No 1278 - 13 de agosto de 2015
CELESC
COMEÇARAM NEGOCIAÇÕES DA PAUTA ESPECÍFICA Diretoria demonstra resistência a inclusão de novas cláusulas PG.2
UM DIRETOR AQUI, OUTRO ASSESSOR ALI... Indicações políticas levam Eletrosul a caminho abominado por trabalhadores PG.2
FNU REALIZA 20º CONGRESSO
ASSEMBLEIAS DEFINEM PLR DOS CELESQUIANOS
Categoria avalia proposta apresentada pela Diretoria da Celesc, após reprovação unânime na Assembleia Estadual Os trabalhadores da Celesc definirão hoje, 13/05, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2015. Após a rejeição unânime da proposta apresentada na Assembleia Estadual, os sindicatos da Intercel formalizaram à diretoria os anseios da categoria, elencando as premissas básicas que necessitavam de avanço para que a proposta fosse aceita pela categoria. Entre elas, foi destacada a necessidade de avanços na distribuição linear da PLR, reivindicação histórica da categoria que considera que todos os trabalhadores são fundamentais para o bom desem-
penho da empresa. Além disso, a lógica de avanços na distribuição linear não pode ser congelada novamente, privilegiando poucos. Com estas diretrizes registradas e com nova proposta formalizada pela Diretoria, os sindicatos que compõem a Intercel estão realizando assembleias para que a categoria defina a PLR 2015. Caso a proposta seja reprovada, a categoria realizará uma paralisação na próxima terça-feira, dia 18, conforme aprovado pelos trabalhadores na Assembleia Estadual.
PAUTA DE REIVINDICAÇÕES É ENTREGUE PARA A CELESC Intercel sugeriu inicio das negociações para o dia 27 de agosto
Dirigentes sindicais debatem organização dos trabalhadores e federações PG.2-3
PERICULOSIDADE NO ESCRITÓRIO Novas denúncias de pagamento indevido PG.3
As reivindicações dos celesquianos para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/16 foram entregues pelos sindicatos que compõem a Intercel na última quinta-feira, dia 6.
Os dirigentes sindicais repassaram ao Presidente da empresa e aos Diretores de Gestão Corporativa e de Assuntos Regulatórios e Jurídicos a pauta de reivindicações dos celesquianos, sugerindo o início das
negociações para o dia 27 de agosto. A data-base dos trabalhadores da Celesc será marcada por dificuldades e apenas a categoria unida poderá conquistar um ACT bom para todo mundo!
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ELETROSUL
SETOR ELÉTRICO
COMEÇARAM AS NEGOCIAÇÕES DA PAUTA ESPECÍCIA Diretoria demonstra resistência à inclusão de novas cláusulas
FNU REALIZA 20º CONGRE
Conforme divulgado em boletim na sobre algumas das reivindicações consemana passada, os sindicatos da In- tidas na pauta. Mais uma vez a emtersul se reuniram com a Direção da presa mostrou-se resistente à inclusão Eletrosul na última quarta-feira (05/08) das novas cláusulas, concordando de para a primeira rodada imediato com apenas de negociação da pau"Mais uma vez a a renovação de cláuta de reivindicações sulas já existentes do empresa mostroupara o Acordo Coletivo ACT 2013/15. Uma se resistente Específico 2015/16. nova rodada de negoRepresentaram a ciação para aprofunà inclusão de empresa o Diretor dar o debate sobre o novas cláusulas, restante da pauta está Administrativo, Paulo Afonso Evangelista prevista para o dia 26 concordando Vieira, Assessor da de agosto de 2015. de imediato Diretoria AdministratiOs sindicatos da Incom apenas a va, Laercio Farias, Getersul esperam que rente da Coordenação haja de fato por parte renovação de de Relações Trabalhisda empresa, dispocláusulas já tas, Jefferson Nunes, sição para dialogar e a Gerente da Divisão existentes do ACT atender às reivindicade Benefício e Admições dos trabalhado2013/15" nistração de Pessoal, res. A íntegra da pauta Nara Maria da SIlva, e, representando do ACT 2015/16 e a posição inicial da a Diretoria de Operação, Cleiton Luís empresa sobre cada item da pauta esRezende Cabral. tão no boletim da semana passada. Nesta primeira rodada os dirigentes Confira tudo no site da Intersul: www. sindicais prestaram esclarecimentos intersul.org.br.
