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LV 1328

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No 1327 - 08 de setembro de 2016

1000 Mais de

NÃOS CONCURSO PÚBLICO É VITÓRIA DOS TRABALHADORES

ELETROBRAS NÃO ACEITA PROPOSTA DO TST

BNDES ASSUME PRIVATIZAÇÃO DA CELG 1


CELESC

1000 NÃO Mais de

Trabalhadores da Celesc rejeitam proposta de Participação nos Lucros e Resultados e reforçam união diante d celesquianos e enfraquecer as entidades sindicais

Mais de 1000 trabalhadores disseram não à Diretoria O último, lançado terça-feira, dia 06, dá as diretrizes da da Celesc. Em todas as assembleias realizadas pelos sin- negociação financeira: tentando jogar com os direitos dos dicatos da Intercel os celesquianos não só reprovaram a trabalhadores (Anuênio e PCS) a diretoria sinaliza que não proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) fará nem a reposição da inflação. Será que teremos novacomo também repudiaram a tentativa da Celesc de dividir a mente a proposta do reajuste zero? categoria e enfraquecer os sindicatos A segunda rodada de negociação "A segunda rodada de da Intercel. Na visão dos trabalhadodo ACT não aconteceu. Marcada para negociação do ACT não res, a Diretoria da empresa, tem busa última quinta-feira, ela foi "perdida" aconteceu. Marcada para a cado o confronto através de mentiras pela ação mentirosa da diretoria no e enganações para criar uma divisão caso da PLR. Entretanto, esta rodada última quinta-feira, ela foi que prejudicará não só a PLR, mas "perdida" pela ação mentirosa é de grande importância para os traa negociação do Acordo Coletivo de da diretoria no caso da PLR. balhadores. Hoje, quinta-feira, é o dia Trabalho (ACT). em que veremos se a diretoria realEntretanto, esta rodada é de mente respeita os trabalhadores. Hoje A categoria, agora, determinou que grande importância para os os sindicatos da Intercel continuem as é o dia de Garantir nosso emprego! A negociações de PLR e ACT em para- trabalhadores. Hoje é o dia de garantia de emprego deveria vir para lelo. Ao passo que a PLR tem um caa mesa na última semana. Como não Garantir nosso emprego!" minho claro (a retirada da divisão da houve rodada, o que houve foi o aucategoria), o ACT está cercado de expectativas por conta mento da expectativa dos trabalhadores. da postura da Diretoria. Ao abandonar o diálogo franco e inA garantia de emprego é a cláusula mais importante do vestir em mentiras e no discurso do caos, fazendo com que ACT. Sozinha já mobilizou os trabalhadores a entrarem em suas chefias pressionem os trabalhadores a não se mobi- greve. Neste clima, é bom lembrar que os ataques da direlizarem, a diretoria dá mostras de que não avançará rumo toria aos trabalhadores e as tentativas de dividir a categoria às reivindicações da categoria. Os desacreditados boletins têm tido o efeito contrário. Estamos cada vez mais fortes e da empresa têm cumprido o papel de gerar dúvida, desin- unidos. E estamos juntos em defesa de nossos direitos, em formar e atacar os celesquianos e sua história. busca de um Acordo Coletivo justo!

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Lucio Silva Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra. com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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CELESC

ELETROBRAS

CONCURSO PÚBLICO É VITÓRIA DOS TRABALHADORES

ELETROBRA PROPOSTA D

A Celesc divulgou nesta terça-feira, dia 6, o edital de concurso público para a contratação de 26 trabalhadores no cargo de Assistente Administrativo. A abertura destas vagas é uma vitória dos trabalhadores que foi alcançada através do jornal Linha Viva e da atuação do representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes da Silva. Durante a percorrida para produção do Linha Viva Especial - Diagnóstico das Regionais os trabalhadores teceram diversas críticas à centralização do faturamento. Com falta de trabalhadores, a centralização trouxe uma série de contratempos para as regionais e, ficou clara a necessidade de estruturar melhor o setor responsável. Enquanto a lógica com que os sindicatos sempre traba-

A segunda rodada de me dissídio coletivo de trabalho d sas do grupo Eletrobrás que re Acordo Coletivo de Trabalho dia 29 de agosto. Novamente bras demonstrou falta de com com os eletricitário. O diretor a tivo da empresa, Alexandre Din apareceu na reunião, enquant presentantes reafirmaram ao dente do Tribunal Superior do (TST) a recusa da proposta co anteriormente. O TST manteve ta de reajuste de 5% em maio de 4,68% em setembro, com a ção das demais condições. Alé TST aceitou a proposta do Co cional dos Eletricitários (CNE)

lharam foi a de contratar trabalhadores próprios, a Diretoria tinha a ideia de terceirizar todo o faturamento. E nesta luta a atuação do representante dos empregados no CA foi fundamental. Foi através da atuação do conselheiro eleito que a empresa aceitou abrir concurso público para o cargo de assistente administrativo, um "tabu" nos últimos anos. A realidade da empresa é que faltam trabalhadores em diversas áreas. A Intercel já solicitou à empresa a realização de estudo da força de trabalho de assistentes administrativos necessária para o bom atendimento à sociedade e para que os celesquianos tenham condições ideias de trabalho. O lançamento deste concurso público é o primeiro passo em uma longa e importante caminhada.


