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No 1188 - 12 de setembro de 2013

CELESC

cELESC apresenta proposta completamente diferente, mas ainda aquém dos anseios da categoria A quarta e última rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2013/14 da Celesc trouxe uma grande mudança em relação às anteriores, marcadas por negativas e provocações da empresa. Após iniciar as negociações com um "alerta" e apresentar uma proposta absurda, irreal e desrespeitosa na terceira rodada, o que se viu nesta terça-feira, dia 10, foi uma completa guinada no rumo da negociação. Apesar de ainda estar aquém dos anseios

da categoria, a proposta apresentada pela Diretoria Colegiada começa a se parecer com uma proposta de fato para ser negociada. O teatro do "bode" das primeiras rodadas não teve o sucesso que os diretores esperavam. Ao propor o caos da retirada de direitos e ataques aos sindicatos, a reação dos trabalhadores nas concentrações feitas pelos sindicatos da Intercel foi maciça. Todos mobilizados e unidos contra o rebaixamento do ACT.

nova proposta, bode e consciência O Diretor de Gestão Corporativa apresentou aos sindicatos um "pacote para fechar o acordo". Na lógica da empresa, ou é tudo ou é nada. Este tipo de postura pressiona a representação dos trabalhadores e dificulta o andamento das negociações. Apesar dos avanços, lamentável a postura de alguns diretores em retirar direito dos trabalhadores sobre a justificativa da “eficiência máxima”. Os trabalhadores já estão sendo espremidos pela lógica do mais com menos, lutando contra a falta de condições adequadas, cortes nos investimentos, quadro reduzido para dar conta das demandas da sociedade e, por incrível que pareça, são novamente penalizados na negociação do ACT. O mínimo que a empresa deveria sustentar era um Acordo sem redução de direitos, incentivando ainda mais os celesquianos a enfrentarem os desafios que estão por vir. Parece que o discurso da união serve fundamentalmente para o ônus, e isso não podemos aceitar. Nós somos parte da solução e não parte do problema. Quem manteve essa empresa pública, forte e eficiente até hoje foram os trabalhadores, independente do que diga a finada empresa de referência espartana da Aneel. As dificuldades impostas pelo regulador existem e devem ser ponderadas pelos empregados, mas não podemos utilizar as prerrogativas regulatórias como indicativo de terra arrasada. Se partimos por esse caminho, não existirá sinergia entre empresa e empregados para avançar cada vez mais. Dentre o apresentado na proposta, que não contempla diversas reivindicações da categoria, ainda não temos a recomposição das perdas inflacionárias sobre o salário dos trabalhadores, o ganho real adequado no vale alimentação e a correção de benefícios. Em um momento onde os trabalhadores são cada vez mais exigidos, estes também precisam de um reconhecimento de seu esforço.

A negociação deve continuar Muitos dos "bodes" já deixaram a sala. É notório que a proposta apresentada pela Celesc nesta última reunião é superior à apresentada anteriormente. Mas isso não significa nenhuma benesse por parte da empresa. Mesmo porque, pior do que a proposta anterior seria impossível. Aliás, a proposta anterior deveria ser desconsiderada como parâmetro. Era irreal e agredia os trabalhadores. A diretoria da Celesc afirmou que encaminhará esta proposta por escrito para os sindicatos apresentarem aos trabalhadores. Durante a próxima semana os dirigentes sindicais percorrerão a base realizando as assembleias regionais para avaliação da proposta da empresa e os encaminhamentos necessários para que ela avance na direção de um acordo justo, que respeite o esforço do celesquiano e a história dos trabalhadores. O sentimento é claro: a retomada das negociações é imperativa.

