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LV 1367

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TODOS s o t i e r i d e etirada d No 1367 - 06 de julho de 2017

contra a r

ELETRICITÁRIOS PARTICIPAM DA GREVE GERAL MESMO COM AMEAÇAS DE CHEFIA ACT 2017/18

CELESC

ELETROSUL

Vem aí a Caravana da Intercel na Celesc

Fim do Simo é o tratado da falta de Governança de TI

Carta aberta dos trabalhadores ao presidente Wilson Pinto

PG


GREVE GERAL

TODOS CONTRA AS REFORMAS

Greve Geral Nacional mobiliza trabalhadores em todo o Brasil contra retirada de direit Os trabalhadores de todo o Brasil novamente foram às ruas contra a destruição dos direitos sociais e trabalhistas levada a cabo pelo Governo Temer com apoio de deputados e senadores golpistas. Os eletricitários do Sul do país participaram da greve nacional, dando demonstrações de que não aceitam os atentados deste governo. Em Santa Catarina, as manifestações foram fortes em todas as regiões, com bloqueio de estradas e ocupação de espaços públicos denunciando o golpe contra os trabalhadores. Em todo o país diversas categorias protestaram contra a destruição da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na famigerada "reforma trabalhista". Tramitando no Senado onde já foi aprovada em duas comissões e reprovada em uma, a destruição dos direitos dos trabalhadores teve voto favorável dos senadores catarinenses Dalírio Beber e Paulo Bauer, ambos do PSDB. Mesmo após a ampla rejeição do povo brasileiro, os senadores seguem com o golpe, buscando aprovar regime de urgência para votarem e acabarem com os direitos da população trabalhadora. Os trabalhadores também protestaram contra a reforma da previdência, que destrói o direito a aposentadoria, transformando-a em um benefício de poucos. Parada nos corredores do congresso e amplamente criticada por movimentos sociais e sindicais, a proposta se baseia em dados mentirosos que o governo não consegue comprovar. As manifestações populares em todo o Brasil cobraram pela rejeição definitiva da proposta, mantendo o direito a uma aposentadoria digna a todos os brasileiros. A terceirização irrestrita também foi alvo de críticas dos grevistas. Aprovada após uma manobra do presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM), a terceirização foi recentemente contestada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para que a Corte considere inconstitucional a lei de terceirização, sancionada em março pelo presidente Michel Temer. Para Janot, o fato de a lei permitir a terceirização na atividade-fim viola o "regime constitucional de emprego socialmente protegido" e fere direitos fundamentais do trabalhador. Janot também denunciou o presidente ilegítimo Michel Temer por corrupção, levando os movimentos grevistas a reivindicarem a realização de eleições diretas. Somente o voto democrático pode reestabelecer o país, deixando que o povo decida qual modelo político deve conduzir nossa economia. Depois do golpe, uma agenda neoliberal rejeitada em 4 eleições seguidas foi imposta por Temer e seus comparsas, trazendo a onda de destruição de direitos que assombra os trabalhadores de todo o Brasil. Lutar é mais do que um direito. É um dever de todos os trabalhadores. As manifestações nacionais devem continuar até que as reformas sejam destruídas e que a democracia seja reestabelecida no país. Somente com a união de todos os trabalhadores é que será possível vencer o golpismo e manter os direitos fundamentais dos brasileiros.

Enquanto uns lutam, ou

Os trabalhadores da Celesc fizeram uma greve responsá lutar contra a retirada de direitos e cobrar da classe polít lhadores. Infelizmente, para a chefia da regional de Criciú trabalhadores do que defender direitos de todos os bras nava os deputados federais que votaram a favor da destru cartazes colados pelos trabalhadores na parede da loja cartazes não foi o pior: trabalhadores denunciaram ao sin regional, que ameaçou com o corte de horas-extras e co quem poderia compensar, conforme Acordo Coletivo. Para os sindicatos da Intercel, o total desrespeito com o é mais uma prova de que as amarras políticas que levam deixam vendados e histéricos. Lutar contra a destruição Pena que alguns ainda preferem atacar aqueles que lutam

