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LV 1365

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No 1365 - 22 de junho de 2017

É preciso defender nossas empresas

PÚBLICAS!

REFORMA TRABALHISTA USINA SALTO PILÃO ELETROBRAS Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeita reforma trabalhista

Usina Salto Pilão surpreende negativamente no ACT

Trabalhadores paralisarão atividades no dia 22

PG


PRIVATIZAÇÃO

É PRECISO DEFENDER AS NOSSAS EMP

Deputados Estaduais lançam Frente Parlamentar contra a privatização de empresas pú Nesta terça-feira, dia 20, os deputados controle do Estado, sendo utilizadas para imestaduais catarinenses deram um grande pulsionar políticas de desenvolvimento para passo para defender o patrimônio público a população catarinenses. Citadas como de Santa Catarina. Organizados pelos De- exemplo, Celesc e Casan foram defendidas putado Cesar Valduga (PC do B), os depu- pelos deputados, que manifestaram publicatados lançaram uma Frente Parlamentar em mente serem contra a privatização. defesa dos serviços e emPara os sindicatos da Interpresas públicas do estado. cel, a criação de uma Fren"A criação de uma Composta pelos deputados te Parlamentar em defesa Frente Parlamentar Cesar Valgduga (PC do B), das empresas públicas caem defesa das Dirceu Dresch (PT), Rodritarinenses é uma instância empresas públicas go Minotto (PDT), Ana Paula de resistência diante de um catarinense é Lima (PT), Cleiton Salvaro tenebroso cenário nacional uma instância de (PSD), Manoel Mota (PMDB), onde o Governo Federal não Dirce Heiderscheidt (PMDB), resistência diante de esconde seus desejos privaFernando Coruja (PMDB), um tenebroso cenário tistas para beneficiar o merGabriel Ribeiro (PSD), José cado, em detrimento de toda nacional onde o Milton Scheffer (PP), Luciaa população brasileira. Governo Federal não ne Carminatti (PT), Maurício Presidente da Frente Parlaesconde seus desejos Eskudlark (PR), Milton Homentar, Valduga alertou para bus (PSD), Narcizo Parisotto o modo utilizado para justifiprivatistas" (PSC), Natalino Lázare (PR), car a alienação do patrimônio Neodi Saretta (PT), Nilso Berlanda (PR), Pa- público: “Muitas vezes o que a gente acomdre Pedro Baldissera (PT), Patrício Destro panha no noticiário nacional é o sucateamen(PSB), Romildo Titon (PMDB) e Valdir Cobal- to das estatais para justificar a privatização". chini (PMDB), a frente parlamentar tem como O Deputado ainda defendeu o investimento objetivo promover ações de fortalecimento tecnológico para aprimorar os serviços públipara os serviços e empresas públicas, além cos e atender com ainda mais qualidade a de fomentar o debate no legislativo e na so- sociedade. ciedade sobre a importância das empresas A Frente parlamentar pretende expandir as públicas para o desenvolvimento do estado. ações, defendendo não só as estatais cataPara os deputados, é imprescindível que rinenses, mas todas as empresas públicas as empresas estatais permaneçam sobre o brasileiras.

GOLPE

SALTO PILÃO

ELET

USINA SALTO PILÃO COMISSÃO REJEITA REFORMA TRABALHISTA SURPREENDE NEGATIVAMENTE Matéria irá passar por novas comisssões do Senado antes da votação no plenário

A comissão de assuntos sociais do Senado rejeitou nesta terça-feira, dia 20, a proposta de reforma trabalhista do governo Temer. Na última edição do LV alertávamos aos trabalhadores sobre o papel dos parlamentares catarinenses nesta luta. Pois o papel do Senador Dalírio Beber foi o de traidor e inimigo dos trabalhadores, tendo sido responsável por um dos 9 votos a favor da destruição da CLT. A Reforma trabalhista será debatida em outras comissões antes de ser votada em plenário, o que deve ocorrer no dia 28.

