No 1352 - 16 de março de 2017
JUNTOS
contra a reforma da previdência ELETRICITÁRIOS PARTICIPAM DE ATOS NACIONAIS CONTRA A PEC 287
ATINGIDOS
NOVA DIRETORIA
TRIBUNA LIVRE
Movimento dos Atingidos por Barragens ocupa a Cemig
Trabalhadores referendam chapa no Sinergia
Se aprovada, terceirização pode aumentar acidentes fatais
PG. 2
PG. 3
PG. 3
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JUNTOS APOSENTADORIA
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contra a reforma da previdência
ELETRICITÁRIOS PARTICIPAM DE ATOS NACIONAIS CONTRA A PEC 287
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Trabalhadores de todo o Brasil se levantaram contra o ataque à previdência social organizado pelo Governo Temer. Neste dia 15, quarta-feira, milhares de brasileiros se uniram para protestar contra a reforma da previdência, deixando claro que a retirada de direitos será combatida com muita luta. Organizados pelos sindicatos que compõem a Intercel e a Intersul os eletricitários do sul do país também participaram dos diversos atos que aconteceram nesta terça-feira. Incorporando-se na luta nacional, trabalhadores da Celesc e da Eletrosul reafirmaram a disposição de luta para combater a PEC 287, que impossibilita a aposentadoria de grande parte da população brasileira.
SINE
NENHUM DIREITO A MENOS As manifestações contra a reforma da previdência foram o primeiro esforço unificado de trabalhadores contra aos ataques do Governo Temer. Entretanto, não é só a aposentadoria que preocupa os trabalhadores. O projeto do Governo Federal visa a destruição de direitos trabalhistas e das empresas públicas Brasileiras. Com o levante da população, o presidente Michel Temer já anunciou que irá atacar o direito de greve dos trabalhadores, editando regras que dificultem as greves e manifestações. O ataque ao direito de greve - a única instância de
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luta dos trabalhadores - será acompanhado pela famigerada prevalência dos Acordos Coletivos sobre a CLT. Ao permitir que Acordos rebaixem direitos garantidos em lei, o governo deixa os trabalhadores vulneráveis, tornando ainda mais importante a união e mobilização junto aos sindicatos. Outro golpe que tramita junto aos políticos é a liberação da Terceirização em todas as instâncias de trabalho. Parada há 19 anos, a liberação da terceirização é um atentado à classe trabalhadora, precarizando condições de trabalho e expondo todos os tra-
balhadores à riscos de saúde e segurança extremos (veja texto da pg. 3). Consumado o golpe contra a democracia, o governo agora corre para encaminhar a pauta neoliberal, rejeitada pela população nas urnas há mais de uma década. Para os sindicatos da Intercel e da Intersul, a luta dos próximos anos é a luta contra a retirada de direitos fundamentais, que garantem um país mais justo. É a luta por nenhum direito a menos. É a luta de trabalhadores unidos e mobilizados. É a nossa luta! Nenhum direito a menos!
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TINGIDOS OCUPAM A CEMIG
AB inicia ano de lutas ocupando estatal mineira
ca de 300 companheiros do Movi- dução. Outra barragem da Cemig é a UHE o dos Atingidos por Barragens (MAB) de Aimorés, no leste do Estado. Desde sua aram na manhã do dia 13 a sede da inauguração, também em 2006, existem penpanhia Elétrica de Minas Gerais (CE- dências com a população atingida. Atingidos em Belo Horizonte. pela barragem de Fundão, "De acordo com que pertencem a Samarco tingidos pressionam o rno de Minas Gerais a Mineração S/A, Vale e BHP o MAB, a Cemig er a pauta da populaBilliton, de toda a bacia do é o símbolo do que sofre com a consRio Doce estarão denuno dos grandes usinas sistema energético ciando o quanto o Governo elétricas. De acordo de Minas Gerais e de Minas Gerais é refém o MAB, a Cemig "é o das mineradoras. Ao assinar está interamente olo do sistema energéacordos com as empresas e Minas Gerais e está sem a participação integral envolvida com a amente envolvida com atingidos, o Governo pauta dos atingidos" dos ta dos atingidos". tem se mostrado cúmplice re as reivindicações esdas mineradoras no estado. situação dos atingidos pela barragem O Movimento dos Atingidos por Barragens apé, no Vale do Jequitinhonha. Após a celebrou no dia 14 de março o Dia Internauração da UHE da estatal, em 2006, a cional de Luta Contra as Barragens, com a ação que vive abaixo da barragem sofre realização de manifestações em todo o Braágua contaminada, pesca comprometi- sil, denunciando o desrespeito e o descaso xtinção de peixes, agricultura sem pro- sofrido pelos atingidos.
ERGIA
RABALHADORES CONFIRMAM ONFIANÇA EM COMPANHEIROS DO NERGIA
apa que tem apoio dos sindicatos da Intercel e da Intersul é rendada por eletricitários de Florianópolis e região
trabalhadores eletricitários da região de Florianópolis foram novamente às urnas para, deaticamente, escolherem seus representantes. A atuação honesta e comprometida com os os dos trabalhadores e com a luta em defesa das empresas públicas foi referendada pela oria que, com percentual de 97.5% elegeu a chapa única, composta por membros da atual ria do Sinergia. Os demais sindicatos que compõem a Intercel e a Intersul parabenizam mpanheiros pelo expressivo resultado e reafirmam a disposição de luta e união em defesa ireitos dos eletricitários e de todos os trabalhadores catarinenses. Com um sindicalismo ativo faremos frente aos ataques aos direitos que estão em pauta no Brasil.
