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LV 1313

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No 1313 - 19 de maio de 2016

PATO Nós não queremos pagar o

PLANEJAMENTO PARA A LUTA Em cenário difícil, Intercel planeja data-base dos celesquianos Leia na pg. 2

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CELESC

ELETROBRAS

NÓS NÃO QUEREMOS PAGAR O PATO Má gestão e prejuízos na Eletrobras Notícias do final de semana apontam para mais prejuízos aos cofres da Eletrobras, em decorrência de atos de gestão. Ou seria mais adequado falar em má gestão ou, ainda, em falta de gestão? O balanço do primeiro trimestre aponta prejuízo da ordem de aproximadamente R$ 4 bilhões, sendo que quase R$ 3 bilhões são relativos a “efeito não recorrente da provisão para contingências judiciais de R$ 2,9 bi (sendo R$ 2,8 bi referentes ao empréstimo compulsório)”. Já no balanço de 2015 foram quase seis bilhões com a mesma justificativa. Interessante, quando se trata de judicializar a negociação com os trabalhadores, a área jurídica da Eletrobras é ágil e proativa. Onde estavam quando se tratava de prevenir a Empresa e seus trabalhadores com relação a esses passivos que ora se transformam em prejuízo? Por outro lado, conforme notícias do Valor Econômico, de 13.05.2016, “a Estatal não calculou o potencial impacto das investigações sobre indícios de corrupção na empresa conduzidas internamente e as que estão em andamento pela operação ‘Lava Jato’. A empresa não provisionou um valor da ordem de R$ 5 bi, referentes à RGR e o possível impacto da indenização da "class action", na Justiça dos Estados Unidos.” Nesse sentido, a Eletrobras só veio a constituir áreas de compliance em 2014, para lançar seu “Programa Anticorrupção das Empresas Eletrobras” em março de 2015. A pergunta que não quer calar: onde estavam as auditorias e os controles internos quando se desenrolavam esses supostos atos de corrupção (vide a famosa Lista de Furnas e denúncias envolvendo a construção de Belo Monte e Angra 3)? Temos convicção de que os trabalhadores vêm cum-

prindo fielmente seu papel, gerando resultados operacionais cada vez melhores, garantindo o pleno atendimento à sociedade e a segurança em relação ao fornecimento de energia. Da mesma forma, entendemos que os trabalhadores das áreas econômico-financeiras da Holding executam com eficiência e competência técnica suas tarefas. Não obstante, desmandos na gestão permitem gerar pendências que levam a riscos como o noticiado, de que a “eventual não publicação de demonstrativos de resultados de 2014 e 2015 pela Eletrobras em tempo hábil junto a reguladores americanos pode implicar na antecipação do vencimento de dívidas da estatal equivalentes a entre R$ 20 bilhões e R$ 40 bilhões”, conforme aponta o atual ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá (O Globo – 12.05.2016.) Alguém acredita que essa conta será cobrada dos altos escalões? Como pista, sugerimos uma pesquisa rápida na internet sobre a relação de ministros do governo interino, para verificar que todos são acusados de crimes, corrupção ou lavagem de dinheiro e, ainda assim, dispõem de foro privilegiado e toda a máquina estatal para acomodar seus apadrinhados. Independente dos desdobramentos decorrentes dessas questões, os trabalhadores da Eletrosul continuarão a desempenhar suas funções com o mesmo compromisso e dedicação que sempre demonstraram. No entanto, é preciso que fiquemos alertas e vigilantes com relação a possíveis atos em desacordo com os princípios da gestão pública. A considerar a história recente, ao invés de responsabilizar os dirigentes, a conta resultante poderá vir a ser cobrada dos trabalhadores brasileiros.

Planejam

PA

Com cenário

PRIVATIZAÇÃO

A ONDA DA PRIVATIZAÇÃO NA POLÍTICA Dívidas dos Estados é novamente argumento para privatizar A nova onda de privatizações continua rondando a Celesc e outras empresas públicas do Brasil. Com a ascensão de um Governo que já deixou clara a intenção de vender "tudo o que der" do patrimônio público, o Congresso e o Senado novamente se tornam um balcão de negócios, encaminhando projetos e mais projetos amplamente prejudiciais ao Brasil e aos trabalhadores. Além do Projeto de Lei do Senado (PLS) 555, que trata do modelo de gestão das empresas públicas, e do PL 4330, que abre a terceirização na atividade fim, a renegociação das dívidas dos estados com a União ameaça as empresas públicas através do Projeto de Lei Complementar (PLC) 257/16. A jogada não é nova. A renegociação das dívidas dos Estados com a União foi amplamente utilizada na década de 90 para privatizar empresas públicas, entre elas grande parte do setor elétrico brasileiro. O projeto prevê que, para estender a dívida com a União, resolvendo um problema imediato de fluxo de caixa, os estados podem ceder ativos de empresas públicas que, futuramente serão privatizadas. Exatamente igual ao passado. No estado de Santa Catarina o caso mais emblemático é o do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), que só não foi parar nas mãos da iniciativa privada pelo processo

