No 1273 - 09 de julho de 2015
eletrobras marca primeira rodada de negociação do act 2015/2016
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déficit na fundação elos: intersul cobra responsabilidade da eletrosul
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CARAVANA DA INTERCEL UNE TRABALHADORES POR UM BOM ACT Sindicatos da Intercel percorrem regionais mobilizando categoria para início da data-base
NO limbo
CELESC
CELESC DEIXA SEUS EMPREGADOS EM SITUAÇÃO DE MISERABILIDADE E TOTAL DESAMPARO FUNCIONAL Leia na página 2 1
CELESC
no limbo Celesc deixa seus empregados em situação de miserabilidade e total desamparo funcional Na doutrina cristã, o limbo é um espaço "fora dos limites do céu, onde se vive de forma esquecida e sem a visão plena da eternidade, ou seja, é para onde as almas inocentes iriam, pois mesmo sem terem cometido pecados mortais estas ainda teriam o pecado original, que não foi remissado através do batismo. Crenças à parte, essa pequena explicação é necessária para que todos entendam o que ocorre hoje na Celesc, onde através da intransigência e irresponsabilidade da Diretoria trabalhadores estão sendo jogados no "limbo previdenciário". O limbo jurídico previdenciário-trabalhista é a situação na qual o empregado afastado em auxílio doença recebe alta, mas é considerado inapto pelo médico do trabalho da empresa. Assim, fica sem benefício social e sem salário, ou seja, no desamparo social, situação de indefinições e incertezas. Este assunto estava em debate com a diretoria da Celesc há mais de 5 meses, sendo pauta da ultima reunião da Comissão de Recursos Humanos (CRH) no dia 01º de julho. Lamentavelmente, a diretoria mais uma vez não teve a sensibilidade a responsabilidade de encarar o tema como uma função social da empresa a frente de seus empregados. Com argumentações vazias e insensíveis, se escondendo atrás de divergências jurisprudenciais para colocar dificuldade na interpretação sobre de quem seria a responsabilidade do pagamento dos salários, afronta a dignidade dos empregados que estão expostos a este tipo de constrangimento. Segundo avaliação jurídica da Intercel, quando cessado o auxílio doença o contrato de trabalhado não está mais suspenso, (art. 476 da CLT e 63 da Lei 8.213/91). O artigo 4º da CLT também é claro em prever que “considera-se como de serviço efetivo o período em que o
empregado esteja à disposição do empregador". A Celesc não pode ficar na cômoda situação de “empurrar” a responsabilidade para o INSS, deixando a mercê da sorte seus empregados. Ela deve, como função social do contrato de trabalho, arcar com os salários dos empregados ainda que este não retorne as suas atividades desempenhadas; Utilizar de todos os meios necessários admitidos em lei para desconstituir o ato em sede administrativa ou em ação própria contra o INSS. Na mesma forma, quando constatado pelo médico do trabalho, através de exames complementares, que o empregado não tem condições de exercer suas atividades, o empregador deverá apresentar recurso ou ação acidentaria contra o INSS, e, em caso de impossibilidade do empregado reassumir seu posto ou mesmo ser readaptado, a empresa poderá optar por conceder licença remunerada até que a questão seja solucionada pelo INSS. São estas medidas simples, humanizadas, de responsabilidade, de proteção de seu maior patrimônio, as pessoas que trabalham na Celesc, que a diretoria nega aos celesquianos, tornando suas vidas um martírio. O empregado sob qualquer argumento, seja ele jurídico, médico ou empresarial, não pode sob hipótese nenhuma, ficar sem seu salário de subsistência e deve ser sempre protegido. O restante será secundário. Assim como no limbo religioso, no limbo previdenciário uma coisa é clara. Os trabalhadores que se encontram nesta situação são inocentes, não tem culpa. Ao contrário da eternidade no limbo a que as almas inocentes estão condenadas, esperamos que a Celesc não demore uma eternidade para reconhecer seu erro e assumir sua responsabilidade.
