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No 1178 - 04 de julho de 2013

paralisação atinge todas as empresas do grupo eletrobras

Fotos: Nivaldo Lang

A paralisação das atividades por 48 horas atingiu todas as empresas do Grupo Eletrobras nos dias 01 e 02 de julho de 2013. A adesão foi muito expressiva em todas as regiões do país. Veja o quadro que foi divulgado em boletim da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU). Trabalhadores da eletrosul - sertão na paralisação nacional dos eletricitários, ocorrida nos dias 01 e 02 de julho

ELETRONORTE CHESF - EXCETO PIAUÍ, FURNAS ELETROSUL ELETROBRAS CEPEL ELETRONUCLEAR CGTEE ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ALAGOAS ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO PIAUÍ ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RONDÔNIA ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO RORAIMA ELETROBRAS DISTRIBUIÇÃO ACRE ELETROBRAS AMAZONAS ENERGIA -

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reunião de negociação acontece hoje em brasília Com previsão para iniciar as 14 horas, acontece neste dia 04/07/2013, em pelos trabalhadores é o fator que tem provocado uma mudança de postura Brasília, mais uma rodada de negociações entre a Holding Eletrobras e os dos dirigentes das empresas e representantes do governo na relação com sindicatos que compõem o Coletivo Nacional dos Eletrios trabalhadores e com a sociedade. Somadas às manicitários (CNE). A reunião foi marcada semana passada, festações contra a corrupção e por melhoria dos serviços "A forte mobilização depois que os trabalhadores deliberaram pela paralisados trabalhadores tem públicos, ocorridas por todo o país, a mobilização dos trabalhadores é que fortalece as reivindicações e estabeleção das atividades, que ocorreu por 48 horas a partir do provocado uma mudia 01/07/2013 e contou com expressiva adesão em tocerá as condições reais de avançar nas negociações por dança de postura dos das as empresas do Grupo Eletrobras. Conforme contato melhores condições de trabalho e um acordo coletivo a alestabelecido pela Diretoria da Eletrobras com represendirigentes das empre- tura das expectativas dos eletricitários. O movimento dos tantes do CNE, no dia 27/06/2013, no Rio de Janeiro, trabalhadores em nível nacional e as negociações com a sas e representantes a reunião do dia 04/07 deverá trazer novidades para a do governo na relação Eletrobras são coordenados pelo CNE que realizará uma negociação. Os dirigentes das empresas já garantiram avaliação logo depois da reunião de hoje (04/07), para decom os trabalhadores e finir os próximos encaminhamentos e passos da campao reajuste mínimo pelo IPCA e assumiram compromiscom a sociedade" nha de data-base. As informações relativas à negociação so de apresentar na reunião um posicionamento relativo a outras questões da pauta de reinvidicações, como a e aos encaminhamentos serão divulgadas nos meios de manutenção dos benefícios atuais e o ganho real nos salários. Na avalia- comunicação das entidades sindicais. Acompanhe os boletins da Intersul ção dos dirigentes sindicais da Intersul, a forte mobilização demonstrada e do seu sindicato.

confira as datas da caravana da intercel

os inventores da roda PÁGINA 2

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qual o papel de um sindicato? PÁGINA 4

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CARAVANA DA INTERCEL

DE 09 A 12 DE JULHO VAMOS JUNTOS EM BUSCA DE UM ACT BOM PARA TODOS!

Começa na próxima terça-feira, dia 09 de Julho, a tradicional Caravana da Intercel. Os diretores dos sindicatos que compõem a Intercel estarão divididos em três grupos, percorrendo todo o estado para conversar com os trabalhadores sobre os rumos da campanha de data-base do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2013/14. Tradicionalmente, a Caravana da Intercel apresenta aos trabalhadores as perspectivas para a negociação do ACT, além de buscar o sentimento e as reivindicações dos trabalhadores e a união da categoria para subsidiar o debate com a empresa. A mobilização dos trabalhadores, unidos em prol de um Acordo justo e bom para todos, é fundamental para que os sindicatos tenham força na negociação. A Caravana também tem por objetivo convocar os trabalhadores a participarem da Assembleia Estadual que define a Pauta de Reivindicações para o ACT.

