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LV 1322

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Assembleia Estadual 06/08

No 1322 - 28 de julho de 2016

Siri gordo ainda no

BALAIO!

DAS IRREGULARIDADES COM EMPRESAS DENUNCIADAS PELO LINHA VIVA, UMA CONTINUA SEM INVESTIGAÇÃO ELETROSUL DEVE CUMPRIR COMPROMISSOS ACORDADOS E APROVADOS EM ASSEMBLEIAS

EM MEDIAÇÃO NO TST, NÃO HOUVE CONCILIAÇÃO

Intersul cobra da Eletrosul que acordo coletivo aprovado pelos trabalhadores seja cumprido

Ministro do Tribunal Superior do Trabalho manda suspender greve e sem garantir avanços para os trabalhadores 1


CELESC

SIRI GORDO NO BALAIO! Das irregularidades com empresas denunciadas pelo Linha Viva, uma continua sem investigação

Notas acima fazem parte do processo encaminhado ao Ministério Público, Deic, TCE e auditoria da Celesc

Os desdobramentos da denúncia do Linha Viva sobre fraudes em licitações da Celesc ainda não terminaram. Após a prisão de um ex-funcionário e um funcionário da empresa em operação da Polícia Civil, muita coisa ainda precisa ser feita. Na última edição dissemos que ainda tinha siri gordo no balaio. E como tem! Em uma breve análise da denúncia que resultou na prisão, podemos ver que das 4 empresas denunciadas pela equipe do LV, 3 estavam relacionadas com Arthur dos Santos e Antônio dos Santos. LMA, Jokas e Luciano de Oliveira Borges faziam parte do esquema de forja de serviços emergenciais para dispensa de licitação. Entretanto, um sirizinho parece ter sido esquecido pela Celesc. A empresa QI Informática foi denunciada na edição nº 1092, com o mesmo "modus operandi" das demais: serviços emergenciais contratados com dispensa de licitação. Além disso, a matéria ainda expunha a ligação de parentes de funcionários da empresa na estrutura societária da QI. Ou seja, novamente havia funcionário da empresa en-

volvido na denúncia. Em dezembro de 2011 (LV 1107), os sindicatos da Intercel já manifestavam a preocupação com a atuação da Celesc na investigação das denúncias. O fato é que, após a denúncia da Intercel, a Celesc desmembrou os inquéritos e "esqueceu" a QI Informática. E pior: ela não faz parte do inquérito policial que trouxe o caso de volta aos holofotes. Mas não para por aí: além de não investigar as denúncias, a Celesc manteve em seu cadastro de fornecedores a empresa. Ou seja, a QI Informática permanece até hoje prestando serviço para a empresa. Os valores pagos pela Celesc, desde a denúncia até os dias de hoje, chegam a aproximadamente R$ 450 mil. O Conselho de Administração da Celesc debateu as denúncias e a repercussão na mídia nacional. Segundo o Boletim do Conselheiro nº 38, um dos pontos discutido foi as denúncias do Balaio de Siri, onde os Conselheiros cobraram um posicionamento da Celesc diante dos fatos. De acordo com o texto, "Artur dos Santos teve a demissão encaminhada (novamente) há pouco

mais de 30 dias e o Conselho de Administração cobrará a rescisão contratual, nem que tenha que comprar um GPS para ajudar a empresa a encontrá-lo para entregar a notificação da demissão". Para que este assunto não acabe na prisão e demissão de Arthur dos Santos e Antônio dos Santos, deixamos algumas perguntas. Afinal de contas, se a QI Informática era parte do inquérito, por que até agora não houve o ressarcimento aos cofres da empresa dos valores pagos a ela? Se o "modus operandi" da QI era o mesmo das demais, por que a Celesc também não a denunciou? E, se o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou R$ 500 mil no esquema que foi pego pela Polícia, onde está o resto dos 5,4 milhões apontados pelo relatório da auditoria? Enquanto 5 anos de investigação policial correram com diversos entraves para, só agora, resultarem na prisão de um esquema fraudulento que inclusive ultrapassou os muros da Celesc, quanto tempo irá demorar para que mais esse siri saia do balaio. E mais: o que será que vem grudado nele?

