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No 1280 - 27 de agosto de 2015

RUMO À GREVE ELETROBRAS

Trabalhadores das empresas do grupo Eletrobras reprovam proposta do ACT 2015/16 e paralisam atividades por 72 horas a partir do dia 31

Depois de três rodadas de negociação, a proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho oferecida pela direção da Eletrobras na última reunião do dia 19/08/2015 não deixou outra alternativa aos trabalhadores. Na maioria das assembleias que estão sendo realizadas por todo o Brasil, os trabalhadores estão rejeitando a proposta e aprovando o encaminhamento de paralisação das atividades por 72 horas, a partir do dia 31/08/2015. A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), os sindicatos que compõem o Coletivo Nacional dos Eletricitários

(CNE), e a Intersul acreditam que a paralisação contará com forte adesão, mas a quarta reunião de negociação que deverá ocorrer dia 27/08/2015 no Rio de Janeiro é que vai ser determinante. Caso a Eletrobras não mude a postura adotada, o movimento tenderá a se acirrar mais uma vez, demonstrando a falta de habilidade do governo e das empresas em tratar com os trabalhadores do setor elétrico, principalmente no momento em que todo o setor é ameaçado pela crise. Além de buscar um ACT justo e adequado ao momento político e econômi-

co, os trabalhadores também devem paralisar em protesto pela postura privatista do governo em relação ao setor elétrico. Os sindicatos que compõem a Intersul farão novas assembleias depois da reunião do dia 27/08/2015 para avaliar a negociação, ouvir os trabalhadores e definir os próximos passos da campanha salarial. Os trabalhadores do setor elétrico merecem ser respeitados. Ao governo e as direções das empresas cabe oferecer as condições mínimas para que o setor encontre o seu melhor rumo.

"Além de buscar um ACT justo e adequado ao momento político e econômico, os trabalhadores também devem paralisar em protesto pela postura privatista do governo em relação ao setor elétrico"

É HOJE

COMEÇA NESTA QUINTA - FEIRA A NEGOCIAÇÃO DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO 2015/16 DA CELESC LEIA NA PÁGINA 3 1


CELESC

OFICINA DE NEGOCIAÇÃO PREPARA DIRIGENTES SINDICAIS PARA A NEGOCIAÇÃO DO ACT Conduzido pelo Dieese, planejamento para a negociação busca alinhar discurso e fortalecer reivindicações da Diretoria Preparar e capacitar os companheiros dos sindicatos da Intercel que representam os trabalhadores na busca por um Acordo Coletivo de Trabalho bom para todos. Este é o objetivo da Oficina de Negociação, realizada todo ano, nos dias que antecedem a primeira rodada de negociação do ACT. Conduzida pelo economista e coordenador estadual do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-

econômicos (Dieese), José Álvaro Cardoso e pela economista do Dieese e assessora econômica da Intercel Samya Campana, a oficina buscou avaliar as cláusulas do acordo coletivo e propor cenários para que os dirigentes sindicais encenem as argumentações que deverão ser usadas na defesa das reivindicações dos trabalhadores. Organizados em grupos, os companheiros debateram a

conjuntura econômica e política do país, além dos desafios do setor elétrico nacional frente à negociação do ACT. Ao final da oficina, os dirigentes sindicais definiram a composição da mesa de negociação por parte da representação dos trabalhadores, organizando a estratégia para o debate com a empresa. A negociação inicia hoje, 27/08, e se extende até o final de setembro.

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QUASE UM ANO DE INSEGURANÇA EM SÃO FRANCISCO DO SU Prédio da Agência tem problemas estruturais e reforma empaca nos (des)ca

Há quase um ano os trabalhadores da Celesc de São Francisco do Sul convivem com a insegurança, realizando seus trabalho em um prédio precário. Rachaduras e umidade tomaram conta da edificação que abriga os serviços da empresa "A maior ev na cidade e, desde novembro de 2014, os sininsegurança dicatos da Intercel, através do Sindinorte, buscam junto à Diretoria da Celesc soluções para são duas es o problemas. Em pelo menos 3 reuniões com o foram coloc presidente da empresa, os dirigentes sindicais firmar o teto. cobraram a reforma do prédio, mas esta empacou nos (des)caminhos da Celesc. anos estão lá Em novembro de 2014, técnicos da Adminispó, eviden tração Central foram à agência avaliar as condimorosidad ções e constataram a precariedade do edifício. de respons Com marcações, acentuaram a visulização do problema, trazendo mais temor aos que frecom a segu quentam a Celesc em São Francisco do Sul. celesquianos, Entretanto, a maior evidência da insegurança e com a pop no prédio são duas escoras que foram colocafrequenta o das para firmar o teto. Há quase 1 ano estão lá, juntando pó, evidenciando a morosidade e falta de responsabilidade com a segurança de celesquianos, terceirizados e com a população que frequenta o prédio público. Na última reunião com o presidente, realizada em 06/08, a Dire-

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CELESC

VIDA VIVA INICIA CAPACITAÇÃO Após virar cláusula do ACT, trabalhadores participam de treinamento

