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LV 1362

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No 1362 - 25 de maio de 2017

Bem-vindos ao

ELETROBRAS

#OCUPABRASÍLIA

ENTREVISTA

CNE exige suspensão imediata do PAE e proposta de pagamento da PLR

Eletricitários participam de manifestação contra reformas

Promotor do 10º Congresso, Leandro Nunes da Silva, fala sobre o evento

PG


CELESC

10º CONGRESSO DOS EMPREGADOS D Começa hoje maior evento de debate sobre a gestão da Celesc Pública Começa hoje, dia 25, o 10º Congresso dos Empregados da Celesc. Momento histórico para os celesquianos, o congresso deste ano completa 20 anos de pensamento conjunto em defesa da Celesc Pública. Durante 3 dias, trabalhadores de todo o estado estarão reunidos em Chapecó para debaterem a empresa frente ao desafio da renovação da concessão. Além disso, o momento político e econômico brasileiro também será alvo de debate, uma vez que a Celesc é altamente influenciada pelos rumos do país, dado seu caráter público. Os trabalhos iniciam com a reto¬mada dos diagnósticos dos Semi¬nários Regionais, evento prepara¬tório para o Congresso que é realizado numa parceria entre o representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc e os sindicatos da Intercel. Após a abertura política,

os Celesquianos terão a oportunidade de ouvirem o professor de filosofia da USP e ex-ministro da Educação, Rena¬to Janine Ribeiro, palestrar sobre a conjuntura po-

"Durante 3 dias, trabalhadores de todo o estado estarão reunidos em Chapecó para debaterem a empresa frente ao desafio da concessão" lítica do Brasil e o impacto destes novos tempos nas empresas pública e nos trabalha¬dores. No segundo dia de trabalho uma das mais esperadas palestras do congresso: o superintendente de Concessões, Permissões e Autori¬zações de Transmissão e Distribui¬ção da Aneel, Ivo Sechi Nazareno, irá conversar com os

Pales

QUINTA

celesquianos sobre a visão do órgão regulador para os contratos de concessão das distribuidoras de energia. Na sequência, o Chefe da Divisão de Regulação Técnica Comercial da Celesc, Fábio Va¬lentim, apresentará o trabalho da empresa para alcançar as metas da concessão. O economista do Dieese, José Álvaro Cardoso, palestrará sobre a conjuntura po¬lítica e econômica de Santa Ca-tarina, abordando os principais desafios para os trabalhadores. As palestras encerram com a apresentação do presidente da Celesc, Cleverson Siewert, de¬batendo com os trabalhadores as ações da Celesc na luta pela manutenção da concessão. Após as palestras, os trabalhadores se reunirão em grupos, debatendo os temas e tirando resoluções para a atuação do conselheiro e da Intercel na defesa da Celesc Pública.

16h - Diagnóstico dos

17h - Abertura oficial do 10º Cong

19h - Uma reflexão sobre o

SEXTA-

8h - Análise de conjuntura polític

10h15 - O olhar da Celesc so

10h45 - O olhar da ANEEL so

14h - O que a Celesc está fazen

Deb

SEXTA-

16h - Grupos

SÁBA

8h - Pl

ELETROSUL / ELETROBRAS

GOLPE

CNE COBRA ELETROBRAS

#OCUPABRASÍLIA

Coletivo Nacional dos Eletricitários cobra suspensão do PAE e proposta de pagamento para a PLR

Eletricitário participam de manif governo Temer

O Coletivo Nacional dos Eletricitários, reunido em Brasília no último dia 16 de maio, recebeu da Eletrobras informações sobre a PLR e o PAE. Com relação à PLR, foram apresentados os resultados de todas as empresas do grupo e sua provável distribuição. A Eletrobras insiste na sua interpretação da ata do TST (que firmou entendimento sobre a PLR 2015-2017), condicionando à distribuição de dividendos o pagamento da folha correspondente à lucratividade. Desta forma, mantém-se a parte controversa da PLR 2015 e, para muitas empresas, também da PLR 2016. No caso da Eletrosul, os resultados operacionais alcançaram 0,99% de uma folha, e os resultados financeiros, considerando que tanto Eletrobras como Eletrosul distribuíram dividendos, alcançam uma folha. No total, de acordo com essa apresentação, os trabalhadores da Eletrosul terão direito a 1,994 folhas a título de PLR 2016. No entanto, a proposta para pagamento da PLR ainda não foi apresentada. O CNE exige que a Eletrobras apresente rapidamente uma proposta para ser apreciada pelos trabalhadores em assembleia, de forma a permitir o pagamento ainda no primeiro semestre. Os trabalhadores não devem assinar nenhum documento sem conversar com seu sindicato. Com relação ao PAE, em correspondências e reuniões já realizadas, o CNE havia se posicionado contrário ao PAE na forma como apresentado tendo, in-