OS

TRIBUNA LIVRE POR QUEM CHORA? por Dino Gilioli

da tentativa da Diretoria de dividir os

FOTO: BRUNINHO NG

90,7%

DOS TRABALHADORES REJEITOU A PROPOSTA

1071 - rejeitaram 82 - aprovaram 27 - abstenções

dia entenda, que eu fiz isto também pensando nos netos dela”. Janaína acusa Dilma Rousseff, e descaradamente insinua que o faz para resolver o futuro dos netos da presidenta. Alguns acham que isso é peso na consciência. Outros, mais ingênuos, acham que ela se arrependeu. Que nada, é cinismo à flor da pele! Aliás, cinismo e hipocrisia desfilaram livremente no palco da farsa golpista. Isto sim, uma verdadeira novela global, cujos capítulos reais não serão nada românticos e muito TEMERosos. Chego à conclusão que o choro contido de Janaína faz sentido. Chora Janaína, pela ameaça aos direitos trabalhistas. Chora Janaína, pelo patrimônio público e riquezas do Brasil na berlinda. Chora Janaína, pela ganância dos ricos que querem acumular ainda mais. Chora Janaína, pela pátria amada-idolatrada pelos especuladores. Chora Janaína, pela tomada de poder pelos políticos mais retrógrados e corruptos deste país.

BRASIL

AS NÃO ACEITA DO TST

ediação do das empreejeitaram o aconteceu e a Eletrompromisso administraniz, sequer to seus revice-presio Trabalho onsolidada e a proposde 2015 e a manuteném disso o oletivo Na) para que

No recente capítulo da novela, O galope, foi protagonizada uma das cenas mais sensíveis da dramaturgia brasileira. Uma experiente atriz em um momento de profunda emoção, encharca-se de lágrimas. Tamanho gesto jamais tinha sido registrado por via televisiva. A cena, por sua sinceridade, contagiou milhões de espectadores que estavam grudados na telinha. O Instituto de Pesquisa da Emoção – IPE, durante a apresentação do último capítulo de O galope, fez uma pesquisa e constatou que 99% dos que assistiam a novela choraram junto com a famosa atriz. O IPE afirmou que jamais se alcançou índice tão acentuado de medida emocional. Segundo o Instituto, trata-se de um fenômeno inédito em nível mundial. Metáforas à parte, o que foram aquelas lágrimas secas durante o julgamento do impeachment no Senado? Janaína Paschoal encenou um dos momentos mais patéticos e, ao mesmo tempo, mais cruéis do golpe anunciado. ´Emocionada e chorosa` disse: “eu peço que ela um

os dias parados fossem 1/3 compensado e 2/3 abonados. Mesmo com a indicação favorável do TST às condições negociadas pelo CNE, os representantes da Eletrobras recusaram a proposta, afirmando que é necessário anuência do DEST. O TST orientou os sindicatos a realizarem assembleias para apreciação da proposta, ao mesmo tempo em que cobrará do Dest explicações. O CNE já realizou as assembleias, que aprovaram a proposta do TST, restando, agora, a manifestação do DEST. O dissído abrange os trabalhadores das empresas Cepel, Chesf, Eletronuclear, Eletrobras e Furnas. Uma nova audiência está marcada para o dia 21 de setembro.

POVO BRASILEIRO VAI ÀS RUAS CONTRA RETROCESSO Reforma da previdência, reforma trabalhista, cortes em programas sociais. O retrocesso encaminhado pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer tem levado à população brasileira às ruas neste período pós-impeachment. Mesmo com repressão digna de tempos da ditadura, com a polícia ameaçando e atacando manifestantes com covardia e truculência, o povo continua a defender os avanços sociais e trabalhistas conquistados nos últimos anos. Em várias cidades do país manifestações continuarão a repudiar o golpe e a defender o direito dos trabalhadores. Nós, trabalhadores eletricitários, só podemos apoiar e engrossar o coro, por um projeto popular de redução da desigualdade e distribuição de renda. Pela defesa de nossas empresas pública. Por um brasil, dos brasileiros.

