No 1324 - 11 de Agosto de 2016
tribuna livre
privatização
eleição sindical
"A história se repete...", por Paulo Guilherme Horn
Governo Interino edita MP que facilita privatização do Setor Elétrico
Sintresc lança edital de eleição para representantes sindicais 1
tribuna livre A história se repete...
por Paulo guilherme horn
Apesar da vontade, não vou completar com nal, reforma da previdência e reforma tributária, a citação de Marx. Mas que a história se repe- nas quais, mais uma vez, o grande alvo é o trate é uma verdade. E que tem farsa e tragédia balhador". para completar também. Mas vamos nos ater Agora pegue a citação acima, substitua à história. No início deste ano percorri ao lado FHC por Temer e voilá: a história se repete! de companheiros da Intercel todas as regionais Mas não para por aí. Vamos à outro trecho da Celesc, conversando com os trabalhadores do jornal. "A redução do quadro de pessoal, para a produção da edição especial do Linha o ataque às conquistas sindicais, as intimidaViva com o diagnóstico das regionais. Em uma ções de que se pretende acabar com a cláudessas conversas ganhei do amigo Ivan Ban- sula de proteção à relação de emprego, se ze, de Joaçaba, um documento histórico que enquadram perfeitamente como medidas netem me assombrado: um jornal dos sindicatos cessárias ao processo de privatização". Esse de trabalhadores eletricitários do Estado de São trecho é mais emblemático. Cada vez que o Paulo, da década de 90. leio tenho impressão que eu mesmo escrevi O jornal dos eletricitários de São Paulo é de no ano passado. E também tenho impressão muito antes de eu imaginar querer ser um jorna- que vou escrevê-lo daqui há poucos dias. lista. Foi escrito em 1995, O setor elétrico foi sucaquando eu tinha 10 anos. teado e entregue à iniciativa "O jornal dos Mas a cada leitura não privada em larga escala nos eletricitários de São posso deixar de sentir uma anos 90. Poucas empresas Paulo é de muito antes proximidade dele. Não só permaneceram públicas. de eu imaginar querer pela linguagem, a mesma Outras grandes empresas que usamos até hoje aqui foram alienadas e entreser um jornalista. Foi no Linha Viva. A comunigues ao mercado. Os gaescrito em 1995, quando nhos de eficiência não se cação dos trabalhadores eu tinha 10 anos. Mas a comprovaram. Os serviços não mudou grandes coisas nestes 20 anos. O jornal ficaram piores. As tarifas cada leitura não posso impresso continua sendo não reduziram. Mas aqui deixar de sentir uma nosso principal meio de inestamos novamente: diante formar a categoria. Nossa proximidade dele. Não só do discurso de que a privaforma de escrever, os ter- pela linguagem, a mesma tização é a solução. Agora, mos que usamos, as pala- que usamos até hoje aqui sob uma nova roupagem: o vras que escolhemos concombate à corrupção. Que tinuam as mesmas. Mas o no Linha Viva. Mas o que corruptos existem no gome assombra mesmo é que me assombra mesmo verno e nas empresas púé como o momento político como o momento político blicas não podemos negar. é o mesmo. Mas alguém já parou para é o mesmo" Na década de 90 eu era pensar que os corruptores muito novo. Conheço mais são todos de empresas a história e as mazelas da privatização das pá- privadas? Então como a privatização pode ser a ginas de livros e jornais do que do dia a dia. Tive solução? a sorte de crescer em um momento diferente, Lembro que em 1991 (tá, não lembro, eu fui onde, aos poucos o Brasil foi se livrando do vira- pesquisar a data) o governo Collor usava uma -latismo dessa década maldita e deixando de analogia muito clara: as estatais eram um pelado a venda do patrimônio público para apostar sado Elefante que impedia o Brasil de avançar no santo de casa. à passos largos para o desenvolvimento. Nunca Infelizmente, a década de 90 parece ter voltado gostei dela e sempre imaginei: qual o animal que com todos os seus fantasmas. Um projeto político representa a privatização? Acho que o ser