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LV 1341

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No 1341 - 15 de dezembro de 2016

Não basta

ELOGIAR

Dos discursos proferidos na “festa da sede” pelo presidente da empresa (Eduardo Sattamini) e o do Conselho de Administração da ENGIE (Maurício Bähr), grifamos algumas palavras que em nosso entendimento mostram a contradição entre o falado e o aplicado. Os presidentes agradeceram os excelentes resultados da ENGIE no Brasil e foram enfáticos em creditar o sucesso a muito trabalho e dedicação de todos. Concordamos com eles plenamente. Mais que elogios, os/as empregados/as esperam que o discurso, enfático nos elogios, se traduza em uma proposta final para o acordo deste ano que contemple, concretamente, o trabalho e a dedicação de todos.

COPO MEIO CHEIO, COPO MEIO VAZIO

Em seu comunicado sobre as negociações do ACT a ENGIE destacou que somente 24% dos acordos negociados superaram o INPC, “esquecendo” de destacar que outros 37% dos acordos foram fechados com a recuperação total da inflação. Só olhou o copo meio vazio. Em resumo, dos acordos já fechados no primeiro semestre deste ano 61% estabeleceram reajuste igual ou superior ao INPC. Nas principais geradoras privadas que já fecharam acordo este ano a média dos reajustes foi de 9,5%. A ENGIE é uma empresa rentável que está entre as melhores do Brasil e, portanto, o acordo de seus empregados tem que estar entre os 24% que superaram o INPC. No copo meio cheio.

Para reforçar nosso argumento apresentamos o gráfico abaixo:

1.501.303

Lucro líquido geradoras privadas em 2015 EM R$ MIL

587.200

726.337

468.000

143.679

CPFL (RGE)

182.647

DUKY ENERGY

245.899

CPFL PAULISTA

261.697

EDP

NEOENERGIA

ENEL

AES TIETÊ

ENGIE

RECONHECER E VALORIZAR. AGORA É A HORA! TERCEIRIZAÇÃO

TRIBUNA LIVRE

GREVES

Aposentadoria aos 65 anos, por Leonardo Sakamoto

Acidente com trabalhador Dieese lança segundo volume da coleção "Por que cruzamos os braços" terceirizado em Mafra 1


TRIBUNA LIVRE Aposentadoria aos 65

Proposta sugere que trabalhador braçal é descartável por Leonardo Sakamoto

A proposta apresentada pelo governo Michel Temer para a reforma da Previdência Social considera que o Brasil é um grande escritório com ar condicionado, água mineral em copinho reciclável e mobiliário ergonômico, com polpudo tíquete-refeição, bônus no final do ano e previdência privada complementar. Essa é a única justificativa plausível para propor 65 anos como idade mínima para aposentadoria, considerando que há milhões de trabalhadores braçais de Estados com baixo índice de desenvolvimento humano, como o Maranhão, cuja expectativa de vida é pouco maior do que isso. Muitos dessas pessoas começam a trabalhar antes mesmo da idade mínima de 14 anos prevista por lei (como aprendiz) e, aos 18, já cortavam 12 toneladas de cana de açúcar diariamente, queimavam-se produzindo carradas de carvão vegetal para abastecer siderúrgicas e limpavam pasto ou colhiam frutas sob um sol escaldante. Ou carregavam pesados sacos de 50 kg de cimento, caindo de andaimes na construção civil. Essa mudança na Previdência pode ser plausível para a vida de advogados, economistas, jornalistas, cientistas sociais, administradores de empresas, políticos, magistrados, procuradores. Mas e para quem começou desde cedo entregando seu corpo como instrumento de trabalho para atividades físicas desgastantes e, agora, descobre que ele é tão descartável quanto luvas e máscaras? O governo Michel Temer deveria ter que explicar a proposta para um grupo de cortadores de cana ou de pedreiros. Não através das propagandas bonitinhas feitas para a TV, que escondem boa parte dos fatos, mas sim em um ''pergunta e resposta'', cara a cara, mano a mano. Sem meias palavras, sem enganações. Se saírem inteiros de lá, podem tocar a reforma. A sociedade mudou, a estrutura do mercado de trabalho mudou, a expectativa de vida mudou. Portanto, as regras que regem a Previdência Social podem e devem passar por discussões de tempos em tempos. E, caso se encontrem pontos de convergência que não depreciem a vida dos trabalhadores, não mudem radicamente as regras do jogo no meio de uma partida e atendam a essas mudanças, elas podem passar também por uma modernização. Contudo, essa discussão não pode ser conduzida de forma autoritária ou em um curto espaço de tempo. Pois essas medidas não devem servir para salvar o caixa público, o pescoço de um governo e o rendimento das classes mais abastadas, mas a fim de readequar o país diante das transformações sem tungar ainda mais o andar de baixo. O ideal seria, antes

