No 1201 - 12 de dezembro de 2013
QUE MUNDO É ESTE?
onde trabalhadores são inimigos e empreiteiras amigas Que mundo é este onde os trabalhadores são atacados pelos patrões? Que mundo é este onde se beneficiam empreiteiras? Que mundo é este onde não se cumprem acordos e a palavra de nada vale? Estas breves perguntas têm sido feitas por trabalhadores de todo o mundo há muitos anos. Infelizmente elas se encaixam exatamente no momento atual da Celesc, onde a deliberação da Diretoria Colegiada de retirar a periculosidade fixa de técnicos e engenheiros e de reduzir horas de sobreaviso no fim de semana (passando essas para empreiteiras através de aditamentos de contratos) é um ataque direto aos trabalhadores. A diretoria da Celesc, "pelas leis da prepotência", banca a deliberação. Permite que trabalhadores estejam expostos a sobreaviso moral, permite um passivo trabalhista perigoso, permite que a sociedade fique descoberta, permite a terceirização desenfreada. Permite que aqueles que se expõem ao risco, que trabalham com afinco, que são a imagem da empresa junto à população fiquem à mercê da boa vontade de chefias para ir a campo atender a população. Permite que aqueles que trabalham por um estado melhor, em tempos onde não dispomos de excessos, fiquem sentados dentro de salas ao invés de estarem em campo, pois a periculosidade não deve ser paga no mês das férias. Devemos estar no mundo ao contrário. Pois há pouco tempo o presidente vinha pregando com discursos inflamados (até na Assembleia Legislativa do Estado) que era a favor da internalização dos serviços. Então por que está passando atividades fins da Celesc para empreiteiras? É tragicômico conversar com os diretores. Se questionados, se pavoneiam dizendo-se contrários à deliberação. Mas apenas um não assinou, e não é o diretor eleito pelos trabalhadores. E o que vale não são as mea culpas, mas sim o canetaço.
"Que mundo? Que mundo é este? Do fundo seio d’est’alma Eu vejo... que fria calma Dos humanos na fereza! Vejo o livre, feito escravo Pelas leis da prepotência; Vejo a riqueza em demência Postergando a natureza. Vejo o vício entronizado; Vejo a virtude caída, E de coroas cingida A estátua fria do mal; Vejo os traidores em chusma Vendendo as almas impuras, Remexendo as sepulturas Por preço d’áureo metal" Trecho do poema "Que mundo é esse?, de Luiz Gama
o vício ocupa o trono O vício ocupa o trono como um grande e gordo rei durante a peste e a fome de seu povo. O vício de sempre cortar do lado dos trabalhadores. O vício de sempre favorecer as empreiteiras. O vício de não gerir a empresa e atacar os celesquianos. Quebrar um círculo vicioso não é facil. É tarefa para uma classe inteira. E é por isso que os celesquianos estão unidos, nesta quinta feira, dia 12, na sede da Celesc, em Florianópolis. Para quebrar esse vícios e fazer com que os reis desçam do trono. Para fazer com que as "leis da prepotência" sejam revogadas. É inadmissível que a empresa continue com esta política. Passou da hora daqueles que pedem "um esforço a mais", pararem de apertar a corda em torno do pescoço dos trabalhadores em busca de migalhas. É inadmissível que se justifiquem cortes de direitos dos trabalhadores como "redução de custos" e se paguem empreiteiras para o mesmo trabalho! Por isso hoje, em Florianópolis, nós protestamos. Mais respeito com os trabalhadores! Que a diretoria revogue as deliberações e faça uma gestão correta, sem conchavos e benefícios para empreiteiras. VAMOS À LUTA!
assembleias aprovam valealimentação, piso salarial e plano previdenciário, mas rejeitam sistema de compensação Leia na pg. 2
CNE PRESSIONA POR CONCURSO PÚBLICO Leia nas pg. 2-3 1