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LV 1281

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GREVE No 1281 - 03 de setembro de 2015

ELETROBRAS

COLETIVO NACIONAL DOS ELETRICITÁRIOS MOBILIZA TRABALHADORES EM TODO O BRASIL

PG. 2-3

ACT CELESC Sem Garantia de Emprego não tem negociação LEIA NA PG. 2 1


ELETROBRAS

COLETIVO NACIONAL DOS ELETRICITÁRIOS MOBILIZA TRABALHAD

Intersul envia representação para a audiência de mediação do ACT 2015/20

Os sindicatos que compõem a Intersul estiveram represe participando da audiência de mediação no Tribunal Supe Grupo Eletrobras. Após cinco horas reunidos e o Ministro das empresas Eletrobras, o Ministro apresentou proposta direção da empresa e, em seguida, apreciação e deliberaç

- reajuste linear de 8,17% aplicado sobre salários e b - reajuste de 25% do tíquete, totalizando R$ 1 mil ao m - pagamento de dois talões de tíquetes suplementare respectivamente; - manutenção das demais cláusulas dos acordos vig de 2016;

Trabalhadores da Eletrosul participam da mobilização nacional dos eletricitários

De acordo com a ata da audiência, a Eletrobras teria at denação e Governança das Empresas Estatais (DEST) au TST o resultado da gestão. Os sindicatos têm até o próxim assembleias somente após receber da Eletrobras a respos zero hora do dia 5 de setembro para suspenção de qualque celebração do acordo proposto. Enquanto isso, a greve permanece instalada em todas as para o acordo por parte da Eletrobras. Os sindicatos, por s suas assembleias. No dia 01/09 a Eletrobras já havia infor acordo mediado pelo Ministro. Os sindicatos que compõem ção dentro do prazo concedido pelo TST.

CELESC

SEM GARANTIA DE EMPREGO, NÃO TEM NEGOCIAÇÃO Celesc recusa discutir Garantia de Emprego na segunda rodada e cláusula deve ser debatida nesta quinta-feira Novamente a Celesc se escondeu e não debateu a Garantia de Emprego dos Trabalhadores da empresa. A segunda rodada de negociação, foi marcada pela negativa por parte da Diretoria em debater a cláusula mais importante para os trabalhadores. O Diretor de Gestão afirmou que a empresa quer debater a Garantia de Emprego em um pacote, junto com as cláusulas econômicas, mas que antes deste debate é necessário "limpar" a pauta, passando todas as cláusulas sociais e não-econômicas. Para os sindicatos da Intercel, esta postura da Diretoria demonstra que o futuro desta negociação será o embate e que, ao esconder-se tentando aglutinar a Garantia de Emprego às cláusulas econômicas a Celesc tentará retirar direitos dos trabalhadores ou barganhar com a estabilidade de emprego da categoria. Durante a negociação os Dirigentes sindicais já deixaram claro à empresa que os traba-

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lhadores não aceitarão ataques a um ACT construído através de muita luta, união e mobilização. Também ficou explícito que desta quinta-feira, quando acontece a 3ª rodada, a empresa precisa se posicionar sobre a garantia de emprego e que qualquer tentativa de mudança ou flexibilização da cláusula levará os trabalhadores à mobilização. É preciso que a Diretoria venha para a negociação para efetivamente fazer o debate com os representantes dos trabalhadores e não apenas para repetir o mantra da redução de custos alardeado pelos acionistas minoritários. Os trabalhadores são os reais construtores dos 60 anos de bons serviços prestados pela Celesc e merecem ser respeitados. Cercada de expectativas, a 3ª rodada de negociação acontece hoje, dia 03, na Administração Central. É dia de lutar pela Garantia de Emprego e pela construção de um ACT que respeite os celesquianos. Vamos todos juntos nesta luta!

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CELESC

DORES EM TODO O BRASIL

016 no TST

FALTA DE SEGURANÇA EM SUBESTAÇÕES DEIXA ITAJAÍ SEM LUZ

entados juntamente com o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), erior do Trabalho para tratar do Acordo Coletivo dos eletricitários do o do TST, Ives Gandra, ouvir as posições das entidades sindicais e de conciliação que agora depende da aceitação e oficialização pela ção pelos trabalhadores. A seguir os termos da conciliação proposta:

benefícios retroativo ao mês de maio; mês, retroativo ao mês de maio; es, parcelados, um no mês de outubro e outro em novembro,

gentes, nacional e especifico, com vigência até 30 de abril

té o dia 3 de setembro para buscar junto ao Departamento de Coorutorização para firmar o acordo nos termos conciliados e informar ao mo dia 9 para deliberar sobre a proposta. O CNE deliberou por fazer sta oficial. O vice-presidente do TST concedeu ainda o prazo de até a er movimento paredista, sem descontos dos dias parados no caso de

s empresas do Grupo Eletrobras aguardando a manifestação positiva sua vez terão até o próximo dia 9 para informar ao TST o resultado de rmado ao TST que obteve autorização do DEST para celebração do m o Intersul e o CNE, pretendem realizar as assembleias para aprecia-

