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LV 1323

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No 1323 - 04 de Agosto de 2016

UM DIA PARA HOMENAGEAR OS ELETRICITÁRIOS

Projeto que cria o Dia do Eletricitário está em debate na ALESC

CELESC DOS INFERNOS

Discurso apocalíptico da diretoria é arma para desmobilizar celesquianos

Rumo à Rio do Sul

CELESQUIANOS UNIFICARÃO PAUTA DE REIVINDICAÇÕES PARA NEGOCIAÇÃO DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 1


CELESC CELESC

CELESC DOS INFERNOS Discurso apocalíptico da Diretoria da Celesc é arma para Conselheiro da Angra será desmobilizar presidente e amendrontardo celesquianos CA da Eletrobras

RUMO À RI

Celesquianos unificarão pauta Acordo Coletivo de Trabalho 2 Os trabalhadores da Celesc de todo o estado tem um importante compromisso neste sábado: a Assembleia Estadual. Maior evento dos celesquianos, a Assembleia Estadual é o momento de definição da pauta de reivindicações dos eletricitário para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os celesquianos debaterão as propostas de alteração e as novas cláusulas vindas das assembleias regionais, consolidando os anseios da

categoria para esta d tende a ser de enfrent Em um cenário polític conturbado, os trabalh ter certeza que a direto encaminhará uma sé aos direitos dos traba zando o discurso do ca sendo disseminado, c ria que relata a passa de Planejamento por desmotivar e desmob lhadores a lutarem por

UNIÃO E FORÇA A apresentação da Diretoria da Ce- global, recomendado pelo presidenlesc nas Agências Regionais, que te da empresa. O vídeo é uma mondeveria ter o objetivo de motivar os tagem de notícias ruins com todas trabalhadores para as mazelas de nossa o cumprimento das sociedade, passando "O Diretor metas da concessão pela falta de recurtentou atingir revelou-se na verso na área da saúde, dade um circo dos pelo desemprego e dois objetivos: horrores. Um letreiro o aumento da violêncriar uma clima escrito CELESC com cia urbana. Só faltou letras garrafais ardia de terror que leve anunciar o fim dos em chamas dando o os trabalhadores tempos e a volta do tom apocalíptico do Messias. que estiverem evento. Os sindicatos coColocando os tra- aptos a saírem no nhecem de forma porbalhadores sempre menorizada as dificulPDI a tomarem a como um problema, dades que teremos decisão de forma para atingir as metas ameaçando com falta de dinheiro para pada concessão, pois, já precipitada e gamento da folha saamplamente dina mesma linha foram larial no próximo ano, vulgadas pelo Repretentou atingir dois desmotivar os que sentante dos Empreobjetivos: criar uma gados no Conselho de ficam a lutarem clima de terror que Administração. Mas, leve os trabalhadores pelos seus direitos não será com o disque estiverem aptos curso da terra arrasana campanha a saírem no PDI a toda que avançaremos. salarial" marem a decisão de Os trabalhadores forma precipitada e, devem estar atentos na mesma linha, desmotivar os que neste momento, participando das ficam a lutarem pelos seus direitos mobilizações e jamais darem ouvina campanha salarial. dos às vozes do mal que só procuO coroamento da atividade se dá ram desestimular as lutas dos elecom a apresentação de um vídeo tricitários.

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Patricia Mendes Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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Mais do que um evento que define a pauta de reivindicações, a Assembleia Estadual é o primeiro momento de demonstração de união e força da categoria na busca por um Acordo Coletivo justo para todos. As maquinações da Celesc para rebaixar o ACT e os direitos dos trabalhadores são conhecidas. As propostas apresentadas no último ano devem voltar com força. Retirada e congelamento de direitos, quebra da isonomia. Somente a força da união dos trabalhadores nos dará condições de negociar um ACT que reflita não só os anseios dos celesquianos, mas a real importân-

cia e valorização dos tra são os verdadeiros prota alcance das metas da co nutenção da Celesc Púb do caos e do medo que fazendo serve não só tar e desmotivar os trab também para esconder a botar em prática um plan manutenção da concess Os trabalhadores, que dedicação lutarão até o a Celesc Pública e distr por mais 30 anos, não esta conta. Vamos junto um ACT bom para todos

ELETRICITÁRIOS

UM DIA PARA HOMENAGEAR

Projeto que cria o Dia do Eletrici


IO DO SUL

a de reivindicações para negociação do 2016/17

data-base, que tamento. co e econômico hadores podem oria da empresa érie de ataques alhadores, utiliaos (que já vem conforme matéagem do Diretor Joinville) para bilizar os trabar um ACT justo.