Falta de bom senso prejudica negociações do ACT Os trabalhadores da usina e a direção do Sintevi foram surpreendidos negativamente durante a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho da Usina Salto Pilão. A empresa que, ao menos até ano passado, demonstrava respeito e admiração pelo belo trabalho desempenhado pelos empregados agora entende que o ideal seja retroagir nos direitos. A usina que produz em média 120MW, com capacidade máxima de 191MW, opera com quadro reduzido, cerca de 28 trabalhadores. Não é necessário realizarmos muitos cálculos para chegarmos à conclusão de que a empresa é extremamente viável. Mesmo assim, a empresa fez inicialmente uma proposta que sequer reajustava todos os salários pela inflação. Isso porque o IPCA, de 3,6%, seria integralmente repassado somente

aos salários até uma determinada faixa. Na atual proposta a faixa de corte foi retirada, entretanto o bom senso, antes presente, parece não existir mais. A diretoria, totalmente ausente das negociações, parece estar despreocupada com as conseqüências desse novo modelo de gestão. A dona da maior parte do consórcio é a “conceituada” Votorantin, o que nos faz refletir: Qual é a meritocracia, tão valorizada pela iniciativa privada, nesse caso? Não há justiça na proposta apresentada. Os empregados desempenham um trabalho fantástico, construíram juntos um bom local de trabalho, produzem uma condição extremamente vantajosa para a Votorantin e seu consórcio, etc..., e qual é o reconhecimento desse sucesso? Um “NÃO” bem grande para a pauta de negociações!

PA

Prot

Todo negoc Eletric trobras nunca para o todas ras crí sendo maior Améric postur da Ho ca. Re celada seria r discuti mento PAE, Diante balhad 24 hor


PRESAS PÚBLICAS

úblicas catarinenses

TROBRAS

ARALISAÇÃO NA ELETROBRAS

testo é contra a falta de diálogo da Diretoria da empresa

os aqueles que acompanham as O CNE entende que é preciso coragem ciações do Coletivo Nacional dos para enfrentar todo o autoritarismo e descitários (CNE) com a direção da Ele- caso que hoje dominam a gestão da hols sabem que por parte do Coletivo ding. Basta de chamar os trabalhadores a faltou e nunca faltará disposição com anos dedicados às empresas de vao diálogo, mesmo com gabundos. Dirigir uma empre"É preciso as diferenças e as sevesa gigante como a Eletrobras coragem para é tarefa para os preparados. íticas à forma como vem o conduzida a gestão da enfrentar todo A prática da intimidação e de empresa de energia da o autoritarismo fazer ouvidos de mercador ica Latina. Todavia, essa para as reivindicações mais ra por parte da direção que hoje domina do que justas, evidenciam um a gestão da olding nunca foi recíprodespreparo brutal. epetidamente são canA Eletrobras já foi informaEletrobras" as reuniões, como a que da, através de oficio da FNU, realizada no dia 20 de junho, para sobre os motivos da paralisação. Agora, ir temas como: PLR, data do paga- cabe a cada trabalhador participar deso do ticket extra, aperfeiçoamento do sa luta, pois caso não haja uma resposta suspensão do CSC, dentre outros. da Holding sobre a retomada das negoe desse quadro, a resposta dos tra- ciações, o indicativo é pela realização de dores é a luta, com a paralisação de uma paralisação ampliada por 72 horas ras no dia 22 de junho. nos dias 28,29 e 30 de junho.

ELETROBRAS

AS QUATRO FACES DA TIRANIA Gestão do presidente da Eletrobras é marcada por ataques aos trabalhadores