"Lamentavelmente mais uma vez a diretoria não teve a sensibilidade e a responsabilidade de encarar o tema como uma função social da empresa frente a seus empregados. Com argumentações vazias e insensíveis, se escondendo atrás de divergências jurisprudenciais para colocar dificuldade na interpretação sobre de quem seria a responsabilidade do pagamento dos salários, afronta a dignidade dos empregados que estão expostos a este tipo de constrangimento"
CELESC
caravana da intercel une trabalhadores por um bom act Sindicatos da Intercel percorrem regionais mobilizando a categoria Iniciou nesta semana a tradicional Carava na Intercel. Os diretores dos sindicatos estão percorrendo as regiões do Estado, conversando com os trabalhadores sobre a conjuntura econômica e política na qual será negociado o Acordo Coletivo de Trabalho 2015/16 dos celesquianos. Além disso, os companheiros têm mobilizado e alertado os trabalhadores para o processo de Renovação das Concessões das Distribuidoras brasileiras de Energia, que até o momento apresenta regras irreais e prejudiciais à manutenção da Celesc Pública. Neste cenário a união dos trabalhadores é essencial para que a negociação do Acordo Coletivo reflita os anseios da categoria e impeça todo e qualquer ataque aos direitos dos trabalhadores. Por isso os dirigentes sindicais têm reforçado o convite para a participação na Assembleia Estadual, no dia 01 de Agosto, em Mafra. Este é o ponto de partida do ACT e ato político que demonstra união e força dos eletricitários catarinenses.
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CELESC
ELETROSUL
hora feita é hora paga
déficit da fundação elos
Pagamento de hora-extra não pode ser manipulado em nome da gestão Na reunião da Comissão de Recursos Humanos (CRH), realizada na última quarta-feira, dia 1º de julho, os sindicatos da Intercel manifestaram à diretoria uma série de preocupações com o pagamento de horas-extras na Celesc. Além de problemas no Sistema SAP que geram prejuízo aos trabalhadores, conforme já relatado no Boletim da Intercel nº 7, os sindicatos também receberam diversas denúncias de atos gerenciais que não só deturpam o direito como também atentam contra a dignidade dos trabalhadores. Denúncias dão conta de casos onde gestores têm limitado o pagamento de horas-extras em 40 horas, mesmo que os trabalhadores tenham realizado mais, passando uma falsa impressão de que estão realizando uma gestão responsável, quando na verdade estão manipulando os resultados. Os sindicatos da Intercel nunca defenderam a realização de horas-extras, mas, se realizadas em caso de necessidade, a empresa não pode reter uma parte para cumprir suas metas. Além de prejudicar o trabalhador, também atenta com a empresa, que trabalha com dados falsos na organização gerencial da redução da hora-extra. Há ainda uma denúncia mais grave. Segundo relatos, trabalhadores administrativos e atendentes que estendem a jornada por demanda de trabalho não têm recebido as horas-extras trabalhadas. Há casos onde um atendente com carga horária de 4 horas foi chamado para cobrir férias de outro atendente e, trabalhado 8 horas não tem recebido as horas-extras. Os sindicatos da Intercel reafirmaram que esta postura será combatida de forma enérgica, preservando os direitos e interesses dos celesquianos e a diretoria comprometeu-se em analisar caso a caso, punindo os desvios e desmandos no pagamento de horas-extras trabalhadas.
Sindicatos que compõem a Intersul cobram responsabilidade da Eletrosul As entidades que compõem a Intersul há considerar os impactos das decisões admimuito tempo vêm cobrando da Eletrosul, nistrativas da empresa após o ano de 2010, patrocinadora da fundação Elos, uma so- no Plano BD ELOS Eletrosul, caso venha lução para o déficit divulgado nos últimos ser necessário elaborar Plano de Equacioexercícios. namento do déficit, na forma que estabeleRecentemente a Intersul divulgou boletim ce a legislação vigente. Em correspondência reproduzindo Ata de reu"Todo déficit gerado enviada no último dia 06, nião com a Eletrosul e a também já divulgada em Fundação Elos, ocorrida no presente e no no dia 08 de abril, com boletim, a Intersul cobrou futuro, resultantes os estudos que a Eletroparticipação de diversas entidades representatisul se comprometeu de dos impactos fazer sobre os impactos vas dos participantes e das decisões assistidos da fundação, das decisões administraadministrativas da onde reafirmaram e sotivas da empresa após o ano de 2010 sobre o Plalicitaram constar nesta empresa, após o no BD. Ata, seu entendimento ano de 2010, é de Novos encaminhaque todo o déficit gerado responsabilidade no presente e no futuro, mentos serão feitos pelos sindicatos, após a resultante dos impacúnica e total da reunião que a Intersul tos das decisões admipatrocinadora" pretende realizar com a nistrativas da empresa após o ano de 2010, é nova diretoria da Assode responsabilidade única e total da patro- ciação dos Aposentados e Pensionistas cinadora, cabendo portanto a ela o repas- da Eletrosul (AAPE). As entidades represe integral de recursos necessários para o sentativas dos trabalhadores, sejam atiequacionamento do referido déficit. vos ou aposentados precisam trabalhar A Eletrosul, por sua vez, assumiu o com- conjuntamente na defesa dos interesses promisso de elaborar estudos buscando de todos.