NA CONTRAMÃO DO DISCURSO

scurso é de contenção de despesas. Cortar gastos e economiEnxugar a máquina". Mas a prática... ah, a prática. Como sempre, esc pratica os cortes necessários apenas no lombo dos trabaes. Todos os celesquianos têm consciência de que ajustes são sários para que a concessão da Celesc seja renovada. Mas a ação é geral quando a empresa, acionistas, diretores e chefes, iam o corte de direitos e benefícios da categoria e o aumento da ização como o único caminho para alcançar a meta. dignação fica ainda maior com as ações contraditórias que suronde a empresa deixa claro que está na contramão do discurso. deia é economizar, qual a justificativa para que a Celesc lance ital convocando licitação para a contratação de uma assessoria a para orientar a Diretoria na negociação? A Celesc tem um corpo o capacitado e responsável que sempre assessorou os diretores mpresa com qualidade. Então qual a justificativa de gastar irresvelmente dinheiro público por pouco mais de 1 mês de trabalho? dital foi lançado nesta segunda-feira, dia 31. Três empresas partim e houve recurso, adiando a contratação. Que esta "briga jurídiestenda, envolvendo o Tribunal de Contas do Estado e o Ministéblico, para que a empresa não gaste dinheiro público contratando os em duplicidade, que já são realizados por empregados do quaóprio. Ou isso, ou se altera o edital, abrindo uma chamada para l da Diretoria. Interessado: PREVI - ANGRA".

Há tempos os sindicatos da Intercel têm denunciado a falta de segurança nas subestações da Celesc. Abandonadas, as subestações oferecem riscos a trabalhadores (que já foram surpreendidos por invasores), e à sociedade. No último sábado, mais uma vez uma invasão à uma subestação causou um grave acidente, deixando uma pessoa ferida e bairros da cidade de Itajaí sem energia por aproximadamente 2 horas. Segundo informações locais, uma pessoa invadiu a subestação para furtar cabos e equipamentos, tendo sofrido descarga elétrica de 23,1kV em um banco de capacitores. O indivíduo teve 85% do corpo queimado e encontra-se internado em estado gravíssimo.

O descaso com as subestações da empresa têm proporcionado cenas lamentáveis como esta. O abandono é mais um incentivo para que as instalações sejam invadidas e roubadas. Quando o resultado não é um acidente de grande porte, é um prejuízo que poderia ser evitado. As condições precárias que se agravam com o abandono não serão resolvidas com monitoração por câmeras, como tem sido costume da empresa adotar a qualquer crítica de falta de segurança para trabalhadores e insumos da Celesc. É preciso uma verdadeira ação da diretoria para que o patrimônio da Celesc não se converta em uma bomba relógio, que mutila, mata e deixa a sociedade à mercê da sorte.

CELESC

ACORDO DE PLR 2015 É ASSINADO PLR dos celesquianos deu mais um passo em direção à distribuição justa Após aprovação da categoria em assembleias realizadas pelos sindicatos da Intercel, o acordo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2015 dos trabalhadores da Celesc foi assinado nesta terça-feira, dia 01/09, pela diretoria da Celesc e pelos sindicatos que compõem a Intercel.

Com ampla manifestação favorável da categoria, a grande vitória desta negociação foi dar mais um passo rumo à distribuição justa dos valores. A PLR assinada nesta terça-feira avança na parcela linear para o percentual de 60%. Apesar da reivindicação da categoria

ser pela distribuição 100% igualitária, este avanço é de grande importância e foi determinante para que os trabalhadores aprovassem o Acordo. A antecipação (1ª parcela) da Participação nos Lucros e Resultados está agendada para pagamento em outubro de 2015.

LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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CULTURA

Minha Vida "me sinto intensamente vivo, e quero e espero que no tempo que me sobra que eu aprofunde minhas amizades, diga adeus para aqueles que amo, escreva mais, viaje se tiver a força, e alcance novos níveis de entendimento e discernimento. Isso demandará audácia, clareza e conversas diretas; tentar acertar minhas contas com o mundo. Mas haverá tempo, também, para alguma diversão (e até mesmo para alguma bobeira, sem dúvida). Repentinamente me sinto possuidor de um foco muito claro, e de perspectiva. Não há mais tempo para nada que não seja essencial" Oliver Sacks com Robin Willians, no set de filmagens de "Tempo de Despertar"

