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LV 1300

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1300 No 1300 - 04 de fevereiro de 2016

Edições de um jornal dos trabalhadores

"O jornal dos trabalhadores é necessário para auxiliar esta luta. Semanalmente é isso que o Linha Viva faz. Ele auxilia os trabalhadores a organizarem-se e mobilizarem-se. Em busca de direitos. Em busca de melhores condições de trabalho, saúde e vida. Em busca de revolução"

apagão na sala de controle Falha deixa prédio da Celesc sem energia e COS sem comunicação pg. 2

abertas inscrições para eleição no conselho da eletrosul pg. 3

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LINHA VIVA 1300

Edições de um jornal dos trabalhadores

Por que e para que um jornal dos trabalhadores? Afinal de contas, existem inúmeros jornais pelo Brasil. Santa catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, juntando todos os estados onde trabalhadores eletricitários representados pelos sindicatos da Intercel e da Intersul vivem e trabalham, quantos jornais existem? Então, por que um criar um jornal? Por que o jornalismo surgiu e permanece até hoje como um veículo para divulgar e manter a hegemonia da sociedade. Ele é um produto do capitalismo e, como tal, atua de forma a manter o sistema. E nesse, sistema, o trabalhador tem voz? Não. Em nenhum dos jornais que são editados diariamente e semanalmente no mundo todo os trabalhadores tem espaço. Eles precisam fazer seu espaço. Foi com esta intenção que em 1988 o jornal Linha Viva foi criado. Dar voz aos trabalhadores. Muito mais do que divulgar os acordos e as conquistas da categoria, o jornal dos trabalhadores é também um meio de fazer a luta política. Afinal de contas, se nesta sociedade os trabalhadores não tem voz, esta sociedade não nos serve. Se nossa luta não sai nos grandes jornais, nós fundamos um jornal. Por isso o Linha Viva ultrapassa os muros da Celesc, da Eletrosul e da Tractebel. Ele vai à luta contra a privatização das empresas públicas, levantando bandeiras que integrem e tornem a so-

"O jornal dos trabalhadores é necessário para auxiliar esta luta. Semanalmente é isso que o Linha Viva faz. Ele auxilia os trabalhadores a organizarem-se e mobilizarem-se. Em busca de direitos. Em busca de melhores condições de trabalho, saúde e vida. Em busca de revolução" ciedade mais justa. Por mais de 25 anos esta tem sido a história do Linha Viva. Inicialmente criado como veículo de comunicação do Sinergia, o Linha Viva foi "adotado" pela Intercel, sendo distribuído em todo o estado. De lá para cá, muita coisa mudou. Saímos da Ditadura para uma ainda jovem democracia. Mitos cairam. Presidentes passaram. As relações humanas foram alteradas com as facilidades da tecnologia. A comunicação se tornou ágil e ainda mais complexa. Mentiras e boatos circulam as redes sociais sem nenhuma prova e mesmo assim arrebatam uma série de seguidores desavisados. Com tanta coisa mudando, uma permanece a mesma: a nossa luta. Mesmo com todas as mu-

danças sociais, a nossa luta ainda é uma luta de classes. Aquele que diz que a luta de classes é só um discurso para criar atrito entre a população é mais um manipulado pelos grandes jornais por aí a fora. Jornais que são usados para, exatamente, manter as coisas como estão. O jornal dos trabalhadores é necessário para auxiliar esta luta. Semanalmente é isso que o Linha Viva faz. Ele auxilia os trabalhadores a organizarem-se e mobilizarem-se. Em busca de direitos. Em busca de melhores condições de trabalho, saúde e vida. Em busca de revolução. O Linha Viva é importante nesse processo. Talvez não exista no Brasil um jornal feito por trabalhadores com a longevidade do LV. Desde 88 o jornal é editado semanalmente e nesse período não houve nenhuma interrupção. Vito Gianotti dizia que o jornal dos sindicatos deve disputar com os grandes jornais, com a mídia tradicional (a imprensa dos patrões) o coração dos trabalhadores. Ser um projeto alternativo, ideológico. Um instrumento de mobilização e luta. E a luta, essa deve ser feita pelos próprios trabalhadores. Afinal de contas "a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”. Ou seja, a vitória nesta disputa de classes só é possível com união dos trabalhadores. Nós, do Linha Viva, continuaremos com nosso trabalho de ser uma arma na mão da categoria.