de fazer uma reforma da Previdência Social, garantirmos a qualidade do trabalho no Brasil, melhorando o salário e a formação de quem vende sua força física, proporcionando a eles e elas qualidade de vida – seja através do desenvolvimento da tecnologia, seja através da adoção de limites mais rigorosos para a exploração do trabalho. O que tende a aumentar, é claro, a produtividade. Basta ver a ''vida'' dos empregados de frigoríficos em todo o país, que são aposentados por invalidez aos 30 e poucos anos por sequelas deixadas pelo serviço para entender do que estamos falando. Mas como isso está longe de acontecer, a discussão talvez passe por um regime diferenciado para determinadas categorias, que manteria o tempo de contribuição para garantir a aposentadoria integral. Mas isso a reforma que está sendo proposta pelo governo não diz. Trata a sociedade como o grande escritório com ar condicionado ajustado para 17 graus citado acima. E, ainda por cima, quer mexer na aposentadoria rural – que é um dos maiores programas de distribuição de renda do país e garante a dignidade para milhões de pessoas. Por fim, como já alertei aqui, o melhor de tudo é que o discurso está sendo construído de forma que os trabalhadores achem importantíssimo e justas as mudanças que vão lhes tirar direitos sem uma consulta prévia. Porque uma eleição é exatamente isso: uma consulta sobre um projeto de governo ou de país que se quer implantar. Se, em uma eleição presidencial, ganhasse uma candidatura que defendesse abertamente a proposta de impor uma idade mínima de 65 anos para quem está na ativa à aposentadoria, a população brasileira, ao menos, terá sido consultada sobre fatos que interferem em sua vida. Michel Temer quer aprovar a Reforma da Previdência o quanto antes a fim de mostrar para parte dos que o ajudaram a chegar lá que ele, quando promete, retira e entrega. Sabe que a maior prova de que a população repudiaria qualquer político com essa plataforma é que a base aliada de seu governo no Congresso Nacional se borrou de medo de discutir a reforma da Previdência antes das eleições municipais. Afinal, o que diriam para seus eleitores sobre a razão de terem votado a favor de postergar a aposentadoria do populacho? Há milhões de pessoas, fundamentais para o crescimento do país, que se esfolaram a vida inteira e não deveriam ser deixadas na beira da estrada quando deixarem a população economicamente ativa. Pena que não será assim que as coisas vão acontecer.

Leonardo Sakamoto é jornalista e mestre em Ciências Políticas. Texto originalmente publicado no site blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br

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CELESC

Por

Dieese

Acontece n 16/12, na sed Trabalhadore Estado de S cesc), o lanç livro "Greves aos dias atua Idealizado memorações de fundação tersindical de dos Socioeco órgão de pes educação, cr sindicatos de leiros, o livro mentos de de greves oc últimas déca através de pe parceria DIE de Documen em Instituiçõ Pol) da Univ São Carlos (U ciamento da ro à Pesquis

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Após a pub do Grupo de balhadores qu determina a p suas regras i assistentes a bandeiras de todos os cele


que cruzamos os braços

lança segunda edição de livro com histórias de grandes greves no Brasil

nesta sexta-feira, dia de da Federação dos es no Comércio no Santa Catarina (Feçamento do segundo s no Brasil (de 1968 ais)". como parte das cos dos sessenta anos do Departamento Ine Estatística e Estuonômicos (DIEESE), squisa, assessoria e riado e mantido pelos e trabalhadores brasio conta com depoisessenta lideranças corridas no país nas adas e foi produzido esquisa realizada em ESE e o Laboratório ntação e Pesquisas ões Políticas (Dataversidade Federal de UFSCAR) com finanFundação de Ampasa do Estado de São

Paulo (FAPESP). Este é o segundo livro da Coleção "Por que cruzamos os bra-

"Os sindicatos da Intercel consideram a leitura fundamental para todos aqueles que desejam refletir sobre as lutas dos trabalhadores por uma sociedade com maior justiça e equidade" ços", e nele se encontram mais doze depoimentos de lideranças de diversas categorias profis-

sionais e regiões do país, que protagonizaram importantes movimentos grevistas nas últimas décadas. Para além do registro das greves, os depoimentos revelam diferentes visões de sindicalismo e, consequentemente, diferentes estratégias sindicais, que traduzem o significado de cada luta, em diversos períodos localizados entre o final dos anos de 1960 e a década de 2010. Os sindicatos da Intercel consideram a leitura fundamental para todos aqueles que desejam refletir sobre as lutas dos trabalhadores por uma sociedade com maior justiça e equidade. Durante a realização dos Seminários Regionais alguns exemplares do primeiro volume da coleção foram sorteados entre os celesquianos. Os livros podem ser adquiridos no escritório do Dieese, de Santa Catarina, em Florianópolis, através do contato crisgoncalves@dieese.org.br.

