No 1347 - 02 de fevereiro de 2017
Tirar suco do
BAGAÇO
POLÍTICA DA ENGIE É ESPREMER OS TRABALHADORES
PATERNIDADE
CAOS NO OESTE
SEM CONCURSO
Redução de custo afeta atendimento à sociedade
Concursos na Celesc não serão prorrogados, Após cobrança, Eletrosul estende licença paternidade para 20 dias deixando sociedade desprotegida 1
CELESC
CAOS NO OESTE Relato de trabalhadores sobre redução de custos mostra impactos à sociedade Uma queda de energia de mais de 14 horas gerou revolta tanto da sociedade quanto dos trabalhadores da Celesc, na região de Videira. Produtores rurais das comunidades de Linha Alto Veloso e Linha Congonhas, no município de Salto Veloso, relataram um grande prejuízo com a falta de fornecimento de energia elétrica. A área é de produção leiteira e de suinocultura. Os trabalhadores da Celesc também relataram uma série de dificuldades e erros gerenciais que tem prejudicado o atendimento à população, gerando revolta da sociedade, pondo em risco trabalhadores e causando forte impacto na imagem da Celesc. Mas a ocorrência de Salto Veloso não é exceção. Segundo relato de trabalhadores de toda a região Oeste do estado, a falta de gestão e a "lógica do mais com menos" têm gerado uma grande precarização no atendimento à população. Para os trabalhadores, um dos principais problemas é a contenção de gastos irresponsáveis, que ameaça o atendimento à sociedade, gerando grandes períodos de falta de energia e situações de risco à população. Trabalhadores da região de Chapecó denunciam que a empresa tem evitado chamar celesquianos para atendimentos de emergência para não ultrapassar um limite de horas-extras estipulado. Além disso, o serviço terceirizado que, na lógica da Celesc, deveria suprir este "vácuo", traz ainda mais problemas. Recentemente, uma ocorrência de vegetação na rede, em Pinhalzinho, levou 9 horas para ser resolvida por que a empreiteira chamada na madrugada não conseguiu achar o defeito. Para os trabalhadores, estas situações são reflexo da falta de capacidade técnica e de comprometimento do serviço terceirizado, em comparação com o serviço prestado pelos celesquianos. A vegetação na rede também é apontada como uma das maiores vilãs. Mesmo com a disponibilização de um grande orçamento, os trabalhadores continuam a afirmar que a poda e roçada não são feitas com a frequência necessária, sendo responsável pela grande maioria das quedas de energia. Além disso, a centralização do COD também é apontada como prejudicial. De acordo com os trabalhadores, a falta de conhecimento dos despachantes sobre as particularidades de cada região tem ocasionado decisões equivocadas, com serviços sendo despachados somente muito tempo após a falta de energia. Aliado a todos os problemas de gestão, a sobrecarga de trabalho tem exposto trabalhadores à condições inseguras e a sociedade a um serviço precarizado. O fato é reconhecido pela própria população, sendo que ao menos uma Câmara de Vereadores já mobilizou seus membros para cobrar da diretoria novas contratações. Segundo matéria publicada pelo Jornal "A sua Voz", a Câmara de vereadores de Saudades apresentará hoje, dia 02, uma moção requerendo maior quadro de servidores da Celesc para atender Saudades e região. A situação caótica relatada pelos trabalhadores do Oeste, infelizmente, deve fazer com que trabalhadores de todas as regiões do Estado se enxerguem. A precarização das condições de trabalho e de atendimento à sociedade, elevadas a um nível preocupante com a lógica do mais com menos da atual diretoria da Celesc, já tem mobilizado os trabalhadores a procurarem os sindicatos da Intercel para uma ação mais enérgica. Para a Intercel, a Celesc deve dar condições aos trabalhadores para que o atendimento à sociedade seja feito com a qualidade que é marca dos mais de 60 anos da Celesc. Apesar das dificuldades das metas da concessão, a irresponsável busca por cortes de custos não pode prejudicar a sociedade catarinense, nem expor os trabalhadores da empresa a condições inseguras. É preciso uma guinada que respeite os trabalhadores e nosso lema: CELESC PÚBLICA, BOM PARA TODO MUNDO!