CELESC

Apagão na sala de controle Falha deixa prédio da Celesc sem energia e COS sem comunicação O que nunca deveria ter acontecido, infelizmente aconteceu. A sala de controle de todas subestações da Celesc, responsável pela telesupervisão e telecontrole dos alimentadores da empresa ficou inoperante por duas horas na madrugada do último sábado (30/01). Também ficaram inoperantes pelo mesmo período o sitema Simo e demais sistemas. O absurdo aconteceu por que um albaroamento desarmou o alimentador que atende o prédio da Administração Central. Para completar o desastre o gerador que atende o COS e o sistema de Nobreak não funcionaram, deixando sem tensão todo o prédio da Celesc. Com isto, a sala de controle ficou às escuras, completamente sem telesupervisão e telecontrole de mais de 150 subestações. Por sorte, a tempestade que atingiu o Rio Grande do Sul não chegou a Santa Catarina, caso contrário às consequências poderiam ser piores, pois, com o apagão, não poderia sequer haver atendimento dos chamados de urgência da população.

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O que se espera de um COS centralizado com mais de uma centena de subestações telecontroladas é um sistema de alimentação de emergência redundante, com dois geradores e dois nobreacks e não apenas um gerador, um nobreak, sem manutenção e sem técnicos habilitados para operá-los imediatamente quando necessário. Isso nos mostra claramente a forma como é gerenciado o COS: com irresponsabilidade e amadorismo. Ainda, com muita arrogância e sem planejamento nenhum, a Celesc quer criar um COSD, juntando as atividades do COS com a centralização de 16 COD´s todos em uma única sala de controle. A Celesc não consegue planejar uma recuperação técnica de DEC e FEC sem que haja investimento mínimo necessário para cumprir o que acordou com órgão regulador. Desta forma, ou se investe em materiais e serviços ou vamos cada vez mais ficar deficiente no atendimento a sociedade.


CELESC

para debater a concessão Intercel e Conselheiro percorrem Celesc

edital A Diretoria do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis e Região - SINERGIA, no uso de suas atribuições estatutárias, CONVOCA os empregados da Foz do Chapecó Energia S.A, da sua base territorial, associados e não-associados, para se reunirem em ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, a realizar-se nas dependências da Empresa, sita na Rua Germano Wendhausen, 203 – Centro Executivo Beiramar, sl. 401 Centro - Florianópolis/SC, no dia 04.02.2016 (Quinta-feira), às 16h00min., em primeira convocação, com o número regulamentar de presentes, e às 16h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes, a fim de discutirem e deliberarem sobre as seguintes ordens do dia:

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

O celesquiano é peça fundamental na manutenção da Concessão da Celesc. Mas. será que todos sabem seu papel nesta luta? Se depender da inoperância da empresa, não. Pensando sempre na Celesc Pública, os sindicatos da Intercel e o Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes, produziram uma cartilha explicativa que está sendo encaminhada a todos os celesquianos. Para debater essas questões o Conselheiro Eleito e dirigentes sindicais percorrerão as Agências Regionais, Escritórios e Administração Central da Celesc, conversando com os trabalhadores, apresentando a cartilha e debatendo o papel de todos os trabalhadores neste processo. A percorrida iniciou nesta terça feira e se estende até meados de março.

1 – Informes; 2 – Discutir e deliberar a pré-pauta de reivindicações da Campanha Salarial de data-base 2016/2017; 3 – Deliberar sobre a outorga de poderes à Diretoria do SINERGIA, para proceder às negociações coletivas com a Foz do Chapecó Energia S.A e, se necessário, proceder à defesa dos interesses da categoria, em juízo ou fora dele; 4 – Discutir e deliberar sobre as formas de sustentação da campanha salarial pela categoria eletricitária; 5 – Discutir e deliberar sobre os encaminhamentos pertinentes à campanha salarial da data-base;