E NA CONSTRUÇÃO DE UMA ESENTAÇÃO DE TODOS OS ALHADORES

de avaliação da atuação do Representante dos dos no Conselho de Administração da Celesc uída no final de dezembro

de dezembro os trabalhadores da Celesc podem contribuir rução de uma representação forte e atuante no Conselho de o. O Representantes dos Empegados, Leandro Nunes, com rcel, encaminhou aos celesquianos uma pesquisa sobre sua Conselho, buscando cada vez mais aproximar as ações dos trabalhadores. a pesquisa e contribua com uma representação cada vez a defesa da Celesc Pública. O resultado da pesquisa será divés da cartilha de prestação de contas do mandato, prevista de 2017.

CLARECIMENTO SOBRE O PCS

blicação do Boletim da Intercel nº40, informando sobre o andamento Trabalho que revisa o Plano de Cargos e Salários (PCS) alguns trauestionaram sobre quem será atingido pela revisão. TODOS. O PCS progressão da carreira dos celesquianos e uma eventual revisão de impacta para todos. A questão de equiparação entre eletricistas e administrativos, fim do piso e reconfiguração da curva salarial são e luta definidas pelos próprios trabalhadores, e tem impacto sobre esquianos.

CELESC

ACIDENTE COM LINHA VIVA TERCEIRIZADA EM MAFRA Trabalhador da empreiteira IEG sofreu acidente e corre risco de amputação Em um momento onde os parlamenta- setor elétrico), os sindicatos da Intercel res brasileiros voltam os olhares para a esperam que a Celesc faça uma ampla liberação da terceirizainvestigação do fato, uma "Muito mais ção irrestrita, mais um vez que a empresa IEG acidente com trabalhatem um grande histórico do que culpar o dor terceirizado da Cede problemas trabalhistrabalhador, os lesc acontece. Acontecitas, já tendo sido interdisindicatos da do em Mafra, o acidente tada em diversas oportuainda está sendo invesIntercel esperam nidades em mais de uma tigado pela Cipa da ReAgência Regional. que a Celesc gional e pela área de A própria Intercel cofaça uma ampla segurança da empresa. brou, em reunião com a Entretanto, informações presidência da Celesc, investigação do preliminares dão conta atitudes mais severas da acidente e da que houve uma série de empresa com relação à erros de procedimento. empreiteira, conforme o empreiteira" Muito mais do que simAcordo com o Ministério plesmente culpar o trabalhador (o que Público na Ação de saúde e segurança é comum em acidentes de trabalho no dos trabalhadores.

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: João Roberto Maciel Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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CULTURA

CAPA DURA

Miolo mole!

Frank Maia, velho conhecido do LV, lança crowdfunding para publicar livro Quem não conhece o Urbaninho, nosso mascote fiel? E quem já se esqueceu daquele desenho escrachado do Amim que tanto irritava o então governador do estado? Uma imagem que, ao fazer rir, ironizava nossos maiores algozes. Esse é o poder de uma charge. Ir além do óbvio em um segundo, no bater do olho. Dizer muito mais do que qualquer texto, no simples traço. Esse é o poder do desenho de Frank Maia. Durante um bom tempo Frank fez parte da equipe do Linha Viva, ilustrando as matérias e criando imagens que nos acompanham até hoje. Alçou grandes vôos e, como um dos mais importantes chargistas do Brasil, imprimiu sua inteligência e irreverência nos maiores jornais do país. Desenhou política, criou as véia. E agora, só depende de nós, leitores que tanto desfrutamos do humor de Frank, para que esta história seja contada em livro. O projeto "Capa dura, miolo mole - uma viagem no traço de Frank Maia" está sendo viabilizado através de financiamento coletivo, na plataforma Catarse (www.caterse.me).

Os projetos desenvolvidos no Catarse buscam apoio financeiro em troca de recompensas. Ou seja, contribuindo com determinado valor, você recebe um determinado "presente". Assim, além de ajudar a viabilizar um projeto bacana, você também fica com uma lembrança!

A meta já está em 37% e ainda temos 30 dias para contribuir.


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