No 1284 - 24 de setembro de 2015
PLENÁRIA DEFINE PAUTA PARA ACT DA TRACTEBEL
ELEIÇÃO PARA CONSELHO DELIBERATIVO DA CELOS É HOJE
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GARANTIA DE EMPREGO E ISONOMIA DE DIREITOS FORAM AS GRANDES CONQUISTAS DESTE ACT 1
CELESC
EM MEIO À GREVE, TRABALHADORES APROVAM ACT Nos portões da empresa, categoria aceitou proposta da empresa, garantindo emprego, reposição e isonomia de direitos
DIÁRIO DE LUTA DO ACT 3ª Rodada de Negociação. Quinta-feira, dia 03/09. Após duas rodadas mornas, a Diretoria da empresa apresentava a pior proposta de 60 anos da Celesc. Os ataques aos trabalhadores foram muitos. Reajuste zero em todas as cláusulas do Acordo Coletivo. Diminuição e congelamento de benefícios históricos. Segregação de direitos. Ataque à organização dos trabalhadores. Neste pacote de maldade, a Diretoria barganhava com a Garantia de Emprego dos Celesquianos. Considerada a mais importante cláusula do ACT, a garantia de Emprego foi cobrada pelos sindicatos da Intercel desde a primeira rodada de negociação, quando foi dito pela Diretoria que esta faria parte do "pacote econômico", causando revolta. Qual a intenção de vinculá-la ao reajuste? Simples. Utilizá-la como moeda de troca. Do tipo: a Diretoria até concede a Garantia de Emprego, mas o resto é zero. Esta postura causou uma reação imediata. Com esta proposta humilhante a Diretoria conseguiu deixar os trabalhadores indignados e mobilizados.
Paralisação. Quinta-feira, dia 10/09. A rodada de negociação prevista para o dia 7 de setembro foi cancelada. Ao invés de ficar à mesa negociando uma proposta humilhante, os sindicatos que compõem a Intercel percorreram os locais de trabalho realizando assembleias e mobilizando a categoria. A força dos trabalhadores era necessária para dar o recado à diretoria: os trabalhadores não aceitariam o ataque aos seus direitos. A rodada de negociação do dia 10 foi realizada com uma forte paralisação em todo o estado. 95% da categoria aderiu ao movimento, reivindicando um ACT justo e dando respaldo aos dirigentes sindicais na negociação. Mesmo assim a diretoria continuou a rebaixar a proposta e atacar os benefícios do acordo. De zero, o reajuste passou a uma conta maldosa. 5,4% referente à Parcel B, menos 1% do anuênio e 1% do PCS. A segregação manteve-se como meta da Diretoria e ficou claro aos celesquianos que novas ações seriam necessárias. Manifestação na Administração Central. Quinta-feira, dia 17/09. Cerca de 500 trabalhadores de todo o estado participaram de manifestação organizada pelos sindicatos da Intercel no dia 17/09, na Administração Central. O objetivo era pressionar o Governo e seus representantes durante a reunião do Conselho de Administração, a retomar a negociação com os sindicatos. A Diretoria novamente atacou a organização, pedindo à justiça que os trabalhadores fossem proibidos de se mobilizarem nos portões da empresa. A categoria ocupou com responsabilidade o hall de entrada da Administração Central, demonstrando sua organização e vontade de luta. O processo negocial foi destravado com a solicitação da empresa para uma nova rodada de negociação na sexta-feira, dia 18. Em aproximadamente 8 horas de negociação, a empresa apresentou uma nova proposta, avançando em pontos fundamentais como o reajuste salarial, vale-alimentação e segregação.
Greve e aprovação do Acordo. Segunda-Feira, dia 21/09. Em todo o estado trabalhadores da Celesc se uniram em um movimento de greve após 14 anos. Determinados a lutar por seus direitos e ansiosos por uma proposta digna, aguardavam os sindicatos da Intercel apresentarem a proposta oficializada pela Diretoria da Celesc na sexta-feira anterior. Manutenção dos direitos, reajuste de 8% (IGPM), reajuste no vale alimentação e fim da segregação. Os pontos principais que levaram os trabalhadores à greve haviam sido conquistados. A categoria aprovou a proposta por maioria em todo o estado, pondo fim a um dos mais difíceis acordos coletivos dos últimos tempos.