TRIBUNA LIVRE Se aprovada, terceirização pode aumentar acidentes fatais no trabalho POR PIERRO LOCATELI Mais trabalhadores podem morrer em acidentes na construção civil em decorrência de decisões a serem tomadas nas próximas semanas pela Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que votará até março um projeto que libera a terceirização, sem passar pelo senado. Ainda mais liberal do que os projetos em discussão há mais de dois anos no Congresso, o projeto em questão foi apresentado há 19 anos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na prática o texto de FHC permite a liberação irrestrita terceirização, sem a maior parte das regras de proteção ao trabalhador que estão em debate. A terceirização como já existe hoje está diretamente relacionada à maior ocorrência de acidentes fatais no trabalho, apontam estudos e especialistas. Isso ocorre porque grandes empresas subcontratam empresas menores, por sua vez menos capacitadas para garantir a proteção de seus funcionários. “A terceirização mata, discrimina, e desiguala os trabalhadores”, diz a desembargadora aposentada Magda Barros Biavaschi, que coordena projeto de pesquisa relacionado à prática no Instituto de Economia da Unicamp e é uma das coordenadoras do Fórum em Defesa dos Trabalhadores Atingidos pela Terceirização. Se aprovada, a lei vai autorizar uma prática problemática que já existe, mas que é freada pelas contestações na justiça. Com a liberação, a tendência é que passe a ser disseminada, aumentando os casos de acidentes. A relação entre terceirização e a morte em serviço é clara em diversos setores, segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) feito a partir de relatórios publicados por empresas. Na Petrobras, por exemplo, 85 dos 99 trabalhadores que morreram entre 2005 e 2012 eram terceirizados. O mesmo padrão é visto em empresas do setor elétrico e de celulose.
“A terceirização mata, discrimina, e desiguala os trabalhadores”, diz a desembargadora aposentada Magda Barros Biavaschi, que coordena projeto de pesquisa relacionado à prática no Instituto de Economia da Unicamp e é uma das coordenadoras do Fórum em Defesa dos Trabalhadores Atingidos pela Terceirização. A construção civil, o setor que mais mata no país, é uma das áreas que mais pode ser afetada pela liberação irrestrita da terceirização. Com menos estrutura que as empresas contratantes, as subcontratadas deixam os trabalhadores em condições mais frágeis nos canteiros de obras. Marcos Chaves, 20 anos, morreu ao cair de uma torre elétrica em 2013. O cabo que o segurava a dez metros do chão se rompeu, e ele não resistiu à queda. Chaves trabalhava para uma empresa terceirizada da Copel, a Companhia Paranaense de Energia. A empresa terceirizada não havia previsto falhas no sistema, segundo concluiu decisão judicial deste ano. A juíza relatora do caso, Thereza Cristina Gosdal, afirmou que a companhia elétrica, de “grande poder econômico”, foi negligente, já que não havia feito a “supervisão correta e acorde com o perigo da tarefa realizada.” EXTRATO DO TEXTO PUBLICADO NO SITE REPORTERBRASIL.ORG.BR
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CORDEL
CULTURA
do momento golpista
Neste cordel, vamos falar Dos contrastes do mundo atual Do golpe jurídico-midiático-parlamentar Um breve cenário nada normal
E não venha com elogios À justiça com as próprias mãos Pois a cadela está no cio É o fascismo, meu irmão
A corrupção sempre existirá Vão colocar o pobre no seu canto E o tema do noticiário sairá Daí, o roubo aumenta um tanto
No governo do temeroso O social vai prá mão de atirador Nenhum direito a idoso Se for pobre, morre de dor
Rico não quer pobre bem de vida Se é assim, quem vai explorar Quer você morrendo na lida E que saiba, direitinho, seu lugar
Dizem que o governo é um bordel Não venha com essa difamação Puteiro tem regra até no escarcéu Golpista vive só de enganação
Aposentadoria só na morte Saúde e Educação só do patrão Direito social, nem com muita sorte Minha casa, minha vida, hoje tá no chão
Pobre em escola com filho do bacana Foi sonho colocado no banco escolar Mas com o golpe que muito engana É questão fora do vestibular
Sorria, você foi golpeado Não tenha vergonha de reconhecer Se você não sabe o seu lado Eles sempre vão saber
Carteira de trabalho, coisa do passado Operariado é patrão para o Jornal Nacional Na verdade, você tá frito e mal pago Acreditar neles e dormir com o mal
Está tudo pelo lado avesso Falavam que a coisa ia mudar Mudou e muito, reconheço Para pior, nada de melhorar
Encerro o meu modesto pensar Repita, nessa pobre poesia Encha a boca sem hesitar Eu era feliz e não sabia
Vejam só que coisa incoerente Negro defendendo preconceituoso Jovem diz que preso não é gente Pobre acha que só rico é virtuoso
O mal era a corrupção Venderam isso na baciada Mas colocaram no bandejão A cabeça da pobraiada
Por Rico de Espírito WWW.BEMBLOGADO.COM.BR