Florianópolis, 01 de fevereiro de 2016. Nivaldo Lang Diretor do SINERGIA

LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

ELETROSUL

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA ELEIÇÃO DOS REPRESENTANTES DOS TRABALHADORES NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO da eletrosul Eleição é uma conquista dos trabalhadores Fruto de uma luta de muitos anos, e da ação política promovida pelas organizações da classe trabalhadora, acontece mais uma vez o processo de eleição para Representantes dos Trabalhadores no Conselho de Administração da Eletrosul, e também das demais empresas do Grupo Eletrobras, para o mandato 2016/2017. A eleição se realiza em cumprimento à legislação, às disposições estatutárias da Eletrosul e à 39ª clausula do Acordo Coletivo de Trabalho Nacional de 2015/2016. O processo que ocorre desde 2012, já se encontra em andamento na Eletrosul. O edital da eleição foi publicado no dia 28/01/2016 pela comissão eleitoral composta pela Empresa e pelas Entidades Representativas dos Empregados. As inscrições de chapas estão abertas desde o dia 29 de janeiro e vão até o dia 12 de fevereiro. A votação ocorrerá dias 14 e 15 de março em primeiro turno e nos dias 4 e 5 de abril em segundo turno, se houver. Nos quatro anos anteriores (2012-20132014-2015) os empregados da Eletrosul acompanharam a consolidação deste espaço de representação, ambiente até então totalmente desconhecido da imensa maioria dos trabalhadores. O acompanhamento destes mandatos,

"A conquista deste espaço se deve à luta dos próprios trabalhadores e suas entidades representativas, portanto é legitimo a qualquer empregado pleitear a oportunidade de ocupar este espaço de Representação, mas cabe às organizações dos trabalhadores apontar e oferecer uma alternativa engajada na luta histórica e alinhada política e ideologicamente com a visão que predomina entre a classe representada" assim como as campanhas eleitorais foram permeadas pelo debate com os empregados, trazendo à tona uma discussão: Os sindicatos devem se envolver no processo de Representação, participando das campanhas e indican-

do ou apoiando candidatos? Na visão das entidades que compõem a Intersul sim! A Representação dos Trabalhadores no CA deve estar alinhada com as posições externadas pelas organizações de trabalhadores. A proximidade e o contato permanente com estas organizações propicia ao Conselheiro Eleito se apropriar da visão coletiva dos trabalhadores, podendo assumir posturas que venham a ser apoiadas pelas entidades representativas e que não venham a ser confundidas ou identificadas como de interesse individual e pessoal. A conquista deste espaço se deve à luta dos próprios trabalhadores e suas entidades representativas, portanto é legitimo a qualquer empregado pleitear a oportunidade de ocupar este espaço de Representação, mas cabe às organizações dos trabalhadores apontar e oferecer uma alternativa engajada na luta histórica e alinhada política e ideologicamente com a visão que predomina entre a classe representada. Parabéns aos trabalhadores por esta conquista e que o amadurecimento deste processo contribua para melhorar a Eletrosul como empresa pública, em benefício da sociedade e também de seus empregados.

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CULTURA

A vida é sempre inconclusa por Dino Gilioli

Ando meio desamparado pelo tempo, como se a aposentadoria fosse o fim de uma trajetória, o ponto final de um percurso. A vida é sempre inconclusa em suas várias fases e facetas, inútil classificá-la, determiná-la somente pela lógica dos homens.

O conceito de eficiência está ligado ao valor de uma moeda. Ledo engano atribuir vida a coisas, desprovidas de real sentido. Só o tempo emerge à razão, ou não. E a razão não está no capital, mas em captar a essência do que é ser humano.

Ando confundindo “dias úteis” com sábados e domingos, com feriados. E essa confusão me liberta, me deserda da produtividade. Esta, endeusada pelo mercado como solução de todos os problemas; criados pelo próprio sistema. Ah, pobre humanidade, que faz da mentira absoluta verdade. Escravos do dinheiro, pousam de livres em suas bolsas de valores. A vida de muitos na mão de poucos. Os imundos “donos do mundo”. Daqui, de meu olhar descompromissado com o tempo, rio dos que afirmam que tempo é dinheiro. Tempo é vida pra ser vivida em qualquer dia, e não só na aposentadoria. Descubra isto, antes que seja tarde! Dinovaldo Gilioli, autor dos livros Sindicato e Cultura (Sinergia/ Editora Insular) e Cem poemas (Editora da UFSC), entre outros.


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