UM DIRETOR AQUI, OUTRO ASSESSOR ALI... Indicações políticas levam Eletrosul a caminho abominado por trabalhadores As indicações políticas para cargos na Eletrosul já começaram a provocar desdobramentos temidos e abominados pelos trabalhadores. O recém empossado Diretor Presidente já iniciou as indicações de outros afiliados políticos. Segundo informações trazidas aos sindicatos pelos trabalhadores, o Sr. Gerson Berti, chefe de gabinete indicado pelo presidente Djalma Berger vêm com salário superior a R$ 30 mil (a denúncia encaminhada aos sindicatos veio acompanhada da imagem do contracheque do Sr. Gerson, disponível em www.sef.sc.gov.br/transparencia). Além disso, a Resolução da Diretoria aprovou também a concessão de gratificação de aproximadamente R$ 7 mil, correspondente ao nível NHA, que consta no Plano de Carreira e Remuneração. Desta forma, somente esta indicação poderá custar à Eletrosul mais de R$ 38 mil por mês. Os sindicatos da Intersul não tem maiores informações sobre o assunto, mas irão questionar a Diretoria da Eletrosul, pois fala-se nos corredores que as indicações não param por aí. Quem sabe, em breve estaremos vivenciando na Eletrosul a mesma situação de outras empresas do setor, as mesmas denúncias feitas pelas entidades sindicais, quanto a quantidade de "assessores apadrinhados" esquecidos no quadro das empresas, já que ninguém sabe até quando o próprio padrinho permanecerá.
LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Amilca Colombo Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
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Dirigentes sindicais debatem orga Aconteceu em Florianópolis, no Hotel Canto da Ilha (Escola Sul da CUT), entre os dias 10 e 13 de agosto, o 20º Congresso da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU). O evento é destinado às entidades ligadas à FNU, Federação que congrega sindicatos de trabalhadores uranitários de todo o Brasil. No mesmo local, nos dias 13 e 14 de agosto, ocorre o 1º Congresso da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU). Dirigentes sindicais do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), de sindicatos que compõem a Intersul e outros sindicatos urbanitários de todo o Brasil estarão debatendo a organização dos trabalhadores para defesa dos interesses e do interesse da sociedade que depende dos serviços prestados pela classe urbanitária, seja na área de energia, saneamento e transporte urbano.
CELOS
INTERCEL APOIA CANDID Os sindicatos que compõem a Intercel novamente participarão ativamente das eleições na Celos. Após o fim do período de inscrição de candidaturas, apenas duas chapas se inscreveram no pleito para composição de 2 vagas no Conselho Deliberativo da fundação. Já apresentados aos trabalhadores na Assembleias Esta-
dual, os companheiros Ed dos Anjos e Marlene Roz pa 1) e Jair Maurino Fons Paulo Cesar Silveira (Cha compõem as chapas apo pelos sindicatos da Inter pela Associação dos Apos dos da Celesc (APCelesc Como esta eleição é a composição de 2 vaga Conselho, isso quer dize
Unidos por uma Celos Forte
Ao apostar na união entre assistidos e participantes, apostam aliança entre Intercel e APCelesc, continuamos um caminho de um futuro tranquilo para os celesquianos e seus familiares. O d difícil para as fundações. É hora de unir esforços e reconhecer o a trabalhar em prol dos celesquianos, saindo das críticas vazias Os candidatos apoiados pela Intercel conversarão com os trab dação, suas propostas e ações conjuntas para que a atuação n los. A partir de hoje até o dia 23 de setembro, quando se encerr informações sobre a campanha, sobre a importância de um Con representação realmente identificada com a luta dos trabalhadore as propostas e compromissos de nossos candidatos. A eleição ocorrerá no dia 24 de setembro.