CELESC

CELESC

VEM AÍ A CARAVANA DA INTERCEL

O FIM DO SIMO

Dirigentes sindicais percorrerão a Celesc conversando sobre o ACT e convidando trabalhadores para a Assembleia Estadual

Fim do SIMO é retrado da falta de Go

Pré-Pauta de Reivindicações

ACT 2017/18 Campanha Data-base Celesc

• • • •

Manutenção da Celesc Pública Reajuste Salarial Garantia de emprego Concurso Público

Energia é um bem público ASSEMBLEIAS REGIONAIS

De 26 a 30 de junho ASSEMBLEIA ESTADUAL

Dia 05 de agosto

FLORIANÓPOLIS Sintresc - Saesc - Sinergia - Sindinorte - Stieel - Sintevi

Com as assembleias regionais realizadas, é hora de cair na estrada e conversar com os trabalhadores sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/18. Na próxima semana, os diretores dos sindicatos que compõem a Intercel estarão percorrendo os locais de trabalho para debaterem com os trabalhadores o cenário que aguarda para a negociação do ACT e a necessidade de união em um momento tão difícil do Brasil. Como tradicionalmente feito, os sindicalistas "trocarão de base" unificando o discurso e demonstrando que, apesar das especificidades de cada região, as situações que afligem os trabalhadores são iguais em toda a empresa. Além de debater a conjuntura política e econômica brasileira e catarinense, os dirigentes sindicais reforçarão o convite para que os trabalhadores lotem a Assembleia Estadual, que será realizada em Florianópolis, no dia 05 de Agosto. A Assembleia Estadual é o momento de unificação da pauta de reivindicações dos eletricitários, que será negociada com a diretoria da Celesc. É preciso demonstrar força e união, para garantir uma negociação que reflita os anseios da categoria.

Há exatamente 24 anos nasceu na Celesc o Sistema d volvido e aperfeiçoado pelos profissionais de TI do qua às necessidades da área técnica e permite integração a Celesc é dona dos códigos fontes, permitindo uma m Agora um processo de licitação para compra de um empresa nas mãos da iniciativa privada, onde toda man contratada com custos para a empresa. São 24 anos d um novo sistema de Manutenção e Operação? Temos para buscar renovação por mais 25 anos. Seria este o De acordo com os trabalhadores, a Governança de empresa não prioriza os investimentos de forma racion aplica mal os recursos, joga dinheiro fora e não aplica como consequência, acaba com projetos importantes d

Linha Viva é uma pu Jornalista res Cons Rua Max Coli E As matérias assinadas não


tos

utros ameaçam...

ável e consciente. Afinal de contas, é preciso tica o posicionamento em defesa dos trabaúma é mais importante proteger inimigos dos sileiros. Revoltado com um cartaz que nomiruição da CLT, o chefe da Regional arrancou de atendimento. Mas o atentado contra os ndicato da região a coação feita pela chefia om o desconto do dia parado, mesmo para

o direito de manifestação dos trabalhadores m alguns à chefias na empresa também os dos direitos deveria ser um dever de todos. m. Vergonhoso.

overnança de TI

de Manutenção e Operação (SIMO). Desenadro próprio da CELESC, o programa atende com as demais áreas. E o mais importante: manutenção e melhoria com custo zero. m novo sistema vai deixar a área técnica da nutenção ou melhoria do sistema deverá ser de trabalho indo pelo ralo. A quem interessa s uma meta de sustentabilidade econômica momento para troca de sistema? TI não funciona na Celesc. Desta forma, a nal, não define o que é importante e urgente, a no que é foco do negócio da empresa. E, desenvolvidos na própria Celesc.

ublicação da Intersindical dos Eletricitários de SC sponsável: Paulo G. Horn (MTE/SC 3489) nselho Editorial: Mario Jorge Maia lin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br o correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