ELETROBRAS

Linha Viva é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Amilca Colombo Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC CEP 89216-000 (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@ terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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ELETROSUL DEVE CUMPRIR COMPROMISSOS ACORDADOS E APROVADOS EM ASSEMBLEIAS Os sindicatos que compõem a Intersul vêm a público protestar pelo flagrante descumprimento pela Eletrosul dos termos acordados com os trabalhadores, para fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/2018. O acordo fechado em mesa de negociação foi aprovado pela categoria em assembleias e previa o pagamento na folha salarial de julho de 1 vale alimentação extra e o pagamento da parcela de 5% de reajuste salarial retroativo a maio. Os trabalhadores e trabalhadoras, que deram demonstração de comprometimento com o processo democrático, aprovando um acordo em condições inferiores a sua pauta de reivindicações, e que dividiu opiniões na categoria, surpreendem-

-se agora com o atraso do pagamento do vale-alimentação extra e com o

"Exigimos que a diretoria da Eletrosul cumpra com sua obrigação, efetuando o pagamento das parcelas devidas juntamente com o salário do mês em curso, conforme acordado nas negociações com a Eletrobras" não pagamento das parcelas retroativas a maio na folha do mês de julho. Ao permitir que alegadas dificuldades

operacionais afetem o cumprime do acordado, a Diretoria da Eletro contribui para desqualificar o proce de negociação evidenciando a falta consideração com a categoria elet tária que marcou as negociações n te ano. Por essa razão, exigimos a diretoria da Eletrosul cumpra c sua obrigação, efetuando o pagam to das parcelas devidas juntame com o salário do mês em curso, c forme acordado nas negociações c a Eletrobras. Essa dinâmica de atr nos pagamentos devidos contrib somente para fomentar um clima indignação que prejudica sobrema ra as relações entre a direção da presa e seus(suas) trabalhadores( e suas entidades representativas.


!

ento osul esso a de tricinesque com menente concom raso buirá a de aneiem(as)

ELETROBRAS

NÃO HOUVE CONCILIAÇÃO Ministro do TST manda suspender greve será sem garantir Conselheiro da Angra avanços para presidente os trabalhadores do CA da Eletrobras

TRIBUNA LIVRE QUANTOS IRÃO AGORA? Por Dino Gilioli

Comecei a ler o editorial, e qual foi meu espanto. No decorrer do texto, imaginava que havia me enganado de jornal. Pelo conteúdo da matéria, deveria se tratar de um informativo da Federação das Indústrias de São Paulo. Sim, a FIESP, aquela do pato, que insuflou milhares de brasileiros e brasileiras à irem às ruas defender o impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff. -— O quê? Eu não estou enganado? O jornal não é patronal? É a Folha de São Paulo? A FSP, que alardeou o processo de impeachment que está prestes a ser confirmado no Senado? Não é possível, o conteúdo do editorial de 18 de julho não é da Folha! Deve estar havendo mesmo algum engano. Custo muito a acreditar, o slogan que a FSP estampa na capa todos os dias é patriota: “um jornal a serviço do Brasil”. -— Mas, afinal, o que diz o editorial? Aconteceu nesta terça-feira, dia 26/07, audiência de conciliação do dissídio coletivo de greve, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Abrangendo trabalhadores das empresas Chesf, Cepel, Eletrobras, Eletronuclear e Furnas, que rejeitaram a proposta apresentada pela Holding na última rodada de negociação, a mediação terminou sem avanços para os trabalhadores. Após diversas propostas do Coletivo Nacional dos Eletricitários

(CNE) serem recusadas pela Diretoria da Eletrobras, o Ministro Emmanoel Pereira apresentou a proposta de reajuste de 5% em maio e reajuste de 4,28% em agosto de 2016, sem retroatividade, com a manutenção das demais condições. O Ministro também determinou a suspensão do movimento grevista e a proibição da empresa descontar os dias parados em função da greve até a próxima audiência, marcada para o dia 22 de agosto.

