9° Congresso EMPREGADOS DA CELESC
AGRADECIMENTOS Aos profissionais e amigos, Da Comissão Organizadora: Jair Maurino Fonseca Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc Daniel Domingos Dieese
dos
Passos
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Luiz Cézare Vieira - Ex-Conselheiro Paulo Sá Brito - Ex-Conselheiro Jerry Conceição - Sinergia Leandro Nunes da Silva - Sindinorte Henri Machado Claudino - Sintresc
“A gestão da Celesc e a Organização dos Trabalhadores” Promoção do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc
Valmir Vestarp - Stieel Davi Coelho - Sintevi Benhour Romariz Filho - Saesc Paulo Guilherme Horn - Intercel
“A gestão da Celesc e a Organização dos Trabalhadores”
SINTRESC - SINERGIA - STIEEL - SINTEVI - SINDINORTE - SAESC - STIEEC
EXPEDIENTE PROJETO GRÁFICO: PAULO GUILHERME HORN TEXTOS E REVISÃO: PAULO GUILHERME HORN, LEANDRO NUNES DA SILVA, JAIR MAURINO FONSECA, DIRCEU SIMAS E DANIEL PASSOS FOTOS: COLABORAÇÃO:
ÍNDICE APRESENTAÇÃO PALESTRAS
Diagnósticos dos Seminários Regionais O Sindicalismo Brasileiro no atual contexto político: para onde vamos? O marco regulatório e as relações de trabalho no setor elétrico O olhar da sociedade sobre os serviços da Celesc Para onde nos levara o Plano Celesc 20130?
GRUPOS DE TRABALHO RESOLUÇÕES DO CONGRESSO MOÇÕES CONCLUSÃO
APRESENTAÇÃO
A realização do 9º Congresso dos Trabalhadores da Celesc na cidade de “Ao propormos o tema “A Gestão Laguna, palco de lutas históricas, determinantes para consolidação do estado da Celesc e a Organização dos catarinense, não deixa de ser simbólica neste momento em que também Trabalhadores”, trazemos para tentamos consolidar um modelo de empresa pública com a marca de nossa o centro do debate a necessidade gente, empreendedora por excelência. Ao propormos o tema “A Gestão da Celesc e a Organização dos Trabalhadores”, de alinharmos governo, legislativo trazemos para o centro do debate a necessidade de alinharmos governo, e trabalhadores numa mesma legislativo e trabalhadores numa mesma direção que perseguimos ao longo direção que perseguimos ao longo de várias décadas: uma empresa pública eficiente e comprometida com a de várias décadas: uma empresa sociedade. pública eficiente e comprometida Os participantes são delegados de várias regiões do estado e terão com a sociedade” o compromisso de serem os multiplicadores das informações e dos encaminhamentos deste Congresso que tradicionalmente é realizado a cada dois anos. Os avanços nem sempre ocorrem na velocidade que gostaríamos, porém, a experiência dos eletricitários catarinenses tem demonstrado sobejamente que quando perseveramos num objetivo, os frutos não tardam a aparecer. Não temos dúvidas que estamos no caminho certo. Muito ainda há por fazer e neste sentido aguardamos ansiosamente as conclusões deste encontro para logo em seguida buscarmos a sua concretização. Mãos a obra, pois, o tempo da colheita se avizinha. E no nosso caso, os frutos serão colhidos por todos os catarinenses.