ELETROBRAS/ELETROSUL
eletrobras marca primeira rodada de negociação do act Dia 15 de julho será realizada a primeira reunião deste Acordo Coletivo O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), através da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), recebeu da Eletrobras a confirmação da primeira rodada de negociações referente ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2016. A reunião foi marcada para as 14 horas do dia 15 de julho, no Rio de Janeiro. Os sindicatos que compõem a Intersul enviarão seus representantes para a reunião. No dia 14, véspera da primeira rodada de negociação, os dirigentes sindicais da Intersul e do CNE farão uma avaliação da greve pela PLR e eventuais encaminhamentos ainda poderão ser discutidos.
ocure seu sindicato e participe da ssembleia estadual Vamos juntos em busca de um ACT bom para todos!
Vamos para uma nova batalha. Agora é todos juntos na luta por um ACT justo! LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo G. Horn (SRTE/SC 3489) Conselho Editorial: Mario Jorge Maia Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89216-000 | (047) 3028-2161 E-mail: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.
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CULTURA
Nossa estrela
Homenagem ao companheiro por Rosenvaldo da Silva Júnior Ademir Hoje, recebi a difícil tarefa de dirigir algumas palavras, em tua homenagem. Vou procurar ser breve, até porque não sei se vou conseguir chegar ao final. Provavelmente, esta missão me foi dada por seres mais conhecido como Ademir do PT, partido ao qual me convidastes e assinastes minha ficha. Mas é injusto com tua pessoa, apenas o codinome de Ademir do PT. A sua pessoa, a sua luta, transcende um partido. Você é o Ademir do PT, mas mais do que isto, você é o Ademir da Aguada, o Ademir da Acordi, da Festa da Mandioca, da associação dos aposentados, dos conselhos municipais, da Eletrosul e dos eletricitários, da Indústria da Solidariedade, do Movimento Negro, das conferências de saúde, dos idosos e tantas outras. Você é o Ademir da Marilene, dos filhos e netos, o Ademir da Família, o Ademir dos amigos. Você é o grande Ademir, militante social, pai, avô, irmão, filho, amigo.
"Com certeza, a partir de hoje, o debate político e social em Imbituba, independente do lado que estejamos, ficará mais pobre"
Muitos talvez não concordassem com tuas ideias, com tua ideologia, com tuas lutas. Mas todos, todos mesmo, te respeitavam e te respeitam, por teu engajamento, por tua coragem, por teu embasamento em qualquer das lutas que se envolvia e, principalente, por tua ética e teu caráter. Com certeza, a partir de hoje, o debate político e social em Imbituba, independente de que lado estejamos, ficará mais pobre. Quando a Marilene me chamou na manhã de sexta-feira, nos corredores do hospital, dizendo: “o Ademir está aí”, nós conversamos e eu acreditei que aquela era apenas mais um percalço nas tuas lutas. Mas eu estava enganado. Naquele momento já estavas travando a batalha final de tua vida neste mundo. À noite, já se via no grande guerreiro sinais de fadiga. Quis Deus, que eu estivesse por perto nos momentos de dor e angústia que viveste. Quis Deus que eu estivesse chegando novamente ao Hospital justo no momento em que partias, tentando inutilmente fazer que teu coração valente voltasse a bater. Talvez tenha sido teu último ensinamento, de que às vezes somos impotentes, às vezes, falhamos quando mais queremos ter êxito. Desculpe meu amigo, desculpe-me seus familiares, por não ter te ajudado a vencer nesta hora. No período em que convivemos, talvez você sempre tenha feito mais por mim do que eu por você. Esta manhã, no hospital, visitei teu irmão Paulinho e fui incumbido te trazer o seu último abraço. Irmão este, a quem dedicaste a última semana de tua vida, cuidando com tanto zelo. Ele está bem e ficará bem, muito, graças a ti. Um grande abraço, meu amigo. Vá em paz, com a certeza de ter sido um bravo, com a certeza de teres combatido o bom combate e teres sido um grande vitorioso. Você nos representa! Você é e sempre será a nossa ESTRELA!