ELETROBRAS

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE Trabalhadores da Eletrobras escrevem carta para Wilson Pinto Senhor Presidente, A presente carta aberta tem o intuito de colaborar com o seu melhor discernimento a respeito do quadro funcional da ELETROBRAS e suas controladas, CHESF, FURNAS, ELETRONORTE, ELETROSUL, ELETRONUCLEAR, CEPEL e Empresas Distribuidoras, mais precisamente, a respeito dos valorosos profissionais que fizeram do Grupo Eletrobras a maior empresa de geração e transmissão de energia da América Latina, e que, com a veemência das suas palavras em reunião com representantes dos trabalhadores, foram diretamente desrespeitados e agredidos. Palavras que expressam uma convicção equivocada sobre a realidade empresarial e funcional do grupo que o senhor hoje tenta presidir. Afinal, geramos e operamos cerca de 46.800 MW e um Sistema de Transmissão com 70.200 km de Linhas de Transmissão e suas complexas subestações associadas! Ao longo de décadas, construímos todo esse magnífico complexo energético que diretamente sustentou e continua sustentando o desenvolvimento da imensa nação brasileira. Senhor Presidente, o senhor não pode e não podia ignorar a situação da Eletrobras e suas empresas dentro de um contexto histórico de magnitude e grandeza. Empresas construídas com muita competência, zelo e dedicação por aqueles que agora são agredidos de forma vil e infame. A indignação dos trabalhadores é geral! A ofensa não se justifica! Suas palavras raivosas e preconceituosas ainda ecoam em nossos ouvidos, causando grande mal-estar e decepção, ao serem proferidas por aquele que deveria liderar e presidir. No “Relatório da Administração e Demonstrações Financeiras – 2016” que foi pelo senhor assinado, logo na mensagem inicial se lê: “A Eletrobras vai completar 55 anos em junho de 2017. Se o Brasil conseguiu sair de uma capacidade instalada de 1,9 GW no início da década de 50 para mais de 150 GW de energia em 2016, com um sistema interligado em todas as regiões do território nacional, muito se deve ao empenho e capacidade técnica dos profissionais desta Companhia. Isso não seria possível sem o trabalho de todos os nossos colaboradores, a quem a Eletrobras e o Brasil têm muito a agradecer. Também não seria possível chegar até aqui sem uma relação cordial, dialógica e construtiva com todos os nossos públicos de interesse, como comunidades impactadas, acionistas, fornecedores, entre outros. Devemos a cada um desses públicos, e às relações sólidas que temos estabelecido com eles, os 55 anos de existência de nossa empresa. E contamos com todos eles para a reinvenção, dia a dia, do nosso futuro”. Senhor Presidente, o senhor renegou o que acima está expresso. Jogou na lama! Veja só, Senhor Presidente, foi com esses profissionais capacitados e treinados ao longo dos anos que o Grupo Eletrobras tornou-se referência mundial em projetos de geração e transmissão de energia elétrica. As Empresas do grupo Eletrobras atendem a sociedade com a mais nobre das matérias-primas do desenvolvimento: a Energia Elétrica; e isso se deve a trabalhadores dignos e merecedores de respeito. Não somos moleques! Alcançamos esse patamar de excelência com muito trabalho, competência, dedicação, suor e muitas noites “viradas”, principalmente destes que neste momento são nominados de inúteis, vagabundos e safados. O senhor quantifica em 40% do quadro esses inúteis, vagabundos e safados, ou seja, cerca de 8.000 colaboradores! Saiba que é sua a prerrogativa (obrigação) de nominar esses 40%, pois não conhecemos, no Grupo Eletrobras, esse contingente de inúteis, vagabundos e safados. Não seja irresponsável. Não seja leviano como está sendo. A Eletrobras, suas empresas e seus construtores merecem respeito. A simples desculpa e retratação interna não se basta (a sociedade cobra explicações). É necessário um comportamento respeitoso no dia-a-dia. Suas afirmativas injuriosas e caluniosas nos desmoralizaram perante a opinião pública, pois tais afirmações vieram justamente de quem se esperava reconhecimento do passado e apontar os caminhos para superar a grave crise do setor elétrico. Se não para isso, para que serve um presidente? É função do Presidente defender seus colaboradores e sustentá-los como bem maior, como patrimônio da corporação. Sr. Presidente, se dê ao respeito para ser respeitado! Quando o senhor chegou, já estávamos nos reerguendo dos efeitos devastadores da Medida Provisória 579 – Lei 11.783/2013. As diligências para o arquivamento dos Formulários 20F de 2014, e 2015, necessários à manutenção das ações da Eletrobras na Bolsa de Nova Iorque, já estavam bem avançadas. Essas e outras importantes ações que foram tomadas por competentes equipes multidisciplinares das empresas e ainda estão em curso, não podem ser creditadas à sua pessoa. Lamentavelmente, o senhor não teve a humildade necessária para reconhecer e dar crédito à equipe responsável. Aliás, estamos vendo o quão competente é o senhor na arte do auto-marketing. Parte da mídia, ainda desinformada, rende-lhe apreço. Mesmo o Ministro do MME, Sr. Fernando Coelho Filho, restringe os bem-feitos da Eletrobras à sua pessoa e não à equipe. Saiba que o senhor não agrediu e desrespeitou apenas os 20.000 trabalhadores da ELETROBRAS, CHESF, ELETRONORTE, FURNAS, ELETROSUL, ELETRONUCLEAR, CEPEL e mais outros tantos das Empresas Distribuidoras; o senhor feriu, da forma mais infame possível, todas as famílias (cônjuges e filhos) que sempre assistiram a dedicação de seus entes queridos, com determinação, a serviço dessas empresas, em detrimento até de suas obrigações pessoais e familiares. Isso representa uma significativa parcela da sociedade indignada com as afrontas de sua postura. E como fica o nosso Código de Ética pelo senhor aprovado? Foi para a lata de lixo? Como o senhor se vê diante dessas graves infringências? Senhor Presidente, esta não é uma carta apócrifa; veja nela a assinatura de todos os empregados do Grupo Eletrobras e suas controladas e, se houver exceções, pode acreditar que serão raríssimas. Os termos desta também levam a chancela de todas as famílias atingidas. Junho de 2017 ATENCIOSAMENTE, TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO GRUPO ELETROBRAS