Assembleia Estadual A Assembleia Estadual deste ano será realizada em Lages, dia 27 de julho. Diferente de anos anteriores, os sindicatos da Intercel estarão retirando junto à base delegados para participarem do evento. De acordo com o definido, 7% dos trabalhadores de toda a Celesc participarão do debate que definirá a Pauta e os rumos da campanha de data-base. Este início de campanha é fundamental para a construção de uma boa negociação. Vamos juntos, em busca de um ACT bom para todos.

ASSEMBLEIA ESTADUAL | 27/07 | LAGES TE ESPERA! CELESC

Eletricitários da Celesc discutem novo modelo sindical Os sindicatos que compõem a Intercel estiveram reunidos no dia 02 de Julho, terça-feira, em Florianópolis, com os organizadores dos Seminários Regionais preparatórios para o 9º Congresso dos Empregados da Celesc, para tomarem conhecimento do diagnóstico apresentado pelos trabalhadores. Além de diagnósticos específicos sobre as áreas de representação, os sindicalistas iniciaram um debate sobre a necessidade de atualizar o conhecimento e a representação dos trabalhadores, criando uma nova forma de fazer a atividade sindical. O debate se estenderá nas diretorias dos sindicatos e, durante a Caravana da Intercel, na semana de 8 a 12 de julho, os trabalhadores receberão o relato dos dirigentes sindicais sobre os rumos daqui em diante. Para os sindicatos da Intercel, o diagnóstico sobre o papel das representações dos trabalhadores é essencial para a construção de uma categoria cada vez mais forte e politizada, além de aproximar ainda mais os trabalhadores dos sindicatos, para uma atuação conjunta nos enfrentamentos futuros.

LINHA VIVA é uma publicação da Intersindical dos Eletricitários de SC Jornalista responsável: Paulo Guilherme Horn (SRTE/SC 3489) | Conselho Editorial: João Roberto Maciel Rua Max Colin, 2368, Joinville, SC | CEP 89206-000 | Fone (047) 3028-2161 | E-mail: sindsc@terra.com.br www.sindinorte.org | www.sinergia.org.br | www. sintevi.com.br | www.sintresc.com.br | www.intersul.org As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do jornal.

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EQUIPE 1 SÃO MIGUEL D´OESTE - 09/07 - 07h30 CHAPECÓ - 09/07 - 13h30 CONCÓRDIA - 10/07 - 07h30 JOAÇABA - 10/07 - 13h30 CAMPOS NOVOS - 10/07 - 16h30 VIDEIRA - 11/07 - 07h30 CAÇADOR - 11/07 - 13h30 LAGES - 12/07 - 07h30

EQUIPE 2 CRICIÚMA - 09/07 - 07h30 TUBARÃO - 09/07 - 13h30 FLORIANÓPOLIS - 10/07 - 07h30 FPÓLIS (CENTRAL) - 10/07 - 13h30 ITAJAÍ - 11/07 - 07h30

EQUIPE 3 RIO DO SUL - 09/07 - 07h30 BLUMENAU - 09/07 - 13h30 BLUMENAU (SALTO) - 10/07 - 07h30 JARAGUÁ DO SUL - 10/07 - 13h30 MAFRA - 11/07 - 07h30 SÃO BENTO DO SUL - 11/07 - 13h30 JOINVILLE - 12/07 - 07h30

