120 Boletim do CONSELHEIRO DEZEMBRO/19
Representante dos Empregados | Leandro Nunes | leandronusi@gmail.com
Manter a Celesc Pública é, realmente, bom para todo mundo Ganhou força, no último ano, o discurso de que é pre- Khw! Em outro comparativo, a EDP, maior acionária da ciso privatizar as empresas públicas em busca de efici- Celesc, sempre candidata à compra da empresa em ência, melhores serviços prestados e tarifas mais bara- um possível processo de privatização e dona de outas à população. A história das privatizações no Brasil tras duas distribuidoras no país, tem tarifas de 0,526 demonstra que isso não é verdade. Infelizmente, esses R$/Khw tanto em São Paulo quanto no Espírito Santo. argumentos ainda são utilizados por políticos liberais, O discurso de que é preciso privatizar é velho, sustenempresários e investidores de mercado, devidamente tado por um viés neoliberal igualmente velho. A verdade respaldado por “jornalistas” chapa branca, que buscam é que se as privatizações, de fato, tivessem um efeito manipular a opinião pública para lucrar, e muito, com a positivo para a sociedade, não haveria mais discussão. venda do patrimônio público. Sempre defendemos que Entretanto, a realidade é diferente: as privatizações no a qualidade do serviço prestado pesetor elétrico demonstram uma piolas empresas públicas é muito maior ra nos serviços prestados e a cons“O discurso de que é do que o das empresas privadas, preciso privatizar é velho, tante exploração dos trabalhadores, por uma simples razão: a manucom altos níveis de terceirização e sustentado por um viés um grande impacto em acidentes tenção do caráter social pelo qual a empresa foi criada e, principalde trabalho. A própria Aneel já afirneoliberal igualmente mente, pelo comprometimento dos que a privatização tende à auvelho. A verdade é que mou trabalhadores concursados com a mentar as tarifas de energias para se as privatizações, de os consumidores. Em Goiás, o caos sociedade. Os celesquianos(as), diferente do que membros dessa difato, tivessem um efeito pelo péssimo atendimento após a retoria acham, são o diferencial na tem levado a sociepositivo para a sociedade, privatização prestação do serviço à população. dade à se rebelar e os políticos do não haveria mais São dedicados e comprometidos estado à debaterem a retomada da com o nome da Celesc, sentindo-se concessão, hoje com uma empresa discussão” parte da história da empresa. Vesitaliana. Esse é o retrato da privatitem a camisa e fazem com que a Celesc seja uma das zação: tarifas altas e baixa qualidade de serviço. melhores empresas da América Latina, na avaliação do A Celesc é um objeto de desejo do mercado. Emcliente consumidor. presa competente, com credibilidade e apoio da Há, entretanto, um aspecto que precisamos apro- população construído através de muito trabalho em fundar nesse debate à sociedade: no comparativo mais de 65 anos. A Celesc não foi fundada em decom as empresas privadas, temos a tarifa mais bara- zembro de 2018, nem precisa de salvadores da páta. Entre todas as distribuidoras de energia do país, tria. Basta que os celesquianos(as) possam trabalhar a Celesc tem a segunda menor tarifa. Isso conside- com tranquilidade e respeito, sem constantes sobresrando que a primeira do ranking é a Cooperaliança, saltos que sinalizam um futuro incerto, notadamente uma cooperativa que opera na região de Içara, com no que diz respeito ao desmonte da empresa e de pouco mais de 38 mil unidades consumidoras. Segun- sua estrutura. Afinal de contas, a lógica é antiga: é do dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, precarizando as condições de trabalho que se inicia disponíveis no link https://www.aneel.gov.br/ranking- a privatização. E se privatizar vai piorar, porque os -das-tarifas, a média das tarifas de energia no país é dados são absolutamente claros: manter a Celesc de 0,558 R$/Khw. A tarifa da Celesc é de 0,470 R$/ Pública é, realmente, bom para todo mundo!
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DIA DO ELETRICITÁRIO respeitar a história e os celesquianos
Hoje é o dia do eletricitário. Um dia oficial no calendário do Estado de Santa Catarina para homenagear os trabalhadores(as) da Celesc. Foi através de um projeto de lei do então Deputado Estadual Dirceu Dresh, construído a quatro mãos com os sindicatos da Intercel, que marcamos o nome dos eletricitários na história de Santa Catarina. Durante muito tempo lutamos para que os deputados catarinenses apoiassem e reconhecessem a importância dos celesquianos para o desenvolvimento social e econômico do nosso estado. Protagonista nesta luta, a Intercel ajudou a conquistar esse espaço que deve ser de reflexão e luta. Mais do que uma menção nos calendários, o dia do eletricitário serve para chamar a atenção para o papel fundamental dos trabalhadores de uma empresa pública comprometida com a sociedade catarinense. Felizmente, em um gesto que vai na contramão da prática da atual Diretoria, a assessoria de comunicação da Celesc mandou mais cedo um e-mail para os empregados, reconhecendo que somos TODOS eletricitários, independente de cargo ou função. É preciso respeitar a história e respeitar os celesquianos. Hoje, mais do que nunca, desejo a todos os trabalhadores da Celesc meus parabéns por sua importância, capacidade e, principalmente, pelo companheirismo que nos faz continuar lutando para levar energia de qualidade à toda Santa Catarina. PARABÉNS!
VAMOS À LUTA! Abraços, Leandro
EXPEDIENTE Boletim do Conselheiro é uma publicação do Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc Jornalista Responsável: Paulo Guilherme Horn (MTE 3489/SC) Revisão: Patrícia Mendes Telefone / Whatsapp: (47) 9187-6572 Email: leandronusi@gmail.com https://www.facebook.com/LeandroNunesConselheiro
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