No 1288 - 22 de outubro de 2015
VIDA E SAÚDE DO TRABALHADOR Celesquianos participam de 2ª estapa do Vida Viva pg 3
AÇÃO COLETIVA DE ANULAÇÃO DE ATO JURÍDICO, CONTRA ELOS, ELETROSUL E PREVIC pg 2-3
CELESC
CELESC PÚBLICA, QUEBRA DE ACORDO E REDUÇÃO DE CUSTOS
Reunião com a Diretoria Colegiada trata de renovação da Lei 13.570, Descumprimento do ACT, gestão das verbas variáveis e moralização na empresa LEIA NAS PÁGINAS 2 E 3 1
CELESC
CELESC PÚBLICA, REDUÇÃO DE CUSTOS, QUEBRA DE ACORDO C
Reunião com a Diretoria Colegiada trata da Lei 13.570, Descumprimento do ACT moralização na empresa Os sindicatos que compõem a Intercel estiveram reunidos com a Diretoria Colegiada da Celesc, nesta terça-feira, dia 20, para discutir uma série de assuntos importantes para os trabalhadores. Na pauta, a Lei 13.570, o plano de redução de custos com horas extras e sobreaviso e os problemas com a falta de gestão na empresa.
CELESC PÚBLICA A Lei 13.570 e a renovação do Acordo de Acionistas, que regulamentam a estrutura da Celesc e uma série de benefícios dos trabalhadores continuam na pauta dos sindicatos da Intercel. Após uma série de debates com a empresa, e reuniões com o Governador do Estado, Raimundo Colombo, com o vice-governador, Eduardo Pinho Moreira e com o Secretário da Casa Civil do Estado. Nelson Serpa, a lei foi encaminhada à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para avaliação. Segundo o presidente da empresa, as tratativas devem ser retomadas nos próximos dias. Os sindicatos também manifestaram preocupação com o debate sobre a atualização do estatuto social da Celesc, que ocorre no Conselho de Administração. A experiência da última alteração, onde os minoritários tentaram atacar a empresa pública e os celesquianos, ainda está viva na memória da categoria. A Intercel alertou que continuará, ao lado do representante dos empregados no Conselho, Leandro Nunes o trabalho de defesa da Celesc Pública e de seus trabalhadores, fiscalizando o processo.
REDUÇÃO DE CUSTOS, QUEBRA DE ACORDO COLETIVO E MORALIZAÇÃO Assunto que originou a reunião, a gestão das verbas variáveis e o plano de redução de custos encaminhado pela Diretoria foram debatidos pelos sindicatos da Intercel com os representantes da empresa. Após a lamentável decisão de bloquear o pagamento de horas-extras e sobreaviso de trabalhadores de 5 Agências Regionais, os sindicatos cobraram novamente a empresa de que o ocorrido não se repita. Segundo o Diretor de Gestão, a auditoria das horas continuará sendo feita, mas o pagamento não será bloqueado. Ainda sobre horas-extras os sindicatos denunciaram que em São Miguel do Oeste os trabalhadores estão sendo obrigados a compensarem as horas trabalhadas, não recebendo os valores devidos. O banco de horas da Celesc é único e exclusivo para horas realizadas por interesse do trabalhador e não pode ser utilizado por chefias para não pagar as horas extras trabalhadas. Os dirigentes sindicais cobraram da empresa a correção desta distorção, uma vez que a compensação é regulada por Acordo e a atual prática da empresa é quebra de Acordo Coletivo. Outro ponto fundamental no debate
foi o sobreaviso. Por determinação da Diretoria de Distribuição, o sobreaviso da Transmissão deveria ser realizado apenas com 2 trabalhadores, contrariando os debates realizados com o sindicato e comprometendo a segurança dos celesquianos. A diretoria já admitiu a possibilidade de retornar a composição com 3 eletricistas, porém o assunto retornará ao debate em nova reunião. Os dirigentes sindicais ainda criticaram a inoperância da empresa em apurar e corrigir problemas denunciados pela Intercel. Denúncias como o Balaio de Siri, ligações clandestinas, periculosidade paga a quem não vai a campo e horas-extras indevidas, além do excessivo número de horas de sobreaviso pagas às chefias da empresa e a prática de privilegiar os "amigos" nas convocações para o sobreaviso, foram apresentadas e morreram nos corredores políticos que contornam a empresa. Para os sindicatos da Intercel, é necessário uma postura mais rígida na condução destes casos. É preciso moralizar as ações gerenciais na Celesc e a Diretoria deve dar exemplo neste novo rumo.
