à fala, estimulado pelo próprio presidente da empresa. Aliás, o presidente tem dito que a Celesc é uma mãe. É assim que uma mãe trata um filho na hora da necessidade?

Em meio à enorme crise política e de legitimid nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhador à categoria por parte dos gestores das empres foram a tônica dos discursos que fizeram as n trabalhadores, daquilo que é justo pela sua con calendário de pagamento parcelado foi subme compõem a Intersul e o Coletivo Nacional dos ações de reestruturação em curso nas empres Energia (MME), visando uma reformulação de ampliar a consciência dos trabalhadores sobre mente divulgado pela grande mídia é intensifica realizada no Instituto Fernando Henrique Card abertamente a privatização não só das Distrib empresas é o grande enfoque dado na Consul ameaça aos trabalhadores, aos seus direitos e negociações relativas à PLR, os trabalhadores partir de agora, canalizar os esforços das entida um modelo do setor elétrico que contemple os in fiabilidade do sistema tal como hoje, mas que ta seus esforços para a construção deste setor fun para construir, juntamente com diversos atores resposta à consulta pública do MME. Até lá, ser para colher as sugestões dos trabalhadores da para se engajarem nestas discussões, pois nos públicas e garantir o bem estar da sociedade e


cordo Coletivo de Trabalho

CERRA NEGOCIAÇÕES DA PLR

mpõe o CNE e a Intersul já realizou assembleias

dade que envolve o Governo Federal, o processo de negociação da Participação res da Eletrobras foi mais uma vez marcado pela intransigência e pelo desrespeito sas. A alegada crise financeira e a necessidade de reestruturações das empresas negociações se arrastarem por vários meses e protelaram o recebimento pelos ntribuição para o desempenho das empresas em 2016. A proposta que inclui um etida e aprovada pela maioria das assembleias realizadas pelos sindicatos que s Eletricitários (CNE). Os trabalhadores também debateram nas assembleias as esas, e principalmente a Consulta Pública promovida pelo Ministério de Minas e todo o setor de energia. O debate destas questões nas assembleias serviu para a necessidade de combater o novo modelo proposto, cujo objetivo central amplaar o modelo privatista defendido pelo atual governo. Isto foi explicitado em reunião doso com a participação do Presidente da Eletrobras, Pinto Junior, que defende buidoras, mas também das empresas de Geração e Transmissão. A venda das lta Pública emitida pelo Ministro de Minas e Energia, e se constitui em uma forte e aos seus empregos. Com esta visão e por entender esgotado o espaço para s optaram por aprovar a proposta de PLR/2016 apresentada pela Eletrobras e, a ades sindicais representativas da categoria no sentido de construir propostas para nteresses da sociedade brasileira, que garanta a modicidade tarifária e a alta conambém proteja as boas condições de trabalho e os direitos daqueles que somam ndamental para o país. O CNE realizará em Brasília nos dias 19 e 20 um seminário s sociais e acadêmicos comprometidos com os eletricitários, um texto base para rá instituído um canal de comunicação, via Federação Nacional dos Urbanitários, a Eletrobras. Os sindicatos que compõem a Intersul conclamam a todos e a todas sso grande desafio agora é unificar a categoria na luta para fortalecer as empresas dos trabalhadores em geral.

GOLPE

DESTRUIÇÃO DA CLT Senado aprova reforma trabalhista e impõem retirada de direitos a trabalhadores

