No 1325 - 18 de julho de 2016
Trabalhadores
unidos
Diante da inércia da Diretoria e enfrentando interdito proibitório e até a força policial, trabalhadores fazem paralisação forte
O QUE OS TRABALHADORES ESPERAM DE TODA E QUALQUER DIRETORIA
QUANDO NÃO SE SABE PARA ONDE VAI, QUALQUER CAMINHO SERVE 1
CELESC
trabalhadores unidos Diante da inércia da Diretoria e enfrentando interdito proibitório e até a força polícial, celesquianos fazem paralisação forte Os trabalhadores da Celesc realizaram uma forte paralisação nesta terça-feira, dia 16. Mobilizados contra a Diretoria, que não cumpre sua palavra em negociações importantes como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e Auxílio Empregado Deficiente, além de boicotar uma discussão séria e responsável da revisão do Plano de Cargos e Salários (PCS) dos celesquianos, cerca de 85% da categoria, em todo o estado, enfrentou a decisão da diretoria da Celesc de não negociar com os trabalhadores, paralisando as atividades com responsabilidade e mantendo os serviços essenciais para minimizar os danos causados pela postura da Celesc à sociedade catarinense. Se por um lado os celesquianos foram responsáveis, por outro a Diretoria da empresa tentou de todas as formas desmobilizar os trabalhadores, utilizando não só seus já famosos "comunicados" - que apenas servem para confundir e enganar os trabalhadores - mas também utilizando a justiça e a polícia para coibir a manifestação dos trabalhadores. Tratando os celesquianos como bandidos e atentando contra a liberdade de realização de um movimento paredista que busca nada mais do que a manutenção e o respeito aos direitos conquistados pela categoria, a Diretoria utilizou o jurídico para entrar com um Interdito Proibitório, buscando fragilizar a organização dos trabalhadores. Se escondendo atrás do argumento de que buscava proteger o patri-
mônio da empresa, o que a Diretoria buscava mesmo era a proibição judicial de que o movimento fosse realizado nos portões da empresa. O pedido da empresa, rejeitado pela juíza, requisitava que os trabalhadores fossem obrigados a fazer seu protesto apenas a 800 metros do prédio da Celesc. Além de utilizar a justiça para atacar os trabalhadores, em Joinville o movimento foi abordado pelo aparato repressor do estado: a polícia. Enquanto o movimento corria tranquilamente, com a categoria e os dirigentes sindicais fazendo a manifestação ordeira e sendo responsáveis com a população catarinense, uma ocorrência foi aberta para que a polícia militar verificasse se os celesquianos estavam fazendo tumulto, atrapalhando o trânsito ou impedindo o acesso à empresa. Ou seja, se havia "esbulho ou turbação", como dizia o interdito proibitório. Lamentável notar que Joinville tem se tornado destaque em criar factoides para tentar atacar trabalhadores, coagir os sindicatos da Intercel. A presença policial em uma manifestação que é direito dos trabalhadores é mais uma prova do que aguarda os celesquianos. Outra arma utilizada contra os trabalhadores foi a grande mídia catarinense. O colunista Moacir Pereira, conhecido inimigo de toda classe trabalhadora, novamente utilizou o Diário Catarinense (agora de posse de Lírio Parisotto), para disparar informações erradas que jogam a sociedade
contra os trabalhadores, reforçando o discurso a favor da privatização da Celesc. Ou seja, além de uma Diretoria que não tem palavra, os trabalhadores agora terão que enfrentar a justiça, a polícia e a imprensa. Após um dia inteiro de expectativa para uma negociação efetiva, a paralisação foi encerrada com a certeza de que os trabalhadores ainda não conhecem a extensão do desrespeito que a Diretoria tem com a categoria. Essa postura evidencia que a Celesc vê os trabalhadores como inimigos. Que a Diretoria da empresa está apostando em um enfrentamento que apenas começou e que irá permear a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017/18. Resta saber se esta é uma postura do Governo diante dos trabalhadores. O presidente já disse, conforme relatado no Boletim do Conselheiro nº 40, que tem carta branca para "garantir a concessão". Em um cenário onde a diretoria identifica os trabalhadores como o problema, os celesquianos como inimigos, será essa a carta branca do governador? A carta do corte de direitos? Nesta quarta-feira, dia 17, os sindicatos da Intercel estiveram reunidos para debater os encaminhamentos para a mobilização dos trabalhadores. Fiquem atentos Às concentrações, boletins e comunicados dos sindicatos da Intercel. Não acreditem nas mentiras escritas pelos Diretores. E vamos juntos na busca de nossos direitos.