ELETROSUL
AÇÃO COLETIVA DE ANULAÇÃO DE ATO JURÍDICO, CONTRA ELOS, ELETROSUL E PREVIC Intersul promove ação para suspender alterações nos planos da Elos Com o objetivo de suspender as alterações regulamentares promovidas nos artigos 20 e 75 do plano de benefícios da Fundação Elos, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis - Sinergia, por orientação da Intersul e na defesa dos participantes e beneficiários do Plano BD-ELOS/Eletrosul, ajuizou perante a Justiça Federal, Seção Judiciária de Santa Catarina, Ação Coletiva de Anulação de Ato Jurídico, em face da Fundação Eletrosul de Previdência e Assistência Social – ELOS, Eletrosul – Centrais Elétricas S/A e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC, autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social responsável pela fiscalização das entidades de previdência privada.
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Ocorre que, ao despachar a lide, o Juízo da 3ª Vara Federal de Florianópolis determinou a adequação do valor atribuído à causa, porém, em razão da impossibilidade de se determinar de imediato o valor do eventual proveito econômico de cada um dos substituídos, os advogados patronos da demanda, por questão de segurança jurídica e a fim de preservar os interesses da classe trabalhadora, optaram pela desistência da ação e ajuizamento de nova lide com novos argumentos e a fixação de novo valor à causa. Todavia, ainda que na nova demanda (autuada sob o n. 501610269.2015.4.04.7200) o valor da causa tenha sido majorado e devidamente justificado, o Juízo da 3ª Vara Federal
de Florianópolis entendeu que o Sindicato deveria apresentar cálculo exato da soma do proveito econômico a ser auferido por cada um dos substituídos em caso de êxito na demanda e atribuir à causa tal quantia. Diante da decisão judicial acima descrita, a assessoria jurídica do Sinergia e da Intersul recorreu, mediante a interposição de recurso denominado de Agravo de Instrumento, uma vez que elevar novamente o valor da causa nos moldes estabelecidos pelo Juízo acarretaria graves riscos à saúde financeira do Sindicato, pois quanto maior o valor atribuído à causa, maior será o valor das custas processuais e dos honorários advocatícios de sucumbência que o Sinergia terá de arcar em caso de improcedência da demanda.
Dentre os argumentos
a) A simulação contábil junta pante que tenha convertido cinc estabelecido pela Fundação EL menos tempo, ou tenha contrib a propositura da ação, uma vez
b) Não é possível aferir a qua artigos 20 e 75 do regulamento especial em tempo de serviço como pode ser outro número in
c) Do mesmo modo, não é p participantes que se utilizarem trosul. Trata-se de uma escolha em atividade especial convertid paga pelos participantes enseja
d) Não é possível estabelecer que o valor da referida contribu veis – e no valor da contribuiçã
Ou seja, se interpôs r estimar, nesse moment um dos substituídos em encontra-se no Tribuna do valor da causa. Num do andamento do recur a continuidade do julga res atribuídos. Acompan boletins da Intersul. No que estiverem disponíve
CELESC
COLETIVO E MORALIZAÇÃO
VIDA E SAÚDE DO TRABALHADOR
T, gestão das verbas variáveis e
Celesquianos participam de segunda parte da formação do curso Vida Viva
s apresentados no mencionado recurso, destaca-se os seguintes:
Nos dias 20 a 22 de mentação nos locais "A Rede Vida Viva outubro trabalhadores de trabalho, saindo desenvolve um das Agências Regioda fase de formação programa sobre saúde nais de Criciúma, Tue indo para a prátibarão e Florianópolis ca". Para Marlene do trabalhador com o da Celesc concluíram Florência Roz (RH/ objetivo de construir a segunda etapa de ARFLO), "a Rede formação como moações que envolvam os Vida Viva é, acima nitores da Rede Vida trabalhadores e e resultem de tudo, uma posViva. De acordo com sibilidade real dos em mudanças efetivas Mara Lira Kohnen, cotrabalhadores refleordenadora nacional tirem sob uma ótica nos locais de trabalho da Rede Vida Viva, transparente, a relapara preservar a saúde e a "a Rede Vida Viva ção entre vida, travida dos trabalhadores" balho e saúde. É podesenvolve um programa sobre saúde der construir através do trabalhador com o objetivo de construir do saber dos trabalhadores, soluções que ações que envolvam os trabalhadores e realmente impactem de forma positiva as e resultem em mudanças efetivas nos lo- suas vidas, considerando as reais condicais de trabalho para preservar a saúde ções que estamos inseridos, reconstruine a vida dos trabalhadores. Concluímos do nosso conceito sobre a organização esta fase e estamos planejando a imple- do trabalho".
ada nos autos é meramente exemplificativa, e se refere de forma hipotética a um particico anos de atividade especial em atividade comum, e tenha contribuído com base no teto LOS. Assim, os valores podem variar na medida em que um participante tenha convertido buído sobre valores inferiores ao teto. Não se trata de proveito econômico almejado com z que o objeto da demanda é meramente anulatório, declaratório e mandamental.
antidade de participantes substituídos que, efetivamente, utilizarão das prerrogativas dos o Plano de Benefícios BD-ELOS/Eletrosul (conversão de tempo de serviço em atividade em atividade comum). Podem ser todos os participantes que cumprem os requisitos, ndeterminado.
