No 1289 - 29 de outubro de 2015
PARA MANTER A GERAÇÃO DE ENERGIA PÚBLICA Conselho de Administração aprovou participação da Celesc no leilão das Usinas
CELOS PERCORRE AGÊNCIAS PARA TRATAR DO EQUACIONAMENTO DOS DÉFICITS pg 2-3
ELETROSUL
RELAÇÕES SINDICAIS E INSTITUCIONAIS Intersul é recebida pelo presidente da Eletrosul
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CELESC
ELETROSUL
RELAÇÕES SINDICAIS E INSTITUCIONAIS Intersul é recebida pelo presidente da Eletrosul
CELESC PARTICIPA MANTER A GERAÇÃ Conselho de Administraç no leilão das Usinas com
O Conselho de Administração reuniu-se na últim da-feira, dia 26, para debater a participação da C leilão das Usinas de geração de Energia Elétrica d Geração. Ao todo, cinco usinas da Celesc Geração concessão vencendo até novembro de 2016 e es padas em um único lote para serem leiloadas no novembro (confira quadro ao lado). O processo de renovação da concessão das u arrasta desde a promulgação da MP 579, que mo regras na Geração de Energia. Em 2012 o Consel ministração decidiu por não antecipar a renovaçã cessão das usinas, por considerá-la, sob a ótica da economicamente inviável. Entretendo o CA não ideia de renovação da concessão, apenas postergo são até o final da concessão, aguardando a divulg Em reunião solicitada pelas entidades sindicais, no dia 21/10/2015, o Presidente da Eletrosul, Djalma Berger recebeu pela primeira vez a Intersul, representada por dirigentes sindicais de todas as áreas da empresa. Na pauta da reunião prioritariamente estava a relação institucional da Eletrosul com os sindicatos. O Diretor Financeiro, Claudio Vignatti também se fez presente ao encontro. Os dirigentes da Intersul registraram questões pendentes entre a Empresa e as entidades representativas dos trabalhadores, solicitando o empenho do Presidente e de toda a diretoria, no sentido de resolução das questões, como por exemplo, as liberações de dirigentes para atividades sindicais. Também solicitaram esclarecimentos sobre questões pontuais, relacionadas à situação financeira da Eletrosul, em especial sobre a dificuldade de fazer frente aos investimentos. Questionaram ainda situações de desinvestimentos envolvendo transferências de ativos que tem sido alvo de comentários internamente causando intranquilidade aos empregados. Como exemplo dessas transferências de ativos, os dirigentes apontaram, a transferência já consumada dos ativos de Rondônia para a Eletronorte, e a possível transferência de outros ativos que são as DIT´s (Transferência das Demais Instalações de Transmissão) envolvendo basicamente as instalações de 138 kV, que, conforme entendimento da Aneel, deveriam ser transferidas para as distribuidoras. Os Diretores externaram aos dirigentes sindicais sua disposição em manter uma relação aberta ao diálogo, e o compromisso de buscar as melhores soluções para todas as questões referentes às relações institucionais com as entidades sindicais representativas dos empregados. O Presidente e o Diretor Financeiro falaram sobre o momento econômico delicado, sobre as dificuldades de financia-
mento e da necessidade de correções no plano de investimentos. Em especial sobre a transferência dos ativos de Rondônia, informaram o cumprimento total até o momento do cronograma de pagamentos e das condições que envolveram a transferência dos ativos para a Eletronorte, mas que a maior parte do valor devido ainda não foi recebida pela Eletrosul. Além disso, os diretores afirmaram que outras fontes de financiamento serão necessárias e ainda não estão garantidas para fazer frente a todos os compromissos de investimento, decorrentes principalmente do leilão 004/2014 da ANEEL. Falando especificamente sobre as DIT’s o Presidente afirmou que a empresa está agindo nas instâncias competentes no sentido de defender a manutenção desses ativos na Eletrosul por entender que se caracterizam em importante fonte de receita da qual a empresa não pode prescindir, todavia, trata-se de uma regulamentação em andamento e que não depende exclusivamente da vontade da Eletrosul. Os dirigentes sindicais, por sua vez, salientaram que a posição dos sindicatos da Intersul é de preocupação com o equilíbrio econômico/financeiro da Eletrosul, contundo, sem perder de vista o caráter público da empresa e seu papel como agente do desenvolvimento social. Reafirmaram ainda, a posição histórica da Intersul, contrária a qualquer ato de gestão que levem a empresa na direção de privatização de investimentos e outros ativos de qualquer natureza, sob qualquer alegação. Quanto as relações institucionais, a Intersul manifestou sua disposição para tratar abertamente de qualquer tema relevante aos trabalhadores e a gestão da empresa, destacando que não se furtará a qualquer debate, não abrindo mão do seu papel institucional de representação e defesa da classe trabalhadora e da sociedade em geral.