Confusão, polícia e deputados: relatos da pl 4330

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o povo paga muito caro pela energia elétrica

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plenária da tractebel será em pirituba

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TERCEIRIZAÇÃO

confusão, POLÍCIA E DEPUTADOS: RELATOS DA MANIFESTAÇÃO DOS ELETRICITÁRIOS CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO Os eletricitários catarinenses juntaram-se a trabalhadores de todas as categorias na luta contra o Projeto de Lei 4330, do Deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que pretende liberar a terceirização em todas as atividades, precarizando as condições de trabalho e rasgando a CLT. No dia 3 de setembro, após um dia inteiro de viagem de ônibus, os companheiros se depararam com Brasília transformada em um campo de batalha. Os trabalhadores, em sua maioria organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), tentavam o acesso ao anexo da Câmara, onde a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) votaria o PL 4330. No dia anterior, a reunião entre centrais sindicais, deputados e empresários não chegou a um acordo e a matéria seria posta em votação, trazendo um grande prejuízo à classe trabalhadora. A polícia foi convocada para, junto com a guarda da Câmara, "impedir tumulto na sessão da CCJ". Mentira. Justificando o injustificavel, o que se pretendia era impedir o direito dos trabalhadores de se manifestarem contrários à votação do projeto, criminalizando os movimento sociais e sindicais, taxando-os de baderneiros ou de vândalos. E foi aí que a confusão começou. A polícia agiu com truculência, agredindo os manifestantes com cacetetes. O cheiro do spay de pimenta se espalhou rapidamente. Acabados de desembarcar, os trabalhadores catarinenses assistiram ao confronto. Para o eletricista Fábio Muller, da Celesc de Joinville, " spray de pimenta e desrespeito com os trabalhadores marcaram a manifestação do dia 3 de setembro em Brasilia". Mesmo com a batalha campal instaurada, os trabalhadores conseguiram adentrar o plenário onde a CCJ estava reunida e com protestos e palavras de ordem impediram a votação do PL. " É importante ressaltar que a presença em Brasilia resultou no cancelamento e na cobrança de nossos governantes contra o PL que legaliza a terceirização, mostrando que com a força e união de todos, devemos estar atentos a qualquer alteração em projetos que venham prejudicar a classe trabalhadora", afirma Fábio. Dirceu Simas, diretor do Sindinorte, ressaltou a praticipação dos companheiros na manifestação. " Foram mais de cinquenta horas de convívio com companheiros eletricitários que demonstraram absoluta consciência da necessidade de esquecer por um momento as questões individuais e corporativas para concentrar forças em uma causa do interesse de toda a classe trabalhadora. E aos trabalhadores não resta outra arma que não seja a união e a solidariedade". No dia 18 de setembro está marcada uma Audiência Pública, em Brasília, para debater com a sociedade este projeto tão nocivo à classe trabalhadora. A discórdia permanece em 4 pontos: a abrangência da terceirização – se deve valer para todas as atividades da empresa ou só para trabalhos secundários, as chamadas atividades-meio. O segundo ponto é definir se a responsabilidade da empresa contratante em relação às obrigações trabalhistas deve ser solidária ou subsidiária. A terceira divergência é sobre a garantia aos terceirizados dos direitos trabalhistas vigentes para os trabalhadores contratados diretamente pela empresa, o que envolve a questão da representação sindical. O último ponto é sobre a terceirização no serviço público.

A discussão das cláusulas que farão parte da pauta de reivindicações das negociações deste ano dos empregados da Tractebel está acontecendo nas assembleias que começaram no dia 03/09 e vão até o dia 24/09. No dia 28/09 acontece em Piratuba - SC, a Plenária de fechamento da pauta que será entregue à Diretoria da empresa no dia 01/10. A inscrição dos participantes, para a plenária, vai até o dia 13/09 e deverá ser feita com os dirigentes sindicais de cada área ou através do e-mail intersul@intersul.org.br. AS ASSEMBLEIAS CONTINUAM ACONTECENDO Até a data de ontem, 10/09, já aconteceram as assembleias da sede, Jorge Lacerda, Lages, Machadinho, Itá e Passo Fundo. Ainda esta semana acontecem as assembleias de Salto Osório e Salto Santiago. Nas próximas semanas acontecerão as assembleias nos seguintes locais: Cana Brava, São Salvador, Estreito, Wilian Ajona, Ponte de Pedra, Alegrete e Charqueadas.