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ENGIE
Política da Engie
TIRAR SUCO No último boletim da INTERSUL já nos reportamos aos resultados efetivos da reunião de negociação que aconteceu no dia 26/01. Porém, além do relatado, achamos importante também analisar o contexto em que a proposta foi apresentada. Nas justificativas dos representantes da empresa ficou bem claro o objetivo da ENGIE de compensar os resultados ruins de suas subsidiárias na Europa, com rentabilidade cada vez maior nos ativos que possui em outros países, inclusive “se livrando” daqueles menos rentáveis. Caracterizada nas palavras do gerente de RH quando diz que: “não se trata de custo, mas de eficiência” a política estabelecida pela ENGIE é de ganhar ainda mais e gastar menos. Uma política que chamamos de “tirar suco do bagaço”. O contexto do discurso da empresa é o do manual do capitalismo e o conceito de mais valia fica explícito. Como reportamos em textos já publicados, ao longo do tempo o desequilíbrio da equação capital x trabalho se evidencia, na medida que se produz mais com menos empregados, sem redistribuir de forma equânime à riqueza produzida. Como exemplo de mais valia absoluta recorremos à evolução da receita líquida. Em 2002 cada empregado gerava R$ 1,58 milhão de receita líquida. Este número em 2015 saltou para R$ 5,57 milhões por empregado. Coadjuvante na construção de ganhos cada vez maiores, a mais valia relativa aparece forte
no uso da tecnologia em balho humano, exemplifica cidade instalada x empreg instalada que em 1998 e empregado foi catapultada 2015. Em nosso entendimento dida pela ENGIE matriz ve com sobras, nos resultad 1998. No entendimento diverge tes da empresa, mesmo excelentes os resultados a anteriores e que deve se re GIE Brasil “precisa” ser ain todos os seus processos, p opta por reduzir o poder de e de benefícios dos seus elogiados em todos os disc Mesmo sabendo que essa pitalismo, não podemos ace empresa, recém renovada, posta tão ruim, mesmo sabe no mínimo, a inflação nos e ainda, ao reduzir a prom para os gerentes para 0,5% descontentamento geral co nos resultados futuros e no O corpo funcional da EN fato, uma política de ganha tribuição dos ganhos da em entre acionistas e os empre
ELETROSUL
C
LICENÇA PATERNIDADE MAIOR
S
Benefícios foram conquistas da Intersul
C e
Parece que acabou mais um capítulo da “novela” da licença paternidade na Eletrosul. A empresa concedeu o benefício com 10 dias a menos do que Alexandre Aniz, diretor da Eletrobras, havia se comprometido no começo de 2016 (a licença proposta era de 30 dias, aprovada inclusive em assembleias pelos trabalhadores). A Diretoria da Eletrosul só estendeu esse benefício para 20 dias devido à incansável insistência de cobrança dos dirigentes sindicais da Intersul. Continuaremos reivindicando o cumprimento da proposta apresentada e perseguindo a ampliação da licença para 30 dias. LIQUIDAÇÃO DE HORAS Em comunicado sobre a Liquidação de Horas dos Feriados de 2016 e Final de Ano de 2015 a empresa - também depois de muita insistência da Intersul - estendeu a compensação das horas faltantes até dez/2017 para empregados que tiveram licenças durante o ano de 2016. Segundo o comunicado da Eletrosul, “os empregados que saíram licenciados em 2016 (Licença Saúde (após 15º dia), Licença Acidente de Trabalho ou Licença Maternidade), e ficaram com débito, terão até 31/12/2017 para quitar tais horas”. Da mesma forma foi cobrada diversas vezes a aplicação dos méritos para os trabalhadores anistiados que foi aplicada em janeiro de 2017.