Eletrosul propõe negociação das horas excedentes Em reunião com a Assessoria de Relações Trabalhistas, que aconteceu também no dia 21/10/2015, a Eletrosul apresentou aos sindicatos das Intersul as bases de uma proposta para o equacionamento do impasse das horas excedentes, conforme havia sido solicitado pelas entidades sindicais em reuniões anteriores e também por correspondências. Os dirigentes sindicais assistiram a apresentação sobre o assunto feita pelos representantes da empresa, ficando o compromisso do encaminhamento por parte da empresa de uma minuta de acordo sobre as chamadas horas excedentes. Os sindicatos da Intersul realizam esta semana assembleias com os trabalhadores para deliberar se abre um processo de negociação, uma vez que os sindicatos já estavam encaminhando ações judiciais para o impasse devido à demora da Eletrosul em se manifestar sobre o caso.
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CELOS
CELOS PERCORRE AG EQUACIONAMENTO D Diretoria apresenta plano de
O plano de Equacionamento dos Déficits na Fund Celos tem quebrado a cabeça dos trabalhadores. Com mações distorcidas publicadas quase que diariamente colunista Moacir Pereira, a categoria tem ficado à deriv informações corretas. Com isto em mente a Diretoria da los, e com apoio dos sindicatos que compõem a Inte iniciou uma percorrida nas Agências Regionais para de com os trabalhadores e aposentados os motivos dos dé nos Planos Misto e Transitório, além de apresentar o p de equacionamento e a forma de desconto da contribu dos participantes. A percorrida iniciou pela APCelesc F nópolis, no primeiro dia de setembro. Desde lá já pa pelo Encontro de Atendentes (17/09), Lages (01/10), pecó (17/10), Palhoça (21/10), Videira (22/10), Admin ção Central (26/10), Joinville (27/10) e Mafra (29/10). N quinta-feira, dia 29 a reunião acontecerá na Agência R nal de Tubarão. A Diretoria da Celos continuará o debate com os tr lhadores, informando dos rumos do equacionamento déficits, na busca por garantir o benefício dos trabalhad e a continuidade dos planos administrados pela Funda Para os sindicatos que compõem a Intercel, este é o mento onde os participantes devem buscar a informaç explicações, fugindo da boataria e compreendendo a necessidade do equacionamento dos déficits na funda Participem das reuniões e ajudem na construção de Celos cada vez mais forte.
PERCENTUAL DE CO SÓ AT
O prazo de alteração no percentual de custeio d mento, disponível no site da Celos, deverá ser imp de 13/11. Os participantes podem reduzir ou aum Para os sindicatos da Intercel, os trabalhadores d brando que tanto a redução quanto o aumento ter ria. Aumentar a contribuição agora é garantir uma
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regras do setor. Agora, à véspera do leilão, a Celesc tomou uma decisão. Segundo informações do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Leandro Nunes, publicadas no Boletim do Conselheiro nº 18, "o Conselho aprovou a orientação de voto para que a acionista Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. delibere em Assembleia Geral Extraordinária da Celesc Geração S.A., pela participação da companhia no Leilão nº 12/2015 da ANEEL, objetivando a Contratação de Concessões de Usinas Hidrelétricas (Lote C) em Regime de Alocação de Cotas de Garantia Física e Potência nos termos da Lei nº 12.783/2013, alterada pela Medida Provisória nº 688/2015". O leilão está marcado para o dia 25 de novembro e o governo Federal espera arrecadar aproximadamente 11 bilhões com a concessão das usinas.