" É importante ressaltar que a presença em Brasilia resultou no cancelamento e na cobrança de nossos governantes contra o PL que legaliza a terceirização, mostrando que com a força e união de todos, devemos estar atentos a qualquer alteração em projetos que venham prejudicar a classe trabalhadora"

O POVO PAGA MUITO CARO PELA ENERGIA ELÉTRICA Nos últimos 20 anos, as tarifas de energia elétrica para residências aumentaram cerca de 202%, muito além da inflação (IPCA), que ficou em torno de 130% Após a privatização da energia elétrica, as tarifas para a população brasileira au- estado norte americano com matriz elétrica semelhante à brasileira. Isso é resultamentaram muito e a qualidade do serviço diminuiu. do da implementação de um modelo privado, que privilegia o capital internacional Nos últimos 20 anos, a energia elétrica foi privatizada e grandes corporações inter- especulativo e que transformou a venda da eletricidade em um negócio de altíssima nacionais apropriaram-se de toda a cadeia, desde a geração até lucratividade. a distribuição. Como consequência, as tarifas de energia elétriNeste modelo, as agências reguladoras, dentre elas a Agên"As agências reguladoras, ca para residências aumentaram cerca de 202%, muito além da dentre elas a Agência Nacional cia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), têm sido um espainflação (IPCA), que ficou em torno de 130%. ço dos empresários para barganhar formas de aumentar as de Energia Elétrica (ANEEL), tarifas, sem contar nas manipulações e especulações que ali O Brasil é um país onde o custo para produzir energia elétrica têm sido um espaço dos é bastante baixo, principalmente porque, em média, 80% dela são legalizadas. empresários para barganhar é gerada através de hidrelétricas. No entanto, as tarifas braAssim, a conta de luz, que mensalmente chega a cerca de sileiras foram elevadas a preços internacionais e a população formas de aumentar as tarifas, 60 milhões de residências, se transformou no principal instrubrasileira passou a pagar uma das tarifas mais altas do mundo. sem contar nas manipulações mento para garantir as altas taxas de exploração e os extraSegundo o professor Dorival Gonçalves, professor da Universiordinários lucros dos empresários. e especulações que ali são dade Federal de Mato Grosso, em 2012, as tarifas das residênEles dominam a cadeia de energia elétrica desde a construlegalizadas" ção das usinas até a geração, transmissão e distribuição de cias brasileiras custavam em média R$ 0,33/KWh, sem contar o imposto, cerca de 25% mais caras que as tarifas pagas pelos energia, dos especuladores da comercialização e dos granconsumidores residenciais da França, onde 76% da eletricidade é de origem nucle- des consumidores “livres”, que recebem energia mais barata que os consumidores ar, e cerca de 100% mais cara que as tarifas residenciais pagas em Washington, residenciais.

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plenária da tractebel será em pirituba

Bilhões de lucro aos acionistas Dados apontam que, nos últimos sete anos, apenas cinco empresas de energia elétrica remeteram aos seus acionistas lucro equivalente a todo o dinheiro gasto em um ano com educação no Brasil. São elas: a estadunidense AES Corporation, dona da AES Eletropaulo e da AES Tietê, a francesa Suez Tractebel, as brasileiras Camargo Correa e Cemig e a espanhola Iberdrola. Um estudo realizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) constatou que nos últimos sete anos (2006/2012) as empresas AES Eletropaulo, AES Tietê, Suez Tractebel, CPFL Energia e Cemig, que atendem cerca de 35% da população brasileira, tiveram um lucro líquido total de R$ 45,7 bilhões de reais. Neste mesmo período, elas remeteram aos acionistas R$ 40,7 bilhões na forma de dividendos, 90% do lucro. Ou seja, no Brasil, os ganhos das empresas do setor elétrico são extraordinários e tudo é enviado aos acionistas na forma de lucro.