humarejeitado pelas urnas está sendo posto em práti- no mesmo. Bichinho desagradável que só pensa ca, ameaçando de todos os lados as empresas em levar vantagem sobre os outros. públicas e os trabalhadores. Projetos de Lei, MeChegar à constatação que voltamos à década didas Provisórias, editoriais da grande mídia. To- de 90 me deixa triste. Vivi 20 anos pra fugir dela. dos estão à postos para transformar este grande Acho que é pior pra quem já lutou contra a privaataque em algo fundamental para o país. Como taria e se vê forçado à retomar as armas. Mas, já se a solução para todos os problemas do mundo que o texto é sobre este "eterno retorno", vamos fosse a privatização das empresas públicas. nos mobilizar com um texto de nossos compaLendo o jornal de 1995 é fácil ver como a his- nheiros paulistas da década de 90: "está muito tória se repete. "Após 100 dias do governo FHC claro para a categoria que o projeto das empredo que mais se ouve falar é sobre a falência do sas e do governo é criar um clima de terrorismo Estado e uma imediata necessidade de medidas para facilitar o desmonte do setor. Para enfrentar econômicas para viabilizar a ação governamen- essa situação é preciso dignidade, coragem e detal. Nestas medidas estão a reforma constitucio- terminação".
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Paulo Guilherme Horn é jornalista da Intercel, trabalhador da Celesc e Diretor do Sindinorte
ASSEMBLEIA ESTADUAL
Vai ter
LUTA aSSEMBLEIA ESTADUAL DOS EMPREGADOS DA CELESC DEFINE PAUTA DE REIVINDICAÇÕES E APROVA PARALISAÇÃO PARA O DIA 16 3
Trabalho e vida digna participantes da assembleia puderam conhecer um pouco do projeto vida viva
O projeto Vida Viva ainda engatinha na Celesc. Buscando promover o debate para melhores condições de trabalho e uma vida digna, o projeto faz parte do Acordo Coletivo de Trabalho e vem sendo implementado na Celesc. Os primeiros monitores já foram formados e o relatório das atividades está quase pronto. Para socializar esta luta, os monitores do projeto e representantes dos sindicatos da Intercel organizaram uma breve vivência no início da Assembleia Estadual.
Os participantes identificaram no mapa do corpo as dores físicas e psíquicas decorrentes do trabalho. A atividade é um dos momentos da vivência e une os trabalhadores, que identificam nos companheiros os mesmos problemas que lhes afligem na vida do trabalho. A segunda parte do projeto estava prevista para ser iniciada em Agosto, com trabalhadores da região norte, mas a Diretoria da empresa tem posto entraves à sua realização.
Moções de apoio trabalhadores apoiam projetos de lei que beneficiam celesc, sociedade e celesquianos Moção de Apoio ao Dia do Eletricitário "Os trabalhadores reunidos em Assembleia Estadual dos empregados da Celesc, realizada em Rio do Sul, no dia 06 de Agosto de 2016, aprovam moção de apoio ao Projeto de Lei 0230.2/2016, de autoria do Deputado Estadual Dirceu Dresch (PT), que propõe a instituição do Dia Estadual do Eletricitário a ser comemorado anualmente no dia 09 de dezembro (aniversário da Celesc). O Dia do Eletricitário, mais do que uma comemoração, deve ser um dia de reflexão sobre a necessidade de continuar a fortalecer a luta em defesa da manutenção dos direitos e da ampliação de conquistas dessa categoria que, há cinquenta e seis anos constrói o movimento sindical dos eletricitários e que contribui para o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina"
Moção de Apoio ao Projeto de Lei 71.5/15 Os trabalhadores reunidos em Assembleia Estadual dos empregados da Celesc, realizada no dia 06 de Agosto em Rio do Sul, vem, através desta moção, solicitar apoio político à bancada de Deputados Estaduais de Santa Catarina para a aprovação do Projeto de Lei 71.5/2015, do Deputado Dirceu Dresch (PT), que estabelece limites para o plantio de árvores exóticas e nativas próximo à rede de distribuição de energia elétrica. O projeto é fundamental para resguardar o sistema elétrico e garantir melhor fornecimento de energia elétrica para a população catarinense. A demora para aprovação frustra e agrava a situação de milhares de agricultores e moradores de cidades do interior que ficam sem energia elétrica a cada chuva ou vento mais forte"