O Senado Federal aprovou Os três Senadores eleitos por nesta terça-feira, dia 12, a des- Santa Catarina reafirmaram aquitruição dos direitos trabalhistas lo que já havíamos publicado: são do povo brasileiro. A "reforma inimigos dos trabalhadores. Pautrabalhista" do Governo Temer lo Bauer (PSDB), Dalírio Beber muda mais de 100 artigos da (PSDB) e Dário Berguer (PMDB) Consolidação das Leis do Tra- aprovaram a reforma trabalhista, balho (CLT), aprocontribuindo com a vando a prevalênexploração dos tra"Os três cia dos acordos balhadores. senadores coletivos sobre a Além dos senacatarinenses legislação trabadores, é preciso lhista. Isso quer direlembrar a resreafirmaram zer que, a partir da ponsabilidade dos aquilo que sanção presidenDeputados Fedejá havíamos cial, as empresas rais catarinenses poderão negociar na destruição da publicado: são acordos inferiores CLT. Celso Maldainimigos dos ao mínimo garantiner (PMDB), João do pela CLT. Paulo Kleinübing trabalhadores" A sessão que (PSD), João Rodriaprovou a reforma trabalhista gues (PSD), Jorginho Mello (PR), foi tumultuada. Senadoras da Marco Tebaldi (PSDB), Mauro oposição ocuparam a mesa di- Mariano (PMDB), Rogério Peniretora e impediram a votação no nha (PMDB), Ronaldo Benedet início da manhã, numa demons- (PMDB) e Valdir Colatto (PMDB) tração de força feminina em de- atentaram contra os trabalhadofesa dos trabalhadores. Mesmo res, destruindo direitos e ficando com a manifestação, o Senado para sempre marcados como iniretomou a votação que teve 50 migos dos eletricitários e de todos votos favoráveis à mudanças na os trabalhadores catarinenses e legislação. brasileiros. Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Amilca Colombo Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.


o l h a K Frida CULTURA

REVOLUÇÃO

FRIDA KAHLO CRESCEU NUMA PÁTRIA EM CONFLITO E – COMO O MÉXICO – SOBREVIVEU A RUPTURAS PROFUNDAS. ASSIM, DEU COR, TEXTURA E SENTIDO À REVOLUÇÃO NA POLÍTICA, NA ARTE E NA VIDA.

Por Mariana Serafini

A última quinta-feira (5) marcou os 110 anos de nascimento de Frida Kahlo. Esta figura, que um século depois se destaca como um ícone pop e inspira gerações de mulheres mudo a fora, foi muito além da estética exótica: rompeu padrões e atuou politicamente – junto a outros artistas mexicanos – para a construção de uma nova identidade nacional em um país que emergia da revolução vitoriosa, cheio de esperança. O começo da vida adulta de Frida coincide com o México pós-revolucionário, um país marcado pela resistência camponesa e indígena, cuja construção de uma identidade nacional fiel a esta imagem era latente. Jovem engajada e com consciência social, a artista se filiou ao Partido Comunista, onde conheceu outros artistas dispostos a romper conceitos burgueses e desenvolver uma arte voltada para o povo. Estes artistas modernistas, inspirados no período de resistência, romperam com os padrões estéticos europeus e se voltaram para a cultura popular mexicana. O movimento buscou nas raízes indígenas e na América pré-hispânica uma estética própria, e deu origem a um novo conceito de identidade nacional, baseado principalmente na plasticidade da revolução. A arte de Frida emerge neste contexto, mas se mescla à vida pessoal dela, marcada por doenças e um acidente grave que deixou sequelas incorrigíveis até seus últimos dias. Sobrevivente dessas rupturas profundas, a artista deu cor e textura às suas angústias pessoais e à luta de uma geração de homens e mulheres herdeiros de Emiliano Za-

pata e Pancho Villa. Com intensidade, Frida pintou as dores de uma mulher que cem anos depois permanece a frente deste tempo, dado seu apego à liberdade humana. Mas ainda que seu corpo e seus fantasmas parecessem bastar para a composição de uma obra complexa e profunda, a artista foi além e retratou as mazelas de um México marcado por contradições. Apesar de nunca se declarar feminista, sua lealdade às próprias convicções e à liberdade fizeram dela um ícone da luta das mulheres. Além disso, retratou em sua obra, de forma visceral, a complexidade do universo feminino. Suas roupas repletas de cores e bordados, inspirados nas mulheres indígenas, ganharam o mundo e, independente de estar em Nova York, Detroid ou Paris, demarcaram a identidade mexicana de uma artista que se tornou universal por pintar as angústias de seu povo e de seu tempo. Quando a crítica tentou qualificar sua obra como “surrealista”, a artista foi categórica ao rebater: “pensavam que eu era surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava minha própria realidade”. Matéria originalmente publicada no portal Vermelho.org


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LV 1368 by Paulo Guilherme Horn - Issuu