PALESTRAS Diagnóstico dos Seminários Regionais Preparatórios para o 9º Congresso dos Empregados da Celesc, os Seminários Regionais foram realizados em 2013 pelo Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc, Jair Maurino Fonseca, com apoio dos Sindicatos da Intercel. Durante o Congresso, o Diretor do Sindinorte, Leandro Nunes da Silva, apresentou o resultado das avaliações feitas pelos trabalhadores, demonstrando a importância dos espaços representativos em uma gestão participativa. Leandro apresentou a mudança política nos sindicatos, saindo de um modelo assistencialista para um modelo combativo, com a consolidação dos diversos “Os congressos são espaços espaços representativos através dos Acordos Coletivos de Trabalho. A mudança privilegiados em que os política das entidades sindicais foi preponderante para que a luta dos trabalhadores em defesa da Celesc Pública consolidasse suas representações. Destaque empregados podem fazer o debate para a importância do espaço conquistado no Conselho de Administração, ava- de temas relevantes que estão na liado por todos como a mais importante instância de defesa da Celesc Pública. ordem do dia da empres e que Os Seminários Regionais demonstraram a vontade dos celesquianos de cada requerem efetivamente a opinião vez mais debater e participar da gestão da empresa, ajudando a Celesc à prestar dos trabalhadores. Nessa lógica um atendimento de excelência para a sociedade, sem explorar os trabalhadores. Esta ânsia em discutir os rumos da empresa é um dos pontos que faz com que eles influenciam positivamente a o Congresso dos Empregados tenha longevidade e respeito de todos os celes- atuação dos sindicatos por que quianos e seja uma das instâncias mais privilegiadas de debate e mobilização proporcionam o conhecimento das dos trabalhadores. bases, da opinião do público
PALESTRAS O sindicalismo brasileiro no atual contexto político: para onde vamos? A participação dos trabalhadores em sindicatos organizados foi determinante para que a Celesc não tenha sido privatizada. Muitas lutas foram travadas e a lógica não mudou: trabalhador tem que se unir para defender seus direitos. Mas se a lógica não mudou, não podemos falar a mesma coisa do cenário político e econômico brasileiro. Para o Coordenador Técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioconômicos (Dieese), o sociologo Clemente Ganz Lucio, o sindicalismo brasileiro necessita se adaptar a um novo contexto político. “Há um aprendizado por Clemente recordou que, em meio a uma crise econômica do capitalismo, o parte do movimento social e movimento sindical têm debatido o avanço nos direitos dos trabalhadores e sindical na relação do estado não mais como fugir do desemprego, do arrocho salarial e da miséria. Esta que negocia com o movimento guinada se deu pela mudança do modelo econômico Brasileiro pós-2002. que precisa ser compreendido. Se na década de 90, o pensamento econômico neoliberal que afirmava ser Não basta eu só protestar, ser impossível “aumentar o custo do trabalho” e consequentemente valorizar a remuneração dos trabalhadores, sob risco de inviabilizar a participação do contra. Se o governo recebe para negociar, eu tenho que ter Brasil no mercado mundial e no processo de globalização foi predominante, a partir de 2002 o Brasil mudou a estratégia econômica e quebrou estas proposta e tenho que saber como “verdades absolutas” iniciando um processo que culminou com a estabilidade conduzir esta proposta. econômica durante a crise mundial. A política de valorização do salario mínimo foi prepoderante para que o Brasil
e o brasileiro passarem pela crise em tranquilidade. coibam demissões imotivadas, mais ou menos como a Clemente destacou o papel fundamental das Centrais Cláusula de Garantia de Emprego do ACT da Celesc. Sindicais, que pressionaram o governo de um Presi- Além disso, Clemente afirma ser papel do sindicato ludente oriundo do movimento dos trabalhadores, para tar por políticas de fortalecimento da produção de bens que as reformas interessantes à categoria fossem le- de consumoo agregados, impulsionando a capacidade vadas à cabo na política econômica nacional. de emprego. O economista afirma que os sindicatos Esta política, onde o estado voltou a “Por meio de centrais sindicais tem que estar preparados com proter um papel fundamental, possibipostas e principalmente organizados e organizações intersindicais, litou uma onda de geração de empara lutas sociais através de mobiliformular políticas públicas prego e crescimento, modificando zações populares. pensando estruturalmente a as prioridades do e trazendo novos Clemente também traz para o cendesafios para o movimento