É NESTE SÁBADO! LOCAL: PARQUE UNIVERSITÁRIO NORBERTO FRAHM

Procure seu sindicato e participe!

abalhadores que agonistas para o oncessão e mablica. O discurso e a diretoria vem para amedronbalhadores, mas a ineficiência em no que garanta a são. e com esforço e fim para manter ribuindo energia o podem pagar os em busca de s!

R OS ELETRICITÁRIOS

itário está em debate na ALESC "Homenagear esses trabalhadores, é reconhecer seu trabalho e a busca incansável que estes fazem para serem reconhecidos como sujeitos do processo político na busca da construção de sua própria história". Com esta frase, o Deputado Dirceu Dresch (PT) explica a necessidade de criar um dia para homenagear os eletricitários catarinenses. O Projeto de Lei nº 0230/2016 é uma antiga luta dos sindicatos que compõem a Intercel. Mais do que celebrar os trabalhadores, o projeto é o reconhecimento da importância dos celesquianos para o estado de Santa Catarina. O texto também traz um belo reconhecimento do trabalho da Intercel em de-

fesa dos trabalhadores e da Celesc pública. "O Dia do Eletricitário, mais do que uma comemoração, essa data deve ser um dia de reflexão sobre a necessidade de continuar a fortalecer a luta em defesa da manutenção dos direitos e da ampliação de conquistas dessa categoria que, há cinquenta e seis anos constrói o movimento sindical dos eletricitários". A data escolhida para homenagear os trabalhadores é o dia 9 de dezembro, data de fundação da Celesc. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina e terá como relator o deputado Marcos Vieira (PSDB).

TRIBUNA LIVRE APOSENTADORIA Por Moacir Haboski

Porque reformar a previdência? Crise? Déficit financeiro? Sacrificar o trabalhador de novo para resolver problemas de outrens? Quem está interessado ou quais são as intenções escondidas nas entrelinhas das propostas? A previdência é da sociedade, logo ela é que deve ser consultada sobre qualquer alteração e não por ações isoladas de corpos a parte. Independentemente das respostas, um país bem sucedido é aquele que valoriza seu povo, que trabalhou duro, suou ao longo de uma vida para engrandecê-lo, o que não é o caso do Brasil. Os Trabalhadores aposentados devem ser motivo de orgulho de uma nação e não um problema a ser descartado o mais rápido possível. Existe crise (déficit?) e o sistema previdenciário precisa de adequações. Mas não como o atual governo provisório (tomado de maus interesses), quer (e vai) fazer (se o povo não sair para a luta já), onde a aposentadoria se tornará um troféu aos poucos que sobreviverem até chegar à referida. Está pronto em satisfazer os empresários (capitalismo) sem dó ou pudor. É a lógica: quanto mais tempo uma pessoa demorar para se aposentar, mais trabalhará enriquecendo o patrão e o estado (o segundo ainda lhe subtrai os direitos). Pessoas com idade avançada e não aposentadas, trabalharão quase de graça para os patrões, para não serem demitidas e, assim poder garantir o mínimo de contribuições até conseguir o referido aposento. Empresários sorriem de felicidade pois terão mão-de-obra quase escrava (o que sempre quiseram) por muito mais tempo, com lucros grandiosos e ainda postar-se-ão, perante a sociedade, como os “garantidores da sobrevivência do povo trabalhador”. Retardado o início da aposentadoria, o trabalhador terá menos tempo para receber o benefício (muitos sequer receberão) sobrando esta grana nos cofres da União, que, depois de eliminar programas sociais, irá investir este dinheiro exatamente no empresariado. FIESP/FIESC/ FARSUL/ACICs/CDLs entre outras, além de milhares de empresários avulsos, bancaram a crise para derrubarem a Presidenta Dilma (golpe). Estes sanguessugas, precisavam alguém no governo para “tomar estas providências” em seu favor. Ainda conseguiram o aval de boa parcela da sociedade que na onda do oba-oba, se estrepou com sua aposentadoria, benefícios sociais e melhora da qualidade de vida, ficando agora sem coragem de assumir o tremendo erro que fez (uns ainda nem perceberam) que calados preparam o lombo para o pior. Anos de lutas e conquistas despedaçados, diluídos em poucos meses. Mas as pessoas de bem não podem esmorecer. Precisam reagir, ou amanhã, não lhes será permitido reação alguma. Moacir Antônio Haboski é trabalhador da Celesc, jornalista e diretor do Stieel

ERRATA Na edição passada noticiamos o consumo de 500 KWH mensais, em nome da Celesc Distribuição, no antigo CeFA. A realidade é bem pior. Na verdade, o consumo é de 5000 Kwh.

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CULTURA

JORNALISMO COM PERSPECTIVA DE GÊNERO Um portal de notícias voltado para a abordagem de gênero, direitos humanos e feminismo. Nestes tempos de fascismo latente, a ideia é mais do que bem-vinda: é necessária. Com esta ideia foi lançado na última quinta-feira, dia 28, o portal CATARINAS. Abaixo, publicamos o editorial que apresenta o trabalho, que pode ser conferido no site http://catarinas.info/.

