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No 1221 - 29 de maio de 2014

na celesc: trabalhadores debatem modelo de gestão Celesquianos iniciam hoje, dia 29, debates sobre a empresa pública e o modelo de gestão participativa, no 9º Congresso dos Empregados da Celesc. O evento vai até o dia 30, com palestra e debates que orientarão a atuação do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Empresa.

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na eletrobras: trabalhadores paralisam em defesa da boa gestão Trabalhadores da Eletrobras estão paralisados desde ontem, dia 28, por conta do impasse no pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2013

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9º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CELESC

ELETROBRAS

3 DIAS PARA DEBATER O FUTURO DA CELESC PÚBLICA

trabalhadores da eletrosul paralisam atividades por plr e empresas fortes

9º Congresso dos Empregados da Celesc inicia hoje, dia 29, com participação expressiva dos celesquianos O 9º Congresso dos Empregados da Celesc têm início nesta quinta-feira. Aproximadamente 190 trabalhadores estarão em Laguna debatendo os rumos da Celesc pública e a importância da participação dos trabalhadores em uma gestão que priorize o bom atendimento à sociedade catarinense e os condições dignas de salário e trabalho para os celesquianos. Além de presenciar palestras que dialogam diretamente com o modelo de gestão participativa e com os desafios do setor elétrico nacional, os trabalhadores se reunirão em grupos de trabalho, oferecendo sua visão e indicando os caminhos da atuação do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da empresa. As atividades iniciam com palestra do companheiro Leandro Nunes da Silva, da Intercel, sobre os Seminários Regionais realizados em 2013, como preparatórios para o 9º Congresso dos Empregados da Celesc. Após esta introdução, os debates se dividem em 3 momentos. Os desafios dos sindicatos e os impactos do marco regulatório nas relações de trabalho serão debatidos pelos palestrantes Clemente Ganz Lúcio, Diretor Técnico do Dieese; Franklin Moreira, Presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU); e Daniel Passos, economista do Dieese e assessor econômico da Intercel. O olhar da sociedade sobre os serviços prestados pela Celesc será o segundo momento do debate. Para isso estarão palestrando Thayrone Teixeira Tonelo, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC); e Paulo Henrique Simon, presidente do Conselho de Consumidores da Celesc (CONCCEL). O terceiro momento é o olhar interno, com a palestra do Presidente da Celesc, Cleverson Siewert sobre os rumos da administração da maior estatal catarinense. O Congresso dos Empregados é o principal evento para os trabalhadores pensarem a Celesc Pública, orientando as ações do Conselheiro eleito na luta por uma empresa cada vez mais pública, responsável socialmente e que respeite os trabalhadores, grandes personagens desta história de sucesso que é a Celesc.

CELESC PÚBLICA, BOM PARA TODO MUNDO 2

"Os trabalhadores se reunirão em grupos de trabalho, oferecendo sua visão e indicando os caminhos da atuação do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da empresa"

A paralisação foi encaminhada pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) e aprovada pelos trabalhadores em assembleias que ocorreram semana passada em todas as empresas da holding. As assembleias também indicaram que durante os três dias (72 horas) previstos de paralisação, os trabalhadores poderão a qualquer momento deliberar pela sua suspensão caso, a Eletrobras apresente uma proposta concreta para o pagamento da PLR de 2013, que contemple a reivindicação dos trabalhadores. Segundo dirigentes sindicais que representam a Intersul, que estiveram reunidos com o CNE em Brasilia – DF, no dia 25/05, a Eletrobras já apresentou uma proposta, que poderá ser colocada para apreciação da categoria no decorrer da paralisação, no entanto, esta proposta ainda pode ser modificada pela empresa em razão de uma contra-proposta do CNE. Uma representação dos sindicatos aguarda uma posição final da diretoria da Eletrobras e até lá a paralisação está mantida. O ponto positivo identificado pelos dirigentes sindicais na proposta da Eletrobras, foi o afastamento da possibilidade de redução de benefícios do ACT por conta da negociação da PLR, no entanto a proposta apresentada faz distinção do valor de PLR entre as empresas do grupo e ainda estabelece uma parte a ser paga em formato de abono. Nesta situação, somente a PLR da Eletrosul e da Eletronorte, empresas que apresentaram lucro no balanço de 2013, teriam todo o valor distribuído a título de PLR, sem a necessidade de abono. Até o fechamento desta edição, a Eletrobras ainda não havia apresentado a posição final sobre a contra-proposta dos sindicatos. A adesão à paralisação é boa em todo o país e a categoria está sendo informada constantemente por boletins e informes dos dirigentes sindicais.

"O ponto positivo identificado pelos dirigentes sindicais na proposta da Eletrobras, foi o afastamento da possibilidade de redução de benefícios do ACT por conta da negociação da PLR"

CELESC

assembleias rejeitam proposta de plr 2014 Os trabalhadores da Celesc rejeitaram a proposta da empresa para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2014. As assembleias realizadas pelos sindicatos que compõem a Intercel apresentaram aos celesquianos as intenções da empresa de diminuir o valor da PLR, não reconhecendo o empenho e dedicação dos trabalhadores em meio à grandes dificuldades enfrentadas ao longo deste ano. Em várias assembleias os trabalhadores também manifestaram o descontentamento com a modificação da sistemática de ganho relativa aos contratos de gestão e resultados, além de inquirir sobre a falta de avanço na linearidade do pagamento da PLR. Com a rejeição da proposta, os trabalhadores outorgaram aos sindicatos da Intercel a responsabilidade de retomar a negociação com a Diretoria da empresa, buscando significativos avanços. Os sindicatos que compõem a Intercel levarão os anseios da categoria à diretoria da empresa, deixando claro que num momento onde a pressão da sociedade sobre o trabalhador e cada vez maior pela falta de investimentos no setor elétrico; onde os trabalhadores se desdobram para manter um bom atendimento e preservar o nome da empresa, os celesquianos devem é ser valorizados pela diretoria da empresa.

LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo Guilherme Horn (SRTE/SC 3489) | Conselho Editorial: Davi Coelho Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89206-000 | (047) 3028-2161 |E-mail: sindsc@ terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal. www.sindinorte. org.br www.sinergia. org.br www.sintresc. com.br www.intersul. org.br

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CULTURA

Usar a Copa para conquistar direitos não é chantagem. É oportunidade por Leonardo Sakamoto

Tenho conversado com colegas jornalistas que reclamam da estratégia de so de gentrificação (grosso modo, o encarecimento e a segregação da vida movimentos sociais e categorias profissionais que estão aproveitando a imi- na cidade): movimentos de trabalhadores sem-teto. nência da Copa do Mundo para trazer à rua suas pautas de reivindicações. Estes acertaram o timing em cheio. Invisíveis em boa parte do ano, escolheReclamam de um suposto oportunismo, transformando o poder público em ram o momento em que podem ser um estorvo à imagem que o país quer refém. vender lá fora. Ou à ordem que espera-se aqui dentro. Afinal de contas, se Vamos por partes. Antes de mais nada, não vejo este momento como um re- país rico é um país sem pobreza, o que esse bando de gente sem casa e torno ao que aconteceu no ano passado. Já discuti por aqui que foram tantos que não tem nada a perder faz fechando as ruas? os elementos conspirando a favor das catárticas jornadas de junho que será A educação é um ponto interessante. Se por um lado, gostamos de afirmar muito difícil vermos novamente, no curto prazo, aqueles mares de gente. De que ela deve ser nossa prioridade número um, não é sentida e exercida qualquer forma, junho de 2013 subiu o handicap. A percepção sobre o que é como tal. Pelo contrário, esvaziamos tudo o que poderia levar à construção a rua e a sua função mudou. de uma educação realmente transformadora, apoiando iniciativas de pensaDito isso, acho que “confunde-se” oportunismo com mento dentro da caixinha. Além do mais, paralisações de "Agora que a Copa se aproveitamento de oportunidade. Os garis – que são de professores têm impacto limitado, talvez pelo fato da situuma categoria profissional sistematicamente ignorada ação ser tão ruim que elas ocorrem com uma frequência aproxima, categorias pelo poder público e que sofre preconceito de parte da necessária, mas que tira o “efeito novidade” presente nas começam a se mexer. população – foram perfeitos do ponto de vista estratégimarchas de sem-teto. E quanto mais chances É claro que uma greve detona a vida do cidadão que co, paralisando as atividades no momento em que o lixo tiverem de atrapalhar o mais precisa de serviços públicos. Só quem é muito tosdo carnaval se acumulava nas ruas do Rio de Janeiro. Aeroviários e controladores de vôo já escolheram as fescotidiano das cidades- co ou nasceu em berço de ouro acha o contrário. Mas tas de final de ano para cruzarem os braços diante de essa é exatamente a força de uma paralisação: forçar sede ou a imagem melhores salários e condições de trabalho. o poder público a se mexer. Greve não é linda e maraque se quer vender no Erram eles? De maneira alguma. Qual outro período sua vilhosa. Greve é uma droga, mas necessária, o que são existência poderia ser melhor notada do que naquele em exterior, maior poder de coisas bem diferentes. que mais se precisa deles? Deixar o protesto para quanNesse sentido, a greve mais impossível, mas também reivindicação terão" do o impacto for menor seria demonstrar uma falta de uma das mais imprevisíveis, seria uma geral de jornacapacidade crônica de ler a conjuntura, para dizer o mínimo. listas durante a Copa. Impossível, porque jornalista não se vê como trabaE isso não é monopólio do Brasil. Em muitos países, antes de grandes even- lhador. Ou, pior: acredita que sua “missão” é mais importante do que sua tos, grupos trouxeram suas pautas a público, reivindicando aumentos ou di- qualidade de vida (ei, falo por conhecimento e idiotice próprios) – missão reitos. Agora que a Copa se aproxima, categorias começam a se mexer. E essa relacionada, não raro, à dispensáveis informações que, não raro, veiquanto mais chances tiverem de atrapalhar o cotidiano das cidades-sede culamos. ou a imagem que se quer vender no exterior, maior poder de reivindicação A maior parte dos jornalistas não só não faria nada que colocasse em risco terão. seu papel de “ponte social” durante um grande evento e o seu emprego, Motoristas e cobradores de ônibus, metroviários, aeroviários, policiais e ou- como também critica sistematicamente as categorias profissionais que se tros profissionais ligados à segurança pública, trabalhadores de hotéis e de valem de “oportunismos” para lucrar. turismo em geral, empregados de empresas de telecomunicações (no que Por isso, como já disse aqui antes, quando crescer quero ser mobilizado e pese a intensa terceirização ter fragilizado o potencial de organização desse consciente como gari. Que são mais livres do que colegas que fazem beiciúltimo grupo) são os mais óbvios. Mas outros também poderiam aproveitar nho diante de grevistas marchando para algum lugar. o timing de grandes eventos, como operários de fábricas de cerveja ou de Afinal, chantagem não é necessariamente o que grevistas fazem com a soindústrias de televisores. ciedade. É o que nós, jornalistas, muitas vezes fazemos com eles, através Ou um grupo que muita gente não esperava, mas que está diretamente rela- de discursos que não parecem análises ou relatos, mas sim releases de cionado às críticas aos gastos públicos para a Copa do Mundo e ao proces- governos e empresas.


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