sindical. proteção ao emprego. Algumas tro do debate sindical a necessidade Um dos principais desafios neste das possibilidades passam pelo de um debate mais amplo onde os novo Brasil é sustentar a estratésindicatos precisam mostrar qualififortalecimento do FGTS e gia de inclusão pelo emprego e pela cação política para conseguir o respela aprovação de políticas que renda. Para isso, Clemente afirma peito da sociedade e efetivamente que os sindicatos devem continuar coibam demissões imotivadas, representar os trabalhadores. Ponto mais ou menos como a lutando pelo incremento dos salácentral para a representação sindical rios e pela continuidade da política é investir na organização sindical no Cláusula de Garantia de de valorização dos salários mínimos. Emprego do ACT da Celesc. local de trabalho. O local de trabalho Neste aspecto, destaca uma tarefa é essencial para formação de milique considera fundamental: por meio de centrais sin- tantes. Este acaba por se configurar em um espaço de dicais e organizações intersindicais, formular políticas aprendizado, através dos enfrentamentos. públicas pensando estruturalmente a proteção ao em- A participação ativa das entidades sindicais na conduprego. Algumas das possibilidades passam pelo forta- ção política brasileira é o grande desafio para a conslecimento do FGTS e pela aprovação de políticas que trução de um país cada vez mais justo.
PALESTRAS O Marco Regulatório e as relações de trabalho no Setor Elétrico Para analisar as mudanças no marco regulatório do Setor Elétrico nacional e seu impacto sobre os trabalhadores eletricitários dois palestrantes foram escaldos para debaterem com os celesquianos. Argumentando sobre as regras do setor elétrico e as imposições e fundamentações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o economista do Dieese e assessor econômico dos sindicatos da Intercel, Daniel Passos demonstrou que o setor elétrico hoje é organizado para atender ao lucro das “O que é ser eficiente para a empresas em detrimento da qualidade do serviço prestado à soceidade e às ANEEL? É que teus custos condições de trabalho dos eletricitários. Daniel demonstrou que a regulação da ANEEL contribui para a precarização reais fossem menores que teus do trabalho, incentivando às empresas a investir pesado na terceirização, custos regulatórios. Agora como maximizando seus lucros. No caso específico da Celesc, o economista revocê faz a gestão para reduzir velou que os dados divulgados sobre os níveis de terceirização na empresa, apesar decríticas à forma apuração e medição, revelam um contingente de esse custo? Não é problema da Aneel. E foi assim que as terceirizados que chegam à aproximadamente 90% do total de trabalhadores empresas fizeram: ampliando próprios. Outra prática das empresa do setor para alcançar a “eficiência” da ANEo setor com contingente cada EL foi a de diminuir sistemáticamente o número de trabalhadores próprios, vez mais de trabalhadores expondo-os cada vez mais à riscos de saúde e segurança com o avanço no terceirizados” número de clientes a serem atendidos. Daniel destacou ainda várias notícias
que certificam a prática atual do setor elétrico põe em risco a vida dos trabalhadores. Com o cenário apresentado pelo economista, foi a vez da visão dos trabalhadores. O presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Franklin Moreira, ressaltou a importância da organização dos trabalhadores junto aos sindicatos da Intercel e a disposição em debater a gestão da empresa. Para ele, “aonde existe a participação dos trabalhadores, a gestão vem para dentro da agenda do sindicato e faz parte do dia a dia dos trabalhadores”. Representante dos trabalhadores no Conselho da Cemig desde 2003, Franklin considera fundamental vincular atuações do sindicato e da representação dos trabalhadores no Conselho de Administração com os anseios e com a visão da categoria, destacando os Congressos dos empregados como espaço privilegiado para a criação deste vínculo. Além de questões de ordem política
e econômica que determinam a relação de trabalho da classe trabalhadora, a regulação do setor elétrico e a lei das concessões tornam a categoria eletricitária completamente diferente das demais. O tema mais contraditório é o da terceirização, barrada na atividade fim pela súmula 331 do TST, mas liberada pela Lei de Concessões. Franklin fez um histórico da criação “Em alguns lugares, como é da Aneel e do papel a qual ela serviu: garantir o equilibrio econômico o caso aqui da Celesc, tem a financeiro das empresas para faci- mobilização dos trabalhadores, litar a privatização. Neste contexto, muito em função deste processo hoje as empresa terceirizam grande de trazer os trabalhadores, parte de sua mão de obra e a potrazer as entidades sindicais pulação recebe um serviço de pior qualidade, e a Aneel se omite die outras entidades que zendo não ter papel de interferir na representam os trabalhadores gestão das empresas. para debater a gestão da A terceirização maciça traz inúempresa. Aonde existe meros riscos de saúde e segurança aos trabalhadores e o momen- participação dos trabalhadores a gestão vem para dentro da to atual nos leva por uma luta de reconhecimento de indicadores que egenda do sindicato e faz parte resguardem a vida dos eletricitários. do dia a dia dos trabalhadores”
