34 Conselheiro Boletim do
Abril/23
Representante dos Empregados no Conselho de Administração da Celesc | Paulo Guilherme Horn | pghorn@gmail.com / (47) 9 9992-0036
A nossa construção é coletiva Nesta semana, continuamos a percorrida de prestação de contas do mandato, passando pelas Agências Regionais de Itajaí, Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau. Desde o início da percorrida, temos percebido a ânsia dos trabalhadores por informações do atual momento da Celesc e das perspectivas com o novo Governo e a nova Diretoria da empresa. Essa curiosidade é natural, uma vez que o contexto que se impõe é de novidade. A tendência é que as pessoas tenham mais interesse no porvir do que no passado. Apesar de ser ferrenho defensor do papel fundamental da história, uma vez que as memórias e registros do que passou são importantes ferramentas de politização e mobilização de uma categoria fadada a lutar em defesa da Celesc Pública e de seus direitos, compreendo perfeitamente a ansiedade da categoria. Por isso, olho com preocupação as notícias que apontam para uma postura intransigente da interlocução da Diretoria com os sindicatos da Intercel. Na primeira reunião com o Presidente da Celesc
falei sobre a necessidade de uma mudança de rumo nesta relação. Aquilo que foi praticado pela gestão Cleicio e pelo Governo Moisés não é aceitável diante das declarações do Governador, Jorginho Mello e do próprio Presidente, Tarcísio Rosa, sobre a construção de uma Celesc Pública, mais forte e mais eficiente. Gosto da metáfora da construção, que tão bem foi relatada no texto do Diretor do Sindinorte e ex-Representante dos Empregados no Conselho de Administração, Jair Maurino Fonseca. Jair está completamente certo ao afirmar que a construção
desta nova Celesc não pode carregar os vícios de uma gestão que não teve virtudes. Quando nós falamos em construção, falamos em coletivo. É exatamente por isso que percorremos o estado conversando com os trabalhadores. O dia a dia da representação no Conselho de Administração precisa ser de conhecimento dos eletricitários. Mais do que isso, as informações que o cargo nos dá acesso precisam ter um potencial mobilizador. É por isso que sempre reforço que nosso caminho é ter representações que tenham acesso à informação, sindicatos que tenham capacidade de
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