possível aferir a quantidade de tempo de serviço que será convertido por cada um dos das prerrogativas dos artigos 20 e 75 do regulamento Plano de Benefícios BD-ELOS/Elea pessoal de cada um dos substituídos, futura e incerta.Dependendo do tempo de serviço do em tempo de serviço em atividade comum, o valor da contribuição extraordinária a ser ará considerável variação.
r um valor único de contribuição extraordinária para cada um dos participantes, uma vez uição é calculado com base nos rendimentos dos ora substituídos – os quais são variáão ordinária paga mensalmente à Fundação ELOS.
recurso de agravo de instrumento diante da impossibilidade de se to inicial, o proveito econômico que poderá ser auferido por cada m caso de eventual êxito na demanda. O mencionado o recurso al Regional Federal da 4ª Região para julgamento definitivo acerca ma avaliação da assessoria jurídica após uma busca de informações rso no Tribunal, existe boa possibilidade de uma decisão favorável amento do mérito da causa independente de uma revisão dos valonhe os desdobramentos nas próximas edições do LinhaViva e nos ovas informações serão divulgadas a todos os interessados, assim eis.
LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
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CULTURA
CRÔNICA DE UM JORNALISMO QUE REGREDIU AO FACEBOOK por Viegas Fernandes
Nestas últimas semanas venho tentando me afastar das redes sociais e, principalmente, do jornalismo mainstream brasileiro. Não se trata de uma tentativa de alienação, ou de proteção contra o mundo caótico que diuturnamente nos apresentam (afinal, este mundo sempre foi caótico), mas de tentar manter um mínimo de sobriedade reflexiva. Tenho comigo que o jornalismo mainstream brasileiro, em sua desesperada busca por consumidores, abdicou completamente da sua função de informar e promover o debate público para se submeter às vontades e crenças do consumidor. Ao invés de propor pautas e ousar abordagens diferentes para velhas questões, satisfaz-se em reproduzir o palatável, o questionável, reforçando mitos e preconceitos e instigando o ódio na sociedade. Sei, obviamente, que o Brasil não é exceção, mas é daqui que falo. Aliás, lamento que, hoje, o principal jornal a propor debates nacionais com um mínimo de profundidade seja o espanhol El País. Um jornal espanhol pautando nossa reflexão. Seria salutar se nossa imprensa tupiniquim aprendesse a antropofagizar a imprensa internacional, produzindo algo genuíno e progressista. Seria bom se as faculdades de jornalismo, que atualmente formam peritos em Control+c e Control+v, instituíssem o estudo obrigatório do Manifesto Antropofágico em seus currículos. Aliás, muito mais do que de diplomas, precisamos de autonomia. Muito mais do que de bacharéis, precisamos da regulamentação da mídia, para que a democracia da informação se imponha pela pluralidade de veículos de comunicação e para que o controle social seja capaz de substituir o controle financeiro. UM JORNALISMO CONFORMADO, QUE FOMENTA ÓDIO Quando vejo o parlamento brasileiro (assim mesmo, em letra minúscula) definindo família como uma união de pênis e vagina, responsabilizo também a mídia. Esta mídia de Sheherazade que torna normal o linchamento de seres humanos em praça pública. Esta mídia “escola” de um Manhattan Connection que considera o Nordeste “culturalmente atrasado” e entende ser esta uma opinião sofisticada da classe média, em contundente exemplo do quão vira-latas podem ser nossos jornalistas, que veem o Brasil a partir de Viena. Esta mídia esgoto que põe em rede estadual um Hélio Costa humilhando uma Andressa Urach [1], e reforçando, assim, estereótipos sobre a prostituição que, na ponta, estimulam o preconceito e a violência física e moral contra os profissionais do sexo. Esta mídia que promove boato como verdade, delação como prova, ofensa inconsequente como liberdade de expressão – e aqui a lista não se restringe apenas à revistaVeja, que em algum tempo já produziu jornalismo. Cada vez mais, opinião vira notinha. Parece que o tempo do autor nas redações acabou. Crítica cultural, hoje, virou colunismo social. Análise política, fofoca de bastidores dosada em pílulas diárias. É como se estivéssemos vivendo uma espécie de twitterização da imprensa. Nada ultrapassa 140 caracteres. Tenho a impressão de que nossos editores, jornalistas e colunistas participaram de workshops de imersão em novilíngua e que Orwell apenas errou ao datar seu romance em 1984. Chegamos ao tempo em que o jornalismo não forma mais opinião. É a opinião pública rés-do-chão que forma o jornalismo. Ou melhor, conforma. Porque é isto que temos hoje, um jornalismo conformado, obtuso, preconceituoso, que fomenta ódio em detrimento da reflexão, salvo raríssimas exceções. Um jornalismo que compartilha comentário de Facebook como furo de reportagem e busca curtidas ao invés de leitores. Viegas Fernandes da Costa é historiador e professor do Instituto Federal de Santa Catarina