CULTURA

ENTRE COISAS

s o h n o s e

Por Dino Gilioli

Há muito tempo, impõem-nos a ideia de que as coisas são assim mesmo e de que não adianta fazer nada para mudá-las. Os ricos e poderosos mandam, e os demais obedecem. Certo? – Errado! As coisas não precisam continuar como estão. Além de necessário, é urgente mudar. Não podemos aceitar como natural a situação dos milhões de desempregados, dos que não tem o que comer, dos que não tem acesso a saúde e a educação. Dos que não tem casa para morar, terra para plantar. Tudo isso é consequência de uma política econômica, social e cultural que não atende aos interesses da maioria da população. A desejada mudança não virá como obra do acaso. Muito menos devemos alimentar a ilusão de que elegendo pessoas honestas nas eleições municipais, estaduais e federais tudo será resolvido. É importante que saibamos em quem estamos votando, e cobrar as promessas. Mas, só isto, infelizmente não basta. A questão é muito mais complexa e está a exigir de cada um, uma maior participação nos rumos da sociedade que almejamos. Estamos submetidos, é verdade, mas não precisamos estar conformados e nem alinhados a um sistema que pauta o cotidiano pelo dinheiro e mercadoria. O capitalismo é fruto de homens e mulheres que pensaram e que pensam o mundo a partir de seus interesses. Que agiram e agem para satisfazer os seus desejos. O que poderia ser encarado com naturalidade se essa satisfação, de uma minoria opulenta e gananciosa, não provocasse a exclusão da maioria das pessoas a uma vida digna. Te convido a refletir sobre essa cruel realidade. Você pode deixar que tudo permaneça exatamente como está, ou colaborar para que comece a mudar. Não há receita pronta. Depende de mim, de você, do esforço coletivo e solidário para que as coisas sejam realmente diferentes. O melhor presente é dos que ousam sonhar, dos que não perderam a capacidade de se indignar. O melhor futuro é dos que lutam, na perspectiva de construir um país mais justo para todos. Pode demorar, mas esse dia chegará! Dino Gilioli é estritor e poeta. Ex-empregado da Eletrosul foi Diretor do Sinergia


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