Quem pode participar? Poderão participar todos os empregados da Tractebel e acompanhantes. Quem paga as despesas do empregado? As despesas com transporte, hospedagem e alimentação serão pagas pela Intersul somente para os empregados sindicalizados a um dos sindicatos que compõem a Intersul. Em áreas que não tem sindicato constituído as despesas serão pagas para os empregados que descontaram a parcela da PLR para a Intersul. Quem paga as despesas dos acompanhantes? A Intersul pagará as despesas para 01 (um) acompanhante observando os critérios utilizados para os empregados no item anterior. O empregado poderá levar mais de um acompanhante? Sim. Desde que tenha sobra de lugares nos veículos de transporte, sendo que as despesas com hospedagem e alimentação serão de responsabilidade do empregado, conforme a tabela abaixo: - Crianças até 6 anos não pagam. - Crianças acima de 6 anos até 12 anos pagam meia diária (R$ 70,00). - Crianças acima de 12 anos e adultos pagam uma diária (R$ 140,00)

A PAUTA É A SOMA DAS EXPECTATIVAS DOS EMPREGADOS. GARANTA QUE A SUA EXPECTATIVA FAÇA PARTE DELA. PARTICIPE DAS ASSEMBLEIAS E DA PLENÁRIA.

LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo Guilherme Horn (SRTE/SC 3489) | Conselho Editorial: Henri Machado Claudino Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89206-000 | (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@ terra.com.br www.sindinorte.org | www.sinergia.org.br | www.sintresc.com.br | www.sintevi.com.br www.intersul.org As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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Rua Max Colin As m


CULTURA

REFLEXÕES PARA TODOS OS DIAS DA PÁTRIA

POR LULA MIRANDA*

Por quê? Por qual pátria você luta, soldado? Quem é o seu inimigo? Qual o seu lado nessa "guerra"? Qual a sua causa? O que lhe move? Qual é a chama que alimenta a sua vontade de lutar; o gás que lhe impele ao combate? Você luta com máscara ou de cara limpa, de peito aberto? Essas são algumas das questões importantes que gritam por uma resposta nesse Sete de Setembro. São questões que devem afligir/incomodar combatentes de todos os bons combates; incomodar e/ou afligir mais até que o medo e a solidão inerentes a todos os combates. Qual é a sua luta, companheiro? Prover, com a mínima dignidade, o sustento de sua família? Ou seria a de salvar a própria pele, partido, cargo ou empresa para a qual trabalha? Proteger somente os seus iguais? Por que pátria você luta, soldado? Você luta por um país para alguns poucos endinheirados ou por uma nação mais justa e igualitária, para todos? Por que país você luta, soldado? Você defende mais saúde, educação e segurança de qualidade para todos os brasileiros ["padrão FIFA"] ou só para os poucos privilegiados de sempre? Você anseia por mais médicos; mais professores; mais creches; mais metrôs, ônibus e trens? Por que pátria você luta, soldado? Pela pátria da privataria? Por uma pátria emudecida e corrompida por verdadeiras máfias inescrupulosas, algumas poucas "famiglias", que detém sob seu controle criminoso, pois ilegal, verdadeiros impérios de comunicação, que manipulam, distorcem e mentem a serviço da manutenção de velhos privilégios de uma pequena elite caquética, egoísta e reacionária, em detrimento dos interesses da maioria, dos trabalhadores, dos mais pobres e desassistidos? Por que Brasil você luta, meu fraterno companheiro? Sim, "somos todos iguais, braços dados ou não". Somos uma imensa fraternidade – embora, quase sempre, sequer tenhamos a essencial consciência desse fato. Qual país você deseja construir com suor, sangue e lágrimas; com a argamassa da vontade e da coragem libertária, libertadora de pequenos e anônimos heróis como você, adorável companheira(o)? Qual Brasil você deseja para o futuro? O que ora se descortina no presente ou o do passado? Lula Miranda Poeta, cronista e economista. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa e Fazendo Média.

[N.A.: Prosa pretensamente poética inspirada nos poemas "Pátria" e "Geração de Março (Quase um hino)", do poeta Geraldo Maia – vale muito a pena procurar no Google].


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