O Sr. Wilson Pinto chegou à Eletrobras em julho de 2016 e sua “gestão” está quase completando um ano. Indicado por um governo reprovado por mais de 90% da sociedade, trouxe consigo uma agenda voltada para a entrega do patrimônio público através do chamado “desinvestimento” (leia-se privatização), causando drástico prejuízo ao Sistema Eletrobras e cumprindo, assim, interesses da iniciativa privada, que ele representa. Ainda teve o desplante e a ousadia de chamar trabalhadores de vagabundos e safados. Infelizmente temos um presidente que tem o prazer de desmoralizar os seus comandados, algo surreal! Vejamos os quatro tipos de gestão implantada pelo Sr. Wilson na Eletrobras até agora: 1) Assédio: O Sr. Wilson Pinto, rasgando o Código de Ética da Eletrobras, implantou uma vergonhosa “gestão por assédio”, que consiste na aplicação constante de técnicas de coação, medo e desmoralização. E não se cansa de descriminar os trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras. 2) Distanciamento: Outra inovação do “grande executivo” da CPFL consiste no isolamento dele e dos diretores, onde só vale o que o “presidente” entende como “correto”. Opiniões diferentes ou discordantes são de pronto desconsideradas. Outro equívoco foi eleger os trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras como “inimigos” da Empresa. Entendemos essa percepção “despropositada”, visto que ele não participou dos grandes momentos do Sistema. 3) Inconsequência: Trazendo a experiência da CPFL, onde sua ordem era cumprida às cegas e sem questionamento, o Sr. Wilson Pinto, ao chegar à Eletrobras, encontrou uma brigada de incêndio ativa que percorria os andares dos edifícios ocupados pela Empresa, garantindo a segurança nas instalações. Mas isso não parece ser mais importante que a “redução de despesas” para o presidente, que mandou extinguir a brigada sem avaliação de riscos e sem considerar o histórico de incêndios ocorridos nos prédios. Como resultado a Eletrobras ganhou de aniversário os seguintes presentes no Edifício Herm Stoltz: água inundando diversos andares no dia 09/06 (6ª feira) e incêndio no 14º andar no 10/06 (sábado). 4) Inexigibilidade: Também diferentemente dos presidentes anteriores, que faziam a grande maioria das contratações por meio de pregões eletrônicos, tomadas de preços e concorrências, o Sr. Wilson Pinto, com saudade da CPFL, onde comprava o que bem quisesse, de quem quisesse e ao preço que quisesse, implantou na Eletrobras a “gestão por inexigibilidade”, onde o que deveria ser utilizado em último caso, passou a ser a principal forma de contratação na Empresa. Vale lembrar que a Eletrobras, apesar de não ser uma empresa pública, é uma empresa de economia mista e está sujeita às regras da Lei de Licitações, 8.666/93, que tem como princípios: legalidade; impessoalidade; moralidade; igualdade; publicidade; probidade administrativa; vinculação ao instrumento convocatório e julgamento objetivo.

Temos muitos problemas a enfrentar e todos que fazem parte do Sistema Eletrobras sabem disso, mas estes problemas não serão resolvidos com divisão, desmoralização, assédio, falta de respeito, discriminação, coação e medo, irresponsabilidades e desmando. Eles serão resolvidos com a participação de todos e com uma liderança forte e agregadora, que observe detidamente a missão, a visão e os valores da Eletrobras. Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.


CULTURA

FILME CONTA HISTÓRIA DE "LA REDOTA" “Artigas, um caminho”, de Elaine Tavares é um documentário que percorre a estrada épica do Protetor dos Povos Livres, José Gervasio Artigas, líder e ícone da independência oriental e apresenta o trajeto que durante quase 600 km recorreram Artigas e seu Povo, de Montevidéu até Concórdia, na atual Argentina. Elaine Tavares resume em 35 minutos, com entrevistas, belas paisagens e grande sensibilidade jornalística, o Êxodo Oriental, ou melhor, a Redota, nome dado pelo povo da Banda Oriental àquela gesta histórica que, iniciada em 23 de outubro de 1811, construiu o caminho da independência uruguaia. É nesse momento resgatado pela jornalista e escritora que começam os processos libertários do Sul das Américas. A luta pela Reforma Agrária, a luta dos pobres do campo e das periferias, dos indígenas, dos negros e pardos, marchando em retirada estratégica, tão dolorosa como genial, para organizar a vitória final contra o dominador espanhol e as oligarquias nascentes. “Artigas, um caminho” se oferece como um audiovisual leve, informativo e didático, que recolhe, na história desta região da Pátria Grande, o instante exato em que nossos povos do Sul, tomaram consciência de sua capacidade para conquistar a liberdade e derrotar a opressão.

"É nesse momento resgatado pela jornalista e escritora que começam os processos libertários do Sul das Américas. A luta pela Reforma Agrária, a luta dos pobres do campo e das periferias, dos indígenas, dos negros e pardos, marchando em retirada estratégica, tão dolorosa como genial, para organizar a vitória final contra o dominador espanhol e as oligarquias nascentes"

FICHA TÉCNICA Diretor: Elaine Tavares |Cidade: Florianópolis, Montevidéu, Canelones, San José,Ayui | Estado: Santa Catarina, Rio Grande do Sul País: Brasil, Uruguai | Categoria: Documentário | Classificação Indicativa: Livre | Roteiro: Elaine Tavares | Direção de Fotografia: Rubens Lopes | Direção de Arte: Rubens Lopes | Montagem/Edição: Rubens Lopes, Elaine Tavares | Som Direto: Paulo Renato Venuto | Edição de som: Rubens Lopes | Trilha sonora original: Duo Chamangá | Produção executiva: Elaine Tavares TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO EM WWW.IELA.UFSC.BR


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LV 1365 by Paulo Guilherme Horn - Issuu