CELESC

TODOS À ASSEMBLEIA ESTADUAL Unificação da pauta de reivindicações é primeiro ato político da campanha de data-base dos celesquianos Está cada vez mais perto a Assembleia Estadual dos trabalhadores da Celesc. No dia 06 de agosto os celesquianos estarão reunidos em Rio do Sul para unificar a pauta de reivindicações para as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/17. Maior ato político dos eletricitários catarinenses, a Assembleia Estadual é o termômetro da campanha salarial. Uma grande participação dos celesquianos é reflexo de uma grande mobilização em defesa dos direitos e da Celesc Pública. Procure seu sindicato e participe da Assembleia Estadual. Vamos juntos em busca de um ACT bom para todos!

Nada demais, eu é que sou exagerado mesmo! A Folha, um jornal declaradamente imparcial, apenas registra apoio as reformas pretendidas pelo governo Michel Temer. Sim, governo! O referido editorial aboliu o uso do adjetivo interino ou provisório. -— Que reformas são essas? -— Chega de enrolação, fala logo! Calma, nada demais! Michel, como é conhecido na intimidade, quer apenas flexibilizar a CLT. Leia-se: diminuição ou retirada de direitos! Michel, quer apenas modificar as regras da previdência. Leia-se: mais tempo de trabalho, mais tempo de contribuição, menos aposentadoria! Michel, quer apenas aumentar a terceirização, inclusive estendendo para as áreas fins das empresas. Leia-se: menos salário e benefícios, menos saúde e mais riscos no trabalho! Além disto, tem o pré-sal que querem entregar, têm as estatais que querem entregar... Coisa pouca e boba, eu é que sou realmente exagerado! Certamente, conforme slogan do jornal Folha de São Paulo, tudo isto está sendo feito “a serviço do Brasil”. Uma pergunta não quer calar: quantos daqueles defensores e defensoras da pátria que foram às ruas pedir o afastamento de Dilma, irão agora? Dino Gilioli é autor dos livros Sindicato e Cultura (Sinergia/Editora Insular) e Cem Poemas (editora da UFSC), entre outros

CUTUCADA Quando a Diretoria quis tirar o CeFA dos celesquianos, naquela permuta no mínimo duvidosa, não contou tempo e esvaziou o prédio da noite para o dia. O curioso é que, desde então, ainda temos um consumo médio de 500 KWH mensais, em nome da Celesc Distribuição! Esse consumo equivale ao de um supermercado de médio porte! Mas, se o CeFa já não é dos trabalhadores, já não é mais da Celesc, quem é o consumidor? E porque a Celesc está pagando a conta?

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CULTURA

Vito Gianotti contra a ditadura do

CAPITAL por Sérgio Domingues

Um ano atrás, a causa socialista perdia Vito Giannotti. O Núcleo Piratininga de Comunicação, fundado por ele e Claudia Santiago, fez uma homenagem em 21/07. Entre as atividades, uma palestra de Reginaldo Moraes, um de seus mais antigos companheiros de luta. “Régis” lembrou os duros tempos em que ele e Vito foram obrigados a militar clandestinamente. Sob a ditadura empresarial-militar de 1964, fazer política de esquerda era risco de morte ou tortura. Apesar disso, Vito estava entre os que achavam que só o trabalho de base e a luta de massas poderiam apontar alguma saída. O jovem italiano que chegou ao Brasil em plena ditadura escolheu ir para as fábricas metalúrgicas. Não apenas para ensinar e pregar a resistência. Seus colegas de trabalho eram quase todos de origem pobre, pouco letrados e nada sabiam sobre as lutas históricas dos trabalhadores do mundo. Mesmo assim, Vito compreendia que eram eles seus melhores professores na construção da resistência. Vito foi preso e torturado, sem jamais desistir da luta democrática e da defesa do socialismo. Acima de tudo, sem deixar de apostar num processo revolucionário construído de baixo para cima. A ditadura política foi derrotada graças a guerreiros como Vito. Mas ele sabia que a ditadura econômica continuava firme. Por isso, jamais deixou de lutar e nunca abandonou o trabalho de base, a disputa de hegemonia e o respeito à voz de explorados e oprimidos. Infelizmente, não é o que faz grande parte da esquerda, encastelada em seus aparelhos e estruturas, rendida ao senso comum e de costas para as ruas. Vito faz mais falta do que nunca.

"Vito foi preso e torturado, sem jamais desistir da luta democrática e da defesa do socialismo. Acima de tudo, sem deixar de apostar num processo revolucionário construído de baixo para cima."


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