GÊNCIAS PARA TRATAR DO DOS DÉFICITS e equacionamento para trabalhadores
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rabao dos dores ação. o moção e a real ação. uma
ONTRIBUIÇÃO: MUDANÇA É TÉ DIA 30/10
do Plano Previdenciário na Celos está se esgotando. O requeripresso, assinado até 31/10 e encaminhado à CELOS, até o prazo mentar o percentual de contribuição, de acordo com sua vontade. devem fazer a opção com consciência e responsabilidade, lemrão impacto no valor do benefício a ser recebido na aposentadoa aposentadoria mais tranquila.
TERMO FINAL DE CONCESSÃO
POTÊNCIA INSTALADA (mw)
GARANTIA FÍSICA (mv)
07/11/2016
24,60
16,70
Schroeder/SC
07/11/2016
15,00
8,80
PCH GARCIA
Angelina/SC
07/07/2015
8,92
7,10
PCH CEDROS
Rio dos Cedros/SC
07/11/2016
8,40
6,75
PCH SALTO
Blumenau/SC
07/11/2016
6,28
3,99
63,20
43,34
USINAS
LOCALIZAÇÃO
PCH PALMEIRAS
Rio dos Cedros/SC
PCH BRACINHO
Total ELETROSUL
TERCEIRIZAÇÃO NA ELETROSUL É preciso cumprir o Acordo com o TCU Em 2007 auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que haviam, pelo menos, 160 trabalhadores em atividade irregular na Eletrosul. Terceirizados que têm contrato de mão-de-obra para realizar atividades relacionadas a atividade fim e/ou com atribuições previstas no plano de cargos e salários da contratante. Naquela auditoria, foi detectado que praticamente a metade dos profissionais terceirizados era composta por ex-empregados da Eletrosul, caracterizando um possível direcionamento das contratações. Foram encontradas evidências de contratações de determinados profissionais para o desempenho das mesmas atividades, no mesmo local, em períodos seguidos, demonstrando que tal posição poderia ser ocupada por empregado do quadro próprio da Eletrosul, descaracterizando a sazonalidade dos serviços. Também foi observado que as sucessivas contratações ocorriam sob o auspício de empresas diferentes, sinalizando que a escolha pode recair sobre uma pessoa em especial, previamente indicada, e não sobre profissionais que atendam a exigências curriculares genéricas. À época, o TCU estimou que seria necessária a contratação de 156 concursados para suprir a mão-de obra terceirizada. Vários acórdãos no TCU, ações civis públicas, e mandados de segurança foram expedidos nos últimos anos tentan-
do coibir esta terceirização na Eletrosul. O acordo judicial assinado pela Eletrosul com o TCU e MPF prevê que estes postos de trabalho deverão ser preenchidos por no mínimo 30 empregados concursados. Paralelo a isto, deverão ser dispensados 180 trabalhadores terceirizados, de acordo com cronograma proposto pelo STF, até o ano de 2018. Recentemente a Eletrosul, por meio da RD 1508-04 de 13/10/2015, instituiu Grupo de Trabalho com o objetivo de acompanhar o cumprimento do acordo judicial assinado no Mandado de Segurança 30654 do STF. Este grupo de trabalho tem o dever de dar transparência aos seus atos, divulgando todas as informações necessárias para que os empregados verifiquem o real cumprimento deste acordo. Cabe destacar que não adianta a empresa cumprir esta determinação e seguir realizando novas contratações ilícitas, como a de 39 assistentes administrativos. A contratação de trabalhadores cujas funções estão previstas no quadro de cargos e salários da Eletrosul, além de descumprir Acórdão do TCU, caracteriza sucessivo descumprimento dos acordos coletivos de trabalho firmados entre os sindicatos da Intersul e a empresa, que continuarão a ser denunciados pelos sindicatos que compõem a Intersul.
LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
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CULTURA
POR QUE ACREDITO QUE O SISTEMA DEVE MUDAR uma longa história...
POR DAYSON ROBERTO WALDSCHMIDT
Nos primórdios da nossa espécie éramos inofensivos à natureza. O frágil ser humano não oferecia nenhum risco ao ecossistema que habitava. No entanto, dispúnhamos de uma excelente capacidade de comunicação. As informações e experiências compartilhadas e a cooperação entre humanos desenvolveram nosso conhecimento enquanto sociedade e espécie. Trata-se de um patrimônio subjetivo de nossa sociedade, construído ao longo de milênios, repassado geração após geração através dos costumes, da língua falada, dos livros, pinturas, construções, tecnologia, etc. Nenhum país, pessoa, organização ou empresa dispõe na totalidade do conhecimento produzido. É por definição um bem social e somente assim pode ser preservado, desenvolvido e repassado. Trata-se de uma gigantesca consciência coletiva que depende dos seres humanos não só para desenvolvê-la, como para mantê-la. Das mais triviais tarefas primordiais sobre como conseguir alimento, quais tipos de alimentos ingerir e como prepará-los, até as mais avançadas tecnologias aeroespaciais, tudo, absolutamente tudo o que inventamos, criamos ou produzimos advém de séculos de conhecimento acumulado e da cooperação entre indivíduos em torno de objetivos comuns. Assim, no passado remoto, nossa população pôde se desenvolver. A organização dos indivíduos em pequenas tribos e depois em aldeias baseadas na cooperação entre as pessoas nos permitiu prosperar. No início, as tribos se organizavam em torno de famílias que possuíam antepassados em comum, ou seja, em torno das relações consanguíneas. Das primeiras tribos que se tem notícia, os antropólogos e historiadores identificaram o direito materno, a propriedade coletiva das terras e dos meios de produção como características predominantes. O direito materno, ou sociedade matriarcal, deve-se a dificuldade de identificar a paternidade da prole visto que eram sociedades onde predominavam casamentos entre grupos. Estas primeiras tribos possuíam um conceito ampliado de família, que incluía os filhos e filhas do grupo de mulheres de várias gerações. Aos poucos o direito paterno, no qual os filhos homens do pai herdam as ferramentas e terras da família, permitiu o acúmulo primitivo de riquezas. Aos poucos as tribos, aldeias e povos, onde o direito materno e a propriedade coletiva da terra e das ferramentas predominavam, deram lugar a sociedade patriarcal de direito privado. Junto com o acúmulo de riquezas surgem os primeiros chefes hereditários. Junto com o acúmulo de riquezas e poder, surgem os primeiros grandes confrontos e guerras. Com a guerra, surgem os primeiros escravos. Mulheres e escravos são então excluídos dos processos de decisões e gozam de menos direitos do que “homens livres”. De uma sociedade comunista e democrática, fomos nos transformando numa sociedade autoritária e excludente. Enquanto nossa sociedade se transformava, nossa capacidade de comunicação foi se desenvolvendo. A escrita surgiu e, junto com ela, nossa capacidade de acumular conhecimento enquanto sociedade aumentou drasticamente. Junto com o conhecimento acumulado e a nossa capacidade de organização, a tecnologia se desenvolveu. A opressão resultante de seguidos regimes autoritários foi o que manteve exércitos de trabalhadores e guerreiros trabalhando em prol do acúmulo de riquezas e poder. Impérios surgiram e ruíram. Aos poucos, estados-nação foram surgindo e, com eles, boa parte da estrutura geopolítica atual. Nossa capacidade de comunicação só evoluiu - inventamos a imprensa. Dispomos, cada vez mais, de milênios de conhecimento acumulado, fruto