Jornalismo Catarinas: Reportar para desconstruir Todo tempo é novo e nossa jornada como jornalistas é construir a história fundamental à informação, tendo em vista o seu exercício político impresso enquanto registramos o tempo presente. Produzir jornalismo hoje tem seus nas escolhas, mas sobretudo, amparado na pluralidade dispersa no mundo desafios. Por um lado, temos um campo fértil com a descentralização do real. Fazer jornalismo em sua essência, essa é a radicalidade. conteúdo permitida pela web e sua convergência de formatos. AcompanhaDiante desse desafio, apostar no gênero como especialidade está de novo mos o que acontece aqui e acolá em tempo real e estamos conectadxs 24 ligado às zonas de tensões de nosso tempo e à necessidade de se caminhar hora por dia, rompendo barreiras culturais e territoriais. Por outro, nunca es- enquanto humanidade, sem retrocesso de direitos e com a ideia do avanço tivemos tão longe das pessoas. A individualização é um aspecto de nossa social em nosso horizonte. época e o jornalismo sente como nenhuma outra profissão o encarceramenSomos muitas mulheres espalhadas pelo mundo. Vivemos uma onda de to dos indivíduos em bolhas que nos recortam cada vez mais a realidade. visibilidade das causas que nos tocam, mas ainda é cedo para dizer que Mas é também tempo de mudanças nas trajá atingimos aquilo que é direito humano. Mudicionais compreensões sobre o jornalismo e lheres e meninas são violadas a cada minuto "Catarinas nasce nesse novo seu exercício. O modelo vigente do jornalismoem todo o globo terrestre. A fome ainda é uma tempo em que a tradição é -produto segue em contradição. Ainda fornece realidade em todo o mundo e as mulheres contestada. E radicalizar é o lema: ainda são as grandes vítimas das guerras. A lucro as grandes corporações, mas esgotando seus recursos produtivos. Profissionais sub- sobre o prisma do jornalismo, sob o intolerância com as diferenças demonstra que -valorizadxs e adoecidxs e a concentração dos discutir direitos básicos dos seres humanos é meios de comunicação de massa sufocam o sonho de uma vida menos desigual. premente. Habitar o século XXI deveria nos A proposta é fazer jornalismo exercício profissional ético e reflexivo. impor a necessidade de discutir os direitos da O mundo está em transformação e o capimulheres, sobretudo a partir da ideia de equia partir da lógica do direito talismo, cada vez mais, responde à crise com dade, necessária para atingirmos a igualdade fundamental à informação, tendo num ambiente desigual. É nesse sentido que o o acirramento da violência. A fragmentação do pensamento, a desterritorialização, o confeminismo nos atravessa como uma estratégia em vista o seu exercício político sumo, o individualismo, as diásporas contemde ação essencial para a superação desta soimpresso nas escolhas, mas porâneas e a guerra nos mostram que, como ciedade que ainda determina papéis, reserva sobretudo, amparado na pluralidade humanidade, precisamos trilhar novas perslugares e inviabiliza o que não é hegemônico. pectivas, construir novas modalidades de vida Do singular para o plural, Catarinas parte do dispersa no mundo real. Fazer em sociedade que não destruam, num futuro seu lugar para o mundo. Nosso trabalho consijornalismo em sua essência, essa é dera o contexto de nosso tempo e seus diálopróximo, a vida tal qual conhecemos até aqui. a radicalidade" É nesse contexto difícil que se torna clara a gos com nosso aqui e agora. Nossas pautas e necessidade de insurreição. O jornalismo-direifontes, sempre que possível, partem de nosso to se reforça em detrimento do jornalismo-produto, demonstrando que o seu cotidiano, porque entendemos que o jornalismo e a luta pela transformação exercício deve ser atraído pela vontade de contar o tempo presente a partir do mundo passam pela observação atenta do nosso meio, da nossa realidadas mais diversas vozes, dos mais diversos pontos de encontro e desencon- de, da vida de nossas mulheres. tro, das mais diversas perspectivas. Jornalismo em perspectiva de gênero é o jornalismo especializado no Catarinas nasce nesse novo tempo em que a tradição é contestada. E direito a ser quem se é. Somos uma gota no oceano, trabalhando para radicalizar é o lema: sobre o prisma do jornalismo, sob o sonho de uma vida que o mundo em crise seja transformado pelo melhor, pelo bom e pelo menos desigual. A proposta é fazer jornalismo a partir da lógica do direito justo. Por Portal Catarinas (http://catarinas.info/jornalismo-catarinas-reportar-para-desconstruir/)


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