PALESTRAS O olhar da Sociedade sobre os serviços da Celesc
“Os consumidores reivindicam que os investimentos não sejam só em redes de distribuição e subestações, mas também nos eletricitários” “Nós não ouvimos, basicamente, queixas de funcionários da Celesc. Os senhores, via de regra, pelo que consta dos consumidores, prestam um bom atendimento”
O papel principal da Celesc como empresa pública é levar energia de qualidade à população catarinense. Com inúmeras dificuldades por conta de uma gestão que prioriza os interesses dos acionistas, pela falta de trabalhadores e por condições cada dia mais precárias de trabalho, os celesquianos participaram do debate com representantes de dois segmentos de consumidores em um momento onde o apoio da sociedade à empresa pública já não é unanimidade. Representando o Conselho de Consumidores da Celesc, Herman Suesenbach palestrou sobre a percepção dos consumidores residenciais sobre o serviço prestado pelos celesquianos. Herman comentou sobre a queda na qualidade do serviço prestado à população catarinense, ligando esta à uma gestão que expõe a sociedade à riscos eminentes de falta de energia. Para Herman, um dos fatos que corroboram para a demora no atendimento aos consumidores é a diminuição da cobertura de sobreaviso em algumas cidades catarinenses. O vice-presidente do CONCCEL informou que o colegiado buscou a opinião dos consumidores e que a percepção da sociedade sobre os investimentos da Celesc na rede é preocupante. Para grande parte da população, apesar de uma ligeira melhora ainda está muito aquém da necessidade. Os consumidores reivindicam que os investimentos não sejam restritos à redes de distribuição e subestações, mas também nos eletricitários, funcionários da Celesc, por uma qualificação, para que todos aqueles que queiram progredir na carreira façam melhorias, para que possam ter uma atividade melhor que tem hoje. “Nós não
ouvimos, basicamente, queixas de funcionários da Celesc. Os senhores e senhoras, via de regra, pelo que consta dos consumidores, prestam um bom atendimento”, afirmou. Para relatar a percepção dos consumidores rurais, palestrou Tairone Teixeira, representante da FAESC. Tairone comentou que Santa Catarina é o 6º estado maior produtor de alimentos no país. Tairone ressaltou a importância da rede de energia elétrica no interior já que Santa Catarina é o primeiro estado do país em produção por área, o que significa que a descentralização da produção depende em grande parte do alcance da distribuição de energia. “Temos a preocupação de manter o agronegócio, de manter a agricultura familiar e, para isso, precisamos da energia de qualidade chegando nestas propriedades”, afirmou. Para Tairone, o histórico de dificuldades da Celesc em investimentos, e a sobrecarga da rede por conta
da automação da produção rural e de bens de conforto às famílias do campo acaba por afastar a empresa do produtor rural. A contrapartida do consumidor também foi comentada por Tairone, que afirmou que a falta de comunicação entre os consumidore e a empresa geram uma série de problemas e aumentam a sobrecarga na rede. “Desde 2011 a FAESC busca melho“Temos a preocupação de rias na relação com a Celesc por que, para os consumidores, é interessanmanter o agronegócio, de te que a Celesc preste seu serviço manter a agricultura familiar com qualidade, se mantenha pública e, para isso, precisamos da e dos catarinenses”, afirmou. Através de mobilizações dos consu- energia de qualidade chegando nestas propriedades” midores rurais, e da atuação no Conselho de Consumidores, a federação “O pessoal do campo também buscou a aproximação com a emprequer ter acesso ao conforto sa e a resolução de problemas enerque temos na cidade. É ar géticos em áreas de produção rural condicionado, aquecedor, um acentuada, como o Planalto Norte Catarinense. Para Tairone, este pro- chuveiro melhor. Isso, além da cesso vêm dando resultados e as de- automação da produção rural, mandas dos consumidores têm maior sobrecarrega a rede” respaldo da diretoria da empresa.