Incluída no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) a Cláusula Vida Viva promove a saúde do trabalhador e o Trabalho decente e saudável. A ideia central da cláusula é permanentemente criar espaços coletivos que auxiliem os trabalhadores a refletirem seu trabalho, sua vida e sua saúde, a partir da sua própria realidade. O que queremos de nossas vidas? Quais os impactos na saúde e no trabalho? Para responder estas perguntas, os trabalhadores passam a ser agentes da transformação, debatendo em uma linguagem simples os múltiplos aspectos relacionados à condição de trabalho, vida e saúde. Na última semana, 25 trabalhadores de Florianópolis, Criciúma e Tubarão receberam o treinamento para monitoria do programa Vida Viva. Neste momento, os trabalhadores se apropriam do conteúdo apresentado para desenvolverem a multiplicação a base, com foco na segurança, estabilidade, em um local de trabalho humanizado. A capacitação dos monitores de Florianópolis, Tubarão e Criciúma é o primeiro passo de implementação da cláusula, e será extendida para todas as regionais.

UL aminhos da Celesc

toria afirmou que encaminharia com celeridade, pedindo 15 dias de prazo, que encerrou no dia 21. Passado o prazo, o Sindinorte, sindicato da base, cobrou da Diretoria a promessa. Engavetada desde então, apenas após a manifestação do sindicato vidência da a Diretoria deu encaminhamento à reforma, emia no prédio tindo documentos no mesmo dia. Mas o problema não para por aí. scoras que A Celesc deu o comando para que o edital da cadas para licitação seja feita. As informações que chegaram Há quase 1 aos sindicatos dão conta que o processo é ainda mais lento: segundo email da gerente administraá, juntando tiva da ARJOI, o edital apenas foi encaminhado nciando a para análise na área responsável e ainda carede e falta cerá de avaliação jurídica, tendo grandes chansabilidade ces de precisar de ajustes. No próprio email há a informação que neste semestre a obra não deve urança dos terceirizados iniciar. Na terça-feira, a Diretoria afirmou, através comunicação da DPSU ao Sindinorte que a licitapulação que ção para reforma terá prioridade. o prédio" Em poucos meses, a insegurança e descaso com os trabalhadores fará aniversário. Caso a prioridade afirmada pela Diretoria não venha a se concretizar, os os sindicatos deverão organizar um movimento, fechando o prédio, para resguardar a vida de trabalhadores e da sociedade.

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É HOJE Começa nesta quinta-feira a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2015/16 na Celesc Começa nesta quinta-feira, dia 27, pelos próximos anos, impactando direa primeira rodada de negociação do tamente no Acordo. Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Entretanto, não podemos ficar pas2015/16 dos celesquianos. sivos diante de ataques aos nossos A categoria unida direitos, nem arcar com "Nossa pauta em Mafra definiu uma toda a conta neste propauta de reivindicacesso. já é uma antiga ções robusta e sóbria, A nossa pauta já é conhecida buscando um Acordo uma antiga conhecida dos diretores Coletivo que reflita o dos diretores da emda empresa e, bom desempenho dos presa e, havendo boa trabalhadores no atenvontade e respeito, pohavendo boa dimento de qualidade vontade e respeito, deremos avançar em à população catarinenum acordo que contempoderemos avançar ple os trabalhadores e se. em um acordo Agora, às vésperas preserve a empresa. da primeira rodada de que contemple os Os celesquianos deram negociação, a categotodo seu esforço e metrabalhadores e ria deve permanecer recem melhores condiunida e mobilizada, preserve a empresa" ções de trabalho e de acompanhando os covida, que virão com o municados dos sindicatos que com- respeito ao pleito da categoria, contido põem a Intercel. na pauta de reivindicações entregue à Sabemos que o momento deste empresa. acordo é muito difícil. As imposições Acompanhe os detalhes da negociadas regras da renovação das conces- ção através dos Boletins da Intercel, sões nos trazem desafios que condu- divulgados após cada rodada de nezirão o embate capital contra trabalho gociação.

LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Wanderlei Lenartowicz Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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CULTURA

Assim nasce um conservador POR MAURO IASI De todos os invernos De todas as noites sangrentas De todos os infernos De todos os céus desterrados de perdão. De toda obediência burra Ao oficial, burocrata, À coroa, ao cetro, Ao papa, ao cura. De todo medo “Agora não, ainda é cedo”, de todo gesto invertido para dentro, de toda palavra que morre na boca. Do obscurantismo, de todo preconceito, de tudo que te cega, de tudo que te cala, de tudo que lhe tolhe, de tudo que recolhes, de tudo que abdicas, de tudo que te falta.

Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB. É autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o não ser da consciência (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil e György Lukács e a emancipação humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às quartas.

Um beijo o assusta, um abraço o enfurece, a dúvida o enlouquece, a razão se esvanece no vácuo. Germina, assim, uma impotência tão grande, que deforma as feições e torna tenso o corpo, o dedo em riste, a veia que salta no pescoço, a boca transformada em latrina. Assim nasce o conservador. Ele teme tudo que é novo e se move. É um ser frágil, arrogante, assustado… e violento.


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