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LV 1334

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No 1334 - 20 de outubro de 2016

Todos contra a

PRIVATIZAÇÃO Ato na sede da Eletrosul luta contra privatização do setor elétrico, retirada de direitos dos trabalhadores e PEC 241

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PRIVATIZAÇÃO

Todos contra a

PRIVATIZAÇÃO

Ato na sede da Eletrosul luta contra privatização do setor elétrico, retirada de direitos e P Em ato nacional ocorrido nos portões da Eletrosul, dia 18 de outubro, os eletricitários manifestaram seu desacordo com as intenções de privatizar o setor elétrico e contra as reformas anunciadas pelo governo Temer. Intitulada “Nenhum Direito a Menos” a manifestação foi contra iniciativas como a reforma da Previdência, a retirada de direitos (terceirização irrestrita, prevalência do negociado sobre o legislado, flexibilização do contrato de trabalho), a reforma regressiva do Estado prevista na PEC 241 e no PL 257, além da recente MP da “reforma do Ensino Médio”. Os trabalhadores se mobilizaram a favor do combate ao desemprego, contra a terceirização e também pela redução da taxa de juros e em defesa da saúde, educação, moradia e transporte digno para todos. Organizada pelo CNE(Coletivo Nacional dos Eletricitários), pela FNU(Federação Nacional dos Urbanitários), Intersul e todos seus sindicatos a manifestação contou além dos trabalhadores da ativa e aposentados da Eletrosul e Celesc com a participação de dezenas de entidades e movimentos sociais, como MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), MST (Movimento dos Sem Terra), UCE (União Catarinense dos Estudan-

tes), Núcleo Catarinense da Auditoria Cidadã da Dívida, Cooperativa de Jornalistas Desacato, IELA (Instituto de Estudos Latino Americanos), quatro centrais sindicais, diversos sindicatos, federações e confederações, deputados e vereadores. O ato começou com uma atividade formativa: uma análise de conjuntura feita por José Alvaro, técnico do Dieese, que mostrou um cenário nada animador. Segundo ele, nos seus 27 anos de vida profissional, nunca se deparou com um quadro tão adverso para os trabalhadores. Três elementos atuam interligados no processo: o primeiro é a crise mundial que está se mostrando a pior de todas, inclusive à de 1929; o segundo a crise econômica brasileira, uma das piores de nossa história (desde 1930 não tínhamos quatro anos consecutivos sem crescimento; e terceiro: o golpe de Estado, típico dos dias atuais na América Latina, que acontece sem tanques, apoiado pelo judiciário e legislativo. “Este conjunto de elementos colocam desafios aos trabalhadores com ameaças que nem a ditadura militar ousou fazer. São ataques contra direitos trabalhistas e contra o país. Esta havendo a retirada de direitos con-

quistados com a Constituição derrubando a CLT da década em andamento ataques à sob sos recursos naturais, princip também à biodiversidade da A trico e a água. Não existe pa recursos naturais como o nos o golpe sem entender a quest hegemonia americana na regi fortalecimento dos Brics levou Eles tem uma narrativa venc parte do meio sindical compra sil quebrou por causa do Bols que é necessário um remédio ga do petróleo, detonar a pol assim por diante. Os grupos três: os ladrões, no cerne do pato, que deram o golpe para terceiro o império que tem rep ministro das Relações Exterio 2010 prometeu para a petrolífe o regime de partilha do pré-sa

CELESC

CELESC

MAIS UM ASSALTO EM SUBESTAÇÃO DO VALE

CELESQUIANOS DO NORTE DO ESTAD MONITORES DO VIDA VIVA

Abandono das subestações e falta de ação da Diretoria põem em risco trabalhadores e patrimônio da empresa

Trabalhadores das regionais de Joinville, Jaraguá do Sul, S

Os roubos já foram tantos e são tão frequentes que seria possível abrir uma página policial no Linha Viva só para registrar as denúncias de trabalhadores sobre os furtos em subestações da Celesc. No início do ano a Diretoria de Distribuição afirmou que estaria reestruturando as subestações, investindo na manutenção (hoje precária), limpeza, conservação e segurança. Passado quase um ano inteiro o que se vê é uma inércia que vai, aos poucos, destruindo o patrimônio da empresa. Não foram poucas as vezes que denunciamos nas páginas do LV as invasões, depredação e roubo na subestação. O local mais atingido é a região do Vale do Itajaí, onde trabalhadores já registraram inúmeros boletins de ocorrência sem que a Celesc tenha tomado alguma providência para amenizar o perigo e impedir a deterioração ainda maior das subestações. Na última semana, a subestação do bairro Itaipava, em Itajaí, foi assaltada, tendo sido furtados, conforme boletim de ocorrência, "30 quilos de cobre de aterramento dos equipamentos". O BO, registrado por um operador, se somará aos outros e servirá apenas para registro, enquanto a Diretoria mantiver a falta de ação e desrespeito com a segurança dos trabalhadores.