Diretoria sem palavra
Pauta definida
trabalhadores se unem por act justo Os eletricitários demonstraram força e união na Assembleia Estadual de 2016. Cerca de 500 celesquianos de todo o estado se reuniram em Rio do Sul, no último sábado, dia 06, para unificar a pauta de reivindicações para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/17. Em um momento político e econômico conturbado a categoria foi bastante realista, buscando uma pauta responsável, mas que não transfira somente para os trabalhadores a conta da crise econômica e das imposições da Aneel para a manutenção da concessão da Celesc. Aliás, a pauta de reivindicações unificada na Assembleia é um reflexo do compromisso da categoria com a manutenção da Celesc Pública. O momento político e econômico do país é conturbado e exige mais empenho de todos nesta luta. E, neste sábado, os trabalhadores deram mostras de força, união e consciência política para lutar por seus direitos. A pauta de reivindicações deverá ser entregue para a Diretoria da Celesc na próxima quarta-feira, dia 17.
Expectativa por um ACT justo e responsável
Consuelo Mickoz Adm. CENTRAL Eu acredito que vai ser um pouco difícil até por conta da situação econômica do país, essa crise econômica toda, então eu acho que a gente não vai ter muitos ganhos, vais ser mais na base de garantir as cláusulas principais e não ganhar aquelas que não são tão relevantes. Claro que a gente sempre espera que se feche um bom acordo em todos os quesitos, mas eu também percebi, hoje, na assembleia, que tem muita gente pedindo benefícios para si e não para o coletivo. Muitas das cláusulas novas eram mais voltadas para situações particulares do que para a coletividade e eu não acho isso muito positivo. Temos que lutar em prol da categoria.
Luciano Pereira ARITA Eu completei onze anos de empresa ontem e, conversando ali com meus companheiros, esse ano eu vejo com outros olhos o Acordo Coletivo. A própria expectativa das pessoas está sendo mais coerente, não veio nenhuma proposta absurda e eu acho que isso já é bem interessante. Com respeito ao PCS também, o pessoal está com bastante expectativa e, se tiver um ganho real bom acredito que vai ter um aumento legal para toda a categoria. Eu acredito também que, de acordo como se encontra a economia hoje no Brasil e as empresas enxugando de tudo quanto é lado, a Celesc não é diferente e por isso o acordo não vai ser fácil.
Filipe Patrício Melo ARJOI Eu acho que o Acordo Coletivo vai ser bem difícil em relação ao ano passado, por que a empresa já fez uma percorrida nas regionais para fazer terrorismo, já enviou alguns e-mails para preparar a mente das pessoas para que elas possam ficar já com um pé atrás para que qualquer coisa que a empresa oferecer elas já aceitem com medo de perder. Eu creio também que eles vão dizer que não vamos ganhar aumento para manter o resto dos benefícios do Acordo Coletivo, por que se tiver aumento eles vão ter que tirar algum direito. E provavelmente vão fazer com que os novos não tenham os mesmos direitos da gente.
Djone Oliveira ARVID Minha expectativa é bem consciente de que a empresa está em uma fase difícil, com muitas adequações e adaptações. A gente tem que correr atrás e buscar os objetivos para a renovação da concessão, então eu acredito que fácil não será. Mas com tudo que a gente discutiu e debateu hoje, durante a assembleia, eu percebo que saiu uma pauta muito realista. Ninguém sonhou além da capacidade que a Celesc tem. Teve muito debate, discussão, tanto que foi uma assembleia longa. São muitas pessoas juntas buscando o objetivo do coletivo. Eu acredito que a pauta ficou realista, buscando o coletivo.