de federalização e encampamento pelo Banco do Brasil, feito no Governo Lula. Entretato, se a lógica é a mesma, o momento é completamente diferente. O cenário nacional aponta para uma retomada neoliberal, volta das privatizações e ataques diretos aos direitos da classe trabalhadora. O próprio PLC 257 já vai nesse caminho, obrigando que, para aderir à renegociação, o estado congele por dois anos o reajuste dos trabalhadores. A ameaça que paira sobre a Celesc, depende da vontade política do Governo do Estado. Hoje, tanto o Governador quanto o Vice-Governador tem manifestado reiteradas vezes que querem a Celesc Pública. A luz vermelha acende quando a mídia catarinense atribui aos dois falas de defesa da privatização. Sabemos da falta de credibilidade do jornalismo do estado, mas é um ponto a ser considerado. Os sindicatos que compõem a Intercel estão procurando o Governo do Estado e seus interlocutores para cobrar o compromisso com a manutenção da Celesc Pública. No âmbito nacional, temos que ficar atentos e mobilizados. Como a história é cíclica, voltamos ao momento onde é necessário reeditar o Movimento Unificado contra as Privatizações (MUCAP), numa luta coletiva em defesa das empresas públicas e de seus trabalhadores.

LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 |(047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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ED ASSEMBL

A Diretoria do Sindicato dos T Região – SINERGIA, no uso de ciados da base territorial do Sind a realizar-se no dia 23.05.2016 ( regulamentar de presentes, e à mero de presentes, no auditório – Florianópo-lis/SC, a fim de dis ORDEM DO DIA:

01 – Informes; 02 – Prestação de contas 20 03 – Previsão orçamentária

Florianópolis, 19 de maio de 2

Mário Valeriano Dias Diretor de Finanças e Adminis


mento

ARA A LUTA

o difícil, Intercel planeja campanha de data-base dos celesquianos

DITAL DE CONVOCAÇÃO LEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Trabalhadores na Indústria de Energia Elétri-ca de Florianópolis e suas atribuições le-gais e estatutárias, CONVOCA todos os assodicato, para participarem da ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, (segunda-feira), às 17h em primeira convoca-ção, com o número às 17h30, em segunda e úl-tima convocação, com qualquer núo do SINERGIA, sito à Rua Lacerda Coutinho, nº. 149 – Centro scutirem e deliberarem sobre a seguinte

015; para 2016.

2016.

stração

Uma luta muito grande. Essa é a expectativa dos sindicatos da Intecel para a campanha de data-base dos trabalhadores da Celesc. Debatendo a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, os dirigentes sindicais participaram do Planejamento da Intercel em Imbituba, nos dias 15, 16 e 17 de maio. Realizando uma análise da conjuntura política e econômica do país com o educador popular Emílio Gennari, ficou claro o momento desfavorável aos trabalhadores brasileiros. A ascensão de um grupo político que tomou o poder de assalto e encaminha um retorno das privatizações e retirada de direitos dos trabalhadores terá forte influência na negociação coletiva dos celesquianos. Aliado ao cenário nacional, a avaliação da realidade da Celesc mediante aos desafios da manutenção da concessão foi conduzida pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes. As dificuldades encontradas na última negociação tendem a se intensificar, assim como a investida da empresa para retirar direitos dos trabalhadores. Após as análises, a assessoria econômica da Intercel, com os economistas José Álvaro Cardozo e Sâmia Duarte, conduziu o planejamento da campanha de data-base, com os dirigentes sindicais identificando as dificuldades e os caminhos a serem percorridos na negociação coletiva. Com um cenário delicado a união dos trabalhadores é fundamental para garantir os direitos da categoria. A participação dos celesquianos nas assembleias regionais, caravana da Intercel, assembleia estadual e todos os movimentos dessa data-base é o termômetro da força dos eletricitários frente aos ataques que virão. Vamos juntos, em defesa de nossos direitos!