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CULTURA

de setembro

USA FANTASIA DE PATRIOTA E ACHA QUE POBRE TEM QUE SE LASCAR

por Leonardo Sakamoto

Nunca consegui entender as pessoas que saem enroladas em bandeiras verde e amarelas. Amor ao país? Pode ser. Mas acho que o querer-bem a um determinado lugar se traduz através de ações individuais e coletivas para torná-lo melhor para se viver e não entulhando bandeirinhas no carro ou pendurando flâmulas na sacada da janela. Uma coisa não exclui a outra, claro. Mas não adianta entoar mantras de amor a um lugar e estacionar em cima da ciclovia. Ou ser contra a distribuição de renda. Ou manter uma terra improdutiva ou um imóvel fechado por anos em nome da especulação imobiliária. Ou sonegar impostos. Ou fazer vista grossa às pequenas corrupções do dia a dia. Amar um território inclui amar a gente que nele vive. E isso passa mais por entrega e concessão ao grupo do que por reafirmação de desejos e vontades pessoais a cada momento. É pensar: será que isso que estou fazendo não vai atrapalhar a vida do coletivo? Tenho um certo arrepio quando ouço alguém cantar ''Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor''. Se for em propagandas de cartões de crédito, até entendo. Mas por conta própria? Da mesma forma, nunca entendi como algumas escolas se preocupam mais em ter alunos que saibam o hino à bandeira do que compreender Guimarães Rosa. Ou Machado de Assis. Quando pequeno, lembro-me de ir a apenas um desfile do Dia da Independência, na avenida Tiradentes, aqui em São Paulo. E, mesmo assim, não ter ficado o suficiente para entender o que aquele bando de gente agitando bandeirinhas estava fazendo por lá. Uma das maiores contribuições dos meus pais foi exatamente ter me poupado de toda essa papagaiada patriótica. Muito cuidado com lugares-comuns feitos para ajudar a forjar ou fortalecer o ''amor à pátria'', mostrando que somos iguais (sic) e filhos e filhas do mesmo solo (sic sic). Aceitar isso de forma acrítica é ignorar que a maioria é tratada como um bando de renegados, sem direito a nada além de gerar riqueza – para outros. Já relatei alguns deles aqui: 1) A letra do hino nacional brasileiro não é uma das mais bonitas do mundo, ao contrário do que afirmam correntes que circulam na rede. Até porque é impossível mensurar tal coisa. Mas ainda temos tristes índices de iletramento. 2) Também é mito que a bandeira nacional (cujo verde não surgiu para representar ''nossas matas'', mas sim a casa imperial de Bragança) é considerada uma das mais belas. Mas somos reconhecidos pelas altas taxas de desmatamento. 3) O povo brasileiro não é, necessariamente, o mais alegre do planeta. Mas é um dos campeões de desigualdade social e de concentração de renda. 4) A democracia racial, apesar de alardeada como exemplo planetário, não existe e, por isso, não nos define. O que nos explica são séculos de escravismo e suas heranças. 5) O Brasil não é o país que tem a mulher mais bonita do mundo. Até porque esse país não existe. Mas somos um país reconhecidamente machista. 6) Nossa comida não foi eleita a mais gostosa e saudável. Mas estamos entre os campeões globais de uso de agrotóxicos. 7) Não está escrito em lugar algum que teremos um futuro grandioso pela frente. E se continuarmos maltratando o meio ambiente em nome do consumismo desenfreado, talvez nem tenhamos um futuro.

Por isso, me pergunto se não poderíamos fazer uma pausa para reflexão sobre nós e como estendemos o direito à dignidade a todos que habitam este território. Ao invés de nos enrolarmos em bandeiras e financiar uma organização envolvida em corrupção como a CBF, comprando camisas amarelas, poderíamos nos juntar para discutir a razão de chamarmos indígenas de intrusos, sem-teto e sem-terra de criminosos, camponeses de entraves para o desenvolvimento e imigrantes bolivianos e haitianos de vagabundos. Ou reivindicar que o terrorismo de Estado praticado na periferia das grandes cidades, em um genocídio lento dos jovens negros em nome de uma (irreal) segurança dos mais abastados pare. Leitores binários da realidade bradam a quem fala de distribuição e igualdade em direitos que nossa bandeira é vermelha e a deles, verde-amarela. Além de ser uma frase brega pacas, não é real. Não, a minha bandeira é alviverde e levará o Campeonato Brasileiro deste ano. Apenas lidem com isso. Não temos que amar nosso país incondicionalmente, como não devemos amar nada incondicionalmente. Mas gostar o suficiente para nos dedicarmos a entender e ajudar a tornar isso aqui um local minimante habitável para a grande maioria da população. Gente deixada de fora das grandes festas, entregues ao pão e circo de desfiles com tanques e motos de guerra em datas festivas. Mas que, quando voltam para casa, encaram a realidade da falta, da ausência, da dificuldade e da fome. O melhor de tudo é que, todas as vezes que alguém levanta indagações sobre quem somos e a quem servimos ou conclama ao espírito crítico sobre o país, essa pessoa é acusada de não amar o país, no melhor estilo ''Brasil: ame-o ou deixe-o'' dos tempos da ditadura civil-militar. Ou sua versão remodelada por Michel Temer: ''Não pense em crise, trabalhe''. A verdade neste 7 de Setembro é que para muitos, brasileiro bom é brasileiro que sabe o seu lugar de classe e sua função produtiva. E aceita isso sem questionar. É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em diversos países e o desrespeito aos direitos humanos no Brasil.


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LV 1328 by Paulo Guilherme Horn - Issuu