Dyjamaima Oliveira ARCRI Eu vejo que nosso sindicato foi bem representativo. Tivemos as assembleias regionais e os pontos que levantamos lá foram trazidos aqui para a Assembleia Estadual. Muitos que realmente tinham importância foram incluídos na pauta e a minha expectativa é de que todos sejam aprovados, por que são bem válidos. Todo mundo foi bem atencioso na escolha das cláusulas, então minha expectativa é que seja aprovado um bom acordo. A questão da PLR, especificamente pra mim, que sou atendente de 4 horas, preocupa bastante e eu acredito que esta negociação será bastante difícil, que nem no ano passado.
trabalhadores paralisam atividades no dia 16
A falta de palavra da Diretoria da Ce- retoria, novamente, é erro absurdo. Enlesc novamente colocará os trabalha- quanto fica, ideologicamente, tentando dores em uma paralisação. Depois de garantir ganhos maiores para os salários apresentar propostas irreais para a Par- maiores, a Diretoria dá mostras de que ticipação nos Lucros e Resultados (PLR) não conhece a Celesc, seus trabalhado2016 dos celesquianos, a Diretoria no- res e pior: não se importa com quem faz vamente não honrou aquilo que havia e fez esta a maior estatal catarinense, afiançado em mesa de negociação e referência dentro do setor elétrico. A postura errada congelou o avanço "Depois de da empresa é agrada parcela linear, grande reivindicação apresentar propostas vada pela sua total de respeito com dos trabalhadores. irreais para a PLR 2016 falta os trabalhadores. A A distribuição 100% dos celesquianos, a falta de palavra põe linear sempre foi uma bandeira dos sindiDiretoria novamente em xeque todas as negociações entre catos da Intercel e não honrou aquilo que as entidades repreganhou força nos últimos anos com a sentativas dos celeshavia afiançado em maciça adesão dos mesa de negociação e quianos e a empresa. Afinal de contas, os trabalhadores à essa congelou o avanço da sindicatos e os tralógica: todos são fundamentais para o al- parcela linear, grande balhadores tem honrado com os comprocance dos resultados reivindicação dos missos assumidos. e para a produção do trabalhadores" Indicadores que tem lucro da empresa e, por isso, todos deforte impacto sobre a vem receber de forma igualitária a PLR. manutenção da concessão foram incluA distribuição linear vem, ao longo do ídos na PLR, após a categoria ter assutempo, aumentando com a força dos mido o compromisso na negociação de trabalhadores. Em um momento onde 2015. O problema é que na mesma o todos os trabalhadores são fundamen- Presidente da Celesc deu a palavra de tais para alcançar as metas impostas que a linearidade não ficaria congelada, pela Aneel e garantir a manutenção da criando um plano para que ela chegasConcessão da Celesc, a postura da Di- se à 100%.
é hora de parar! Além da falta de palavra, existem outros motivos para os trabalhadores cruzarem os braços. A postura da direção da empresa tem sido a de "embarrigar" e desrespeitar direitos e anseios da categoria. A pouca importância dada à revisão do Plano de Cargos e Salários (PCS), o desrespeito em negociações sobre o Auxílio Empregado Deficiente (onde novamente não cumpriu a palavra) e o descaso com o
cumprimento da Normativa I-123.0002 (Análise e Julgamento de Acidentes de Trânsito) fazem parte do pacote que ameaça conturbar a negociação do ACT. Os trabalhadores decidiram paralisar as atividades na próxima terça-feira, dia 16, manifestando o repúdio pela postura da empresa e cobrando respeito e ações efetivas para os direitos, benefícios e anseios dos trabalhadores.
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ASSEMBLEIA ESTADUAL
Você sabe o que é
PRIVATIZAÇÃO?