CELESC

PARTICIPE DOS SEMINÁRIOS REGIONAIS Inscrição deve ser feita com sindicatos da Intercel A segunda edição dos Seminários Regionais está chegando. Organizados pelos sindicatos da Intercel em conjunto com o Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc os seminários regionais agruparão aproximadamente 450 celesquianos, num dos maiores eventos da categoria. Além de debater os desafios para a Celesc pública, o trabalho da equipe do Linha Viva, que tem percorrido as regionais conversando com os celesquianos e levantando a situação real da empresa e os anseios da categoria será alvo de debate. Os dirigentes sindicais já estão percorrendo a base para convidar os trabalhadores. Veja ao lado o calendário na sua base e procure seu sindicato. Participe!

CALENDÁRIO Adm. Central - 09/06 Florianópolis - 10/06 Joaçaba e Videira - 15/06 Lages - 16/06 São Miguel do Oeste - 21/06 Joinville - 21/06 Itajaí - 21/06 Chapecó - 22/06 Jaraguá do Sul - 22/06 Blumenau - 22/06 Concórdia - 23/06 Mafra e São Bento do Sul - 23/06 Rio do Sul - 23/06 Criciúma - 28/06 Tubarão - 29/06

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CULTURA

RUMORES

da rua

Os que apostaram na queda da presidenta da re"No entanto, contrariando Dilma tatuando na perna a imagem da presidenta pública, Dilma Rousseff, imagino que não são loucomo um diabo. a literatura, se vislumbra cos de não terem apostado também na queda do No entanto, contrariando a literatura, se vislumdesemprego, na queda da inflação, na queda da um conto de fadas com fim bra um conto de fadas com fim trágico. Os que corrupção, na melhoria das condições de vida entrágico. Os que afirmaram afirmaram ter marchado movidos por suas conscifim. É óbvio que, para alguns, sedentos de poder, usando o argumento de defesa do Brasil e ter marchado movidos por ências, já basta a derrocada de Rousseff. Já basta o êxtada dignidade, não terão, possivelmente, tempo de se da grande vitória. Já basta o desfile do troféu da suas consciências, usando descalçar e de descansar seus pés. Talvez, logo olimpíada partidária. o argumento de defesa do após as ações TEMERárias do governo em exerOs que prometeram, logo após perderem as eleiBrasil e da dignidade, não cício, devam voltar às ruas se quiserem fazer valer ções para presidente, sangrar o governo, podem os seus sinceros propósitos. terão, possivelmente, tempo agora expor o corpo vermelho saído do palácio É bem provável que para essa jornada não conpara o deleite das ruas. Mas, cuidado, os que que- de descalçar e de descansar tarão mais com a pataiada da FIESP, com a globoriam convictamente a saída da presidenta Dilma -golpe, com os visionários da justiça cega, com os seus pés. Talvez, logo uma hora cansarão do espetáculo midiático. Uma após as ações TEMERárias políticos sanguinários e nem com os arautos da hora perceberão que não basta tirar uma mandamoralidade e do civismo. Talvez tenham que se endo governo em exercício, fileirar com os que, em determinado momento da tária do planalto e simplesmente colocar um predevam voltar às ruas se sidente interino. Não é uma questão matemática. história, por entendimento diferente da conjuntura Insuflados pelo pato da FIESP, pelo olho mágico política do Brasil, marcharam em rumo oposto. quiserem fazer valer os da globo, pela cegueira do judiciário, pelos exemÉ bem provável que a cor vermelha, verde-amaseus sinceros propósitos" rela, plares políticos da moralidade cínica-cristã; milhaou qualquer outra cor não seja mais motivo de res empunharam a tocha, não a olímpica, mas a ódio, de discórdia, de truculência. É bem provável do fogo ardente à fim de extirpar a responsável por todos os males do que – sentindo a mesma dor, o mesmo desejo, a mesma vontade de reino. Como exemplo dessa perversa lógica, cito o caso de um mora- mudança, se juntem agora como única possibilidade de evitar retrocesdor de Poços de Caldas, em Minas, que resolveu expressar seu ódio a sos para os trabalhadores, para o país e o povo em geral. Dino Dinovaldo Gilioli, autor dos livros Sindicato e Cultura (Sinergia/Editora Insular) e Cem poemas (Editora da UFSC), entre outros.


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