PALESTRAS Para onde nos levará o Plano Celesc 2030? Fazer mais com menos. Cada vez que o trabalhador escuta falar do Plano Celesc 2030, o mantra entoado pelo presidente da Celesc, Cleverson Siewert, dá calafrios. Para os celesquianos, a proposta não tem sido boa e, apesar do discurso bonito, as condições de trabalho ficaram piores. Mas a que se propõe o Celesc 2030? Quais suas diretrizes, suas propostas, suas metas? Afinal de contas, para onde o Plano Celesc 2030 nos levará? Foi a partir desta pergunta que o Presidente da empresa falou aos delegados do 9º Congresso. “Nós vamos acertar tanto mais Cleverson iniciou relembrando que, apesar da pequena extensão territorial de quanto estivermos mais próximos Santa Catarina, o estado é a 7ª economia do país e que o espírito empreendedor que o caracteriza foi moldado pela criação e atuação da Celesc. Para o presidos funcionários, sabendo de dente, o catarinense tem uma visão diferenciada de qualidade por estar acima da suas reivindicações, das suas média nacional em qualidade de vida. Desta forma, a cobrança com quaisquer vontades, das suas idéias. Tudo produtos e serviços é mais acentuada e a população mais crítica. isso é fundamental que flua O presidente comentou a estrutura societária da Celesc, onde capital privado detem cerca de 80% da empresa. Tendo mais de 50% das ações com direito a de uma forma muito coerente na companhia. Comunicação é voto, o Estado é controlador da Celesc e, segundo o presitente, este é um compromisso do governador: manter a Celesc Pública. algo fundamental e essa troca Falando sobre os movimentos que deram origem ao Plano Celesc 2030, o prenos permite tomar decisões mais sidente mencionou a mudança estatutária realizada na companhia e a criação adequadas” de um plano diretor que considerou um olhar externo (política macroeconômica
e regulatória), interno (análise de performance) e visão co-financeira da empresa através de um plano de eficidas pessoas (o que o conselho espera da companhia; o ência operacional. que os exetutivos, empregados e sociedade esperam da Cleverson retomou a lógica de que as reclamações sobre Celesc). a qualidade dos serviços prestados pela Celesc ter caído Cleverson afirmou que na avaliação interna ficou desta- se dá pelo alto teor crítico de uma sociedade com instrucado que a receita da empresa cresção e qualidade de vida superior à da cia mais do que as despesas. Além média nacional. Citando uma série de “Eu tenho certeza que esse disso, afirmou que, em comparativo pesquisas e dados técnicos da opecongresso nos permitirá trazer com 30 empresas do setor, o custo de ração do sistema elétrico catarinense, grande ideias e sugestões e que a afirmou que o trabalho dos celesPMSO (pessoal, material, serviços e partir de segunda-feira a gente quianos é de excelência. “Eu enxergo outros) era muito elevado e defendeu possa melhorar ainda mais o ser necessário levar os custos à lógiem vocês um baita de um grupo que ca do órgão regulador. Na avaliação nosso encaminhamento em prol trabalha com força, com garra, com macroeconômica, a empresa neces- de ter uma companhia que seja determinação, que fez muito e que sita de novos investimentos e novos financeiramente forte, que seja vai fazer muito mais”, disse. Ainda negócios, além da captação de reressaltou o compromisso da diretoria adequada na prestação de seu com a primarização e com o fim da cursos para continuar competitiva no mercado. Na questão regulatória o serviço e que seja transparente em terceirização na empresa, lembrapresidente foi categórico em afirmar do que foram realizados concursos e suas ações e decisões” que é necessário respeitar e cumprir contratados trabalhadores. as determinações da Aneel. Com relação à avaliação Para o presidente, o desafio da empresa, segundo o interna, destacou o processo de eficiência operacional presidente, é adequar a Celesc às diretrizes da Anee o compromisso de primarização das atividades fim da el, mantendo a empresa pública. O Plano 2030 busca empresa. neste cenário, sustentabilidade econômica-financeira, Com este diagnóstico, o Plano Celesc 2030 apresenta renovação da concessão e manutenção de uma Celesc como diretriz básica buscar a sustentabilidade econômi- Pública, competitiva, forte e transparente.