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Os inventores da roda Em entrevista ao jornal A Notícia (1º de julho 2013) o atual presidente da Celesc, Cleverson Siwert, apesar de sua pouca idade quer parecer ser o pai de todas ideias que visam aprimorar o funcionamento da Celesc. Não sabe, talvez, que o que anda apregoando aos quatro cantos vem sendo debatido pelos empregados da Celesc desde a década de 90. Aliás, todo presidente da Celesc deveria ler as resoluções dos Congressos dos Trabalhadores antes de aceitar o cargo, para não acharem que estão “inventando a roda”. Vejamos: Trecho das resoluções dos estudos feitos pelos trabalhadores já em 1990 e poucos: “2.2 – O SEGUNDO CONGRESSO DOS EMPREGADOS Na busca por novos rumos à administração da Celesc, mantendo-a pública e com as diretrizes do primeiro congresso, ocorreu o segundo congresso (junho de 1999). O Representante dos Empregados no Conselho de Administração (CA) apoiado por entidades ligadas à Celesc como Associação dos aposentados da Celesc (APECELESC), Associação dos Profissionais da Celesc (APC), Fundação Celesc de Seguridade Social (CELOS) e Intersindical dos Eletricitários (INTERCEL), abraçaram a idéia de modernização e elaboração de um novo Modelo de Gestão para a Empresa. Nos Congressos começou a se discutir um modelo que delineasse gestão com participação efetiva dos empregados, conselho de administração, sindicatos, e as entidades ligadas a Celesc e sociedade. A necessidade na mudança de gestão se mostrava irreversível, pois, algumas empresas já privatizadas davam o tom das mudanças de “fora para dentro”: - Benefício exagerado aos acionistas, com distribuição de dividendos e remessa de lucros; - Minimização dos aspectos sociais da empresa Pública; - Demissão e opressão de empregados e suas formas de representação (principalmente sindicatos); - Deterioração da qualidade dos serviços. As mudanças deveriam ocorrer de “dentro para fora”, tornando a empresa mais eficiente, desmentindo assim “a falácia que é necessário privatizar para se obter resultados.” (VIEIRA, 1999, P. 5).” Não precisa de comentários adicionais, né?

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Otimização dos COD´s

Moções em Defesa da Celesc Pública

A primeira reunião regionalizada para debater a otimização dos COD´s aconteceu na última segunda-feira, dia 01 de julho, em Rio do Sul. Conforme definido no encontro com o presidente da empresa, representantes dos sindicatos da Intercel debateram com os despachantes envolvidos, Técnicos de Segurança, Chefes de Regionais e representantes da Diretoria de Distribuição condicionantes para o início da otimização dos COD´s da região. Após muito debate, ficou definido que Lages assumirá o Turno C de Rio do Sul e Videira, não na figura de Operação Transferida, mas sim como Supervisão Transferida. Assim, no caso de interrupção de fornecimento de energia, o despachante de Lages fará o contato com o Despachante do COD agrupado que estará de sobreaviso e este despachante será responsável pela operação e despacho. A excessão a esta regra ocorre quando houver risco de morte para terceiros. Nestes casos o despachante do COD Pólo tem a prerrogativa de operar a rede da regional agrupada, para não pôr em risco a sociedade. Os sindicatos que compõem a Intercel agradecem a presença e empenho de todos os trabalhadores que debateram e democratizaram esta proposta. Novas agendas continuarão o debate.

Dando sequência à luta em defesa da Celesc Pública e da qualidade nos serviços prestados à população catarinenese, os sindicatos que compõem a Intercel conseguiram o apoio de mais três Câmaras de Vereadores, com a retirada de moções. Em Itajaí, o Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc compareceu à tribuna no dia 13 de junho para relatar aos vereadores e à sociedade presente na Câmara a luta dos trabalhadores da Celesc e dos sindicatos que compõem a Intercel para garantir à população um atendimento de excelência, sem que isso signifique a precarização nas condições de trabalho e de saúde e segurança dos trabalhadores. No dia 25 de Junho, através da intervenção do Sindicato dos Trabalhadores Eletricitários do Vale do Itajaí (Sintevi), a Câmara de Vereadores de Gaspar também contribuiu com a luta dos celesquianos. O presidente do Sintevi, Felipe Braga, discursou ao plenário destacando a importância da Celesc Pública para o desenvolvimento do estado de Santa Catarina. O trabalhador da Celesc e vereador, José Amarildo Rampelotti (PT), também utilizou a tribuna para defender a manutenção da empresa pública e a valorização dos trabalhadores. Na região norte do estado, a cidade de Santa Terezinha também entrou na luta por uma Celesc Pública e responsável para com a sociedade. Os diretores do Sindicato dos Eletricitários do Norte de Santa Catarina (Sindinorte), Dirceu Simas e Sandro Luís Vieira utilizaram o plenário para contribuir com o debate sobre a reestruturação da Celesc Pública e o retorno da qualidade nos serviços prestados. O trabalho dos sindicatos que compõem a Intercel e o apoio das Câmaras de Vereadores de todo o estado é mais um passo na defesa da Celesc Pública e na busca pela manifestação efetiva do Governo do Estado no debate. A manifestação clara e objetiva do Governo foi demanda dos trabalhadores apresentada na Audiência Pública do dia 06 de março, onde entre outras reivindicações, foi solicitada uma reunião entre a representação sindical e o Governador do estado, que deverá acontecer na próxima segunda-feira, dia 08 de julho.