c d re R C L d p s d q
le v q n n
CELESC
MAIS UM GRAVE ACIDENTE DE TRABALHO NA CELESC
DO BAGAÇO
substituição ao traada na relação capagados: a capacidade era de 3,03 MW por a para 6,03 MW em
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"Mesmo sabendo que essa é a essência do capitalismo, não podemos aceitar que a diretoria da empresa, recém renovada, mantenha uma proposta tão ruim, mesmo sabendo que ao não repor, no mínimo, a inflação nos salários e benefícios e ainda, ao reduzir a promoção por antiguidade para os gerentes para 0,5% estará gerando um descontentamento geral com possíveis reflexos nos resultados futuros e no clima organizacional"
Aconteceu mais um acidente de trabalho com trabalhador terceirizado da Celesc. Um curto circuito após um cabo que estava sendo emendado encostar na fase ligada ocasionou um arco elétrico que vitimou o trabalhador da empresa Endicon, em Joinville. A empresa presta serviço em Linha Viva para a Celesc. Apesar do grave acidente, o trabalhador passa bem, tendo sofrido queimaduras no rosto. Segundo análise preliminar da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da Regional, que se reuniu extraordinariamente para avaliar o acidente, o trabalhador utilizava todos os
equipamentos de proteção individual, o que contribuiu para amenizar a gravidade dos ferimentos. A Intercel vem sucessivamente denunciando que a terceirização é um dos fatores que aumentam o número de acidentes de trabalho no setor elétrico. Foi, inclusive, por conta de sucessivos graves acidentes que o Ministério Público entrou com uma Ação Civil Pública contra a Celesc, que originou um Termo de Ajuste de Condutas (TAC) para resguardar a saúde e segurança dos trabalhadores da Celesc e das empresas que prestam serviço à estatal.
ELETROSUL
CELESC
SEM CONCURSO
Concursos públicos vigentes na Celesc não serão renovados e sociedade fica desprotegida
A sociedade está desprotegida. Os concursos públicos que ainda têm cadastro de reserva vigente não serão enovados. Segundo informações do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes, publicadas no Boletim do Conselheiro nº 50, a diretoria da empresa resolveu não renovar os concursos por conta da relação de benefícios do edital prever algumas concessões que foram retiradas no último ACT. Em um curto espaço de tempo, a Ceesc não terá mais cadastro de reserva para a reposição de trabalhadores que saírem da empresa. Pior, não há nenhuma previsão para a realização de novos concursos públicos.
Trabalhador terceirizado sofre queimaduras em serviço de Linha Viva
O Plano de Demissão Voluntária (PDI) aprofunda o problema. Os trabalhadores sabem que ele é fundamental para o alcance das metas da concessão. Entretanto, a ferrenha determinação dos acionistas minoritários de barrarem a saída de trabalhadores se não houver uma redução de benefícios (maquiada sobre o nome de "nova política salarial") também atinge a realização de concursos públicos. A Celesc não pode deixar a sociedade desprotegida nem seus trabalhadores sobrecarregados. É fundamental que a empresa realize concursos públicos para manter o bom atendimento à sociedade, papel maior da empresa pública!
TRABALHADORES ELEGERÃO CONSELHEIRO Eleição para representante dos empregados no Conselho de Administração ocorre em março Os trabalhadores da Eletrosul poderão, novamente, eleger um companheiro para representá-los no Conselho de Administração da empresa. A eleição, garantida por lei e pelo ACT, será realizada em primeiro turno nos dias 27 e 28 de março e, se for o caso, em segundo turno nos dias 06 e 07 de abril de 2017. Os candidatos podem se inscrever até o dia 06 de fevereiro. A eleição para representante dos empregados no Conselho de Administração da Eletrosul foi uma conquista dos trabalhadores e dá força à categoria na luta por uma empresa com gestão pública forte e responsável com a sociedade.
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Amilca Colombo Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
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CULTURA
AS MINAS da história
Com o objetivo de resgatar a memória e o trabalho de mulheres que transformaram o mundo, e ainda assim acabaram apagadas da História, a página "As minas da história" conta as vidas de mulheres incríveis que nem sempre tiveram seu valor reconhecido. A página do facebook tem diversas biografias de mulheres fortes e importantes que foram convenientemente esquecidas pelo machismo e riscadas da história. Abaixo, escolhemos algumas das imagens publicadas pela página, mas recomendamos uma passada para conhecer o trabalho das minas da história.