GRUPOS DE TRABALHO Trabalhadores debatem gestão participativa na Celesc Na tarde do dia 30 os trabalhadores da Celesc partiram para os debates sobre a Celesc Pública e a participação dos trabalhadores na gestão da empresa. Divididos em 4 grupos de trabalho, os delegados realizaram uma avaliação das palestrar e dos debates, definir um conjunto de orientações, ações e diretrizes que nortearão a luta dos trabalhadores e as suas representações. O resultado dos debates nos grupos de trabalho foi sistematizado na Plenária do último dia do Congresso, resultando nas resoluções que serão apresentadas nas páginas a seguir.
Os grupos de trabalho foram coordenados por Daniel Passos (DIEESE), Julia Marin Latronico (SINERGIA), José Alvaro Cardoso (DIEESE) e Mairon Brandes (DIEESE)
RESOLUÇÕES DO CONGRESSO Orientações, ações e diretrizes aos empregados e suas representações Sobre o modelo Energético •
Defender a alteração do modelo do setor elétrico.
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Intervir na discussão do marco regulatório.
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Sobre a Comissão de Gestão e Resultados •
Garantir que as Comissões funcionem efetivamente permitindo a negociação de metas e insumos.
Buscar apoio político nacionalmente, independente do partido, na discussão sobre os efeitos da regulação da Aneel.
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Fortalecer e qualificar as Comissões de Gestão e Resultados, retomando os seminários de melhores práticas.
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Defender a energia como um bem público dos catarinenses.
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Intensificar a relação política em defesa da Celesc pública.
Maior atuação dos Sindicatos na conscientização coletiva dos trabalhadores sobre a importância da Comissão de Gestão e Resultados
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Garantir a Renovação da Concessão, mantendo a empresa pública com qualidade, combatendo o modelo capitalista na luta pela concessão.
RESOLUÇÕES DO CONGRESSO Sobre a Ação Política Sindical •
Buscar a harmonia entre as entidades representativas dos trabalhadores para o bem comum;
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Unir sindicatos e atuar junto a movimentos sociais para fortalecer a atuação da categoria a nível nacional.
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Trazer representantes de outras empresas privadas e públicas para troca de informações sobre o setor;
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Fortalecer a categoria dos eletricitários através do fortalecimento dos sindicatos;
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Conscientizar o eletricitário de sua importância dentro da classe trabalhadora, como parte fundamental da organização do trabalho;
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Negociar e lutar;
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Atuar no tema saúde e segurança do trabalhador;
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Lutar por concurso público, PDVI, retenção de conhecimento, qualificação profissional como um processo contínuo;
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Garantir o quadro de pessoal necessário para atender a sociedade;
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Valorizar o quadro de pessoal com a revisão do Plano de Cargos e Salários;
Sobre a Ação Política Sindical •
Combater a terceirização dos serviços primários;
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Não à terceirização - impedir que atividades fins da empresa sejam realizadas por empreiteiras
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Promover paralisações por moralização da empresa, fora do Acordo Coletivo de Trabalho;
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Cobrar do Governo Colombo políticas mais voltadas a sociedade e menos aos acionistas;
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Fortalecer a imagem da Celesc Pública perante a sociedade.