do trabalho e contribuição de milhões de indivíduos e milhares de gerações. O conhecimento acumulado permitiu a revolução industrial. Com a revolução industrial, deixamos de ser inofensivos à natureza e passamos a interferir num ritmo desenfreado nos ecossistemas e na própria geologia do planeta. Entramos na era conhecida como Antropoceno. Tal qual uma grande erupção vulcânica de outras eras geológicas, interferimos na atmosfera, nos mares e no subsolo do nosso planeta como força geológica. Assim agindo, promovemos a extinção de milhares de espécies de animais e colocamos em risco nossa própria sobrevivência. Somente há poucas décadas começamos a reconhecer, ainda que na teoria, direitos iguais a descendentes de povos escravizados e mulheres. Então, inventamos os modernos sistemas eletro-eletrônicos de comunicações. Nosso antes infinito planeta e seus inesgotáveis recursos ficaram pequenos e escassos. Tomamos consciência dos estragos que estamos causando ao nosso planeta e do sofrimento em que bilhões hoje vivem. Diante dessa nova consciência global, muitos decidiram que era hora de rever nossas atitudes e nossa sociedade e uma grande onda de conscientização se iniciou. Logo no início nos demos conta de que séculos de acúmulo de riquezas e poder, de autoritarismo e de repressão não seriam tão facilmente superados. A democracia é para nossa sociedade atual uma utopia, uma palavra esvaziada de seu real significado. Não existe democracia de fato no mundo moderno. O poder e o dinheiro não fazem concessões à vontade coletiva. Nossos estados, ditos democráticos, flertam timidamente com o conceito de democracia. Num mundo onde o trabalho se tornou super-especializado e as pessoas dependem exclusivamente do trabalho de outros para sua sobrevivência, fomos incentivados a competir. Numa sociedade construída sobre milênios de acúmulo de conhecimento social, estamos sendo privados do acesso ao conhecimento por leis cada vez mais rígidas de propriedade intelectual de direito privado. Do planeta e da sociedade da qual fazíamos parte, fomos expulsos por senhores da terra e, agora, senhores do conhecimento também. A cada dia, novas pessoas tomam consciência de que precisamos repensar nossa sociedade e nosso impacto nesse pequeno planeta que, por um bom tempo ainda, será o único de que dispomos. Àqueles que dispostos estão a lutar pela transformação da nossa sociedade, precisam se dar conta que é impreterível defender: a) o conhecimento enquanto produto e bem social; b) a democracia, em oposição ao autoritarismo, como instrumento de planejamento; c) a igualdade de direitos a todos independentemente de raça, nacionalidade, gênero, credo, opção sexual ou classe social; d) o respeito e a preservação das demais espécies que co-habitam o planeta com a nossa; e) o respeito aos direitos de nossos descendentes e das gerações futuras de terem uma vida digna e plena. Em virtude do conhecimento histórico que dispomos sobre a construção de nossa sociedade atual, não temos outra escolha senão a de romper, abrupta ou progressivamente, com os dogmas que orientam as nossas vidas no presente. Nossos opositores nos chamam de esquerda e não desejam nenhuma mudança nos dogmas da nossa sociedade. Acreditam piamente que a superação humana passa pela competição entre seus indivíduos, que o acúmulo de riquezas é conseqüência inevitável da competição, que a família tradicional patriarcal é sagrada, que a riqueza e o poder devem ser hereditários e que o livre mercado e a escassez irão conter a ação predatória do homem no planeta. E você, está consciente disso?
"Não temos outra escolha senão a de romper, abrupta ou progressivamente, com os dogmas que orientam as nossas vidas no presente"
DAYSON ROBERTO WALDSCHMIDT É TRABALHADOR DA ELETROSUL E DIRIGENTE SINDICAL DO SINERGIA