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Iniciou nesta terça-feira, dia 18, a formação de novos monitores do projeto Vida Viva. Contando com a participação de trabalhadores da região norte do estado, a formação acontece em Jaraguá do Sul e capacitará os celesquianos para darem continuidade ao projeto, estabelecido através de cláusula de acordo coletivo, agora nas Agências Regionais de Joinville, Jaraguá do Sul, Mafra e São Bento do Sul. O projeto Vida Viva consiste no debate sobre a saúde dos trabalhadores, identificação de problemas e sugestão de melhorias no ambiente de trabalho para criar alternativas coletivas, fortalecendo a atuação sindical nos locais de trabalho, visando incentivar mais ações preventivas do que reparadoras.


PEC 241

o de 88 como o SUS e até de 40. De outro lado estão berania do país, aos nospalmente ao petróleo, mas Amazônia, ao sistema eléaís que disponha de tantos sso. É impossível entender tão geopolítica. A perda da ião da América Latina, e o u a esta equação golpista. cedora: a população e até aram o discurso que o Brasa Família, da educação e o amargo, como a entrelítica de reajuste salarial e de interesse no golpe são governo atual; a turma do a cima do trabalhador e em presentantes como o atual ores, José Serra, que já em era Chevron que detonaria al.”

A solução para José Álvaro é a de sempre: trabalhador mobilizado e bem informado para não se deixar manipular e resistir aos ataques. Em depoimento durante o ato trabalhadores aposentados da Celesc e Eletrosul lembraram da época da cisão da Eletrosul, no início dos anos 90 e a decorrente privatização da geração da empresa. Lembraram que também naquela época a mobilização foi difícil com muitos trabalhadores querendo negar o infortúnio, acreditando que, pela meritocracia, não seriam atingidos pelos cortes que houveram. Lamentavelmente, o que se seguiu demonstrou exatamente o contrário; resultou em um pesadelo que até bem pouco ainda assolava os corredores da empresa. Merece especial destaque a presença dos trabalhadores nas atividades numa demonstração de sua preocupação com a manutenção da Eletrosul pública, prestando serviços de qualidade e manutenção de seus empregos e qualidade de vida. Ao ato nacional da Eletrosul se seguirão mais dois atos um na Eletronorte, em Brasília dia 27 de outubro e outro dia 1º de novembro na Chesf em Recife.

DO INICIAM FORMAÇÃO DE

São Bento do Sul e Mafra participam da formação

CUTUCADAS O Conselheo Editorial do Linha Viva foi procurado pelo Chefe da Regional mencionado nas "Cutucadas" da última edição do jornal. Segundo relato do mesmo, o vídeo que corre as redes sociais não é verdadeiro, o que o levou a registrar boletim do ocorrência e ingressar com ação judicial para esclarecer o caso. Ainda segundo o chefe regional, este solicitou a Diretoria a apuração via Auditoria, além de análise pelo Comitê de Ética. Para a equipe do Linha Viva a situação permanece a mesma: é preciso que a Diretoria da Celesc e os órgãos competentes dentro da empresa investiguem a veracidade da denúncia. Caso confirmada, que se puna o chefe da regional. Caso refutada, que se encontrem os responsáveis pela mentira. O que não pode ocorrer é o abafamento e o esquecimento, taõ comuns em casos como este.

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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CULTURA

Mais lutar que

TEMER por Dino Gilioli

Não me escondo entre biombos me tinjo de verde e amarelo se for preciso não escondo os dentes e o riso coloco o dedo em riste nessa fanfarronice

O povo deseja real mudança e não falácias do planalto donos do poder não querem que chegue a nossa vez está tudo contaminado do senador ao deputado do presidente golpista aos ministros da retrógada política Não se deixe iludir por promessas envernizadas em molduras de cetim realimentam seus cupins para além das aparências trapaceiam indecências em nome da austeridade negociam até nossa identidade Trabalhador consciente não se faz de rogado tem que saber e muito bem qual é o seu lado quando aperta o cinto sente o que tem sentido mas precisa enxergar muito além do umbigo

Vendem a falsa esperança de que um dia a gente alcança queremos é agora nesse instante o futuro está distante tentam nos ludibriar com palavras enfeitadas mas de longe conhecemos essas bocas escancaradas Sabemos que é difícil superar o que está colocado precisamos estar mais atentos e lado a lado abaixo a prepotência a arrogância e a falsa modéstia enquanto distribuem migalhas os de cima fazem a festa

Vamos pra luta se juntar em qualquer tempo e lugar trabalhador aposentado estudante desempregado estamos todos no mesmo barco estamos fartos chega de divisão da míope visão sectária Precisamos de todos os braços precisamos de muitos abraços de afeto companheirismo solidariedade precisamos de imensa vontade pra mudar de verdade Dino Gilioli é escritor. O poema foi lido na abertura do ato contra a privatização da Eletrobras, em Florianópolis, nesta terça-feira.


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LV 1334 by Paulo Guilherme Horn - Issuu