ELETROSUL
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC CEP 89216-000 (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra. com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
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o que os trabalhadores esperam de toda e qualquer diretoria As mudanças de composição diretiva que podem ocorrer numa empresa pública deveriam sempre levar em consideração a expectativa de seus trabalhadores, tanto no que se refere a preceitos éticos, legais e morais quanto no que concerne à capacidade técnica e ao histórico ilibado dos indicados ou postulantes aos cargos. Muito mais do que qualquer ingerência política-partidária possa pressupor por si só. O que esperar então das recentes nomeações ou futuras indicações a cargos, sejam diretivos, de assessoria ou gerenciais? Provavelmente os trabalhadores da Eletrosul, preocupados com o futuro de sua empresa e das futuras gerações brasileiras, acreditem que a capacidade técnica e a “ficha limpa” dos ocupantes de tais cargos prevaleçam sobre qualquer intenção político-partidária de enfra-
quecimento, desmonte ou vantagem de uma situação ou discurso para retomar tempos negros como os ocorridos durante a privatização do parque gerador da Eletrosul a preço de banana. Certamente os trabalhadores e trabalhadoras, conscientes de que terceirização e quarteirização são práticas que, além de impedir a abertura de concursos públicos ou de reintegração de trabalhadores anistiados aos quadros da empresa, também não agregam ganho de experiência ao longo dos anos e precarizam a relação empregado-empregador, temem que supostas listas de centenas de indicados políticos de fora da empresa possam se confirmar com a nomeação de diretores. Também se acredita que os trabalhadores, sabedores que não deverão pagar o pato pela crise política e econômica forjada no país, o que inclui também as estatais, não
concordam com o fisiologismo ral que promova um “loteamen baseado em requisitos com amizade, conchavo e puxa-sa ra-se, como já se disse, que técnica, o conhecimento, a ex aproveitamento para o quadr dores de carreira, realmente e comprometidos com o futur por muitos anos, se sobrepo qualquer tentativa ou intenção mento próprio ou de se entreg e seus ativos de “mão beijada” des especuladores ditos “prod Os próximos capítulos dessa para serem contados, mas os e trabalhadoras não deverão assisti-la, caso a maldade de prevaleça sobre o bem público.
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INTERDITO, CADEADO E POLÍCIA O trabalhador feito de bandido pela Diretoria da Celesc
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TRIBUNA LIVRE quando não se sabe pra onde vai, qualquer caminho serve Por Davi Coelho
Empresa põe cadeado e entra com interdido na Adm. Central e Agência Regional de Florianópolis.
ENGIE ENERGIA
data-base dos empregados da engie Plenária será em Laguna Acontece dia 20/08 em Laguna – SC, no Laguna Turist Hotel, a Plenária de fechamento da Pauta de Reivindicações, visando o ACT 2016/17, a partir do que foi aprovado nas assembleias. Programação da Plenária: Dia 20/08 - 08h00 – Início da entrada no hotel - 12h00 – Almoço - 14h00 – Plenária - 20h00 – Jantar de Confraternização Dia 21/08 - Até as 12h00 – Saída do hotel
“A Plenária é o momento que vai além da construção da Pauta de Reivindicações. É um momento de troca de informações, experiências, sonhos e desejos. É um momento de construção coletiva a partir da soma das necessidades individuais, canalizadas para um objetivo comum.”