Os eletricitários continuam na luta contra as reformas trabalhista, da previdência e a terceirização. Após manifesta¬ções e greve geral, movimentos sociais e sindicais convocaram uma grande ma¬nifestação em Brasília. Uma caravana de trabalhadores foi representar os eletrici¬tários que, junto com os trabalhadores de todo o Brasil, protestam contra reformas que visam apenas à retirada de direitos, prejudicando toda a população brasileira. No momento

clusive, encaminhado premissas para possibilitar o avanço nas bases do Plano. Nesta oportunidade, o Diretor Alexandre Aniz informou que estaria indo ao SEST naquela tarde, para reunião visando a melhorar a proposta do Plano de Aposentadoria Extraordinária, indicando o dia 18 como horizonte para resposta às entidades sindicais. Entretanto, a Eletrobras anunciou, na segunda-feira, dia 22/05, a implantação do PAE sem nenhum avanço no que se refere aos incentivos para a adesão. Em função dos graves acontecimentos políticos, com acusações de corrupção ao presidente em exercício e a senadores com grande influência na base aliada, que motivou a saída do PSB da base aliada, sendo que o partido já solicitou, inclusive, ao Ministro de Minas e Energia que entregue o cargo, o Coletivo Nacional dos Eletricitários apela para o bom senso da direção do Sistema Eletrobras para que suspenda imediatamente a implementação do PAE, lançado nesta segunda-feira, dia 22 de maio. Entendemos que o momento é tão crítico que ninguém sabe se até mesmo a atual direção da Eletrobras vai continuar, pois muitos gestores foram indicados pela base política do Governo em exercício. Portanto, não há clima para qualquer tipo de discussão de tamanha magnitude como o PAE e as ações de reestruturação em curso.


CELESC

DA CELESC

NÃO EXISTE UM CONGRESSO IGUAL AO DOS EMPREGADOS DA CELESC

stras

Entrevista com Leandro Nunes da Silva, representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc e promotor do 10º Congresso

A-FEIRA Seminários Regionais

gresso dos Empregados da Celesc

o atual momento do Brasil

-FEIRA

Inicia hoje o 10º Congresso dos Empregados da Celesc. Promovido pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes da Silva em conjunto com Intercel, Celesc e outras entidades representativa que atuam na empresa, o evento é o maior espaço de debate sobre a gestão da Celesc.

ca e econômica de Santa Catarina

obre o contrato de concessão

obre o contrato de concessão

ndo para manter a concessão?

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A-FEIRA

s de Trabalho

ADO

lenária

festação contra as reformas do

onde denúncias e delações demonstram a corrupção no centro deste governo ilegítimo é fundamental que toda a classe trabalhadora se una. Enquanto este governo permanecer no poder, direi¬tos históricos e fundamentais dos traba¬lhadores estarão ameaçados. É preciso que as manifestações conti¬nuem buscando a volta do poder de de¬cisão para o povo. Chega de acordos e manobras: diretas já!