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8 DE ZERO A
GARANTIA DE EMPREGO E ISONOMIA DE DIREITOS FORAM AS GRANDES CONQUISTAS DESTE ACT O Acordo Coletivo de Trabalho 2015/16 foi decidido nos portões da Celesc. Na força da mobilização e união dos celesquianos. Em assembleias realizadas com a categoria em greve, os trabalhadores aprovaram a proposta da Celesc, dando fim ao movimento. Apesar do curto período da Greve, sua intensidade foi fundamental para a conquista de um Acordo que, se não é do tamanho da expectativa dos trabalhadores, é o melhor possível em um cenário de crise política e econômica. É o melhor possível em um setor que passa por um processo de renovação da concessão que impõe uma série de desafios para a Celesc Pública. O fim do movimento de greve em apenas um dia não pode ser encarado erroneamente. Este não foi um Acordo fácil para os celesquianos. Apenas a mobilização e união da categoria pode sobrepor as tentativas de ataque aos direitos dos trabalhadores. Saímos deste acordo com todos os nossos direitos e, principalmente, não deixamos que a conta da redução de custos fosse repassada integralmente aos celesquianos. Mostramos que não somos números. Somos fundamentais para que a Celesc continue com seu papel principal que é levar energia de qualidade à sociedade catarinense. Dentre uma série de momentos importantes, temos que destacar dois pontos neste acordo. O primeiro, é a manutenção da cláusula mais importante do nosso Acordo Coletivo: a Garantia de Emprego. Constantemente ameaçada pela imposição dos acionistas minoritários, que tratam trabalhadores como meros números, a manutenção da garantia de emprego só foi conquistada pela força da mobilização e da pressão sobre o Governo do Estado. Afinal de contas, quem defende uma Celesc Pública não pode tratar seus trabalhadores como mercadoria. Como estatística. É preciso respeito e dignidade com os trabalhadores. E a garantia de emprego nos dá exatamente isso. O segundo ponto que merece destaque foi a manutenção da isonomia de direito. Até a última rodada anuênio. licença prêmio, Gratificação de Férias e Gratificação de 25 anos estavam sendo retiradas de quem viesse a entrar na empresa. Foi nos acréscimos esta injustiça foi superada e todos que entrarem na Celesc terão os mesmos direitos quem já trabalha na empresa. Esse fato merece destaque por que já tivemos esta cisão em tempos passados. Mesmo com 19 dias de greve em 1997 estes direitos foram retirados e só voltaram a ser conquistados após 10 anos. Uma categoria unida por princípios e direitos é uma categoria forte. Não podemos nos esquecer desta lição. Saímos ainda de zero para 8% de reajuste nos salários e no piso. Conquistamos reajuste no vale alimentação, modificando a lógica e garantindo o benefício para todos os dias do mês. Mantivemos nossos sindicatos fortes para organizar a luta da categoria. Se os demais pontos do acordo não foram do tamanho de nossa expectativa, não podemos abaixar a cabeça. Temos que encarar este ACT como mais uma vitória de nossa união. Temos pela frente um caminho tortuoso. A negociação do ano que vem certamente será ainda mais difícil. E é mantendo nossa organização e mobilização que continuaremos na luta pelos nossos direitos e por uma Celesc Pública que atenda a sociedade com excelência, respeitando seus trabalhadores.
CELOS
ELEIÇÃO PARA CONSELHO DELIBERATIVO É HOJE Duas chapas concorrem a duas vagas no Conselho da Fundação Celos Acontece hoje, dia 24, a eleição para composição de 2 vagas no Conselho Deliberativo da Celos. Realizada pela primeira vez com voto universal, participantes ativos e assistidos da fundação Celos participarão da eleição que acontece em cédulas de papel, em todo o estado. Duas chapas inscreveram-se para o pleito. Edalício dos Anjos (titular) e Marlene Roz (suplente) compõem a Chapa 1. Jair Maurino Fonseca (titular) e Paulo Cesar Silveira (suplente) compõem a Chapa 2. Apesar de apenas duas chapas terem se inscrito para compor as duas vagas existentes (deixando claro o resultado da eleição) é fundamental que os trabalhadores participem do pleito depositando seu voto de confiança para a construção de uma Celos cada vez melhor. Uma votação expressiva consolida o processo democrático e fortalece nossa fundação. PARTICIPE!