O magrão explica! A cultura também tem um papel transformador e revolucionário. Através dela, podemos mobilizar e chamar a atenção para temas importantes da nossa sociedade, da nossa luta. Este foi o objetivo dos sindicatos da Intercel com a atração cultural que recepcionou os participantes da Assembleia Estadual. O ator e jornalista Eduardo Bolina apresentou o "Show do Magrão". Interagindo com os trabalhadores, Bolina utilizou a irreverência e humor para tratar de um tema sério: os perigos da privatização e da precarização do trabalho. Em tempos onde não há muito para sorrir no Brasil, o humor cumpre um papel fundamental: unir os celesquianos na luta em defesa da Celesc Pública!
PRIVATIZAÇÃO
GOVERNO federal INTERINO EDITA Mp QUE FACILITA A PRIVATIZAÇÃO DO SETOR ELÉTRICO
EDITAL DE CONVOCAÇÃO ELEIÇÃO PARA REPRESENTANTE SINDICAL O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica do Sul do Estado de Santa Catarina - SINTRESC, de acordo com a decisão do seu Conselho Deliberativo na reunião de 29 de julho de 2016, convoca seus associados da base CELESC, TRACTEBEL e COOPERATIVAS, nos municípios de Capivari de Baixo, Tubarão, Criciúma, Araranguá, Sombrio, Morro da Fumaça, São Ludgero, Paulo Lopes, Armazém, Braço do Norte, Turvo, Praia Grande e Laguna, conforme quadro abaixo, a fim de participarem da eleição de REPRESENTANTES SINDICAL, gestão 2016/2017, que fará realizar nos dias 22, 23, 24, 25 e 26.08.2016, em conformidade com o disposto no Estatuto da Entidade, seção VIII, art. 39, 40, 41 e 42. Os interessados em candidatar-se deverão ser associados do sindicato e formalizar a sua inscrição no período de: 10 à 15/08/2016, através de requerimento dirigido a Entidade, devidamente assinado, ou mensagem eletrônica à secretaria do SINTRESC - sintresc@sintresc.com.br.
lOCAL
O governo interino deu mais um passo para facilitar a privatização das empresas públicas. A Medida Provisória nº 735 edita diversas leis do setor elétrico e atinge em cheio as empresas de energia, abrindo caminho para a entrega do patrimônio público. A MP ajuda a viabilizar a transferência de ativos e a privatização das distribuidoras federalizadas da Eletrobras. Além disso, a medida prevê que as concessionárias de serviços e instalações de energia poderão apresentar plano de "transferência de controle acionário" como alternativa à extinção da concessão. Desta forma o governo garante a possibilidade de privatização das empresas sem que a concessão seja extinta e sem a necessidade de um novo leilão. Além disso, estatais federais, estaduais ou municipais que sejam privatizadas por leilão nos primeiros cinco anos após a promulgação da lei decorrente da MP poderão ganhar tempo extra para atender metas estabelecidas anteriormente para suas concessões. A MP 735 ganhou ainda mais de 200 emendas, que, em grande parte, também aumentam a ameaça de privatização. Estas deverão ser analisadas por uma Comissão de deputados federais. O representante dos empregados no Conselho de Administração da Celesc e os sindicatos da Intercel já agendaram reunião com o Deputado Federal Pedro Uczai (PT), vice-presidente da comissão, para viabilizar o apoio e defesa à manutenção de Eletrosul e Celesc públicas
Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
VAGAS
LOCAL DA URNA
DATA
HORA
CERGAL
01
PORTARIA
22/08/16
7:30 as 9:00
CERMOFUL
01
PORTARIA
22/08/16
11:00 as 12.00
ARCRI
01
PORTARIA
22/08/16
08:00 as 17:00
ARTUB
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PORTARIA
22/08/16
08:00 as 17:00
CEPRAG
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PORTARIA
23/08/16
07:30 as 10:00
CERSUL
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PORTARIA
23/08/16
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CELESC ARARANGUA
01
PORTARIA
23/08/16
08:00 as 10:00
CELESC SOMBRIO
01
PORTARIA
23/08/16
10:30 as 12:00