VO
X X
CELESC
ESSO EM FLORIANÓPOLIS
anização dos trabalhadores e federações
Novas Denúncias de pagamento indevido na região Oeste Novamente o pagamento indevido de periculosidade foi denunciado aos sindicatos da Intercel. Segundo informações de trabalhadores da Regional de Lages, todas as chefias que não tem atividade de risco e, consequentemente, não devem receber a indenização da periculosidade tiveram o benefício pago na última folha de pagamento. Pior: com retroativo por meses em que não receberam. Os sindicatos da Intercel estão buscando junto à Celesc informações para averiguar a
DATOS NA CELOS
dalício (Chaseca e apa 2) oiadas rcel e sentac). para as no er que
os trabalhadores deverão votar duas vezes, ou seja, em duas chapas. Os sindicatos da Intercel tem a orientação da categoria, retirada nos Seminários Regionais (2013) de que é imperativo apresentar candidaturas identificadas com a luta dos trabalhadores para os espaços representativos que temos.
mos no fortalecimento da categoria. Com a luta para que a fundação Celos represente desafio é gigantesco. O cenário nacional é os companheiros corajosos que se dispõem s para a ação. balhadores sobre o atual momento da funno COD ajude no desenvolvimento da Cera a campanha eleitoral, o Linha Viva trará nselho Deliberativo forte e atuante, de uma res e, principalmente, daremos espaço para
OTE NA UNIÃO CHAPA 1
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PERICULOSIDADE NO ESCRITÓRIO
Edalício e Marlene
CHAPA 2 Jair e Paulo César
veracidade das denúncias e encaminharam denúncia ao Ministério Público e ao Ministério do Trabalho para que estes órgãos fiscalizem a situação. A periculosidade deve ser paga apenas a quem realmente se expõe a risco. É impossível moralizar sua concessão se a empresa privilegiar chefias, pagando indevidamente, ao mesmo tempo em que denúncias dão conta de que trabalhadores que realmente merecem o benefício estão sendo impedidos de realizarem seu trabalho, como forma de economia.
TRIBUNA LIVRE PORQUE A CONTA DO AJUSTE FISCAL NÃO FECHA
por José Alvaro Cardoso
Cálculos do economista Amir Khair, especialista em contas públicas, dão conta que apenas no primeiro trimestre, enquanto o governo poupava R$ 18 bilhões retirando direitos trabalhistas e previdenciários para aumentar o superávit primário (conhecido também como bolsa banqueiro), os gastos com juros bateram nos R$ 85 bilhões. Mesmo assim, a dívida pública bruta aumentou em R$ 227,8 bilhões, apenas nos primeiros três meses do ano. Sabe-se que mais de 90% da dinheirama entregue por conta da dívida pública são destinados ao sistema financeiro: bancos nacionais e estrangeiros, investidores estrangeiros, seguradoras, fundos de investimento e fundos de pensão. O déficit nominal do setor público (resultado do balanço entre as receitas totais e as despesas totais), neste ano alcançará 6,4% do PIB. Com ajuste fiscal e tudo. Mas não são os salários do funcionalismo público federal (estacionados em pouco mais de 4% do PIB) ou os gastos com os programas sociais que levarão a este resultado, e sim os gastos com a dívida pública, turbinados pelos seguidos aumentos da taxa básica de juros, a Selic. É fato conhecido que, a cada ponto percentual de aumento da taxa Selic, o gasto com a rolagem da dívida aumenta em cerca de R$ 20 bilhões. Há um evidente conflito entre o gerenciamento do chamado Sistema da Dívida, que transfere recursos fundamentais da sociedade para um grupo restrito de
privilegiados, e os direitos da sociedade. Ao invés de financiar serviços públicos essenciais ou investir no combate à pobreza, bilhões de reais são destinados e pagar os serviços da dívida, servindo uma minoria parasitária, que não produz nada, a rigor. O Programa de Aceleração
"Ao invés de financiar serviços públicos essenciais investir no combate à pobreza, bilhões de reais são destinados a pagar os serviços da dívida, servindo uma minoria parasitária" do Crescimento (PAC), por exemplo, tem importância estratégica para o país, pois viabiliza a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, hidrovias, habitação, equipamentos e obras para a defesa nacional, etc. Obras que servirão ao povo do País, por um século, talvez mais. O orçamento do PAC para 2015, é de R$ 64,9 bilhões, o que representa uma fração do gasto com a dívida pública nos últimos 12 meses, cerca de R$ 377 bilhões, (6,7% do PIB). O serviço da dívida pública, endereçada a cerca de 20.000 famílias de rentistas, custou, apenas nos últimos 12 meses, o equivalente a quase seis vezes o orçamento do
