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LV 1342

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No 1342 - 22 de dezembro de 2016

Um conto de natal com o

urbanoel Assim como no clĂĄssico de charles dieckens, o espĂ­rito de natal visita os trabalhadores para olhar o ano que passou

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Um conto de natal No clássico "Um conto de Natal", de Charles Dieckens, um velho ranzinza e sovina é visitado por 3 espíritos natalinos, fazendo uma viagem pelo passado e pondo sua vida à limpo. Essa retrospectiva acompanhada pelos espíritos de natal faz com que o velho reavalie sua vida, tornando-se uma pessoa melhor. Apesar de pegar emprestado o título do clássico, a nossa única semelhança é a necessidade de revisitar a nossa luta. Ao invés de 3 espíritos de natal, quem nos leva nesse passeio por 2016 é o nosso velho amigo, Urbaninho.

O ano dos trabalhadores da Celec foi bastante movimentado. Logo nos primeiros meses os sindicatos da Intercel, em parceria com o representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes da Silva, organizaram os Seminários Regionais, debatendo as metas para a manutenção da empresa e os diagnósticos produzidos através da edição especial do Linha Viva. Este trabalho conjunto é o primeiro passo para o 10º Congresso dos Empregados da Celesc, que completará 20 anos em 2017.

Este ano que vai se encerrando foi de muita luta. Greves e mobilizações marcaram o dia a dia dos eletricitários. O retorno de uma política mesquinha e o fantasma da privatização novamente assombram os trabalhadores.

Ainda no início do ano, o primeiro embate. Os trabalhadores aprovaram a inclusão de um Termo de Quitação geral no Plano de Demissão Incentivada (PDI) mesmo com a orientação para rejeição dada pelos sindicatos da Intercel. A manifestação da categoria fez com que a Diretoria da Celesc apostasse no confronto com os sindicatos em todas as demais demandas do ano.

Entretanto, olhar para o passado recente também é reconhecer nossa capacidade de lutar e defender os direitos dos trabalhadores e o patrimônio público.

Na negociação da Participação nos Lucros e Resultados, a empresa tentou dividir a categoria, utilizando informações falsas para induzir os trabalhadores a aceitarem uma proposta rebaixada. Além disso, adiando constantemente a negociação, a Diretoria da Celesc acabou por comprometer a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/17.

2017 virá tão violento quanto 2016. Mas, com certeza, unidos teremos forças para lutar.

Viva Esp a h n i L ecia l

No início de 2016 a Intercel lançou uma iniciativa inédita: percorrer todas as Agências Regionais e Administração Central fazendo um amplo diagnóstico da Celesc na visão dos empregados. Os problemas de gestão e a falta de informações e de um plano consistente para a manutenção da concessão da empresa foram levantados pelos trabalhadores em um documento histórico, que mais do que diagnosticar a Celesc verdadeira, dá subsídios aos sindicatos da Intercel para lutar por melhores condições de trabalho para os celesquianos e pela manutenção da Celesc Pública.

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Celesc: greve e mobilizações

Eletrosul: o fantasma da reestruturação Em 2016 os trabalhadores da Eletrosul o diálogo deixa um clima de incerteza e das demais empresas do Grupo Ele- e revolta. Nos últimos anos a empresa trobrás se viram, novamente, ameaça- adotou uma postura na qual havia ao dos pela privatização. Com o golpe que menos o debate com a representação conduziu Michel Temer dos trabalhadores, apesar à presidência, o rumo do "O rumo do país das divergências. Agora, o que se vê é uma país foi direcionado para foi direcionado direção covarde e avessa a venda do patrimônio púa qualquer diálogo, reflexo blico e ataque aos direitos para a venda dos trabalhadores. deste novo governo. A diredo patrimônio toria da Eletrobras também A reestruturação da Eletrobras tem preocupado público e ataque tem ignorado as cláusulas do Acordo Coletivo de os trabalhadores, pondo o aos direitos dos próprio futuro da empresa Trabalho que preveem a trabalhadores" em dúvida. O novo presiparticipação das entidades sindicais nas discussões dente, Wilson Pinto, vindo da iniciativa privada, discursando já sobre qualquer processo de reestruturadeixou claro para os trabalhadores: veio ção da Holding, o que obrigará a Intersul para reduzir custos, direitos e conduzir e o CNE a lutar em todas as instâncias buscando interlocução política, a via jurías privatizações. Além disso, a falta de disposição dos dica, além de muita mobilização dos trarepresentantes do governo golpista para balhadores em 2017.

A resposta dos trabalhadores foi enérgica. A mobilização garantiu uma PLR justa e encaminhou o Acordo Coletivo para uma greve, depois de mais de 15 anos. A diretoria da Celesc, que havia ventilado estar preparada para encarar os eletricitários deu grande mostra de que não estava (sua única jogada era a utilização de terceirizadas para operar o sistema, o que é proibido pelo TAC firmado com o Ministério Público, além de ser duramente criticada pela procuradora que mediou a negociação). Com ampla participação da categoria que rejeitou as propostas de abono e reajuste zero os trabalhadores conquistaram o índice de inflação. A greve responsável foi elogiada pelo Ministério Público e deu mostras da força da categoria.

Engie: ainda na luta por valorização Entretanto, ao impor medidas de contenção de despeA luta dos trabalhadores da Engie ainda não terminou em 2016. Com as negociações do Acordo Coletivo de sas, seguindo fielmente as diretrizes da matriz, a diretoria Trabalho 2016/17 ainda em andamenda empresa apresenta uma proposta de to, os trabalhadores mantém a luta por "Os ótimos resultados 5% de reajuste, muito abaixo da inflavalorização. ção. A questão é ainda mais emblemáoperacionais da empresa, tica considerando que a Engie é uma Os ótimos resultados operacionais fruto do trabalho árduo empresa altamente rentável e que está da empresa, fruto do trabalho árduo listada entre as melhores do Brasil no de seus empregados, contrastam com de seus empregados, a postura da Engie de não conceder setor de geração de energia elétrica. nem a inflação aos trabalhadores. Sob contrastam com a postura Repassar ao trabalhador uma parcela o argumento de que as negociações co- da Engie de não conceder justa do ótimo desempenho da empresa é uma questão de respeito e valoriletivas por todo o brasil não tem concenem a inflação aos dido mais do que o Índice Nacional de zação àqueles que desenvolvem a emPreços ao Consumidor (INPC), a Engie presa, que constroem sua grandeza. trabalhadores" Para os trabalhadores da Engie, 2016 esquece-se de que a grande maioria dos acordos coletivos fechados neste período (61%) trou- não termina com o fim do ano. As negociações do ACT 2016/17 reiniciam no início de 2017. xeram reajustes iguais ou superiores ao INPC.

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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Não há Vagas

O preço do feijão não cabe no poema. O preço do arroz não cabe no poema. Não cabem no poema o gás a luz e o telefone a sonegação do leite da carne do açucar do pão

ferreira gullar

O funcionário público não cabe no poema com seu salário de fome sua vida fechada em arquivos. Como não cabe no poema o operário que esmerila seu dia de aço e carvão nas oficinas escuras

- porque o poema, senhores, está fechado: "não há vagas"

"

Só cabe no poema o homem sem estômago a mulher de nuvens a fruta sem preço O poema, senhores, não fede nem cheira

Mas há, solidariedade

entre os trabalhadores


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LV 1342 by Paulo Guilherme Horn - Issuu