CELESC LAGUNA
01
PORTARIA
23/08/16
08:00 as 10:00
COPERZEM
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PORTARIA
24/08/16
07:30 as 11:00
CERPALO
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PORTARIA
24/08/16
13:00 as 15:00
CEBRANORTE
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PORTARIA
25/08/16
07:30 as 10:00
CEGERO
01
PORTARIA
25/08/16
11:00 as 14:00
TRACTEBEL
01
PORTARIA
26/08/16
07:00 as 09:00 09:30 as 11:00 13:00 as 16:00
CRONOGRAMA eleitoral De 10 a 15/08/16
Inscrição dos candidatos
Dia 16/08/16
divulgação dos candidatos
De 22 a 26/08/16
eleição
Dia 29/08/16
APURAÇÃO
Dia 30/08/16
divulgação dos ELEITOS
Dia 02/09/16
POSSE DOS ELEITOS
Capivari de Baixo, 08 de agosto de 2016. Luiz Antônio Barbosa Diretor Coordenador
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CULTURA
Uma ponte para o futuro
de quem? por Dino Gilioli
Os eletricitários devem estar bem cientes, neste momento em que se definirá no Brasil a política do governo federal provisório de Michel Temer, até 2018, se confirmado o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff. A vitória daqueles que defendem a adoção de políticas neoliberais, de enfraquecimento do estado, representará o retorno às dificuldades vivenciadas por milhares de trabalhadores na década de noventa. Como esquecer a privatização, ou melhor, a entrega da área de geração da Eletrosul e de tantas empresas estratégicas para o desenvolvimento do país? Como esquecer a tentativa de privatização da Celesc? Como esquecer as demissões em massa? Uma simples consulta aos acordos coletivos da época evidenciará os prejuízos aos eletricitários e demais categorias: reajustes salariais abaixo da inflação, retirada ou diminuição de direitos. Não se trata de uma questão partidária, é dever das entidades sindicais, realmente comprometidas com os interesses dos trabalhadores, alertá-los sobre o que está em jogo no país. Num dos períodos mais desafiadores e marcantes da luta sindical, os eletricitários catarinenses integraram, juntamente com outras
"Como esquecer a privatização, ou melhor, a entrega da área de geração da Eletrosul e de tantas empresas estratégicas para o desenvolvimento do país? Como esquecer a tentativa de privatização da Celesc? Como esquecer as demissões em massa? Uma simples consulta aos acordos coletivos da época evidenciará os prejuízos aos eletricitários e demais categorias: reajustes salariais abaixo da inflação, retirada ou diminuição de direitos" categorias, o MUCAP (Movimento Unificado Contra a Privatização) que lutou em defesa do Besc, Casan, Celesc, Eletrosul, Telesc, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica
Federal, Petrobras, dentre outras empresas do setor elétrico. Fruto dessa e outras lutas, bem como a continuidade da pressão sobre os atuais governos, foi possível frear o avanço do neoliberalismo no Brasil. Visão esta que agora volta com força total, e cuja lógica privatista/entreguista está posta no documento do PMDB, de 29 de outubro de 2015, intitulado “Uma ponte para o futuro”; o que significa real ameaça aos interesses da classe trabalhadora, do povo em geral e aos interesses do Brasil; enquanto uma nação que se pretende soberana. Independentemente da posição partidária de cada um, é imprescindível que se faça uma profunda reflexão sobre as questões que devem afetar os que vivem da sua força de trabalho (ativos e aposentados). É necessário se posicionar sobre o momento atual. Não dá para fazer de conta que “não temos nada a ver com isto”. Diante da tomada de consciência, o poeta Pablo Neruda nos adverte com uma oportuna frase, que serve como uma luva para a ocasião: “Somos livres para fazer nossas escolhas, mas somos prisioneiros das consequências.”
Dino Gilioli é autor dos livros Sindicato e Cultura (Sinergia/Editora Insular) e Cem Poemas (editora da UFSC), entre outros