TRACTEBEL
PLENÁRIA DEFINE PAUTA PARA ACT NA TRACTEBEL Trabalhadores se reuniram no último sábado para debater as reivindicações
Aconteceu no último sábado, 19/09, a Plenária de fechamento de Pauta dos trabalhadores da Tractebel Energia, com vista ao ACT 2015/16. Um número expressivo de delegados, debateu e aprovou as cláusulas que comporão a pauta, que será entregue à Diretoria da Tractebel nesta quinta-feira, dia 24/09. As reivindicações vindas das 23 assembleias e consolidadas na Plenária convergem para 5 eixos principais: Econômico (Ganho Real, PLR e Auxílio Alimentação/Refeição); Saúde (Carência de Profissionais Credenciados, Demora na Aprovação de Procedimentos, Valores das Tabelas e Evento de Auto Custo); Educação (Auxilio Creche, Auxilio Estudante e Incentivo à Formação); Carreira (Progressão, Remuneração de Enquadramento e Tetos das Faixas); Aposentadoria Complementar (Percentuais de Contribuição e Reflexos da Aposentadoria Especial e/ou Antecipada no Plano CD);
Os participantes destacaram ainda a falta de informação sobre o PCR, Plano CD, Manual de Pessoal/Benefícios e a existência de procedimentos diferenciados entre as regionais com relação a aplicação de normas e benefícios previstos no ACT e Manuais da Empresa. A expectativa geral é de um bom acordo, principalmente porque a Empresa tem alcançado excelentes resultados. LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Amilca Colombo Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
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CULTURA
Standard & Poor’s e Masterchefs por Mairon E. Brandes¹ Há algumas décadas atrás, diante do debate sobre distribuição de rendas no Brasil, o então Ministro Delfim Netto teria dito ser necessário primeiro fazer o bolo crescer, para então distribuí-lo. Provavelmente, ele estava preocupado com o nível de poupança e a necessidade de promover a acumulação de capital como forma de estimular os investimentos e garantir crescimento econômico. Acontecimentos desta semana evidenciam que a economia brasileira vai mal. Depois da ausência de crescimento no ano passado, em 2015 temos recessão, puxada principalmente pela queda dos investimentos públicos e privados, pela retração na produção industrial e no consumo das famílias. Nesse cenário, o governo divulgou o orçamento para 2016 com um déficit primário de R$ 30 bilhões, aproximadamente, 0,5% do PIB. Ou seja, o governo apresentou um orçamento sem superávit primário, que é um excedente de receitas considerado antes de se descontar as despesas com os juros da dívida pública. Assim, para alcançar o equilíbrio nas finanças públicas, intensificou-se o debate: cortar gastos e/ou ampliar receitas (via impostos)? Numa época em que programas de competição de culinária batem recordes de audiência na rede de televisão no Brasil, é como se na prova do bolo, este estivesse sido apresentado cheio de confetes de chocolate, mas sem o glacê que os sustentam na cobertura. Em função disso, a Standard & Poors, uma das juradas, revisou a avaliação de risco da economia brasileira, reduzindo sua pontuação e deixando-a sem o mínimo que a classifica dentro do grau de investimentos. Deus o livre perder os confetes de chocolate! Faltam as avaliações de outras duas juradas de peso, a Fitch e a Moody’s, mas cresce o alarido que os já cambaleantes investimentos diretos no país tendem a diminuir, pressionando a taxa de juros (mais confetes de chocolate!) e causando mais recessão na economia brasileira. A dica dos jurados é mais ou menos a seguinte. Apresente um bolo menor, tire alguma camada da massa, mas não comprometa a cobertura e demonstre que os confetes de chocolate estão garantidos. Até porque, no final das contas, mais da metade do bolo, com toda a cobertura, fica para uma minoria que gosta de se lambuzar e se apresenta há décadas insaciável.
Mairon E. Brandes é economista do Dieese
"Numa época em que programas de competição de culinária batem recordes de audiência na rede de televisão no Brasil, é como se na prova do bolo, este estivesse sido apresentado cheio de confetes de chocolate, mas sem o glacê que os sustentam na cobertura. Em função disso, a Standard & Poors, uma das juradas, revisou a avaliação de risco da economia brasileira, reduzindo sua pontuação e deixando-a sem o mínimo que a classifica dentro do grau de investimentos.