RESOLUÇÕES DO CONGRESSO Sobre a Política de Gestão •
Revisar o atual o Plano Gerencial, garantindo a participação dos empregados na discussão e estabelecendo uma política de consequência para todos os níveis gerenciais;
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Basear a gestão de pessoas não apenas em indicadores financeiros;
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Padronizar a gestão através do mapeamento dos processos e consequente qualificação dos empregados;
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Reativar o CeFA e investir em treinamento garantindo tanto o orçamento quanto a estrutura necessária;
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Promover aproveitamento da força de trabalho com profissionalização;
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Garantir o Plano de lotação com o quadro mínimo de empregados próprios;
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Garantir que a escolha dos membros dos grupos de trabalho obedeçam critérios técnicos e que sejam especialistas na área e atividades que se pretenda estudar;
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Investir em automatização do serviço elétrico, tendo em vista que alguns equipamentos em uso ainda são arcaicos;
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Investir em novas fontes de energia,
Sobre a Política de Gestão •
Investir em segurança nos serviços.
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Cobrar da direção um Plano de Investimento a curto prazo na rede, subestações e transformadores, revendo as prioridades para evitar a deterioração do sistema;
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Desenvolver um novo modelo de Call Center, composto por quadro próprio com estrutura de atendimento descentralizada;
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Priorizar a manutenção preventiva;
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Garantir materiais e equipamentos para realização dos serviços,
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Equiparar equipamentos e estrutura das agências regionais.
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Ampliar a divulgação dos meios virtuais de auto atendimento visando a redução da demanda nas lojas de atendimento;
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Criar uma política de comunicação empresarial;
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Divulgar de forma clara, de fácil entendimento, o balanço contábil da empresa;
RESOLUÇÕES DO CONGRESSO Sobre os espaços de Representação •
Buscar uma vaga de suplência para o representante dos empregados no Conselho de Administração;
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Eleger representantes com compromisso com a categoria;
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Manter todas as instancias representativas: CA, Celos etc...;
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Garantir a representação dos empregados nos espaços conquistados;
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Fortalecer a Intercel.
MOÇÕES Moções do 9º Congresso dos Empregados da Celesc Após a plenária que definiu as resoluções do 9º Congresso, os trabalhadores da Celesc aprovaram 3 moções como orientação ao Representante dos Empregados no Conselho de Administração. As orientações buscam o empenho e determinação do Conselheiro Eleito, junto com sindicatos da Interce e trabalhadores na busca em defesa da Celesc Pública junto aos políticos catarinenses, além de continuidade da luta por melhores condições de trabalho para toda a classe trabalhadora. A seguir, reproduzimos as moções aprovadas pelos trabalhadores:
Defesa da Celesc Pública Os delegados reunidos no 9º congresso dos empregados da Celesc, realizado em Laguna, de 29 a 31 de maio de 2014, unidos em defesa da empresa pública e de seu caráter social, verdadeiro indutor do crescimento econômico do estado de Santa Catarina, aprovam moção para que as entidades representativas dos empregados celebrem compromisso oficial com cada um dos candidatos a Governador do estado de Santa Catarina no pleito eleitoral de 2014 pela manutenção da Celesc Pública, patrimônio dos catarinenses.