Um mês atrás, parecia que eu gozava de boa saúde, poderia se considerar até mesmo excelente. Aos 81 anos de idade, ainda nado 1500 metros por dia. Mas minha boa fortuna já havia se esgotado – algumas semanas atrás fiquei ciente de que tenho múltiplas metástases no fígado. Nove anos atrás descobrimos que eu tinha um raro tumor no olho, um melanoma ocular. Ainda que a radiação e o uso de lasers para remover o tumor me tenha deixado cego daquele olho, apenas em casos muito raros tumores deste tipo fazem metástase. Ainda assim, estou entre os 2% que não têm sorte. Sinto gratidão pelos nove anos de boa saúde e produtividade desde o primeiro diagnóstico, mas agora me deparo com a morte. O câncer ocupa um terço de meu fígado, e embora seu avanço possa ser desacelerado, não há como parar esse tipo particular de câncer. É só minha a decisão de como viver os meses que me restam. Tenho que viver da forma mais rica, profunda e produtiva que conseguir. E nisso me encorajo com as palavras de um de meus filósofos favoritos, David Hume, que, ao descobrir aos 65 anos de idade que uma doença o levaria à morte, escreveu uma curta autobiografia num único dia de abril de 1776. A ela ele deu o título de “Minha vida.” “Neste momento me deparo com uma dissolução muito rápida,” escreveu ele. “De minha condição, sofro muito pouco com dor, e o mais estranho é que, não obstante a grande derrocada de minha compleição, nunca cheguei a sofrer um momento sequer de esmorecimento do humor. Mantenho o mesmo ardor de sempre pelo estudo, e a mesma alegria na companhia dos outros.” Tenho sorte de passar dos 80, e os 15 anos que superaram as seis décadas e cinco anos de Hume me foram igualmente plenos de trabalho e amor. Nesse período publiquei cinco livros e completei uma autobiografia (um bocado maior do que as poucas páginas de Hume) a ser publicada nessa primavera; tenho vários outros livros quase prontos. Hume continuou, “Sou ... um homem de disposições brandas, em comando do meu próprio temperamento, de humor aberto, social e alegre, dado ao apego, mas pouco suscetível à inimizade, e de grande moderação em todas minhas paixões.” Nisso não sou como Hume. Embora eu tenha vivido relacionamentos amorosos e amizades, e não tenha inimigos verdadeiros, não posso dizer (nem ninguém que me conhece diria) que sou um homem de disposição branda. Pelo contrário, sou um homem de disposição veemente, de entusiasmos violentos, e extremamente desprovido de moderação com relação a todas as minhas paixões. Ainda assim, uma frase do ensaio de

Hume me é marcante como especialmente verdadeira no meu caso: “É difícil”, escreveu ele, “alguém ter mais desapego pela vida do que neste momento.”Ao longo dos últimos dias, tenho sido capaz de ver minha vida como se de uma grande altitude, como uma espécie de paisagem distante, e com um sentido aprofundado da conexão entre todas as partes. E isso não significa que minha vida acabou. Pelo contrário, me sinto intensamente vivo, e quero e espero que no tempo que me sobra que eu aprofunde minhas amizades, diga adeus para aqueles que amo, escreva mais, viaje se tiver a força, e alcance novos níveis de entendimento e discernimento. Isso demandará audácia, clareza e conversas diretas; tentar acertar minhas contas com o mundo. Mas haverá tempo, também, para alguma diversão (e até mesmo para alguma bobeira, sem dúvida). Repentinamente me sinto possuidor de um foco muito claro, e de perspectiva. Não há mais tempo para nada que não seja essencial. Preciso focar em mim mesmo, no meu trabalho e nos meus amigos. Não vou mais assistir o jornal na TV todas as noites. Não vou mais prestar atenção para política ou para argumentos sobre aquecimento global. Não se trata de indiferença, mas de desapego – ainda me importo muito com o Oriente Médio, com o aquecimento global, com o crescimento da desigualdade, mas estas coisas não estão mais na minha alçada; pertencem ao futuro. Regozijo-me ao encontrar jovens capazes – até mesmo aqueles que fizeram minhas biópsias e diagnosticaram minhas metástases. Sinto que o futuro está em boas mãos. Cada vez estou mais consciente, nos últimos 10 anos mais ou menos, das mortes de meus contemporâneos. A minha geração está de saída, e senti cada morte como uma ruptura, como se parte de mim se rasgasse. Não haverá ninguém como nós quando nos formos, mas na verdade não há ninguém que seja como outro alguém, nunca houve. Quando as pessoas morrem, são insubstituíveis. Deixam buracos que não podem ser preenchidos, pois é o destino – o destino genético e neural – de cada ser humano ser um indivíduo único, encontrar seu próprio caminho, viver sua própria vida, e morrer sua própria morte. Não posso fingir que não tenho medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Amei e fui amado; ofereci muito, e dei algo em troca; li, viajei, pensei e escrevi. Comuniquei-me com o mundo com a comunicação especial dos escritores e leitores. Acima de tudo, tenho sido um ser senciente, um animal pensante, nesse belo planeta, e isso por si só foi um enorme privilégio, e uma aventura.

O texto acima foi escrito pelo neurologista e escritor Oliver Sacks. Autor de vários livros que chegaram a ser adaptados ao cinema, em fevereiro Oliver anunciou com este texto um câncer terminal e sua perspectiva frente a uma eminente morte. Oliver faleceu no último domingo.


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