LV - Qual a importância de debater as regras para a manutenção da concessão da Celesc? Porque sem concessão, sem empresa. Perder a concessão significa perder a atividade fim da Celesc Distribuição e estar fadado à liquidação da empresa. É fundamental que todos os trabalhadores entrem neste debate. A concessão da Celesc é o tempo de vida da empresa. E, com as regras impostas pela Aneel, temos um grande desafio para manter a nossa Celesc viva. Aliás, a continuidade da Celesc como empresa pública também passa pela manutenção da concessão. Sempre estivemos às voltas com as tentativas de privatização, mas sem a concessão isso deixa de ser uma ameaça e passa a ser a realidade. Por isso é essencial que todos tenham informação do que precisamos fazer para defender a Celesc. LV - Então o congresso seria a maior fonte de informação ao celesquianos sobre os desafios da concessão? Eu tenho tomado a iniciativa, junto com os sindicatos da Intercel, de prestar o maior número de informações sobre a Celesc e os desafios da concessão. Muita informação chega aos trabalhadores através do Linha Viva, dos Boletins do Conselheiro e até de cartilhas específicas que produzimos. O Congresso amplia o acesso à informação, mas faz um pouco mais do que isso. Apesar de ter uma parte informativa muito rica, com várias palestras que analisam não só as regras da concessão e as ações da Celesc para alcançá-las, mas também a conjuntura política e econômica de Santa Catarina e do Brasil, o maior mérito dos congressos dos empregados da Celesc é trazer o trabalhador para o debate. É fundamental abrir espaço para que os celesquianos falem e contribuam com a gestão da empresa. Os sindicatos da Intercel têm defendido há mais de duas décadas a gestão participativa, ou seja, que os trabalhadores tenham voz ativa e influenciem no rumo da empresa, sempre pensando em mantê-la pública e forte para atender à sociedade catarinense com qualidade. Na verdade, foi dessa convicção que surgiram os congressos dos empregados. LV - E o congresso faz vinte anos nesta edição. São vinte anos debatendo uma empresa pública, levando a voz dos trabalhadores à gestão de uma estatal. O que os trabalhadores da Celesc conquistaram com os Congressos dos Empregados não é pouca coisa. Organizando este 10º Congresso, a cada momento lembro da fala do companheiro José Álvaro, do Dieese: não existe categoria nenhuma no Brasil que consiga debater gestão da própria empresa por tanto tempo como é o caso dos celesquianos. Ou seja, não existe um congresso igual ao nosso. Isso é um mérito conjunto. A Celesc tem mérito por encampar a ideia e oportunizar a participação dos trabalhadores. Os sindicatos da Intercel tem mérito por serem pioneiros na ideia, não só do congresso, mas de preparar e indicar companheiros para representar os trabalhadores no Conselho de Administração da Empresa, transformando um espaço corporativo em mais uma instância de defesa da Celesc Pública. O maior mérito, no entanto, é dos próprios celesquianos. Se, desde o primeiro congresso, há vinte anos, eles não tivessem abraçado a ideia com responsabilidade e empenho, os congressos não teriam sobrevivido. É do esforço dos trabalhadores para serem ouvidos na construção de uma Celesc cada vez mais forte que está o segredo para a longevidade e o sucesso dos nossos congressos.

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: João Roberto Maciel Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.


CULTURA

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Fora da Cultura por Dino Gilioli

Foto: Bruno Gilioli

Se pensarmos bem, nada está fora da cultura. A cultura permeia pensamentos e ações, em qualquer tempo e civilização. Ela atribui sentido a existência humana e pode contribuir para a evolução da sociedade, na medida em que estimula o senso crítico e favorece ao exercício da criatividade e da solidariedade. Ou seja, a cultura é a veia que move, demove e remove a vida. Logo, deduzimos que a cultura, enquanto espaço genuíno da expressão humana, é o cultivo da vida. Às vezes sem perceber e mesmo sem querer, destinamos ou temos pouco tempo para as coisas que são realmente importantes e significativas. O que parece claro para todos, não é bem assim. Trabalhadores de várias categorias e até os que são dirigentes sindicais, ainda hoje veem com certo estranhamento a sua entidade de classe se envolver com questões culturais. Alguns dizem: “isso não é papel do sindicato, sindicato é só para lutar por salários e melhores condições de trabalho”. Ora, justamente o que se busca é uma vida mais digna. Cientes do papel da cultura, os trabalhadores podem continuar lutando por sua verdadeira liberdade, ou se manter conformados em ideologias que nada tem a ver com a sua realidade. Nem sempre os sindicatos têm consciência da relevância da ação cultural, aceitando a limitação de atuar na esfera econômica; espaço que lhe é reservado pelo atual sistema. As entidades representativas precisam suplantar essa ideia economicista, que restringe o avanço da consciência de classe; favorecendo a uma maior exploração do trabalho e do trabalhador. As ações de caráter lúdico e poético, ajudam a compreender o papel da cultura e a ampliar a visão de mundo. Neste sentido, é fundamental que os sindicatos incentivem a produção artística, e não só de seus representados, buscando assim – no que for possível, ampliar a sua fruição na sociedade. Desta forma, estará ajudando no esforço de melhor distribuir os bens simbólicos em nosso país, tão concentrados quanto os bens materiais. Dino Gilioli é escritor, poeta e ex-empregado da Eletrosul


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