Quem não se lembra desse dilema vivido por Alice no país das maravilhas diante de vários caminhos a seguir ao se deparar numa encruzilhada? Ao ser questionado, o gato perguntou: Aonde você quer chegar? Ela respondeu que não importava o destino. Então o gato ironicamente respondeu: então não importa o caminho a tomar. Parece bobagem, mas é bem essa a nossa realidade na Celesc. Quem tem uma diretoria como a nossa, não tem gato que indique o caminho. Não temos uma diretoria, temos um amontoado de vaidades e interesses difusos. Cada um no seu quadrado, cada um com seus interesses, cada um respondendo a um cacique e seus projetos individuais. O presidente é indicação do partido tal, um diretor é do deputado tal, o outro diretor do presidente da instituição tal, o outro do governador, o outro por gratidão, o outro... Cada um puxa brasa pra sua sardinha. É muita onça pra pouco mato nesse latifúndio improdutivo. São vários critérios para indicar um diretor, menos capacidade, conhecimento e disposição. Daí pro baixo clero a realidade não muda. São tantos interesses que não resta agenda para tratar daquilo que realmente deveria importar: fazer a gestão da companhia. Podem elencar todos os motivos para tentar justificar a falta de gestão, mas a principal ferramenta eles tem de sobra: DIAGNÓSTICO. Ferramenta fundamental para quem quer fazer gestão de uma companhia ou de uma guarapeira. O último diagnóstico feito pela Intercel, em conjunto com representante dos empregados no Conselho de Administração, Leandro Nunes, e publicado no Linha Viva em junho deste ano é um levantamento minucioso de todos os problemas que afetam a companhia. Mais de 400 trabalhadores, de todas as regionais, levantaram os problemas, debateram e deram sugestões de resolução. Foi um trabalho gigantesco. Quem imagina que foi a primeira vez que isso aconteceu não acompanhou os Congressos dos Empregados que ocorre desde 1996. Os sindicatos fazem sua parte, os empregados fazem sua parte. A diretoria boceja. Como diria o nobre companheiro Arno Cugnier nesses momentos: “Na Celesc não tem bobinho não, essa peãozada é ligeira”. Ninguém desconhece a realidade da conjuntura nacional. A crise política, econômica e a crise do setor elétrico. Mas, não venham com essas justificativas para encobrir a principal crise da Celesc: a falta de Gestão. Pai e mãe de todos os problemas. Quem não se importa com o destino da empresa, não se importa com o caminho a tomar. Querem iludir quem com esse discurso apocalíptico de última hora? Temos consciência dos problemas, mas não aceitamos pagar a conta sozinhos. Por que só os trabalhadores devem “entender” e abrir mão de direitos e benefícios. Por que a diretoria não abre mão da PLR ao invés de aumentá-la? E a produção desenfreada de HE de muitos, sobreaviso técnico, periculosidade de chefes, sem necessidade e sem controle? Onde ninguém comanda, todo mundo manda e ninguém respeita. A culpa é nossa? Falta comando, falta exemplo e falta compromisso, inclusive de muitos trabalhadores que não valorizam a empresa que trabalham. Mas, falta principalmente consideração daqueles que tem a obrigação de dirigir esta empresa por um caminho que nos tire dessa condição. Convenhamos, assim fica fácil acreditar nesses discursos de "mais com menos": Mais pra eles, menos pra nós. "Celesc 2030"... Davi Coelho é eletricista, trabalhador da Celesc e dirigente sindical do Sintevi
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CULTURA
De qual jornalismo nossa
sociedade
precisa?
Coletivo Maruim lança portal com evento em Florianópolis nesta sexta-feira
O MARUIM convida a comunidade de Florianópolis para uma noite de festejo no Palácio Cruz e Sousa! Completamos dois anos desde que começamos a nos movimentar como coletivo para a construção de um veículo de jornalismo coerente com as necessidades de nossa cidade. O lançamento de nosso portal (maruim.org) representa um passo importante nesse processo que estamos vivenciado. Junto a ele, vem a nossa formalização como associação de caráter público, dando-nos condições para a consolidação do trabalho que viemos fazendo. Muita coisa bonita para celebrar, então chega mais! O encontro vai rolar no centro em meio às passagens das pessoas que tecem a história da cidade, nos jardins do palácio rosado. Vamos nos apropriar do espaço do Museu Histórico de Santa Catarina, erguido há mais de 200 anos para receber imperadores e governadores, para criarmos em conjunto a nossa própria narrativa! Vamos agitar a noite com intervenções artísticas, roda de conversa e música! A cidade é nossa! Acreditamos na capacidade do jornalismo, de superar o senso comum ao trabalhar com as contradições presentes no cotidiano, para a transformação da realidade injusta e segregadora em que vivemos. Sabemos que só chegaremos a competir de fato com a mídia comercial caminhando lado a lado com outros veículos, numa parceria aberta e empenhada em democratizar a comunicação na nossa cidade. É por isso que convidamos a todas as pessoas interessadas em se somar nessa construção coletiva a debater conosco: De qual jornalismo nossa cidade precisa?
Quando? QUINTA-FEIRA 18/08 - 18H
Onde?
Florianópolis Palácio Cruz e Souza