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Reestruturação dos PA´s Após vários debates, a Diretoria da Celesc apresentou aos sindicatos que compõem a Intercel a proposta de reestruturação dos PA's, que consolidou um quadro mínimo de 4 operadores. Apesar de concordar com a manutenção dos PA´s, a Celesc definiu um calendário de aplicação da proposta, comprometendo-se a recompor o quadro de trabalhadores nos PA's que, atualmente, estão com menos de 4 empregados. Para os sindicatos da Intercel, apesar de não haver unanimidade entre os trabalhadores, a proposta contempla boa parte das reivindicações da categoria, sendo muito difícil maiores avanços. Os dirigentes sindicais estarão avaliando junto com os trabalhadores de suas bases os impactos da proposta.

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CULTURA

Qual o papel de um sindicato?

Por Dino Gilioli*

Num mundo cada vez mais mercantilizado, pautado pela lógica da rapidez das máquinas e marcado pela dura sobrevivência da maioria das pessoas perguntamos: Qual o papel de um sindicato? Pedro Tierra lembra-nos que o ofício de poeta, de certo modo, pode se resumir na observação dos gestos humanos e na sua tradução pela subversão da palavra. Neste sentido, perguntamos: Qual a função de um sindicalista? O sistema atual que “regula” a sociedade reduz o trabalhador a um mero vendedor da força de trabalho. De tal forma que o homem ou mulher trabalhadora são registrados, na maioria das empresas, como apenas mais um item de custo. Valendo, neste caso, a lógica de que para reduzir custos tanto faz uma matéria prima, uma mercadoria ou um trabalhador. No nosso entendimento um sindicato deve atuar na contramão dessa perversa lógica e perceber o trabalhador, acima de tudo, como um ser humano – na sua integralidade. Logo, a ação de um sindicato de caráter emancipador não deve se limitar a uma pauta de reivindicação. A luta dos trabalhadores deve suplantar as questões imediatas e corporativas.

"Sem esquecer da origem do sindicalismo que nasce pela necessidade de garantir a subsistência do trabalhador, diante de um sistema cada vez mais excludente é preciso que façamos uma profunda reflexão sobre a atividade sindical"

Sem esquecer da origem do sindicalismo que nasce pela necessidade de garantir a subsistência do trabalhador, diante de um sistema cada vez mais excludente é preciso que façamos uma profunda reflexão sobre a atividade sindical. É preciso que discutamos qual o papel político de um sindicato, que permita olhar o trabalhador para além da raia economicista. Ou seja, um sindicato que tenha presença objetiva e subjetiva na vida do trabalhador. Nessa perspectiva é possível tecer com os trabalhadores uma representação de classe que, além de reivindicar, atua num horizonte onde a cultura é compreendida como espaço genuíno da expressão humana, do exercício crítico e criativo. É possível vislumbrar uma instância de poder coletivo que estimula a solidariedade, o companheirismo e a prática da liberdade pela valorização da vida.

*Dino Gilioli é poeta, dirigente sindical do Sinergia e Representante dos Trabalhadores no Conselho de Administração da Eletrosul

Pois, como diz o poeta: “um sindicato deve ter sensibilidade para perceber estrelas e consciência para sacudir o chão”.


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