MOÇÕES Moção por melhores políticas junto à Aneel, Governo do Estado e Conselho de Administração Os delegados reunidos no 9º congresso dos empregados da Celesc, realizado em Laguna, de 29 a 31 de maio de 2014, aprovam moção para que as entidades representativas dos trabalhadores encaminhem expediente ao governador do Estado de Santa Catarina solicitando que: a) Interceda junto à ANEEL, propondo alterações nos critérios de avaliação da Celesc no que se refere ao marco regulatório, visando assegurar a qualidade dos serviços prestados e garantindo as condições necessárias para o desenvolvimento da atividade fim da empresa, seguindo os padrões adequados de saúde e segurança dos trabalhadores; b) Encaminhe proposições no sentido de alterar a forma de recolhimento do ICMS das faturas de energia elétrica, passando a cobrá-lo sobre o valor efetivamente arrecadado em contraposição a prática atual, com base no valor faturado, em especial dos consumidores do Poder Público Federal, Estadual e Municipal, bem como dos demais clientes especiais que necessitam tratamento diferenciado e impõem condições especiais de cobrança de energia elétrica, como hospitais, clinicas, postos de saúde e similares; c) Comprometa-se a orientar seus representantes no Conselho de Administração da Celesc para que esses cumpram seu papel de acionista majoritário, especialmente nas questões relativas à manutenção dos direitos dos trabalhadores e ao fortalecimento da Celesc Pública.
Moção contra a precarização das condições de trabalho Os delegados reunidos no 9º Congresso dos Empregados da Celesc, realizado em Laguna, de 29 a 31 de maio de 2014, repudiam qualquer forma de precarização do trabalho, sobretudo aquelas que utilizam como mão de obra estagiários que deveriam estar aprendendo uma profissão, como prevê a lei, e não atuando como mão de obra barata, como hoje o fazem em lojas e escritórios de atendimento, colocando em risco a qualidade dos serviços e suas condições de segurança.
CONCLUSÃO Celesc Pública, o nosso rumo, a nossa luta Chegamos ao final de mais um Congresso de Trabalhadores da Celesc. Não há elemento motivador maior para o celesquiano do que saber que o caminho proposto a ser trilhado fortalece o caráter público da CELESC. Os participantes sugerem que os sindicatos procurem os candidatos ao governo do estado e apresentem moção a ser assinada por todos, de maneira que se comprometam com a manutenção da empresa pública. Os trabalhadores têm propostas concretas para melhorar o desempenho da CELESC e superar as dificuldades que se apresentaram nos últimos meses e comprometeram a imagem da empresa em algumas regiões do estado. A contratação de novos empregados para repor as saídas do ultimo programa de demissão voluntária é fundamental para que possamos alcançar este objetivo. A renovação da concessão também preocupa os celesquianos e esperamos Muita coisa foi feita nestes três ver a situação resolvida no próximo ano. De acordo com o presidente, todos dias de congresso. Levantamos os pré-requisitos exigidos pela ANEEL estão sendo operacionalizados e as principais dificuldades que não deveremos ter maiores dificuldades. Muita coisa foi feita nestes três dias de congresso. Levantamos as princios funcionários enfrentam no pais dificuldades que os funcionários enfrentam no quotidiano e apresentaquotidiano e apresentamos mos propostas para melhorar o desempenho, otimizar os custos e fortalecer propostas para melhorar o a nossa CELESC. desempenho, otimizar os custos e Acima de tudo o congresso revelou que os celesquianos são apaixonados fortalecer a nossa CELESC. pela empresa e sempre estarão dispostos a lutar na defesa de nosso lema:
“CELESC PÚBLICA, BOM PRA TODO MUNDO”.
Do apoio na coordenação dos Grupos: Daniel Domingos dos Passos José Alvaro Cardoso Julia Maris Latrônico Mairon Brandes Dos Sindicatos que compõem a Intercel: SINDINORTE SINERGIA SINTRESC SINTEVI STIEEL STIEEC SAESC Das entidades que apoiaram o evento: INTERCEL CELESC CELOS APCELESC CREDELESC APC cuja participação resultou na realização desse congresso.
Celesc Pública bom para todo mundo! Organização