PAC, encarregado de obras estratégicas para o país. A ponte Anita Garibaldi, inaugurada recentemente na BR-101, em Santa Catarina, é outro exemplo. A estrutura, que deverá servir à população de toda a Região Sul por quase um século, ou mais, custou R$ 777 milhões, equivalente a 0,2% dos juros gastos em 12 meses com a dívida pública. Outro Programa, o gigantesco Minha Casa Vida Minha vem resolvendo, com razoável sucesso, o crônico e estrutural problema do déficit habitacional no país. Em março deste ano, chegou à marca de 3,8 milhões de unidades. Desse total, as famílias beneficiadas já receberam 2,1 milhões de moradias. Mais 1,6 milhão de casas e apartamentos foram contratados para entrega nos próximos meses e anos. Pois, para um dos maiores programas habitacionais do mundo, desde o início, em 2009, foram liberados R$ 139,6 bilhões em financiamentos dos bancos (principalmente da Caixa Econômica Federal). O governo ainda investiu no Programa, R$ 114,9 bilhões, subsidiando famílias de menor renda. Se somarmos os dois tipos de financiamentos, eles não totalizam 1% do PIB por ano, desde 2009, enquanto com a dívida pública se transfere entre 6 e 7,5% do PIB para os rentistas, a cada ano. Por isso um ajuste fiscal que apenas corta gastos primários, sem considerar os gastos com a dívida pública, não tem como dar certo do ponto de vista do País.
José Alvaro Cardoso é Economista e supervisor técnico do DIEESE em Santa Catarina.
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CULTURA
7 dardos de prosa por Dino Giliolli na verdade as sombras só sobram nas sobras do sol, nas dobras do parapeito do edifício preto. mas se as sombras são sobrinhas de uma tarde que se finda, é porque é cedo ainda pra só sobrar o que resta da vida: ser vivida. o ato aconteceu às oito horas e trinta minutos. para ser mais preciso às oito horas trinta minutos e treze segundos. não, isto não é exxxeccessso de detalhe. no final você perceberá ou talvez até no meio que isto tem razão de ser. confesso que não é nenhum truque literário do tipo que tenta amarrar o leitor. os treze segundos é o definidor da situação, por isso não pode sair de cena, ou melhor, do texto. é claro que isto foi um pretexto para te manter atento ao texto. de tanto falar de coisas que não se cala criou calo na fala. fala são falares de falsos olhares de não enxergares. quem fala mais fala pode ser o que cala a palavra silêncio. não é de hoje que se diz uma vida por um triz. de tanto falar o que não se fala quiseram calar a sua fala. ai de quem se cala! desco a ladeira como todos os dias, mas percebo algo diferente. à frente da janela não está Carminha. ah, a deliciosa Carminha, com suas coxas roliças e suas colchas lisas desvendando meus segredos. de tantas noites, onde em claro não via o tempo passear. o tiro foi certeiro, me disse o menino: morreu de traição! elas conversavam na sala, enquanto tentava me concentrar. é sempre assim, ler parece coisa de desocupado. não entendem que exige concentração e uma certa dose de energia, mesmo nas leituras ditas fáceis. estava quase na metade do parágrafo, uma delas me chamou. pediu que desligasse a água no fogão. a cena das bolhas borbulhantes me chamou a atenção. nunca havia pensado nisto e muito menos parado para observar esses líquidos cristais. esteticamente falando, foi uma das coisas mais bonitas que meus olhos já presenciaram. discorria assim o autor do referido livro. pasta de dente escorrendo na cama, paletó dobrado no sofá, meias pelo quarto, chinelos em polvorosa e um dia inteiro para ser preenchido. o homem cheio de vazios, no ap de cobertura estava descoberto de alegria. num gesto moderno, se suicida com a gravata do terno. as sete asas chamavam a atenção. de cores reluzentes cegavam quem ousasse fitá-las num só olho. A tarde caia como todas as manhãs e noites dos repetidos dias. não fosse esse acontecimento, a cidade que murmurava apenas o barulho das máquinas de quatro rodas viveria o tédio costumeiro. desde a chegada à lua, os habitantes desconfiavam que algo diferente estava para acontecer. nada, porém, comparável com o ocorrido. Dinovaldo Gilioli é autor do livro Sindicato e Cultura (Editora Insular e Sinergia) e Cem poemas (Editora da UFSC), entre outros.